STF suspende efeito de MP que extinguiu Seguro DPVAT 1913

STF suspende efeito de MP que extinguiu Seguro DPVAT

Ação Direta de Inconstitucionalidade foi apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, nesta quinta-feira (19), os efeitos da Medida Provisória (MP) 904/2019, que extinguiria o Seguro DPVAT a partir de 1º de janeiro de 2020. A decisão foi tomada a partir de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 6262), apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade contra a MP. A sigla questionou a ausência de urgência e relevância da medida. Por 6 votos a 3, o STF decidiu pela aplicação da medida cautelar até a conclusão da análise da MP pelo Congresso Nacional ou até o julgamento de mérito da ADI.

O relator da ação, ministro Edson Fachin, havia sido o primeiro a votar pela suspensão da Medida Provisória em julgamento virtual. Em novembro, o Governo Federal assinou a MP indicando o fim do Seguro DPVAT. Com a decisão do STF, a partir de janeiro, o benefício permanece valendo com o pagamento das indenizações às vítimas de acidentes de trânsito de todo o país. Além disso, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) deverá definir os valores dos prêmios para o início da arrecadação. O calendário de pagamento do Seguro DPVAT pelos proprietários de veículos segue o vencimento da cota única ou da primeira parcela do IPVA de cada estado.

A Administradora do Consórcio DPVAT segue focada na construção de um modelo de gestão do seguro que seja sustentável, eficiente e ágil, para garantir o amparo e a proteção da população. “A indenização do Seguro DPVAT tem caráter social e protege os mais de 210 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito. O seguro é o único amparo econômico para grande parte da população de baixa renda depois de um acidente de trânsito”, garante o diretor-presidente da Seguradora Líder, Ismar Tôrres.

Em relação às justificativas que motivaram a escolha pela extinção do Seguro DPVAT apresentadas pela Secretaria de Política Econômica (SPE) e pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Administradora do Consórcio DPVAT publicou uma nota técnica esclarecendo alguns dados sobre a gestão do seguro. O documento, na íntegra, pode ser conhecido aqui.

A nota esclarece, entre outras informações, que:

– O Seguro propicia uma importante reparação social, já que protege os mais de 210 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, especialmente os de renda mais baixa. Dos 42% de beneficiários que informaram a renda em todos os pedidos de indenização já computados pelo Consórcio do Seguro DPVAT, cerca de 80% possuem até um salário mínimo. Além disso, de cada 10 veículos na rua, menos de três possuem seguro facultativo, que em grande parte, também dá cobertura a eventual responsabilidade civil contra danos materiais e pessoais. Portanto, mais de 70% dos veículos brasileiros transitam somente com o Seguro DPVAT.

– O Seguro DPVAT devolve aos cidadãos brasileiros quase 90% de sua arrecadação anual total. A parcela destinada à margem de resultado e às despesas gerais do Consórcio DPVAT soma cerca de 12% do valor total pago pelo cidadão. Excluindo este percentual, todo o restante da arrecadação do Seguro DPVAT é destinado à sociedade. 50% são destinados à União, sendo 45% ao SUS para atendimento às vítimas de trânsito na rede hospitalar de saúde; e 5% ao Denatran, para campanhas de educação e prevenção de acidentes de trânsito. Além desses 50%, mais de 38% da arrecadação são destinados ao pagamento das indenizações às vítimas de acidentes de trânsito e revertidos diretamente à sociedade. Sendo assim, constata-se que, de cada R$ 1 pago pelos cidadãos no processo de arrecadação do Seguro DPVAT, há uma reversão de mais 88% para toda a sociedade (ou R$0,88). Nos últimos 11 anos, foram mais de R$ 37,1 bilhões destinados aos cofres públicos, além de 4,5 milhões de indenizações pagas às vítimas de acidentes em todo o país, por morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas.

– O Seguro DPVAT não substitui o atendimento do SUS, nem os benefícios concedidos pelos INSS de invalidez parcial ou total e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Ele complementa tais benefícios quando um acidente de trânsito causa danos pessoais, principalmente numa realidade social, na qual mais de 20% das famílias brasileiras vivem com um orçamento mensal de até dois salários mínimos, segundo o IBGE. O seguro garante uma indenização à vítima, além do atendimento já prestado pelo SUS, e não leva em consideração renda mensal e capacidade laboral do beneficiário, como previsto pela cobertura do BPC.

