Mapfre projeta crescimento moderado da economia global neste ano, com taxa de 3,1% 974

Seguros não-vida seguem com melhor potencial de crescimento

A continuidade da desaceleração da economia mundial em 2019 levou o Serviço de Estudos da Mapfre a projetar um crescimento moderado para este ano, com uma taxa média de 3,1%. No entanto, a pesquisa aponta que graças às políticas monetárias e fiscais pró-ativas implementadas em nível mundial, a economia retomará o caminho ascendente até chegar perto de seu potencial global de 3,4% em 2021.

Segundo o “Panorama Econômico e Setorial 2020” os países emergentes continuarão contribuindo de maneira mais significativa para a atividade global, crescendo em média de 4,5% nos próximos anos. Isso ocorre em virtude de fatores como as condições financeiras mais positivas; uma melhoria nos termos de troca para os países produtores de matérias-primas agrícolas; a recuperação de algumas economias em recessão e a retomada de mercados relevantes que desaceleraram consideravelmente em 2019.

O Brasil é um dos países que recuperou o fôlego e onde é observada uma melhora nas expectativas econômicas. A pesquisa da Mapfre estima um crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) para este ano de 2%, em comparação com os 1,1% estimados para 2019. Isso em razão a um comportamento mais favorável do consumo e do investimento privado, além da reforma previdenciária já aprovada, na qual estima-se uma economia de R﹩ 700 bilhões em 10 anos.

O México é outro país da América Latina com expectativa de retomada econômica em 2020 de cerca de 0,9%. No entanto, economistas do Serviço de Estudos da Mapfre apontam para um risco maior para a nação se não houver avanço nas reformas e medidas econômicas e institucionais.

Por outro lado, nos Estados Unidos, o crescimento esperado é de 1,6% neste ano. Já para a zona do euro, o relatório estima uma evolução de 1% para 2020. Considerando como certa a saída do Reino Unido da União Européia, os riscos de crescimento ficam focados na ausência de reformas que aumentem o nível de atividade econômica, bem como nas tensões orçamentárias e de solvência dos países membros, principalmente da Itália.

Mercado Segurador no Brasil

No Brasil, as melhoras das expectativas econômicas impactaram as perspectivas de crescimento de segmentos Não Vida e de Vida Risco. Neste contexto, a estimativa é que os prêmios dos seguros Não Vida cresçam cerca de 5,1% em termos nominais em 2019 (2,2% em termos reais). Já em 2020, o segmento deve experimentar um incremento de cerca de 7% em termos nominais, o que significa uma aplicação real de 3,1%.

Por outro lado, o controle da inflação permitiu ao Banco Central aplicar uma nova redução nos juros de referência da política monetária (Selic). Nas curvas livres de taxa de juros de risco correspondente a novembro de 2019, o estudo observou que os tipos continuaram caindo, conservando sua inclinação positiva. E este comportamento favorece o desenvolvimento do negócio de seguro de vida.

Em geral, as taxas de juros em todos os vencimentos estão em níveis inferiores aos alcançados em anos anteriores, o que reduz em termos relativos os incentivos ao desenvolvimento dessa linha de negócios de seguros, embora níveis absolutos de taxas continuem permitindo crescimento deste segmento de mercado.

“Apesar da desaceleração econômica verificada nos últimos anos, a economia brasileira já dá sinais de recuperação, com a retomada de investimentos em segmentos estratégicos. Este movimento certamente impactará positivamente o mercado segurador, que tem um grande potencial de crescimento no país”, destaca Fernando Pérez-Serrabona, CEO da companhia no Brasil.

O estudo completo está disponível em espanhol neste link.

Sindicato das Seguradoras do RS cria perfil no Instagram 1780

Rumos do mercado segurador gaúcho pelo @sindseg_rs

O Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (SINDSEGRS) criou perfil na rede social Instagram. “O SINDSEGRS está inaugurando sua página no Instagram para trazer muito mais conteúdo para você, de maneiras mais diversas e muito mais interativas”, destaca a entidade.

Para ver a nova página de comunicação do Sindicato, acesse @sindseg_rs ou clique neste link. O SINDSEGRS também conta com página no facebook, através deste link.

