Qual o novo papel do corretor de seguros? 1524

Tema foi abordado em encontro promovido pela ENS, em São Paulo

Que o papel dos corretores de seguros está mudando é um fato. Diante do atual cenário regulatório do setor, é preciso se reinventar e se atualizar para acompanhar todas as mudanças. Foi pensando nisso que a Escola de Negócios e Seguros (ENS) recebeu, nesta terça-feira (05), em São Paulo, Renato Gonçalves, sócio-diretor da Movida Consultoria e Corretagem de Seguros, para uma palestra sobre O novo papel do corretor de seguro.

O evento reuniu mais de 100 pessoas e contou também com um painel sobre O crescimento do mercado de seguros e os papéis das entidades representativas do segmento, como a Susep e Ibracor, com Ildelbrando Neres, sócio diretor da Neres Corretora de Seguros; Giuseppe Calabro, sócio do Valor Global Consultoria e Corretagem de Seguros; e André Rezende, sócio na WinSeg Consultoria. Na abertura, Maria Helena Monteiro, Diretora de Ensino Técnico da ENS, explicou que a ideia foi realizar um bate-papo mostrando quais as oportunidades desse mercado. “Estamos vivendo um importante momento na profissão e temos um mar de possibilidades para explorar. Por isso, reunimos profissionais qualificados para discutir sobre o tema”, explica.

Para Renato Gonçalves, o novo momento dos corretores de seguros pede que o profissional atue como empreendedor: “Visualizando todas as oportunidades, ameaças e fraquezas que o mercado nos oferece para entregar uma experiência muito mais efetiva e completa para o cliente”. Segundo o especialista, é muito importante que os corretores de seguro se mantenham atualizados. “Hoje existem inúmeros cursos de capacitação que trazem temas atuais e esse é um ponto primordial para se diferenciar no mercado”, conta Renato.

Ildelbrando Nerres apresentou números que mostram que a receita de produtos de acumulação (prev+vgbl) cresceu 16% de 2018 para 2019. “Contra números não há fatos, isso mostra claramente o quanto esse mercado é favorável e pode crescer”, explica. Quando questionado se a profissão do corretor de seguros irá acabar, Giuseppe Calabro explicou que enquanto o cliente entender que o corretor é relevante no processo, a profissão não irá acabar: “Nós precisamos conhecer aquilo que estamos fazendo e mostrar qual a responsabilidade do corretor de seguros frente aos clientes. Por isso, é muito importante nos dedicarmos no atendimento e oferecermos coisas novas para efeito do seguro”.

André Rezende trouxe para discussão a chegada da transformação digital no setor. “Ao longo dos últimos três anos tenho acompanhado alguns eventos sobre insurtechs e poucos trazem soluções pensadas no corretor. Mas, eu não acredito que isso levará ao fim da profissão. Nós, corretores de seguros, temos que implementar essas novas tecnologias no dia a dia para otimizar tempo e anular processos morosos. Temos que assumir um papel muito mais humanizado no atendimento para entregar a melhor solução para o cliente”, explica.

Como convidado especial o evento recebeu também Marcos Abarca, primeiro secretário do Sincor SP, que explicou que mercado vive um momento inquietude. Segundo ele, politicamente, as entidades representativas dos corretores de seguros estão trabalhando em prol da categoria principalmente para garantir diretos e consolidar a posição mercado. “Os Sindicatos de todo Brasil, o Ibracor e a Escola trabalham de mãos dadas. Tem muita gente se perguntando o que deve fazer, onde deve buscar formação profissional ou fazer o registro. Mas coisas não mudaram, a Susep só delegou ao Ibracor o poder de dar continuidade ao trabalho de habilitação e registros. Mas isso não significa que as entidades estão trabalhando de forma separada”, explica Abarca.

Atuária Brasil recebe dois novos sócios 3395

Danielle Wilk e Vinicius Rymsza integram o quadro societário ao lado de Eder Oliveira e Luiz Ernesto Both

Referência para os setores em que atua, a Atuária Brasil anunciou que está recebendo dois novos sócios. A atuária Danielle Wilk e o administrador Vinicius Rymsza passam a integrar o quadro societário ao lado de Eder Oliveira e Luiz Ernesto Both.

