Relatório da Allianz analisa ativos e passivos de 50 países, incluindo o Brasil 534

Relatório da Allianz analisa ativos e passivos de 50 países, incluindo o Brasil

Brasil: ativos financeiros crescem, não seguindo tendência global

Na última quarta-feira (18), a Allianz lançou a décima edição do “Relatório de Riqueza Global do Grupo Allianz”, que apresenta a situação dos ativos e dívidas das famílias em mais de 50 países. Uma novidade triste: em 2018, os ativos financeiros nos países industrializados e em países emergentes caíram simultaneamente pela primeira vez; mesmo em 2008, no auge da crise financeira, isso não aconteceu. Em todo o mundo, os poupadores estavam de mãos atadas: por um lado, a crescente batalha comercial entre os EUA e a China, a interminável “saga do Brexit” e as crescentes tensões geopolíticas. No outro, o aperto das condições monetárias e a (anunciada) normatização da política monetária. As bolsas reagiram de acordo: os preços das ações globais caíram cerca de 12% em 2018, o que teve um impacto direto no crescimento de ativos. Os ativos financeiros brutos globais das famílias [1] caíram 0,1% e permaneceram mais ou menos estáveis em 172,5 trilhões de euros. “A crescente incerteza tem seu preço”, disse Michael Heise, economista-chefe do Grupo Allianz. “O desmantelamento da ordem econômica global baseada em regras é venenoso para a acumulação de riqueza. Os números para o crescimento de ativos também tornam evidentes que negócios não são um jogo de zero a zero: ou todos estão do lado vencedor (como no passado) ou do lado perdedor (como aconteceu no ano passado). O protecionismo agressivo não tem vencedores.”.

Convergência entre os países mais pobres e ricos para

Em 2018, os ativos financeiros brutos nos mercados emergentes não apenas diminuíram pela primeira vez, mas o declínio de -0,4% foi mais evidente do que nos países industrializados (-0,1%). O fraco desenvolvimento na China, onde os ativos caíram 3,4%, teve um papel fundamental. No entanto, outros importantes mercados emergentes, como o México e a África do Sul, também tiveram que absorver perdas significativas em 2018.

Essa é uma inversão de tendência notável. Nas últimas duas décadas, o crescimento de ativos financeiros nas regiões mais pobres foi, em média, 11,2 pontos percentuais mais alto do que nas mais ricas, mesmo se o ano de 2018 for incluso. Parece que as disputas comerciais estabeleceram um ponto de parada repentino para o processo de recuperação dos países mais pobres. Os países industrializados, no entanto, também não se beneficiaram. O Japão (-1,2%), a Europa Ocidental (-0,2%) e a América do Norte (-0,3%) também tiveram de lidar com o crescimento negativo dos ativos.

Europa Oriental: o novo campeão de crescimento

Os ativos financeiros brutos das famílias latino-americanas aumentaram 7,1% em 2018. As outras duas regiões emergentes tiveram um desempenho diferente: enquanto a Ásia, exceto o Japão, registrou um declínio de 0,9%, a Europa Oriental avançou com um aumento de 8%, tornando-a a região que mais cresce em 2018. Esse aumento, no entanto, não foi menor devido ao rápido crescimento da inflação na Turquia.

Ao analisar as estratégias de investimentos, o surpreendente comportamento de poupar na América Latina se torna evidente: com menos de 20%, a parcela de depósitos bancários é muito baixa. Todas as outras regiões, com exceção da América do Norte, mostram uma tendência muito maior à liquidez; na Europa Ocidental, por exemplo, a participação é de cerca de 30%, na Ásia, exceto no Japão, em torno de 46% e na Europa Oriental bem acima de 50%. Por outro lado, a participação dos valores mobiliários, ações nominais e outros capitais próprios, e a participação dos seguros e pensões são notavelmente elevados, com 47% e 28%, respectivamente. Esse último é muito menor na Europa Oriental (11%) e na Ásia (16%), exceto no Japão.

“A América Latina está à frente da curva”, disse Michaela Grimm, coautora do relatório. “Em comparação com seus pares na Europa Oriental e na Ásia, os sistemas de aposentadoria com capital próprio são muito mais avançados, mas o envelhecimento demográfico não poupará a América Latina; são necessários mais esforços. A digitalização deve ser vista como uma alavanca para oferecer soluções atraentes nesse campo. A América Latina precisa se preparar para o imenso tsunami demográfico.”

