Encontro ANS reúne, em São Paulo, operadoras e prestadores para discutir temas regulatórios 1320

Encontro ANS reúne, em São Paulo, operadoras e prestadores para discutir temas regulatórios

Evento registrou mais de mil presenças nos três dias; cerca de 180 atendimentos individualizados foram realizados

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou esta semana, em São Paulo, o Encontro ANS, oportunidade em que reúne os agentes do setor para debater temas relacionados ao mercado de planos de saúde e prestar esclarecimentos sobre questões regulatórias. A atividade é realizada periodicamente, em diferentes regiões do país. O objetivo é levar a operadoras, prestadores e órgãos de defesa do consumidor informações atualizadas sobre as ações e normas estabelecidas pela reguladora e aproximar os entes regulados, aprimorando os serviços ao consumidor e o mercado de maneira geral. Nesta edição, foram registradas mais de mil presenças em três dias de evento e realizados 181 atendimentos individualizados para tirar dúvidas técnicas.

Na abertura, segunda-feira à noite (30 de setembro), os diretores da Agência deram as boas-vindas aos cerca de 180 participantes, destacando a relevância da região Sudeste no mercado de planos de saúde e reforçando a importância do evento. “É a possibilidade de termos contato mais próximo com o setor, sem dúvida um momento enriquecedor e que deve ser aproveitado ao máximo”, frisou o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras, Paulo Rebello.

O diretor de Desenvolvimento Setorial, Rodrigo Aguiar, destacou que é um encontro profícuo e, por ser em São Paulo, especialmente relevante, dada a concentração de beneficiários e operadoras. “Conseguir passar nossa mensagem aqui significa cobrir grande parte do público da reguladora”, apontou.

Em seguida, a diretora de Fiscalização, Simone Freire, elencou temas que a área trataria durante o evento, como a Notificação de Notificação Preliminar (NIP). “Teremos diversos servidores da ANS prestando atendimento individualizado durante todo o dia. Aproveitem para tirar dúvidas”, recomendou.

O diretor Rogério Scarabel, de Normas e Habilitação dos Produtos, apontou assuntos relevantes que estão em discussão na diretoria e que fazem parte da Agenda Regulatória da ANS e pontuou a importância da participação da sociedade nos debates envolvendo o setor. “Estamos aqui à disposição de vocês para prestar as informações necessárias. Vamos aproveitar também para visitar operadoras, conhecer iniciativas e ver qual contribuição podem dar para melhorias do trabalho de promoção da saúde e prevenção de doenças”, disse.

Finalizando a abertura, o diretor-presidente Leandro Fonseca reforçou a relevância desse tipo de evento para o debate dos temas que afetam o mercado regulado. “A ANS tem uma lista de desafios e iniciativas pela frente, explicitada em nossa Agenda Regulatória. São ações importantes e estratégicas e que aqui, neste encontro, teremos chance de aprofundar. É a oportunidade para o setor regulado entender melhor a regulação e se adaptar a ela”, destacou.

Debates do primeiro dia

Os painéis da manhã foram conduzidos pela Diretoria de Fiscalização. No primeiro deles, a gerente de Atendimento, Mediação e Análise Fiscalizatória, Erica Schiavon, apresentou a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), ferramenta de intermediação de conflitos entre beneficiários e operadoras. Ela explicou como se dá o processo de registro, apuração e auditoria das demandas e, ao final, juntamente com Karina Sobrinho e Rafael Caldeira, responderam às dúvidas dos participantes. Questões como prazos, dificuldades técnicas e documentos comprobatórios necessários durante o processo de apuração da NIP foram abordadas.

O segundo painel tratou de processos administrativos sancionadores, com a diretora Simone Freire e o gerente gerente-geral de Operações Fiscalizatórias, Frederico Cortez. Ele explicou como a ANS tem tratado do tema e apresentou o fluxo dos processos. Em seguida, falou sobre a Resolução Normativa nº 395, que trata dos canais de atendimento que as operadoras devem disponibilizar aos beneficiários, e deu ainda um panorama geral das solicitações de informações e reclamações efetuadas pelos beneficiários à ANS através dos diversos canais de atendimento.

