Investimento de estrutura de TI para empresas de logística 1005

Grupo de tecnologias nos possibilita vivenciar uma experiência real e imersiva em um ambiente virtual

A maneira como percebemos e interagimos com a tecnologia está se transformando radicalmente. Os aplicativos que usamos diariamente e as novas tecnologias e serviços que estão surgindo, impulsionados pela internet das coisas (IoT), estão nos conectando e propiciando a criação de plataformas tecnológicas (ambientes digitais de conexão), realidade aumentada, realidade virtual e realidade mista. Este grupo de tecnologias nos possibilita vivenciar uma experiência real e imersiva em um ambiente virtual.

Essas representações virtuais poderão ser utilizadas para analisar, monitorar e controlar equipamentos, processos, produtos e serviços, ampliando de forma surpreendente a eficiência dos ambientes em que estamos inseridos. Em paralelo, a Inteligência Artificial e a Otimização interagem de forma fundamental nestes ambientes extraindo as melhores soluções possíveis que não poderiam ser alcançadas, e muitas vezes nem mesmo imaginadas, pela mente humana.

Processo de desenvolvimento e implantação nas operações

O primeiro passo é treinar, motivar e engajar as equipes, desde a alta gestão até a equipe operacional, sobre a importância desta transformação digital, que também passa a ser uma transformação organizacional, para a sobrevivência do negócio. Outro passo fundamental para o processo de transformação é a criação de um ambiente interno na corporação, incluindo modelo organizacional e processos, que possibilite a empresa absorver essas novas tecnologias de forma positiva, sem corromper seus processos e resultados atuais, ampliando de forma consistente seu grau de eficiência.

Suportado por esses princípios, as empresas devem desenvolver suas plataformas tecnológicas, conectando as atuais e novas tecnologias inseridas, e gradativamente elevar o nível técnico dos resultados obtidos para o próprio negócio e, principalmente, para seus clientes.

Benefícios aos clientes

O objetivo principal é garantir aos clientes a melhor solução (solução ótima) para suas necessidades logísticas. Para tanto, precisamos entender profundamente e de forma digital as demandas dos nossos clientes e em paralelo deter a melhor estrutura de ativos aptos para encontrar as referidas soluções. A plataforma tecnológica receberá informações digitais dos ativos operacionais, (TMS, veículos, equipamentos e afins) somada às informações também digitais obtidas eletronicamente dos clientes, e utilizará ferramentas de pesquisa operacional (OR) para minimizar os custos operacionais existentes e maximizar o nível de serviço, garantindo a melhor solução possível neste sistema para todos os agentes que participarem.

A importância do investimento em tecnologia

Muito mais complexo do que uma captação de recursos para o desenvolvimento do negócio, será a capacidade de transformação destes negócios em tempo hábil, pois isso representa uma verdadeira transformação nos modelos existentes. Revisitando a história, percebemos que o grande diferencial para o crescimento do Uber foi que a sua plataforma tecnológica possibilitou que os veículos fossem muito mais bem utilizados e, consequentemente, mesmo com custos menores por viagem fossem alcançados ganhos de margem iguais ou maiores que os táxis por meio de uma massiva diluição dos custos fixos e não operacionais.

Na logística este processo deve ser semelhante, entretanto, de uma forma muito mais complexa em termos tecnológicos, pelo simples fato que não serão otimizadas viagens individualizadas e porque não deve existir abundância de recursos para absorver a sazonalidade e os diferentes fluxos de cargas entre as regiões. Por exemplo, quando buscar-se-á um frete de São Paulo para Fortaleza, com certeza, o menor custo não será apenas a melhor oferta de um veículo para esse destino, mas será a melhor utilização deste ativo saindo de São Paulo, chegando a Fortaleza e retornando na melhor, ou melhores, rotas existentes até a sua chegada ao ponto inicial (considerando que seja São Paulo).

Em um país como o Brasil, que possui altíssima sazonalidade combinada com um total desbalanceamento no fluxo interno de cargas, esse será o grande diferencial na busca por eficiência. Importante considerar também, que as plataformas que possuam ativos próprios, e que possam alocá-los de acordo com a sua própria demanda, também serão muito mais eficientes na busca por uma efetiva otimização.

Logística daqui a 20 anos

As tendências aqui discutidas devem continuar seu processo de evolução, pois essas tendências e suas tecnologias devem se conectar e iniciar um processo de interação entre diversas plataformas na busca pela melhor solução total do sistema e não somente de plataformas individuais. O efeito combinado destes mega-sistemas é a obtenção de resultados ainda muito mais eficientes.

