Precisamos falar sobre os planos de saúde individuais 1174

Precisamos falar sobre os planos de saúde individuais

Confira artigo de João Alceu Amoroso Lima, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)

Como pode um produto que tem alta demanda reprimida não ser comercializado em larga escala pelas empresas? Esse fenômeno acontece com os planos de saúde individuais no Brasil. Segundo pesquisa Ibope, o plano de saúde é o terceiro maior desejo do brasileiro, perdendo apenas para a educação e a casa própria. Nesse cenário, há uma realidade muito paradoxal: se o consumidor deseja, por que tantas operadoras deixaram de ofertar planos individuais? A resposta é simples, as operadoras de planos de saúde precisam ter garantias de que a carteira ou conjunto vendido de planos individuais permanecerá solvente e economicamente viável ao longo do tempo. Caso contrário, perdem todos: as empresas, que ficarão insolventes e irão encerrar suas operações, e o consumidor, que ficará sem a proteção contratada. Em outras palavras, as regras impostas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – especialmente a política de reajuste – inviabilizaram economicamente as carteiras de planos individuais, levando as operadoras a suspenderem as vendas e, em alguns casos, a alienar as carteiras existentes.

A estrutura de custo das operadoras é fortemente impactada pela inflação médica – aumento das despesas com consultas e exames, elevação da frequência do uso do plano pelos beneficiários, compra de materiais e insumos cada vez mais caros, utilização intensa de tecnologia, aumento das despesas com internações e inclusão de novas coberturas, tratamentos e medicamentos no Rol de Procedimentos da ANS (cobertura mínima obrigatória) a cada dois anos, entre outras. Além disso, as empresas arcam com despesas administrativas e outras não previstas, como o gasto crescente com a chamada judicialização da saúde – ações judiciais que a cada tempo obrigam as operadoras a assumirem despesas inesperadas em seus contratos. Inevitavelmente, o somatório do impacto nos custos dessas variáveis precisa ter a contrapartida no valor das mensalidades dos planos que os beneficiários pagam.

É preciso destacar que toda e qualquer atividade econômica requer regulação para coibir distorções prejudiciais a todas as partes envolvidas – o fundamento econômico para qualquer regulação é a existência de falhas de mercado, típicas na Saúde Suplementar. O excesso de interferência governamental, no entanto, acaba inibindo o desenvolvimento do mercado.

Historicamente, já vimos que controle de preços e, no caso em questão, dos reajustes anuais não protege o consumidor, apesar da falsa sensação de segurança que traz no primeiro momento. Na verdade, políticas de controle de preços e reajustes acabam tirando conquistas do consumidor no curto, médio e longo prazo. No Brasil, um bom exemplo é o desaparecimento do Banco Nacional de Habitação (BNH) e do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) – ambos criados pelo governo para viabilizar a aquisição da casa própria e, ao mesmo tempo, ajudar a fortalecer a indústria da construção civil. Ao longo do tempo, no entanto, banco e programa sucumbiram ao excessivo controle de preços e às taxas de juros subsidiados que os sucessivos governos impuseram e que não asseguraram a sustentabilidade das iniciativas, que poderiam ter tido vida longa e ajudado milhões de brasileiros a ter seu imóvel.

O exemplo acima tem semelhança com o contexto que se observa no segmento de planos de saúde individuais e familiares. O fato é que a política de reajustes da ANS adotada até 2018 resultou em fortes desequilíbrios das carteiras existentes, e na inviabilidade econômica de novos produtos. Esse tipo de política de reajuste pode ter ajudado no desaparecimento de mais de três centenas de operadoras nos últimos 11 anos, segundo dados do próprio órgão regulador, reduzindo a oferta e a concorrência no mercado. De acordo com cálculos da FenaSaúde, de 2008 a 2018 os reajustes autorizados pela ANS para os planos individuais totalizaram 155%. No entanto, as despesas assistenciais per capita atingiram 192% no mesmo período. A conta, portanto, não fecha!