 

Crescimento expressivo do VGBL provoca alta de 11,4% na arrecadação do setor segurador 2256

Modalidade registra alta de 49,7% se comparado ao mês de abril

O efeito VGBL selou o desempenho positivo do setor segurador em maio. Com expansão de 49,7% no mês, o VGBL inverteu de queda para alta a arrecadação, saindo de 21,4% negativos em abril para expansão de 11,4%

O atual presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano
Marcio Coriolano é Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). JRS

em maio. “É forçoso ressaltar que esse crescimento em maio foi devido exclusivamente ao avanço dos planos de acumulação VGBL. Sem este, teria havido recuo de 2,3% na arrecadação global de prêmios, e, ainda assim, esta taxa seria melhor que a registrada no mês antecedente (-21,4%)”, assinalou o Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, em seu editorial da nova edição da Conjuntura CNseg.

Segundo ele, “houve preferência extraordinária do direcionamento de poupanças acumuladas no período de comprometimento de mobilidade da população, ainda mais considerando que, inversamente, o mês de abril foi de perda líquida de receitas do VGBL”.

Nos cinco primeiros meses do ano, a arrecadação totalizou R$ 97,784 bilhões, retraindo-se 5,6% sobre o mesmo período de 2019. O comportamento no ano reflete os impactos da Covid-19 pelo segundo mês de exposição plena à pandemia do novo coronavírus. “Isto ocorre porque, como já viemos demonstrando, o bom desempenho da base de comparação de 2019 foi alavancado por taxas crescentes sistemáticas. Então, a arrecadação setorial de 2020, que se presume comprometida pelos efeitos circunstanciais da Covid-19, será sempre comparada com boa evolução das receitas do ano que passou”, explica Marcio Coriolano.

Para ele, pela ótica de 12 meses móveis, “a melhor medida tendencial, a inclusão do mês de maio – ainda que com o efeito extraordinário de aumento de receitas do VGBL – continua em marcha de desaceleração das taxas, como previsto. A taxa de crescimento no período encerrado em abril, positiva de 10,1%, deu novo mergulho para ainda positivos 6,7%, portanto uma perda de 3,4 pontos percentuais”.

O segmento de Danos e Responsabilidades observou taxa negativa de 5,2%. Marcio Coriolano ressalta que o comportamento dos diversos subsegmentos de seguros foi heterogêneo, o que mostra que a dinâmica da vida social e econômica afetada pelo coronavírus é influenciada de modo diverso pela mobilidade e preferência dos consumidores. O ramo de automóveis, por exemplo, depois de longo período, observou aumento de receitas (2,6%) e a Capitalização retomou a trajetória de alta em maio, de 2,6%, após o recuo 18% de abril.

O Presidente da CNseg destaca também a solvência do setor de seguros, que, com o ingresso de mais R$ 78,7 bilhões de reservas, fez as provisões técnicas atingirem R$ 1,1 trilhão no ano.

CCS-RJ convida Armando Vergilio para Live Connection 1298

Presidente da Fenacor irá falar sobre a Resolução 382/20, da Susep, recadastramento e outros assuntos relevantes para o corretor de seguros

A segunda edição da LIVE CONNECTION, promovida pelo Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) e pela Educa Seguros, terá como convidado o presidente da Fenacor, Armando Vergilio. O encontro virtual será nesta quarta-feira, 15, a partir das 16 horas.

Em pauta a Medida Provisória 905, que altera alguns dispositivos da legislação trabalhista, o recadastramento dos profissionais corretores de seguros e a liminar obtida pela Fenacor na Justiça Federal, que suspende os efeitos de alguns dispositivos da Resolução SUSEP 382/20, que obriga os corretores de seguros informarem, previamente à contratação, a sua remuneração aos clientes, entre outras disposições de regulação do mercado segurador.

“Será oportunidade única para que os nossos associados e os demais corretores possam interagir diretamente com o líder da categoria, em ambiente favorável à troca de informações e conhecimento”, afirma o presidente do Clube, Fabio Izoton. Ele e o diretor Luiz Mario Rutowitsch também estarão na live. Para participar, basta se inscrever pelo link https://bit.ly/live-connection-15-07.

A série LIVE CONNECTION é uma programação especial de aquecimento para o grande evento a ser promovido pela entidade este ano: o CCS-RJ CONNECTION, nos dias 1º e 2 de setembro. Anunciado no início de 2020, o encontro que seria presencial foi reformulado para o formato 100% online e gratuito. As inscrições também já estão abertas e podem ser realizadas em https://connection.ccsrj.com.br/.

Serviço Live Connection – Armando Vergilio

Data: 15 de julho de 2020

Horário: 16h

Inscrições: Clique aqui.