Considerando esse novo mundo, onde a tecnologia suportará o desenvolvimento da raça humana para níveis de eficiência extrema utilizando a conexão de diversas plataformas digitais e negociando através de smart contracts, deve-se abrir portas para uma nova sociedade que precisará se preocupar com problemas realmente mais relevantes para a sociedade, como o próprio impacto dessas alterações na empregabilidade e distribuição de renda, meio ambiente, saúde, qualidade de vida e tantos outros pontos fundamentais que atualmente temos que nos desconectar, total ou parcialmente, na atual busca por melhores resultados e eficiência nos polos de geração de renda.

*por André Prado

Prós e contras da prorrogação da LGPD em meio ao cenário de pandemia 5761

Artigo é do advogado Sahil Bhambhani, da Agrifoglio Vianna Advogados Associados

Em abril do presente ano, o Senado Federal aprovou a prorrogação do início da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para janeiro de 2021, sendo que a eficácia das disposições que versam sobre as penalidades foi postergada para agosto de 2021.

É de se entender e apoiar que todos os esforços do país, no momento, sejam destinados a mitigar os efeitos nefastos da pandemia, mas a justificativa dada não possui correlação com elemento essencial à vigência efetiva da LGPD: a implementação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que ainda não ocorreu. Trata-se do órgão regulamentador da Lei, responsável pela elaboração de estudos e diretrizes da proteção de dados, que funcionará como um elo entre a sociedade e o governo.

A instabilidade regulatória constitui grande óbice ao avanço do país no tema, pois pode implicar em tutela difusa por outros órgãos fiscalizadores, causando insegurança jurídica. Importante denotar, também, que diante da necessidade de isolamento domiciliar de grande parte da população, houve crescimento da utilização das plataformas de teletrabalho e vídeo-chamadas, entre outros, o que ensejou no aumento da circulação de dados pessoais nas plataformas digitais. São informações que continuam a circular sem o tratamento necessário, com possíveis consequências nebulosas para seus titulares.

Sob o prisma econômico, acredita-se que a prorrogação ajudará as empresas, inegavelmente afetadas pela crise, a ganharem tempo para se adequar às diretrizes da Lei. Entretanto, analisando-se a questão sob outro ângulo, o atendimento às disposições legais da LGPD pode constituir um diferencial competitivo para as empresas. Outro ponto importante é a necessidade do Brasil possuir legislação vigente acerca do tema para as empresas locais estarem de acordo com as disposições de outros países – a União Europeia, importante parceira econômica do país, através do General Data Protection Regulation (GDPR), exige que para a troca de dados internacionais entre empresas, o parceiro deve possuir legislação de proteção de dados igual ou superior ao seu nível de proteção. Há o temor, portanto, que as empresas locais sejam prejudicadas no cenário internacional, o que dificultaria ainda mais a retomada do crescimento econômico.

Como se sabe, países como Itália e Espanha, entre outros, sofreram gravemente com o Coronavírus nos meses de março e abril – e foi reforçada a necessidade pela União Europeia (UE) de utilização de dados pessoais anonimizados em meio digital para prever o avanço da doença, avaliar a efetividade das políticas de saúde e ajudar os serviços mais importantes naquele momento. Tudo isto com a atuação do órgão fiscalizador, para que os procedimentos estivessem de pleno acordo com a regulamentação da UE acerca do tratamento destes dados.

A partir do momento em que fosse implementada a ANPD, o Brasil poderia trabalhar da mesma forma, aliando as benesses da tecnologia com o tratamento correto de dados pessoais de seus cidadãos, especialmente os relacionados à saúde, ao passo que são considerados dados sensíveis. Este é o ponto central da questão – a vigência plena da LGPD, com órgão fiscalizador atuante, poderia auxiliar, primordialmente, no combate à pandemia, ao mesmo tempo em que, indiretamente, traria um diferencial para as empresas brasileiras no mercado global.

Não se pretende ingressar em uma dicotomia, com a necessidade de escolha entre a proteção dos dados ou a saúde, mas sim garantir que ambos sejam priorizados e se complementem, afim de mitigar todos os danos causados pela pandemia.

