Precisamos falar sobre os planos de saúde individuais 1192

Precisamos falar sobre os planos de saúde individuais

Confira artigo de João Alceu Amoroso Lima, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)

Como pode um produto que tem alta demanda reprimida não ser comercializado em larga escala pelas empresas? Esse fenômeno acontece com os planos de saúde individuais no Brasil. Segundo pesquisa Ibope, o plano de saúde é o terceiro maior desejo do brasileiro, perdendo apenas para a educação e a casa própria. Nesse cenário, há uma realidade muito paradoxal: se o consumidor deseja, por que tantas operadoras deixaram de ofertar planos individuais? A resposta é simples, as operadoras de planos de saúde precisam ter garantias de que a carteira ou conjunto vendido de planos individuais permanecerá solvente e economicamente viável ao longo do tempo. Caso contrário, perdem todos: as empresas, que ficarão insolventes e irão encerrar suas operações, e o consumidor, que ficará sem a proteção contratada. Em outras palavras, as regras impostas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – especialmente a política de reajuste – inviabilizaram economicamente as carteiras de planos individuais, levando as operadoras a suspenderem as vendas e, em alguns casos, a alienar as carteiras existentes.

A estrutura de custo das operadoras é fortemente impactada pela inflação médica – aumento das despesas com consultas e exames, elevação da frequência do uso do plano pelos beneficiários, compra de materiais e insumos cada vez mais caros, utilização intensa de tecnologia, aumento das despesas com internações e inclusão de novas coberturas, tratamentos e medicamentos no Rol de Procedimentos da ANS (cobertura mínima obrigatória) a cada dois anos, entre outras. Além disso, as empresas arcam com despesas administrativas e outras não previstas, como o gasto crescente com a chamada judicialização da saúde – ações judiciais que a cada tempo obrigam as operadoras a assumirem despesas inesperadas em seus contratos. Inevitavelmente, o somatório do impacto nos custos dessas variáveis precisa ter a contrapartida no valor das mensalidades dos planos que os beneficiários pagam.

É preciso destacar que toda e qualquer atividade econômica requer regulação para coibir distorções prejudiciais a todas as partes envolvidas – o fundamento econômico para qualquer regulação é a existência de falhas de mercado, típicas na Saúde Suplementar. O excesso de interferência governamental, no entanto, acaba inibindo o desenvolvimento do mercado.

Historicamente, já vimos que controle de preços e, no caso em questão, dos reajustes anuais não protege o consumidor, apesar da falsa sensação de segurança que traz no primeiro momento. Na verdade, políticas de controle de preços e reajustes acabam tirando conquistas do consumidor no curto, médio e longo prazo. No Brasil, um bom exemplo é o desaparecimento do Banco Nacional de Habitação (BNH) e do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) – ambos criados pelo governo para viabilizar a aquisição da casa própria e, ao mesmo tempo, ajudar a fortalecer a indústria da construção civil. Ao longo do tempo, no entanto, banco e programa sucumbiram ao excessivo controle de preços e às taxas de juros subsidiados que os sucessivos governos impuseram e que não asseguraram a sustentabilidade das iniciativas, que poderiam ter tido vida longa e ajudado milhões de brasileiros a ter seu imóvel.

O exemplo acima tem semelhança com o contexto que se observa no segmento de planos de saúde individuais e familiares. O fato é que a política de reajustes da ANS adotada até 2018 resultou em fortes desequilíbrios das carteiras existentes, e na inviabilidade econômica de novos produtos. Esse tipo de política de reajuste pode ter ajudado no desaparecimento de mais de três centenas de operadoras nos últimos 11 anos, segundo dados do próprio órgão regulador, reduzindo a oferta e a concorrência no mercado. De acordo com cálculos da FenaSaúde, de 2008 a 2018 os reajustes autorizados pela ANS para os planos individuais totalizaram 155%. No entanto, as despesas assistenciais per capita atingiram 192% no mesmo período. A conta, portanto, não fecha!

