A reforma da operação de resseguro proposta pelo governo 905

Custos da saúde não podem ser balizados pela inflação, afirma IESS

Confira as mudanças propostas pelo governo para o contrato de resseguro, e as consequências que podem ocorrer no mercado das seguradoras

No apagar das luzes de 2019, a Superintendência de Seguros Privados – SUSEP publicou o Edital de Consulta Pública nº 12/19, dando conta da minuta de resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, por meio da qual se pretende equiparar as entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) e operadoras de planos de assistência à saúde (OPS) ao que a legislação denomina “cedentes”, autorizando-as, assim, à contratação direta de resseguro.

A pretendida resolução também trata das entidades abertas de previdência complementar (EAPC). Contudo, em vez de equipará-las às “cedentes”, ela as equipara às “seguradoras”, “desde que atendam às condições impostas a estas” pelo próprio CNSP. Mas por que razão a minuta não equipara também as EFPC e as OPS às “seguradoras”, optando pelo emprego da palavra “cedentes”?

Isso talvez decorra do entendimento de que, à luz do Decreto-Lei 73/1966 e da Lei Complementar 126/2007, o CNSP não tem competência para regulamentar as EFPC e as OPS, e a SUSEP não tem competência para fiscalizá-las. Daí embutir a minuta de resolução a ideia de que o CNSP estaria regulamentando e a SUSEP passaria a fiscalizar apenas as “operações de resseguro” que as EFPC e as OPS viriam a realizar, na crença de que estas operações se qualificariam como autênticas operações de resseguro, logo sujeitas à atuação regulamentar do CNSP e fiscalizatória da SUSEP.

A Lei Complementar 126/2007 conceitua como “cedente”, literalmente, “a sociedade seguradora que contrata operação de resseguro”. Ou seja, ao equiparar as EFPC e as OPS a “cedentes”, para fins de resseguro, a projetada resolução não faz senão equipará-las, por decorrência legal, às seguradoras. Ela, contudo, assim o faz sem estabelecer que as EFPC e as OPS tenham de “atender às condições impostas” às seguradoras pelo CNSP, como seria necessário e como foi imposto às EAPC para poderem contratar resseguro, expressamente deixando-as imunes a inspeções in loco e exigências fiscalizatórias por parte da SUSEP.

Para isto, propõe que seja alterada a redação do art. 44 da Resolução CNSP 168/2007, substituindo “cedentes” pela referência apenas às entidades supervisionadas pela SUSEP, isto é, pela menção das seguradoras, EAPC e resseguradoras locais. Todavia, ao propor esta alteração, o que a minuta faz é confirmar que a regulamentação do setor, coerentemente com a definição restrita que a Lei Complementar 126/2007 emprestou à palavra “cedente”, sempre compreendida, para fins de resseguro, como sinônimo de “sociedade seguradora”.

Essas manobras, no final das contas, são indicativas de que as EFPC e as OPS, diferentemente das sociedades cooperativas autorizadas a operarem em seguros privados e das EAPC, não estruturam suas operações do mesmo modo que as sociedades seguradoras.

O contrato de resseguro pressupõe, sempre, num dos polos da relação, a presença uma empresa com características específicas – a empresa de seguros. Uma empresa que, como referido, só é capaz de funcionar a partir da gestão de uma massa de contratos de seguro, o que faz através do emprego de uma técnica que lhe é peculiar. Qualquer outro tipo de empresa, que não se estruture e opere tal como uma seguradora e não atenda aos diversos mecanismos e limites impostos por lei e pela natureza da operação não se verá em condições de comercializar seguros.

Por esta ordem de razões, no cenário atual, sendo diversa a estrutura técnica, operacional e financeira com que são operados os planos de aposentadoria e saúde, parece impróprio falar em resseguro para EFPC, como pretendeu o art. 11 da Lei Complementar 109/2001, e para OPS, como pretendeu o art. 35-M da Lei 9.956/1998.