A FenaSaúde tem defendido nos últimos anos a revisão das regras e da metodologia de reajustes adotada pela ANS. É fato que as propostas de mudanças da fórmula de reajuste apresentada pelo órgão regulador, em 2018, já indicaram avanços importantes, mas é preciso mais. A nova fórmula ainda é única para todos os planos individuais que são comercializados Brasil afora. Para a FenaSaúde, criar uma única regra que estabelece os mesmos percentuais de reajuste para todos os planos individuais e familiares, oferecidos por operadoras dos mais diversos portes, nas mais diversas regiões do Brasil, acaba por alimentar as distorções que persistem no sistema de saúde privado.

A FenaSaúde entende que, no caso dos reajustes de planos individuais, é preciso considerar as particularidades de cada região do Brasil assim como dos produtos comercializados e suas características específicas de redes credenciadas, desenho de plano, amplitude geográfica etc. Somente com regras que permitam a manutenção do equilíbrio atuarial e a viabilidade econômica das carteiras de planos individuais, as operadoras voltarão a comercializar tais planos.

Não existe mágica e nem almoço grátis nesse segmento de planos individuais. A regulação excessiva – incluindo a metodologia que limita os reajustes – não gera valor para ninguém. É preciso deixar que o mercado encontre o melhor caminho para criar produtos que sejam viáveis tecnicamente, que atendam a demanda por planos individuais e, principalmente, que tenham preços que “caibam no bolso” dos consumidores.

Finalmente, que os bons ventos liberais, que surgiram nos últimos meses, soprem também na direção do setor de Saúde Suplementar.

Mobiauto adquire segunda maior empresa de repasse de automóveis do País 256

Mobiauto adquire segunda maior empresa de repasse de automóveis do País

Aquisição foi uma estratégia para acelerar ainda mais o crescimento da empresa, que até então atuava no mercado B2C

Segundo o CEO da Mobiauto, Sant Clair de Castro Júnior, o plano original da empresa era criar uma ferramenta que facilitasse o processo de repasse de veículos entre concessionários e lojistas. “Porém, notamos a necessidade de acelerar o processo e comprar uma empresa com a ferramenta pronta e know-how neste setor – além de significativa aceitação e usabilidade. Começamos atuando apenas com venda B2C, na qual os carros das revendas ativas eram disponibilizados para pessoa física por meio de anúncio feito no nosso portal de classificados. Agora, com a PasseCarros, poderemos atuar também no setor B2B, ajudando as lojas a abastecerem seus estoques para melhor servir seus clientes”, afirma.

Neste momento, a Mobiauto conta com 70 pessoas no seu quadro de funcionários para seguir o plano de crescer exponencialmente mês a mês. Na fase de lançamento, em julho, eram 54 colaboradores. O objetivo é dobrar o tamanho nos próximos 12 meses, em quantidade de carros vendidos e faturamento. “Em pouco tempo, a empresa tem se mostrado efetiva em impactar o comércio”, reitera Sant Clair.

Para ele, ferramentas como a PasseCarros agilizam o processo de repasse de veículos usados e seminovos, potencializando as vendas dos concessionários. “Quando você resolve comprar um carro novo, geralmente, tem a opção de dar o seu carro como parte do valor. No entanto, algumas vezes o veículo usado como entrada não atende o público daquela concessionária ou loja, por isso há a necessidade do repasse do automóvel entre eles”, exemplifica.

Associação dos Terminais Portuários Privados comemora MP da Liberdade Econômica 269

Associação dos Terminais Portuários Privados comemora MP da Liberdade Econômica

Confira nota de posicionamento emitida pela entidade

A Associação dos Terminais Portuários Privados (ATP) comemora os avanços na diminuição da burocracia para a atuação do setor portuário privado presentes na Medida Provisória da Liberdade Econômica, aprovada ontem pelo Senado Federal. Entre os benefícios trazidos pelo texto, destacamos o estabelecimento do tempo máximo para análise de pedidos referentes à autorização, licença, registro, alvará, entre outros.