– A eficiência da administração do negócio é um dos principais pilares de atuação da Administradora do Consórcio DPVAT, que, inclusive, já foi atestada pelo próprio Ministério da Economia e pelo Tribunal de Contas da União. De janeiro a outubro deste ano, a Seguradora reduziu suas despesas (custeadas pelo pagamento anual do Seguro DPVAT), em 9,9%, se comparado ao mesmo período do ano passado. De 2017 até hoje, já foram economizados quase R$ 600 milhões nas despesas do Consórcio.

– O trabalho eficiente da administração da Administradora do Consórcio DPVAT também se reflete nos resultados de combate às fraudes contra o Seguro DPVAT. Nos últimos dois anos, o volume de fraudes identificadas foi reduzido em torno de 80%. Somente no ano passado, foram 11.898 fraudes detectadas, com perdas evitadas de cerca de R$ 70 milhões. Hoje, as fraudes representam apenas 2% dos sinistros avisados. Ou seja: 98% dos casos são referentes a sinistros legítimos.

– A determinação do valor do prêmio do Seguro DPVAT é feita, anualmente, pelo Conselho Nacional de Seguros Privados — CNSP, após a realização de estudos técnicos, semelhantes àqueles utilizados em qualquer outro contrato de seguro privado. A eficiência da administração do Consórcio DPVAT e as melhorias na gestão e nos processos refletiram na redução no custo do seguro ao proprietário de veículos nos últimos três anos. A universalidade e abrangência do Seguro DPVAT são possíveis mesmo com custos acessíveis (Automóveis — R$ 16,21 / Caminhões — R$ 16,77 / Ciclomotores — R$19,65/ Ônibus — R$ 37,90 e Motocicletas — R$ 84,58), devido à contribuição anual de mais de 65 milhões de proprietários de veículos.

– A legislação atual permite que qualquer cidadão eleja um procurador para representá-lo. Porém, a Seguradora não estimula ou faz qualquer tipo de pagamento aos intermediários para realização de serviços aos beneficiários. A companhia vem investindo em medidas de simplificação para os pedidos de indenização, facilitando o acesso direto pelo beneficiário e possibilitando o pagamento do Seguro DPVAT no prazo entre 7 e 9 dias úteis, após a entrega da documentação correta e completa — o prazo previsto em lei é de até 30 dias. De janeiro a outubro de 2019, já foram pagas mais de 289 mil indenizações aos beneficiários, número 7,7% superior ao do mesmo período do ano passado, mostrando o aumento da eficiência no processamento, análise e liberação dos pagamentos.

– Em caso de acidente envolvendo um proprietário inadimplente, não há cobertura por força da legislação vigente e de atos normativos expedidos pela própria Susep. O proprietário perde o direito à indenização caso ele seja o condutor do veículo no momento do acidente. Os demais envolvidos, sejam passageiros ou pedestres, permanecem cobertos pelo Seguro DPVAT.

Todos os argumentos apresentados pela Administradora do Consórcio DPVAT foram disponibilizados com o objetivo de informar e esclarecer a importância da manutenção do benefício, assim como os prejuízos que sua extinção pode gerar à sociedade.

Zurich faz aporte de R$ 9,6 milhões para enfrentar pandemia 1119

Projetos contemplam suporte a leitos de UTI, compra de EPIs e distribuição de vale para cestas básicas para mais de 4 mil famílias

A seguradora Zurich, em parceria com Z Zurich Foundation (fundação de caridade financiada por vários membros do Zurich Insurance Group, dedicada a projetos de investimento comunitário) e Zurich Santander, está destinando R$ 9,6 milhões em ações sociais para ajudar no enfrentamento contra a pandemia do coronavírus no Brasil. Do total investido, cerca de R$ 3,5 milhões estão direcionados para a estruturação e funcionamento dos leitos de UTI e de enfermarias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, preparados exclusivamente para atender casos da Covid-19. O novo centro de tratamento começou a funcionar em 27 de março.

“Abraçamos uma causa de efeito imediato para atender e tratar os casos de Covid-19 e deixaremos um legado para o maior complexo hospitalar da América Latina”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich no Brasil. R$ 1,6 milhão deste primeiro lote de investimentos foi canalizado também para a doação de cestas básicas de alimentos e produtos de limpeza para 4.138 famílias durante quatro meses, na cidade de São Paulo. Todas as famílias são assistidas pelas ONGs Somar, Locomotiva, Olga Kos e Hurra!, que já eram apoiadas pela Zurich.

