Penalidades da Lei Geral de Proteção de Dados podem inviabilizar negócios 1267

Penalidades da Lei Geral de Proteção de Dados podem inviabilizar negócios

Alerta foi realizado pelo advogado Henrique Motta, em palestra do CVG/RS

Como a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em agosto de 2020, deve impactar o mercado de seguros? A resposta foi apresentada pelo advogado Henrique Alberto Faria Motta, palestrante da última edição do Café do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG/RS). O especialista participou do encontro, prestigiado pelo mercado regional, no último dia 02 de agosto, marcado por uma manhã gelada em Porto Alegre (RS).

O especialista demonstrou aos presentes que a lei abrange toda e qualquer coleta de dados. “Isso afetará muito o setor de seguros, principalmente o ramo de saúde suplementar, pois, muitas vezes, dados sensíveis são necessários. Por isso é importante que as atividades estejam alinhadas à legislação”, comenta Motta.

Outro ponto relevante são as penalidades, que podem chegar a R$ 50 milhões de reais. “Trata-se de um valor que pode inviabilizar uma série de negócios”, explica o especialista no tema. O encontro também marcou a importância do Direito Securitário, uma vez que agosto é o Mês do Advogado. “O advogado, no setor de seguros, tem um papel que vai desde questões contratuais, como sinistros e situações de conflito. A atenção deste profissional é fundamental principalmente na elaboração dos contratos, para que tanto segurado, como seguradora, tenham uma boa relação”, revela Henrique Motta.

Motta também é Vice-presidente do Grupo Nacional de Trabalho (GNT) de Novas Tecnologias da AIDA Brasil e Sócio fundador de Motta, Soito & Sousa Advocacia Empresarial.

O diretor do CVG/RS, Clodomiro Dorneles, celebra a promoção de temas relevantes ao segmento. “O mundo está se transformando em grande velocidade. Proteção e segurança de dados tomaram uma dimensão muito considerável. O CVG/RS sempre está disposto a trazer especialistas para comentar os assuntos que auxiliam em educação financeira, na promoção da cultura do seguro e do conhecimento, como um todo”, finaliza.

Café do CVG/RS – Lei Geral de Proteção de Dados:

Planos de saúde poderiam economizar em torno de R$ 10 milhões evitando fraturas decorrentes de osteoporose 386

Planos de saúde poderiam economizar em torno de R$ 10 milhões evitando fraturas decorrentes de osteoporose

Estudo demonstra que uma boa gestão de informações dos beneficiários possibilita tratamentos preventivos e evita custos, que podem chegar a R$ 650 milhões ao ano na saúde suplementar

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 10 milhões de pessoas sofrem com a osteoporose, doença que causa enfraquecimento dos ossos e aumenta o risco de fraturas. No universo da saúde suplementar, que contempla cerca de 47 milhões de beneficiários, se considerarmos apenas as pessoas com 50 anos de idade ou mais, 1,4 milhão de pessoas são acometidas pela doença e cerca de 12% delas apresentam alto risco de fraturas, com custos que podem chegar a 60 mil reais –somando um gasto de aproximadamente R$ 650 milhões ao ano. Pesquisa conduzida pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (UNIDAS), identificou que pelo menos 20,7% dos custos com internações cirúrgicas estão relacionadas a Órteses, Próteses e Materiais Especiais (Pesquisa UNIDAS – 2018).

Um estudo realizado pela Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde (Capesesp), filiada da UNIDAS, comprova que é possível reduzir os custos com fraturas por meio de gestão de informações dos beneficiários e cobertura de tratamentos preventivos. A ferramenta, que identificou pessoas que apresentavam um alto risco de fraturas decorrentes de osteoporose, trabalha com dados que vão além do número de exames e internações do paciente, passando por seu histórico médico, doenças e fatores de risco, informações fundamentais para trabalhar com prevenção e gestão de doenças.

O estudo avaliou mais de 22 mil mulheres na pós-menopausa com 50 anos ou mais – perfil e faixa etária com maior probabilidade de ter osteoporose. Destas, 229 mulheres com média de idade de 73,6 anos apresentaram alto risco de fraturas e baixa Densidade Mineral Óssea (DMO), sendo selecionadas para receberem um tratamento preventivo com objetivo de evitar fraturas. Com o tratamento, a incidência de fratura vertebral (0,43%), quadril (0,87%) e antebraço (0,43%) conseguiu ser abaixo do esperado, evitando 37 fraturas decorrentes de osteoporose e economizando quase R$ 900 mil reais.

