Governança e mitigação de riscos na indústria financeira 1398

Governança e mitigação de riscos na indústria financeira

Confira artigo de Javier Duran, diretor de grandes riscos da corretora Marsh Brasil

Grandes poderes trazem grandes responsabilidades. A frase, de Stan Lee, criador do personagem dos quadrinhos Homem Aranha, resume bem os reflexos que a tecnologia trouxe para os mais diversos aspectos do mundo dos negócios: grandes facilidades, dinâmica e agilidade, mas, ao mesmo tempo, mais ameaças. Tanto que, a percepção dos riscos provenientes do avanço tecnológico, mudou radicalmente nos últimos três anos. O recente Global Risks Report 2019 mostra que ao longo dos últimos 3 anos, as preocupações migraram de questões econômicas, geopolíticas e sociais, para impactos no meio ambiente e tecnológicos (este último ganhou mais força no Brasil com as discussões em torno da Lei Geral de Proteção de Dados – LGDP). 

O risco cibernético, que se concretiza nos casos de ataques de hackers já não é mais uma questão de “se” irá acontecer, e sim “quando” irá acontecer e como responder ao incidente dos impactos (interrupção de negócios ou roubo/furto de informações) das suas operações e de seus clientes. Com a indústria financeira não é diferente. Este cenário exige das empresas mais governança e mitigação de riscos. 

Não por menos. Os ataques cibernéticos são considerados hoje um dos riscos com a maior probabilidade de ocorrência e os prejuízos superam cifras inimagináveis, segundo relatório da corretora Marsh. Os prejuízos no mundo decorrentes desse tipo de crime já geram perdas de US$ 1 trilhão para as empresas de todos os segmentos de negócios, bem acima dos US$ 300 bilhões de perdas com desastres naturais em 2017, segundo o estudo Cyber Handbook 2019. Outro dado preocupante: na Europa, em um ano de funcionamento do Conselho de Proteção de Dados, foram registradas 94 mil reclamações, 64 mil notificações de vazamentos de informações e cobrados 56 milhões de euros em multas. 

Na indústria financeira se tem hoje um dos exemplos mais claros dos desafios dessa transformação digital, que deve levar a uma grande desintermediação financeira e à redução do papel dos bancos tradicionais. Não por acaso, as autoridades financeiras, tanto no Brasil quanto no exterior, acompanham atentamente esse processo e buscam modernizar suas regras para organizar essa transição. No Brasil, Banco Central (BC) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vem desde 2013 criando regulamentações para preparar o Sistema Financeiro Nacional para esse grande salto, dentro da Agenda BC+, substituída agora pela Agenda BC#. 

O maior controle tem um fundamento. No CIAB 2019, congresso de tecnologia da informação para instituições financeiras promovido pela Febraban, estudos indicaram que os investimentos em soluções contra fraudes de identidade vão chegar a US$ 10,4 bilhões até 2023, enquanto os prejuízos decorrentes de fraudes de cartão de crédito alcançarão os US$ 35 bilhões até 2020. Outro estudo apresentado no congresso apontou o prejuízo de US$ 15 milhões que o sistema bancário mexicano sofreu após um ataque de cibercriminosos. Dados da Fecomércio também mostram que o Brasil amarga R$ 60 bilhões em prejuízos oriundos transações comerciais fraudulentas. 

A preocupação dos órgãos que regulam o setor também faz mais sentido para fazer frente à amplitude dos riscos. As ameaças não se limitam aos riscos cibernéticos e às operações da própria instituição. Elas se espalham também pelos agentes externos, ou seja, seus fornecedores e clientes. Quando um banco entra no financiamento de um projeto por exemplo, os riscos (fatores climáticos em caso de uma usina eólica, sucroalcooleira, entre outros) que podem impactar a não conclusão de um determinado empreendimento, também precisam ser considerados e amparados com garantias que serão solicitadas para viabilizar esses investimentos. 