Crescimento do passivo se estabiliza em alto nível

O passivo doméstico mundial aumentou 5,7% em 2018, um pouco abaixo do nível do ano anterior de 6%, mas também bem acima da taxa média de crescimento anual a longo prazo de 3,6%. O índice de endividamento global (passivo como porcentagem do PIB), no entanto, permaneceu estável em 65,1% graças ao crescimento econômico ainda robusto. A maioria das regiões teve um desenvolvimento semelhante nesse respeito. Na América Latina, o índice de endividamento não mudou muito nos últimos quatro anos e permaneceu em modestos 29%. Isso contrasta fortemente com a Ásia (excluindo Japão), onde aumentou mais de 20 pontos percentuais na última década.

“A dinâmica da dívida na Ásia, e particularmente na China, é preocupante”, comentou Patricia Pelayo Romero, coautora do relatório. “As famílias chinesas já estão tão endividadas quanto as alemãs ou italianas, por exemplo. A última vez que testemunhamos um aumento tão rápido do endividamento privado foi nos EUA, Espanha e Irlanda pouco antes da crise financeira. Comparado à maioria dos países industrializados, os níveis de dívida na China ainda são significantemente mais baixos. As agências regulatórias, no entanto, não devem mais aguardar e ficar apenas assistindo. O crescimento impulsionado pela dívida não é sustentável e nem mesmo a China está imune a uma crise da dívida.”.

Devido ao forte crescimento do passivo, os ativos financeiros líquidos, ou seja, a diferença entre ativos financeiros brutos e dívida, caíram 1,9% em todo o mundo para 129,8 trilhões de euros no final de 2018. Os países emergentes, em particular, sofreram um declínio drástico: os ativos financeiros líquidos encolheram 5,7% (países industrializados: -1,1%); A América Latina, por outro lado, registrou um aumento de 6,2%.

Brasil: ativos financeiros crescem e não seguem tendência global

Os ativos financeiros brutos das famílias brasileiras aumentaram 10,6% em 2018. Por mais robusto que esse crescimento seja, se comparado à tendência global, foi um dos aumentos mais fracos desde a crise financeira. Esse desempenho modesto deveu-se principalmente ao menor crescimento em seguros e pensões, bem como em valores mobiliários. O primeiro caiu para 6,9%, registrando o aumento mais fraco em mais de duas décadas; o último, responsável por mais da metade de todos os ativos financeiros, aumentou “apenas” 14%, o aumento mais fraco em cinco anos. Os depósitos bancários, por outro lado, cresceram 9,4%, o aumento mais rápido desde 2014. A recuperação econômica foi mais visível no crescimento de passivos, que acelerou para 8,6%, a taxa mais rápida em três anos. Como resultado, o índice de endividamento das famílias atingiu 39,8% no final de 2018, bem acima da média regional de 29,6%

Os ativos financeiros líquidos no Brasil aumentaram 11,6% em 2018. Com ativos financeiros líquidos per capita de 6.320 euros, o Brasil subiu dois degraus para o 39º lugar no ranking dos países mais ricos (ativos financeiros per capita, veja tabela com os 20 principais). No topo, os EUA substituíram a Suíça novamente, principalmente graças ao dólar forte. Considerando uma visão de longo prazo e observando como a lista mudou desde a virada do século, torna-se evidente a ascensão (modesta) de muitos países da América Latina: os “vencedores” incluem o Brasil (+3 lugares), mas também o Chile (+3 lugares) e a Colômbia (+1 lugar).

Apenas um solavanco na estrada?

Pela primeira vez em mais de uma década, a classe média global não cresceu: no final de 2018, aproximadamente 1.040 milhão de pessoas (entre elas 40 milhões de brasileiros) pertenciam à classe média global – que é mais ou menos o mesmo número de pessoas que o ano anterior. No contexto de redução de ativos na China, isso não é uma grande surpresa, afinal, até agora o surgimento da nova classe média global era principalmente um assunto chinês: quase metade de seus membros fala chinês, bem como 25% da classe alta. “Ainda existem muitas oportunidades para a prosperidade global”, disse Arne Holzhausen, co-autor do relatório. “Se outros países densamente povoados, como Brasil, Rússia, Indonésia e, em particular, Índia, tivessem um nível e uma distribuição de riqueza comparável à China, a classe média global seria impulsionada por cerca de 350 milhões de pessoas e a classe alta global por cerca de 200 milhões de pessoas. Com isso, a distribuição global da riqueza seria um pouco mais igual: no final de 2018, os 10% mais ricos em todo o mundo possuíam aproximadamente 82% do total de ativos financeiros líquidos. Questionar a globalização e o livre comércio agora priva milhões de pessoas em todo o mundo de oportunidades de progresso.”

