Um mês após DPVAT abrir restituição, só um em cada cinco motoristas pediram o dinheiro de volta 1365

Das 4 milhões de pessoas que têm direito, apenas 828 mil fizeram a solicitação. Ressarcimento deve ser pedido no site da Seguradora Líder, administradora do seguro, e leva até 2 dias úteis para ser processado.

Há um mês, a Seguradora Líder, responsável pelo seguro DPVAT abriu o sistema de pedidos de restituição do dinheiro pago a mais pelos usuários. Porém, dos cerca de 4 milhões de afetados, apenas 828.026 abriram procedimento para receber o valor de volta – ou um em cada cinco motoristas.

O pedido de ressarcimento para quem pagou a mais no DPVAT 2020 começou em 15 de janeiro. O processo deve ser feito pela internet, em um site da Seguradora Líder.

Entre os estados com mais solicitações de restituição estão São Paulo (349,3 mil), Minas Gerais (203,2 mil), Rio Grande do Sul (128,1 mil) e Paraná (60 mil).

Considerando os veículos por tipo, automóveis aparecem com quase metade dos pedidos de ressarcimento, com 474,5 mil, seguidos por motocicletas, com 272,3 mil e caminhões, com 73,4 mil.

Veja os valores do DPVAT 2020:

– Automóvel, táxi e carro de aluguel: R$ 5,23 – redução de 68%; era R$ 16,21 em 2019;

– Ciclomotores: R$ 5,67 – redução de 71%; era R$ 19,65 em 2019;

– Caminhões: R$ 5,78 – redução de 65,4%; era de R$ 16,77 em 2019;

– Ônibus e micro-ônibus (sem frete): R$ 8,11 – redução de 67,3%; era de R$ 25,08 em 2019;

– Ônibus e micro-ônibus (com frete): R$ 10,57 – redução de 72,1%; era de R$ 37,90 em 2019;

– Motos: R$ 12,30 – redução foi de 86%; era de R$ 84,58 em 2019.

Vaivém do DPVAT

O seguro obrigatório começou a ser cobrado no início do ano, com os mesmos valores de 2019. Isso porque, em dezembro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, tinha barrado a proposta da gestora de diminuir os montantes em 2020. Ele voltou atrás e liberou a redução no último dia 9 de janeiro.

Após enviada a solicitação, o ressarcimento com a diferença de valores será feito na conta corrente ou conta poupança do proprietário do veículo em até 2 dias úteis, afirma a gestora do DPVAT.

A Seguradora Líder ressalta que os pedidos de ressarcimento podem ser feito ao longo de 2020 e não são condição para o licenciamento dos veículos.

Como funciona a restituição

De acordo com Seguradora Líder, a diferença do valor no DPVAT, para quem pagou antes da redução, será feita por depósito diretamente na conta corrente ou conta poupança do proprietário do veículo.

Para realizar a solicitação, será necessário informar:

CPF ou CNPJ do proprietário;

Renavam do veículo;

E-mail de contato;

Telefone de contato;

Data em que foi realizado o pagamento maior;

Valor pago;

Banco, Agência e Conta corrente ou conta poupança do proprietário.

A gestora do seguro obrigatório disse que o proprietário recebe um número de protocolo para o acompanhamento da restituição, no mesmo site. A previsão da Líder é que, após o cadastro, a restituição seja feita em até dois dias úteis.

A Fundação de Proteção de Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) considerou que utilização de meio eletrônico facilita o processo para ter o dinheiro de volta, mas ressalta que a gestora do seguro obrigatório não poderá reter os valores de quem não se manifestar.

“Isso caracterizaria apropriação indébita – recursos que não lhe pertencem. Assim, numa segunda etapa, a empresa deverá tomar a iniciativa de procurar os consumidores que não se manifestaram a fim de fazer a devolução dos valores pagos em excesso a eles”, afirmou Fernando Capez, diretor-executivo do Procon-SP.

Frotas de veículos

Para os proprietários que possuam frotas de veículos, o pedido de ressarcimento precisa ser realizado pelo e-mail restituicao.dpvat@seguradoralider.com.br.

