Pesquisa Bloomberg: China e Índia serão centros de inovação tecnológica até 2035 913

Pesquisa Bloomberg: China e Índia serão centros de inovação tecnológica até 2035

Pesquisa do Fórum da Nova Economia Bloomberg revela o otimismo por parte de 2.000 profissionais em 20 mercados sobre o papel que a tecnologia exerce na economia

A Bloomberg lançou hoje resultados da pesquisa global da área de Nova Economia (New Economy), que reuniu percepções de 2.000 profissionais de negócios de 20 mercados sobre o que o futuro trará à medida que o equilíbrio do poder global se deslocar em direção a novas economias. Diante de uma série de previsões sobre o mundo em 2035, a pesquisa revelou o sentimento de profissionais de negócios de economias emergentes e desenvolvidas sobre uma série de questões, incluindo o papel da tecnologia, a urbanização e as mudanças climáticas.

No geral, os dados mostram que os profissionais de negócios de países emergentes são mais otimistas do que os profissionais dos mercados desenvolvidos sobre mudança e têm expectativas significativamente mais altas para o papel que a tecnologia desempenhará na economia, nos negócios e na vida diária nas próximas décadas.

“É válido ressaltar que as economias emergentes são mais otimistas do que os mercados desenvolvidos sobre o poder da tecnologia para moldar um mundo melhor até o ano de 2035”, comenta Andrew Browne, diretor editorial do Fórum da Nova Economia Bloomberg. “Os países em desenvolvimento, em geral, veem a tecnologia mais como uma oportunidade, enquanto o mundo desenvolvido tem um maior senso de tecnologia como uma ameaça”.

Entre as principais conclusões da pesquisa:

  • 69% dos profissionais de negócios pesquisados da América Latina acreditam que a independência das mulheres em países emergentes trará um renascimento econômico – acima da média global de 57%. Os entrevistados da América Latina acreditam que as futuras sociedades serão sem dinheiro físico. 46% dos entrevistados da América Latina entrevistados concordam ou concordam plenamente que o dinheiro não será mais o principal meio de troca até 2035. Somente 8% dos argentinos entrevistados discordaram, o menor número de qualquer país pesquisado.
  • Em todo o mundo, existe um consenso de que dinheiro físico está de saída – Globalmente, 52% dos entrevistados concordam plenamente ou concordam que o G-10 não usará mais dinheiro como meio de troca em 2035. Os países emergentes estão ligeiramente mais favoráveis (54% concordam plenamente ou concordam) a prever essa mudança do que os países desenvolvidos (48% concordam ou plenamente).
  • Globalmente, 54% dos entrevistados concordam ou concordam plenamente que, até 2035, a China e a Índia terão ultrapassado os EUA como os centros de inovação tecnológica do mundo. Uma porcentagem substancial (49%) dos entrevistados nos mercados desenvolvidos, incluindo os entrevistados dos EUA, concordou ou concordou plenamente com a previsão de que a China e a Índia eclipsarão os EUA em tecnologia. Ainda mais (59%) entrevistados em mercados emergentes estão apostando que a China e a Índia vão dominar o setor até 2035. Entre as mais altas estão a África do Sul (73% concordam ou concordam), Egito (69% concordam ou concordam) e Arábia Saudita (67% concordam ou concordam plenamente). Os entrevistados chineses foram mais conservadores em relação à perspectiva de que a China e a Índia superassem os EUA em tecnologia, com apenas 40% concordando ou concordando plenamente.
  • 39% dos entrevistados globais acreditam que Pequim será a maior cidade tecnológica do mundo até 2035, com mais entrevistados (45%) em mercados emergentes concordando e concordando plenamente do que nos mercados desenvolvidos (31%).
  • Existe um forte consenso global de que, se houver outra guerra mundial, é provável que seja uma guerra cibernética. Globalmente, 68% dos entrevistados concordam ou concordam plenamente com essa previsão. Há mais temor disso nos países emergentes (72% concordam ou concordam plenamente) do que nos países desenvolvidos (onde 61% concordam ou concordam plenamente), mas a preocupação é alta em todo o mundo.
  • Os entrevistados na Ásia acreditam que os carros autônomos serão mais comuns do que os de propriedade individual em 2035. Enquanto os entrevistados na China (70%), Vietnã (69%) e Índia (65%) concordam plenamente ou concordam que carros autônomos dominam o mercado automobilístico, há divergência nesse ponto nos países ocidentais com fortes indústrias automotivas, incluindo o Reino Unido (38% discordam plenamente ou discordam), Estados Unidos (36% discordam plenamente ou discordam) e Alemanha (35% discordam plenamente ou discordam).
  • A maioria dos profissionais de negócios em todo o mundo concorda que, até 2035, estaremos alcançando um ponto sem retorno a respeito das mudanças climáticas. Globalmente, 58% concordam ou concordam plenamente, com o sentimento mais forte em economias desenvolvidas como o Reino Unido (64%), França (63%) e Alemanha (59%) .52% dos profissionais globais também concordam que o aumento do nível do mar já terá “varrido” o primeiro país de baixa altitude do mapa até 2035.
  • Apesar dos temores de que a IA destrua os empregos manuais, a maioria do mundo diz que a aprendizagem ao longo da vida pode atenuar a ameaça – Esse sentimento é especialmente forte nas economias emergentes, onde 72% concordaram ou concordaram plenamente que a aprendizagem ao longo da vida, muitas vezes fornecida por meio de tecnologia móvel, será um método bem-sucedido de combater os desafios de mercado impostos pela inteligência artificial.