Tecnologia ajuda idoso a não sair de casa 532

Criados com funcionalidades específicas para esse público, apps ajudam idosos com a rotina durante o isolamento social

Com a inclusão digital à população superior aos 60 anos têm acessado cada vez mais aplicativos e sites da internet. De acordo com o IBGE, o Brasil possui 28 milhões de idosos, cerca de 13% da população total. Atividades que podem parecer simples para a maioria das pessoas, representam um desafio para quem é iniciante no uso de tecnologia. Pensando nisso, nos últimos anos surgiram diversas opções de apps úteis para a terceira idade que simplificam o uso do smartphone.

Para Patrícia Soares, CEO da Prestho – fintech especializada em crédito consignado para terceira idade -, é fundamental identificar a necessidade desse público. “Considerando o momento que estamos vivendo e com muitos idosos em casa, a tecnologia tem ajudado milhares de aposentados e pessoas com 60 anos em tarefas do dia a dia. Além de aproximá-los da família por meio de chamadas de vídeos, por exemplo, é possível encontrar diversas soluções que ajudam em atividades como transferir dinheiro, marcar consultas médicas e fazer atividades físicas”, comenta.

Confira três aplicativos que podem ajudar no dia a dia dessa geração:

Catálogos de atividades físicas

O Easy Idoso conta com um catálogo de atividades físicas para a população idosa. Além disso, o aplicativo que pode ser baixado no celular ou tablet – disponível gratuitamente para Android e iOS -, apresenta e sugere, também, estabelecimentos de saúde, casas de repouso, associações de terceira idade, centros de beleza e atividades de entretenimento. O uso desse tipo dessa tecnologia é uma tendência constante tanto para questões relacionada a condições clínicas quanto para serviços de entretenimento, a organização da vida diária, interação social, entre outros.

Crédito consignado seguro e online

A Prestho lançou um app de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS. A tecnologia foi criada para ajudar o idoso a se sentir à vontade no mundo digital, com diferenciais como fontes maiores, cores, personalização no canal de atendimento, navegação fácil, dicas de saúde, alerta de golpes e educação financeira. No app, o usuário consegue tem acesso facilitado para simular e contratar um empréstimo ou solicitar um cartão de crédito consignado, sem interferência de outra pessoa e sem precisar se locomover até o banco, 24 horas do dia, todos os dias do ano. O objetivo é ser transparente e dar autonomia para que o usuário entenda a operação de crédito e contrate de forma consciente. O aplicativo que pode ser baixado gratuitamente garante também o histórico de todas as operações contratadas, além de todas as conversas.

Agenda e lembretes virtuais

O MyTherapy é um dispositivo disponível para tablets e celulares que ajuda a administrar o uso de medicamentos, além de datas de consultas médicas. O aplicativo envia lembretes sobre os horários e orienta também sobre o tempo recomendado para realizar atividades físicas. É possível gerenciar o plano de saúde, incluir sintomas clínicos e ficar ciente sobre tempo de duração desses efeitos. Para idosos que desejam apenas o módulo de acompanhamento sobre administração médica, existe o “Caixa de Remédios” que avisa a quantidade que deve ser ingerida.

Artigo: Crise na saúde mostra que prevenção é fundamental 512

“Kit básico de precaução é composto pelos seguros de vida e de saúde e os planos de previdência”

Seguro de vida. Seguro saúde. Seguro-fiança. Previdência privada. Indenização por morte pela Covid-19; despesas médicas dos infectados; cobertura de aluguel para quem está em dificuldade financeira; renda complementar ou dinheiro para emergência em situações-limite. Exemplos não faltam de indivíduos e empresas que, por terem investido previamente em determinadas proteções, agora conseguem minimizar, ao menos financeiramente, prejuízos causados pela violenta pandemia do novo coronavírus. Neste momento, há os que encontram algum conforto por saber que estão “cobertos” e outros que pretendem (ou ao menos consideram a possibilidade de) adquirir seguros. Por precaução.

Três das coberturas mais importantes agora são as de morte, invalidez e sobrevivência. O seguro de vida cobre o risco de morte – quando há uma indenização para os dependentes daquele que morreu – e o risco de invalidez, que se concretiza em uma renda, caso a pessoa não possa mais trabalhar. O risco de sobrevivência é suprido pela previdência, que servirá para complementar a renda do titular da apólice.

Seguro de vida

Cobertura financeira caso ocorram imprevistos com o titular da apólice. O seguro de vida cobre assistência funerária, doenças graves, invalidez, morte natural ou acidental e incapacidade temporária. Ao contratar o seguro, é preciso escolher o valor, as condições de indenização e as pessoas que irão recebê-la em caso de morte do segurado.

