Cresce o número de beneficiários de Planos Odontológicos no Brasil 286

Nos últimos 10 anos houve progressão acima da taxa de crescimento demográfico brasileiro

A 48ª edição do programa Panorama do Seguro traz a análise dos dados de beneficiários de Planos de Saúde no Brasil, num período de dez anos (2008 a 2018), que mostram que os números passaram de um patamar de 53 milhões para 71 milhões, ou seja, uma progressão acima da taxa de crescimento demográfico do país.

Francisco Galiza, consultor de economia, explica que essa evolução foi assimétrica, pois a ANS separou entre planos odontológicos e assistência médica com a inclusão de odontológicos. Sendo assim, o crescimento real dessa análise foi a de beneficiários de planos odontológicos, que passou de um patamar de 21% para 34%.

Ainda nesse episódio, foi abordada a Carta de Conjuntura do Setor de Seguros, uma publicação mensal divulgada pelo Sindseg SP e pelo Sincor SP, que está disponível no site: https://www.sincor.org.br/wp-content/uploads/2019/12/cartadeconjuntura_outubro.pdf

Confira a entrevista na íntegra: https://www.sindsegsp.org.br/site/sindsegsp-tv-video.aspx?id=78

Apresentado pelo jornalista Paulo Alexandre e pelo consultor de economia Francisco Galiza, o programa Panorama do Seguro conta com convidados especiais e dicas de leitura.

UBS vê Selic a 3% e PIB 2% menor no Brasil em 2020 1542

Projeção de PIB para 2021 também foi revisada para baixo, de 4,9% para 3%

A divulgação dos dados de março, os primeiros que mostram os sinais de desaceleração causados pela pandemia da covid-19 no país, levou o UBS a revisar novamente a projeção para o PIB este ano. O banco suíço espera agora que o a economia tenha contração de 2,0% este ano, de uma alta de 0,5% da última projeção.

“O indicador em tempo real para o PIB do primeiro trimestre já estava fraco antes da disseminação da covid-19 e os números de fevereiro devem apresentar melhora apenas marginal. No entanto, projetamos forte queda das vendas ao varejo, dos serviços e da atividade econômica em geral para março. Dessa forma, o PIB do primeiro trimestre deve rodar a -3,6% na comparação trimestral, contra -1,0% da estimativa anterior”, diz o banco em relatório.

O efeito do primeiro trimestre deve ser carregado pra o segundo trimestre, continuam os economistas do UBS, que esperam uma contração de 20% do PIB nesse período, de 15% da expectativa anterior. Apesar da recuperação esperada a partir do segundo semestre do ano, eles esperam que a economia retome o patamar do fim do ano passado apenas em meados de 2021.

A projeção de PIB para 2021 também foi revisada para baixo, de 4,9% para 3%. “Este cenário pressupõe que formas mais severas de distanciamento social começarão a ser retiradas em maio. Uma estensão dessas medidas, portanto, deve levar a novas revisões das projeções.”

O UBS acredita que os esforços do governo para mitigar os efeitos da crise devem levar o déficit primário do governo a alcançar 5% do PIB este ano, de 0,9% em 2019. Já a previsão para a Selic é que ela encerre o ano em 3%, de 3,25% anteriormente. O banco suíço também prevê que alguma forma de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) seja necessário por parte do BC.

Santander anuncia prorrogação automática de parcelas de crédito 1645

Clientes terão 60 dias de prazo para fazer o pagamento sem acréscimo

Os clientes do Santander Brasil com parcelas de dívidas vencidas e não pagas desde o último dia 16 de março de 2020, ou que tenham prestações a vencer até 15 de maio, poderão ter o prazo para o pagamento automaticamente prorrogado por até 60 dias, sem qualquer acréscimo. Além da carência, o valor das parcelas será mantido inalterado até o final do financiamento, segundo informação divulgada pelo banco.

