Entenda sobre o crescimento do mercado online no Brasil 2114

Entenda sobre o crescimento do mercado online no Brasil

E-commerce ganha cada vez mais espaço como forma de expansão de diversas empresas

O mercado está propenso a sofrer alterações significativas de acordo com o cenário econômico, político e da comunicação. Através da popularização da web, o e-commerce, ou comércio eletrônico, ganha cada vez mais espaço como forma de expansão de diversas empresas.

Sendo uma modalidade que permite explorar os mais variados recursos digitais, a influência e a dinâmica são evidentes em relação aos consumidores e, consequentemente, no mercado.

Os anos 2000 marcam o crescimento do comércio eletrônico em território brasileiro, pois, embora tenha surgido por cerca de 1990, foi neste período em que a criação e o uso do comércio eletrônico foram intensificados, assim como fusões e aquisições entre diversas empresas do mercado nos anos seguintes.

De acordo com a 38° edição do relatório Webshoppers, da empresa Ebit/Nielsen, em 2018, a alta do faturamento em comércio eletrônico marcou 12% comparado ao ano anterior. A expectativa é que a curva de crescimento seja mantida.

Além disso, a líder comercial da empresa, Ana Szasz, aponta que nos últimos anos o crescimento tem destaque de itens não duráveis, que se referem a perfumaria e cosméticos. Isso se deve ao fato de apresentarem mais promoções e, devido aos preços oferecidos, contribui com que os usuários apostem na compra eletrônica.

Outro fator decisivo para o crescimento é o crédito facilitado, que foi significativamente expandido nos últimos anos e, hoje em dia, é amplamente utilizado como um meio de pagamento em diversos comércios eletrônicos.

Conheça os tipos de comércio eletrônico

Sem dúvidas, as possibilidades que podem ser exploradas no e-commerce também contribuem com a expansão desse modelo de negócios. Os principais tipos de acordo com os integrantes das transações são:

Business-to-business (B2B)

Nesse tipo de e-commerce, as transações contam com pessoas jurídicas, como é o caso de uma empresa que comercializa máquina para contar dinheiro para lojistas. Devido a natureza dos negócios, a exigência referente aos valores e prazos podem ser maiores.

É muito comum que as marcas que atuam desta forma tenham que lidar com um volume maior de itens por pedido, o que também pode estar relacionado com quesitos como uma quantia ou quantidade mínima por aquisição.

Outro exemplo é a comercialização de tacógrafo eletrônico para empreendimentos que atuam no setor veicular, uma vez que corresponde a um dispositivo que têm como principal funcionalidade monitorar fatores cruciais como a distância percorrida e velocidade.

Business-to-consumer (B2C)

Diferentemente do modelo citado acima, o B2C consiste em transações efetuadas de pessoas jurídicas para físicas. As modalidades não são restritivas, os empreendimentos podem atuar em somente uma ou nas duas vertentes do mercado.

Como exemplificação, uma empresa que tem um e-commerce que atende oficinas e comercializa itens como óleo de câmbio automático, também pode apresentar uma seção para que os proprietários possam obter acessórios e itens para cuidados com o veículo.

Customer-to-business (C2B)

Por mais que os modelos anteriores sejam de grande destaque, a modalidade C2B também vem ganhando um espaço significativo. Nesse caso, há uma troca de papéis em relação ao anterior, onde a pessoa física é provedora dos serviços ou produtos e atende a pessoa jurídica.

Um exemplo deste caso são bancos de imagens, onde é possível enviar materiais e as empresas podem adquirir fotos para uso variado, por exemplo, em conteúdos elaborados para um blog.

O que é S-commerce e M-commerce?

São vertentes do e-commerce que são cada vez mais exploradas ao longo do tempo e que apresentam um aumento significativo nos últimos anos. Em relação às alternativas anteriores, as divergências que M-commerce e o S-commerce apresentam estão associadas com o canal de atuação.

O primeiro caso corresponde ao mobile commerce, ou seja, modos de vendas próprios para dispositivos móveis, o que vai além de garantir que a loja virtual tenha um design responsivo, uma vez que muitas marcas hoje em dia investem em aplicativos próprios devido a popularização dessa modalidade e do uso evidente dos aparelhos no dia a dia.

No setor veicular, por exemplo, acessórios são muito requisitados e nesse caso, uma marca pode criar um aplicativo com as opções disponibilizadas, como aparelho para injeção eletrônica, além de dicas e onde encontrar suporte.

Já no caso do S-commerce, trata-se de uma alternativa que abrange as redes sociais. A respeito deste ponto, para compreender a importância e a relação com o crescimento do comércio eletrônico, é válido citar que diversas opções de atuais contam com recursos propícios para vendas.

Há possibilidade tanto de apostar na inserção de links quanto para conduzir os usuários para o e-commerce da marca, para a plataforma de pagamento ou aplicativo.

Além disso, de acordo com o Sebrae, em uma pesquisa quantitativa realizada em 2016, com relação aos canais cruciais para concretização das vendas online, as redes sociais apresentaram os números mais altos, marcando 72%.

Quais são as vantagens de abrir um e-commerce?

Há benefícios significativos na abertura de um e-commerce, seja com foco apenas nesse meio ou como uma forma de expandir os negócios. Afinal, com as informações abordadas, é possível observar o número de possibilidades que cada vez mais esse tipo de negócio apresenta, assim como suas vertentes.

Entre os benefícios de maior destaque estão:

Redução de custos

A redução de custos também é um fator a ser observado, uma vez que para estruturar um e-commerce, há um menor investimento envolvido, principalmente em relação aos fatores físicos, como mobília e lojas.

Não significa necessariamente que o investimento em um e-commerce seja baixo, mas certamente os aspectos que exigem investimento são significativamente distintos. 

Dependendo da organização do empreendedor em relação a escolha de plataforma, otimizações, equipe, logística e outros fatores, há grandes possibilidades de economia.

Mercado mais diversificado

Há mais chances de explorar modelos diferenciados de negócios. Por exemplo, uma empresa que comercializa papel de parede para quarto pode ir além em prol de estratégias para alavancar as vendas, como apostar nos produtos digitais, por exemplo, e-books sobre decoração, dicas sobre preservação e instalação.

Amplificação temporal e geográfica

Por intermédio do e-commerce, certas barreiras que existem nas lojas físicas são ultrapassadas. Pode-se citar como exemplificação um cliente de uma oficina mecânica completa, que frequentemente adquire produtos para seu veículo, além de solicitar reparos e manutenções.

Naturalmente, caso a oficina não conte com um e-commerce com seus produtos, o cliente terá que esperar determinado horário para ir ao local para adquirir o que almeja. No entanto, na existência de um e-commerce, seria mais prático identificar os valores, descrições e demais informações a respeito dos produtos, como de um som automotivo interno.

Em qualquer segmento, até mesmo em momentos em que a loja física está fechada, dados relevantes para os consumidores podem ser transmitidos pela plataforma digital, o que contribui com a comodidade dos clientes.

Suporte na decisão de compra

De uma certa maneira, os fatores apresentados anteriormente a respeito das informações disponibilizadas também contribuem com a decisão de compra. Isso se deve ao fato de que há grandes chances de tornar a experiência dos usuários mais rica.

O acesso é mais fácil às informações e essa questão deve ser averiguada nas estratégias, uma vez que o usuário pode buscar não apenas no site da marca em si, como em plataformas de avaliação e comentários em redes sociais sobre determinado produto ou serviço.

Dicas para um e-commerce de sucesso

Em meio ao crescimento apresentado, inclusive com tamanha diversidade, é preciso que os empreendedores tenham uma maior atenção em diversos pontos que naturalmente não seriam relevantes no caso de uma loja física, tais como:

  • Tipo de plataforma;
  • Disposição de informações;
  • Conteúdos de qualidade;
  • Confiabilidade.

Por exemplo, ao procurar por um purificador de agua gelada em uma loja, o consumidor em potencial pode tocar o produto e ter uma noção mais fiel de suas características. Por esse motivo, determinadas adaptações são cruciais ao se tratar do comércio eletrônico.

A confiabilidade deve ser transmitida e, por isso, é preciso apresentar não apenas informações e imagens de qualidade em relação aos itens vendidos ou serviços prestados como também um design satisfatório.

É por meio do design que o cliente em potencial pode ter maior interesse de explorar as páginas, comparar preços e, certamente, de concretizar a contratação do serviço ou a compra.

Investimentos em marketing digital, como em conteúdo e automação, podem contribuir de maneira significativa para a atração de consumidores em potencial, preservação da qualidade, produtividade e, consequentemente, o fortalecimento da marca.

O crescimento do e-commerce acompanha as modificações de diversos cenários, principalmente em relação ao acesso do público as redes digitais. Dessa maneira, não apenas no modelo a ser selecionado, como também nas estratégias aplicadas, é interessante que existam análises precisas.

Embora o crescimento seja notável devido às possibilidades que podem ser exploradas, há necessidade de que os empreendedores tenham cautela devido a competitividade e dificuldades que podem ser encontradas para a inserção de empresas novas no mercado.

*Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

Formação de equipes vencedoras é tema da live da Gente Seguradora 1061

Momento acontece hoje às 17h30

Hoje é dia de live da Gente Seguradora. Na 14ª edição, o tema será a formação de esquipes vencedoras com a perspectiva de autorresponsabilidade como parte do conjunto de relações no sistema. Renata Bidone, psicóloga e palestrante motivacional, é a convidada da vez.

A Live da Gente será transmitida hoje às 17h30, pelo Instagram @GenteSeguradora.

Grupo AXA apresenta novo propósito global 1448

“Agir para o progresso humano protegendo o que importa” é a nova proposta

Thomas Buberl, CEO global da AXA. Foto: Rapahael Dautigny

O Grupo AXA acaba de anunciar globalmente seu novo propósito: “Agir para o progresso humano protegendo o que importa”, focado em seu negócio, a proteção, e com viés coletivo. A proposta parte do cenário contemporâneo, de transformação e emergência de novos riscos, que necessitam de soluções inovadoras para possibilitar o avanço da humanidade, local e globalmente, nos âmbitos pessoal e familiar, nos negócios, na comunidade e na sustentabilidade do planeta.

“A proteção sempre esteve no centro do nosso negócio, ajudando indivíduos, negócios e sociedades a prosperar. A AXA sempre foi uma companhia líder, inovadora e empreendedora, promovendo o progresso em todas as suas dimensões” explica Thomas Buberl, CEO global da AXA, reafirmando o papel social da empresa.

O novo propósito, sintetizado em um manifesto – https://youtu.be/mfnBsu6NCQY – é endossado pelas iniciativas da companhia ao redor do mundo, como o apoio a projetos de pesquisa capitaneados pelo AXA Research Fund; desenvolvimento econômico e sustentabilidade, além do pioneirismo em soluções de telemedicina.

ANSP debate Força Maior no Seguro Garantia 1216

Palestrantes discutem situação do segmento em meio ao cenário atual e a atuação das cláusulas de Força Maior nos contratos de seguro

Na última quinta-feira (25), a Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP – discutiu o tema “Força maior em contratos públicos e privados e o Seguro Garantia”. Os participantes abordaram a legislação, a responsabilidade de contratante e contratado, a renegociação de contratos na busca do reequilíbrio financeiro e a força maior como excludente de responsabilidade. O assunto foi debatido em uma edição ao vivo do Café com Seguro.

“Temos uma excelente oportunidade de trazer um pouco mais de consistência e elementos para que as pessoas possam eventualmente utilizá-los em seus pensamentos e estudos”, ressalta João Marcelo dos Santos, presidente da ANSP. “Nós não vamos conseguir encontrar a grande resposta para resolver as questões da força maior, mas podemos discuti-la”, complementa Rogério Vergara, moderador do evento.

De forma geral, o Seguro Garantia relacionado à infraestrutura possui em seus contratos de construção, de fornecimento de equipamentos e outros, cláusulas específicas de força maior. Entretanto, explica João Girolamo, Vice- Coordenador da Cátedra de Riscos Financeiros, a definição do termo é colocada de forma abrangente. “Na minha visão, o que se pretende fazer com isso é se precaver daqueles cenários em que eles não gostariam que fosse considerada força maior, restringindo a abrangência do Código Civil sobre essas situações”, pontua. Apesar disso, complementa, é possível haver discussões específicas antes da emissão da apólice nas quais a seguradora possa se responsabilizar. “Essa relação da apólice com as cláusulas do contrato precisa estar muito bem definida”, conclui.

Em relação ao cenário atual de pandemia, o especialista acredita que esse ramo não sofreu grandes impactos no que diz respeito ao aumento de sinistralidade. Girolamo aponta três justificativas: “em primeiro lugar, boa parte do mercado atua com Seguro de Garantia Judicial em longo prazo, que não necessariamente está atrelado a uma ocorrência de cenário econômico, mas a um processo judicial. Além disso, as obras, hoje, estão andando bem. A carteira de infraestruturas tem como consequência um impacto de médio prazo, então não há nenhum tipo de atraso no momento. Por fim, há um impacto na parte de crédito e garantias. Ainda não sabemos quais serão exatamente as consequências dessa pandemia, mas o mercado de crédito vai ser o primeiro atingido”, explica.

Apesar da abrangência da definição de Força Maior nos contratos, o que se vê é um judiciário cauteloso diante da pandemia, acredita Pedro Souza, membro da Cátedra de Riscos Financeiros da ANSP e um dos participantes do debate. “As consequências atribuídas pelo Código Civil nas circunstâncias atuais é que o desertor não responde pelos prejuízos resultantes, caso não tenha se responsabilizado expressamente por eles. Então, multas e obrigações indenizatórias, por exemplo, são afastadas. Mas não existe uma desoneração do obrigado em relação ao seu dever principal”, ressalta.

