Os desafios das seguradoras na oferta de seguros sob demanda 1108

Fernando Steler é fundador e CEO da D1 / Divulgação

Confira artigo de Fernando Steler, fundador e CEO da D1

Recentemente a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) divulgou uma inovação importante no mercado segurador. De forma surpreendente autorizou a emissão de seguros com contratos ou apólices intermitentes, representados figurativamente pelo botão “liga-desliga” da contratação. São os seguros sob demanda ou on-demand insurance.

Agora, as seguradoras, e também as Insurtechs – startups de tecnologia voltadas ao mercado segurador -, podem oferecer seguros válidos por uma fração de tempo, quer seja por meses, dias, horas ou minutos. Poderão ofertar também seguros válidos por alguma jornada, viagem ou trecho do segurado – ou mesmo por algum critério específico que a seguradora considerar ser válido, como eventos esportivos, partidas de tênis, festivais de rock, corridas de Uber, táxis, bicicletas, patinetes, temporadas na praia, no campo, escaladas em montanhas, etc.

Ao conceber a regra, o regulador foi ainda mais longe já que permitiu que, além da intermitência da contratação, o segurado possa incluir ou excluir determinadas coberturas de riscos, podendo o seguro e o serviço ser realizado de forma altamente personalizada.

Atualmente, no mercado segurador brasileiro, a grande maioria das apólices de seguros possuem vigências anuais e cláusulas padronizadas — até então, existia pouca margem para customização de prazos e coberturas, não deixando muitas oportunidades para a inovação no setor.

A Circular 592, que a SUSEP divulgou em 26 de agosto de 2019, promete trazer novos concorrentes, novos produtos, novas possibilidades de preços e, assim, ampliar o mercado segurador, já que as companhias de seguros poderão oferecer uma maior gama de produtos e serviços para os clientes.

Sandbox Regulatório

E as novidades não pararam por aí. Em 1º de outubro de 2019, a SUSEP também, em uma consulta pública, abriu uma minuta de normas com regras para participação em Projeto de Inovação – Sandbox Regulatório no Mercado de Seguros. As empresas ou startups aceitas no programa receberão uma autorização temporária da SUSEP para operar como seguradoras, podendo subscrever riscos de determinados ramos, sujeitos a algumas limitações.

O conceito de “Caixinha de Areia” é bem conhecido do mundo da inovação tecnológica: dentro dos limites estabelecidos, você pode desenhar livremente ou mesmo errar, para depois apagar e começar novamente – sendo um incentivador para os empreendedores na tomada de riscos e criação de inovação.

O objetivo da SUSEP é limitar o risco sistêmico, já que uma seguradora precisa ter capital para arcar com os sinistros na medida que eles ocorrem. Se uma seguradora falir, ela pode deixar muitos clientes desprotegidos. E a chance de uma startup desaparecer é muito alta: de cada dez empresas, seis fecham antes de completar 5 anos, de acordo com o IBGE.

MP da Liberdade Econômica e os seguros intermitentes

Outra iniciativa relevante é a aprovação da Lei n.º 13.874/19 (Medida Provisória da Liberdade Econômica) que, em conjunto com a Circular SUSEP 592, irá acelerar a criação de novos tipos de seguros ou até mesmo a customização total de novas coberturas. Agora, existe a possibilidade das seguradoras escreverem coberturas diferenciadas com maior segurança jurídica. Além de diminuir a intervenção do estado, a nova lei tratou da liberdade e da livre aceitação do contrato entre as partes, que os legisladores chamaram de “negócios jurídicos”, que possibilita menos participação do estado nos acordos de boa fé.

Os negócios jurídicos são conhecidos, por exemplo, como testamentos, contratos de compra e venda, de prestação de serviços e de aluguel, doações, apólices etc. Nesses acordos, as partes formalizam suas intenções e estabelecem as regras e as condições sob as quais os negócios deverão ser feitos.

A partir de agora, os chamados “clausulados de coberturas” das apólices de seguros poderão ser cada vez mais customizados pelas seguradoras, que poderão arriscar um pouco mais. Podemos começar a imaginar o mercado brasileiro de seguros cada vez mais próximo dos mercados mais maduros, como EUA e Europa, que possuem praticamente o dobro da penetração do PIB que temos por aqui.

*Por Fernando Steler, fundador e CEO da D1, empresa que viabiliza o processo de transformação digital para a construção de melhores jornadas de engajamento no envio de comunicações omnichannel entre corporações e suas bases de clientes. A plataforma funciona como um agregador de mensagens e um orquestrador de comunicações que não apenas otimiza custos, mas também aprimora a experiência do cliente final no processo.