Por conta destas exposições, as instituições financeiras enfrentam um ambiente marcado pela alta volatilidade de ameaças que demanda uma grande atenção que exige delas uma visão mais holística do mapeamento, identificação e financiamento dos riscos. Uma estratégia alinhada com os objetivos dos negócios e que dê segurança para seus executivos nos momentos de tomadas de decisões. 

Sucesso da Expo ABGR 2019 aponta para futuro de progresso na gerência de riscos no Brasil 3742

Sucesso da Expo ABGR 2019 aponta para futuro de progresso na gerência de riscos no Brasil

Foram 12 palestras e uma feira de negócios grandiosa, com 21 expositores do mercado de risk management e seguros

Aconteceu nesta quarta-feira, 13 de novembro, o segundo e último dia da Expo ABGR 2019. Consagrada pelos participantes que lotaram as 12 palestras, além de uma feira de negócios grandiosa – composta por 21 expositores do mercado de risk management e seguros – e surpreendente. No rastro do evento, o gerenciamento de riscos em seus diversos aspectos mostrou que a atividade no Brasil ganha a merecida projeção e virou alvo das corporações.

Diversidade Aliada à Sustentabilidade nas Organizações

A palestra “Diversidade aliada à sustentabilidade nas organizações”, realizada na manhã do segundo dia da EXPO ABGR 2019, discutiu a importância de cultivar a diversidade e a inclusão dentro das empresas. A mesa foi mediada por Marcia Ribeiro, diretora executiva da Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), e contou com Maristella Iannuzzi, digital executive da CMI Business Transformation; Roberta Nascimento, risk manager da NOV, Francisco Vidigal Filho, o presidente da Sompo Seguros; Camila Calais, advogada e sócia do grupo Mattos Filho Advogados; e Simone Vizani, vice-presidente da AAMMS.

Projeto de Lei de Livre Iniciativa | Liberdade Econômica

A nova Lei da Liberdade Econômica, em vigor no Brasil desde o ano passado (nº 13.974, de 20 de setembro de 2019), também foi tema de plenária. A palestra abordou questões relevantes no sentido de impulsionar o mercado segurador para uma mudança de mindset, como a simplificação da atual regulamentação e a despadronização de produtos para possibilitar o desenvolvimento de novos negócios.

Com moderação de Walter Polido, sócio da Polido e Carvalho Consultoria em Seguros e Resseguros, contou com a participação de Cristina Tseimatzidis, head of surety and financial line da Lockton Brasil; João Di Girolamo Filho, head of surety Brazil da Swiss Re Corporate Solutions; Karini Madeira, superintendente de acompanhamento técnico da CNseg; e Marcelo Mansur, sócio da Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados.

Benefícios e impactos da reforma da Previdência

No painel que discutiu os “Benefícios e impactos da reforma da Previdência”, Marcelo Rossetti, superintendente Executivo da Bradesco Vida e Previdência, chamou a atenção para a mudanças demográficas. “Sem a reforma, em 2045, o Brasil gastaria 20% do PIB”, disse. Para Filipe Nicodemus, diretor de Benefícios na MDS Brasil, a previdência privada poderá ser utilizada nas empresas como um meio de garantir renda para os trabalhadores que permanecerem mais tempo trabalhando. Antonio Penteado Mendonça, sócio titular da Penteado Mendonça e Char Advocacia, disse que a população mais pobre não terá renda para comprar planos de previdência.

O Futuro e Tendências do Setor Logístico

Logística 4.0, Internet das Coisas, uso de drones, transportes autônomos, Blockchain e Big Data com aplicação na área de logística e Digital Twins foram as principais tendências abordadas na palestra “O Futuro e Tendências do Setor Logístico”, com mediação de Luciano Póvoa, gerente de riscos em transportes RCG da Herco Consultoria de Riscos.

Guilherme Brochmann, diretor de gerenciamento de risco LATAM da DHL; Luiz Carlos de Andrade, superintendente técnico da Lockton Brasil e Paulo Robson Alves, head of marine da AXA XL; também fizeram avaliação sobre a atuação do segmento na área de seguros, pontuando a necessidade de reinvenção frente aos novos riscos, processos de inovação e uso de tecnologia, incluindo a busca de alternativas que superem os desafios de infraestrutura no Brasil, como a falta de polos logísticos de qualidade, ferrovias inacabadas e as péssimas condições das estradas.