Eder Oliveira

Eder Oliveira ressalta que tanto eles quanto os colaboradores estão otimistas e vibrantes com a soma de talentos. “Ambos já eram amigos antigos, profissionais de alguns anos de atuação junto ao mercado de seguros e previdência, reconhecidos pelo trabalho sério, dedicado e profissional que sempre entregaram por onde passaram e, frente a parceria efetivada em alguns trabalhos realizados em conjunto, surgiu a oportunidade”, conta.

Luiz Ernesto Both

A expectativa é de que a ampliação do quadro societário traga ainda mais benefícios aos negócios da empresa. “Em meio a caminhada dos 16 anos que passa a Atuária Brasil, o objetivo é de crescimento profissional, dando um passo à frente em termos de formato de gestão de processos, modernidade, ampliação do portfólio de negócios e novas frentes de atuação, com produtos inovadores a serem oferecidos ao mercado”, destaca Luiz Ernesto Both. “Buscamos este crescimento passo a passo, degrau a degrau, conforme é de nossa característica, sem perder o ambiente familiar, horizontal e de elevado nível de respeito e relacionamento entre todos na empresa”, acrescenta.

Conheça Danielle Wilk e Vinicius Rymsza, os novos sócios da Atuária Brasil

A atuária Danielle Wilk construiu sua carreira profissional no mercado segurador gaúcho. Desde o seu início no ano de 2003, conta com passagens importantes pelo Grupo MBM, Invest e Previsul Seguradora. No ano passado, fundou a Fator Atuarial junto com Vinicius, empresa em que ambos atuaram até o momento da efetivação da sociedade na Atuária Brasil. “Me sinto honrada em estar lado a lado com dois atuários tidos como exemplo e referência para nossa profissão em nível nacional. Eder e Both são mentores na minha carreira como Atuária e a expectativa em fazer parte do time de sócios da Atuária Brasil não poderia ser melhor ou mais motivadora”, comenta.

Vinicius Rymsza também conta com 17 anos de atuação profissional no segmento, com importantes e duradouras contribuições ao Grupo MBM e a Sabemi Seguradora. “O sentimento é um misto de orgulho e de muita expectativa. Os planos para o futuro da Atuária Brasil são muito interessantes e desafiadores, o que sem dúvida me deixa extremamente motivado”, relata sobre a nova fase.

Ainda em 2020, a expectativa dos sócios para alcançar bons resultados é alta. “Temos grandes desafios para implementar, alguns com resultados previstos ainda para este ano e, em conjunto com o time de colaboradores e demais sócios, já conhecidos pela alta qualidade técnica e comprometimento, já começamos a trabalhar para atingi-los”, afirma Danielle. “Já estamos trabalhando com intensidade nos objetivos que se apresentam nesta nova fase da empresa, e os frutos deste trabalho devem ser percebidos ainda este ano. Em que pese o tamanho do desafio, o quadro de gestores é excelente e a equipe de colaboradores é fantástica, muito competente e comprometida, e isso certamente irá facilitar muito o atingimento das nossas metas para 2020”, complementa Vinicius.

O time de sócios, Eder Oliveira, Luiz Ernesto Both, Danielle Wilk e Vinicius Rymsza, revelam que, para 2021, a empresa definiu um novo segmento de atuação, que por enquanto ainda permanecerá em segredo. E, para iniciar forte quando lançar a novidade ao mercado, o grupo está estudando e se aprimorando em relação a esta decisão.

Com mais de mil profissionais parceiros, Ligue Saúde auxilia beneficiário a evitar ambientes hospitalares 7853

Serviço pioneiro na área de saúde familiar no país, projeto recorre a ferramentas tecnológicas de última geração

Tem novidade no mercado de assistência em saúde. Executivos das áreas de seguros, de assistência em saúde e de administração de call centers uniram suas expertises para desenvolver o Ligue Saúde, serviço que está sendo apresentado ao mercado brasileiro agora em 2020, com o objetivo de suprir a carência da população em ter acesso a orientações especializadas em relação à Saúde.

“Buscamos soluções no mercado, para atender esta necessidade e preservar o beneficiário de ter contato pessoal com os riscos do ambiente hospitalar, evitando desta forma aglomerações e o contágio por vírus e bactérias e fazendo valer as recomendações das autoridades de saúde”, descreve Rodrigo Coscia, administrador de empresas, que atua desde 2003 na gestão de call centers. Será dele a tarefa de captar e atender os parceiros comercias, principalmente os corretores de seguros. “O Ligue Saúde busca oferecer aos clientes redução nos custos com medicamentos e aumento da adesão aos tratamentos, através de descontos em diversas farmácias em todo o país, aumentando a segurança e a qualidade de vida do usuário”, reforça.

Coordenador de Parcerias Comerciais da nova empresa, Rodrigo Coscia comentou, em entrevista exclusiva ao JRS, que a ideia surgiu não somente diante da pandemia mundial, mas também pela situação que o Brasil já apresentava em relação à saúde pública, desde antes da disseminação do coronavírus. O projeto chega para oferecer atendimento médico e dar orientações de saúde por 0800, vídeo chamada ou chat online a valores acessíveis a todo brasileiro, em qualquer hora do dia ou da noite, inclusive sábados, domingos e feriados. Além disso, estão previstos descontos em medicamentos em até 60% na rede credenciada e-Pharma, seguro pessoal, assistência funeral familiar, sorteios mensais e a possibilidade de incluir três dependentes no Saúde 24 horas, todos com acesso a aplicativo exclusivo.

“A empresa dispõe de mais de 1000 profissionais da saúde à disposição dos clientes 24 horas por dia, sete dias por semana, para esclarecer dúvidas gerais sobre a saúde e fornecer orientações educativas e de auto cuidado, além do adequado direcionamento à rede prestadora presencial quando necessário”, acrescenta Régis Mello, diretor de Produtos. “Além disto, o cliente que aderir ao nosso plano Ligue Saúde Doutor terá à disposição uma equipe de médicos da família, que poderão passar as melhores orientações sobre sintomas, encaminhar o paciente para um especialista, caso seja realmente necessário, fornecer requisição e analisar os resultados dos exames, liberar receita para compras de medicamentos, entre outros procedimentos. Nossos clientes têm um aplicativo personalizado para este atendimento”, detalha o executivo que atua há mais de 10 anos no mercado de seguros.

Ligue Saúde Doutor

Os dois diretores enfatizaram o fato do Ligue Saúde viabilizar um atendimento sem o paciente precisar se deslocar até um hospital ou posto de saúde, escapando de filas e evitando a exposição desnecessária a outras doenças. Para complementar o portfólio, a empresa está lançando o plano Ligue Saúde Doutor. “Neste produto, nossos clientes ainda poderão falar com um médico, de acordo com a necessidade do atendimento. Este medico, caso seja necessário, poderá fornecer receitas de medicamentos, atestados e requisição de exames.

Nossos clientes ainda tem à possibilidade de agendar um horário definido para falar com o médico, de acordo com a rotina do paciente, já que teremos os médicos à disposição dos clientes”, enfatiza Rodrigo Coscia. Todos os clientes do Ligue Saúde têm plano com titular mais três dependentes, sem limite de utilização, sem carência, sem limite de idade do usuário.

Porto Seguro abre 10 mil oportunidades de trabalho e capacitação 1129

Emprego

A iniciativa tem o objetivo de gerar renda extra para as pessoas que perderam empregos devido à pandemia

Desde o início da pandemia do coronavírus os números de desempregados no Brasil chegaram a 12,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para mitigar parte do cenário negativo decorrente da crise, a Porto Seguro está lançando um projeto de impacto social que oferece oportunidades de trabalho para 10 mil pessoas.

Intitulada Meu Porto Seguro, a iniciativa inclui um programa de capacitação via EAD e renda extra mensal, no valor de R$1.500,00 por pessoa, durante três meses. O Meu Porto Seguro tem objetivo de educar, formar e ajudar na renda familiar. “Nossa intenção é criar opções para que os brasileiros que se encontram em dificuldades possam percorrer novos caminhos em sua jornada pessoal e profissional”, destaca o presidente do Conselho de Administração, Bruno Garfinkel. “O intuito é fomentar a indústria de seguros e contribuir para alavancar a economia como um todo”, complementa o executivo.

Para que as oportunidades cheguem ao maior número de pessoas, a organização do projeto incentiva que cada inscrito indique a outros amigos. A marca também está em busca de parceiros, como influenciadores, celebridades, ativistas sociais e outras empresas, para fomentar a causa com o uso da #MeuPortoSeguro, criando uma rede de compartilhamentos do bem e um movimento em prol das contratações.

Por meio do site meuportoseguro.org.br é possível realizar o cadastro e fazer a indicação. Essa é a primeira etapa do processo. Após concluída essa fase, os candidatos participam de um treinamento à distância (EAD) e os recrutadores da Porto Seguro iniciam a seleção dos 10 mil novos empregados.