Cortez falou do controle e acompanhamento das metas de fiscalização aplicados ela ANS para trazer maior eficiência e razoabilidade aos processos administrativos sancionadores, como o mapeamento de tarefas realizadas no curso das atividades fiscalizatórias e o estabelecimento de metas de produtividade para os agentes de fiscalização, entre outras.

Falou ainda sobre a Intervenção Fiscalizatória, explicando como se dá o processo de seleção e exclusão de operadoras, etapas e objetivos. Finalizou informando que em qualquer fase do processo podem ser firmados Termos de Compromisso de Ajuste de Conduta (TCAC) para pactuar obrigações e a correção de irregularidades. Na sequência da apresentação, Simone e Cortez esclareceram dúvidas da plateia.

À tarde, a gerente de Tecnologia da Informação, Luciene Capra, iniciou as apresentações falando sobre o processo de transformação digital pelo qual a agência está passando – ANS Digital, destacando que a medida visa implantar serviços que melhorem a experiência do cidadão. Ela explicou que as ações estruturais para a primeira fase do projeto (primeira “onda”) duraram três anos e envolveram medidas como a implantação do SEI (Sistema Eletrônico de Informações), promoção da segurança no acesso aos sistemas, integração de sistemas e modernização da infraestrutura interna da ANS. A segunda etapa, que está em andamento, tratou do aprimoramento das ações, com medidas que visam melhorar a experiência do usuário, simplificar processos, ampliar a segurança das informações e a integração sistêmica com os entes regulados e com o Governo Federal.

Em 2021, será iniciada a terceira etapa, de otimização. A gerente elencou os objetivos a serem atingidos: integração dos sistemas da ANS com os sistemas das operadoras, mais transparência de informação, mais eficiência e eficácia, maior apoio à tomada de decisões, automação dos processos, mais agilidade aos processos de trabalho, mais segurança nos acessos às informações e aos sistemas, otimização de custos e esforços para a ANS e regulados e a melhoria da experiência do usuário. Ao final do painel, Luciene e Bruno Conde, coordenador de Sistemas, tiraram dúvidas da plateia.

Na sequência, foram discutidos temas da Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos. O diretor-adjunto Maurício Nunes falou sobre assuntos estratégicos contemplados na Agenda Regulatória, como: debate sobre acesso ao plano de saúde; aperfeiçoamento de regras sobre transferência de carteiras; alteração de rede hospitalar; notificação de inadimplência; suspensão de contratos; e Nota Técnica de Registro de Produto. Também ressaltou que a diretoria tem realizado diversas reuniões com entidades representativas do setor para tratar desses assuntos e apontar soluções para desafios como a manutenção da sustentabilidade do sistema diante do aumento da expectativa de vida dos brasileiros e o rápido envelhecimento populacional.

Em seguida, o gerente-geral Rafael Vinhas falou sobre perspectivas na regulação da estrutura dos produtos. Ele reforçou informações sobre a Resolução Normativa que amplia a portabilidade de carências e informou que a ANS tem verificado um significativo aumento na emissão de protocolos para realização de portabilidade de carências – feita através do Guia ANS de Planos de Saúde – após a entrada em vigor da RN nº 438.

Entre janeiro e maio de 2019 (ainda sob vigência da normativa antiga) foram emitidos 9.228 protocolos de portabilidade; de junho a agosto, já com as novas regras, foram emitidos 67.104 protocolos. Segundo Vinhas, os principais motivos que têm levado os consumidores a pedirem portabilidade de carências são questões concorrenciais: a busca por um plano mais barato (39%), falência da operadora ou cancelamento de contrato (17%) e a busca por melhor qualidade da rede (14%).

Na apresentação seguinte, a gerente-geral de regulação assistencial, Carla Soares, falou sobre a busca por um modelo de atenção que estimule o cuidado e o resultado em saúde. Ela ressaltou que o setor deve avançar em direção à busca da sustentabilidade, citando algumas ações como: conhecer o perfil epidemiológico da carteira, melhorar a escuta do beneficiário, estimular a gestão da saúde populacional com foco na coordenação do cuidado e desenvolver ações de promoção de saúde e prevenção de riscos e doenças.