As famílias vão receber um cartão alimentação no valor de R$ 97,50, por mês, que poderá ser usado em supermercados. Esta ação específica está sendo desenvolvida com apoio operacional do grupo Sodexo, encarregado de fazer a impressão e a gestão dos cartões. O Grupo Zurich aprovou, no começo de julho, outros R$ 4,4 milhões em investimentos, a serem direcionados para ajudar o Hospital e Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, de Manaus, a adquirir 1 milhão de EPIs (luvas e aventais descartáveis, máscaras cirúrgicas, óculos de proteção, entre outros itens de segurança) para os 1.500 profissionais de saúde da unidade. Recursos desta segunda rodada de investimentos também serão direcionados para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do programa Unidos Contra a Covid-19, para ampliação da capacidade de testagem da doença no país.

Além disso, a Zurich conduziu uma campanha para arrecadar produtos de higiene pessoal e máscaras respiratórias nº 95 para doação às famílias atendidas pelas ONGs apoiadas pela seguradora. Para cada R$ 1,00 arrecadado, a Z Zurich Foundation doou mais R$1,00. “Com esta iniciativa, nosso objetivo é auxiliar diretamente 25 mil pessoas”, diz Franco.

Além das ONGs Somar, Locomotiva, Olga Kos e Hurra!, o IPPE (Instituto de Pesquisas e Projetos Empreendedores) também será beneficiado pela campanha. A Zurich no Brasil também criou um benefício adicional para colaboradores, de até R$ 20 mil, para custear despesas médicas e hospitalares dos funcionários e suas famílias na necessidade de hospitalização para tratamento para o Covid-19.

#naodemita

Complementando o conjunto de iniciativas, a Zurich aderiu ao Movimento #naodemita. Todas as companhias que se integraram à campanha estão comprometidas com a manutenção dos seus quadros nos próximos dois meses. “Além de reconhecer e auxiliar o profissional no momento em que ele mais precisa, e preservar a renda da sua família, manter o emprego é um meio de evitar um colapso econômico e social”, afirma o CEO da Zurich.

ONG cobra da ANS redução de prazo para exames de Covid-19 1033

Medicinas de Grupo impulsionam mercado de saúde suplementar, indica IESS

O Instituto solicitou que a autorização das operadoras de planos de saúde para a realização dos testes para diagnóstico da Covid-19 seja imediata

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) solicitou para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que o órgão regulador do Governo tome providências para acelerar o processo de autorização, por parte das operadoras de planos de saúde, da realização dos testes indicados para o diagnóstico da Covid-19.

A medida foi tomada após a ONG receber reclamações de consumidores relatando demora na autorização ou negativa injustificada no acesso a testes para a detecção da doença. Segundo nota do Idec, o ideal seria que neste período de pandemia o prazo para a autorização desses exames fosse imediato. “Existe um período ideal para a realização do procedimento. Se o paciente procura o médico no segundo ou terceiro dia de sintomas da doença e o plano de saúde autorizar só depois de três dias úteis, esse período pode ser superior ao ideal para o diagnóstico”, alerta a coordenadora do programa de Saúde do Idec, Ana Carolina Navarrete.

De acordo com o guia de manejo de pacientes de Covid-19 do Ministério da Saúde, o período ideal para a realização do exame RT-PCR, o mais indicado para diagnosticar a presença do vírus no organismo, é entre o quarto e o sexto dia de sintomas. O Idec alega, ainda, que os dados da própria ANS mostram que os problemas com teste de Covid-19 estão em segundo lugar no ranking de reclamações da agência. Em uma análise feita pelo Instituto nos números da ANS revelam que em 90% das queixas dos consumidores era procedentes, ou seja, que a demora ou a negativa eram indevidas.

Tokio Marine incrementa app de transporte internacional 1386

Com leque de funcionalidades ampliado, a solução dispensa a vistoria presencial em caso de avaria de carga.