Engenharia de riscos – Loss Prevention

Poucas empresas possuem área de prevenção de perdas, segundo Carlos Cortés, Head Risk Engineering da Zurich. “A maioria tem apenas áreas de política de segurança e saúde ocupacional”, disse ele durante o painel que abordou o tema “Engenharia de Riscos e Loss Prevention”.

Cesar López, gerente da área de Engenharia de Riscos na MAPFRE Global Risks, destacou a importância do engenheiro para a avaliação de risco. “Porque o interesse é comum com as seguradoras”, disse. Empresas que investem em loss prevention oferecem maior retorno aos acionistas, segundo levantamento da Aon. Alexandre Botelho, diretor da Aon Brasil.

Saúde e Gestão de Riscos

O painel “Saúde e Gestão de Riscos” foi composto por Lenise Secchin, chefe de gabinete da Presidência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); Rodolfo Petrait, risk manager da Bosch; Heitor Augusto, diretor técnico e de relacionamento com clientes Saúde e Odonto da SulAmérica; e Gustavo Quintão, vice-presidente de Saúde e Benefícios da MDS Brasil; e mediada por Josafá Ferreira Primo, CEO da Salagah Gestão em Contratos de Seguros.

Na fala dos palestrantes, a transparência e a disponibilização de dados na área de saúde foram valorizadas. “Transparência é pilar para gestão de riscos”, afirmou Lenise Secchin, citando exemplos como a Lei de Acesso à Informação (LAI), que tem “acesso como regra, sigilo como exceção’’.

Transportes, Logística e Gerenciamento de Riscos

No início da tarde, Christian Mendonça, Head of Insurance Brazil and South America da Norsk Hydro Brazil, mediou o painel “Transportes, Logística e Gerenciamento de Riscos”, com a presença de Letícia Toral, Gerente de Seguros da LDC; Marconi Peixoto, Coordenador de Gerenciamento de Riscos e Logística da Willis Towers Watson; e Valdo Alves, Diretor de Transportes da Tokio Marine Seguradora. O debate levantou questões relacionadas às boas prática e dinamismo da carteira, com highlights relevantes do ponto de vista do subscritor de risco do transporte e o papel em comum entre embarcadores e transportadores, que deve ser pautado pelo cuidado em relação à transferência de responsabilidade.

Mudanças Climáticas e Agronegócio

A palestra “Mudanças climáticas e agronegócio” também fez parte da programação da tarde da EXPO ABGR 2019 e discutiu se a pecuária e a agricultura podem ser consideradas vilãs para o meio ambiente. Para Carlos Branco, gerente regional de Seguros da Cargill Agrícola,”somos todos corresponsáveis’ pelas mudanças de clima no mundo”. Compuseram a mesa, ainda, Gabriel Lemos, head agro da Swiss Re Corporate Solutions; Miguel Almeida, head of agriculture da IRB Brasil RE; e Paulo Vitor Rodrigues, superintendente de Agronegócios da Lockton Brasil. A mediação foi feita por Cristina Weiss Tessari, coordenadora de Seguros Corporativos da CPFL Energia.

Política de seguros e salvados

Rodrigo Ávila, gerente de Riscos e Seguros na Suzano e vice-presidente da ABGR, disse que a política de seguros nas empresas deve contemplar todas as normas de contratação do seguro até como atuar em caso de sinistro. “Isso dá mais conforto ao gestor de riscos”, disse. Sobre os salvados, Julia Santoro, sócia da DR&A Advogados, destacou que para a seguradora servem para minimizar os efeitos do sinistros na carteira. Já o lucro com a venda de salvados pertence ao segurado, segundo ela. Sheila Garcia, diretora de Sinistros na Aon Brasil, contou que um segurado preferiu não reclamar o sinistro e vender o salvado, porque era mais vantajoso.