Previdência

Por meio de contribuições periódicas, o titular acumula recursos para que, ao se aposentar, ele tenha uma renda extra. Ao fim do período, é possível resgatar o valor integral (se o plano for estruturado no regime financeiro de capitalização) ou receber a renda mensal equivalente ao que contribuiu. No benefício de sobrevivência, se o segurado desistir do plano, ele também pode fazer o resgate.

Seguro-Saúde

A função desse plano é oferecer assistência médica e hospitalar em um momento de necessidade. Alternativa à rede pública de saúde, permite que o titular faça exames laboratoriais e consultas médicas onde e com quem escolher – ou seja, não é preciso recorrer a uma rede credenciada. A condição é que o cliente pague pelo atendimento na hora, para ser reembolsado depois pela seguradora. O valor a restituir depende do prêmio contratado pelo segurado – ele é fixo e as condições estão estabelecidas na apólice.

Plano de saúde é o mesmo que seguro-saúde?

Não. As duas modalidades de proteção oferecem assistência médica e hospitalar. A diferença é que o plano de saúde determina que o atendimento seja realizado em uma rede de estabelecimentos credenciados à operadora – ou seja, ao usar o plano, o titular não é livre para escolher médico, hospital ou laboratório. Na consulta ou no exame, não é necessário desembolsar nenhum valor. A tempo: atualmente, muitos planos autorizam o cliente a usar serviços fora da rede credenciada, mediante reembolso. Mas isso é caso a caso. Consulte o corretor.

Cuidados ao contratar

As questões devem ser cuidadosamente analisadas no momento da contratação de um seguro de qualquer modalidade

1. Preencha o questionário de perfil e a declaração de saúde de forma correta, sem omitir nenhuma informação.

2. Confira se as coberturas, franquias e assistências estão de acordo com sua necessidade. Antes de assinar, leia atentamente até as letras mais miúdas.

3. Ao contratar, procure por valor e não somente o menor preço – ainda que seja fundamental lidar com a realidade de seu orçamento.

4. É importante que o corretor conheça no detalhe os produtos que oferece. Ele precisa explicar todas as condições da apólice com máxima clareza. A contratação de um produto deve ser proveitosa para os dois lados, e uma relação de confiança entre cliente e corretor ajuda a obter produtos mais adequados.

Por Adriana Peranovich, corretora de seguros franqueada da rede Seguralta

Artigo: 2020 não tem mais jeito 518

“Poucas certezas são que o mundo sairá mais pobre, que milhões de empregos já estão perdidos e que a recuperação pode demorar”

O ano está condenado. Não tem o que fazer. 2020 vai entrar para a história como um dos grandes desastres econômicos do século 21. O mundo experimentará uma das maiores recessões de todos os tempos e o Brasil não vai ficar de fora, nem se sair melhor do que os demais países. Ao contrário, as previsões para a recessão nacional têm variação de menos quatro a menos onze por cento em relação ao ano passado, o que faz de 2020 o pior ano do século.

A economia mundial vai atravessar uma recessão avassaladora, que quebrará milhares de empresas de todos os portes ao redor do planeta. Mas esta é só a primeira parte do drama. A segunda é o tamanho da conta e quem e como vai pagar os trilhões de dólares que a pandemia do coronavírus custará.

As poucas certezas são que o mundo sairá mais pobre, que milhões de empregos já estão perdidos e que a recuperação pode demorar mais tempo do que os otimistas estão falando, até porque ninguém sabe a duração da pandemia.

Se países como Estados Unidos e China tiveram queda no PIB na casa dos dois dígitos, na comparação entre abril e março, não há razão para o Brasil se sair melhor.

Tomando a indústria automobilística como parâmetro, se em março ela apresentou uma queda de vinte por cento no número de veículos produzidos, em abril a queda foi de setenta e cinco por cento. Ou seja, praticamente não houve venda de veículos novos no país. Mas este segmento econômico vai muito além da produção de veículos. Ele tem início na indústria siderúrgica e termina nos desmanches e ferros velhos, além de toda uma cadeia paralela que não participa diretamente da produção, mas engaja uma grande quantidade de pessoas, que vende ou presta serviços para empresas e pessoas ligadas à cadeia automotiva.