Carla também falou sobre o regime de Direção Técnica, no qual a operadora com dificuldades assistenciais tem a oportunidade de se recuperar e voltar à normalidade, entregando os serviços ao consumidor com qualidade e em tempo oportuno. Sobre o Rol de Procedimentos, elencou alguns desafios do processo de revisão (o qual está em andamento), entre os quais, gerenciar conflitos de interesse, estabelecer critérios de priorização, promover uma maior participação de entidades representantes de consumidores e focar em desfechos em saúde (valor em saúde).

Debates do segundo dia

As discussões iniciaram com a palestra do gerente de Planejamento, Renato Cader, que apresentou um panorama da Agenda Regulatória e do novo marco regulatório. Cader destacou algumas mudanças da nova Lei das Agências Reguladoras, como a obrigatoriedade de instrumentos de planejamento como o desenvolvimento de planos estratégicos, de gestão anual e de comunicação, mapa de riscos e outros itens. Apontou como desafio a convergência de cada um dos instrumentos para o objetivo institucional da Agência.

O segundo painel, conduzido pela Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras, tratou de mudanças recentes nas regras prudenciais e econômico-financeiras das operadoras. O gerente de Habilitação e Estudos de Mercado, Washington Alves, explicou itens como o Programa de Escala Adequada, que facilita a saída ordenada de operadoras pequenas e médias sem condições de se manterem no mercado, cujo objetivo é a continuidade da assistência aos beneficiários. Alves também falou sobre a RN nº 443, que preconiza a adoção de práticas de governança corporativa, com ênfase em controles internos e gestão de riscos nas operadoras.

Robson Cruz, gerente de Acompanhamento das Operadoras, explicou como é feita a seleção de operadoras para os ciclos regulares anuais, ciclo de visitas técnicas e ciclos trimestrais, entre outros. Roberto Araújo, gerente de Regimes de Resolução, falou sobre o regime de Direção Fiscal e deixou claro que o diretor nomeado não tem poder de gestão sob a operadora, mas pode recomendar afastamento de diretores.

À tarde, abrindo os temas da Diretoria de Desenvolvimento Setorial, o primeiro painel foi sobre Atenção Primária à Saúde (APS). Ana Paula Cavalcante, gerente de Estímulo à Inovação, falou sobre os dados demográficos que apontam o envelhecimento populacional e afirmou que com a transição demográfica e epidemiológica do país, também as dimensões do cuidado em saúde precisam ser transformadas, colocando o cuidado coordenado em primeiro lugar.

A APS propõe que a porta de entrada do paciente no sistema seja reorganizada de maneira resoluta e não apenas para encaminhar a um especialista. Ana Paula também falou sobre o Programa de Certificação de Boas Práticas em APS, no qual a certificação é realizada por entidades acreditadoras em saúde independentes, mas que são reconhecidas pela ANS.

O último painel do Encontro ANS São Paulo foi reservado para discussão sobre o relacionamento entre operadoras e prestadores de serviços de saúde. Gustavo Macieira, gerente de Assessoramento Jurídico e Contratualização com Prestadores, falou sobre o marco legal que rege o assunto, em especial a Lei nº 13.003, que estabelece as regras para essa relação.

Também prestou informações sobre o andamento e as discussões realizadas no âmbito da CATEC, Câmara Técnica que trata do assunto. Entre as principais questões abordadas nesse fórum, estão temas como rescisão contratual, dificuldades na negociação, glosa sobre faturamento e não-pagamento de remuneração devida, remuneração de materiais e medicamentos de uso hospitalar e aplicação irregular do reajuste do contrato entre operadoras e prestadores.

Macieira destacou que o compromisso da ANS é com a melhoria do mercado, e as ações previstas e medidas implementadas são nesse sentido, para gerar impacto positivo. Para isso, a área está trabalhando na elaboração de um canal eletrônico para recepção de reclamações de prestadores, na construção de um painel de indicadores de glosas e na revisão da RN nº 363 para um maior dirigismo contratual. Ao final, com o diretor-adjunto substituto, Pedro Villela, responderam questionamentos da plateia.

