Sindseg/RS promove Almoço do Mercado Segurador em Santa Cruz do Sul 1964

Sindseg/RS promove Almoço do Mercado Segurador em Santa Cruz do Sul

Encontro aconteceu na última quinta-feira (17)

O Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul reuniu os principais atores do mercado segurador de Santa Cruz do Sul e região, na última quinta-feira (17). Tudo aconteceu no Hotel Charrua, com a participação de um público seleto.

Na oportunidade, os convidados desfrutaram de um almoço especial com palestra de Lucas Rubinger, Delegado CRA-RS para o Vale do Rio Pardo e Taquari. Rubinger ainda é presidente da ACI de Santa Cruz do Sul, administra a PortoPlan, Emporio Adamantis e a Tulz Solutions.

A apresentação trouxe alguns números sobre os principais investimentos e áreas de destaque na economia local, visando propiciar mais negócios aos profissionais do seguro. “A análise destes números é muito importante, uma vez que podem ser um norte para que os corretores de seguros possam impulsionar a expansão de suas carteiras em Responsabilidade Civil ou condomínios, por exemplo”, enfatizou Lucas Rubinger.

Entusiasta da comunicação e disseminação da cultura do seguro, o presidente do Sindicato, Guacir de Llano Bueno, ressaltou a importância de interiorizar os debates que a entidade promove há mais de 70 anos. “Todos os feedbacks sobre o evento demonstram o sucesso dessa iniciativa, que aconteceu em grandes polos do Rio Grande do Sul, com o intuito de levar conhecimento e qualificação em um encontro fraternal também ao interior do Estado”, finalizou.

Confira imagens do Almoço do Mercado Segurador:

Sérgio Rangel aborda ambiente de transformação da previdência complementar em almoço do Sindseg/RS 1097

Sérgio Rangel é Consultor Sênior da Mirador Atuarial / Arquivo JRS

Consultor Sênior da Mirador Atuarial palestra no próximo dia 21 de novembro

No próximo dia 21 de novembro acontece mais uma edição do tradicional Almoço do Mercado Segurador. O evento, promovido pelo Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg-RS), recebe o Consultor Sênior da Mirador Atuarial, Sérgio Rangel. O especialista abordará o ambiente de transformação sob o qual a previdência complementar está inserida.

Para participar é necessário confirmar presença até o próximo dia 19, através do e-mail margareth.souza@sindsegrs.org.br ou nos telefones (51) 3221-4433 e (51) 3221-4960. Tudo acontece a partir das 12h do dia 21 de novembro, na Associação Comercial de Porto Alegre (Largo Visconde do Cairú, 17 – 7º andar).

Staff internacional da Seguros Sura promove reunião de relacionamento no Brasil 664

Executivos receberam corretores de seguros gaúchos e devem visitar outras cidades

A Seguros Sura recebeu os corretores de seguros parceiros em reunião de relacionamento na terça-feira (12), na Capital dos gaúchos. O objetivo foi apresentar os executivos colombianos e brasileiros e mostrar a gestão da companhia, explicar de que forma visualizam o cenário brasileiro e o quanto apostam no país.

“É sempre um prazer estar aqui, pois, na seguradora, tradicionalmente gostamos de visitar as cidades sempre que podemos, geralmente duas vezes ao ano, como uma maneira de estar em contato com o negócio e com nossos parceiros”, destacou o presidente mundial da Seguros Sura, Gonzalo Perez Rojas. “E é por isso que estamos em Porto Alegre, para conhecermos a operação, pelo apoio em todos esses anos que essa região, que sempre cresceu muito bem, nos concede e pelos corretores que acreditam na Sura”, acrescentou.

O Vice-presidente de Subscrição e Canais, Cristiano Saab, pontua sobre a importância das visitas que o staff colombiano promove no Brasil. “Vocês corretores escutam muito da nossa visão de futuro e bem estar, pois são coisas que determinamos como companhia e hoje vocês conseguem visualizar quem é a nossa companhia”, comentou. Os executivos estavam acompanhados da Vice-presidente Juana Cadavid, do VP de Recursos Humanos Sergio Montoya, do CEO Brasil Thomas Batt, da VP brasileira de Recursos Humanos Denise Conde, do VP Técnico Eduardo Gabriel Bugallo, do VP de Tecnologia Luís Ramos e da gerente comercial Fabiana Mello.