“Uma das principais bandeiras da ATP é a desburocratização de processos no setor portuário privado. Temos situações de terminais que aguardam por anos para a liberação de uma licença ambiental, por exemplo. Com prazos claros e a definição do tempo máximo para análise, teremos ainda mais segurança jurídica para o investidor. Por isso, precisamos que a medida seja efetivamente implementada”, avalia o Diretor-Presidente da ATP, Murillo Barbosa.

A Associação também ressalta o seu apoio aos princípios que norteiam a MP, como a presunção de liberdade no exercício de atividades econômicas, a presunção da boa fé do particular e a intervenção subsidiária, mínima e excepcional do Estado sobre as atividades econômicas.

Seguros Unimed está entre as três maiores seguradoras de saúde do país, segundo o Valor 1000 344

Companhia também é destaque entre as mais rentáveis em 2018 na categoria ‘Previdência e Vida’

Divulgação
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A Seguros Unimed reafirma a sua trajetória de crescimento ao figurar entre as três maiores seguradoras do país no ramo Saúde, segundo o Valor 1000. A publicação do jornal Valor Econômico, com chancela metodológica da Fundação Getúlio Vargas e da Serasa Experian, avalia o desempenho de empresas de 25 setores.

Fruto da evolução do modelo de gestão da saúde, com iniciativas que buscam aumentar a coordenação do cuidado, com foco na qualidade e na segurança do paciente, além de aumentar a eficiência assistencial, a Seguradora está entre as três companhias com menor sinistralidade do mercado. Os investimentos em inovação no último ano, levando à modernização da sua base tecnológica, além da ampliação das parcerias com o Sistema Unimed em todo o país, também estão entre os pilares da estratégia de crescimento da Seguradora.

No ranking que lista as melhores nos segmentos de Previdência e Vida, a Seguros Unimed está entre as 20 maiores. Entre as dimensões avaliadas, a Companhia é destaque entre as maiores em lucro líquido, lucro operacional, patrimônio líquido e prêmios ganhos, além estar entre as mais rentáveis sobre o patrimônio e na lista das que mais cresceram em aplicações, entre as grandes.

“É com muito orgulho que recebemos este importante reconhecimento do mercado no nosso ano 30 e reafirmamos o compromisso com o nosso propósito, com foco em um futuro com mais saúde e proteção financeira para as pessoas e as instituições”, destaca o diretor-presidente da Seguros Unimed, Helton Freitas. Ainda segundo ele, “seguimos com o olhar voltado para frente, trilhando um caminho com base nos pilares da cooperação e da inovação. E tendo o cliente no foco da nossa estratégia e operação”.

Além da Seguros Unimed, outras 31 Unimeds marcaram presença na publicação, no ranking que reúne os maiores planos de saúde do Brasil.

A cerimônia de premiação da edição 2019 do Valor 1000 ocorreu na última terça-feira (20), no Hotel Unique, em São Paulo, e contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Planos de saúde poderiam economizar em torno de R$ 10 milhões evitando fraturas decorrentes de osteoporose 388

Planos de saúde poderiam economizar em torno de R$ 10 milhões evitando fraturas decorrentes de osteoporose

Estudo demonstra que uma boa gestão de informações dos beneficiários possibilita tratamentos preventivos e evita custos, que podem chegar a R$ 650 milhões ao ano na saúde suplementar

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 10 milhões de pessoas sofrem com a osteoporose, doença que causa enfraquecimento dos ossos e aumenta o risco de fraturas. No universo da saúde suplementar, que contempla cerca de 47 milhões de beneficiários, se considerarmos apenas as pessoas com 50 anos de idade ou mais, 1,4 milhão de pessoas são acometidas pela doença e cerca de 12% delas apresentam alto risco de fraturas, com custos que podem chegar a 60 mil reais –somando um gasto de aproximadamente R$ 650 milhões ao ano. Pesquisa conduzida pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (UNIDAS), identificou que pelo menos 20,7% dos custos com internações cirúrgicas estão relacionadas a Órteses, Próteses e Materiais Especiais (Pesquisa UNIDAS – 2018).