Chubb integra comitê gestor de fórum que pensa futuro do trabalho 1066

Também patrocinado pela seguradora, o fórum irá buscar soluções a partir da sinergia entre pessoas de diferentes gerações

 Nesta quarta-feira, 15, A consultoria Mais Diversidade vai promover evento de lançamento do Fórum Gerações e Futuro do Trabalho. Com o apoio da Chubb Seguros, a iniciativa se propõe a discutir e apresentar soluções para temas relacionados ao mercado de trabalho. Entre os assuntos em pauta estarão a chegada da Geração Z aos quadros das empresas, o processo de transformação digital, novos formatos de atuação, como o home office, além das oportunidades de sinergia geradas pelas visões de mundo de profissionais de diferentes faixas etárias. O CEO da Chubb Brasil, Antonio Trindade, representará a seguradora no encontro virtual.

O lançamento do fórum terá transmissão ao vivo pelo canal da Mais Diversidade, no Youtube. Ao lado de Antonio Trindade, estarão Leila Melo, diretora-executiva do Itaú; Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário, Miguel Setas, presidente da EDP Brasil, e Leandro Camilo, sócio da PwC, além do secretário executivo do Fórum Gerações e Futuro do Trabalho, Ricardo Sales. Nos próximos meses, a consultora que promove os debates irá divulgar a agenda de compromissos, que incluirá temas prioritários e que serão foco das empresas signatárias.

Segundo nota da Chubb, o encontro trata-se da primeira iniciativa brasileira voltada à discussão e busca de soluções para as questões geracionais no ambiente organizacional. Ao lado de Itaú, EDP, Grupo Boticário e PwC, a seguradora participa também do Comitê Gestor que, anualmente, define as estratégias e as prioridades de atuação do Fórum.

A Chubb é a maior seguradora de propriedade e responsabilidade civil (P&C) de capital aberto do mundo. Com operações em 54 países, oferece seguros comerciais e pessoais de property & casualty, acidentes pessoais e saúde complementar, resseguros e seguros de vida a um grupo diversificado de clientes. ​

Susep estuda criação de mercado de títulos de seguros 2651

Com a queda da taxa de juros, esta pode ser uma nova opção de investimento para investidores profissionais e para melhorar a estrutura de custo de captação das seguradoras

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) resolveu ampliar a regulamentação e viabilizar o financiamento por meio de emissão de títulos vinculados a riscos de (res)seguros (ILS – Insurance Linked Securities). Mecanismo comumente adotado em mercados internacionais, o ILS é uma nova alternativa para transferência de riscos de seguros e resseguros.

Nas operações de ILS, a transferência de risco se dá de uma cedente para um ressegurador local de propósito específico (RPE), que financiará a retenção deste risco por meio de emissão de dívida vinculada a riscos de (res)seguros. Este tipo de alternativa para transferência de risco vem ganhando cada vez mais espaço em mercados internacionais.

A Resolução que amplia a regulamentação e viabiliza esta inovação entra em consulta pública a partir de hoje e a sociedade poderá enviar sugestões sobre este avanço, que é mais uma oportunidade para atrair recursos para o país, ampliar as opções do mercado de capitais brasileiro e ainda exportar capacidade de resseguro, trazendo divisas para o país.

A superintendente da Susep explica que entre as vantagens que o ILS trará para o mercado brasileiro está a redução de riscos e custos de captação para as seguradoras. “Isto possibilitará melhores preços para o consumidor, favorecendo o desenvolvimento do mercado brasileiro”, afirma.

Atratividade para o investidor

Sob o ponto de vista do investidor, transparência e segurança estarão garantidas, uma vez que os cedentes que quiserem participar deste tipo de operação deverão ter seus riscos registrados em sistemas de registro homologado pela Susep (SRO). Com o cenário de baixas taxas de juros, como o que estamos vivendo, esta opção de investimento pode representar um novo atrativo para os investidores, sendo uma alternativa para a composição de carteiras.

O diretor técnico da Susep Eduardo Fraga, que está coordenando as análises para a proposta de implementação desta modalidade no Brasil, explica que, como ocorre em outras jurisdições, “este tipo de instrumento deve ser direcionado para investidores profissionais, não sendo adequado para investidores pessoas físicas diretamente, em virtude da possibilidade de perda de parte do principal investido”.

Benefícios para o setor de seguros

Sob o ponto de vista do setor de seguros, o custo de capital desta nova dívida deve ser menor que o custo de financiamento por meio de capital próprio (equity), que é uma das fontes tradicionais de financiamento de resseguradores e seguradores. Adicionalmente, a diminuição de custos nesta operação pode trazer uma redução de custos no seguro direto, feito lá na ponta para o segurado