Cyber Risks e LGPD

Com mediação de Camila Calais, advogada e sócia da Mattos Filho, o painel “Cyber risks e LGPD’’ discutiu privacidade e mercado de seguros cibernéticos. Os palestrantes foram Alberto Bastos, sócio da Módulo S/A; Claudio Macedo, fundador da Clamapi Seguros Cibernéticos; Marta Helena Schuh, head cyber insurance da Marsh Brasil; Fernando Saccon, superintendente de Linhas Financeiras da Zurich e Flavio Sá, gerente de linhas financeiras da AIG Seguros. Segundo Macedo, é necessário investir em segurança independentemente da Lei Geral de Proteção de Dados entrar ou não em vigor: “O risco operacional é maior do que a multa da LGPD”.

P&C – Property & Casualty e a nova maneira de encarar os riscos

Rodrigo Ávila mediou o painel “P&C – Property & Casualty e a nova maneira de encarar os desafios”. Os desafios da gestão de riscos para a carteira foram apresentados pelos especialistas em recortes específicos como, por exemplo, processos de avaliação de riscos e quais cenários devem ser considerados; evolução de ambientes econômicos e, com isso, o surgimento de novos riscos relacionados ao uso da tecnologia; adoção de melhores práticas e processos de inovação em tratamento de riscos, entre outros.

Participaram Carla Karwacka – gerente de Riscos e Seguros – Claro S.A.; Daniel Kaneko, superintendente de P&C da Lockton Brasil; Florian Lauebli, head CUO Office & Leader Platform Solutions da AXA XL; e Sidney Cezarino, diretor de Property, Riscos de Engenharia, Riscos Diversos e Energy – Tokio Marine.

Seguro e Risco Ambiental

Katia Papaioannou, superintendente de RC e Ambiental na Marsh Brasil, destacou a confusão que as empresas fazem ao contratarem a cobertura de poluição súbita na apólice de RC Geral. “Pensam que todos os riscos ambientais estão cobertos, mas não estão”, disse ela no painel que discutiu “Seguro e Risco Ambiental”. Para Ilan Kajan, diretor de Riscos Corporativos na Alper Consultoria em Seguros, o corretor deve atuar como consultor no seguro ambiental. “Ele deve se especializar nessa área”, disse.

Associação Brasileira de Gerência de Riscos

A Associação Brasileira de Gerência de Riscos é uma entidade sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento, aprimoramento e divulgação da Gerência de Riscos no Brasil. Congregando em seu quadro associativo empresas compradoras de seguros de todos os segmentos produtivos, tem como principal objetivo defender os seus interesses junto ao mercado segurador e entidades governamentais.

Além de manter representações em vários estados do país, é parceira internacional das mais importantes organizações de risk management do mundo, transmitindo as mais recentes tecnologias e tendências do mercado global (coberturas, novos produtos etc.) aos seus associados.

Setor de seguros cresce dois dígitos pelo terceiro mês seguido 528

Marcio Coriolano é presidente da Confederação Nacional de Seguros Gerais (CNseg)

Seguros de pessoas e planos de previdência puxam crescimento no ano

No acumulado do ano até setembro, o setor segurador repetiu a alta de dois dígitos pelo terceiro mês consecutivo, atingindo desta vez a marca histórica de 12,3%, informa o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, em editorial da Conjuntura CNseg nº 13. No comparativo de setembro sobre o mês do ano passado, a evolução de prêmios foi ainda maior: 18,6%.  Em valores, os prêmios do setor alcançaram R$ 196,6 bilhões nos nove primeiros meses do ano (sem saúde e DPVAT). No resultado dos 12 meses encerrados em setembro, a expansão foi de 8,9%, bem perto da projeção otimista de crescimento elaborada pela CNseg.

Os planos de risco avançaram 15,6% (R$ 32,2 bi), ao passo que os planos de acumulação (VGBL e PGBL ) registraram alta de 16,9% (R$ 89,2 bi) e capitalização, 12,1% (R$  17,4 bilhões). A expansão do setor só não foi maior porque o segmento de danos e responsabilidades manteve uma taxa de crescimento mais reduzida. Nos nove primeiros meses, sua alta foi de 5,3%. Esse comportamento tem relação direta com o desempenho fraco das vendas do seguro de automóvel, a principal carteira do segmento de danos e responsabilidades.