Nessa ordem de ideias, poder-se-ia argumentar que só é possível falar em resseguro quando o ressegurado é uma empresa de seguros, de maneira que, caso venha a ser celebrado com um ressegurador um contrato para a garantia do risco das EFPC ou das OPS, esse contrato, mesmo denominado de “contrato de resseguro”, na realidade não corresponderá a um autêntico negócio de resseguro. Tratar-se-á, eventualmente, de um contrato de seguro, ou de alguma outra garantia contratual típica ou atípica, que com o contrato de resseguro, entretanto, não poderá ser confundida.

Nesses termos, à medida que os resseguradores em atuação no Brasil, por força de lei, não podem exercer outra atividade senão a realização de operações de resseguro, pode-se questionar, no contexto legal e regulamentar atual, a possibilidade de garantirem, mesmo que apenas a título de stop loss, as EFPC, ao menos no tocante a seus planos de aposentadoria, ou com OPS. Caso, no entanto, as EFPC e as OPS passem a observar os mesmos requisitos técnicos, financeiros e operacionais a que estão sujeitas as EAPC e as sociedades seguradoras, pode-se aventar, em linha de princípio, a possibilidade de serem com elas ajustadas operações de resseguro.

Uma vez, no entanto, que o CNSP e a SUSEP não têm competência para regulamentar e fiscalizar as EFPC, as OPS e suas respectivas operações, seria talvez oportuno fosse discutido com as entidades que têm essa competência a edição de atos normativos conjuntos, fixando exigências mínimas a serem atendidas pelas EFPC e OPS, a fim de que, superada a controvérsia acerca da legalidade e constitucionalidade da resolução, possam ter acesso ao mercado ressegurador. Sozinha, parece carecer de sentido a última minuta de resolução do CNSP sobre o assunto.

* Artigo de Paulo Luiz de Toledo Piza e Gustavo Palheiro Mendes de Almeida

Excelência em sinistros – a importância da agilidade no atendimento 860

Seguradoras estão se ajustando a rapidez do mundo contemporâneo e buscam resolver um sinistro no menor tempo possível

No mercado de seguros, sinistro refere-se a qualquer evento em que o bem segurado sofre um acidente ou prejuízo material, representando a materialização do ‘produto vendido’, o que impacta nos resultados das seguradoras. Já para alguns executivos do setor, o sinistro é a ‘materialização da venda de uma promessa’.

O fato é que quando ocorre um sinistro, o segurado precisa ser indenizado da forma mais rápida possível. Pela lei, as seguradoras têm um prazo de 30 dias para se posicionar sobre um pedido de indenização, a partir da entrega dos documentos necessários para a análise.

Porém, 30 dias é um prazo em que muita coisa pode acontecer. E dependendo da situação, o segurado talvez realmente não possa esperar tudo isso. Graças a tecnologia, o mundo ficou mais dinâmico, diminuindo distâncias e amplificando o volume de contatos.

Para se ter uma ideia, em apenas 24 horas, 30 bilhões de mensagens são trocadas no WhatsApp; 3,5 bilhões de pesquisas são realizadas no Google; um bilhão de horas de vídeo são assistidas no YouTube; a maior loja virtual do mundo, a Amazon, vende R$ 938 milhões; 500 milhões de tweets são postados no Twitter; 73 milhões de downloads são realizados na AppStore; e três milhões de corridas são realizadas pelo Uber.

Como pode-se perceber, se muita coisa acontece em apenas um dia, como esperar 30 para receber o valor da reparação de um dano? O mundo evoluiu, como um todo, e o mercado de seguros também. Apesar de ainda ser ‘lei’, de maneira geral, o mercado segurador busca trabalhar com um prazo reduzido para a indenização dos sinistros.

Hoje as seguradoras buscam resolver um sinistro no menor prazo possível. E para que isso aconteça, investe-se cada vez mais em coisas que façam a diferença, como ter uma equipe dedicada para o atendimento (seja interna ou terceirizada); padrões de atendimento pré-estabelecidos para os diferentes tipos de ocorrência; simplificação da documentação necessária para análise; e claro, sistemas integrados de gestão do processo.