No mês passado, Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander anunciaram a prorrogação por por até 60 dias dos vencimentos de dívidas para clientes pessoas físicas e micro e pequenas. A medida não vale para cheque especial e cartão de crédito. A renegociação de dívidas foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O conselho facilitou a renegociação de operações de créditos de empresas e de famílias que possuem boa capacidade financeira e são adimplentes. A medida dispensa os bancos de aumentarem o provisionamento (reserva de valor) no caso de repactuação de operações de crédito que sejam realizadas nos próximos seis meses.

De acordo com o Santander, a repactuação automática de dívidas abrange as modalidades de crédito pessoal, unificado e de renegociação, além do crédito direto ao consumidor (CDC) feito na agência. Estas linhas terão os pagamentos prorrogados pelo banco por 30 dias após o primeiro vencimento, e por mais 30 dias após o segundo vencimento (até 16 de maio), totalizando os 60 dias de prazo extra. O banco também avaliará a possibilidade de conceder novas prorrogações ao fim deste período.

Quem estiver com o pagamento de suas parcelas em dia deverá fazer o pedido pelo site www.santander.com.br/cuidar. Neste caso, o cliente receberá um SMS dizendo que o pedido foi recebido e, até a semana seguinte, uma segunda mensagem de texto confirmando a validade da operação. Não é necessário ir à agência ou ligar para a central de atendimento.

Outra iniciativa é que permite parcelar a fatura com data de vencimento a partir de dia 15 de abril, em 24 meses, com 50% de desconto na taxa de juros e possibilidade de carência de até 60 dias até a primeira parcela. As solicitações estarão disponíveis pelos apps Way ou Santander, além do internet banking.

Empresas

A prorrogação de contratos por 60 dias também será automática para as micro e pequenas empresas com parcelas vencidas e não pagas desde o último dia 16 de março, sem qualquer cobrança de tarifa e multa, mantendo o valor e quantidade de parcelas inalterados. A oferta estará válida até 16 de maio de 2020.

Segundo o banco, a partir da próxima semana, as empresas poderão solicitar a prorrogação por 60 dias dos vencimentos de parcelas de financiamentos diretamente no internet banking – até agora, esses pedidos eram feitos por telefone. As empresas contam com a possibilidade de solicitar a postergação por 60 dias das parcelas de Capital de Giro, Renegociação e Crédito Direto ao Consumidor (CDC PJ).

E a partir do próximo dia 9, o banco pretende inciar o financiamento da folha de pagamentos de pequenas e médias por até dois meses, nos moldes do anúncio feito no último dia 27 de março pelo governo federal. A medida ainda precisa ser regulamentada pelo governo.

O crédito será feito diretamente nas contas de cada funcionário, até o valor de dois salários mínimos. As empresas contarão com uma carência de 6 meses para pagar a primeira parcela e 36 meses para quitar o empréstimo, com taxa fixa de 3,75% ao ano. A linha tem o apoio e garantia do Tesouro Nacional, será viabilizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e estará disponível para negócios com faturamento anual de R$ 360 mil até R$ 10 milhões.

Autônomos

No caso dos autônomos e microempreendedores individuais (MEIs), o banco informou que também oferece 60 dias de carência. Da mesma forma, os clientes do Prospera Santander Microfinanças devem fazer a solicitação aos agentes de crédito que os atendem. Os valores das parcelas também serão mantidos inalterados para estes segmentos.

Demais linhas de crédito

No caso do financiamento imobiliário e do crédito com garantia de imóvel, o cliente poderá solicitar, pelo mesmo site (www.santander.com.br/cuidar), uma carência de 60 dias, com a mesma taxa de juros. A condição será válida para os pedidos feitos até 16 de maio de 2020.

Os empréstimos concedidos pela Santander Financiamentos para a compra de veículos, embora não abrangidos pela resolução do CMN, também poderão ter os vencimentos prorrogados, a partir do próximo dia 15. Para bens e serviços, o adiamento estará disponível a partir de maio. As solicitações poderão ser feitas diretamente pelo site www.santanderfinanciamentos.com.br ou pelo aplicativo da financeira.