A Tokio Marine ampliou as funcionalidades do seu aplicativo de avaliação de vistoria de Transporte Internacional. Apresentado ao mercado em 2019, a solução ganha força neste momento de isolamento funcional, pois ela dispensa a vistoria presencial em caso de avaria de carga, o que permite maior agilidade no processo de despacho aduaneiro. Nessa nova etapa, o app disponibiliza a elaboração automática e o envio digital da Carta de Protesto aos transportadores e depositários, em caso de expectativa de danos à carga em portos, aeroportos ou armazéns.
“Saímos na frente no mercado, para oferecer uma solução de tecnologia inédita e exclusiva da Tokio Marine para desburocratizar ainda mais a operação dos nossos segurados. Acreditamos que a tecnologia é uma grande aliada do mercado segurador para simplificar processos e contribuir para a geração de negócios dos nossos parceiros de negócios”, afirma Adilson Lavrador, diretore executivo de Operações, Tecnologia e Sinistros da Tokio Marine.

O novo serviço, disponível por celular ou computador, busca facilitar a elaboração e o envio do protesto, tendo em vista que todos os dados adicionados no aplicativo, para análise do setor de avaliação de liberação de vistoria, são captados no módulo de emissão do protesto, o que acelera a elaboração do documento. A ferramenta permite ainda o controle pela Tokio Marine de toda a questão de protocolo (recebimento e leitura) dos destinatários. Sob responsabilidade do segurado, ficam apenas as orientações fornecidas pelo próprio aplicativo sobre as providências a serem tomadas.
“Além de toda a importância na área operacional, é de extrema relevância frisar que, além de o segurado não ter de despender um valor adicional para usar o serviço, a ferramenta possibilita uma diminuição no seu custo interno, pois o envio, que antes era realizado via Correios, agora é feito de forma digital”, conclui Valdo Alves, diretor de Transportes da Tokio Marine. ​

Como melhorar as vendas de seguro de carro após a pandemia 1104

Saiba o que fazer para melhorar as vendas de seguro de carro e não perder negócios apenas modificando algumas estratégias que já são usadas.

Se antes fazer compras significava sair de casa e enfrentar lojas lotadas, a realidade após o isolamento social tende a se modificar um pouco. As vendas de seguro de carro, por exemplo, depois da pandemia do coronavírus irão enfrentar algumas mudanças.

Como fazer as vendas de seguro de carro após a pandemia
Aos poucos, é possível perceber a reabertura gradual do comércio e um afrouxamento no isolamento social, mas isso não significa que as pessoas sairão de casa como antes e que os cuidados serão esquecidos.

Veja algumas estratégias a adotar para continuar com as vendas.

Cuidar da higienização da loja
Ainda existe uma preocupação com a contaminação, o cuidado de não encostar nas coisas e de entrar em lojas e escritórios que cuidem de limpeza.

Para que as pessoas entrem no ambiente de vendas, será preciso controlar o número de funcionários ou clientes presentes, deixar o local bem ventilado e oferecer espaços para a higienização, como pias e o álcool gel.

Divulgar quais cuidados estão sendo tomados pode ser um fator motivador para que os consumidores mais tradicionais que necessitam fazer contato pessoal queiram ir até a corretora.

Continuar a apostar no ambiente online
Essa já era uma tendência do setor de seguros. As vendas online e informações na internet estavam crescendo nos últimos anos.

Com a pandemia essa situação só se intensificou e quem tinha receio de solicitar cotações de seguro auto online ou fazer a contratação perdeu esse receio por necessidades.

Com os consumidores entendendo que a internet é um ambiente seguro, será preciso continuar a investir nele, com sites especializados, redes sociais e outros canais para manter a comunicação.

Em relação ao relacionamento com o cliente, será preciso responder rápido e ter diferentes canais.

Esse deve ser um ponto de atenção para melhorar as vendas de seguro de carro, uma vez que a concorrência se intensificou. Sairá na frente quem prezar pelo consumidor.

Ir até a casa do cliente
A pandemia fez com que o delivery fosse a estrela do momento, pois, sem poder sair de casa, as pessoas têm recebido o que precisam na porta de suas residências.

Essa facilidade fará com que muitos continuem a fazer compras dessa forma, inclusive de seguro auto.

Para vender, em alguns casos o corretor terá que ir até o cliente, apresentar quais são as opções, esclarecer dúvidas e dessa forma concluir a contratação do produto.

