Parlamentares criticam extinção de registro de corretores de seguros 858

Governo defenda a autorregulação do setor

Parlamentares e entidades que representam corretores de seguros privados criticaram nesta terça-feira (11), em audiência pública na comissão mista que analisa a MP 905/2019, trecho da proposta que acaba com a exigência de registro profissional para o exercício da atividade.

Ao revogar a Lei 4.594, de 1964 (que regula a profissão de corretor de seguros), a MP retirou da Superintendência de Seguros Privados (Susep) — autarquia federal — a atribuição de regular e fiscalizar atuação dos corretores de seguros. O governo defende a autorregulação do setor.

O presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros (Fenacor), Armando Vergílio Júnior, sugeriu que a regulamentação da profissão seja mantida e que o debate sobre a autorregulação seja feito sem comprometer exigências mínimas para o exercício da atividade. Para ele, enquanto não for definido um novo marco legal para a atividade, o segmento de corretagem de seguros, que tem mais de 400 mil profissionais registrados, estará sujeito a incertezas jurídicas.

“Não exigir habilitação técnico-profissional é um erro crasso. Por isso, tem que ter um registro. Podem existir várias entidades reguladoras, mas o profissional tem que estar com seu registo”, afirmou Vergílio Júnior.

Fim da atividade

Representando o Sindicato dos Corretores de Seguro do Estado do Rio de Janeiro (Sincor-RJ), Henrique Brandão disse que o governo desconhece a importância do trabalho do corretor de seguros e o acusou de acabar com a atividade.

“Algum iluminado acordou e disse: hoje eu vou acabar com o corretor de seguros. Uma apólice de seguro tem letra pequena mas, no dia seguinte, é essa apólice suja com a lágrima de uma mãe que vai pagar o seguro de vida que o marido deixou para ela sustentar os filhos”, afirmou.

Entre outros pontos, a MP 905 institui o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, que tem o objetivo de incentivar a contratação de jovens em busca do primeiro emprego, e também acaba com o registro profissional de jornalistas, radialistas, publicitários, atuários, artistas, arquivistas, sociólogos, secretários, corretores de seguros e guardadores e lavadores de carros, autorizando qualquer trabalhador a exercer essas profissões.

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), que é favorável à medida, fez um apelo para que o relator da matéria, deputado Christino Aureo (PP-RJ), exclua da MP o trecho relativo aos corretores de seguros. “Acho que é um ponto que está mal debatido e não é a questão central da MP”, disse.

Já o senador Paulo Rocha (PT-PA) defendeu que esses temas envolvendo as profissões sejam discutidos em proposições distintas. “Se o governo quer mudar as coisas vamos fazer o enfrentamento. Quer acabar com as jornadas de trabalho? Manda uma medida provisória sobre jornada de trabalho de todas as profissões e vamos enfrentar esse debate. Quer acabar com as profissões? Manda um medida provisória para a gente discutir o código do trabalho. Agora dessa maneira, com um conjunto de assuntos que mexe com a vida de todo o país, eu não sei a quem interessa isso”, criticou.

O deputado Hugo Leal (PSD-RJ), por sua vez, ressaltou que, além da revogação da Lei 4.594, de 1964, a MP revoga o Decreto-Lei 73, de 1966, o qual, segundo ele, foi recepcionado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como lei complementar, o que impediria que ele fosse alterado por medida provisória.

“Nós já temos um problema constitucional. É vedada a edição de medida provisória sobre assunto reservado à lei complementar”, pontuou Leal.

Os senadores Esperidião Amin (PP-SC) e Paulo Paim (PT-RS) também criticaram o trecho relativo aos corretores de seguros.

Desburocratizar

Para o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, a desregulamentação do setor não acaba com a atividade de corretagem de seguros, apenas deixa de exigir o registro de quem atua na área. “Os corretores de seguros serão supervisionados de forma indireta pela Susep por meio de seguradoras e autorreguladoras”, disse Sachsida.

Segundo ele, a autorregulação atende à proposta do governo federal de desburocratizar, diminuir custos, ampliar a concorrência e favorecer a livre iniciativa. Sachsida destacou que o número de denúncias contra corretores de seguros na Susep é pequeno (261 casos entre 2014 e 2019). Para ele, isso torna desnecessário haver regulação estatal da categoria.