Entenda a ‘novela’ DPVAT

Em novembro, o presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória para extinguir o DPVAT a partir de 2020;

O governo afirmou que a decisão visava evitar fraudes e extinguir os elevados custos de supervisão e regulação;

A Susep afirmou que o DPVAT era ineficiente e que “havia uma corrupção enorme”;

Seguradora Líder rebateu críticas e disse que ampliou combate a fraudes;

A extinção do DPVAT foi relacionada a disputas políticas com Luciano Bivar, presidente do PSL, que atua no segmento de seguros;

No dia 19 de dezembro, o STF suspendeu a medida provisória e retomou o DPVAT;

Em 27 de dezembro, o Conselho Nacional Seguros Privados (CNSP) definiu os novos valores do DPVAT, com reduções de até 86%;

No dia 31 de dezembro, o STF suspendeu a norma que reduziu seguro DPVAT, de maneira liminar;

No início de 2020, a Susep fez novos questionamentos a Seguradora Líder apontando o uso de recursos do DPVAT em festa de fim de ano;

Em 9 de janeiro, o ministro do STF Dias Toffoli voltou atrás e liberou a redução no valor do seguro DPVAT.

O que é o DPVAT

O seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), instituído por lei desde 1974, cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares (DAMS) por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país.

O recolhimento do seguro é anual e obrigatório para todos os proprietários de veículos.

A data de vencimento é junto com a do IPVA, e o pagamento é requisito para o motorista obter o licenciamento anual do veículo.

Vítimas e seus herdeiros (no caso de morte) têm um prazo de 3 anos após o acidente para dar entrada no seguro. Informações de como receber o DPVAT podem ser obtidas pelo telefone 0800-022-1204.

Coronavírus – Como a crise pode gerar bons investimentos? 458

“O quadro atual está propício para quem está interessado em obter oportunidades de compras com preços baixos”, afirma Sócia-Diretora da FB Wealth

De acordo com a ferramenta de dados financeiros Bloomberg, o levantamento divulgado na última quarta-feira aponta que as bolsas de valores de todo o mundo perderam U$ 25 trilhões desde o surgimento do novo coronavírus (covid-19), tornando essa crise econômica superior à de 2008, quando as bolsas mundiais despencaram.

A previsão para o mercado financeiro está gerando diversas dúvidas, principalmente para os investidores, pois nesses momentos, a busca por investimentos que funcionem como forma de proteção, ou seja, hedge, predomina. O quadro atual está propício para quem está interessado em obter oportunidades de compras com preços baixos, que, ao longo do tempo pode se estabilizar e ter bons resultados.

Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth, relata que investimento em longo prazo é primordial para conseguir sucesso e organização financeira para o futuro. “O olhar para o investimento em longo prazo é essencial para se ter êxito e organização financeira no futuro, e para se aproveitar de todos os ativos, que historicamente, é possível ver que a cada ano um tipo de ativo tem mais destaque que o outro. É preciso diversificar. A diversificação é inclusive ter ativos de renda variável e fixa, aproveitando bons momento para comprá-los”, comenta.

As pessoas que iniciam com as aplicações financeiras no mercado sempre são advertidas a respeito dos riscos das instabilidades bruscas dos preços. Daniela Casabona dispara que ainda que em período de crise, há grandes oportunidades para compras em preço baixo. “Atualmente, em momento de crise, podemos ter oportunidades de preços mais baixos que vão se recuperar ao longo do tempo e gerar bons frutos para os investimentos”, finaliza.

Kuantta Digital inicia ações de marketing para corretores de seguros 463

Iniciativa tem como finalidade bonificar os corretores com descontos, devido ao momento delicado de uma pandemia

A Kuantta Digital, área da Kuantta Consultoria dedicada a marketing, lança nesta segunda-feira, dia 06, a semana de Transformação Digital para corretores de seguros. Com preços até 70% menores, a semana terá uma ação a cada dia e a oferta é valida para o dia da promoção e para os 50 primeiros clientes que fizerem a compra. Após isso, os preços retornam aos valores normais.

De acordo com Arley Boullosa, fundador da Kuantta, a iniciativa tem como finalidade bonificar os corretores com descontos, devido ao momento delicado de uma pandemia. “O objetivo é em um momento de crise que estamos vivendo, ajudar os corretores a modernizarem seus negócios com um pacote completo de produtos e serviços para que continuem vendendo mesmo agora que estamos em isolamento social. Muitas vendas continuam acontecendo e quem se posicionar melhor, principalmente digitalmente, é quem vai fechar esses negócios. Está havendo uma redução no volume de contratações. As pessoas estão assustadas e se questionando sobre o futuro, por isso, precisamos ajudar elas na decisão de compra e isso precisa ser reinventado pensando na jornada do cliente que mudou completamente com a crise do Covid-19”, explicou.

