Transformação digital no âmbito da transformação tecnológica 980

Transformação digital no âmbito da transformação tecnológica

Confira artigo de Carlos Eduardo Correa Schotka, Digital Labs Manager de Transformação Digital da regional de Belo Horizonte da Engineering

A transformação tecnológica é um dos responsáveis pela construção de novos negócios, ou mesmo, da disrupção de mercados no âmbito da transformação digital. Isso porque o pilar tecnológico segue algumas tendências que, muitas vezes, não são balanceadas com a expectativa do cliente.

Diante deste cenário, sempre temos que ter em mente que nem todos no mercado são visionários. Sendo assim, a tecnologia deve aderir e prover soluções ao mercado, bem como criar novas possibilidades ao negócio, sempre orientada pela ótica de que o cliente está no centro de tudo. Com isso, a transformação tecnológica deve utilizar como lastro a arquitetura da solução, de software e de infraestrutura.

Durante a arquitetura de solução, identificamos a real necessidade da solução a ser ofertada e as regras que a proposta deve atender para que a tecnologia não se exceda da real necessidade do atendimento. Essa deve focar em agregar valor ao cliente em todos os âmbitos. Portanto, é preciso ser sensato na proposta de solução para que ela seja viável na estratégia de venda e ser financeiramente viável para o cliente, além de ser evolutiva, focando não apenas no pontual, mas também em ser reaproveitável e permitir adaptações para o futuro.

Uma nova arquitetura de solução deve ser encarada como uma oportunidade para conviver com o legado e, posteriormente, de maneira gradativa e controlada, evoluído em conjunto ou removido devido à obsolescência do fluxo de negócio ou tecnológico. Ainda na arquitetura de solução, durante o processo, deve-se analisar a performance e a agilidade para atender à necessidade do cliente, afinal não precisamos de uma Ferrari para ir ao trabalho todos os dias. Às vezes, um patinete já dá conta do recado.

Com a arquitetura e seus fatores ambientais definidos, é o momento da aplicação da solução com foco nas ferramentas focando em valor agregado. Uma arquitetura digital deve ser modular, escalável, performática, integrável, recusável, resiliente, sustentável, adaptável e inteligente. A inteligência aplicada sobre às características do desenho de um software digital transcende a aplicação de recursos de inteligência artificial na sua arquitetura.

Nesse cenário, estamos falando de utilizar uma visão decentralizada na confecção de APIs ou microsserviços ao ponto da manutenção de uma funcionalidade ser imperceptível ao cliente.

A tecnologia possibilita aos clientes novas formas de prover valor agregado ao seu negócio, começando pela automatização de processos de caráter repetitivo e um atendimento inteligente integrado, até funcionalidades nas quais o cliente final possa ter a solução para problemas de forma automática. Já as análises preditivas sobre a base de dados dos clientes são de suma importância para entender o próprio mercado e identificar novas formas de fazer negócio.

Existe um leque de ferramentas hoje disponíveis no mercado para viabilizar a arquitetura tecnológica em uma transformação digital. Seguindo os drives já expostos acima como uma base para sustentação de novas tecnologias, o processo digital parte para outro nível, preparando o cliente para o uso de ferramentas autônomas, como análise aumentada, tecnologia orientada por IA, Digital Twins, Empowered Edge, Trend, Blockchain, Espaços Inteligentes, Privacidade Digital e Computação Quântica.

Para agregar valor ao cliente, é necessário prever as interações, eliminando as fronteiras entre nichos de tecnologia e promovendo uma sinergia para compor a solução possível para o cliente. O uso da infraestrutura conectada provê opções mais robustas que geram novas possibilidades, como o uso de robôs, drones e Internet of Things.

O mais importante é ter em mente que a tecnologia é a ferramenta. Considerando que ela estará em constante evolução, devemos sempre analisar qual a necessidade do cliente, identificar qual tecnologia atende da melhor maneira possível a solução que está sendo proposta para o negócio e se a tecnologia gera uma vantagem competitiva. É neste ponto que temos a transformação digital.

*Carlos Eduardo Correa Schotka é Digital Labs Manager de Transformação Digital da regional de Belo Horizonte da Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital.

Susep abre edital de seleção para o projeto de inovação sandbox 2219

Susep abre edital de seleção para o projeto de inovação sandbox

Início do processo será no primeiro trimestre de 2020

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) informa que o edital de seleção para o projeto de inovação (Sandbox) não terá início no dia 1º de janeiro de 2020, conforme previsto na consulta pública nº 11/2019.

A autarquia esclarece ainda que o edital será lançado no primeiro trimestre de 2020 e que o prazo de vigência será previamente comunicado.

Liberty Seguros oferece treinamento para impulsionar negócios de corretores 1766

Liberty Seguros oferece treinamento para impulsionar negócios de corretores

Segunda edição da Academia Digital foi lançada no final de novembro pela companhia

Com o intuito de expandir a carteira de segurados dos profissionais da corretagem de seguros, a Liberty Seguros lançou no final de novembro a segunda edição do treinamento Academia Digital. Trata-se de um curso online com enfoque no desenvolvimento de técnicas voltadas ao marketing digital dos corretores, a fim de ajudá-los a crescerem em vendas e ampliarem os negócios.

“WhatsApp Business” e “Google Ads” foram os temas do curso, que caiu no gosto dos parceiros de negócios da companhia. Ao todo são 7 vídeo aulas, são elas: WhatsApp Business para corretores de seguros, Google Ads para corretores de seguros, Palavras-chave: a mágica da publicidade no Google, Start: Faça sua primeira campanha no Google Ads, Otimização de anúncios, Remarketing para venda de seguros e Análise de resultados.

“O uso da internet como ferramenta de negócio é uma realidade. O objetivo da Liberty com os treinamentos oferecidos pela Academia Digital é ajudar seus corretores parceiros a se desenvolverem cada vez no ambiente online, agregando conhecimento e, consequentemente, novas possibilidades na captação de clientes e na divulgação de seus serviços”, comenta Marcos Machini, Vice Presidente Comercial da Liberty Seguros.

As aulas da primeira edição da Academia Digital continuam disponíveis na plataforma para que todos os interessados possam assisti-las, porém, não é necessário ter feito a primeira edição do curso para participar dessa sequência.

Quase 50% dos clientes brasileiros não confiam em companhias aéreas 1784

Quase 50% dos clientes brasileiros não confiam em companhias aéreas

Falta de transparência das empresas sobre direitos e elegibilidade impulsiona desconfiança

De acordo com um estudo recente da empresa britânica de pesquisa YouGov, encomendado pela AirHelp, empresa líder mundial dedicada a ajudar passageiros aéreos, quase metade (46%) dos brasileiros entrevistados não acreditam no tratamento justo em relação à compensação a passageiros após infração das companhias. O estudo foi realizado entre os meses de junho e julho de 2019 e ouviu 2.106 brasileiros. Em casos de voos cancelados ou de preterição, quando um passageiro, mesmo comparecendo pontualmente para o voo, não consegue embarcar em razão de diversos fatores, como overbooking, cancelamento e atrasos em razão de troca de aeronave ou imprevistos de operação, o consumidor tem direito à compensação financeira.

A baixa confiança nas companhias aéreas é causada por muitos exemplos de violação dos direitos dos passageiros, não apenas por não informá-los sobre seus direitos em caso de interrupção de voos, admitem 60% dos brasileiros que viajam de avião. As companhias aéreas maltratam seus clientes também no momento de pagar a compensação. 50% dos brasileiros que reivindicaram seus direitos devido à interrupção de voo para a companhia aérea responsável receberam o substituto de dinheiro (como vale-refeição, por exemplo), mas não a compensação financeira a que tinham direito. Na Europa, apenas 13% dos passageiros enfrentam situação semelhante.

“Os passageiros aéreos de todo o mundo são constantemente maltratados pelas companhias aéreas e a maioria dos viajantes não sabe como lutar pela compensação a que tem direito. Como organização, estamos lutando em defesa dos passageiros todos os dias e não descansamos até que os viajantes recebam tratamento mais eficiente, compensação financeira e a educação que merecem por parte das companhias aéreas”, diz Christian Nielsen, diretor jurídico da AirHelp. A pesquisa da AirHelp aponta que somente 5% dos brasileiros que viajam de avião conhecem seus direitos em situações de atraso, interrupção e cancelamento de voo.

Passageiros brasileiros não se sentem em posição de lutar por seus direitos

Os passageiros brasileiros não se sentem em posição de reivindicar seus direitos à empresa. O estudo da AirHelp mostra que apenas 49% dos passageiros brasileiros que pensam que são elegíveis entraram com uma compensação financeira à companhia aérea. 80% deles, que solicitaram compensação para a empresa responsável pela cancelamento ou atraso do voo, desistiram de lutar por seus direitos depois de receber a primeira rejeição da companhia aérea. Além da falta de transparência, os passageiros brasileiros precisam lidar com o tratamento inadequado de reclamações por parte das companhias aéreas. Um estudo separado* da AirHelp descobriu que as companhias aéreas rejeitam uma média de 58% das reclamações por motivos ilícitos.

“Os passageiros estão perdendo dinheiro que é legitimamente deles porque as companhias aéreas são desonestas com os direitos de seus próprios passageiros. O processo de pedidos de indenização tornou-se tão desanimador que muitos passageiros desistiram após a reivindicação inicial ter sido rejeitada, destacando o fato de que muitos consumidores se sentem impotentes contra as companhias aéreas. A legislação brasileira está em vigor para capacitar os passageiros e não deve ser usada pelas companhias aéreas como ilusão, permitindo que eles evitem sua responsabilidade legal. Com a alarmante taxa de 95% dos passageiros brasileiros desconhecendo seus direitos, a AirHelp continuará a educar e fornecer os recursos e conhecimentos necessários para garantir que a lei funcione a seu favor”, comenta Christian Nielsen, diretor jurídico da AirHelp.

Entre os motivos mais comuns pelos quais os brasileiros não solicitam a compensação de voo estão a falta de conhecimento sobre como registrar a reclamação e sobre os direitos dos passageiros, além da suposição de que o processo de compensação leva muito tempo.