Por unanimidade, Altevir Prado é eleito presidente do Sindseg PR/MS 1445

Nova diretoria assume a partir do dia 15 de fevereiro

O Sindicato das Seguradoras do Paraná e do Mato Grosso do Sul (Sindseg PR/MS) elegeu sua nova diretoria durante a terça-feira, 14. Por unanimidade, o superintende da Bradesco Seguros na Região Sul Altevir Prado foi eleito presidente da entidade, em conjunto com a diretoria, que conta com Gustavo Henrich, vice-presidente da Junto Seguros, como vice-presidente.

A nova diretoria toma posse a partir do dia 15 de fevereiro. SindSeg PR/MS

Altevir Prado possui Mestrado em Economia pela Unisinos e Doutorado em Economia do Desenvolvimento pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com parte do seu doutorado realizado na Espanha, assumiu a Regional Sul da Bradesco Seguros em 2019. “É um sentimento de felicidade e ao mesmo tempo de um enorme compromisso que a gente passa a assumir, oficialmente, a partir de agora. Eu acho que é preciso lembrar que o Sindseg Paraná/Mato Grosso do Sul é uma das instituições mais antigas do país, praticamente centenária, e um dos sindicatos de maior representatividade e de maior respeito em todo país”, destacou ao JRS o novo presidente.

Ele e a diretoria eleita tem à frente o desafio de suceder a equipe que tinha como presidente João Gilberto Possiede, que soma mais de 70 anos de mercado segurador. “A sucessão no Paraná talvez seja uma das mais emblemáticas do país porque estamos continuando o trabalho de João Gilberto Possiede, que é uma lenda no mercado de seguros brasileiro, talvez como Miguel Junqueira foi no Rio Grande do Sul”, lembrou. “Substituí-lo é uma responsabilidade gigantesca. Então tem essa parte emblemática de não ser só uma eleição ou uma sucessão simples, mas, sim, uma sucessão emblemática que marca o encerramento de um ciclo para a abertura de um novo tempo na entidade”, acrescentou.

Prado ainda contou com exclusividade ao JRS que a diretoria eleita, sob seu comando, caminhará sob quatro eixos: ações coletivas e democráticas, respeito à cultura e tradições da instituição, a modernização do Sindseg PR/MS e promoção do protagonismo da entidade. “Estamos prestes a comemorar os cem anos e uma das principais missões, dentro desses quatro eixos, é preparar o Sindicato para os próximos cem anos. Ou seja, construir as bases ao comemorar o centenário e prepará-lo para as próximas gerações, o que é um desafio muito grande”, concluiu.

A trajetória completa do presidente da entidade foi destaque na edição 231 da Revista JRS. Leia em A fantástica trajetória de Altevir Prado.

Diretoria Sindseg PR/MS 2020/2022

Presidente: Altevir Dias do Prado Bradesco Seguros
Vice-Presidente: Gustavo Henrich Junto Seguros
Diretor Financeiro: Moacir Abba de Souza HDI
Diretor 2º Financeiro: Leandro Ariel Poretti Sancor
Diretor Secretário: João Maria Francisco Centauro On

Conselho Fiscal
Conselheiro Efetivo: Vanderlei Scarpanti Mapfre Seguros
Conselheiro Efetivo: Wilson Bessa Pereira AIG
Conselheiro Efetivo: Ulisses Ferreira Caldeira Sompo
Conselheiro Suplente: Luciano Ambrosini Allianz
Conselheiro Suplente: Luciana Maria de Almeida Gomes Porto Seguro
Conselheiro Suplente: Luciana Alves Sobreda Zago Tokio Marine

Conselho de Representantes junto à Fenaseg
Membro efetivo: Altevir Dias do Prado Bradesco Seguros
Membro suplente: Gustavo Henrich Junto Seguros

Unisincor oferece cursos de RC para capacitar profissionais 957

Interessados no ramo de responsabilidade civil têm descontos de até R$ 250 em três cursos online sobre o tema

A Universidade Corporativa Sincor (Unisincor), em parceria com a Conhecer Seguros, está lançando uma promoção supercombo com três cursos online sobre o seguro de responsabilidade civil. Os descontos chegam a ultrapassar R$ 250 e tem como proposta instruir profissionais do setor a ampliar o conhecimento no ramo.

Os três cursos são apresentados por Walter Polido, mestre em Direitos Difusos e Coletivos, advogado, técnico-especialista em seguros e resseguros consultor da Polido Carvalho Consultoria em Seguros e Resseguros, árbitro em seguros e resseguros, parecerista, professor universitário e escritor.

