O lugar que os seguros merecem na sociedade brasileira 3722

Marcio Serôa de Araujo Coriolano é economista e presidente da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras

Confira artigo de Marcio Coriolano, economista e presidente da CNseg

O bem-estar é o bônus daqueles que, previdentes na juventude, reservaram parte de seus ganhos para construir um quadro de estabilidade e previsibilidade na velhice, com o auxílio de um setor que cresce de forma progressiva na economia mundial: o de seguros. Sua grandiosidade se mostra em números: representa 9,6% do PIB na Grã-Bretanha; 8,9% na França; 8,6% no Japão e 7,1% nos Estados Unidos. No Brasil, esse sonho de prevenção a riscos começa a ser despertado com mais ênfase na população, após o longo processo de estabilidade inflacionária, queda da taxa de juros e, agora, com a mudança gradativa do papel do Estado, por meio das reformas em curso.

Atualmente, a receita anual de prêmios do setor representa cerca de 6,5% do PIB nacional. Nosso setor soma R$ 1,3 trilhão em ativos financeiros no País. Além de garantir o bem-estar de empresas e pessoas físicas seguradas, oferece forte contribuição para a poupança nacional e se tornou um dos maiores investidores institucionais do País. O setor é responsável por parte significativa da rolagem da dívida pública (25%) e tem potencializado o financiamento da atividade empresarial, garantindo o funcionamento da economia, mesmo em períodos de baixo crescimento.

A história dos seguros ao longo do processo civilizatório mostra que o setor sempre esteve ligado aos maiores ciclos de desenvolvimento. O Código de Hamurabi, considerado o primeiro marco legal da humanidade, dava força legal a uma atividade financeira que funcionava como uma espécie de “seguro” para as caravanas. Depois, no período das grandes navegações, a Coroa Portuguesa passou a exigir que os navios com mais de cinquenta toneladas contratassem um mútuo quando sua rota incluía as perigosas águas do oceano Atlântico para evitar que algum imprevisto colocasse em risco a saúde financeira dos armadores, uma das forças da economia de então.

No Brasil, companhias estrangeiras, sobretudo as inglesas e americanas, logo foram atraídas pelo ciclo de industrialização. Mas, como um exemplo histórico a ser evitado, parte dessas companhias deixou o País após a onda de nacionalismo pós-Proclamação da República aprovar uma legislação intervencionista. O episódio histórico nos deixa como lição o perigo da mão pesada do Estado, que afasta a livre iniciativa e os negócios.

As mudanças em curso, com a reorganização do papel do Estado, abrem espaço para que as seguradoras ofereçam produtos que aliviam a necessidade da presença do Poder Público no dia a dia do cidadão. As companhias estrangeiras voltaram ao País com força e, junto com as empresas nacionais, as fintechs (bancos digitais) e as insurtechs (startups do mercado de seguros), estimulam uma crescente competição entre gestores, que só traz benefícios aos clientes.

Além de oferecer uma variedade crescente de produtos, as seguradoras estão fazendo a lição de casa: reduziram processos, implantaram novos parques tecnológicos, reviram políticas de tarifas e se adequaram à moderna cultura de compliance e de eficiência. A Reforma da Previdência já está estimulando a nova percepção da população de que caberá a cada um a responsabilidade pela sua poupança de longo prazo. As operadoras de previdência privada deram respostas rápidas e estão oferecendo fundos mais agressivos, com redução de taxas de juros e do valor do tíquete de entrada.

Porém, para manter o novo ciclo virtuoso, o setor necessita da modernização do ambiente de negócios, com um conjunto de novas leis e decisões do Poder Executivo. Um processo de desregulamentação será muito bem-vindo para permitir oferecer à população produtos mais flexíveis. Os limites de capital e provisões técnicas precisam ser revistos para estimular a entrada de novos atores nesse mercado.

Torna-se urgente disciplina da incorporação de novas tecnologias em saúde e a revisão da regra de reajustes de mensalidades dos planos individuais, e ainda a regulação do setor de órteses, próteses e materiais médicos, que necessita parâmetros claros, transparência e controle social para coibir práticas irregulares. Também pende de conclusão o seguro de vida universal, produto que acopla acumulação e capitalização de poupança à cobertura de risco de morte por causas naturais ou acidentais.