Fazer parcerias
As parcerias serão outro grande impulsionador das vendas. As empresas irão precisar juntar suas forças, para atingir um maior número de clientes.

É interessante se aliar a quem já atua no setor – como montadoras e concessionárias – para que haja uma divulgação em parceria e para que um corretor possa se estabelecer no local.

Dessa forma, será possível fazer vendas conjuntas ou promoções que sejam atrativas para os consumidores.

Com essas estratégias será possível melhorar as vendas de seguro de carro após a pandemia, mas será preciso ficar atento às mudanças do mercado e dos concorrentes para que as estratégias não fiquem ultrapassadas.​

A missão é retomar o planejamento financeiro ainda em 2020 1713

Bruna Norte é gerente de marketing de produto do Porto Seguro Consórcio*

Não resta dúvidas, 2020 ficará conhecido como o ano em que o mundo parou e tudo ficará registrado com riqueza de detalhes nos jornais, conteúdos de redes sociais e futuramente nos livros. E para contar a história de como conseguimos superar as adversidades, todos os setores da economia estão redescobrindo fórmulas, refazendo planejamentos e medidas para colocar na prática um plano “B”, na tentativa de amenizar os impactos. E também com a missão de ajudar os brasileiros, que tiveram suas atividades paralisadas, a reorganizar o planejamento financeiro.
As mudanças na Previdência e os juros baixos com os cortes da Taxa Básica de Juros (Selic), despertaram o interesse de muitas pessoas em tomar conta do próprio futuro. Porém, o atual momento causou uma bagunça nas finanças de todos. Segundo o estudo do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), 76% dos entrevistados acreditam que essa paralização terá efeitos negativos nas finanças.

E já é possível perceber a mudança de comportamento do brasileiro que cada vez mais busca formas de poupar e investir. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), que ouviu mais de 3,3 mil pessoas de todo o país para conhecer os hábitos de poupança e de investimento da população, mostra que, para 31% dos entrevistados, a compra ou a aquisição do imóvel próprio é o principal objetivo de retorno das aplicações financeiras, 11% compra de carro, moto ou caminhão e 7% quer investir no próprio negócio. Cerca de 33% conseguem guardar o dinheiro, número significativamente baixo, mesmo assim é possível visualizar boas oportunidades de negócios neste cenário.

Com o aumento da expectativa de vida e crise previdenciária mundial, o planejamento financeiro está se tornando prioridade no orçamento das pessoas preocupadas com uma vida longa e confortável. O estudo global da Schroders Investor mostra que a Geração Milênio (18-37) é a mais preocupada em poupar para aposentadoria, seguidos pela Geração X (38-50), pós-guerra (51-70) e silenciosa (mais de 71). Além disso, a investigação revela que os jovens acreditam que podem ser convencidos a poupar ainda mais para aposentadoria.

O desafio das marcas agora é como se diferenciar e criar um portfólio de produtos que atendam às necessidades do cliente neste momento e também pós-pandemia. É necessário estar presente no cotidiano, estimular o conhecimento e se aproximar cada vez mais com transparência para mostrar possíveis cenários, um árduo trabalho de consultoria.
Com mais conhecimento e informação o indivíduo tem mais confiança para investir e comprar. É aí que alguns setores fizeram a lição de casa e se destacam mais por meio do conhecimento estimulado. Segundo o “Raio X do Investidor Brasileiro”, em relação ao ano anterior, em 2018, alguns produtos de investimentos se tornaram mais conhecidos entre os brasileiros. A poupança passou de 31% para 90%, seguida da compra e venda de imóveis, com 83%, que subiu cinco posições. A previdência privada também subiu de patamar, chegando a 67%.

Consequentemente, alguns produtos foram impulsionados, por exemplo, o sistema de Consórcio. O setor fechou 2019 com 26,5% de alta nos negócios, superando a casa dos R$ 134 bilhões, dados divulgados pela associação do setor. A expectativa é que o segmento continue crescendo com demandas por financiamentos e performance dos setores de imóvel, construção civil, serviços e sustentabilidade. Outros produtos que se destacaram foram os fundos de investimentos (previdência, crédito, renda fixa e variável).

Este cenário mostra que existe um “mar de oportunidades” no meio dessa ansiedade por conhecimento e planejamento. Mas, para colher os frutos dessas projeções, o relacionamento com o investidor torna-se cada vez mais importante.