Não por acaso, já é possível fazer regulação de sinistros em questão de minutos. Alguns, especialmente aqueles sem complexidade, chegam a ser pagos em questão de horas. Aqui na Argo Seguros, por exemplo, atualmente contamos com um sistema que permite o aviso online do sinistro, diminuindo muito o tempo para que tudo se resolva no menor prazo possível e para que o segurado tenha a melhor experiência em sua relação com a seguradora. Os tempos mudaram, literalmente!

* Por Rafael Fragnan, diretor de Sinistros na Argo Seguros

A importância das feiras de tecnologia para a evolução do seu negócio 1037

Artigo é do Fundador do Portal ERP, organizador do ERP Summit


Os eventos de tecnologia estão, a cada dia, formando novas concepções relacionadas ao futuro de um setor que está em constante atualização. Desse modo, é preciso estar atento a importância desses eventos para conseguir aproveitar o que há de melhor e aperfeiçoar a gestão do seu negócio.

Sempre que nos permitimos avaliar que já estamos bem informados e que já conseguimos acumular todo o conhecimento necessário para se destacar em nosso setor de atuação, surge um novo evento, com uma nova proposta e um novo recorte temático que geram novas questões e aprimoram seus participantes com novas percepções. Aliás, a palavra “novo”, aqui usada por diversas vezes, tem como objetivo reforçar uma das principais características das feiras de tecnologia da atualidade.

Mas afinal, por que dentro de um universo de tantas possibilidades, feiras de software com foco em tecnologia resultam em um cenário tão fértil para o mercado? Para se ter uma ideia palpável, um recorte dos últimos 20 anos no Brasil, dá conta de que mais de 84 milhões de compradores participaram de feiras de negócios realizadas no país.

Em dezembro de 2019, a União Brasileira dos Promotores de Feiras (UBRAFE), divulgou dados de uma pesquisa encomendada em parceria com o Instituto NewSense. A análise sobre o “Impacto e Resultado dos Eventos com Foco em Geração de Negócios no Estado de São Paulo”, revelou que o volume anual de negócios gerados por esses eventos representa R$ 305 bilhões para a economia do Brasil, considerando os resultados para as empresas expositoras. Esse resultado equivale a 4,6% do PIB Nacional, com um detalhe: são valores gerados em eventos de negócios realizados apenas no estado de São Paulo.

Sendo assim, não é exagero dizer, que nos últimos anos, as empresas passaram por um grande “boom tecnológico” e acabaram se deparando com infinitas soluções que prometem ser a resposta perfeita para resolver problemas que, até aquele momento, os gestores nem sabiam que precisavam sanar.

Participar de encontros como esses, é a maneira mais rápida de ter acesso e transmitir conhecimento ao mesmo tempo. São nesses locais, que tanto expositores quanto visitantes, podem aprimorar sua visão em relação a um determinado mercado, pois é lá que todos os mercados se encontram.

É isso que bons eventos fazem por sua empresa: eles conectam, agregam e expandem relações para novos horizontes que podem ajudar a alcançar um caminho de sucesso.

A partir desse ponto de vista, não é de se estranhar que as feiras de tecnologia espalhadas por todo o país, ganharam uma relevância muito maior, pois, para saber o que você precisa ter, é necessário conhecer quais são as possibilidades disponíveis. E é justamente essa, a finalidade das feiras de gestão: revelar ao seu público todo o potencial de soluções que já estão prontas para serem utilizadas, além de despertar o interesse para o que o futuro ainda pode revelar.

O seguro de vida deveria estar na sua resolução de ano novo 1312

Artigo é do Diretor na Bradesco Vida e Previdência, Bernardo Castello

Pesquisa da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, mostra que aproximadamente 45% das pessoas nos Estados Unidos fazem resoluções de ano novo. No contrapeso, o estudo também constata que apenas 8% delas atingem as metas planejadas. Não há uma pesquisa correspondente à população brasileira, mas certamente a porcentagem de pessoas por aqui que elaboram suas listas de objetivos é grande e a falta de concretização igualmente frustrante. Planejar é fundamental para a conquista daquilo que almejamos, em todos as esferas da nossa vida. Mas, além do planejamento, é preciso escolhermos bem nossas reais prioridades e traçarmos o caminho para alcançá-las em curto, médio e longo prazo. Pensando nisso, você já parou para pensar que o Seguro de Vida deveria estar na sua resolução de ano novo? Ainda pouco disseminado no Brasil, ele pode ser uma importante estratégia para ajudá-lo na proteção de quem mais importa e possui uma série de benefícios pouco disseminados e que podem estar diretamente alinhados com sua lista de desejos.

A tradição de resoluções de ano novo atravessa o tempo. O que fazemos atualmente é uma releitura iniciada pelos antigos babilônios que realizavam promessas aos deuses no início de cada ano. Era uma prática comum em Roma e ganhou derivações religiosas no início do Cristianismo e do Judaísmo, na procura de objetivos anuais que proporcionassem a melhora de si mesmos. Hoje o costume é praticado no mundo todo. No Brasil, entre os itens mais populares das listas estão a realização de cursos, viagens, casamento, gravidez e mudança de imóvel. De fato, cada pessoa é única e suas necessidades e sonhos também. Mas há algo comum a todos: a necessidade de proteção. Como está o nosso planejamento para o ano em termos de proteções?

A vida é uma jornada com várias fases que se apresentam com necessidades bem distintas, mas que são convergentes quando falamos em proteção. Quem se planeja, protege “o dia seguinte” de tudo que realmente importa. E é exatamente nesse ponto que o Seguro de Vida se torna essencial no presente em uma construção estruturada para termos a tranquilidade de um futuro seguro. Ele nos auxilia a concretizar nossos planos, viajar com segurança, preservar nossa família, garantir os estudos dos nossos filhos e dependentes, além de desenvolver negócios com mais confiança. Gosto de pensar no Seguro de Vida como um amparo para prosseguir o dia a dia sem o peso do medo e da ansiedade sobre o que pode acontecer em situações emergenciais.

Incluir o Seguro de Vida na resolução de ano novo é parte do movimento da educação financeira que desejamos para a nossa sociedade. No mundo ideal, ele se enquadra no orçamento familiar, assim como as contas do telefone celular e da energia elétrica. Uma prática já muito comum em outros países, com um campo enorme de expansão no Brasil e que tem uma série de coberturas e benefícios com impacto significativo na lista de prioridades da população.

Para àqueles que já contrataram o Seguro de Vida, o começo do ano pode ser utilizado para uma revisão da apólice, com suas coberturas e assistências. É o momento de reavaliar o seu momento de vida e repensar se tudo o que está contratado, de fato, é necessário e realocar necessidades de acordo com a fase da vida.

Que em 2020 estejamos prontos para vivermos um ano incrível de desafios e conquistas. E que as nossas listas de objetivos pessoais estejam recheadas de itens que brilhem os nossos olhos, mas que acima de tudo nós, nossos entes amados e nossos sonhos estejam protegidos.

Artigo: Respeito não envelhece 4279

Celso Ricardo Mendes é Diretor de Operações da Sompo Seguros

O aumento da longevidade está trazendo uma série de oportunidades e desafios para a nossa sociedade. Enquanto podemos nos beneficiar do convívio com nossos entes queridos por mais tempo e também compartilhar vivências e conhecimentos com colegas mais experientes sob diversos aspectos, a maior expectativa de vida também trouxe reflexos em nossa organização financeira e social. Um caso emblemático é o da previdência.

Recém-expostos à reforma da previdência que alterou substancialmente a expectativa futura de muitos trabalhadores, seja quanto ao período de nossa vida que esperávamos dedicar ao trabalho como também no próprio valor do benefício na aposentadoria, pensar a longo prazo e não delegar integralmente nosso futuro aos comandos de outras pessoas tornou-se essencial.

Se no aspecto de planejamento da aposentadoria nossa maior longevidade pode ter trazido um gosto amargo para muitos, é esperado neste contexto um convívio mais frequente entre gerações distintas no mercado de trabalho. Estudos apontam que, atualmente, estão no mercado de trabalho profissionais de quatro gerações, que convivem diariamente e dividem responsabilidades nas organizações. A tendência é que o quadro das empresas apresente maior dispersão nas faixas etárias. Hoje ainda é comum observar maior concentração na faixa dos 30 anos.

Esta diversidade deve contribuir para que internamente as empresas consigam refletir melhor o próprio envelhecimento da população e possam, por meio de uma maior pluralidade de visões, entender o que este movimento representa em suas demandas de produtos e serviços. No Brasil, essas transformações são particularmente percebidas. Um exemplo é que, enquanto a França levou 145 anos para que sua população idosa dobrasse de tamanho, de 10% para 20%, o nosso país deve observar movimento semelhante em apenas 19 anos, entre 2010 e 2029.

Iniciativas para a inserção dos mais jovens, como os aprendizes, estagiários e trainees; não estão mais sozinhas. A inclusão de profissionais mais experientes também virou pauta dos RHs. Convivendo por alguns anos com algumas iniciativas isoladas, agora observamos a disseminação de práticas como o estágio para os veteranos.

Hoje em dia já se noticia a maior incidência da longevidade para além dos 100 anos. Com isso, é de se imaginar que, cada vez mais, vai cair em desuso chamar uma pessoa com 60 e poucos anos de idosa, apesar da referência da idade de aposentadoria da previdência pública e também da Organização Mundial da Saúde (OMS) de considerar um indivíduo idoso a partir de 60 anos.

Já que confiar nosso futuro a outrem é imprudente, então nos cabe tomar as rédeas de nossa empregabilidade. Para quem tem a perspectiva de trabalhar por quatro décadas ou mais, é bem possível que esse tempo exija o desenvolvimento de diferentes habilidades e a atuação em atividades, às vezes, distintas. Estar disposto a buscar novos conhecimentos e ter uma visão flexível de carreira serão atributos fundamentais para vencermos o desafio das mudanças de demanda de trabalho da sociedade.

Na Sompo Seguros iniciamos discussões sobre este tema de forma “institucionalizada” em 2018. Definimos que um dos pilares de atuação da recém-criada Comissão de Diversidade seria Gerações. Como tutor, vivenciei junto com meus colegas de grupo o desafio de compreender as questões do tema sob a premissa de pensarmos nas aflições, expectativas e anseios de profissionais de todas as gerações.

Dar voz aos jovens e aos experientes sob a mediação de uma psicóloga com bagagem no tema Gerações foi o objetivo de um bate-papo organizado pela Comissão. O jovem traz sua abordagem questionadora dos paradigmas, enquanto os já veteranos trazem a vivência de quem já sabe, por experiência própria, que as mudanças fazem parte da vida.

A mensagem final do encontro foi de que o Respeito é o alicerce sob o qual deve ser mediado qualquer debate para se encontrar entre visões diferentes, fatores de confluência para objetivos comuns entre colegas de gerações distintas. Também é sob o respeito que deve se pautar o convívio entre as pessoas, sejam de diferentes gerações ou de qualquer outra particularidade.

Aproveitando o ensejo da reforma da previdência, também foi organizada uma palestra em que foram apresentadas as mudanças da previdência social, bem como as características da previdência complementar. Essa iniciativa teve como objetivo lançar luz e tirar dúvidas sobre temas que podem afetar o planejamento financeiro e a perspectiva de uma melhor qualidade de vida durante a aposentadoria.

Finalizamos a sequência de ações com um concurso que deu a oportunidade aos colaboradores de demonstrarem por meio de uma foto referências que espelham sua geração. Cenários, objetos e experiências traduzem o quanto nossa vida vai mudando ao longo de algumas décadas.

Caso você, que lê esse artigo, se imagina com dificuldades em se adaptar, basta olhar para seu lado em sua própria casa e ver como sua vida está diferente. As descobertas tecnológicas e as transformações sociais fazem com que hoje tenhamos que nos adaptar às mudanças em uma velocidade que jamais foi exigida de nossos antepassados. Com isso, descobrimos que o ser humano é mais flexível do que se pensa! E consegue se aventurar, desbravar diferentes esferas do conhecimento e viver “diversas vidas numa só”. Acredite e desfrute de sua longevidade da melhor maneira possível!

Assistência 24h à base de dados: o que o futuro nos reserva? 915

Assistência 24h à base de dados: o que o futuro nos reserva?

Confira artigo de Alan Leal, diretor de Underwriting da Allianz Partners

Há alguns anos a vantagem competitiva no segmento de Assistência 24h era estabelecida a partir de informações restritas. A visão do nosso universo era apartada do todo e trabalhada em silos. Algo que se tornou um passado distante, principalmente quando o motor que dita o ritmo dos contratos, dos atendimentos e do relacionamento passou a ser o comportamento dos clientes e os dados por eles gerados. Definitivamente, nos próximos anos os negócios e, consequentemente, as disrupções, serão pautados nas necessidades presentes no ecossistema que o público está inserido e, não há dúvidas, que ele será tão desafiador quanto o presente.

Já partimos do pressuposto de que resultados, custos, análise de mercado e tendências, assim como agilidade e transparência no reporte de informações são as grandes chaves para atingirmos a satisfação daqueles que utilizam nossos serviços, sejam eles B2B ou B2C. E a crescente demanda por dados, capazes de identificar preferências, hábitos de consumo, volume de utilização e até a aceitação das gerações, é uma realidade sem volta.

Neste meio, um grande desafio se apresenta: é preciso que o Business Intelligence (BI) tenha à disposição a unificação dos dados apresentados. Como os diferentes segmentos com que se relaciona não contam de um modelo a seguir, o trabalho de captar, estruturar, gerar informações analíticas e, por fim, identificar conclusões significativas apresenta muitas oportunidades de melhorias, principalmente por ser crucial no apoio à gestão efetiva do negócio com diagnósticos claros e importantes na tomada de decisão.

Por isso que a mudança de mindset de todos os envolvidos nesse processo é evidente. Mais do que nunca precisamos ouvir para oferecer o melhor serviço, a melhor experiência a todos os públicos com os quais mantemos contato e, também, para obtermos a compreensão de quais rumos tomar a cada salto tecnológico ou disrupção que a sociedade prover. Não estamos sozinhos nesse processo e o Big Data está aí para não nos deixar titubear tanto no pré quanto no pós-venda. O cenário atual e futuro nos chama à adaptação de práticas e à diferenciação e permanecer inerte não é uma opção.

Fato que pode ser comprovado pelo interesse constante em entender como devemos atuar no atendimento das variadas gerações. Muito embora caminhemos para a automatização dos processos com a oferta de chatbots e voicebots para a solução de demandas de assistência a automóveis e residência, ainda observamos com cuidado a relevância de canais humanizados e capazes de corresponder às expectativas de um amplo número de pessoas. As interações e preferências que evidenciamos, seja em uma jornada tradicional ou digital, norteia nossos passos à reinvenção da forma que aplicamos o nosso propósito e  garantimos tranquilidade ao dia a dia das pessoas. Quebrar barreiras está sendo a palavra de ordem e é, justamente, o que favorece a atuação em todas as pontas, inclusive no que tange a realização de consultorias pontuais.

Dizer exatamente quais caminhos o segmento percorrerá não é uma questão apenas de matemática. A análise de informações nos leva também, à uma conexão mais profunda com os consumidores, fidelizando a nossa marca e aquelas que representamos, tendo a certeza de que o contentamento é verídico e que existem inúmeras formas de realizar a entrega de produtos e serviços com excelência. O futuro nos reserva incertezas? Não, ele nos reserva oportunidades!

*Alan Leal é diretor de Underwriting da Allianz Partners.