O encerramento do Encontro ANS foi feito pelo diretor Rogério Scarabel, que agradeceu aos participantes e aos servidores e colaboradores da ANS que atuaram na realização do evento. “Todos os que vieram até aqui e que trabalharam para o sucesso deste encontro estão buscando prestar um bom trabalho à sociedade e à regulação. Os números não são poucos, foram mais de mil presenças e 181 atendimentos. Sem dúvida foi um evento exitoso, que ajudou a aproximar a ANS da sociedade e mostrar que estamos abertos e disponíveis para trabalhar por uma regulação mais ajustada à realidade e que traga mais benefícios ao consumidor de planos de saúde”, afirmou.

O próximo Encontro ANS será em dezembro, em Fortaleza. Mais detalhes serão divulgados oportunamente.

Visita a operadoras

Durante o Encontro ANS, o diretor Rogério Scarabel, acompanhado de equipe técnica, visitou duas operadoras com iniciativas voltadas à promoção da saúde e prevenção do risco de doenças. Na Notredame Intermédica, conheceu programa destinado a idosos com foco em modelo assistencial baseado em prevenção e coordenação do cuidado. Na Prevent Sênior, discutiu projetos em andamento que também atendem prioritariamente a esse público. Nessas atividades, a Agência tem buscado conhecer iniciativas, discutir alternativas e colher contribuições para enfrentar os desafios e promover a melhoria do sistema de saúde suplementar.

Allianz conclui aquisição das operações de Automóvel e Ramos Elementares da SulAmérica 2358

Transação posiciona a Allianz como a segunda colocada em seguros de Automóvel e a torna uma das três principais seguradoras em Ramos Elementares no Brasil

A Allianz concluiu hoje a aquisição das operações de Automóvel e Ramos Elementares da SulAmérica (“SulAmérica Auto e Massificados”), dando sequência ao anúncio do acordo, ocorrido em 23 de agosto de 2019. A transação amplia a oferta de serviços para clientes e aumenta a presença geográfica da Allianz no Brasil. O valor do negócio é de R$ 3,2 bilhões (aproximadamente 500 milhões de euros).

Eduard Folch é presidente da Allianz Brasil. Divulgação

“Isso representa nosso maior investimento no Brasil”, disse Iván de la Sota, membro do conselho de administração da Allianz SE e Chief Business Transformation Officer responsável pela região de Seguros Ibero-América Latina. “Com a compra da SulAmérica Auto e Massificados, conquistamos uma posição de liderança no crescente mercado de Ramos Elementares na maior economia da América do Sul. É também uma grande oportunidade para implantar novas tecnologias e fornecer soluções de maior qualidade para corretores e clientes locais.”

A Allianz não está incorporando somente as linhas de negócios, mas também capital intelectual, sistemas tecnológicos, canais de distribuição e todos os outros ativos e passivos. A expectativa é que a inteligência combinada nas operações de Automóveis e Ramos Elementares promova oportunidades de diversificação de negócios, por meio de cross selling com a nova base de clientes.

“Nasce uma nova Allianz que combina o melhor dos dois mundos. Em um momento desafiador, profissionais de ambos os lados demonstraram qualidade, profissionalismo e desempenho exemplares nesta operação. Isso permitiu a conclusão da transação antes do prazo, consolidando a marca como referência no país. Agradecemos à SulAmérica por seus esforços ao longo do processo”, diz Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil.

“Damos as boas-vindas aos novos colaboradores, corretores e clientes nessa chegada ao Grupo Allianz e agradecemos, em particular, as equipes envolvidas, de ambos os lados, para fazer desta aquisição um sucesso.”

Gabriel Portella destaca a importância da inovação, em Porto Alegre (RS)
Gabriel Portella é presidente da SulAmérica. JRS

Para Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, a conclusão da operação é um marco na história da companhia, que completa 125 anos em 2020. “O interesse da Allianz por esta operação só reforça a força e a qualidade dos nossos serviços, do atendimento e da experiência proporcionados para nossos clientes”, afirma. “É preciso enfatizar que tudo que conquistamos sempre foi por termos colaboradores engajados, comprometidos e competentes, além dos mais de 39 mil corretores de seguros e assessorias, com quem nos relacionamos há muitos anos e são uns dos responsáveis por tornar a SulAmérica desejada e admirada.”

Com a finalização desta operação, a SulAmérica concentra seus negócios no cuidado com as pessoas. “Nossa estratégia de gestão de saúde integral, na qual cuidamos da saúde física, emocional e financeira com um olhar único, ficará ainda mais forte”, revela Portella, referindo-se ao modelo de cuidado em que Saúde, Odonto, Vida, Previdência e Investimentos formam uma SulAmérica com opções que se complementam. “Acreditamos que em cada fase da vida as pessoas precisam de proteções diferentes e, por isso, queremos cada vez mais ter uma gama de soluções para que elas possam ter o poder de escolha com autonomia e segurança.”

O presidente da SulAmérica reforça também que o relacionamento com corretores, assessorias e concessionárias de seguros seguirão da mesma forma. “Nossa maneira de fazer não vai mudar, pelo contrário, queremos estar cada vez mais próximos dos nossos parceiros, gerando bons negócios para todos. Seguiremos juntos nessa nova jornada que se inicia na SulAmérica”, assegura.

Os executivos também ressaltam a atuação da Susep, em tempos de pandemia. “Tanto a Allianz quanto a SulAmérica cumpriram as orientações e regulamentações, em acesso remoto, por meio de processos eficientes estipulados pela autarquia. Portanto, foi possível para nós cobrirmos todas as etapas de um processo complexo, em tempo recorde”, diz Eduard Folch. “O trabalho da Susep durante todo o processo foi essencial para chegarmos até aqui”, completa Portella.
A Susep fica muito feliz em verificar que o capital estrangeiro está investindo no setor de seguros brasileiro. “Acredito que temos um enorme potencial de crescimento pela frente e podemos ser parte importante na retomada do crescimento econômico. O setor de seguros se adaptou perfeitamente ao novo marco tecnológico imposto pela pandemia e isto consolida a indicação de que será um dos grandes movimentos do setor a partir de agora”, afirma Solange Vieira, superintendente da Susep.

Sobre a integração de operações

Por meio da transação, a Allianz terá colaboradores e infraestrutura adequada para apoiar sua ambição de crescimento: além da sede em Pinheiros e um edifício no Centro da cidade de São Paulo, a empresa possui um novo escritório no Rio de Janeiro. A nova empresa terá mais de 100 filiais e 30 C.A.S.A – centros automotivos próprios – em todo o país.

“Nosso foco está na continuidade dos negócios. Todo o processo de integração será conduzido gradualmente, considerando as melhores práticas de ambas as empresas, com foco total no crescimento sustentável”, explicou Folch.

Novo posicionamento no mercado

Por meio da transação, a nova Allianz se posicionará como uma empresa mais atraente, com notoriedade no serviço prestado para clientes, corretores e talentos locais. Embora a Allianz já esteja fortemente posicionada nas Linhas Corporativas, após a transação, a companhia se destacará também na oferta de outros produtos, alcançando uma posição de liderança no mercado brasileiro:

– Automóvel: 2ª maior seguradora de automóveis.
– Condomínio: 1ª no ranking.
– Empresas PMEs: mais de 100 mil contratos no portfólio.
– Residência: com um total de 550 mil imóveis, a empresa conquista cinco posições no ranking do mercado.

Dobrando o tamanho, a Allianz terá acesso a habilidades e dados mais amplos, apoiando o lançamento de novos produtos e serviços digitais. Há também uma expectativa de que os preços e a eficiência sejam beneficiados.

Ampliação dos canais de distribuição

Após a aquisição, a capacidade de distribuição da Allianz no Brasil será significativamente ampliada, com acesso a um total de 27 mil corretores, 62 assessorias e parcerias adicionais com instituições financeiras.

“Atuamos diretamente com corretores que fazem um trabalho incrível para a Allianz. Agora, a SulAmérica Auto e Massificados traz para a empresa sua experiência com as assessorias. Combinar todas as experiências das equipes para expandir nossos canais de distribuição e estar ainda mais próximo de nossos corretores e assessorias é um dos elementos-chave do modelo de negócios. As assessorias agregarão valor aos nossos negócios e já estamos preparando os sistemas da Allianz para oferecer outros produtos, além de Automóvel”, acrescentou o presidente da Allianz Brasil.

“O ser humano sempre vai estar no centro do desenvolvimento do amanhã”, argumenta César Saut 2394

Vice-presidente da Icatu Seguros e presidente da Rio Grande Seguros e Previdência participou de webinário promovido pelo CVG RS

Uma famosa frase da economista Minouche Shafik defende que “no passado, os empregos dependiam dos músculos, agora dependem do cérebro, mas no futuro eles vão depender do coração”. E foi exatamente sobre propósitos verdadeiros do mercado de seguros que o vice-presidente da Icatu Seguros e presidente da Rio Grande Seguros e Previdência, César Saut, reforçou sua fala no primeiro webinário do CVG RS.

Operadores do mercado de seguros acompanharam o primeiro Webinário promovido pelo CVG RS.

Para o executivo, que conta com 30 anos de mercado de seguros, há muita importância na missão de proteger pessoas que o setor exerce através dos seus produtos. “De uma maneira geral eu sou positivo em relação amanhã porque eu avalio insistentemente a proposta de valor de nosso produto e de nossos serviços, respeitando as pessoas, a família e a sociedade”, explicou.

Saut ressaltou que o segmento de seguros encontrará, no futuro, pessoas com maior consciência sobre se proteger e poupar e que esse fator auxiliará no crescimento do mercado. “Teremos uma sociedade mais lúcida em relação a isso. Antes tínhamos que fazer um esforço monstruoso para dizer às pessoas que seguro de vida é importante, mas agora fica mais fácil porque as pessoas estão vendo todos os dias na mídia que a vida é finita”, comentou.

Com pandemia ou sem pandemia, a realidade é que a sociedade evolui a cada dia que passa e o consumidor elenca novas exigências. “[Isso] vai tornando o que se considerava desejável, imprescindível”, destacou. “No entanto, por mais que o mundo seja mais digital, pessoas criam mercado e produtos. O ser humano sempre vai estar no centro do desenvolvimento do amanhã”, acrescentou.

Em 2019, a Icatu Seguros investiu R$ 116 milhões em tecnologia. “A inovação é sempre certa, só não sabíamos o momento exato, e ele finalmente chegou. Antecipamos o investimento e, junto da área de tecnologia, adiantamos os prazos. Aquilo que tinha que ser entregue em 2022, pedimos para o mês que vem”, exemplificou.

Cupom do SindSeg RS oferece 20% de desconto em curso de formação de corretores 2749

Aulas são oferecidas pela Escola de Negócios e Seguros

A Escola de Negócios e Seguros está com inscrições abertas para o Curso Intensivo de Habilitação de Corretores de Seguros. O Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (SindSeg RS) está com um cupom exclusivo que oferece 20% de desconto nas aulas.

“Invista em uma profissão promissora”, reforça a chamada da entidade. No formato intensivo, o aluno estará pronto para o mercado de seguros em apenas 5 meses, com aulas on-line e ao vivo para todo o Brasil.

O desconto vale para inscrições feitas até o dia 15 de julho. Se interessou? Utilize o cupom SINDSEGRS através deste link.

Direito dos Seguros é leitura obrigatória para os setores de diversos países 2573

Lançado neste mês, livro é de autoria do advogado Maurício Gravina

O advogado Maurício Gravina e a Editora Almedina acabam de anunciar o lançamento do livro Direito dos Seguros. Com quase 500 páginas, a obra engloba fontes sobre leis, princípios, costume, passando aos elementos pessoais, econômicos e formais da contratação.

O autor Maurício Gravina em entrevista ao Seguro Sem Mistério.

Além disso, a publicação também renova antigos estudos sobre os princípios jurídicos do seguro no plano das leis e da causalidade jurídica, além das questões de formação do contrato. “É uma obra não só voltada para os profissionais do direito, embora ela tenha sim a função jurídica. Meu título inicial era só Seguros, para tornar mais abrangente, mas o comitê técnico da editora, que conhece mais do que ninguém esse ramo, avaliou e entendeu que deveríamos usar Direito dos Seguros”, destaca o autor.

O livro é tão plural que, além de ser classificado entre os manuais profissionais da editora, também serve de leitura orientativa para profissionais de diversos países, já que acompanha a experiência legislativa, a doutrina e a jurisprudência do Brasil e de nações com afinidade cultural e jurídica como Portugal, Espanha, Argentina, França, Itália, Chile e México. “Foram 20 anos escrevendo e a minha metodologia inclui um estudo sistemático e comparativo do direito e de ações que tenham identificação cultural com o Brasil, ou seja, a cada marco jurídico que está sendo tratado no decorrer do texto, eu sempre analiso esses outros países”, explica, “O direito do seguro, na verdade, de alguma forma, sempre se repete muito nessas nações”, acrescenta.

Essa não é a primeira vez em que Gravina se dedica a escrever uma obra de fôlego. Ele também é autor da publicação Princípios Jurídicos do Contrato de Seguros, de 2015, uma edição Madrid, México e Buenos Aires, e que mais tarde também foi lançada no Brasil pela Escola de Negócios e Seguros. “A ideia dos livros é transmitir e materializar o conhecimento de forma sistemática e científica, para perpetuar isso ao mercado”, comenta.

O prefácio de Direito dos Seguros, de Mauricio Gravina, foi escrito pelo Catedrático da Universidade de Lisboa e Decano da Faculdade de Direito, Dr. António Menezes Cordeiro. A obra já está disponível no site da Editora Almedina e nas principais livrarias do Brasil e de Portugal.

Marketing digital não é tendência no mercado de seguros para corretores 2224

Artigo é do corretor de seguros Arley Boullosa

Arley Boullosa
Corretor de Seguros

Pode parecer estranho o título que coloquei no assunto que me proponho tratar, mas vou explicar: vamos iniciar com a definição de Tendência. Peguei a primeira que aparece na busca do Google:tendência – substantivo feminino – 1. 1. aquilo que leva alguém a seguir um determinado caminho ou a agir de certa forma; predisposição, propensão.

Uma tendência quando falamos de negócio ou mercado é por definição, algo novo que enxergamos como possibilidade para o futuro. Mas quando confundimos (ou desconhecemos) com algo que surgiu com força em 2010 no nosso segmento. com diversas corretoras indo para a internet para fazer a captação de leads, investindo em sistemas de multicálculo e gestão, na minha opinião, não podemos considerar como tendência em 2020.

Lembro quando decidimos montar a nossa corretora, a Moby, em 2102, o que mais estudamos para desenvolver o modelo de negócio da empresa, público alvo, forma de atuação e planejamento, foram corretoras como a Minuto Seguro, Bidu, Smartia, Sossego, Segurar, TáCerto e outras que já serviam de inspiração, de quem queria ir para a internet buscar um número crescente de consumidores, que já procuravam o termo “seguro de automóvel”, principalmente no Google.

O movimento inspirado em “sites agregadores” já funcionava de forma consolidada em vários países, principalmente no Reino Unido e nos EUA, onde a cultura de seguro, legislação e simplificação de processos garantiam inclusive a contratação direta pelos clientes, devido ao uso de tecnologia. Temos diversas corretoras atuando de “forma digital” no Brasil, há pelo menos dez anos. Realizando a captação de leads na internet e fazendo a venda de forma consultiva, devido à necessidade de ter que falar com os clientes, esclarecer coberturas, tirar dúvidas, filtrar fraudes e orientar a efetivação do negócio após a negociação e fechamento.

Começa a ficar claro hoje que, quando vários “especialistas” que surgiram não sei de onde e nunca realizaram nada no nosso mercado, falam que o marketing digital é uma tendência para os corretores de seguros, em conseqüência da pandemia do Covid-19, estão pelo menos dez anos atrasados. A crise sanitária e econômica que estamos vivendo, acelerou o que já acontecia e muitos corretores já estavam executando. Não apenas indo para a internet para buscar leads, mas automatizando o que é possível e melhorando seus processos para tornar suas operações mais eficientes e rentáveis.Muitas corretoras estão passando por dificuldades e isso acontece, porque já tínhamos uma situação complicada desde 2015, quando iniciamos um período de crescimento baixo do PIB, aumento do desemprego, recorde de inadimplência, dificuldades de crédito e redução na venda dos veículos 0km. Quem quiser sobreviver e passar pela crise precisa recuperar o tempo perdido e investir forte no que não fez até agora.

As corretoras que já estavam com seus modelos de negócios adequados ao ambiente digital, estão tendo mais facilidade na travessia e até crescendo durante a pandemia, enquanto a maioria tem o desejo de mudar para se ajustar a nova realidade e não sabem muito bem como começar. A boa notícia é que se for feito um plano de ação e realmente partir para a execução, ainda é possível reverter parte do prejuízo.