Sucesso da Expo ABGR 2019 aponta para futuro de progresso na gerência de riscos no Brasil 3779

Sucesso da Expo ABGR 2019 aponta para futuro de progresso na gerência de riscos no Brasil

Foram 12 palestras e uma feira de negócios grandiosa, com 21 expositores do mercado de risk management e seguros

Aconteceu nesta quarta-feira, 13 de novembro, o segundo e último dia da Expo ABGR 2019. Consagrada pelos participantes que lotaram as 12 palestras, além de uma feira de negócios grandiosa – composta por 21 expositores do mercado de risk management e seguros – e surpreendente. No rastro do evento, o gerenciamento de riscos em seus diversos aspectos mostrou que a atividade no Brasil ganha a merecida projeção e virou alvo das corporações.

Diversidade Aliada à Sustentabilidade nas Organizações

A palestra “Diversidade aliada à sustentabilidade nas organizações”, realizada na manhã do segundo dia da EXPO ABGR 2019, discutiu a importância de cultivar a diversidade e a inclusão dentro das empresas. A mesa foi mediada por Marcia Ribeiro, diretora executiva da Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), e contou com Maristella Iannuzzi, digital executive da CMI Business Transformation; Roberta Nascimento, risk manager da NOV, Francisco Vidigal Filho, o presidente da Sompo Seguros; Camila Calais, advogada e sócia do grupo Mattos Filho Advogados; e Simone Vizani, vice-presidente da AAMMS.

Projeto de Lei de Livre Iniciativa | Liberdade Econômica

A nova Lei da Liberdade Econômica, em vigor no Brasil desde o ano passado (nº 13.974, de 20 de setembro de 2019), também foi tema de plenária. A palestra abordou questões relevantes no sentido de impulsionar o mercado segurador para uma mudança de mindset, como a simplificação da atual regulamentação e a despadronização de produtos para possibilitar o desenvolvimento de novos negócios.

Com moderação de Walter Polido, sócio da Polido e Carvalho Consultoria em Seguros e Resseguros, contou com a participação de Cristina Tseimatzidis, head of surety and financial line da Lockton Brasil; João Di Girolamo Filho, head of surety Brazil da Swiss Re Corporate Solutions; Karini Madeira, superintendente de acompanhamento técnico da CNseg; e Marcelo Mansur, sócio da Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados.

Benefícios e impactos da reforma da Previdência

No painel que discutiu os “Benefícios e impactos da reforma da Previdência”, Marcelo Rossetti, superintendente Executivo da Bradesco Vida e Previdência, chamou a atenção para a mudanças demográficas. “Sem a reforma, em 2045, o Brasil gastaria 20% do PIB”, disse. Para Filipe Nicodemus, diretor de Benefícios na MDS Brasil, a previdência privada poderá ser utilizada nas empresas como um meio de garantir renda para os trabalhadores que permanecerem mais tempo trabalhando. Antonio Penteado Mendonça, sócio titular da Penteado Mendonça e Char Advocacia, disse que a população mais pobre não terá renda para comprar planos de previdência.

O Futuro e Tendências do Setor Logístico

Logística 4.0, Internet das Coisas, uso de drones, transportes autônomos, Blockchain e Big Data com aplicação na área de logística e Digital Twins foram as principais tendências abordadas na palestra “O Futuro e Tendências do Setor Logístico”, com mediação de Luciano Póvoa, gerente de riscos em transportes RCG da Herco Consultoria de Riscos.

Guilherme Brochmann, diretor de gerenciamento de risco LATAM da DHL; Luiz Carlos de Andrade, superintendente técnico da Lockton Brasil e Paulo Robson Alves, head of marine da AXA XL; também fizeram avaliação sobre a atuação do segmento na área de seguros, pontuando a necessidade de reinvenção frente aos novos riscos, processos de inovação e uso de tecnologia, incluindo a busca de alternativas que superem os desafios de infraestrutura no Brasil, como a falta de polos logísticos de qualidade, ferrovias inacabadas e as péssimas condições das estradas.

Engenharia de riscos – Loss Prevention

Poucas empresas possuem área de prevenção de perdas, segundo Carlos Cortés, Head Risk Engineering da Zurich. “A maioria tem apenas áreas de política de segurança e saúde ocupacional”, disse ele durante o painel que abordou o tema “Engenharia de Riscos e Loss Prevention”.

Cesar López, gerente da área de Engenharia de Riscos na MAPFRE Global Risks, destacou a importância do engenheiro para a avaliação de risco. “Porque o interesse é comum com as seguradoras”, disse. Empresas que investem em loss prevention oferecem maior retorno aos acionistas, segundo levantamento da Aon. Alexandre Botelho, diretor da Aon Brasil.

Saúde e Gestão de Riscos

O painel “Saúde e Gestão de Riscos” foi composto por Lenise Secchin, chefe de gabinete da Presidência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); Rodolfo Petrait, risk manager da Bosch; Heitor Augusto, diretor técnico e de relacionamento com clientes Saúde e Odonto da SulAmérica; e Gustavo Quintão, vice-presidente de Saúde e Benefícios da MDS Brasil; e mediada por Josafá Ferreira Primo, CEO da Salagah Gestão em Contratos de Seguros.

Na fala dos palestrantes, a transparência e a disponibilização de dados na área de saúde foram valorizadas. “Transparência é pilar para gestão de riscos”, afirmou Lenise Secchin, citando exemplos como a Lei de Acesso à Informação (LAI), que tem “acesso como regra, sigilo como exceção’’.

Transportes, Logística e Gerenciamento de Riscos

No início da tarde, Christian Mendonça, Head of Insurance Brazil and South America da Norsk Hydro Brazil, mediou o painel “Transportes, Logística e Gerenciamento de Riscos”, com a presença de Letícia Toral, Gerente de Seguros da LDC; Marconi Peixoto, Coordenador de Gerenciamento de Riscos e Logística da Willis Towers Watson; e Valdo Alves, Diretor de Transportes da Tokio Marine Seguradora. O debate levantou questões relacionadas às boas prática e dinamismo da carteira, com highlights relevantes do ponto de vista do subscritor de risco do transporte e o papel em comum entre embarcadores e transportadores, que deve ser pautado pelo cuidado em relação à transferência de responsabilidade.

Mudanças Climáticas e Agronegócio

A palestra “Mudanças climáticas e agronegócio” também fez parte da programação da tarde da EXPO ABGR 2019 e discutiu se a pecuária e a agricultura podem ser consideradas vilãs para o meio ambiente. Para Carlos Branco, gerente regional de Seguros da Cargill Agrícola,”somos todos corresponsáveis’ pelas mudanças de clima no mundo”. Compuseram a mesa, ainda, Gabriel Lemos, head agro da Swiss Re Corporate Solutions; Miguel Almeida, head of agriculture da IRB Brasil RE; e Paulo Vitor Rodrigues, superintendente de Agronegócios da Lockton Brasil. A mediação foi feita por Cristina Weiss Tessari, coordenadora de Seguros Corporativos da CPFL Energia.

Política de seguros e salvados

Rodrigo Ávila, gerente de Riscos e Seguros na Suzano e vice-presidente da ABGR, disse que a política de seguros nas empresas deve contemplar todas as normas de contratação do seguro até como atuar em caso de sinistro. “Isso dá mais conforto ao gestor de riscos”, disse. Sobre os salvados, Julia Santoro, sócia da DR&A Advogados, destacou que para a seguradora servem para minimizar os efeitos do sinistros na carteira. Já o lucro com a venda de salvados pertence ao segurado, segundo ela. Sheila Garcia, diretora de Sinistros na Aon Brasil, contou que um segurado preferiu não reclamar o sinistro e vender o salvado, porque era mais vantajoso.

Cyber Risks e LGPD

Com mediação de Camila Calais, advogada e sócia da Mattos Filho, o painel “Cyber risks e LGPD’’ discutiu privacidade e mercado de seguros cibernéticos. Os palestrantes foram Alberto Bastos, sócio da Módulo S/A; Claudio Macedo, fundador da Clamapi Seguros Cibernéticos; Marta Helena Schuh, head cyber insurance da Marsh Brasil; Fernando Saccon, superintendente de Linhas Financeiras da Zurich e Flavio Sá, gerente de linhas financeiras da AIG Seguros. Segundo Macedo, é necessário investir em segurança independentemente da Lei Geral de Proteção de Dados entrar ou não em vigor: “O risco operacional é maior do que a multa da LGPD”.