Tom Orlik, economista-chefe da Bloomberg disse: “O que é palpável nas ruas de Pequim e Nova Delhi também é evidente nos resultados da pesquisa — os profissionais das novas economias são claros sobre a mudança no centro da gravidade econômica global. À medida que avançam para aproveitar as oportunidades representadas por novos mercados e tecnologias, o fluxo de talentos e capital acelerará a ascensão das novas economias ”.

O Fórum da Nova Economia de 2019 será realizado em Pequim do dia 20 ao dia 22 de novembro nas margens do Lago Yanqi. Aproximadamente 500 dos executivos mais influentes do mundo, inovadores em tecnologia, autoridades governamentais, especialistas e acadêmicos de mais de 60 países e regiões se reunirão em Pequim para propor soluções para a desordem da mudança para a nova economia.

Detalhes adicionais sobre o Fórum, incluindo a agenda e os delegados, serão anunciados em uma data futura. Mais detalhes estão disponíveis neste endereço.

Metodologia de Pesquisa

A pesquisa online foi realizada para a Bloomberg pela Profiles Division, Kantar. Os dados da pesquisa foram coletados de 18 a 26 de março de 2019 entre uma amostra com 2.000 profissionais de negócios em 20 mercados sobre suas visões sobre o que o futuro (especificamente, 2035) provavelmente manterá. Isso envolvia determinar seu nível de concordância ou discordância com uma série de previsões sobre o mundo em 2035. A margem de erro amostral para o total de respondentes é de +/- 2,2 no nível de confiança de 95% com base no tamanho total da amostra N = 2000. Observação: Profissionais ativos com idade entre 30 e 65 anos e com emprego de tempo integral.

Países participantes:

  1. Argentina²
  2. Brasil²
  3. China²
  4. Egito²
  5. France¹
  6. Alemanha¹
  7. Índia²
  8. Indonésia²
  9. Japão¹
  10. Malásia²
  11. Nigéria²
  12. Arábia Saudita²
  13. Singapore¹
  14. África do Sul²
  15. Coréia do Sul¹
  16. Espanha¹
  17. Emirados Árabes Unidos¹
  18. Reino Unido¹
  19. Estados Unidos¹
  20. Vietnã²

¹Denotado como “mercado desenvolvido” para fins de pesquisa;
²Denotado como “mercado emergente” para fins de pesquisa;

Formação de equipes vencedoras é tema da live da Gente Seguradora 1137

Momento acontece hoje às 17h30

Hoje é dia de live da Gente Seguradora. Na 14ª edição, o tema será a formação de esquipes vencedoras com a perspectiva de autorresponsabilidade como parte do conjunto de relações no sistema. Renata Bidone, psicóloga e palestrante motivacional, é a convidada da vez.

A Live da Gente será transmitida hoje às 17h30, pelo Instagram @GenteSeguradora.