Covid-19: Fenacor agradece a seguradoras que aderiram a movimento 1594

Seguradoras não aplicaram as cláusulas de exclusão relacionadas à pandemia nos seguros de vida

Na manhã desta sexta-feira, dia 03, a Fenacor publicou um agradecimento a todas as seguradoras que não aplicaram as cláusulas de exclusão relacionadas à pandemia do coronavírus nos seguros de vida.

Até o dia 31 de março, 12 seguradoras já haviam aderido ao movimento, e até o dia de hoje, foram contabilizadas 17 seguradoras envolvidas com o ato de solidariedade.

Aderiram à campanha as empresas: Brasil Seguridade, Caixa, Centauro ON, Chubb, Icatu, Itaú Seguros, Liberty, Mag, Mapfre, MetLife, Mitsui Sumitomo, PASI, Previsul, Prudential, Sura, Unimed Seguros e Zurich Santander.

Confira na íntegra, o agradecimento publicado pela Fenacor:

A Fenacor, mais uma vez, manifesta seu total reconhecimento e agradecimento a todas as empresas, inclusive, agora, algumas seguradoras ligadas a bancos, que se sensibilizaram e aderiram à nossa campanha, afastando a exclusão de pandemias dos contratos de seguros de vida e de pessoas de forma geral. São elas: Brasil Seguridade, Itaú Seguros, Mitsui Sumitomo, Unimed Seguros e Zurich Santander.

É muito importante para toda a sociedade brasileira que todos tenham uma sensibilidade maior neste momento em que a população necessita do nosso amparo e proteção. É, acima de tudo, uma questão de responsabilidade social.

Agora, já são 17 grandes empresas que ouviram nosso apelo e aderiram a esse importante e vital movimento: Brasil Seguridade, Caixa, Centauro ON, Chubb, Icatu, Itaú Seguros, Liberty, Mag, Mapfre, MetLife, Mitsui Sumitomo, PASI, Previsul, Prudential, Sura, Unimed Seguros e Zurich Santander.

Essa elogiável iniciativa e decisão comprova que o nosso setor está pronto para garantir a proteção de todos.

Nesse contexto, a Fenacor conclama as seguradoras que ainda não se posicionaram a assumirem, se possível, esse mesmo compromisso, o quanto antes.

Pois, neste momento, nada vale mais do que a vida, a tranquilidade, a segurança e o bem estar da população do nosso país.

Sigamos, portanto, o mantra: responsabilidade, cooperatividade e solidariedade!

Dell amplia descontos para corretores de seguros associados 1600

Parceria com o Sincor-SP, possibilita descontos em compras realizadas até o fim de abril

Através da parceria com o Sincor-SP, a Dell ampliou os descontos em eletrônicos e acessórios para os corretores de seguros associados até o final do mês de abril.

Na compra de acessórios, periféricos e monitores, os descontos vão de R$ 20 a R$ 100. Já nas compras acima de R$ 2.499, a redução pode ser de até R$ 450.

Para aproveitar a oportunidade, os associados ao sindicato, devem consultar o código de acesso através da área restrita do Portal Sincor-SP, exclusivo aos corretores de seguros associados.

Como comprar:

– Acesse o site e escolha o produto desejado;

– Adicione ao carrinho e siga a compra normalmente;

– Aplique o código do cupom no campo “descontos e cupons”;

– Confira o valor atualizado e finalize sua compra.

Brasil entra em campo, mesmo sem treino para essa guerra 1613

“Nós que atuamos no setor de seguros somos preparados para atuar justamente nas adversidades”

No Brasil, crescemos acostumados a dizer que este é um país abençoado por Deus e aqui estamos imunes a fenômenos da natureza como furacões, vulcões, nevascas, tsunamis, tampouco vivenciamos situações de conflitos como guerras. Assim, até hoje víamos com um distanciamento situações de emergência ou conflitos que são comuns a outros países, e que davam a essas populações um certo preparo para esse enfrentamento.

