Quais as melhores técnicas digitais para investir na sua empresa? 1065

Quais as melhores técnicas digitais para investir na sua empresa?

Confira quais táticas destacam-se na hora de posicionar seu negócio nos meios virtuais

Uma vez que o consumidor está cada vez mais presente no meio virtual, há necessidade de que as empresas se preocupem com a promoção da marca com um direcionamento preciso, sendo o marketing digital uma solução amplamente explorada hoje em dia.

Todavia, nesse cenário é válido citar que existem diversas táticas que podem ser empregadas sozinhas ou em conjunto para alcançar os mais variados objetivos empresariais.

Sem dúvidas, a atuação no meio digital pode variar de maneira significativa conforme cada setor e estratégia emprega, por exemplo, ao comparar o público-alvo e abordagens de uma escola de ballet e de um segmento industrial.

Questões como essas reforçam de maneira significativa a necessidade de compreender de fato a audiência, objetivos da empresa, recursos necessários, entre outros aspectos.

Conheça as táticas que se destacam

Diante a diversidade, podem surgir grandes dúvidas sobre a escolha das estratégias e de como usar os recursos de forma eficaz. Sendo assim, o conhecimento sobre as técnicas digitais de maior destaque pode fazer grande diferença. 

É válido citar que são estratégias abrangentes e, dessa forma, em prol de um entendimento mais claro, ferramentas e a atuação em determinados canais também serão apresentadas. Entre as principais estratégias, estão:

Marketing de conteúdo

Se um maior engajamento com o público alvo é almejado, em especial, por meio de um conteúdo em que informações enriquecedoras são priorizadas, o marketing de conteúdo pode ser a solução mais favorável.

Um dos possíveis resultados de uma estratégia desse tipo, realizada com eficácia, é a construção de uma percepção positiva da marca, por exemplo, de uma empresa que realiza a locação de salas hora, que poderia ter ainda mais horários reservados e ser uma referência de espaço para aluguel.

Uma das características dos conteúdos valiosos que são uma prioridade do marketing de conteúdo é o atendimento da necessidade do público-alvo, como a solução de problemas.

Sendo assim, materiais que sejam não apenas atrativos, mas realmente úteis são criados. É válido lembrar que dessa forma há maiores chances de que a marca seja lembrada caso  exista a necessidade de compra.

E-mail marketing

Considerado um dos recursos mais tradicionais do marketing digital, o e-mail marketing pode atender a uma série de finalidades, como o engajamento do público-alvo e clientes.

Uma das principais vantagens é que a partir do momento em que se obtém a permissão do consumidor em potencial, uma comunicação mais direta é estabelecida.

Ainda mais que os e-mails podem ter os mais variados formatos, o que permite que a identidade de empresas dos mais variados perfis seja atendida. 

Afinal, o perfil de uma empresa que atua com o içamento de móveis pode ser totalmente distinto de corporações do meio de cosméticos, educacional, entre outras.

As possibilidades de utilização do e-mail marketing, assim como de outras estratégias serão apresentadas em seguida. De qualquer maneira, nesse momento é fundamental abordar que os conteúdos devem ser interessantes e um calendário deve ser estipulado.

Basta imaginar um cliente em potencial que deseja receber conteúdos exclusivos sobre recursos para estamparia digital em tecidos de uma marca da área. Ao checar sua caixa de entrada diariamente, percebe-se uma frequência exagerada.

É o tipo de ação que pode ser prejudicial para o relacionamento tanto nesse caso quanto para pessoas que já são clientes da marca.

Técnicas SEO

As técnicas SEO (Search Engine Optimization) consistem na otimização das páginas, sendo aplicadas em prol da potencialização de visitas orgânicas devido a visibilidade originada de um melhor posicionamento nos mecanismos de pesquisa.

Caso um profissional esteja procurando por empresas de aluguel de van com motorista para realizar o transporte de colaboradores para uma confraternização, há grandes chances de que as marcas que ocupam as primeiras posições sejam contactadas.

É algo de grande importância para as corporações, em especial, ao analisar a competitividade do mercado e o modo de consumo das pessoas, em que as pesquisas possuem uma presença marcante. 

Dessa maneira, não tem impacto apenas para o setor de transporte executivo blindado e outros tipos, mas no mercado como um todo.

Além desses aspectos, de um modo geral, é interessante aplicar essas técnicas em conjunto com o marketing de conteúdo ao considerar os fatores de posicionamento, que serão abordados em breve.

Possibilidades na aplicação das estratégias

Conforme citado, trata-se de um cenário abrangente e por isso cada estratégia reúne uma série de práticas que podem ser adotadas, tais como:

Blog

A criação de um blog vinculado ao site principal da empresa, que pode até mesmo ser a plataforma de vendas, é uma prática importante dentro do marketing de conteúdo.

Isso se deve ao fato de que essa plataforma é um dos principais canais de comunicação e apresenta grande versatilidade.

Por exemplo, uma marca que realiza a digitalização de documentos pode apostar em postagens como dicas de equipamentos, organização de arquivos, melhores softwares, entre outras possibilidades.

Além disso, há chances de apostar em vídeos, fotografias, infográficos e até mesmo memes para as empresas que estabelecem um tipo de comunicação mais descontraída com seu público-alvo.

Apostar na variedade do conteúdo contribui com o engajamento da audiência, sendo de grande relevância considerar o potencial para compartilhamentos, comentários e demais maneiras de interação que contribuem com a autoridade da marca.

É válido citar que assim como no caso do e-mail marketing, é interessante ter cautela com alguns fatores, como a frequência e qualidade.

Nutrição de leads

Os leads correspondem aos consumidores em potencial que em algum ponto expressaram interesse pela marca e a nutrição é realizada pelo e-mail marketing devido a obtenção de dados que normalmente é realizada por formulários.

O mais comum é que o cliente em potencial preencha o formulário para obter algo. Por exemplo, na plataforma de uma empresa produz contadora e separadora de moedas, poderia ser para obter um e-book com dicas ou até mesmo para receber conteúdos exclusivos da empresa.

O mais importante é que a partir desse ponto há grandes chances de fazer com que os leads se tornem clientes. Todavia, é importante que o relacionamento seja trabalhado e os conteúdos  se mantenham com qualidade.

Além disso, materiais cada vez mais personalizados também possuem grande valor. Dependendo da demanda, plataformas para automação do e-mail marketing e outras ferramentas de marketing podem ser viáveis, pois preservam a qualidade e aumentam a produtividade.

Otimização de páginas On page

Já no caso das técnicas SEO, para obter uma visão mais clara sobre a forma de aplicação, é interessante abordar os fatores de posicionamento, que se distinguem em dois grupos: on page e off page.

O primeiro grupo é caracterizado por corresponder aos elementos dentro da página e o segundo fora. Para exemplificar, os elementos On page serão abordados, entre eles, pode-se citar:

  • URL apresentável;
  • Qualidade do conteúdo;
  • Aplicação de palavra-chave;
  • Otimização de imagens.

A presença de uma URL extensa e/ou totalmente distinta com o que foi buscado pelo usuário pode fazer com que prefira acessar outro conteúdo. 

Além disso, conteúdos com a qualidade comprometida e principalmente que não passaram por uma revisão podem comprometer não só o posicionamento, mas a credibilidade da marca no geral.

A palavra-chave corresponde ao termo utilizado para a busca e deve ser utilizada adequadamente dentro do conteúdo. Por exemplo, é indispensável que apareça no começo do conteúdo e que o exagero seja evitado.

Já em relação às imagens, é interessante citar que até mesmo o nome do arquivo deve ser estratégico, evitando termos genéricos e com a palavra-chave separada através de hifens.

Os erros mais comuns no marketing digital

Além de conhecer as estratégias que reúnem um maior destaque, sem dúvidas, ter consciência de quais são as falhas predominantes neste cenário pode ser de grande valor para evitá-las.

Um dos pontos amplamente discutidos ao se falar de erros no marketing digital, é a falta de mensuração de resultados ou esse processo realizado de forma inadequada.

Isso se deve ao fato de que com as métricas adequadas é possível identificar quais são os pontos que exigem ajuste na estratégia, assim como identificar o que de fato funciona com a sua audiência.

Neste contexto, independente da técnica implantada, é interessante que exista consciência de que se trata de um investimento significativo e por isso, contar com um planejamento e conhecimento adequado são aspectos indispensáveis para ações de marketing digital eficazes.

Inclusive, neste ponto é válido abordar que a falta de planejamento também é um erro muito comum e que possibilita a dispersão, direcionamento inadequado, prejuízos, entre outros pontos negativos.

Além disso, há necessidade de um acompanhamento constante das tendências, principalmente do setor tecnológico, pois é algo que viabiliza aprimoramentos e/ou adaptações e consequentemente, a implantação de técnicas com o potencial de atender ou até mesmo superar as expectativas do mercado. 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

Formação de equipes vencedoras é tema da live da Gente Seguradora 1082

Momento acontece hoje às 17h30

Hoje é dia de live da Gente Seguradora. Na 14ª edição, o tema será a formação de esquipes vencedoras com a perspectiva de autorresponsabilidade como parte do conjunto de relações no sistema. Renata Bidone, psicóloga e palestrante motivacional, é a convidada da vez.