Grupo AXA apresenta novo propósito global 1523

“Agir para o progresso humano protegendo o que importa” é a nova proposta

Thomas Buberl, CEO global da AXA. Foto: Rapahael Dautigny

O Grupo AXA acaba de anunciar globalmente seu novo propósito: “Agir para o progresso humano protegendo o que importa”, focado em seu negócio, a proteção, e com viés coletivo. A proposta parte do cenário contemporâneo, de transformação e emergência de novos riscos, que necessitam de soluções inovadoras para possibilitar o avanço da humanidade, local e globalmente, nos âmbitos pessoal e familiar, nos negócios, na comunidade e na sustentabilidade do planeta.

“A proteção sempre esteve no centro do nosso negócio, ajudando indivíduos, negócios e sociedades a prosperar. A AXA sempre foi uma companhia líder, inovadora e empreendedora, promovendo o progresso em todas as suas dimensões” explica Thomas Buberl, CEO global da AXA, reafirmando o papel social da empresa.

O novo propósito, sintetizado em um manifesto – https://youtu.be/mfnBsu6NCQY – é endossado pelas iniciativas da companhia ao redor do mundo, como o apoio a projetos de pesquisa capitaneados pelo AXA Research Fund; desenvolvimento econômico e sustentabilidade, além do pioneirismo em soluções de telemedicina.

ANSP debate Força Maior no Seguro Garantia 1291

Palestrantes discutem situação do segmento em meio ao cenário atual e a atuação das cláusulas de Força Maior nos contratos de seguro

Na última quinta-feira (25), a Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP – discutiu o tema “Força maior em contratos públicos e privados e o Seguro Garantia”. Os participantes abordaram a legislação, a responsabilidade de contratante e contratado, a renegociação de contratos na busca do reequilíbrio financeiro e a força maior como excludente de responsabilidade. O assunto foi debatido em uma edição ao vivo do Café com Seguro.

“Temos uma excelente oportunidade de trazer um pouco mais de consistência e elementos para que as pessoas possam eventualmente utilizá-los em seus pensamentos e estudos”, ressalta João Marcelo dos Santos, presidente da ANSP. “Nós não vamos conseguir encontrar a grande resposta para resolver as questões da força maior, mas podemos discuti-la”, complementa Rogério Vergara, moderador do evento.

De forma geral, o Seguro Garantia relacionado à infraestrutura possui em seus contratos de construção, de fornecimento de equipamentos e outros, cláusulas específicas de força maior. Entretanto, explica João Girolamo, Vice- Coordenador da Cátedra de Riscos Financeiros, a definição do termo é colocada de forma abrangente. “Na minha visão, o que se pretende fazer com isso é se precaver daqueles cenários em que eles não gostariam que fosse considerada força maior, restringindo a abrangência do Código Civil sobre essas situações”, pontua. Apesar disso, complementa, é possível haver discussões específicas antes da emissão da apólice nas quais a seguradora possa se responsabilizar. “Essa relação da apólice com as cláusulas do contrato precisa estar muito bem definida”, conclui.

Em relação ao cenário atual de pandemia, o especialista acredita que esse ramo não sofreu grandes impactos no que diz respeito ao aumento de sinistralidade. Girolamo aponta três justificativas: “em primeiro lugar, boa parte do mercado atua com Seguro de Garantia Judicial em longo prazo, que não necessariamente está atrelado a uma ocorrência de cenário econômico, mas a um processo judicial. Além disso, as obras, hoje, estão andando bem. A carteira de infraestruturas tem como consequência um impacto de médio prazo, então não há nenhum tipo de atraso no momento. Por fim, há um impacto na parte de crédito e garantias. Ainda não sabemos quais serão exatamente as consequências dessa pandemia, mas o mercado de crédito vai ser o primeiro atingido”, explica.

Apesar da abrangência da definição de Força Maior nos contratos, o que se vê é um judiciário cauteloso diante da pandemia, acredita Pedro Souza, membro da Cátedra de Riscos Financeiros da ANSP e um dos participantes do debate. “As consequências atribuídas pelo Código Civil nas circunstâncias atuais é que o desertor não responde pelos prejuízos resultantes, caso não tenha se responsabilizado expressamente por eles. Então, multas e obrigações indenizatórias, por exemplo, são afastadas. Mas não existe uma desoneração do obrigado em relação ao seu dever principal”, ressalta.

Já em relação aos contratos públicos administrativos, Souza entende que é preciso desmistificá-los enquanto uma entidade autônoma e buscar as referências no Código Civil. “Quando verificamos na Lei 8666/93 qual seria a solução para uma consequência de ação extraordinária ou força maior, encontramos que os contratos podem ser alterados para que haja reequilíbrio, e não um super triunfo de uma das partes. Então a solução é: sentem e conversem”, estimula o debatedor.