Já em relação aos contratos públicos administrativos, Souza entende que é preciso desmistificá-los enquanto uma entidade autônoma e buscar as referências no Código Civil. “Quando verificamos na Lei 8666/93 qual seria a solução para uma consequência de ação extraordinária ou força maior, encontramos que os contratos podem ser alterados para que haja reequilíbrio, e não um super triunfo de uma das partes. Então a solução é: sentem e conversem”, estimula o debatedor.

No último momento do evento, Marcia Cicarelli, Coordenadora da Cátedra de Contrato de Seguro e diretora da ANSP, reforçou a abrangência do Código Civil. “Quando se dá a caracterização a quem compete dizer que se trata de um caso fortuito ou força maior?”, questiona. “A definição do Código Civil é ampla, trazendo critérios como o fato necessário, inevitável e irresistível. Somente a partir da análise concreta de cada contrato e da situação específica das partes, é que será possível dizer se se trata de força maior”, afirma.

Tal análise parte de um entendimento de quais cláusulas embasaram aquele contrato, como a situação de caso fortuito ou força maior foi decidida entre as partes e, em um segundo momento, em qual circunstância específica está sendo arguida pelo devedor. “A discussão é extremamente complexa. Há contratos que tem características muito próprias, como o compra e venda de energia”, exemplifica.

A abertura do evento ficou a cargo de Edmur de Almeida, diretor de Fóruns Acadêmicos da ANSP e do presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos. Já a mediação ficou sob a responsabilidade de Rogério Vergara, diretor da ANSP e coordenador da Cátedra de Riscos Financeiros. A coordenação ficou a cargo de Edmur de Almeida, Márcia Cicarelli e Rogério Vergara.

Assista a live completa no canal da ANSP.

Dados em plataformas digitais de contratação de frete facilitam crimes e geram insegurança no setor 1159

Acostumada a atuar no ambiente digital, uma das seguradoras que melhor avalia as contratações em plataformas de fretes online é a Argo Seguros

O avanço da tecnologia tem facilitado a vida de frotistas e caminhoneiros autônomos. Através de plataformas de fretes online, eles buscam empresas que precisam do seu serviço para entrega de mercadorias em todo o Brasil. Porém, algumas pessoas têm se aproveitado das ofertas de fretes disponíveis para cometerem crimes.

Recentemente, a polícia desarticulou uma quadrinha que roubava cargas no Triângulo Mineiro e no sul de Goiás. Segundo as investigações, os criminosos se inscreviam em um aplicativo de fretes, escolhiam a carga e mandavam um motorista. No trajeto, eles simplesmente desviavam a carga e alegavam que teriam sido vítimas de furto e roubo. Algumas vezes chegavam até a registrar um Boletim de Ocorrência em outro estado para não levantarem suspeita.

Casos como esse fizeram com que algumas seguradoras ficassem mais reticentes quanto a credibilidade dessa nova forma de contratação de fretes. “De maneira geral, as seguradoras reclamam, mas não deixam de fazer negócios. Porém, acabam enxergando todas as plataformas online da mesma maneira, quando na verdade existem aquelas que realmente tem melhor gestão da sua base de dados”, explica Rogério Bruch, diretor da Fetransporte Brasil, assessoria especializada em seguros de cargas do país.

Acostumada a atuar no ambiente digital, uma das seguradoras que melhor avalia as contratações em plataformas de fretes online é a Argo Seguros. “Por sermos uma seguradora que já nasceu no meio digital, acredito que somos mais flexíveis tanto para entender as demandas do mercado, quanto para oferecer soluções diferenciadas que facilitem a vida de nossos clientes e parceiros”, explica Ivor Moreno, Head of Marine & Innovation da companhia.

Para o executivo, muitas das plataformas de fretes oferecem recursos logísticos que trazem maior controle e segurança para a operação dos embarcadores ou transportadores. “Esse é um mercado que está em transformação e o emprego de motoristas autônomos é uma realidade. Porém, grandes transportadores e embarcadores, por exemplo, podem otimizar a logística e mitigar riscos desde que se estabeleça processos e avalie com cuidado a plataforma utilizada”, afirma.

Segundo Ivor, as novas tecnologias, em geral, são uma tendência e é preciso um olhar especial para o que essas inovações representam em todas as linhas de negócio, e não apenas no transporte. “Todos precisam e querem trabalhar, ainda mais no atual momento de crise motivada pela pandemia. Nosso papel enquanto seguradora é entender a metodologia empregada pelas empresas e avaliar os riscos, de forma a não atrapalhar e até incentivar àquelas que têm boas práticas”, concluiu.