Boullosa afirma que será a oportunidade de corretores pequenos fazerem um investimento muito reduzido para mudarem seus negócios de patamar e que está acontecendo está acelerando algumas mudanças que aconteceriam daqui dois ou três anos para muitos corretores. “Nossa semana começa na segunda-feira com a Logo, depois vem o site, geração de leads, gestão de redes sociais e fechamos na sexta com o Clube da Lead, que é um projeto novo de assinatura mensal para corretores pessoas física ou jurídica, com até dois funcionários onde por um valor que consideramos viável, eles receberão uma quantidade de leads por semana de acordo com os produtos que escolher, concluiu”.

Qualicorp alcança 100% das vendas via canal digital 500

Ferramenta online facilita o trabalho de mais de 20 mil corretores ativos durante a pandemia de coronavírus

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) é um fenômeno mundial que, com a mesma rapidez que se disseminou pelo planeta, afetou o dia a dia da população e, principalmente, das empresas. Diante desse cenário, a tecnologia se tornou uma das principais aliadas das companhias para a manutenção das operações comerciais e atendimento ao cliente, mesmo no modelo de trabalho home office.

A Qualicorp – administradora de planos de saúde coletivos – se antecipou e alcançou, antes de a pandemia se alastrar no país, 100% de suas vendas realizadas pelo canal digital da empresa. Desta forma, mesmo durante o momento de isolamento social, a Companhia oferece a oportunidade de contratar um plano de saúde de forma segura, sem a necessidade de clientes e funcionários saírem de casa e sem impactos no prazo para a conclusão da compra. A ferramenta online contribui, ainda, para que os mais de 20 mil corretores parceiros da Qualicorp em atividade tenham a possibilidade de atuar mais amplamente e continuar a ter sucesso em suas vendas.

Com investimento em projetos de tecnologia superior a R﹩ 145 milhões, a Companhia pôde montar a estrutura necessária para migrar as vendas físicas para o canal digital. O sistema online de vendas da Qualicorp tornou o processo de implantação dos planos de saúde mais ágil e seguro, além de simplificar a elaboração das propostas comerciais. “Já temos 100% de aderência dos corretores ao modelo online. Os vendedores passaram por treinamentos para utilizar a ferramenta e participam de campanhas de incentivo, além de ter o suporte da nossa equipe para utilizar a venda digital da forma mais eficaz”, destaca o superintendente Comercial, Claudio Pardal.

A ferramenta de comercialização online da Qualicorp está disponível para utilização em todo o território nacional e permite que o cliente assine a proposta de forma digital, além de possibilitar ao corretor o acompanhamento de todas as etapas do processo. A partir da utilização da ferramenta, a Qualicorp reduziu em até sete vezes o prazo de aprovação de uma proposta.

Ricardo Antônio, diretor de Tecnologia da Informação da Qualicorp, ressalta que o foco da empresa é otimizar a experiência dos clientes e parceiros e tornar o processo de venda ainda mais eficiente. “Investimos para oferecer uma jornada digital e de qualidade para clientes, entidades, empresas e corretores de planos de saúde. Nesse momento de isolamento social, essa estrutura permite que continuemos atendendo às necessidades de nossos clientes sem nenhuma interrupção”.

IRB anuncia mudanças na diretoria e gabinete voltado para os impactos da Covid-19 508

Isabel Blazquez Solano é a nova vice-presidente de Resseguros

O IRB Brasil RE anunciou nesta segunda-feira, dia 06, novas mudanças em sua diretoria. Isabel Blazquez Solano é a nova vice-presidente de Resseguros e assumirá as áreas de Subscrição e Retrocessão, além dos escritórios de Buenos Aires e Londres. Com mais de dez anos de experiência no mercado de resseguros, a executiva atuou anteriormente como diretora de Subscrição de Property & Casualty Internacional, Óleo & Gás e Retrocessão do IRB.