Os 20 melhores em 2018 por…

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IRB Brasil RE anuncia Hugo Daniel Castillo como nono membro do Conselho de Administração 147

Ressegurador confirmou também o nome de Isabel Blázquez Solano como vice-presidente estatutária de Resseguros

O IRB Brasil RE anunciou em Comunicado ao Mercado, o nome de Hugo Daniel Castillo como o nono membro do Conselho de Administração da companhia. A indicação foi confirmada ontem à noite e sua eleição foi incluída na ordem do dia da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária do IRB Brasil RE, convocada para 31/07. A ampliação do número máximo de membros que podem compor o Conselho, de oito para nove, foi aprovada na última Assembleia Geral Extraordinária, em 23/06.

Após a eleição de Hugo Castillo, o Conselho de Administração do IRB será composto por nove integrantes, sendo oito independentes. São eles: Antônio Cássio dos Santos – Presidente; Regina Helena Jorge Nunes – Titular (independente); Ivan Gonçalves Passos – Titular (independente); Henrique José Fernandes Luz – Titular (independente); Marcos Pessoa de Queiroz Falcão – Titular (independente); Marcos Bastos Rocha – Titular (independente); Roberto Dagnoni – Titular (independente); Ellen Gracie Northfleet – Titular (independente, aguardando posse); e Hugo Daniel Castillo (independente, sujeito a eleição em AGOE).

Castillo tem trajetória de quatro décadas no setor de resseguros, tendo nos últimos anos desenvolvido a carreira na General RE Argentina, onde atuava como P&C Regional Officer para América Latina, Espanha e Portugal. Foi também membro executivo do Conselho de Administração da mesma General RE Argentina e vice-presidente executivo responsável pela área de contratos P&C para a Europa Continental, Oriente Médio, África do Sul e América Latina. Antes, teve responsabilidade pelo desempenho dos escritórios da empresa em cidades como Paris, Madri, Moscou, São Paulo e Buenos Aires e foi presidente da General RE México.

O novo conselheiro do IRB teve passagens também por Munich RE Canadá, Bradesco Seguros e Sul América. “O Hugo é um profissional de larguíssima experiência, com uma ficha de vida dedicada à atividade específica de Resseguros, no Brasil, América Latina e Europa. Certamente irá colaborar sobremaneira na formulação da nossa estratégia regional, de Re-Underwrinting e Apetite de Riscos”, disse o presidente do Conselho de Administração e CEO do IRB, Antonio Cassio dos Santos.

Isabel Blázquez Solano

O IRB Brasil RE também confirmou a promoção, anunciada em abril, de Isabel Blázquez Solano a vice-presidente estatutária de Resseguros. O novo cargo da executiva foi referendado pelas mudanças no estatuto da companhia aprovadas em Assembleia Geral Extraordinária de 23/06. A posse ainda depende das aprovações regulamentares da Susep.

Isabel está no IRB Brasil RE desde 2013, tendo atuado como diretora de Subscrição, de Property & Casualty Internacional, de Óleo & Gás e de Retrocessão do IRB. Ela também tem passagens pela Mapfre RE na Alemanha e Espanha.

“Com a indução da jovem Isabel a tal posto ratificamos nosso compromisso com a Diversidade e Inclusão”, finalizou Cassio.

FenaCap fará sorteios substitutos à extração da Loteria Federal das quartas-feiras até setembro 156

CEF retomará as extrações de sábado a partir de 4 de julho

Até o dia 23 de setembro, a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) continuará realizando sorteios substitutos às extrações da Loteria Federal das quartas-feiras – referência para premiações dos títulos de capitalização. Já as extrações de sábado serão retomadas pela Caixa Econômica Federal a partir de 4 de julho.
Os sorteios substitutos acontecem sempre às sextas-feiras, em parceria com a Caixa Seguradora, em Brasília (DF). Os resultados são divulgados sempre na sequência, às 19h, no site da FenaCap, no Facebook e no canal da Federação no YouTube.

A apuração dos contemplados nos sorteios substitutos continua a cargo das empresas fornecedoras dos títulos, assim como sempre ocorreu com os sorteios da Loteria Federal, uma vez que os critérios de premiação variam produto a produto, de acordo com as características de cada um, descritas nas Condições Gerais.

As extrações da Loteria Federal, que ocorrem sempre em locais públicos, foram suspensas em março, por três meses, para conter o avanço do novo coronavírus. A FenaCap passou a realizar sorteios substitutos para que as premiações dos títulos de capitalização não fossem interrompidas nesse período. Entre janeiro e abril, o mercado distribuiu R$ 352 milhões em prêmios a clientes de títulos de capitalização sorteados em todo o país. O montante equivale ao pagamento de R$ 4,3 milhões, por dia útil, em premiações.

Confederação Nacional das Seguradoras participa do 2º Congresso dos Profissionais PLD-FT 826

Evento acontece no dia 15 de julho

A Superintendente de Acompanhamento Técnico da CNseg, Karini Madeira, participará, no dia 15 de julho, do 2º Congresso dos Profissionais de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo (PLD-FT), no painel “Susep, Coaf e a regulação de PLD-FT”.