A superintendente da Susep, Solange Vieira, citou a Lei da Liberdade Econômica ao argumentar que a autorregulação é o caminho e que o Estado deve se fazer presente apenas em áreas necessárias. “É importante que o Estado não atrapalhe atividades que podem funcionar e crescer”, ressaltou.

Segundo ela, a autorregulação do setor é uma tendência mundial, tendo os Estados Unidos e o Canadá como exemplos de países que delegam poderes a entidades autorreguladoras.

Consulta pública

Desde janeiro, a Susep colocou em consulta pública a minuta de uma resolução que estabelece condições para a criação, o funcionamento e a extinção de entidades autorreguladoras do mercado de corretagem de seguros. A consulta ficará disponível até 19 de fevereiro.

A MP mantém como atribuição do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) a regulamentação das entidades autorreguladoras e, com a Susep, a função de fiscalizar as operações dessas entidades.

O Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros, de Resseguros, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (Ibracor) já atua como um órgão auxiliar da Susep, credenciado e autorizado a operar em todo o país.

Coronavírus – Como a crise pode gerar bons investimentos? 483

“O quadro atual está propício para quem está interessado em obter oportunidades de compras com preços baixos”, afirma Sócia-Diretora da FB Wealth

De acordo com a ferramenta de dados financeiros Bloomberg, o levantamento divulgado na última quarta-feira aponta que as bolsas de valores de todo o mundo perderam U$ 25 trilhões desde o surgimento do novo coronavírus (covid-19), tornando essa crise econômica superior à de 2008, quando as bolsas mundiais despencaram.

A previsão para o mercado financeiro está gerando diversas dúvidas, principalmente para os investidores, pois nesses momentos, a busca por investimentos que funcionem como forma de proteção, ou seja, hedge, predomina. O quadro atual está propício para quem está interessado em obter oportunidades de compras com preços baixos, que, ao longo do tempo pode se estabilizar e ter bons resultados.

Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth, relata que investimento em longo prazo é primordial para conseguir sucesso e organização financeira para o futuro. “O olhar para o investimento em longo prazo é essencial para se ter êxito e organização financeira no futuro, e para se aproveitar de todos os ativos, que historicamente, é possível ver que a cada ano um tipo de ativo tem mais destaque que o outro. É preciso diversificar. A diversificação é inclusive ter ativos de renda variável e fixa, aproveitando bons momento para comprá-los”, comenta.

As pessoas que iniciam com as aplicações financeiras no mercado sempre são advertidas a respeito dos riscos das instabilidades bruscas dos preços. Daniela Casabona dispara que ainda que em período de crise, há grandes oportunidades para compras em preço baixo. “Atualmente, em momento de crise, podemos ter oportunidades de preços mais baixos que vão se recuperar ao longo do tempo e gerar bons frutos para os investimentos”, finaliza.

Kuantta Digital inicia ações de marketing para corretores de seguros 489

Iniciativa tem como finalidade bonificar os corretores com descontos, devido ao momento delicado de uma pandemia

A Kuantta Digital, área da Kuantta Consultoria dedicada a marketing, lança nesta segunda-feira, dia 06, a semana de Transformação Digital para corretores de seguros. Com preços até 70% menores, a semana terá uma ação a cada dia e a oferta é valida para o dia da promoção e para os 50 primeiros clientes que fizerem a compra. Após isso, os preços retornam aos valores normais.

De acordo com Arley Boullosa, fundador da Kuantta, a iniciativa tem como finalidade bonificar os corretores com descontos, devido ao momento delicado de uma pandemia. “O objetivo é em um momento de crise que estamos vivendo, ajudar os corretores a modernizarem seus negócios com um pacote completo de produtos e serviços para que continuem vendendo mesmo agora que estamos em isolamento social. Muitas vendas continuam acontecendo e quem se posicionar melhor, principalmente digitalmente, é quem vai fechar esses negócios. Está havendo uma redução no volume de contratações. As pessoas estão assustadas e se questionando sobre o futuro, por isso, precisamos ajudar elas na decisão de compra e isso precisa ser reinventado pensando na jornada do cliente que mudou completamente com a crise do Covid-19”, explicou.

Boullosa afirma que será a oportunidade de corretores pequenos fazerem um investimento muito reduzido para mudarem seus negócios de patamar e que está acontecendo está acelerando algumas mudanças que aconteceriam daqui dois ou três anos para muitos corretores. “Nossa semana começa na segunda-feira com a Logo, depois vem o site, geração de leads, gestão de redes sociais e fechamos na sexta com o Clube da Lead, que é um projeto novo de assinatura mensal para corretores pessoas física ou jurídica, com até dois funcionários onde por um valor que consideramos viável, eles receberão uma quantidade de leads por semana de acordo com os produtos que escolher, concluiu”.

Qualicorp alcança 100% das vendas via canal digital 524

Ferramenta online facilita o trabalho de mais de 20 mil corretores ativos durante a pandemia de coronavírus

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) é um fenômeno mundial que, com a mesma rapidez que se disseminou pelo planeta, afetou o dia a dia da população e, principalmente, das empresas. Diante desse cenário, a tecnologia se tornou uma das principais aliadas das companhias para a manutenção das operações comerciais e atendimento ao cliente, mesmo no modelo de trabalho home office.

A Qualicorp – administradora de planos de saúde coletivos – se antecipou e alcançou, antes de a pandemia se alastrar no país, 100% de suas vendas realizadas pelo canal digital da empresa. Desta forma, mesmo durante o momento de isolamento social, a Companhia oferece a oportunidade de contratar um plano de saúde de forma segura, sem a necessidade de clientes e funcionários saírem de casa e sem impactos no prazo para a conclusão da compra. A ferramenta online contribui, ainda, para que os mais de 20 mil corretores parceiros da Qualicorp em atividade tenham a possibilidade de atuar mais amplamente e continuar a ter sucesso em suas vendas.

Com investimento em projetos de tecnologia superior a R﹩ 145 milhões, a Companhia pôde montar a estrutura necessária para migrar as vendas físicas para o canal digital. O sistema online de vendas da Qualicorp tornou o processo de implantação dos planos de saúde mais ágil e seguro, além de simplificar a elaboração das propostas comerciais. “Já temos 100% de aderência dos corretores ao modelo online. Os vendedores passaram por treinamentos para utilizar a ferramenta e participam de campanhas de incentivo, além de ter o suporte da nossa equipe para utilizar a venda digital da forma mais eficaz”, destaca o superintendente Comercial, Claudio Pardal.

A ferramenta de comercialização online da Qualicorp está disponível para utilização em todo o território nacional e permite que o cliente assine a proposta de forma digital, além de possibilitar ao corretor o acompanhamento de todas as etapas do processo. A partir da utilização da ferramenta, a Qualicorp reduziu em até sete vezes o prazo de aprovação de uma proposta.

Ricardo Antônio, diretor de Tecnologia da Informação da Qualicorp, ressalta que o foco da empresa é otimizar a experiência dos clientes e parceiros e tornar o processo de venda ainda mais eficiente. “Investimos para oferecer uma jornada digital e de qualidade para clientes, entidades, empresas e corretores de planos de saúde. Nesse momento de isolamento social, essa estrutura permite que continuemos atendendo às necessidades de nossos clientes sem nenhuma interrupção”.

IRB anuncia mudanças na diretoria e gabinete voltado para os impactos da Covid-19 532

Isabel Blazquez Solano é a nova vice-presidente de Resseguros

O IRB Brasil RE anunciou nesta segunda-feira, dia 06, novas mudanças em sua diretoria. Isabel Blazquez Solano é a nova vice-presidente de Resseguros e assumirá as áreas de Subscrição e Retrocessão, além dos escritórios de Buenos Aires e Londres. Com mais de dez anos de experiência no mercado de resseguros, a executiva atuou anteriormente como diretora de Subscrição de Property & Casualty Internacional, Óleo & Gás e Retrocessão do IRB.