José Farias de Sousa, que ocupava a Vice-Presidência de Resseguros, assumirá o cargo de vice-presidente de Estratégia Corporativa e Gestão de Clientes e interinamente responderá pelas áreas Técnica e de Sinistros, assessorando também o CEO Antônio Cássio dos Santos nas atividades do Gabinete de Crise de Impactos da Covid-19.

“Essas mudanças são mais um passo para fortalecer a governança corporativa, com base nas melhores práticas internacionais de atendimento aos clientes e parceiros de negócios e na transparência absoluta. Além disso, temos desafios sem precedentes na história devido à pandemia. Um novo cenário que ainda está sendo compreendido e merece atenção especial”, afirma Antônio Cássio, acrescentando que nos próximos 60 dias haverá transição das operações de resseguros entre os dois vice-presidentes.

A companhia também informou a chegada de Luis Nagamine, novo diretor de Subscrição de Property & Casualty Internacional e Óleo & Gás. Com 30 anos de carreira em seguros e resseguros, atuou por mais de dez anos em empresas como AIG RE, Munich RE, Chubb e mais recentemente Mitsui, como diretor Técnico e Corporativo Comercial.

Bancos processam mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas 510

Valores dessas negociações chegam a R$ 200 bilhões conforme levantamento parcial do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander

Os bancos estão totalmente sensibilizados com a necessidade de os recursos chegarem rapidamente na ponta e continuarão agindo com foco para que o crédito seja dado nas mãos das pessoas físicas e das empresas.

Entendemos a ansiedade de diversos setores, mas é preciso compreender que esse é um processo gradual e complexo, que demanda diversas providências e, em muitos casos, envolvem mudanças regulatórias, a exemplo da linha de liquidez do Banco Central para a compra de Letra Financeira Garantida e a liberação de compulsórios.

Ao contrário do que aconteceu na crise de 2008, desta vez, não estamos observando um empoçamento de liquidez, mas sim um aumento substancial nas necessidades por recursos líquidos, o que torna esta crise bem diferente da anterior. Além disso, os bancos internacionais cortaram as linhas que dispúnhamos, o que estreitou mais ainda a liquidez do sistema. Mas seguiremos trabalhando, com o Banco Central e governo, para prover liquidez e crédito para quem precisa.

Dentre as medidas já tomadas, repactuamos diversas operações com grandes empresas, que demandaram volumes expressivos de recursos, com impactos relevantes sobre a liquidez do setor bancário.

Ainda, logo nos primeiros dias da crise, a FEBRABAN anunciou a renovação de operações de crédito para pessoas físicas, micro e pequenas empresas. Os 5 maiores bancos do país estão processando mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas, dando carência de 2 a 3 meses no vencimento de parcelas em várias linhas, como: crédito pessoal, crédito imobiliário, crédito com garantia de imóveis, crédito para aquisição de veículos e capital de giro.

Os valores dessas negociações já chegam a R﹩ 200 bilhões conforme levantamentos parciais:

Caixa: 1 milhão de pedidos em contratos habitacionais, com oferta de R﹩111 bilhões em créditos e carências de até 90 dias.

Bradesco: 635 mil pedidos, que representam 1.036.000 contratos.

BB: 200 mil pedidos, em valor equivalente a R﹩60 bilhões.

Santander: 80,9 mil pedidos, em valor equivalente a R﹩11 bilhões.

Itaú: 302,3 mil pedidos, com saldo de R﹩ 12,1 bilhões e parcelas já prorrogadas em valor financeiro de R﹩ 679 milhões.

Na linha CAIXA Hospitais, foram disponibilizados recursos da ordem de R﹩ 5 bilhões para 2020.

Em outra frente muito importante, os bancos vão se antecipar ao repasse de recursos do governo e, já a partir desta segunda, irão disponibilizar crédito para financiar a folha de pagamento de pequenas e médias empresas com faturamento de até R﹩ 10 milhões de reais, após dois dias da edição da Medida Provisória que criou uma linha de R﹩ 40 bilhões, sendo que os bancos irão suportar, com recursos próprios, R﹩ 6 bilhões desse total.

Estima-se que a medida irá beneficiar até 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores e os recursos serão concedidos à taxa fixa de 3,75% ao ano, sem qualquer spread adicional para as empresas e sem qualquer custo para os empregados.