Segundo Polido, o seguro de RC é vasto e, se bem explorado pelos profissionais do setor, garante novos negócios e especialização em diversas situações. “O seguro RC garante não apenas a responsabilidade advinda do dano causado pelo próprio segurado, mas também das pessoas pelas quais ele responde civilmente e de coisas e animais, que ele detém a posse e que venham a causar danos a terceiros”, explica o especialista.

A promoção supercombo contempla os cursos “Responsabilidade Civil – Aspectos Técnicos e Jurídicos”, ” Responsabilidade Civil – Modalidades” e “Responsabilidade Civil – Produtos e Operações Completadas” pelo valor de 4x de R$ 118,50 no cartão de crédito. Para os associados ao Sincor-SP, o investimento fica em 4x de R$ 82,95. Os preços serão garantidos para inscrições realizadas até o dia 31 de janeiro.

É possível adquirir os cursos individualmente pelo valor de R$ 198 cada e associados ao Sincor-SP têm a vantagem de contar com desconto de 30% no valor. As duas opções de compra estão disponíveis no site. Inscreva-se.

Seguros: arrecadação sobe 12,2% até novembro e soma R$ 243,4 bilhões 1401

Setor evolui dois dígitos pelo sexto mês consecutivo

O setor segurador, puxado pelo desempenho extraordinário dos seguros de pessoas (planos de risco e de acumulação), continua a exibir tons azuis no ano em termos de arrecadação. Até novembro de 2019, houve crescimento de 12,2% comparado ao mesmo período de 2018, elevando a receita para R$ 243,4 bilhões. Com o resultado de novembro, o setor cresce dois dígitos pelo sexto mês consecutivo.

No editorial da nova edição da Conjuntura CNseg, o presidente Marcio Coriolano afirma que “a persistência do bom desempenho dos Planos de Risco em Cobertura de Pessoas, a recuperação dos Planos de Acumulação e dos Títulos de Capitalização e o protagonismo, no segmento de Danos e Responsabilidades, de ramos importantes, como o Patrimonial, Rural e Crédito e Garantias, são características fundamentais de uma trajetória que, restando apenas um mês para o encerramento do ano, levará o setor de seguros a crescimento de dois dígitos em 2019”.

Ele lembra que o desempenho é, em grande parte, resultado da preferência pela proteção contra eventos que, em ciclo baixo da economia, ameaçam a estabilidade das rendas familiares, como os sinistros de morte, acidente e invalidez e, por outro lado, da grande exposição da população a cada vez mais próxima necessidade de acumulação de recursos compensatórios da Reforma da Previdência.

Nesses 11 meses, os planos de risco – com destaque para os seguros de vida (20%) e prestamista (21,3%) – subiram 14,5%, ao passo que os planos de previdência, 17,1%, reflexo direto da evolução dos produtos da linha VGBL (18,3%).

As vendas também evoluíram no segmento de Danos e Responsabilidade (sem os prêmios do DPVAT) no acumulado do ano até novembro. Os prêmios subiram 5,2% no período, atingindo R$ 67,2 bilhões. O desempenho mensal de novembro também é bastante positivo. A receita teve salto de 8,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando R$ 22,8 bilhões. No mês, chamou a atenção a taxa de expansão de algumas modalidades de seguros patrimoniais, a começar de Riscos de Engenharia (alta de 163,7% sobre novembro de 2018); Responsabilidade Civil D&O (83,2%); e Rural (22,1%), por exemplo.

Conheça a trajetória de Reinaldo Costa, fundador da R7 Saúde 1006

Profissional conta com 21 anos de experiência no mercado de corretagem e seguros

Reinaldo Costa, carioca de 39 anos, iniciou sua carreira na área de seguros aos 18 anos como office-boy em uma corretora. Foi nessa fase de sua vida que ele conheceu o fundador do JRS, Jota Carvalho. Costa lembra que “(ele) me ajudou a dar os primeiros passos no mercado”. No início de 2019, ele fundou a R7 Saúde. A ideia de trabalhar nessa área veio da sua experiência no segmento: “trabalhei durante quatro anos como executivo em uma operadora de planos de saúde, sendo o responsável por todos os planos coletivos por adesão no Rio Grande do Sul. Ao encerrar minhas atividades junto a essa empresa, tive a opção de aceitar alguns convites ou empreender. Assim nasceu a R7 Saúde”.