Os medicamentos utilizados no tratamento desse grupo tiveram um custo aproximado de R$ 200 mil em um ano. Em contrapartida, uma fratura de quadril com colocação de prótese no fêmur, custa em torno de R$ 40 mil. “Isso significa que com cinco fraturas evitadas é possível cobrir o custo do tratamento do ano inteiro. Mais do que reduzir despesas, o paciente ganha mais saúde e qualidade de vida com as fraturas evitadas”, explica o presidente da Capesesp, João Paulo do Reis Neto.

A Capesesp calcula que se os 500 mil beneficiários (nesse caso com 60 anos de idade ou mais) de planos de saúde no Brasil que apresentam o mesmo alto risco de fraturas fizessem o mesmo tratamento preventivo para evitar as fraturas, seria possível economizar em torno de R$ 10 milhões.

“Com o envelhecimento da população brasileira, doenças relacionadas à idade, como a osteoporose, se tornam cada vez mais comuns. E a maior parte dos idosos que possuem planos de saúde do país estão nas autogestões (25,9%). Levando esse fator em consideração, as autogestões exercem um papel fundamental para a sobrevivência do sistema de saúde como um todo, por ser o único segmento da saúde suplementar acessível para a população idosa fora do Sistema Único de Saúde (SUS)”, finaliza o presidente da UNIDAS, Anderson Mendes.

Ministro do STF, Luis Roberto Barroso, é confirmado para Conseguro 2019 394

Ministro do STF, Luis Roberto Barroso, é confirmado para Conseguro 2019

Evento ocorrerá em Brasília e as inscrições seguem até o dia 28 de agosto

A duas semanas da Conseguro 2019, evento mais aguardado do mercado de seguros do país, que será realizado nos dias 4 e 5 de setembro, em Brasília, a organização do evento confirma a presença de Luis Roberto Barroso, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado apresentará a palestra “Um Olhar Sobre o Mundo e Sobre o Brasil”.

Promovida pela Confederação das Seguradoras (CNseg), este ano, a Conseguro 2019 abordará As Novas Fronteiras do Desenvolvimento e realizará debates referentes à nova economia, à conscientização da poupança a longo prazo e aos investimentos em infraestrutura no Brasil. O encontro reunirá palestrantes e debatedores técnicos, além de uma vasta programação com conteúdos relevantes para os negócios e carreira profissional. A expectativa é que cerca de 700 pessoas participem da Conseguro 2019.

Outros quatro eventos integrarão a edição 2019 da Conseguro: o 13º Seminário Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos; a 9ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros; o 6º Encontro Nacional de Atuários; e a 1ª Conferência de Sustentabilidade e Diversidade.

As inscrições para a Conseguro 2019 seguem até o dia 28 de agosto neste site.

Serviço: Conseguro 2019 – As Novas Fronteiras do Desenvolvimento

Data: 4 e 5 de setembro de 2019
Horário: 8h (Credenciamento) | 9h às 18h30min (Conseguro 2019)
Local: Centro Internacional de Conveções do Brasil (CICB)
Endereço: St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 Conjunto 63, Lote 50 – Asa Sul, Brasília

JMalucelli Equipamentos participa da 42ª edição da Expointer no Rio Grande do Sul 292

JMalucelli Equipamentos participa da 42ª edição da Expointer no Rio Grande do Sul

Feira acontece de 24 de agosto a 1º de setembro em Esteio (RS)

Num dos espaços mais bem localizados da feira, no estande da CASE IH – dentro do tradicional pavilhão do Setor de Máquinas e Implementos Agrícolas, área 52, a JMalucelli Equipamentos e suas equipes do Rio Grande do Sul e Santa Catarina recepcionam os clientes apresentando as inovadoras máquinas da marca no mercado. Serão 9 dias para os visitantes conferirem in loco as novidades da marca na feira. Como exemplo citamos algumas máquinas que contribuem significativamente com o trabalho do homem do campo:

  • Minicarregadeira SR175: ótima opção para o trabalho em pequenos espaços ou áreas congestionadas
  • Retroescavadeira 580N: motor turbo e equipada com tração 4×4, é a máquina mais versátil na aplicação agrícola, como canalizações para irrigação, movimentação de insumos, limpeza de valas.
  • Pá carregadeira 621E: características exclusivas de conforto, facilidade de operação e manutenção, robustez, desempenho e componentes totalmente integrados.
  • Escavadeira hidráulica CX220C: direcionada a aplicação nas melhorias das áreas a serem cultivadas, como destoques, limpezas e remoção de pedras, para melhorar a mecanização das lavouras, com alta produtividade e o menor consumo de combustível da categoria.