No último momento do evento, Marcia Cicarelli, Coordenadora da Cátedra de Contrato de Seguro e diretora da ANSP, reforçou a abrangência do Código Civil. “Quando se dá a caracterização a quem compete dizer que se trata de um caso fortuito ou força maior?”, questiona. “A definição do Código Civil é ampla, trazendo critérios como o fato necessário, inevitável e irresistível. Somente a partir da análise concreta de cada contrato e da situação específica das partes, é que será possível dizer se se trata de força maior”, afirma.

Tal análise parte de um entendimento de quais cláusulas embasaram aquele contrato, como a situação de caso fortuito ou força maior foi decidida entre as partes e, em um segundo momento, em qual circunstância específica está sendo arguida pelo devedor. “A discussão é extremamente complexa. Há contratos que tem características muito próprias, como o compra e venda de energia”, exemplifica.

A abertura do evento ficou a cargo de Edmur de Almeida, diretor de Fóruns Acadêmicos da ANSP e do presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos. Já a mediação ficou sob a responsabilidade de Rogério Vergara, diretor da ANSP e coordenador da Cátedra de Riscos Financeiros. A coordenação ficou a cargo de Edmur de Almeida, Márcia Cicarelli e Rogério Vergara.

Assista a live completa no canal da ANSP.

Dados em plataformas digitais de contratação de frete facilitam crimes e geram insegurança no setor 1233

Acostumada a atuar no ambiente digital, uma das seguradoras que melhor avalia as contratações em plataformas de fretes online é a Argo Seguros

O avanço da tecnologia tem facilitado a vida de frotistas e caminhoneiros autônomos. Através de plataformas de fretes online, eles buscam empresas que precisam do seu serviço para entrega de mercadorias em todo o Brasil. Porém, algumas pessoas têm se aproveitado das ofertas de fretes disponíveis para cometerem crimes.

Recentemente, a polícia desarticulou uma quadrinha que roubava cargas no Triângulo Mineiro e no sul de Goiás. Segundo as investigações, os criminosos se inscreviam em um aplicativo de fretes, escolhiam a carga e mandavam um motorista. No trajeto, eles simplesmente desviavam a carga e alegavam que teriam sido vítimas de furto e roubo. Algumas vezes chegavam até a registrar um Boletim de Ocorrência em outro estado para não levantarem suspeita.

Casos como esse fizeram com que algumas seguradoras ficassem mais reticentes quanto a credibilidade dessa nova forma de contratação de fretes. “De maneira geral, as seguradoras reclamam, mas não deixam de fazer negócios. Porém, acabam enxergando todas as plataformas online da mesma maneira, quando na verdade existem aquelas que realmente tem melhor gestão da sua base de dados”, explica Rogério Bruch, diretor da Fetransporte Brasil, assessoria especializada em seguros de cargas do país.

Acostumada a atuar no ambiente digital, uma das seguradoras que melhor avalia as contratações em plataformas de fretes online é a Argo Seguros. “Por sermos uma seguradora que já nasceu no meio digital, acredito que somos mais flexíveis tanto para entender as demandas do mercado, quanto para oferecer soluções diferenciadas que facilitem a vida de nossos clientes e parceiros”, explica Ivor Moreno, Head of Marine & Innovation da companhia.

Para o executivo, muitas das plataformas de fretes oferecem recursos logísticos que trazem maior controle e segurança para a operação dos embarcadores ou transportadores. “Esse é um mercado que está em transformação e o emprego de motoristas autônomos é uma realidade. Porém, grandes transportadores e embarcadores, por exemplo, podem otimizar a logística e mitigar riscos desde que se estabeleça processos e avalie com cuidado a plataforma utilizada”, afirma.

Segundo Ivor, as novas tecnologias, em geral, são uma tendência e é preciso um olhar especial para o que essas inovações representam em todas as linhas de negócio, e não apenas no transporte. “Todos precisam e querem trabalhar, ainda mais no atual momento de crise motivada pela pandemia. Nosso papel enquanto seguradora é entender a metodologia empregada pelas empresas e avaliar os riscos, de forma a não atrapalhar e até incentivar àquelas que têm boas práticas”, concluiu.