P&C – Property & Casualty e a nova maneira de encarar os riscos

Rodrigo Ávila mediou o painel “P&C – Property & Casualty e a nova maneira de encarar os desafios”. Os desafios da gestão de riscos para a carteira foram apresentados pelos especialistas em recortes específicos como, por exemplo, processos de avaliação de riscos e quais cenários devem ser considerados; evolução de ambientes econômicos e, com isso, o surgimento de novos riscos relacionados ao uso da tecnologia; adoção de melhores práticas e processos de inovação em tratamento de riscos, entre outros.

Participaram Carla Karwacka – gerente de Riscos e Seguros – Claro S.A.; Daniel Kaneko, superintendente de P&C da Lockton Brasil; Florian Lauebli, head CUO Office & Leader Platform Solutions da AXA XL; e Sidney Cezarino, diretor de Property, Riscos de Engenharia, Riscos Diversos e Energy – Tokio Marine.

Seguro e Risco Ambiental

Katia Papaioannou, superintendente de RC e Ambiental na Marsh Brasil, destacou a confusão que as empresas fazem ao contratarem a cobertura de poluição súbita na apólice de RC Geral. “Pensam que todos os riscos ambientais estão cobertos, mas não estão”, disse ela no painel que discutiu “Seguro e Risco Ambiental”. Para Ilan Kajan, diretor de Riscos Corporativos na Alper Consultoria em Seguros, o corretor deve atuar como consultor no seguro ambiental. “Ele deve se especializar nessa área”, disse.

Associação Brasileira de Gerência de Riscos

A Associação Brasileira de Gerência de Riscos é uma entidade sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento, aprimoramento e divulgação da Gerência de Riscos no Brasil. Congregando em seu quadro associativo empresas compradoras de seguros de todos os segmentos produtivos, tem como principal objetivo defender os seus interesses junto ao mercado segurador e entidades governamentais.

Além de manter representações em vários estados do país, é parceira internacional das mais importantes organizações de risk management do mundo, transmitindo as mais recentes tecnologias e tendências do mercado global (coberturas, novos produtos etc.) aos seus associados.

Comércio ilegal de peças e segurança no trânsito são temas de seminário no RS 1093

Comércio ilegal de peças e segurança no trânsito são temas de seminário no RS

Encontro foi promovido pela Fenacor, Sincor-RS e Escola de Negócios e Seguros (ENS)

Na última terça-feira (12), o mercado gaúcho de seguros foi contemplado com um amplo debate sobre o comércio clandestino de autopeças, acidentologia e vitimização no trânsito. O encontro foi promovido pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Sindicato dos Corretores do Rio Grande do Sul (Sincor-RS) e Escola de Negócios e Seguros (ENS) e foi realizado no Salão Nobre da Federasul, em Porto Alegre (RS).

Um dos pontos centrais do evento foi a discussão sobre a efetiva implementação da Lei Federal 12.977/2014 – que regula e disciplina a atividade de desmontagem de veículos automotores no Brasil. Segundo Carlos Alberto Valle, vice-presidente de Relações com o Mercado da Fenacor, o encontro foi importante para dimensionar as diversas questões relacionadas à segurança viária e de veículos automotores. “Sem o DPVAT, por exemplo, vamos precisar, cada vez mais, de laudos bem feitos. As pessoas precisarão ter muito mais responsabilidade, pois é preciso acordar que ninguém acionará um causador de acidente com o valor de R$ 13,500 – como previa o Seguro Obrigatório. A conta vai sair cara e só através de um seguro particular é que isso pode ser coberto”, explicou ao enfatizar que a introdução da Lei Seca foi de extrema importância para inibir uma série de delitos.

Segundo a Promotora de Justiça, Ana Cristina Petrucci, é muito importante incluir a sociedade na discussão deste tema. “Isso é necessário para que possamos melhorar esse panorama. As pessoas precisam voltar os olhos para a questão do trânsito e enxergar a relevância da segurança dele para cada um de nós”, enfatizou ao demonstrar que diariamente depara-se com a realidade dos acidentes de trânsito.

O combate ao comércio de peças irregulares é uma das prioridades do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), segundo a Diretora Institucional, Diza Gonzaga, isso também auxilia na redução do número de sinistros. “O Detran-RS tem feito uma força-tarefa para que possamos tirar do mercado os antigos ‘ferros-velhos’. A educação, no entanto, é o pilar mais importante – pois é o que garantirá que em um futuro próximo nós teremos números bem menores de vítimas do trânsito. Através da conscientização nós vamos garantir em médio e longo prazo que nosso País vai sair do ranking da morte”, comenta.

Outro painel abordou a Lei do Desmonte. Participaram representantes dos órgãos de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, do Comando do Policiamento Rodoviário da Brigada Militar, da Policia Rodoviária Federal, e outros.

Seminário sobre comércio ilegal de peças e segurança no trânsito no RS

Mercado de saúde encolheu em setembro, aponta IESS 451

Mercado de saúde encolheu em setembro, aponta IESS

Instituto destaca que apesar de haver menos beneficiários, tem crescido a utilização de serviços de saúde e não por bons motivos

Em setembro de 2019, 51,2 mil pessoas realizaram o sonho de passar a contar com um plano de saúde médico hospitalar – o 3° maior desejo do brasileiro, de acordo com pesquisa do Ibope Inteligência. Apesar do crescimento ante agosto, o total de beneficiários no País diminuiu 0,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que representa 106,4 mil vínculos rompidos de acordo com a Nota de Acompanhamento de Beneficiários, publicada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). No total, o setor soma 47,1 milhões de beneficiários.

A publicação destaca que a busca pelos planos tem variado bastante de um estado para outro. “Apesar de a maior parte dos estados brasileiros ter registrado recuo no total de vínculos com planos médico-hospitalares, há alguns centros que têm contratado planos”, comenta José Cechin, superintendente executivo do IESS. “São Paulo, por exemplo, está liderando a redução de contratos, enquanto Minas Gerais é o Estado com o maior número de novos planos”, completa.

Minas Gerais registrou 43,8 mil novos vínculos nos 12 meses encerrados em setembro deste ano. Já São Paulo teve 87,1 mil beneficiários deixando de contar com os planos que possuíam. Somando o resultado negativo do Rio de Janeiro (-7,8 mil) e o positivo do Espírito Santo (+14,7 mil), houve um total de 36,4 mil vínculos rompidos na região Sudeste.

A região que mais perdeu beneficiários, contudo, foi a Sul: 86,4 mil contratos foram desfeitos no período analisado (menos do que o total registrado em São Paulo). Diferentemente do que houve no Sudeste, todos os estados da região tiveram queda no total de vínculos. Entre eles, merece destaque o Rio Grande do Sul, com 58,4 mil beneficiários deixando os planos médico-hospitalares.

A única região que teve alta no total de vínculos foi a Centro-Oeste. O aumento de 30,5 mil contratos aconteceu quase todo em Goiás, que teve 27,1 mil vínculos firmados entre setembro de 2019 e o mesmo mês do ano passado. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram 3,1 mil e 3,5 mil novos beneficiários, respectivamente. Já o Distrito Federal teve 3,2 mil beneficiários deixando seus planos de saúde.

“A retração de 0,2% no total de beneficiários no Brasil é um sintoma da falta de ritmo no processo de recuperação da economia nacional”, avalia Cechin. “Enquanto o País não iniciar um processo consistente de crescimento, especialmente com a geração de postos de trabalhos formais nos grandes centros urbanos, o mercado de saúde suplementar vai continuar apresentando resultados incipientes, sem variações expressivas nem para cima nem para baixo”, concluí.

O executivo ainda destaca que a aparente estabilidade não é boa para o setor. Especialmente porque a utilização dos serviços de saúde está avançando, ainda que o total de beneficiários não esteja. “Estamos vendo um envelhecimento da população e o aumento do uso de serviços de saúde. Um movimento que poderia ser positivo, caso o comportamento fosse motivado por programas de promoção da saúde. Infelizmente, ainda precisamos romper uma barreira cultural e colocar o paciente no centro do tratamento, ao invés da doença”, alerta.