Outro produto objeto de projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional é o seguro obrigatório para obras públicas acima de R$ 100 milhões, previsto na nova Lei de Licitações. Já a transferência ao mercado daqueles seguros que ainda estão nas mãos do governo – incluídos os de riscos não-programados, como auxílio-doença, acidente de trabalho e licença-maternidade – também poderia criar concorrência na gestão dos benefícios, com melhores taxas para as empresas contratantes e garantia para os trabalhadores.

A virada estratégica do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), após sua privatização, com o sucesso alcançado na B3, reconhecimento do alto grau de governança corporativa e capital pulverizado, mostra quão assertiva é a decisão de permitir que o mercado use todo o seu potencial para oferecer soluções que ajudem o País a se modernizar.

São esses avanços já alcançados, e também aqueles ainda a serem conquistados, que estão na agenda de eventos realizados pelo setor segurador.

*Marcio Serôa de Araujo Coriolano é economista e presidente da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

Relacionamento diferenciado da Gente Seguradora é destaque na Revista JRS 1653

Confira a edição 232 da publicação na íntegra



A edição 232 da Revista JRS chega com destaque a Gente Seguradora e sua aposta em uma relação diferenciada com clientes, colaboradores e parceiros de negócios. A companhia, que completou 47 anos em 2019, promoveu a sétima edição do seu Workshop anual. Outros conteúdos que foram destaque nos últimos 30 dias do setor de seguros também contemplam a publicação mensal. Excelente leitura!

Por unanimidade, Altevir Prado é eleito presidente do Sindseg PR/MS 1394

Nova diretoria assume a partir do dia 15 de fevereiro

O Sindicato das Seguradoras do Paraná e do Mato Grosso do Sul (Sindseg PR/MS) elegeu sua nova diretoria durante a terça-feira, 14. Por unanimidade, o superintende da Bradesco Seguros na Região Sul Altevir Prado foi eleito presidente da entidade, em conjunto com a diretoria, que conta com Gustavo Henrich, vice-presidente da Junto Seguros, como vice-presidente.

A nova diretoria toma posse a partir do dia 15 de fevereiro. SindSeg PR/MS

Altevir Prado possui Mestrado em Economia pela Unisinos e Doutorado em Economia do Desenvolvimento pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com parte do seu doutorado realizado na Espanha, assumiu a Regional Sul da Bradesco Seguros em 2019. “É um sentimento de felicidade e ao mesmo tempo de um enorme compromisso que a gente passa a assumir, oficialmente, a partir de agora. Eu acho que é preciso lembrar que o Sindseg Paraná/Mato Grosso do Sul é uma das instituições mais antigas do país, praticamente centenária, e um dos sindicatos de maior representatividade e de maior respeito em todo país”, destacou ao JRS o novo presidente.

Ele e a diretoria eleita tem à frente o desafio de suceder a equipe que tinha como presidente João Gilberto Possiede, que soma mais de 70 anos de mercado segurador. “A sucessão no Paraná talvez seja uma das mais emblemáticas do país porque estamos continuando o trabalho de João Gilberto Possiede, que é uma lenda no mercado de seguros brasileiro, talvez como Miguel Junqueira foi no Rio Grande do Sul”, lembrou. “Substituí-lo é uma responsabilidade gigantesca. Então tem essa parte emblemática de não ser só uma eleição ou uma sucessão simples, mas, sim, uma sucessão emblemática que marca o encerramento de um ciclo para a abertura de um novo tempo na entidade”, acrescentou.

Prado ainda contou com exclusividade ao JRS que a diretoria eleita, sob seu comando, caminhará sob quatro eixos: ações coletivas e democráticas, respeito à cultura e tradições da instituição, a modernização do Sindseg PR/MS e promoção do protagonismo da entidade. “Estamos prestes a comemorar os cem anos e uma das principais missões, dentro desses quatro eixos, é preparar o Sindicato para os próximos cem anos. Ou seja, construir as bases ao comemorar o centenário e prepará-lo para as próximas gerações, o que é um desafio muito grande”, concluiu.