A FenaSaúde tem defendido nos últimos anos a revisão das regras e da metodologia de reajustes adotada pela ANS. É fato que as propostas de mudanças da fórmula de reajuste apresentada pelo órgão regulador, em 2018, já indicaram avanços importantes, mas é preciso mais. A nova fórmula ainda é única para todos os planos individuais que são comercializados Brasil afora. Para a FenaSaúde, criar uma única regra que estabelece os mesmos percentuais de reajuste para todos os planos individuais e familiares, oferecidos por operadoras dos mais diversos portes, nas mais diversas regiões do Brasil, acaba por alimentar as distorções que persistem no sistema de saúde privado.

A FenaSaúde entende que, no caso dos reajustes de planos individuais, é preciso considerar as particularidades de cada região do Brasil assim como dos produtos comercializados e suas características específicas de redes credenciadas, desenho de plano, amplitude geográfica etc. Somente com regras que permitam a manutenção do equilíbrio atuarial e a viabilidade econômica das carteiras de planos individuais, as operadoras voltarão a comercializar tais planos.

Não existe mágica e nem almoço grátis nesse segmento de planos individuais. A regulação excessiva – incluindo a metodologia que limita os reajustes – não gera valor para ninguém. É preciso deixar que o mercado encontre o melhor caminho para criar produtos que sejam viáveis tecnicamente, que atendam a demanda por planos individuais e, principalmente, que tenham preços que “caibam no bolso” dos consumidores.

Finalmente, que os bons ventos liberais, que surgiram nos últimos meses, soprem também na direção do setor de Saúde Suplementar.

Icatu Seguros lança perfil no Spotify 394

Icatu Seguros lança perfil no Spotify

Ação para o Dia do Cliente terá conteúdo musical que traduz a brasilidade da companhia

A Icatu Seguros marca sua entrada na plataforma de música digital Spotify com uma ação especial para o Dia do Cliente. A seguradora criou duas playlists, com conteúdos para inspirar as pessoas a viver bem o presente, celebrar as conquistas e pensar no futuro através da música.

Valores como liberdade de escolha, parceria e proteção foram o ponto de partida para a criação da programação do projeto, que representa as cinco regiões do Brasil, seus gêneros e estilos musicais, reunindo artistas consagrados e também novos talentos. Alinhadas com todo propósito da companhia, as playlists ganharam nomes como “Criando meu Futuro” e “Sonho Meu”, esta que contou com uma parceria com a gravadora Biscoito Fino na curadoria dos artistas e faixas escolhidas.

“A Icatu tem uma relação muito próxima com a cultura brasileira e para nós, a música é uma linguagem que permite posicionar a marca e estabelecer afinidades com o nosso público. O novo canal terá um conteúdo musical que representa a essência e a brasilidade da nossa marca, que é acessível e está se tornando a cada dia mais digital. As temáticas e playlists se conectam com a vida das pessoas, convidando o ouvinte a sonhar, agir e criar o seu futuro, ações que desenvolvemos no dia a dia do nosso negócio”, afirma Rafael Caetano, diretor de Marketing e Canais da seguradora.

Com uma proposta atemporal, o conteúdo estará disponível a partir de 15 de setembro. Para acessar, basta acessar o perfil Icatu diretamente no Spotify ou através deste link.

Brasil sediará a Conferência Hemisférica de Seguros da Fides em 2021 748

Trata-se da 38ª edição do evento internacional

A cidade do Rio de Janeiro foi escolhida para sediar a 38ª Conferência Hemisférica de Seguros da Fides, em 2021. Pela terceira vez na história da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides), fundada em 1946, o Brasil abrigará esse importante evento internacional do mercado segurador, que reunirá 3 mil participantes – entre delegações de resseguradoras e seguradoras globais.

O evento da Fides ocorre a cada dois anos e, a edição de 2019 está sendo realizada essa semana (8 a 11), em Santa Cruz, na Bolívia, onde uma delegação liderada pela CNseg representa o Brasil.

A CNseg, a Confederação das Seguradoras, ficará responsável pela organização do evento, que ocorrerá de 9 a 12 de maio de 2021, no Windsor Expor Center, na Barra da Tijuca. Um vídeo sobre a cidade do Rio, produzido pela CNseg, foi exibido aos participantes da conferência Fides 2019 na terça-feira (10), anunciando, além das belezas do Rio, a abertura imediata das inscrições para o próximo encontro Fides 2021.