A Live da Gente será transmitida hoje às 17h30, pelo Instagram @GenteSeguradora.

Grupo AXA apresenta novo propósito global 1470

“Agir para o progresso humano protegendo o que importa” é a nova proposta

Thomas Buberl, CEO global da AXA. Foto: Rapahael Dautigny

O Grupo AXA acaba de anunciar globalmente seu novo propósito: “Agir para o progresso humano protegendo o que importa”, focado em seu negócio, a proteção, e com viés coletivo. A proposta parte do cenário contemporâneo, de transformação e emergência de novos riscos, que necessitam de soluções inovadoras para possibilitar o avanço da humanidade, local e globalmente, nos âmbitos pessoal e familiar, nos negócios, na comunidade e na sustentabilidade do planeta.

“A proteção sempre esteve no centro do nosso negócio, ajudando indivíduos, negócios e sociedades a prosperar. A AXA sempre foi uma companhia líder, inovadora e empreendedora, promovendo o progresso em todas as suas dimensões” explica Thomas Buberl, CEO global da AXA, reafirmando o papel social da empresa.

O novo propósito, sintetizado em um manifesto – https://youtu.be/mfnBsu6NCQY – é endossado pelas iniciativas da companhia ao redor do mundo, como o apoio a projetos de pesquisa capitaneados pelo AXA Research Fund; desenvolvimento econômico e sustentabilidade, além do pioneirismo em soluções de telemedicina.

ANSP debate Força Maior no Seguro Garantia 1237

Palestrantes discutem situação do segmento em meio ao cenário atual e a atuação das cláusulas de Força Maior nos contratos de seguro

Na última quinta-feira (25), a Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP – discutiu o tema “Força maior em contratos públicos e privados e o Seguro Garantia”. Os participantes abordaram a legislação, a responsabilidade de contratante e contratado, a renegociação de contratos na busca do reequilíbrio financeiro e a força maior como excludente de responsabilidade. O assunto foi debatido em uma edição ao vivo do Café com Seguro.

“Temos uma excelente oportunidade de trazer um pouco mais de consistência e elementos para que as pessoas possam eventualmente utilizá-los em seus pensamentos e estudos”, ressalta João Marcelo dos Santos, presidente da ANSP. “Nós não vamos conseguir encontrar a grande resposta para resolver as questões da força maior, mas podemos discuti-la”, complementa Rogério Vergara, moderador do evento.

De forma geral, o Seguro Garantia relacionado à infraestrutura possui em seus contratos de construção, de fornecimento de equipamentos e outros, cláusulas específicas de força maior. Entretanto, explica João Girolamo, Vice- Coordenador da Cátedra de Riscos Financeiros, a definição do termo é colocada de forma abrangente. “Na minha visão, o que se pretende fazer com isso é se precaver daqueles cenários em que eles não gostariam que fosse considerada força maior, restringindo a abrangência do Código Civil sobre essas situações”, pontua. Apesar disso, complementa, é possível haver discussões específicas antes da emissão da apólice nas quais a seguradora possa se responsabilizar. “Essa relação da apólice com as cláusulas do contrato precisa estar muito bem definida”, conclui.

Em relação ao cenário atual de pandemia, o especialista acredita que esse ramo não sofreu grandes impactos no que diz respeito ao aumento de sinistralidade. Girolamo aponta três justificativas: “em primeiro lugar, boa parte do mercado atua com Seguro de Garantia Judicial em longo prazo, que não necessariamente está atrelado a uma ocorrência de cenário econômico, mas a um processo judicial. Além disso, as obras, hoje, estão andando bem. A carteira de infraestruturas tem como consequência um impacto de médio prazo, então não há nenhum tipo de atraso no momento. Por fim, há um impacto na parte de crédito e garantias. Ainda não sabemos quais serão exatamente as consequências dessa pandemia, mas o mercado de crédito vai ser o primeiro atingido”, explica.

Apesar da abrangência da definição de Força Maior nos contratos, o que se vê é um judiciário cauteloso diante da pandemia, acredita Pedro Souza, membro da Cátedra de Riscos Financeiros da ANSP e um dos participantes do debate. “As consequências atribuídas pelo Código Civil nas circunstâncias atuais é que o desertor não responde pelos prejuízos resultantes, caso não tenha se responsabilizado expressamente por eles. Então, multas e obrigações indenizatórias, por exemplo, são afastadas. Mas não existe uma desoneração do obrigado em relação ao seu dever principal”, ressalta.