Para Roberto Santos, presidente da Porto Seguro, a ação busca criar uma grande rede de solidariedade por meio de qualificação e geração de oportunidades. “Na vida todos nós temos um porto seguro, esse objetivo de vida que nunca queremos perder, e que nós queremos trazer de volta para muitos brasileiros que perderam seus empregos durante a pandemia. Vamos selecionar 10 mil pessoas para integrar o time da empresa por três meses, medidos por geração de leads. Vamos aproximar as pessoas que sobressaírem de Corretores de Seguro parceiros, dando a oportunidade de crescimento no mundo do Seguro”, reforça o executivo.

Além das oportunidades, o Meu Porto Seguro irá disponibilizar cursos à distância gratuitos e abertos ao público com aulas diárias de duas horas para todos que quiserem aprender mais sobre seguros e produtos, com o básico sobre prospecção, leads e retorno. Dessa forma, a empresa consegue abranger a capacitação de profissionais e agregar ao currículo das pessoas.

As inscrições para participar do projeto Meu Porto Seguro já estão abertas no site meuportoseguro.org.br. As 10 mil pessoas selecionadas vão receber os benefícios de renda extra por três meses, além de treinamentos e cursos para se desenvolverem ainda mais.

Susep esclarece que especulações de desvios para o exterior não tem fundamento 1482

IstoÉ publicou texto em que acusa a autarquia de tentar desviar R$ 10 bilhões

A revista IstoÉ publicou na semana passada um texto, assinado por Germano Oliveira, em que afirma que a Susep teria tentado desviar R$ 10 bilhões para o exterior. “Nos bastidores de Brasília, informa-se que a Superintendência de Seguros Privados (Susep), por alguma razão escusa, deseja, desde o ano passado, permitir a evasão de R$ 10 bilhões para resseguradores no exterior, e isso mesmo quando crise nenhuma estava no radar”, destaca o texto.

A Susep, por meio de nota de esclarecimento, pontua que as especulações não tem qualquer fundamento. “A autarquia esclarece que essas informações não são verdadeiras e lamenta que o leitor seja induzido a pensar que uma autarquia pública federal estivesse atuando de forma irregular, quando na verdade o que se tem é uma discussão institucional dentro do grupo IMK (Iniciativas do Mercado de Capitais)”, diz o comunicado. “Dentre os projetos do IMK para o ano de 2020, do qual a Susep é apenas um dos membros, encontra-se a discussão de transformação do Brasil em hub internacional de Resseguros, o que poderia ser alcançado por meio de alteração na estrutura de tributação dos nossos resseguradores locais e o fim do direito de preferência destes que, hoje, é em grande parte justificado pelas diferenças tributárias entre o Brasil e outros países”, explica.

Abaixo a nota de esclarecimento da Susep na íntegra:

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) esclarece que não têm qualquer fundamento as especulações na imprensa associando a autarquia a qualquer medida de incentivo à saída de capital do país, como consta em nota recente publicada na revista Isto é.

A autarquia esclarece que essas informações não são verdadeiras e lamenta que o leitor seja induzido a pensar que uma autarquia pública federal estivesse atuando de forma irregular, quando na verdade o que se tem é uma discussão institucional dentro do grupo IMK (Iniciativas do Mercado de Capitais), instituído pelo Ministério da Economia, cujos membros são a Secretaria Especial de Fazenda, a Secretaria de Política Econômica, a Secretaria da Receita Federal, a Secretaria do Tesouro Nacional, o Banco Central do Brasil, Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e, pelo setor privado, entre outras instituições, a Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), a Associação Nacional das Resseguradoras Locais (AN-Re) e a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

Dentre os projetos do IMK para o ano de 2020, do qual a Susep é apenas um dos membros, encontra-se a discussão de transformação do Brasil em hub internacional de Resseguros, o que poderia ser alcançado por meio de alteração na estrutura de tributação dos nossos resseguradores locais e o fim do direito de preferência destes que, hoje, é em grande parte justificado pelas diferenças tributárias entre o Brasil e outros países.

Além de avaliar as barreiras para uma maior competição no mercado de Resseguros local, o grupo técnico formado para este tema específico tem como objetivo analisar eventuais entraves regulatórios e tributários que dificultariam uma maior competitividade dos resseguradores locais em operações realizadas no exterior – operação conhecida como exportação de Resseguro.

Busca-se, dessa forma, promover uma maior harmonização entre regulamentação local e as regras internacionais, com a finalidade de estimular uma concorrência saudável no mercado de Resseguros brasileiro e de criar condições mais favoráveis para a internacionalização das empresas locais.

Em nenhum momento a Susep atuou de forma diferente no IMK ou em qualquer outro fórum institucional. Sempre nos posicionamos em prol do direito do consumidor e da concorrência leal nos diversos mercados. A transparência dos debates realizados é uma constante na atuação da instituição. Todas as normas propostas são submetidas à consulta pública e, durante o período da pandemia, foi instituída também uma rotina de webinários como forma adicional de debate com os diversos agentes envolvidos.

Apesar do ocorrido, a Susep segue acreditando que princípios como a Transparência, Boa-fé e Concorrência são a mola mestra para o desenvolvimento do setor de Seguros e Resseguros no Brasil. Estaremos sempre a serviço do crescimento do nosso setor no Brasil e da proteção do consumidor.

Executivos apontam modificações no mercado de seguros em razão da pandemia 1631

Alterações no comportamento do consumidor foram destaque em live com integrantes da Sancor Seguros e CVG RS

Rafael Leonel, da Sancor.

Hoje precisamos ter estratégias imediatas, fugindo do padrão de estratégias somente de curto ou de longo prazo. Essa é uma das tantas frases marcantes proferidas durante a Webinar – Oportunidades e Inovações em Seguros de Pessoas, promovida pela Sancor Seguros na noite da última segunda-feira, 6. O autor da frase é José Inácio Vergara, gerente da Sancor Seguros e um dos debatedores da live que, a exemplo dos outros dois participantes, Rafael Leonel, diretor da Sancor, e Andreia Araújo, presidente do CVG RS, discorreram sobre efeitos da pandemia no mercado segurador brasileiro.

No painel, os palestrantes enfatizaram os indicativos de mudança de prioridade dos consumidores, com a contenção da demanda por seguros de automóvel e o despertar do interesse por mais informação sobre ramo de Vida. Andreia Araújo lembrou que o seguro de pessoas já vinha crescendo desde 2016, com ápice em 2019, quando ele superou o seguro Auto na quantidade de novas comercializações.

A presidente do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande Sul enfatizou, contudo, que até o começo da pandemia a prioridade de contratação para os consumidores ainda era pela carteira de automóvel, mas a partir de março a procura por seguros de pessoas cresceu de forma visível.

José Inácio Vergara, da Sancor.

“Houve o despertar da pior maneira possível, em razão da pandemia, mas está ocorrendo o esperado interesse do brasileiro pelo seguro de vida”, destacou a palestrante. Rafael Leonel comentou que, há 10 anos, quem fazia campanhas de seguro de vida junto aos corretores eram somente seguradoras especializadas neste ramo, o que está mudando. “Seguradoras generalistas hoje já buscam sensibilizar os corretores da importância de seguros de Vida”. Ele lamenta que essa mudança de cultura tenha ocorrido de forma abrupta e dolorosa para todo o mundo. “Ou se aprende no amor, ou se aprende na dor”, parafraseou um clássico ditado, enfatizando que a pandemia acelerou uma tendência que já está latente no mercado.

Tecnologia
Outra movimentação nova que teve destaque na webinar foi a importância da tecnologia como recurso para que os operadores do mercado securitário dessem continuidade ao trabalho, de abril em diante. Houve entre os painelistas unanimidade de que todos os setores do segmento insurance, se ainda não estão adaptados, irão se adaptar ao avanço da tecnologia. Os três tiveram consenso também de que a proliferação das ferramentas digitais será irreversível mesmo depois da pandemia.

Mas acrescentaram que o contato pessoal ainda terá lugar de destaque na interação entre seguradores e corretores e entre corretores e clientes. O que vai ocorrer é uma convivência entre o trabalho digital e o presencial, entendem os palestrantes. “Mesmo com toda a tecnologia, ainda o ser humano precisa da troca entre as pessoas”, sintetizou Andreia.

Entre outros pontos da webinar, cabe mencionar os comentários sobre a importância dos serviços de teleconsulta, no tocante à redução de despesas com a sinistralidade do seguro saúde e no que diz respeito a preservar o paciente. Destaque ainda a forte tendência de desburocratização que o setor de seguros irá passar, em decorrência do novo comportamento do consumidor.