“No caso dos planos de riscos, a expansão confirma a procura de proteção de vida, contra acidentes e doenças. No caso da previdência, já pode ser efeito da aprovação da reforma da previdência no Congresso e a percepção de que as pessoas terão de constituir fundos para a aposentadoria com recursos próprios, pensando na manutenção da qualidade de vida e padrão de renda na aposentadoria”, explicou o presidente da CNseg, Marcio Coriolano.

Comércio ilegal de peças e segurança no trânsito são temas de seminário no RS 1061

Comércio ilegal de peças e segurança no trânsito são temas de seminário no RS

Encontro foi promovido pela Fenacor, Sincor-RS e Escola de Negócios e Seguros (ENS)

Na última terça-feira (12), o mercado gaúcho de seguros foi contemplado com um amplo debate sobre o comércio clandestino de autopeças, acidentologia e vitimização no trânsito. O encontro foi promovido pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Sindicato dos Corretores do Rio Grande do Sul (Sincor-RS) e Escola de Negócios e Seguros (ENS) e foi realizado no Salão Nobre da Federasul, em Porto Alegre (RS).

Um dos pontos centrais do evento foi a discussão sobre a efetiva implementação da Lei Federal 12.977/2014 – que regula e disciplina a atividade de desmontagem de veículos automotores no Brasil. Segundo Carlos Alberto Valle, vice-presidente de Relações com o Mercado da Fenacor, o encontro foi importante para dimensionar as diversas questões relacionadas à segurança viária e de veículos automotores. “Sem o DPVAT, por exemplo, vamos precisar, cada vez mais, de laudos bem feitos. As pessoas precisarão ter muito mais responsabilidade, pois é preciso acordar que ninguém acionará um causador de acidente com o valor de R$ 13,500 – como previa o Seguro Obrigatório. A conta vai sair cara e só através de um seguro particular é que isso pode ser coberto”, explicou ao enfatizar que a introdução da Lei Seca foi de extrema importância para inibir uma série de delitos.

Segundo a Promotora de Justiça, Ana Cristina Petrucci, é muito importante incluir a sociedade na discussão deste tema. “Isso é necessário para que possamos melhorar esse panorama. As pessoas precisam voltar os olhos para a questão do trânsito e enxergar a relevância da segurança dele para cada um de nós”, enfatizou ao demonstrar que diariamente depara-se com a realidade dos acidentes de trânsito.

O combate ao comércio de peças irregulares é uma das prioridades do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), segundo a Diretora Institucional, Diza Gonzaga, isso também auxilia na redução do número de sinistros. “O Detran-RS tem feito uma força-tarefa para que possamos tirar do mercado os antigos ‘ferros-velhos’. A educação, no entanto, é o pilar mais importante – pois é o que garantirá que em um futuro próximo nós teremos números bem menores de vítimas do trânsito. Através da conscientização nós vamos garantir em médio e longo prazo que nosso País vai sair do ranking da morte”, comenta.

Outro painel abordou a Lei do Desmonte. Participaram representantes dos órgãos de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, do Comando do Policiamento Rodoviário da Brigada Militar, da Policia Rodoviária Federal, e outros.

Seminário sobre comércio ilegal de peças e segurança no trânsito no RS

Fenacor lança comunicado sobre Medida Provisória que desregulamenta corretores 3363

Fenacor lança comunicado sobre Medida Provisória que desregulamenta corretores

Representantes da Federação foram recebidos pela superintendente da Susep

O Presidente e os Vice-Presidentes da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Armando Vergílio dos Santos Júnior, Alexandre Milanese Camillo e Robert Bittar, acompanhados do Consultor Jurídico, Marcelo Augusto Camacho Rocha, estiveram reunidos nesta terça-feira (12), na sede da Superintendência de Seguros Privados (Susep), com o propósito específico de tratar das preocupantes e surpreendentes questões contidas na Medida Provisória nº 905/2019, publicada no Diário Oficial da União desta data.