Como será o setor de seguros de pessoas nos próximos quatro anos? 1354

Live do ISB com diretores da Sancor Seguros contou com projeções de longo prazo

O Instituto Superior de Seguros e Benefícios do Brasil (ISB) promoveu, nesta quinta-feira, 2, a “Quinta com Benefícios”, live que contou com a participação de Leandro Poretti, diretor-geral da Sancor Seguros, acompanhado de diretores da companhia. Ao vivo, os executivos da seguradora destacaram uma circunstância diferenciada da empresa no comparativo às demais congêneres em atividade no mercado brasileiro: o fato de a Sancor estar retomando antes das demais seguradoras o trabalho presencial, tendo em vista que a sede principal no Brasil é localizada no Interior, onde a pandemia se alastra bem menos que nas capitais.

Localizada em Maringá, no norte do Paraná, a Sancor retomou às atividades presenciais em meados de junho, o que não significa, todavia, que tenha abortado as operações digitais. Pelo contrário, a cidade paranaense está recebendo o projeto piloto de um aplicativo de telemedicina já bastante difundido pela Sancor no mercado argentino. Conforme o diretor-geral destacou na live, o serviço prevê a inclusão de teleconsultas nos planos de saúde coletivos e individuais a serem oferecidos pela seguradora no futuro próximo.

Os palestrantes também salientaram o crescimento, no mercado brasileiro, da verificação de sinistros por imagem, tanto nos ramos de Vida como nos Ramos Elementares, apontando essa inovação com consequência dos avanços tecnológicos que foram implementados durante o período de distanciamento social.

Outro destaque da transmissão online foi a palestra de Fernando Ortega. O economista se propôs a apresentar números que permitem projetar como estará o mercado de seguros quatro anos depois do final da pandemia. Ele denominou as projeções apresentadas como “Impacto do Covid-19 sob o enfoque do longo prazo.

Os primeiros gráficos mostraram que o PIB do Brasil havia crescido 48% no acumulado dos anos de 2004 a 2013, época em que o Governo Federal conseguia arrecadar mais que gastar. Em contrapartida, a partir da crise econômica que estourou na segunda metade da década passada, os números ficaram negativos no acumulado entre 2014 a 2023, evidentemente considerando o intervalo entre 2021 e 2023 como hipótese futura. Como o Governo tem gastado mais recursos que arrecadado, a projeção é de que o país tenha um decréscimo acumulado de – 1,06% no PIB daqui a três anos.

Todavia, conforme indicadores tabulados em outra pesquisa internacional, em que mais de 3 mil pessoas de 15 países foram ouvidas, a mudança de comportamento do consumidor mundial, em decorrência da pandemia, sinaliza um maior interesse das pessoas por produtos de seguros de pessoas.

O levantamento apresentado na live identificou, como possíveis impactos permanentes no comportamento do consumidor no pós-pandemia, o seguinte: 60% das pessoas está dedicando o tempo em autocuidado e bem-estar; 57% passaram a se exercitar em casa; 64% estão mais atentos em reduzir desperdícios; 50% estão considerando mais a saúde ao comprar um produto.

Na interpretação do palestrante, os dados indicam pessoas mais focadas em vida, em saúde e na proteção da família que em bens materiais. Ele acrescenta que essa nova tendência já reflete no mercado, o qual registrou um crescimento de 1% do setor de seguros de pessoas, de janeiro a abril, no Brasil, onde o seguro automóvel, por exemplo, despencou.

“A crise econômica pode, inclusive, provocar a aceleração na reforma administrativa e reforma tributária. Além disso, o brasileiro está acostumado com crises, sendo bastante resoluto em conseguir se adaptar. Já se enxerga uma recuperação até em 2021, com crescimento projetado de até 4% na economia nacional”, projetou o analista. Falando em seguros, Ortega identifica que este mercado tem muito a crescer no país. “As seguradoras e corretores estão entendendo um pouco mais as necessidades do consumidor. O ouvir o cliente, entregar uma solução sob medida, cruzar dados sobre o perfil do consumidor têm possibilitado às companhias oferecer o que o cliente precisa”, reforçou.

O trabalho remoto será constante, crescimento da modalidade de cursos à distância, crescimento de seguros de infraestrutura, de seguros prestamistas, em razão da necessidade de se abrir o crédito, foram outras conclusões que os participantes do fórum do ISB e Sancor Seguros destacaram para a audiência, durante 90 minutos de live, acompanhada pela reportagem JRS.