Insurance Garage: o ecossistema inovador do mercado de seguros 94607

Confira a edição 227 da Revista JRS na íntegra

Os principais movimentos do último mês no mercado brasileiro de seguros estão na edição 227 da Revista JRS. A edição mostra a nova identidade visual da Agrifoglio Vianna Advogados Associados e uma entrevista especial com o presidente da Porto Seguro, que analisa oportunidades para expansão do setor.

Especialistas em Comunicação falam sobre desafios e a nova realidade na forma de interagir com o público externo e interno. Outro destaque deste número de JRS é a reinauguração da filial Porto Alegre (RS) da SulAmérica Seguros. Também na capital gaúcha o destaque é para o GBOEX, que está sempre à disposição dos clientes.

A Tokio Marine Seguradora enxerga o potencial do agronegócio para a economia brasileira e aposta cada vez mais no segmento, entenda mais sobre as características deste tipo de seguro. Fator humano é um dos principais motivos de sinistros com incêndios, confira algumas dicas da AIG Seguros. Tem também a nova lei de licitações, que deve aprofundar a análise de riscos e diversificar seguros de garantia.

Também é relevante na edição 227 o otimismo de Jorge Nasser, da FenaPrevi, com a aprovação de mudanças na previdência. O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, acredita que o “setor segurador vive uma revolução silenciosa”. Tem ainda um especial com Paulo Tusi Mann, há 45 anos se reinventando no mercado de seguros. A apresentação do novo Superintendente Sucursal Corporate RS da Bradesco Seguros e as soluções eficientes para donos de smartphones fruto de parceria entre a Axa Seguros e o Grupo PLL completam a seleção de notícias preparadas especialmente para um público qualificado e preocupado não apenas com a segurança, como também, a educação financeira!

Grupo SURA fecha o primeiro semestre com lucro de USD 66 milhões 1016

Seguros SURA marca presença no Insurance Day 2019

Resultado reflete a resiliência da Suramericana (Seguros SURA) e SURA Asset Management, e a recuperação de receitas por investimentos no segundo trimestre

Com o fechamento do primeiro semestre do ano, em um momento de desafios diante dos impactos da Covid-19, o Grupo SURA reportou um lucro líquido consolidado de USD 66 milhões, que representa uma recuperação frente ao reportado em março deste ano, impulsionada pelo lucro positivo do segundo trimestre.

O resultado reflete a solidez dos negócios na atual conjuntura, com o crescimento de prêmios emitidos e a receita por prestação de serviços da Suramericana (Seguros SURA – especializada em seguros, tendências e riscos), assim como uma estabilidade nas receitas por comissões da SURA Asset Management (especialistas em pensões, poupança, investimento e gestão de ativos). Desta maneira, o lucro operacional consolidado foi de USD 2.718 milhões.

“Os resultados do primeiro semestre são melhores do que tínhamos projetado diante da pandemia e mostram a capacidade de transformação, adaptação e resiliência da Seguros SURA e da SURA Asset Management, que têm tido uma recuperação paulatina nos últimos meses. Ao mesmo tempo, mantivemos nosso compromisso de criar mais valor às pessoas e às empresas, gerando emprego na região e investindo no desenvolvimento dos negócios. Queremos seguir com cautela, avaliando constantemente os impactos da conjuntura na região”, explica Gonzalo Pérez, Presidente do Grupo SURA.

No segundo trimestre, o resultado dos rendimentos dos investimentos próprios das seguradoras e dos fundos de pensões foi melhor, após as fortes quedas dos mercados de capitais no mês de março.

Contribuiu também o aumento de apenas 2% das despesas consolidadas em linha com o controle e a eficiência aplicados na conjuntura, mesmo com os custos de prestação de serviços de saúde para atender em tempo hábil os afiliados e segurados na Colômbia. Desta maneira, o lucro operacional foi de USD 250 milhões, 39.4% a menos que em junho de 2019.