A expectativa dos organizadores da feira para este ano é superar o número de visitantes de 2018. No ano passado a feira alcançou os números de 370.581 visitantes e comercialização geral de R$ 2.300.360.769,81 (Máquinas e Implemento Agrícolas R$ 2.284.813.575,33).

Para Rafael Malucelli, diretor comercial da JMalucelli Equipamentos, é visto também com muito bons olhos esta participação da empresa nas edições da Expointer, uma boa parte dos nossos negócios iniciados durante a feira são efetivados na sequência, sendo que o objetivo a cada ano é fidelizar ainda mais o cliente, além de conquistar os novos, tanto na venda como na pós-venda, resultado de um atendimento constantemente aprimorado e de confiança.

O agricultor gaúcho neste período também já está voltado para a próxima safra, aliás, a marca CASE e a JMalucelli Equipamentos oportunizam aos agricultores e prestadores de serviços para o agronegócio preços e condições de financiamentos bem atrativos.

O gerente da JMalucelli Equipamentos, José Claudino, dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, igualmente está otimista e aguarda o evento com boa expectativa de vendas: de acordo com o agronegócio também regional, que colabora com o crescimento econômico nacional e, em especial, pelo cultivo da soja e outros grãos que impulsionam o interesse da região pela Expointer e, por consequência, pelas máquinas que a cada ano estão mais modernas e ágeis, sempre esperamos superar o ano anterior.

Para o Gerente de Marketing da CASE, Maurício Moraes, estar na Expointer é uma forma de permanecer junto ao público de interesse: O que mais valorizamos durante a feira é a oportunidade de estarmos mais próximos tanto dos clientes quanto do nosso concessionário para a Região Sul do Brasil, JMalucelli. Dessa forma, entendemos melhor suas necessidades no dia a dia do campo e conseguimos oferecer as melhores soluções para cada atividade, ressalta.

A localização da feira é bem conhecida, está situada no Parque de Exposições Assis Brasil, BR 116, KM 13. Os visitantes poderão usufruir, além dos negócios a serem realizados, uma extensa programação durante todos os dias da feira. O parque possui um estacionamento com 10 mil vagas, distribuídas para vários acessos.

Como os novos modelos de negócios influenciam no crescimento econômico 975

César Saut e Oliver Cunningham abordaram o assunto

Os novos modelos de negócios em detrimento do desenvolvimento de novas tecnologias promovidas por startups foi o tema do Tá na Mesa, apresentado nesta quarta-feira (21) pelos empresários César Saut, vice-presidente da Icatu Seguros e presidente da Rio Grande Seguros e Previdência, e Oliver Cunningham, sócio da KPMG no Brasil.

Segundo o estudo Global CEO Outlook 2018, publicado pela KPMG, 40% dos executivos entrevistados têm intenção de criar programas de aceleração de startups. Dentre eles, 38% pensam em colaborar com empresas inovadoras da mesma categoria. Saut destacou a dinamicidade dos modelos de negócios e a importância do investimento em ideias com propósito, enfatizando os modelos de investimento em sistemas de inovação ocorridos em Israel, que segundo ele, não desperdiça capital intelectual: “A Universidade de Israel se orgulha de ter registrado 9280 patentes, com mais de 75% dessas patentes ter se tornado negócios emergidos ou empresas. Um bom programa do exército de Israel nasceu da iniciativa privada de uma startup, o Waze, além de muitas outras”.

Oliver Cunningham e César Saut. Leonardo Ramos/JRS

Para o executivo, hoje as pessoas precisam aprender, desaprender e reaprender para não ficarem desatualizadas com as novas tecnologias que acabam inovando o mercado. “Um dos desafios que as pessoas enfrentam é o curto espaço de tempo para a adaptação às novas tecnologias”, destaca. Mas ele também ressalta que esse desafio advém das gerações nascidas e crescidas nas tecnologias analógicas. As gerações atuais, nascidas com o acesso ao conhecimento virtual ilimitado, e as próximas, estão aptas para a adaptação e a criação de novas estruturas de negócios. Saut destacou o crescimento econômico na China, Alemanha e Israel baseadas no investimento nas startups.