Recebidos pela superintendente da Susep, Solange Paiva Vieira, o Diretor Rafael Pereira Scherre, o Procurador-Chefe Substituto Jezihel Pena Lima e o Coordenador-Geral Substituto de Regime Especiais e Autorizações Carlos Augusto Pinto Filho, os representantes da Fenacor demonstraram inconformismo com a revogação da Lei nº 4.594/64, um verdadeiro marco para a categoria, após tanta luta pela sua aprovação, por entenderem que ela poderia ser alterada e atualizada para os tempos atuais. Mas, diante do ocorrido, torna-se premente a retomada da sua eficácia, bem como com a revogação de dispositivos do Decreto-Lei nº 73/66, que alcançam a corretagem de seguros, em especial aquele previsto na alínea “e”, do art. 8º, por discordarem, frontalmente, da exclusão dos Corretores de Seguros do Sistema Nacional de Seguros Privados – SNSP.

Confira o posicionamento da Fenacor:

A Fenacor esclarece, ainda, que não irá se afastar dessas necessárias e importantes questões, consideradas pétreas, e atuará firmemente para a retomada da eficácia da Lei nº 4.594/64, que regulamenta atividade de corretor de seguros, e da condição dos corretores habilitados de integrantes do referido Sistema.

Quanto à autorregulação da categoria econômica, trata-se de consenso que a matéria necessita e deve avançar, o mais rapidamente possível.

A Fenacor irá participar, junto com a SUSEP e as Secretarias de Política Econômica e Especial de Trabalho e Previdência da discussão acerca das novas regras que atendam os parâmetros necessários, oportunos e efetivos para a instituição e implementação da autorregulação no mercado da corretagem de seguros.

Inclusive, de pronto, foi feito o agendamento prévio de novas reuniões entre a Fenacor e a SUSEP, para discutirem e consensuarem uma minuta de texto, que deverá ser apreciada, brevemente, pelo Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP.

A Fenacor entende que a autorregulação do mercado da corretagem de seguros é de extrema importância para a categoria, além de estarmos diante de um mecanismo ágil, moderno, e que muito poderá agregar para o Mercado de Seguros e para os consumidores de produtos securitários.

Corretor, você está preparado para o futuro? 4723

Corretor, você está preparado para o futuro?

Evento no RJ aborda novas tendências e mudanças no mercado da corretagem de seguros

O profissional da corretagem de seguros precisa estar atento aos movimentos do setor como um todo. O profissional que não atualizar-se certamente enfrentará grandes obstáculos diante do novo cenário econômico do Brasil e com o aumento na disputa entre os diversos players existentes no segmento. Pensando nisso, a Kuantta Consultoria promove nesta terça-feira (12), o 3º Workshop Corretor do Futuro. Com o tema “A Fórmula do Sucesso”, o encontro acontece no Clube de Engenharia, na capital do Rio de Janeiro.

O evento conta com apoio de diversas companhias, como as patrocinadoras ouro: Allianz, Porto Seguro, Liberty Seguros, Bradesco Seguros, HDI, MAPFRE, Tokio Marine e AXA. O patrocínio prata conta com a Megaluzz, Dino Marketing Digital e Resolve Sinistros. O bronze tem o Portal Panorama Seguro, a Rede Parcerias e a Peq Contábil. O encontro também conta com apoio do Sindicato dos Corretores do Rio de Janeiro (Sincor-RJ), Cliente Agente, Segurolink, Setup Solutions, Affinity Seguro Viagens e da VitalCard Assistência em Viagens.

Você acredita que está pronto para 2020? Está atento às tendências do setor? Qual será o impacto da transformação digital? Essas e outras perguntas serão o norte dos debates que permeiam um dia inteiro de programação de altíssimo nível. A expectativa, segundo o idealizador da Kuantta Consultoria e também Diretor de Ensino Técnico do Rio de Janeiro, Arley Boullousa, é de que mais de 400 corretores de seguros participem da congregação. Boullosa acredita que, sem investimento em qualificação, o corretor de seguros não vai conseguir acompanhar as estratégias que serão implantadas no futuro.