“Uma das prioridades na atual conjuntura é a eficiência dos negócios e o controle dos gastos, somados com a solidez patrimonial e a liquidez das companhias do Grupo Empresarial. Com a recente emissão local de prêmios, nos antecipamos para garantir a liquidez adequada para atender as obrigações em 2021 e melhorar nosso perfil de dívida de longo prazo”, comenta Ricardo Jaramillo, Vice-presidente de Finanças Corporativas do Grupo SURA.

O lucro líquido consolidado no fechamento do primeiro semestre foi de USD 66 milhões, impulsionado pelo resultado do segundo trimestre, que somou USD 87 milhões e compensou a perda registrada em março.

Para este resultado, contribuiu o maior rendimento por meio de participação do Grupo Nutresa, devido a um menor rendimento por este rubro do Bancolombia, diante do aumento das provisões que incidem no lucro do Banco, como medida prudente para se antecipar diante da incerteza do cenário.

Desempenho das filiais

A Seguros SURA fechou o primeiro semestre com lucro líquido de USD 79 milhões, 68.3% maior do que o mesmo período em 2019. Este resultado é sustentado pelos rendimentos totais que aumentaram 10.5% e somaram USD 2.391 milhões, com crescimento nos segmentos de seguros gerais (7.5%), Vida (7.0%) e na prestação de serviços na área da saúde (21.5%) na Colômbia. Além disso, a recuperação por rendimento de portfolios das seguradoras ganhou destaque, em particular a filial na Argentina, que contribuiu para o fechamento positivo do semestre.

“Estes resultados refletem nossos esforços para fidelizar os clientes em três frentes: transformação do modelo operacional; desenvolvimento de novas soluções e adaptação de outras, para responder às necessidades atuais das pessoas e das empresas; ao mesmo tempo que fortalecemos nossos acessos e canais. Dessa forma, temos o cuidado de comparar as reservas, a solvência e a liquidez com os cenários que projetamos frente a pandemia”, explica Juana Francisca Llano, Presidente da Suramericana (Seguros SURA).

A SURA Asset Management chegou a 20.9 milhões de clientes e os ativos na gestão (AUM) e cresceu 7.9% em comparação a junho de 2019, totalizando USD 131.584 milhões. Apesar dos efeitos do coronavírus no mercado de trabalho, os rendimentos por comissões no negócio diminuíram apenas 1.8%, em junho, e no voluntário aumentaram 14.2% devido a uma gestão comercial positiva e uma maior tendência à poupança na região. Também se mantém uma disciplina no gasto, que subiu somente 5.6% frente ao primeiro semestre do ano anterior, não obstante custos como os gerados pelas mudanças regulatórias no Peru.

“No segundo trimestre, observamos uma melhoria nos mercados financeiros globais, que traduzem na recuperação dos portfolios que administramos, pertencentes a mais de 20 milhões de clientes na região. Assim continuamos trabalhando na gestão dos recursos para proteger e fortalecer a poupança dos latino-americanos”, diz Ignacio Calle, Presidente da SURA Asset Management.

A recuperação dos rendimentos entre abril e junho por investimentos próprios no Mandatório contribuiu para que o lucro líquido desta filial voltasse ao terreno positivo. Dessa forma, contribuiu com USD 33 milhões ao lucro líquido do Grupo SURA no primeiro semestre, 72.1% a menos do que a alcançada em junho de 2019, que foi um ano bastante positivo para a SURA Asset Management.

Fatos recentes:

  • A Seguros SURA Colômbia fortaleceu a prestação de serviços de saúde para enfrentar a pandemia: hoje são atendidos 35 mil requerimentos por dia (teleassistência e telemedicina); aplicação de modelo de oxigenoterapia para afiliados e segurados; e Ajudas Diagnósticas SURA com aproximadamente 13% de provas no país.
  • O Grupo SURA, com o objetivo de antecipar os recursos requeridos frente as obrigações em 2021, colocou no último dia 11 de agosto USD 265 milhões em bônus no mercado colombiano, que foram demandados 2.23 vezes. Esta emissão foi qualificada como neutra por parte da S&P, ao ter como objetivo a substituição de passivos.
  • A SURA Asset Management, mediante sua unidade de negócio Investment Management, lançou um fundo de USD 86.5 milhões, na aliança com Credicorp Capital, para financiar projetos de infraestrutura na Colômbia, Peru, Chile e México.
  • S&P confirmou em julho a qualificação AAA da Suramericana (Seguros SURA) na dívida local, e igual nota obteve a Seguros SURA Colômbia, sua principal filial. Por sua parte, Fitch Ratings reafirmou ao Grupo SURA sua qualificação local AAA de longo prazo, com perspectiva estável.
  • Como aporte à reativação econômica de pequenas e médias empresas: Suramericana (Seguros SURA) acompanhou 44.500 empresários na plataforma regional Empresas SURA; ao mesmo tempo que a SURA AM lançou na Colômbia uma linha de factoring e um fundo para financiar este segmento.
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Argo Seguros prepara mudanças estruturais com foco no crescimento para 2021 996

Newton Queiroz é CEO e presidente da Argo Seguros / Divulgação

Seguradora é especialista no desenvolvimento de produtos de nicho

A Argo Seguros está preparando mudanças em sua estrutura visando seu crescimento futuro. A seguradora – apontada como especialista no desenvolvimento de produtos de nicho – quer garantir não apenas a expansão de prêmio e margem, mas também ampliar sua liderança em inovação, tecnologia e inclusão social através de novos produtos.

“Estamos crescendo, percentualmente, em dígitos duplos nos últimos anos. Foi assim em 2019 e está se repetindo este ano, mesmo com a pandemia. Apesar do momento complexo em que nossa sociedade se encontra, a Argo conseguiu manter os planos originais através de foco e trabalho em equipe. Mesmo tendo isso como um ponto positivo, já tínhamos claro a necessidade de ajustar a estrutura às novas necessidades da empresa e, claro, dos clientes”, disse Newton Queiroz, CEO e presidente da Argo Seguros.

Segundo o executivo, o lançamento de seguros inovadores, como o Instant (intermitente para automóvel), e a concretização de grandes parcerias, como é o caso com a Federação Nacional dos Corretores (Fenacor), está fazendo com que a Argo se torne mais conhecida no mercado, resultando em um fluxo maior de oportunidades.

“Esse é um desafio interessante porque, ao mesmo tempo que é algo positivo e que todo líder gostaria de ter, não podemos perder de vista que a forma em que o crescimento acontece é fundamental para a sustentação dos negócios. Por isso, a necessidade de estar sempre estudando tendências e ajustando a empresa”, explicou o presidente da Argo Seguros.

De acordo com ele, apesar da estrutura passar por ajustes pontuais, os conceitos de Corporate e Consumer seguem ativos e funcionam como referência para o tipo de negócio. Os que são automatizados e/ou semi-automatizados são da área de Consumer. Já os processos que necessitam diretamente de um técnico para cotar, consideramos Corporate, ou seja, médio e grande riscos, dependendo de suas características se aplica em uma das verticais.

“A Argo Seguros, diferente da maioria das empresas, está crescendo e trazendo novos profissionais. Ao mesmo tempo, também conseguimos evoluir em alguns pontos e ter a certeza de que o caminho que estamos buscando está alinhado com o novo mercado. Portanto, a nossa estrutura, assim como produtos e inovações, está sendo ajustada para esse momento presente e futuro. Queremos repetir em 2021 o desempenho dos últimos dois anos”, concluiu Newton.

AIG entre as melhores empresas de seguros, segundo Instituto MESC 818

AIG entre as melhores empresas de seguros, segundo Instituto MESC

Pesquisa contou com mais de 2 milhões de opiniões e é focada na satisfação do cliente

Pelo segundo ano consecutivo, a seguradora AIG é reconhecida como uma das melhores empresas em satisfação do cliente no segmento de seguros gerais no Brasil. Realizada pelo Instituto MESC – Melhores Empresas em Satisfação do Cliente, especializado em pesquisas de mercado, treinamento e certificações relativas ao atendimento e satisfação de clientes, a pesquisa avaliou mais de 6 mil empresas e ouviu mais de 2 milhões de opiniões de consumidores entre março de 2019 e março de 2020. A AIG foi premiada ao lado de outras seis companhias do setor de seguros gerais.

“É uma grande satisfação para a AIG ser reconhecida mais uma vez neste prêmio. Isso mostra que estamos no caminho certo e reflete nossa real preocupação para garantir a qualidade no atendimento de nossos clientes segurados e corretores em todo o Brasil”, afirma Eva Batista, líder de Operações na AIG.

As empresas premiadas passaram por duas fases eliminatórias: na primeira, foram desclassificadas todas com o ISC (Índice de Satisfação do Cliente) inferior a 70%. Na segunda fase, a entidade realizou uma auditoria de eficácia de práticas, na qual cada companhia foi avaliada por um especialista – executivo com mais de dez anos de experiência no segmento. Nessa etapa, também foi realizada uma avaliação com um cliente oculto nos canais de atendimento da empresa.

Na avaliação, foram levados em consideração a qualidade de atendimento, o poder de solução e os valores da companhia. “A AIG tem uma atenção especial na agilidade e retorno com qualidade aos atendimentos. Um exemplo disso é a nossa avaliação no site Reclame Aqui, mantendo o nível considerado ótimo e com 100% das reclamações respondidas, o que nos levou, inclusive, a sermos um dos finalistas do Prêmio Reclame Aqui, outra importante premiação, que segue aberta”, completa José Erivam Silva, responsável pelas operações do Contact Center da AIG.

Publicação da MDS aborda futuro do mercado segurador em nível global 178

Publicação da MDS aborda futuro do mercado segurador em nível global

Trata-se de uma das principais corretoras de seguros, resseguros, benefícios e riscos do País

O ano de 2020 é um divisor de águas para o mundo, principalmente em questões ligadas ao bem estar, à segurança, às relações de trabalho e ao meio ambiente. O novo cenário gerado pela pandemia e todas as mudanças trazem um futuro de incertezas. Por isso, a 13ª edição da Fullcover, revista editada pela MDS, uma das principais corretoras do País no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, aborda exatamente esse novo mundo e como as pessoas podem administrar os riscos presentes nele a fim de viver uma vida mais segura.

O editorial assinado pelo CEO Global, José Manuel Dias da Fonseca aponta como o setor de seguros terá que ser ainda mais estratégico para fidelizar clientes. “Tempestades nunca antes vistas, furacões, incêndios florestais e pandemias (como a mais recente, do Covid-19, que em tão pouco tempo lançou o caos no nosso modo de vida e economias) ameaçam a sobrevivência da humanidade como espécie. Depois de as nossas ações terem causado a extinção de muitas outras espécies, surge a pergunta: seremos nós a seguir? Durante muitos anos, seguradores e resseguradores estiveram na linha da frente da gestão de risco, porém, nunca antes o número crescente de desafios e incertezas lhes exigiu que identificassem tantas novas formas de gerir o risco ou encontrassem novas soluções”, evidencia o texto que abre a Fullcover #13.

Para lançar a revista, a empresa realizou um café da manhã com executivos da companhia e jornalistas. Além de Ariel Couto, CEO da MDS Brasil e Americas Regional Manager da Brokerslink, também participaram do encontro virtual: Beatriz Cabral (Head Global de Marketing de Performance e Comunicação do Grupo MDS), Paula Rios (Editora-Chefe da Fullcover e Diretora Executiva da HighDome pcc) e Susana Neiva (coordenadora editorial e produção)

“Reunir formadores de opinião para compartilhar, em primeira mão, o conteúdo da revista Fullcover é um privilégio. Por meio das nossas ações, queremos disseminar conhecimento sobre o setor de seguros e gestão de riscos e contribuir com o fortalecimento do nosso mercado”, diz Beatriz. Já o CEO da MDS Brasil reitera o viés de prestação de serviço que marca a companhia e a publicação. “Nós temos que criar soluções para prever e mitigar riscos, trazendo mais segurança para empresas e pessoas. Compartilhar informações e ter um time de especialistas em uma revista 100% focada no nosso mercado é algo que reforça o nosso posicionamento e mostra a nossa vanguarda como companhia global”, finaliza Couto.

A revista pode ser acessada gratuitamente neste endereço..

“Demanda por seguros é ampla”, diz presidente da CNseg em artigo 442

Coriolano é o convidado do próximo Almoço do Mercado Segurador Gaúcho

Confira considerações de Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e presidente CNseg

Chegamos a um paradoxo: o de planejar o futuro estando em um presente ameaçado gravemente por uma doença, a Covid-19, causada pelo novo coronavírus. O ânimo vem de promissoras vacinas que estão a caminho e dos indícios de que a vida vai, aos poucos, voltando a se movimentar mundo afora. Mas, que futuro é esse? Não é possível afirmar muita coisa porque a sociedade ainda está passando por um grande trauma, e as pessoas devem sair diferentes do “outro lado”. Porém, pelo menos um legado destes tempos difíceis parece claro: a busca por segurança. Neste contexto, o crescimento do mercado de seguros, quando tudo parece ruir em volta, tem ligação direta com a experiência covideana. Ninguém quer ser surpreendido, novamente, por algo que vire a vida de cabeça para baixo, quebre a empresa de uma hora para outra, leve à morte tantas pessoas queridas.

Em junho se comparado ao mês de maio, os seguros alcançaram índices robustos de expansão: quase 33%, potencializado pelo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), e 18,3%, sem essa alavanca. A demanda é ampla. Estudos apontam para um maior grau de exigência das pessoas em relação à sustentabilidade, às questões sanitárias e ao investimento científico. Tudo isso está relacionado ao seguro. Aprendemos, a duras penas, que a negligência com saneamento, água, floresta, lixo, pode custar muito caro, ceifar vidas. Como a tendência é de que catástrofes ambientais se repitam, a prevenção é prioridade. O desafio é falar de segurança em um cenário pós-pandêmico coalhado de desemprego e baixa renda.

No caso do Brasil, uma rápida olhada para trás, entretanto, evidencia que o novo coronavírus não inventou a crise, apenas agravou o quadro recessivo em andamento. O que a doença alterou, de fato, foi o conceito de risco. Hoje, ninguém quer ouvir o alerta popular sobre a impossibilidade de um raio cair duas vezes sobre a mesma cabeça, porque ficou provado que, sim, ele cai até mais vezes, uma vez que famílias ou patrimônios foram dizimados nesta tempestade.

A Covid-19 provocou o rastreamento consciente, qualificado e global, ao mesmo tempo, de cauções possíveis. Os seguros pessoais e empresariais protegem a vida e o patrimônio; as ações individuais e coletivas protegem o mundo. Essa conta só fecha com a participação dos governos na promoção do desenvolvimento e da igualdade social. Até 2018, por exemplo, 67% da população brasileira ganhavam menos do que dois salários mínimos por mês. A ideia da prevenção está diretamente relacionada à do desenvolvimento. O país precisa crescer para que mais gente tenha acesso a padrões mínimos de renda, alimentação, higiene, saúde e, na esteira, à proteção. A pandemia deu visibilidade a esses problemas seculares e que têm que ser resolvidos.

Alternativas estão sendo criadas, adaptadas ou flexibilizadas. Por exemplo, a cobertura intermitente, que pode ser bem-sucedida em apólices de automóveis, celulares e bicicletas, para citar alguns, tem perfil adequado para épocas de orçamentos menores. Mas é interessante notar que a pandemia recuperou a importância do seguro anual de automóveis. O carro se transformou em uma “cápsula móvel” de proteção. Em relação à residência, o isolamento social sacramentou uma mudança de comportamento que veio para ficar: o home office. Muitas moradias passarão a ser, em definitivo, ambiente de trabalho, e essa fusão pode significar economia. De seu lado, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) tem demonstrado estar comprometida a analisar as diferentes modalidades em esforço conjunto.

Mais do que nunca, o sentimento de fragilidade encontra conforto no “seguro emocional” – a fundamental sensação de acolhimento. O diálogo no pós-pandemia terá um foco central: estamos retomando as atividades, houve perdas nos negócios e como viabilizar a proteção à vida, à residência, à saúde, à empresa etc.? O seguro é parte preponderante do desenvolvimento civilizatório e o Brasil, enfim, absorve essa cultura. Esse é o futuro.

*Marcio Serôa de Araujo Coriolano é economista e Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)