Só que não é apenas a indústria automobilística que está em xeque. Praticamente todos os demais setores industriais estão num profundo processo de retração. O coronavírus veio para agravar um quadro dramático, iniciado com a crise de 2014, que colocou a indústria nacional sob ameaça de colapso. Quando apenas algumas atividades começavam a colocar a cabeça para fora, a pandemia trouxe em seu bojo uma nova onda, que submergiu os que ensaiavam nadar e ameaça afogar definitivamente os que ainda estavam tentando chegar à tona.

Os números do primeiro trimestre de 2020 mostram resultados positivos na última linha dos balanços de várias seguradoras. É inclusive possível que, dependendo do foco de atuação da companhia, ela feche o primeiro semestre com resultado positivo. Mas isto não significa que depois de março seu desempenho foi positivo. Significa apenas que os números positivos, frutos da recuperação econômica de 2019 e que se mantiveram em janeiro e fevereiro, impactaram favoravelmente os resultados do primeiro trimestre, seja pela obrigação do diferimento dos prêmios, seja pelo seu fracionamento mensal.

A queda brutal da venda de veículos novos tem impacto na carteira de seguradoras que têm o seguro de auto como carro chefe. Com o desemprego, o inadimplemento dos prêmios dos seguros individuais cresceu para percentuais muito elevados. Seguros como fiança locatícia, que sempre tiveram baixa sinistralidade, estão sob pressão pelo não pagamento de milhares de alugueres. Com a queda da atividade econômica as empresas também começam a não pagar ou a reduzir suas importâncias seguradas e, consequentemente, os prêmios devidos.

O fechamento de milhares de empresas vai gerar um novo atrito entre segurados e seguradoras, envolvendo eventual cobertura de lucros cessantes. E os planos de saúde privados e os seguros de vida já estão sendo demandados em função da pandemia.

Como a crise econômica deve se agravar ao longo dos próximos meses, não há como vislumbrar, neste momento, qualquer possibilidade de retomada do crescimento pelo setor de seguros brasileiro.

Se servir de consolo, a situação não é exclusividade nossa. No mundo inteiro as seguradoras terão dias difíceis pela frente. A saída do buraco passa pelas ações pós-pandemia e pela capacidade delas se reinventarem.

Coronavírus: empresa aplica tecnologia para apoiar hospitais de campanha 699

Ferramenta faz parte da plataforma Soul MV, que foi otimizada para os hospitais de campanha

Em meio a pandemia de Coronavírus, hospitais de campanha estão sendo montados em diferentes regiões do território brasileiro. Para agilizar e melhorar a qualidade do atendimento dos casos suspeitos e confirmados da doença, as unidades de saúde estão de olho na informatização de seus processos. O grupo MV, líder em desenvolvimento de sistemas para a saúde, está apoiando estes locais com a solução de prontuário eletrônico.

A ferramenta faz parte da plataforma Soul MV, que foi otimizada para os hospitais de campanha. A blumenauense Indyxa, empresa de infraestrutura de TI do Grupo MV, especialista em ambientes de missão crítica, e, com mais de 20 anos de atuação no mercado de assistência à saúde, é a responsável pela instalação e sustentação da nuvem que abriga os prontuários eletrônicos, permitindo a operação e alta performance do sistema nas estruturas temporárias.

Disponível em hospitais de campanha no Rio de Janeiro, Goiás e em Pernambuco, a solução suportará a operação de mais de dois mil leitos para atendimentos de casos de Covid-19. Além disso, o Hospital das Clínicas de São Paulo (HCFMUSP), cliente da MV, está ampliando a capacidade da unidade com mais 900 leitos.

A solução opera com recursos de telemedicina, informações e protocolos, indicadores relacionados a casos suspeitos, pessoas em isolamento, pacientes que estão progredindo, disponibilidade de leitos e alertas direcionados a Covid-19. “Além de tornar o atendimento ao paciente mais assertivo e direcionado, é possível que, de acordo com o crescimento destes hospitais, a infraestrutura de cloud se adapte para atender a demanda. Utilizar recursos de cloud possibilita elasticidade de forma vertical e horizontal, com isso o negócio sempre é atendido no tempo em que necessita”, explica Douglas Cassaniga, Cloud Manager da Indyxa.

Cassaniga destaca que a infraestrutura de cloud dos hospitais de campanha tem como principal característica o rápido provisionamento dos ambientes. “Cientes de que tempo é igual à vida, estes hospitais necessitam de um sistema operativo já nos primeiros dias de atuação. Temos casos que em menos de 48h o ambiente estava operando e disponível para o time de consultoria atuar”, conclui.