Além de empreendedor, ele também é casado com Amanda Romero Costa, sua companheira de vida e trabalho, e é pai de uma menina chamada Melissa. A sede da família e da empresa é em Porto Alegre, com previsão de abertura de uma unidade em Florianópolis, capital catarinense, em março de 2020. A R7 possui clientela espalhada em todo o país, mas com atendimentos prioritários ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Ao pontuar os diferenciais da empresa, ele afirma que “somos totalmente focados no mercado de plano de saúde e já reconhecidos pelos clientes, parceiros de negócios e mercado em geral como especialistas no segmento. Hoje contamos com equipe de 22 consultores nos dois Estados”. O empreendedor refere-se a sua equipe como “família R7” que, segundo ele mesmo, “é treinada para realizar uma customização para a realidade de cada situação apresentada pelos nossos clientes e principalmente a continuidade do vínculo com o cliente no pós-vendas que entendo ser extremamente importante”. A família de colaboradores da R7 possui treinamentos semanais que buscam aprimoramento sobre produto, atendimento e pós-vendas.

Reinaldo considera-se um empreendedor nato. “Empreender está no meu DNA e no mercado de saúde há muito espaço para empreender, existe muito do mesmo”, afirma. Ele pretende ampliar e inovar os negócios: “além da corretora, tenho um projeto, em fase avançada, de uma clínica médica em parceria com uma empresária do segmento e uma entidade de classe. Outro projeto, que será implantado no início de 2021, refere-se a um cartão e um aplicativo, disponíveis aos clientes da R7 Saúde, onde eles terão acesso gratuito a uma rede de desconto em diversos estabelecimentos, isso trará um vínculo ainda maior com nossa empresa”. Otimista, o empresário possui fé no trabalho e diz que “o sucesso de uma empresa é o resultado do trabalho de uma grande equipe”. “Aprendi com um grande amigo o seguinte lema: ninguém faz nada sozinho”, conclui ao referir-se a emblemática frase de Jota Carvalho.

Análise de dados pode desenvolver o mercado de seguros médicos e salvar vidas 549

Uma boa gestão da jornada do beneficiário pode ser aliada da medicina preventiva

A área da saúde começa a se adaptar com as novas demandas da transformação digital e passa a utilizar dados a fim de trabalhar de forma preventiva, tratando de fato a saúde dos beneficiários, e não a doença. A tecnologia de análise de grandes volumes de dados já vem mostrando resultados em grandes prestadores de saúde e seguradoras.

Por exemplo, um plano de saúde pode mensurar todas as idas de um paciente a um pronto socorro. Se a análise de dados é bem feita, essa ida recorrente ao PS pode disparar um alerta para um médico especialista analisar o caso e também um alerta para o paciente, a fim de agendar um atendimento de emergência com esse médico especialista. Após receber o atendimento personalizado, o paciente recebe o diagnóstico de uma doença crítica, mas que por estar em estágio inicial pode receber um tratamento adequado e eficiente.

Essa história é um caso real e mostra como o uso de dados de forma proativa e a boa gestão da jornada do beneficiário podem, além de salvar vidas, reduzir custos de tratamentos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O aumento da expectativa de vida do brasileiro, que chegou a 76,3 anos em 2019, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, cada vez mais, as pessoas estão preocupadas com prevenção e promoção da saúde.

Para que os planos de saúde consigam gerenciar o relacionamento com seu beneficiário de forma personalizada e em escala, é necessário utilizar a tecnologia, e, principalmente, a análise de dados. Apenas dessa forma é possível fazer a gestão da jornada do paciente de forma completa, desde a central de relacionamento, até o atendimento clínico.

Seguradoras e hospitais podem otimizar serviços e melhorar a experiência de seus clientes e pacientes com a utilização de plataformas de dados acionáveis. “Percebemos que a área da saúde tem muitas oportunidades para a análise de dados, isso porque muitos dos dados já são registrados e armazenados, mas ainda não são utilizados de forma assertiva a fim de gerar ações preventivas nos beneficiários. É preciso começar a utilizar os dados de forma acionável”, explica Mateus Pestana, CEO e cofundador da SenseData.

Prevenção de eventos clínicos críticos a partir da análise de dados

No caso descrito acima pode-se perceber que a análise de dados e a tomada de ação é muito benéfica para o paciente, que pode receber um diagnóstico adequado e seguir com o tratamento correto. Mas, esse investimento em centralização e análise de dados também é muito vantajoso para os planos de saúde, convênios e seguradoras, sempre respeitando a regulamentação e a anuência do cliente, é claro

No caso descrito, a ação proativa do plano de saúde reduziu as custosas idas do paciente ao Pronto Socorro. Além disso, ao identificar a doença ainda em estágio inicial, foi possível evitar outros gastos com internações ou cirurgias. Isso prova que o investimento em tecnologia e análise de dados é uma forma de reduzir custos e aumentar a qualidade de vida e experiência dos beneficiários.