Arley Boullosa é Diretor da Kuantta Consultoria e de Ensino Técnico do Sincor-RJ
Arley Boullosa é Diretor da Kuantta Consultoria e de Ensino Técnico do Sincor-RJ

Confira a programação – Evento Corretor do Futuro:

8:30 – Coffee
9h – Abertura – Arley Boullosa – Kuantta
9:10 – Kleber de Paula – Cliente Agente
9:50 – Jesse Teixeira – Globus Corretora
10:30 – Painel 1 – Inovação e Tecnologia: Participantes: André Lewkovicht (Liberty), Karine Brandão (AXA), Flavio Rewa (Allianz)
11:10 – Gustavo Mello – Correcta Corretora
11:50 – Jader Bastos – Projacseg Corretora
12:30h – Painel 2 – Economia e Seguros: Participantes: Pablo Guimarães (Bradesco Seguros), William Anthony (JRS), Thiago Rosina (Icatu)
13:00h – Almoço
14:00h – Retorno
14:10h – Marcio Raggi – Tatu do Seguro Corretora
14:50h – Arley Boullosa – Moby Corretora
15:20 – Painel – Gestão de Pessoas; Participantes: Bruna Garcia (Megaluzz), Marcelo Gonzalez (Porto Seguro), Paulo Ricardo (HDI)
16:00 – Henrique Volpi – Kakau Seguros
16:40 – Painel 4 – A nova SUSEP: Participantes: Randolpho Souza (Monitor Mercantil), Henrique Brandão (Sincor RJ), Fernando Vieira (Vieira Corretora), Gustavo Mello (Correcta Corretora)
17:20 – Marcus Vinícius – CEO Iconeseg

Henrique Brandão, presidente do Sincor-RJ, ressalta a influência da economia brasileira ao analisar a conjuntura do setor de seguros. “Todo empresário, independente de ser de pequeno ou grande porte, precisa ficar atento às mudanças econômicas do país, pois esse acompanhamento é vital na tomada de decisões. Nesse painel, vou atuar como mediador, dando suporte em relação às particularidades do tema abordado, no que diz respeito a como conduzir todo processo administrativo de uma corretora de seguros com as tendências da economia brasileira”, afirma.

Henrique Brandão é presidente do Sincor-RJ / Divulgação
Henrique Brandão é presidente do Sincor-RJ / Divulgação
Bruna Garcia é fundadora da Megaluzz / Divulgação
Bruna Garcia é fundadora da Megaluzz / Divulgação

Mediadora de um dos painéis, a fundadora da Megaluzz, Bruna Garcia, deve compartilhar experiências em inteligência comportamental. “Participei do evento Corretor do Futuro no mês de maio e percebi o quanto o corretor de seguros do Rio de Janeiro deseja se atualizar e desenvolver. O mercado está em transformação digital e muitos querem mudar, mas poucos sabem por onde começar. Esse tipo de ação é importante para que o profissional fique por dentro e tenha acesso a informações e ferramentas que apoiem o alcance dos seus objetivos. E quando falamos de alcance de objetivos e desenvolvimento do Corretor de Seguros a Megaluzz está por perto, esse é o meu assunto preferido e a razão da existência da empresa. Não é à toa que temos participado dos principais eventos do mercado aqui em São Paulo e estaremos pela 2° vez no Corretor do Futuro. Os temas abordam necessidades reais, além de unir pessoas diferentes com o mesmo propósito e que falam a mesma língua do corretor”, explicou.

Já Kleber de Paula, fundador da startup Cliente Agente, vai detalhar toda operação e particularidades de uma ferramenta que promete engajar a carteira de clientes e ampliar a divulgação no pós-venda. “O momento é propicio para debates como este proposto pela Kuantta no evento Corretor do Futuro. Como corretor, pretendo levar aos colegas a minha visão de construção de comunidades em favor da nossa profissão, através do engajamento dos clientes satisfeitos e portanto, promotores. Nosso grande desafio é estabelecer conexão”, completou.

Os detalhes completos da terceira edição do Corretor do Futuro estarão em cobertura especial realizada pelo JRS.