O evento, que conta com o apoio da CNseg e acontece de 13 a 17 e de 20 a 24 de julho, será transmitido ao vivo pela internet e abordará, entre outras questões, os novos marcos regulatórios e os importantes aprimoramentos dos controles internos de prevenção à lavagem de dinheiro e combate do financiamento ao terrorismo. O tema do evento é de particular interesse para o mercado segurador, já tendo sido, inclusive, abordado em um dos livretos do Programa de Educação em Seguros da Confederação Nacional das Seguradoras (clique aqui para acessar a publicação), e mais recentemente, no Boxe Regulatório da Conjuntura CNseg nº 21.

No painel com a Superintendente da CNseg, também estarão presentes o assessor de Estudos e Relações Institucionais da Susep, Gustavo Dias; a integrante da Comissão de Certificação do IPLD e especialista em PLD-FT da Seguradora Tokio Marine, Estela Gouveia, e o Diretor de Supervisão do Coaf, Rafael Vasconcelos.

No dia anterior, o ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, participará do painel “Combate à lavagem de dinheiro e Estado de Direito”. Os interessados podem obter mais informações pelo site.

Europ Assistance Brasil e Iveco firmam parceria de peso 1193

Companhia de assistência será responsável pelo reboque e atendimento de todos os caminhões que estiverem no prazo de garantia do fabricante

Rogério Guandalini, da Europ Assistance Brasil. Foto: Divulgação

A já tradicional linha de negócios para assistência de veículos de grande porte da Europ Assistance Brasil (EABR), empresa líder em soluções de serviços e assistência, ganha mais um parceiro de peso: a Iveco, companhia do grupo de bens de capitais CNH Industrial que se dedica à fabricação e comercialização de caminhões e que tem sede na cidade de Sete Lagoas (MG) desde 2000.

A EABR oferece à montadora a assistência 24 horas voltada ao atendimento de caminhões que estejam dentro da garantia de fábrica. Com isso, a companhia de serviços amplia ainda mais a sua presença no setor de frotas, montadoras e veículos pesados – uma carteira estratégica para a EABR. Que, atualmente, realiza mais de 5 mil atendimentos por mês apenas neste segmento.

“A função da EABR nessa parceria é transmitir segurança para a frota de caminhões da Iveco, para que seus clientes fiquem tranquilos caso qualquer contratempo ocorra durante o período de garantia. Estamos prontos para atender esses clientes e cumprir esse papel, hoje contamos com 1,6 mil prestadores especializados no setor e disponíveis em todo território nacional”, conta Rogério Guandalini, CSO & CMO da companhia no Brasil.

Guandalini ressalta que o Iveco Non Stop – 0800 702 3443 – nome dado ao serviço – é um produto providencial para a Europ Assistance Brasil, pois ela já possui uma carteira expressiva de atendimento a caminhões e tem na parceria com a Iveco um salto ainda maior. A contratação do produto é feita pela própria fábrica, para fornecer uma experiência completa e segura às frotas de seus clientes, cuidando também dos seus motoristas.

Como líder de mercado no atendimento para esse tipo de veículo, a Europ Assistance Brasil vê no acordo a consagração de sua força no segmento. “A parceria nos torna ainda mais fortes dentro desse mercado. A Iveco é uma marca muito conhecida e nos escolheu por sermos capazes de gerar bons resultados em conjunto”, reforça Rogério Guandalini.

EZZE Seguros apresenta novo superintende comercial de garantias 703

Luiz Verri terá a missão de ampliar rede de relacionamentos da seguradora e a melhoria continua do atendimento aos corretores, assessorias e parceiros

Luiz Verri é o novo superintende comercial de garantias da EZZE Seguros

A EZZE Seguros, seguradora 100% nacional, anuncia Luiz Verri como novo superintende comercial de garantias. O executivo especializado em relacionamento com clientes, tem em seu histórico profissional forte atuação na área comercial em importantes seguradoras como Itaú Seguros e Chubb.

Ivo Machado, vice-presidente comercial e de marketing da EZZE, destaca que o novo executivo terá a missão de ampliar rede de relacionamento e garantir o atendimento com rapidez e eficiência. “Entendemos que o nosso time é um valor importante da companhia e, por isso, estamos bastante felizes com a chegada do Luiz, um profissional experiente e muito competente”, afirma.

A seguradora, que chegou ao mercado em outubro de 2019, segue apostando na evolução da economia brasileira para fomentar os produtos de garantia & linhas financeiras. A empresa segue com seu planejamento estratégico para contemplar os segmentos de grandes riscos, massificados, vida e acidentes pessoais, tornando-se uma seguradora multilinear e multicanal.