A trajetória completa do presidente da entidade foi destaque na edição 231 da Revista JRS. Leia em A fantástica trajetória de Altevir Prado.

Diretoria Sindseg PR/MS 2020/2022

Presidente: Altevir Dias do Prado Bradesco Seguros
Vice-Presidente: Gustavo Henrich Junto Seguros
Diretor Financeiro: Moacir Abba de Souza HDI
Diretor 2º Financeiro: Leandro Ariel Poretti Sancor
Diretor Secretário: João Maria Francisco Centauro On

Conselho Fiscal
Conselheiro Efetivo: Vanderlei Scarpanti Mapfre Seguros
Conselheiro Efetivo: Wilson Bessa Pereira AIG
Conselheiro Efetivo: Ulisses Ferreira Caldeira Sompo
Conselheiro Suplente: Luciano Ambrosini Allianz
Conselheiro Suplente: Luciana Maria de Almeida Gomes Porto Seguro
Conselheiro Suplente: Luciana Alves Sobreda Zago Tokio Marine

Conselho de Representantes junto à Fenaseg
Membro efetivo: Altevir Dias do Prado Bradesco Seguros
Membro suplente: Gustavo Henrich Junto Seguros

Unisincor oferece cursos de RC para capacitar profissionais 796

Interessados no ramo de responsabilidade civil têm descontos de até R$ 250 em três cursos online sobre o tema

A Universidade Corporativa Sincor (Unisincor), em parceria com a Conhecer Seguros, está lançando uma promoção supercombo com três cursos online sobre o seguro de responsabilidade civil. Os descontos chegam a ultrapassar R$ 250 e tem como proposta instruir profissionais do setor a ampliar o conhecimento no ramo.

Os três cursos são apresentados por Walter Polido, mestre em Direitos Difusos e Coletivos, advogado, técnico-especialista em seguros e resseguros consultor da Polido Carvalho Consultoria em Seguros e Resseguros, árbitro em seguros e resseguros, parecerista, professor universitário e escritor.

Segundo Polido, o seguro de RC é vasto e, se bem explorado pelos profissionais do setor, garante novos negócios e especialização em diversas situações. “O seguro RC garante não apenas a responsabilidade advinda do dano causado pelo próprio segurado, mas também das pessoas pelas quais ele responde civilmente e de coisas e animais, que ele detém a posse e que venham a causar danos a terceiros”, explica o especialista.

A promoção supercombo contempla os cursos “Responsabilidade Civil – Aspectos Técnicos e Jurídicos”, ” Responsabilidade Civil – Modalidades” e “Responsabilidade Civil – Produtos e Operações Completadas” pelo valor de 4x de R$ 118,50 no cartão de crédito. Para os associados ao Sincor-SP, o investimento fica em 4x de R$ 82,95. Os preços serão garantidos para inscrições realizadas até o dia 31 de janeiro.

É possível adquirir os cursos individualmente pelo valor de R$ 198 cada e associados ao Sincor-SP têm a vantagem de contar com desconto de 30% no valor. As duas opções de compra estão disponíveis no site. Inscreva-se.

Seguros: arrecadação sobe 12,2% até novembro e soma R$ 243,4 bilhões 1250

Setor evolui dois dígitos pelo sexto mês consecutivo

O setor segurador, puxado pelo desempenho extraordinário dos seguros de pessoas (planos de risco e de acumulação), continua a exibir tons azuis no ano em termos de arrecadação. Até novembro de 2019, houve crescimento de 12,2% comparado ao mesmo período de 2018, elevando a receita para R$ 243,4 bilhões. Com o resultado de novembro, o setor cresce dois dígitos pelo sexto mês consecutivo.

No editorial da nova edição da Conjuntura CNseg, o presidente Marcio Coriolano afirma que “a persistência do bom desempenho dos Planos de Risco em Cobertura de Pessoas, a recuperação dos Planos de Acumulação e dos Títulos de Capitalização e o protagonismo, no segmento de Danos e Responsabilidades, de ramos importantes, como o Patrimonial, Rural e Crédito e Garantias, são características fundamentais de uma trajetória que, restando apenas um mês para o encerramento do ano, levará o setor de seguros a crescimento de dois dígitos em 2019”.

Ele lembra que o desempenho é, em grande parte, resultado da preferência pela proteção contra eventos que, em ciclo baixo da economia, ameaçam a estabilidade das rendas familiares, como os sinistros de morte, acidente e invalidez e, por outro lado, da grande exposição da população a cada vez mais próxima necessidade de acumulação de recursos compensatórios da Reforma da Previdência.

Nesses 11 meses, os planos de risco – com destaque para os seguros de vida (20%) e prestamista (21,3%) – subiram 14,5%, ao passo que os planos de previdência, 17,1%, reflexo direto da evolução dos produtos da linha VGBL (18,3%).

As vendas também evoluíram no segmento de Danos e Responsabilidade (sem os prêmios do DPVAT) no acumulado do ano até novembro. Os prêmios subiram 5,2% no período, atingindo R$ 67,2 bilhões. O desempenho mensal de novembro também é bastante positivo. A receita teve salto de 8,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando R$ 22,8 bilhões. No mês, chamou a atenção a taxa de expansão de algumas modalidades de seguros patrimoniais, a começar de Riscos de Engenharia (alta de 163,7% sobre novembro de 2018); Responsabilidade Civil D&O (83,2%); e Rural (22,1%), por exemplo.

Conheça a trajetória de Reinaldo Costa, fundador da R7 Saúde 969

Profissional conta com 21 anos de experiência no mercado de corretagem e seguros

Reinaldo Costa, carioca de 39 anos, iniciou sua carreira na área de seguros aos 18 anos como office-boy em uma corretora. Foi nessa fase de sua vida que ele conheceu o fundador do JRS, Jota Carvalho. Costa lembra que “(ele) me ajudou a dar os primeiros passos no mercado”. No início de 2019, ele fundou a R7 Saúde. A ideia de trabalhar nessa área veio da sua experiência no segmento: “trabalhei durante quatro anos como executivo em uma operadora de planos de saúde, sendo o responsável por todos os planos coletivos por adesão no Rio Grande do Sul. Ao encerrar minhas atividades junto a essa empresa, tive a opção de aceitar alguns convites ou empreender. Assim nasceu a R7 Saúde”.

Além de empreendedor, ele também é casado com Amanda Romero Costa, sua companheira de vida e trabalho, e é pai de uma menina chamada Melissa. A sede da família e da empresa é em Porto Alegre, com previsão de abertura de uma unidade em Florianópolis, capital catarinense, em março de 2020. A R7 possui clientela espalhada em todo o país, mas com atendimentos prioritários ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Ao pontuar os diferenciais da empresa, ele afirma que “somos totalmente focados no mercado de plano de saúde e já reconhecidos pelos clientes, parceiros de negócios e mercado em geral como especialistas no segmento. Hoje contamos com equipe de 22 consultores nos dois Estados”. O empreendedor refere-se a sua equipe como “família R7” que, segundo ele mesmo, “é treinada para realizar uma customização para a realidade de cada situação apresentada pelos nossos clientes e principalmente a continuidade do vínculo com o cliente no pós-vendas que entendo ser extremamente importante”. A família de colaboradores da R7 possui treinamentos semanais que buscam aprimoramento sobre produto, atendimento e pós-vendas.

Reinaldo considera-se um empreendedor nato. “Empreender está no meu DNA e no mercado de saúde há muito espaço para empreender, existe muito do mesmo”, afirma. Ele pretende ampliar e inovar os negócios: “além da corretora, tenho um projeto, em fase avançada, de uma clínica médica em parceria com uma empresária do segmento e uma entidade de classe. Outro projeto, que será implantado no início de 2021, refere-se a um cartão e um aplicativo, disponíveis aos clientes da R7 Saúde, onde eles terão acesso gratuito a uma rede de desconto em diversos estabelecimentos, isso trará um vínculo ainda maior com nossa empresa”. Otimista, o empresário possui fé no trabalho e diz que “o sucesso de uma empresa é o resultado do trabalho de uma grande equipe”. “Aprendi com um grande amigo o seguinte lema: ninguém faz nada sozinho”, conclui ao referir-se a emblemática frase de Jota Carvalho.