Já em relação aos contratos públicos administrativos, Souza entende que é preciso desmistificá-los enquanto uma entidade autônoma e buscar as referências no Código Civil. “Quando verificamos na Lei 8666/93 qual seria a solução para uma consequência de ação extraordinária ou força maior, encontramos que os contratos podem ser alterados para que haja reequilíbrio, e não um super triunfo de uma das partes. Então a solução é: sentem e conversem”, estimula o debatedor.

No último momento do evento, Marcia Cicarelli, Coordenadora da Cátedra de Contrato de Seguro e diretora da ANSP, reforçou a abrangência do Código Civil. “Quando se dá a caracterização a quem compete dizer que se trata de um caso fortuito ou força maior?”, questiona. “A definição do Código Civil é ampla, trazendo critérios como o fato necessário, inevitável e irresistível. Somente a partir da análise concreta de cada contrato e da situação específica das partes, é que será possível dizer se se trata de força maior”, afirma.

Tal análise parte de um entendimento de quais cláusulas embasaram aquele contrato, como a situação de caso fortuito ou força maior foi decidida entre as partes e, em um segundo momento, em qual circunstância específica está sendo arguida pelo devedor. “A discussão é extremamente complexa. Há contratos que tem características muito próprias, como o compra e venda de energia”, exemplifica.

A abertura do evento ficou a cargo de Edmur de Almeida, diretor de Fóruns Acadêmicos da ANSP e do presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos. Já a mediação ficou sob a responsabilidade de Rogério Vergara, diretor da ANSP e coordenador da Cátedra de Riscos Financeiros. A coordenação ficou a cargo de Edmur de Almeida, Márcia Cicarelli e Rogério Vergara.

Assista a live completa no canal da ANSP.

Dados em plataformas digitais de contratação de frete facilitam crimes e geram insegurança no setor 1180

Acostumada a atuar no ambiente digital, uma das seguradoras que melhor avalia as contratações em plataformas de fretes online é a Argo Seguros

O avanço da tecnologia tem facilitado a vida de frotistas e caminhoneiros autônomos. Através de plataformas de fretes online, eles buscam empresas que precisam do seu serviço para entrega de mercadorias em todo o Brasil. Porém, algumas pessoas têm se aproveitado das ofertas de fretes disponíveis para cometerem crimes.

Recentemente, a polícia desarticulou uma quadrinha que roubava cargas no Triângulo Mineiro e no sul de Goiás. Segundo as investigações, os criminosos se inscreviam em um aplicativo de fretes, escolhiam a carga e mandavam um motorista. No trajeto, eles simplesmente desviavam a carga e alegavam que teriam sido vítimas de furto e roubo. Algumas vezes chegavam até a registrar um Boletim de Ocorrência em outro estado para não levantarem suspeita.

Casos como esse fizeram com que algumas seguradoras ficassem mais reticentes quanto a credibilidade dessa nova forma de contratação de fretes. “De maneira geral, as seguradoras reclamam, mas não deixam de fazer negócios. Porém, acabam enxergando todas as plataformas online da mesma maneira, quando na verdade existem aquelas que realmente tem melhor gestão da sua base de dados”, explica Rogério Bruch, diretor da Fetransporte Brasil, assessoria especializada em seguros de cargas do país.

Acostumada a atuar no ambiente digital, uma das seguradoras que melhor avalia as contratações em plataformas de fretes online é a Argo Seguros. “Por sermos uma seguradora que já nasceu no meio digital, acredito que somos mais flexíveis tanto para entender as demandas do mercado, quanto para oferecer soluções diferenciadas que facilitem a vida de nossos clientes e parceiros”, explica Ivor Moreno, Head of Marine & Innovation da companhia.

Para o executivo, muitas das plataformas de fretes oferecem recursos logísticos que trazem maior controle e segurança para a operação dos embarcadores ou transportadores. “Esse é um mercado que está em transformação e o emprego de motoristas autônomos é uma realidade. Porém, grandes transportadores e embarcadores, por exemplo, podem otimizar a logística e mitigar riscos desde que se estabeleça processos e avalie com cuidado a plataforma utilizada”, afirma.

Segundo Ivor, as novas tecnologias, em geral, são uma tendência e é preciso um olhar especial para o que essas inovações representam em todas as linhas de negócio, e não apenas no transporte. “Todos precisam e querem trabalhar, ainda mais no atual momento de crise motivada pela pandemia. Nosso papel enquanto seguradora é entender a metodologia empregada pelas empresas e avaliar os riscos, de forma a não atrapalhar e até incentivar àquelas que têm boas práticas”, concluiu.