José Farias de Sousa, que ocupava a Vice-Presidência de Resseguros, assumirá o cargo de vice-presidente de Estratégia Corporativa e Gestão de Clientes e interinamente responderá pelas áreas Técnica e de Sinistros, assessorando também o CEO Antônio Cássio dos Santos nas atividades do Gabinete de Crise de Impactos da Covid-19.

“Essas mudanças são mais um passo para fortalecer a governança corporativa, com base nas melhores práticas internacionais de atendimento aos clientes e parceiros de negócios e na transparência absoluta. Além disso, temos desafios sem precedentes na história devido à pandemia. Um novo cenário que ainda está sendo compreendido e merece atenção especial”, afirma Antônio Cássio, acrescentando que nos próximos 60 dias haverá transição das operações de resseguros entre os dois vice-presidentes.

A companhia também informou a chegada de Luis Nagamine, novo diretor de Subscrição de Property & Casualty Internacional e Óleo & Gás. Com 30 anos de carreira em seguros e resseguros, atuou por mais de dez anos em empresas como AIG RE, Munich RE, Chubb e mais recentemente Mitsui, como diretor Técnico e Corporativo Comercial.

Bancos processam mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas 531

Valores dessas negociações chegam a R$ 200 bilhões conforme levantamento parcial do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander

Os bancos estão totalmente sensibilizados com a necessidade de os recursos chegarem rapidamente na ponta e continuarão agindo com foco para que o crédito seja dado nas mãos das pessoas físicas e das empresas.

Entendemos a ansiedade de diversos setores, mas é preciso compreender que esse é um processo gradual e complexo, que demanda diversas providências e, em muitos casos, envolvem mudanças regulatórias, a exemplo da linha de liquidez do Banco Central para a compra de Letra Financeira Garantida e a liberação de compulsórios.

Ao contrário do que aconteceu na crise de 2008, desta vez, não estamos observando um empoçamento de liquidez, mas sim um aumento substancial nas necessidades por recursos líquidos, o que torna esta crise bem diferente da anterior. Além disso, os bancos internacionais cortaram as linhas que dispúnhamos, o que estreitou mais ainda a liquidez do sistema. Mas seguiremos trabalhando, com o Banco Central e governo, para prover liquidez e crédito para quem precisa.

Dentre as medidas já tomadas, repactuamos diversas operações com grandes empresas, que demandaram volumes expressivos de recursos, com impactos relevantes sobre a liquidez do setor bancário.

Ainda, logo nos primeiros dias da crise, a FEBRABAN anunciou a renovação de operações de crédito para pessoas físicas, micro e pequenas empresas. Os 5 maiores bancos do país estão processando mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas, dando carência de 2 a 3 meses no vencimento de parcelas em várias linhas, como: crédito pessoal, crédito imobiliário, crédito com garantia de imóveis, crédito para aquisição de veículos e capital de giro.

Os valores dessas negociações já chegam a R﹩ 200 bilhões conforme levantamentos parciais:

Caixa: 1 milhão de pedidos em contratos habitacionais, com oferta de R﹩111 bilhões em créditos e carências de até 90 dias.

Bradesco: 635 mil pedidos, que representam 1.036.000 contratos.

BB: 200 mil pedidos, em valor equivalente a R﹩60 bilhões.

Santander: 80,9 mil pedidos, em valor equivalente a R﹩11 bilhões.

Itaú: 302,3 mil pedidos, com saldo de R﹩ 12,1 bilhões e parcelas já prorrogadas em valor financeiro de R﹩ 679 milhões.

Na linha CAIXA Hospitais, foram disponibilizados recursos da ordem de R﹩ 5 bilhões para 2020.

Em outra frente muito importante, os bancos vão se antecipar ao repasse de recursos do governo e, já a partir desta segunda, irão disponibilizar crédito para financiar a folha de pagamento de pequenas e médias empresas com faturamento de até R﹩ 10 milhões de reais, após dois dias da edição da Medida Provisória que criou uma linha de R﹩ 40 bilhões, sendo que os bancos irão suportar, com recursos próprios, R﹩ 6 bilhões desse total.

Estima-se que a medida irá beneficiar até 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores e os recursos serão concedidos à taxa fixa de 3,75% ao ano, sem qualquer spread adicional para as empresas e sem qualquer custo para os empregados.