Brasil sediará a Conferência Hemisférica de Seguros da Fides em 2021
Brasil sediará a Conferência Hemisférica de Seguros da Fides em 2021

O Brasil é líder em arrecadação de prêmios na América Latina e 12º lugar do ranking mundial. No ano passado, a receita do setor representou 6,5% do PIB, incluindo Saúde Suplementar, e os chamados ativos financeiros administrados pelas seguradoras, R$ 1,3 trilhão.

A primeira Conferência Hemisférica de Seguros, realizada em Nova York, em maio de 1946, foi o passo inicial para a constituição da Fides, para quem “não é possível alcançar um desenvolvimento amplo da indústria e do comércio, sem o seguro”. A Fides agrega entidades de seguros privados de 19 países das Américas, incluindo os Estados Unidos e Espanha e, entre outras atribuições, cabe-lhe cuidar da imagem institucional do seguro e do resseguro, de estimular seu desenvolvimento, de promover o intercâmbio entre os mercados regionais, realizar pesquisas e programas de educação em seguros.

Bradesco estreita laços com corretores no Acampamento Farroupilha 500

Encontro aconteceu nesta quarta, 11

A Bradesco Seguros separou a noite desta quarta-feira (11) exclusivamente para os seus parceiros corretores de seguros no Acampamento Farroupilha. O maior evento em alusão a Revolução Farroupilha acontece em Porto Alegre/RS.

“Todos sabem que o mês de setembro é um momento importante para os gaúchos e, atenta a isso, a Bradesco Seguros sempre faz questão de realizar um momento de alegria, optando por fazer um churrasco no Parque Harmonia, lembrando as tradições e convidando nossos parceiros para estar aqui conosco”, destaca o superintendente executivo da companhia na Região Sul, Altevir Prado. “Isso porque a gente entende que o seguro depende muito de relacionamento e hoje é um dia que a gente faz relacionamentos e pavimenta no dia a dia o fortalecimento das relações”, acrescenta.

Imagens: Filipe Tedesco/JRS

Seguros avançam no mercado do luto, que já movimenta R$ 7 bilhões por ano 527

Seguros avançam no mercado do luto, que já movimenta R$ 7 bilhões por ano

Proteções já representam 5% dos R$ 350 milhões de faturamento obtido pelo Grupo Invita

O Grupo Invita está colhendo bons resultados a partir da diversificação de produtos comercializados pelas 16 organizações do conglomerado que atuam em 13 estados do Brasil como funerárias, cemitérios, crematórios e empresas de planos funerários.

Os planos oferecidos por essas empresas aos clientes, que antes se limitavam aos produtos funerários, passaram a também incluir seguros e assistências a partir de 2014. Os novos negócios, que já equivalem a 5% dos R$ 350 milhões de faturamento do Grupo, deverão representar 15% em até 4 anos. O aumento é considerado expressivo em função da alta rentabilidade da operação. Hoje, os planos das organizações atendem mais de 3,5 milhões de pessoas.

Acordo mira empresas que movimentam R$ 7 bilhões

Os seguros e assistências estão sendo garantidos pela seguradora Mongeral Aegon, com a qual o Grupo firmou em 2017 um acordo de exclusividade para comercializar as apólices no mercado brasileiro do luto. O regime de exclusividade compreende não apenas a oferta de proteções para pessoas físicas, mas também a distribuição de seguros por meio de outras empresas que atuam nesse mercado que movimenta anualmente cerca de R$ 7 bilhões, conforme números do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep).

Nas transações com outras empresas do mercado do luto (B2B), o Grupo Invita está compartilhando o know-how que desenvolveu ao comercializar produtos que podem ser adquiridos em vida, a partir de uma estrutura originalmente concebida para oferecer soluções somente em caso de óbito. Os seguros atualmente comercializados garantem indenização em caso de morte, invalidez, doença grave, fratura nos ossos, hospitalização e outros eventos.

Conceito de Life Care

“A força da rede de empresas do Grupo Invita está propiciando a mudança do conceito de Death Care para Life Care, em que as organizações podem apoiar, cuidar e amparar as famílias em todos os momentos da vida”, salienta Gilmar de Melo Mendes, presidente do conselho de administração do Grupo. Ele conta que esse novo modelo empresarial exige uma profunda mudança de cultura, que impacta não apenas a área de vendas, mas também outros departamentos das organizações como administração, faturamento, atendimento ao cliente e, principalmente, tecnologia – “que é o principal pilar de qualquer gestão empresarial moderna”.

Conforme o executivo, o sistema Life Care dobrou o índice médio de retenção de novos clientes de planos e, ao mesmo tempo, vem proporcionando um número crescente de parcerias com outras organizações do mercado do luto. Neste ano, outros produtos de seguro serão disponibilizados, além de serviços de saúde e crédito a custos mais acessíveis em relação à média do mercado.

Composição do mercado do luto

O mercado brasileiro do luto possui aproximadamente 5.500 empresas funerárias legalizadas em funcionamento, além de mil cemitérios privados e 90 crematórios, que empregam de forma direta mais de 50 mil pessoas, segundo dados da Associação de empresas do setor funerário (Abredif), Centro de Tecnologia em Administração Funerária (CTAF) e Sindicato dos Cemitérios Particulares do Brasil (Sincep).

Os Planos de Assistência Familiar, pagos mensalmente por milhões de pessoas, atendem, principalmente os públicos C e D. Esses, inicialmente apenas garantiam o atendimento emergencial às famílias na ocasião do óbito, mas hoje também oferecem serviços como rede de descontos em clínicas, academias, escolas e universidades, chegando a também ofertar material de convalescência, seguros, capitalização, empréstimos pessoais e um amplo leque de assistências (pet, veicular, sênior, etc.).

Além disso, outros diversos negócios ajudam a movimentar esse mercado, tais como floriculturas, transportadoras, indústrias de urnas e outros.

Potencial dos negócios com Life Care

Conforme o Grupo Invita, os negócios com Life Care, ou benefícios em vida, proporcionam serviços a custos acessíveis para famílias de todas as classes sociais que, muitas vezes não possuem condições de pagar por esses serviços. O objetivo é atender um mercado carente, uma vez que o país hoje possui 140 milhões de pessoas sem seguro de vida, 35 milhões de veículos sem seguros, 170 milhões de pessoas sem seguro dental e 50 milhões de residências sem seguro contra roubo ou incêndio. Além disso, 148 milhões de brasileiros não possuem convênio médico, 60% da população de baixa renda não tem acesso a cartões de crédito e 60 milhões de pessoas sequer possuem conta em banco – o equivalente a mais da metade da população economicamente ativa . Para contribuir com o atendimento dessas necessidades, o Grupo Invita está aproveitando a capilaridade de sua rede de distribuição e a associação com empresas parceiras para alcançar as mais diversas regiões do Brasil, incluindo as áreas mais remotas.

As empresas que compõem o Grupo Invita estão estabelecidas nos estados do Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Marsh Brasil firma parceria com Global Cyber Alliance 310

Marsh Brasil firma parceria com Global Cyber Alliance

Organização internacional combate atividades cibernéticas maliciosas

A Marsh Brasil acaba de firmar parceria com a Global Cyber Alliance (GCA), uma organização internacional intersetorial que combate atividades cibernéticas maliciosas. A consultoria agora passa a fazer parte de uma ampla rede que une profissionais do mundo inteiro no compromisso de fornecer soluções concretas e mensuráveis para erradicar o risco cibernético.

Para a Líder de Cyber da Marsh, Marta Schuh, as ameaças cibernéticas estão em constante evolução e por isso a união em torno de uma rede facilita a troca de conhecimento e uma ágil reação diante de um ataque. “A parceria fortalece não apenas os negócios da Marsh, mas também protege todo o ecossistema em que estamos inseridos, incluindo governos, empresas e clientes”, afirma.

A GCA está presente em 27 países e conectada a mais de 250 parceiros. Criada em 2015, e sediada em Nova York e Londres, já reduziu as ameaças cibernéticas em empresas de diversos setores como o de telecomunicações, finanças e energia. Entre as ferramentas e auxílios disponibilizados estão os vídeos de treinamento sobre segurança cibernética, recomendações de antivírus e verificador de vulnerabilidades.

“O Brasil é um dos países com maior número de crimes cibernéticos no mundo. Novas regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em 2020, vão movimentar a área de segurança cibernética no Brasil. Neste novo cenário, é importante contar com ações preventivas e planejamento para minimizar danos” explica Schuh.