Como será o setor de seguros de pessoas nos próximos quatro anos? 1375

Live do ISB com diretores da Sancor Seguros contou com projeções de longo prazo

O Instituto Superior de Seguros e Benefícios do Brasil (ISB) promoveu, nesta quinta-feira, 2, a “Quinta com Benefícios”, live que contou com a participação de Leandro Poretti, diretor-geral da Sancor Seguros, acompanhado de diretores da companhia. Ao vivo, os executivos da seguradora destacaram uma circunstância diferenciada da empresa no comparativo às demais congêneres em atividade no mercado brasileiro: o fato de a Sancor estar retomando antes das demais seguradoras o trabalho presencial, tendo em vista que a sede principal no Brasil é localizada no Interior, onde a pandemia se alastra bem menos que nas capitais.

Localizada em Maringá, no norte do Paraná, a Sancor retomou às atividades presenciais em meados de junho, o que não significa, todavia, que tenha abortado as operações digitais. Pelo contrário, a cidade paranaense está recebendo o projeto piloto de um aplicativo de telemedicina já bastante difundido pela Sancor no mercado argentino. Conforme o diretor-geral destacou na live, o serviço prevê a inclusão de teleconsultas nos planos de saúde coletivos e individuais a serem oferecidos pela seguradora no futuro próximo.

Os palestrantes também salientaram o crescimento, no mercado brasileiro, da verificação de sinistros por imagem, tanto nos ramos de Vida como nos Ramos Elementares, apontando essa inovação com consequência dos avanços tecnológicos que foram implementados durante o período de distanciamento social.

Outro destaque da transmissão online foi a palestra de Fernando Ortega. O economista se propôs a apresentar números que permitem projetar como estará o mercado de seguros quatro anos depois do final da pandemia. Ele denominou as projeções apresentadas como “Impacto do Covid-19 sob o enfoque do longo prazo.

Os primeiros gráficos mostraram que o PIB do Brasil havia crescido 48% no acumulado dos anos de 2004 a 2013, época em que o Governo Federal conseguia arrecadar mais que gastar. Em contrapartida, a partir da crise econômica que estourou na segunda metade da década passada, os números ficaram negativos no acumulado entre 2014 a 2023, evidentemente considerando o intervalo entre 2021 e 2023 como hipótese futura. Como o Governo tem gastado mais recursos que arrecadado, a projeção é de que o país tenha um decréscimo acumulado de – 1,06% no PIB daqui a três anos.

Todavia, conforme indicadores tabulados em outra pesquisa internacional, em que mais de 3 mil pessoas de 15 países foram ouvidas, a mudança de comportamento do consumidor mundial, em decorrência da pandemia, sinaliza um maior interesse das pessoas por produtos de seguros de pessoas.

O levantamento apresentado na live identificou, como possíveis impactos permanentes no comportamento do consumidor no pós-pandemia, o seguinte: 60% das pessoas está dedicando o tempo em autocuidado e bem-estar; 57% passaram a se exercitar em casa; 64% estão mais atentos em reduzir desperdícios; 50% estão considerando mais a saúde ao comprar um produto.

Na interpretação do palestrante, os dados indicam pessoas mais focadas em vida, em saúde e na proteção da família que em bens materiais. Ele acrescenta que essa nova tendência já reflete no mercado, o qual registrou um crescimento de 1% do setor de seguros de pessoas, de janeiro a abril, no Brasil, onde o seguro automóvel, por exemplo, despencou.

“A crise econômica pode, inclusive, provocar a aceleração na reforma administrativa e reforma tributária. Além disso, o brasileiro está acostumado com crises, sendo bastante resoluto em conseguir se adaptar. Já se enxerga uma recuperação até em 2021, com crescimento projetado de até 4% na economia nacional”, projetou o analista. Falando em seguros, Ortega identifica que este mercado tem muito a crescer no país. “As seguradoras e corretores estão entendendo um pouco mais as necessidades do consumidor. O ouvir o cliente, entregar uma solução sob medida, cruzar dados sobre o perfil do consumidor têm possibilitado às companhias oferecer o que o cliente precisa”, reforçou.

O trabalho remoto será constante, crescimento da modalidade de cursos à distância, crescimento de seguros de infraestrutura, de seguros prestamistas, em razão da necessidade de se abrir o crédito, foram outras conclusões que os participantes do fórum do ISB e Sancor Seguros destacaram para a audiência, durante 90 minutos de live, acompanhada pela reportagem JRS.