Passageiros têm respaldo da legislação

Os passageiros brasileiros estão protegidos por uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil do Brasil (ANAC). A legislação mais relevante para passageiros é conhecida como Resolução ANAC Nº 400, que define claramente as responsabilidades das companhias aéreas em relação aos passageiros quando ocorrem atrasos, cancelamentos e reservas em excesso de voos. Garante ainda vários direitos aos passageiros, especificando com precisão quais tipos de assistência as companhias aéreas precisam fornecer e quando. Sempre que uma companhia aérea deixa de prestar assistência, o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor permite que os passageiros reivindiquem uma compensação pelo inconveniente.

As leis do Brasil permitem que os passageiros reivindiquem custos atrasados como comida, bebida e transporte após um problema de voo – estes são chamados de “danos materiais”. Mas, de acordo com o Código do Consumidor do Brasil, os passageiros também têm o direito de buscar uma compensação pelo que é conhecido como “danos morais”. Isso significa que não há necessidade de os passageiros provar que incorrem em um custo – as leis entendem que tempo perdido, oportunidades perdidas e tratamento inadequado também são importantes e merecem ser recompensados.

A lei se aplica a todos os viajantes aéreos que chegam ou partem de aeroportos brasileiros. O período de rescisão para solicitar indenização é de dois anos (para internacional) e cinco anos (para voos domésticos).

Modelo de combate às fraudes da Seguradora Líder é um dos vencedores do Prêmio CNseg 2019 1665

Modelo de combate às fraudes da Seguradora Líder é um dos vencedores do Prêmio CNseg 2019

Projeto conquistou a segunda posição na categoria “Processos e Tecnologia”, que anuncia três ganhadores. Ao todo, 124 cases foram inscritos

As estratégias de combate às fraudes da Seguradora Líder receberam, nesta quinta-feira (19), o reconhecimento do mercado segurador. O case “Novo modelo de Prevenção e Combate à Fraude” foi um dos vencedores da edição de 2019 do Prêmio da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), na categoria “Processos e Tecnologia”, que contempla três vencedores. O projeto foi escolhido em segundo lugar, dentre 124 inscritos. O anúncio foi feito em cerimônia no Belmond Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

O case apresentado é uma parceria entre as áreas de Prevenção e Combate à Fraude, TI e Jurídico Criminal, que têm acumulado expressivos resultados no trabalho de defesa do Seguro DPVAT de quadrilhas especializadas em tentar fraudar esse importante instrumento de proteção social.

“O nosso projeto é inovador porque traz tecnologia e metodologias de inovação usadas em outras indústrias que nós trouxemos para o mercado segurador com o objetivo de transformar a área de Prevenção e Combate à Fraude. Estamos muito felizes com essa vitória”, afirmou Mariza Trancho, superintendente de Prevenção e Combate à Fraude.

A Seguradora Líder, utilizando modernos sistema de inteligência artificial, aprimorou os processos de prevenção e detecção de fraudes do Seguro DPVAT reduzindo, substancialmente, as ocorrências pagamentos indevidos. Os casos detectados e comprovados são denunciados e conduzidos às autoridades competentes em todo o Brasil, para apuração e aplicação das sanções previstas em lei. Nos últimos dois anos, houve um desestímulo de ataques de quadrilhas contra o Seguro na ordem de 80%, por conta de diversas ações estratégicas da administração do Consórcio DPVAT.

Somente no ano passado, foram 11.898 fraudes detectadas, com perdas evitadas de cerca de R$ 70 milhões. Essas ações resultaram em 39 sentenças condenatórias, 62 condenados, 33 cancelamentos, suspensões ou cassações de registros em órgãos de classe e 23 prisões em todo o Brasil e exterior.

Para saber mais sobre os resultados das estratégias de combate às fraudes da Seguradora Líder e dados por estado, clique aqui.

Programa “Se Joga” da TV Globo pode sair do ar 34975

Programa "Se Joga" da TV Globo pode sair do ar

Emissora estreou programa sem checar o registro do título no INPI

Não são apenas os problemas com a audiência que assustam os produtores do programa “Se Joga”, da TV Globo. A atração diariamente perde a liderança em audiência para a TV Record, com o “Balanço Geral”. A emissora carioca esqueceu de checar o registro do título do programa no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). 19 dias antes da estreia, um terceiro já havia solicitado a patente da marca no Instituto.

De acordo com o especialista no assunto e CEO da Consolide Sua Marca, Alan Marcos, o processo protege os interesses da empresa e é como aquele produto será conhecido e visto pelo seu consumidor. “A marca é a tradução da identidade de uma empresa e representa a forma como é vista e reconhecida no mercado. A única forma de protegê-la legalmente contra possíveis cópias, ações de pirataria ou uso indevido é fazendo o seu registro junto ao INPI. Uma empresa que possui o registro da marca tem direito ao uso exclusivo da mesma e pode crescer com segurança e tranquilidade”, opina.

Há duas opções: ou o diário sairá do ar ou terá que mudar de nome.