Um estudo realizado pela Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde (Capesesp), filiada da UNIDAS, comprova que é possível reduzir os custos com fraturas por meio de gestão de informações dos beneficiários e cobertura de tratamentos preventivos. A ferramenta, que identificou pessoas que apresentavam um alto risco de fraturas decorrentes de osteoporose, trabalha com dados que vão além do número de exames e internações do paciente, passando por seu histórico médico, doenças e fatores de risco, informações fundamentais para trabalhar com prevenção e gestão de doenças.

O estudo avaliou mais de 22 mil mulheres na pós-menopausa com 50 anos ou mais – perfil e faixa etária com maior probabilidade de ter osteoporose. Destas, 229 mulheres com média de idade de 73,6 anos apresentaram alto risco de fraturas e baixa Densidade Mineral Óssea (DMO), sendo selecionadas para receberem um tratamento preventivo com objetivo de evitar fraturas. Com o tratamento, a incidência de fratura vertebral (0,43%), quadril (0,87%) e antebraço (0,43%) conseguiu ser abaixo do esperado, evitando 37 fraturas decorrentes de osteoporose e economizando quase R$ 900 mil reais.

Os medicamentos utilizados no tratamento desse grupo tiveram um custo aproximado de R$ 200 mil em um ano. Em contrapartida, uma fratura de quadril com colocação de prótese no fêmur, custa em torno de R$ 40 mil. “Isso significa que com cinco fraturas evitadas é possível cobrir o custo do tratamento do ano inteiro. Mais do que reduzir despesas, o paciente ganha mais saúde e qualidade de vida com as fraturas evitadas”, explica o presidente da Capesesp, João Paulo do Reis Neto.

A Capesesp calcula que se os 500 mil beneficiários (nesse caso com 60 anos de idade ou mais) de planos de saúde no Brasil que apresentam o mesmo alto risco de fraturas fizessem o mesmo tratamento preventivo para evitar as fraturas, seria possível economizar em torno de R$ 10 milhões.

“Com o envelhecimento da população brasileira, doenças relacionadas à idade, como a osteoporose, se tornam cada vez mais comuns. E a maior parte dos idosos que possuem planos de saúde do país estão nas autogestões (25,9%). Levando esse fator em consideração, as autogestões exercem um papel fundamental para a sobrevivência do sistema de saúde como um todo, por ser o único segmento da saúde suplementar acessível para a população idosa fora do Sistema Único de Saúde (SUS)”, finaliza o presidente da UNIDAS, Anderson Mendes.

Ministro do STF, Luis Roberto Barroso, é confirmado para Conseguro 2019 395

Ministro do STF, Luis Roberto Barroso, é confirmado para Conseguro 2019

Evento ocorrerá em Brasília e as inscrições seguem até o dia 28 de agosto

A duas semanas da Conseguro 2019, evento mais aguardado do mercado de seguros do país, que será realizado nos dias 4 e 5 de setembro, em Brasília, a organização do evento confirma a presença de Luis Roberto Barroso, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado apresentará a palestra “Um Olhar Sobre o Mundo e Sobre o Brasil”.

Promovida pela Confederação das Seguradoras (CNseg), este ano, a Conseguro 2019 abordará As Novas Fronteiras do Desenvolvimento e realizará debates referentes à nova economia, à conscientização da poupança a longo prazo e aos investimentos em infraestrutura no Brasil. O encontro reunirá palestrantes e debatedores técnicos, além de uma vasta programação com conteúdos relevantes para os negócios e carreira profissional. A expectativa é que cerca de 700 pessoas participem da Conseguro 2019.

Outros quatro eventos integrarão a edição 2019 da Conseguro: o 13º Seminário Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos; a 9ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros; o 6º Encontro Nacional de Atuários; e a 1ª Conferência de Sustentabilidade e Diversidade.

As inscrições para a Conseguro 2019 seguem até o dia 28 de agosto neste site.

Serviço: Conseguro 2019 – As Novas Fronteiras do Desenvolvimento

Data: 4 e 5 de setembro de 2019
Horário: 8h (Credenciamento) | 9h às 18h30min (Conseguro 2019)
Local: Centro Internacional de Conveções do Brasil (CICB)
Endereço: St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 Conjunto 63, Lote 50 – Asa Sul, Brasília