Oliver Cunningham abordou o conceito do modelo industrial promovido por Henry Ford e o seu desaparecimento mediante o desenvolvimento do pós-industrialismo. Para ele, as empresas estão vivendo uma ruptura estrutural gerando a crise do industrialismo: “Nos últimos dez anos as empresas industriais saíram da lista das empresas mais valiosas e as primeiras atuais são todas plataformas de negócios”. As novas empresas têm emergido de investimentos em startups gerando um ecossistema de negócios ligados entre si. “A KPMG migrou para um modelo de monitoramento de startups, tendo o caso de 3 mil startups no Brasil hoje, integrando com o ecossistema israelense com mais 8 mil, ligando com seguradoras chinesas e criando oferta de valor amarrando as pontas muito mais do que uma cadeia de valor clássica”, acrescentou.

Cunningham vê ótimas projeções de desenvolvimento econômico no Rio Grande do Sul por meio desse novo sistema. Apresentou o programa Gaúcho Tech e o panorama inovador do Estado, que possui 26 categorias demonstrando crescimento acelerado nas camadas de inovação e 440 startups em níveis mais desenvolvidas, desenhando um novo perfil econômico do Estado e retendo a sua vocação histórica agroindustrial.

Títulos de capitalização: mercado avança com novos produtos 328

Marcelo Farinha é presidente da FenaCap / Divulgação

No ano em que completa 90 anos, capitalização espera iniciar um novo ciclo de crescimento

Em vigor desde abril, o novo marco regulatório da Capitalização já produziu efeitos: a arrecadação das novas modalidades alcançou R$ 577,0 milhões no último trimestre, contribuindo para que o mercado fechasse o semestre com uma receita global R$ 11,5 bilhões, avanço de 11,5% em relação a igual período de 2018. Os dados são da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap).

“Embora o momento ainda seja desafiador,  a Capitalização, aos poucos, vem retomando seu ritmo de crescimento. O lançamento das novas modalidades abriu espaço para a criação de cerca de 400 novos produtos somente no primeiro semestre do ano e as perspectivas são as melhores possíveis para os próximos anos”, analisa Marcelo Farinha, presidente da FenaCap.

Performance no semestre

Divulgação
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Ainda de acordo com o balanço da Federação, no primeiro semestre do ano as provisões técnicas – montante correspondente a recursos de títulos de capitalização ativos – somaram R$ 30,3 bilhões, avanço de 3,7% no em relação ao primeiro semestre do ano anterior. O valor relativo aos resgates parciais e finais de clientes de títulos de capitalização atingiu R$ 8,6 bilhões, um recuo de 1,0% em relação ao primeiro semestre de 2018. Em todo o país, foram entregues R$ 570 milhões em prêmios em dinheiro, o que equivale ao pagamento de R$ 4,6 milhões de prêmios em dinheiro, por dia útil, para clientes com títulos de capitalização sorteados.

90 anos de Capitalização

Em 1929 foi comercializado o primeiro Título de Capitalização, de lá pra cá o produto passou por diversas mudanças tornando-se cada vez mais aderente as necessidades dos consumidores. O produto, que combina soluções de negócios com sorteios, conta atualmente com seis modalidades:

Instrumento de Garantia: funciona como garantia para contratos de qualquer natureza, incluindo empréstimos e aluguel de imóveis, por exemplo ;

Filantropia Premiável: o consumidor cede o direito de resgate da sua reserva para uma instituição filantrópica previamente credenciada pelas empresas de capitalização.

Popular: Permite que o consumidor adquira um título de valor acessível, em torno de R$ 7, e participe de sorteios de prêmios em dinheiro, com direito ao resgate de até 50% do valor pago;

Tradicional: O objetivo dessa modalidade é a formação de uma reserva, de maneira programada, por um prazo previamente conhecido e valor pré-determinado. Dá direito à participação em sorteios ao longo de toda a vigência e ao resgate de 100% do que foi pago, atualizado pela TR, ao fim do prazo de contrato. É uma solução para as pessoas que não têm disciplina para guardar dinheiro;

Incentivo: Nessa modalidade, uma empresa de varejo, por exemplo, adquire uma série exclusiva de títulos e cede aos seus clientes o direito a participar de sorteios. É uma forma de alavancar vendas, ampliar mercado, girar estoque e estreitar o relacionamento com os consumidores;

Compra Programada: Essa modalidade permite a acumulação mensal vinculada à aquisição de bens duráveis com sorteio de prêmios.