Como será o setor de seguros de pessoas nos próximos quatro anos? 1427

Live do ISB com diretores da Sancor Seguros contou com projeções de longo prazo

O Instituto Superior de Seguros e Benefícios do Brasil (ISB) promoveu, nesta quinta-feira, 2, a “Quinta com Benefícios”, live que contou com a participação de Leandro Poretti, diretor-geral da Sancor Seguros, acompanhado de diretores da companhia. Ao vivo, os executivos da seguradora destacaram uma circunstância diferenciada da empresa no comparativo às demais congêneres em atividade no mercado brasileiro: o fato de a Sancor estar retomando antes das demais seguradoras o trabalho presencial, tendo em vista que a sede principal no Brasil é localizada no Interior, onde a pandemia se alastra bem menos que nas capitais.

Localizada em Maringá, no norte do Paraná, a Sancor retomou às atividades presenciais em meados de junho, o que não significa, todavia, que tenha abortado as operações digitais. Pelo contrário, a cidade paranaense está recebendo o projeto piloto de um aplicativo de telemedicina já bastante difundido pela Sancor no mercado argentino. Conforme o diretor-geral destacou na live, o serviço prevê a inclusão de teleconsultas nos planos de saúde coletivos e individuais a serem oferecidos pela seguradora no futuro próximo.

Os palestrantes também salientaram o crescimento, no mercado brasileiro, da verificação de sinistros por imagem, tanto nos ramos de Vida como nos Ramos Elementares, apontando essa inovação com consequência dos avanços tecnológicos que foram implementados durante o período de distanciamento social.

Outro destaque da transmissão online foi a palestra de Fernando Ortega. O economista se propôs a apresentar números que permitem projetar como estará o mercado de seguros quatro anos depois do final da pandemia. Ele denominou as projeções apresentadas como “Impacto do Covid-19 sob o enfoque do longo prazo.

Os primeiros gráficos mostraram que o PIB do Brasil havia crescido 48% no acumulado dos anos de 2004 a 2013, época em que o Governo Federal conseguia arrecadar mais que gastar. Em contrapartida, a partir da crise econômica que estourou na segunda metade da década passada, os números ficaram negativos no acumulado entre 2014 a 2023, evidentemente considerando o intervalo entre 2021 e 2023 como hipótese futura. Como o Governo tem gastado mais recursos que arrecadado, a projeção é de que o país tenha um decréscimo acumulado de – 1,06% no PIB daqui a três anos.

Todavia, conforme indicadores tabulados em outra pesquisa internacional, em que mais de 3 mil pessoas de 15 países foram ouvidas, a mudança de comportamento do consumidor mundial, em decorrência da pandemia, sinaliza um maior interesse das pessoas por produtos de seguros de pessoas.

O levantamento apresentado na live identificou, como possíveis impactos permanentes no comportamento do consumidor no pós-pandemia, o seguinte: 60% das pessoas está dedicando o tempo em autocuidado e bem-estar; 57% passaram a se exercitar em casa; 64% estão mais atentos em reduzir desperdícios; 50% estão considerando mais a saúde ao comprar um produto.

Na interpretação do palestrante, os dados indicam pessoas mais focadas em vida, em saúde e na proteção da família que em bens materiais. Ele acrescenta que essa nova tendência já reflete no mercado, o qual registrou um crescimento de 1% do setor de seguros de pessoas, de janeiro a abril, no Brasil, onde o seguro automóvel, por exemplo, despencou.

“A crise econômica pode, inclusive, provocar a aceleração na reforma administrativa e reforma tributária. Além disso, o brasileiro está acostumado com crises, sendo bastante resoluto em conseguir se adaptar. Já se enxerga uma recuperação até em 2021, com crescimento projetado de até 4% na economia nacional”, projetou o analista. Falando em seguros, Ortega identifica que este mercado tem muito a crescer no país. “As seguradoras e corretores estão entendendo um pouco mais as necessidades do consumidor. O ouvir o cliente, entregar uma solução sob medida, cruzar dados sobre o perfil do consumidor têm possibilitado às companhias oferecer o que o cliente precisa”, reforçou.

O trabalho remoto será constante, crescimento da modalidade de cursos à distância, crescimento de seguros de infraestrutura, de seguros prestamistas, em razão da necessidade de se abrir o crédito, foram outras conclusões que os participantes do fórum do ISB e Sancor Seguros destacaram para a audiência, durante 90 minutos de live, acompanhada pela reportagem JRS.