Não tivemos tempo de treino, o coronavírus encurtou as distâncias, rompeu fronteiras e nos deixou lado a lado com os outros países, exigindo da população brasileira o enfrentamento à guerra.

Nós que atuamos no setor de seguros somos preparados para atuar justamente nas adversidades. Mas, mesmo com todos os conhecimentos e experiências em sinistros e situações críticas, também estamos sendo surpreendidos com esta epidemia.

O coronavírus surgiu do outro lado do planeta, e corre em progressão geométrica atingindo populações inteiras. Em menos de três meses, esse vírus mudou o padrão do mundo e está sendo considerado o mais importante desafio global desde a 2ª Guerra Mundial.

No Brasil, assim como em outros países, está mudando rotinas, comportamentos e ações, quer seja das pessoas, empresas e poder público. Aos poucos vamos vendo a paralisação da economia, adiamento de eventos, cancelamento de contratos… Áreas como a de turismo, pequenos comércios, prestadores de serviços autônomos, tendo perdas inestimáveis. Uma paralisação atinge outra, uma sequência de perdas afetando direta e drasticamente a receita de pessoas e empresas em geral.

A nós, favorece a experiência já vivida em outros continentes. Como a epidemia chegou aqui posteriormente, pudemos ir tomando providências e nos preparando antes de sermos acometidos, diferente desses primeiros locais, que foram pegos abruptamente. Podemos não ter o treino para esta guerra, mas não podemos ter a desculpa que não tivemos os devidos avisos do que estava por acontecer.

Tenho confiança de que mesmo sem o treino anterior a sociedade brasileira está demonstrando disposição e consciência, que é o principal, para o devido enfrentamento e para a superação.

Nesse contexto e diante de tantas perdas, as atenções recaem às coberturas securitárias, sabidamente o melhor instrumento garantidor de perdas. Todavia, a capacidade de financiamento disso tudo por parte das companhias seguradoras tem um limite.

Por isso, as companhias de um modo geral e pelo mundo excluem ou interrompem as coberturas quando se deparam com fenômenos da natureza, guerras, ou pandemias propriamente ditas. E aí vem o questionamento: a sociedade, que nesse momento tanto precisa desse instrumento reparador, poderá se ver diante da falta do seguro?

Acredito firmemente na capacidade das seguradoras brasileiras e na sua disposição e inteligência para se fazerem presentes neste momento, seja lá como for e dentro das possibilidades. Lembramos então do sábio ditado que diz que se aprende pelo amor ou pela dor. Esses fatos farão com que a sociedade tenha mais uma demonstração do quanto o seguro é importante em suas vidas, e, infelizmente, nesse momento pela dor, pelas perdas, que esta situação traz a todos.

Aqueles que já têm o seguro como parte do seu dia a dia certamente terão o conforto da mitigação de algumas perdas, mas infelizmente esta situação não será vivida pela maioria, ainda sem o hábito da contratação de seguros.

Os ensinamentos assim serão para todos: a sociedade vivendo uma situação inusitada será colocada à prova para superá-la, a economia brasileira mais uma vez terá que dar demonstração de força e superação, as companhias seguradoras terão que se adaptar a este momento, especialmente fazendo uso de muita sensibilidade para com os segurados, e os corretores de seguros, cumprindo com seu papel de agentes do bem-estar social, mais uma vez estarão presentes junto à sociedade, amparando, colaborando e ajudando em tudo o que for preciso.

Essa união de esforços, somada a esse rápido aprendizado de todos fará com que a sociedade brasileira saia vencedora disso tudo. E mais solidária, com o sentido preventivo apurado e com uma nova visão de futuro, pois certamente o que e como vivemos até hoje não será igual daqui para frente.

Por Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP