Concentração e Competitividade no Setor Segurador Brasileiro 935

Confira o artigo do Presidente da CNseg no Jornal Correio Braziliense

Nos últimos anos, com a crescente globalização e integração de mercados, a preocupação com o nível de concentração e de competitividade entre empresas de setores econômicos tem sido mais presente. O setor segurador brasileiro, por desempenhar importante papel para a acumulação de capitais, proteção de patrimônios e rendas de empresas e famílias, e progresso econômico, tem estado na mira das autoridades reguladoras quanto à avaliação de seu padrão concorrencial.

A concentração pode ser medida, sem maior rigor, pelo Concentration Ratio (CR), índice que expressa a participação das “n” maiores empresas em dado setor. Não obstante, índices de concentração como esse não distinguem situações em que existem poucas empresas daquelas em que há muitas empresas com fatias menores de mercado, além de não levar em consideração a distribuição entre as participações relativas.

Já o índice Herfindahl-Hirschman (HHI), utilizado pelos governos americano e inglês para avaliar fusões e incorporações de empresas, resolve esses problemas com um resultado que pode variar de uma escala de zero a 100%. O Departamento de Justiça dos EUA considera que um HHI inferior a 15% representa um mercado com baixa concentração empresarial, entre 15% e 25%, um mercado moderadamente concentrado e, superior a 25%, um mercado altamente concentrado.

Quando o HHI é aplicado ao setor segurador brasileiro em comparação com os EUA, a maioria dos segmentos analisados fica na faixa considerada de baixa concentração. Como exemplos, em 2018 os seguros de patrimônios e responsabilidades nos EUA apresentaram um índice de concentração de 3%. No Brasil, esse índice foi levemente mais alto — ficou em 4,9%. Dentro dos seguros de patrimônios, o seguro de automóveis ficou em 6,4% nos EUA e 9,6% no Brasil; já os seguros residenciais atingiram 6% nos EUA e 10,4% no Brasil.

No caso dos seguros de vida, os EUA foram classificados com índice de 2,8% e o Brasil com 7,5%, de novo, ambos na faixa de baixa concentração. Mesmo com números na mesma escala, é ainda importante ressaltar que as frequentes comparações com os Estados Unidos não consideram fatores externos à metodologia do HHI, como características sociais, culturais e econômicas de cada país.

Pelo lado dos que compram seguros, segundo dados do Banco Mundial, os americanos têm renda média sete vezes maior do que a brasileira, e essa renda é menos concentrada. Pelo lado de que oferece, a facilidade de fazer negócios nos EUA é muito maior que no Brasil. Pelo índice Ease of Doing Business, também do Banco Mundial, numa escala que vai de 0 a 100, o Brasil é avaliado com nota 59, e os EUA com nota 84. Além disso, os EUA têm estrutura regulatória peculiar, com um órgão regulador do mercado de seguros para cada estado, o que influenciou decisivamente a formação de um padrão de concorrência local, de modo diverso do Brasil.

É importante também ressaltar que alguns seguros podem ter maior grau de concentração empresarial simplesmente porque são mercados em que a mera presença de poucos ofertantes dispostos a competir não implica menor eficiência. Um exemplo é a experiência do Chile após a reforma da previdência, que resultou em muitas empresas fracas, que acabaram quebrando.

Outro exemplo são os segmentos com grande participante estatal, como, no Brasil, o seguro habitacional e o seguro rural. Nesses casos, o governo pode fazer muito mais pela concorrência do que as empresas privadas. Finalmente, e segundo estudos econométricos promovidos pelo European Centre for International Political Economy (Ecipe), níveis elevados de regulação de mercados estão associados a níveis mais altos de concentração e mais baixos de competitividade, ou seja, o ativismo regulatório dos governos exerce impacto direto no nível de concorrência.

Cenário como esse tende a amedrontar potenciais novos entrantes e, indiretamente, sedimentar posições dos existentes, desestimulando a competição baseada na eficiência, que sempre traz positivas inovações relacionadas aos produtos e aos canais de sua distribuição.

Por Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e Presidente da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras

A economia do seguro e o direito 1780

Confira o artigo do Presidente da Cnseg publicado no blog do Fausto Macedo, no Estadão

No Brasil, vimos assistindo a uma mudança positiva na incorporação, ao direito securitário, dos fundamentos e avanços teóricos e metodológicos da economia dos seguros, o que vem servindo para o melhor debate e superação da judicialização que ainda alcança de forma importante o mercado de proteção de patrimônios e rendas.

Em geral, essa judicialização tem como pano de fundo o que pareceria ser uma grave oposição entre a formulação e as práticas dos contratos de seguros oferecidos e os interesses individuais ou difusos daqueles que compram esses contratos.

Entretanto, essa suposta oposição já vem sendo, em muitos casos, dirimida por óticas que integram o direito ao verdadeiro cerne universal da ciência securitária, que consiste na união de todos os que participam da mutualidade intrínseca aos seguros no mesmo destino econômico, exigindo repartição de riscos com sustentação em métodos atuariais fundados na segregação das contribuições baseada na probabilidade de riscos segundo a idade, hábitos, e outros parâmetros mensuráveis.

Em analogia, é a diferença entre uma ótica de equidade absoluta e uma ótica de repartição e contribuição heterogênea para a proteção de riscos, que historicamente diferenciou a mera economia da ampla economia política. É esta última que vem permitindo sustentabilidade dos sistemas de produção, consumo e distribuição de múltiplos setores em escala planetária. Ainda que submetida aos ciclos de progresso e redução de atividades, como o que estamos vivendo atualmente.

E, apenas para evitar alguma interpretação deslocada, a qualificação “política” da economia se refere à filosofia econômica, de Adam Smith aos atuais teóricos, que podem divergir bastante, menos no núcleo dos fundamentos inaugurado pelo primeiro.

Buscando endereçar o assunto de forma mais pragmática, essa mudança positiva de integração do direito à economia política dos seguros, ou macroeconomia como querem outros, pode ser exemplificada pela superação recente, por turma do Superior Tribunal de Justiça, da aplicação de reajustes a contribuições de contratos de seguros coletivos de vida conforme o alcance de idades.

Aqui, de novo, não se trataria de busca da equidade a qualquer custo, mas da necessária sustentação, em regime de repartição de riscos, de um sistema de proteção com base nas evidentes e mensuráveis diferenças de riscos entre a população assistida conforme os dados epidemiológicos por idade.

Essa mesma questão pode ser abordada, para fortalecer a presença da economia política dos seguros na preservação do sistema, a partir do conceito de eficiência, tão caro também ao direito securitário. Simplificadamente, em termos econômicos a eficiência é medida pela melhor alternativa existente para a obtenção do mesmo objetivo. Então, na ausência de contratos de seguros coletivos de vida em regime de capitalização – como também são a maioria dos contratos previdenciários, a adoção dos reajustes de contribuições pelo alcance de idades vem se mostrando como a melhor alternativa para um sistema eficiente. Porque o contrário seria a ruptura do pacto entre gerações resultando em inevitável desequilíbrio estrutural do sistema mutualista. O mesmo entendimento jurídico, é evidente, deveria se aplicar aos contratos de planos e seguros privados de saúde.

Há outras dimensões da integração produtiva, e de óbvio alcance social, entre a economia e o direito securitário. E os avanços a que assistimos devem nos animar a perseguir melhores soluções para reduzir o conflito ainda existente, através do desenvolvimento científico e do diálogo.

Por Marcio Seroa de Araujo Coriolano, economista e presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Fintechs precisarão pensar em novas soluções para enfrentar a crise e enxergar oportunidades após o período 1554

Para as fintechs, o grande objetivo neste momento de crise global é facilitar a vida do consumidor e amenizar seu próprio prejuízo financeiro

O mundo todo está em alerta desde que o Coronavírus (Covid-19) virou uma ameaça para a sociedade, contaminando milhares de pessoas em um curto período de tempo. E no Brasil não é diferente. Os governantes têm tomado várias medidas de proteção à saúde pública e prevenção ao contágio. Parte da população aderiu ao cenário de quarentena voluntária. Mesmo não sendo ainda uma medida obrigatória em todo país, é uma forma de resguardar a saúde e diminuir a proliferação do vírus.

Para as fintechs, startups que trabalham para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro de forma online, o grande objetivo neste momento de crise global é facilitar a vida do consumidor e, também, tentar amenizar seu próprio prejuízo financeiro. É importante pontuar que todo o sistema financeiro nacional continua operando normalmente – pagamentos de boletos bancários, transações de crédito e compensações de cheque.

“O Banco Central (BC) tem se mostrado extremamente ativo e bastante parceiro das empresas financeiras. Mas vale lembrar que o Banco Central também está remoto. É impressionante ver as instituições brasileiras funcionando tão bem remotamente e deixando esse sistema sem atritos”, destaca o Product Owner da fintech Juno, Gabriel Falk.

Para o especialista, as fintechs que vão sobreviver ao período conturbado são aquelas que conseguirão entender as adversidades do mercado, além de remodelar seu próprio formato de trabalho, cooperando de uma maneira colaborativa com o cliente. Além do papel de prestadoras de serviços pelos quais foram contratadas, as empresas de tecnologia terão que trazer soluções para clientes que não são financeiramente educados, e que provavelmente não aguentariam a crise sozinhos.

“Vamos ter muita rolagem de dívida, com o governo disponibilizando liquidez a pequenos empresários, então as empresas também têm que estar cientes desses movimentos macroeconômicos e das mudanças no mercado. Será fundamental se adequar e informar os clientes sobre o novo cenário, tentando deixar tudo muito mais claro”, afirma Falk.

As dificuldades irão fortalecer as fintechs

De acordo com especialistas, o maior desafio dos brasileiros nos próximos meses será honrar compromissos financeiros. “O empreendedor brasileiro está tendo uma tomada de risco muita alta. O perfil do consumo no país tem mais da metade das cobranças do varejo feitas de forma parcelada. Analisando isso, é possível perceber que o cenário das pessoas sendo demitidas, perdendo suas fontes de renda, será muito perigoso, refletindo em todo mercado a curto e médio prazo”, detalha Falk.

A falta de pagamento vai resultar na diminuição de caixa das empresas, que também têm seus compromissos financeiros. Ou seja, um ciclo virtuoso de perdas tomará conta do país. “Nós, como empresa de tecnologia, temos que pensar em como trazer recursos para os nossos clientes, tudo para garantir um nível interessante de receita com a menor interferência possível nos serviços e sem criar muitos atritos com os pagadores. Esses serão os grandes desafios das empresas: honrar seus compromissos e fazer seu negócio continuar rodando de uma maneira clara e transparente, sem chiados do lado do cliente final”, explica Falk.

Sendo assim, o empreendedor precisa olhar para o cliente final e se colocar na posição dele. “A verdade é: o consumidor final de todo mundo mudou. O consumidor final do mês passado já não é mais o mesmo, o perfil mudou. Deixou de ser agressivo, gastador, e se tornou um cara mais precavido, mais temeroso, e de certa forma com razão”, comenta. “Então, como que você, olhando para um viés de educação financeira, consegue estar do lado do seu cliente afinal? Sua persona não é mais a mesma, nem o seu cliente ideal. Precisamos nos adequar a isso também”, complementa o especialista.

Perspectivas pós-pandemia

O cenário vai ser complexo. Haverá um grande aumento de desempregados no Brasil. No que isso vai refletir? O aumento do desemprego vai acabar resultando em um nível menor de renda, o que vai afetar também o nível de consumo. Pessoas que vão ganhar menos, vão consumir menos. Automaticamente, o Governo vai ter que criar medidas para incentivar e alavancar o consumo. As coisas vão se recuperar, assim como em todas as crises, tomando-se os passos corretos.

“A grande dica é não deixar de ganhar receita para seus serviços. As fintechs vão caminhar lado a lado com essa digitalização e separação com o meio físico que muitos clientes têm hoje em dia. Esse é o principal desafio. Estávamos acostumados com um cenário, mas a gente também depende do sucesso do nosso cliente. Agora, não podemos perder tempo procurando culpados. As fintechs precisam andar e amparar seus usuários”, enfatiza o especialista da Juno.

Para Falk, é importante ver o ecossistema como um todo, para organizar o futuro e entender como traçar o cenário mais positivo possível. “O governo vai criar medidas para incentivo ao consumo em breve, mas isso precisa ser feito com muita consciência em questão da insalubridade de crédito do brasileiro. As fintechs têm uma responsabilidade muito alta, porque vão estar do lado do empreendedor que vai ter um fluxo mínimo de caixa ou vai ter tomado algum tipo de dívida, contraído algum empréstimo para poder honrar recebidos passados. Ele vai querer entender como recuperar aquele cliente que ele perdeu por causa da crise. Ele vai precisar entender como renegociar suas próprias dívidas, caso ele necessite fazer isso. Ou seja, assim como o banco, a saúde das fintechs depende da saúde dos seus clientes. A grande diferença entre a fintech e o banco é que o banco está autorizado pelo BC a cobrar taxas de juros extremamente abusivas e as fintechs não – além de não ser interesse a elas se utilizar dessa prática para sobreviver”, completa o especialista.

Quarentena x Isolamento Social, você sabe a diferença? 1022

Confira a importância de se manter em casa é essencial para a diminuição da curva de contágio do coronavírus

Desde dezembro de 2019 o mundo está acompanhando assustado a disseminação do novo coronavírus, o Covid-19. A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou o vírus uma pandemia no último dia 13 de março e, desde então, acompanhamos países enfrentando graves surtos e impondo a quarentena como uma solução para conter a disseminação do coronavírus. Mas, como funciona a quarentena? Ela é importante? É realmente efetiva?

No Brasil, o primeiro caso do novo coronavírus foi confirmado no final do mês de fevereiro. Atualmente, são quase 2 mil casos confirmados e dezenas de mortes. A disseminação do vírus está crescendo de maneira exponencial, o que preocupa as autoridades do país e a população no geral. Como lidar com esse momento? O que podemos fazer? Algumas recomendações são dadas para evitar que o vírus se espalhe ainda mais. Em meio ao surto, o Ministério da Saúde publicou uma Portaria com regras sobre a adoção do isolamento e da quarentena. As medidas previstas como meios de enfrentamento da doença entraram em vigor em 6 de fevereiro, na Lei nº 13.979.

A quarentena é a restrição de atividades comuns da rotina para pessoas que não estão infectadas ou que não apresentam os sinais da doença. É uma medida administrativa que visa separar essas pessoas das que estão com o Covid-19, evitando a propagação do vírus. Pode durar até 40 dias, podendo se estender pelo tempo necessário para reduzir a transmissão comunitária. Já o isolamento separa pessoas confirmadas ou que estejam em investigação clínica e laboratorial (sintomáticas ou assintomáticas). Ou seja, pessoas que tiveram contato com alguém que teve suspeita ou confirmação de portar o Covid-19 e para pessoas que voltaram de viagem de lugares que enfrentam o surto do vírus recentemente. Esse isolamento pode ser feito em casa ou em hospitais e tem como objetivo, evitar a propagação da infecção e transmissão local.

O objetivo do isolamento domiciliar é retardar e evitar a disseminação do vírus, visando o “achatamento da curva” da epidemia. “Essa medida deve ser seguida principalmente para os grupos de riscos. Lembrando que associado às medidas de isolamento devemos reforçar os hábitos de higiene. Lavar as mãos com água e sabão, ao espirrar utilizar a prega do braço, evitar ambientes fechados ou aglomerados, beber bastante líquido e fazer atividades que reduzam a ansiedade”, explica Glaucia Duarte, Coordenadora de Enfermagem da Docway.

O achatamento da curva é importante para evitar que a rede de saúde enfrente um pico de casos sem ter disponibilidade de mão de obra e material necessário para atender todos os pacientes. Com a curva achatada, os hospitais ganham mais tempo e qualidade para tratar os pacientes infectados.

Buscando ajuda

Os sintomas do Covid-19 são bastante parecidos com os de uma gripe comum, como dor de cabeça, febre, dor no corpo, dor de garganta e coriza. Com a semelhança, é comum que diversas pessoas procurem o Pronto-Atendimento pelo aparecimento de qualquer um dos sintomas listados acima, o que pode ser um perigo em tempos de crise. Ao visitar o hospital, você fica exposto a diversos riscos, além de infectar outras pessoas caso realmente esteja com o Covid-19. Por isso, é recomendado buscar o Pronto-Atendimento mais próximo apenas se você apresenta sintomas graves da doença, como casos de insuficiência respiratória grave. Para quem teve contato com algum caso confirmado do vírus ou voltou de viagem recentemente, é recomendado que procurem um posto de saúde ao invés do Pronto-Atendimento.

Mas então, o que fazer quando surgir uma dúvida? Onde buscar informação?

A Telemedicina é uma importante aliada no combate ao Covid-19. Com ela, o paciente consegue se comunicar com o médico através de uma chamada de vídeo, podendo tirar dúvidas, receber orientações e entender se o caso se enquadra como potencial coronavírus ou se pode ser apenas um resfriado comum. A Docway, oferece atendimentos por vídeo por meio das maiores seguradoras de saúde, seguradoras de viagem e como benefício para sua empresa. Saiba mais em: https://docway.com.br/.

Como evitar o contágio do coronavírus por meio de cédulas e moedas? 840

Startup de finanças dá dicas de higienização e comenta como substituir a moeda comum por troco digital

O avanço de casos confirmados no país aumenta o número de questionamentos sobre a doença. Por isso, o cuidado para prevenir o contágio do coronavírus deve ser maior. Assim como lavar as mãos e cobrir nariz e boca ao tossir e espirrar, outras medidas podem ajudar a evitar a propagação do novo vírus.

Muitos estados decretaram situação de emergência exigindo o fechamento de alguns comércios e estabelecimentos. Mas ainda permanecem abertos mercados, farmácias, padarias, postos de combustível e outros serviços essenciais. Durante o pagamento de uma compra, uma nota ou qualquer moedinha, pode transformar essa simples ação em problema de saúde. Vale lembrar que a transmissão da doença ocorrer por contato com pessoas infectadas ou superfícies que tenham o vírus.

Nesse caso, as cédulas de papel e a moedas podem transmitir uma série de bactérias e não apenas o coronavírus. Pensando nisso, a Troco Simples – criadora de uma tecnologia que reverte as moedas comuns de troco em moedas digitais para facilitar a vida dos varejistas separou algumas dicas sobre higienização e cuidados no manuseio do dinheiro.

Lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel

Um dos hábitos mais simples e eficientes que podemos adotar ao manusear o dinheiro é higienização das mãos. Após o contato com cédulas e moedas é preciso evitar esfregar os olhos, colocar a mão na boca e nariz. Nesse caso, o álcool em gel é eficaz para reduzir o risco de infecções, assim como lavar a mão com água e sabão, ambos previnem o coronavírus. O ideal é sempre higienizar as mãos o quanto antes depois do contato com o dinheiro.

Mudar hábitos comuns durante contato com dinheiro

Muitas pessoas têm o hábito de contar dinheiro passando o dedo na língua. A ação é extremamente prejudicial a saúde, a partir do momento que você molha o dedo na boca e conta o dinheiro facilita a entrada de bactérias e vírus no organismo. Além disso, o fato da saliva entrar em contato com as cédulas, aumenta a quantidade de agentes maléficos nesses itens. Por isso é preciso redobrar a atenção durante saques de dinheiro em caixas eletrônicos, ao pagar contas, comprar produtos ou qualquer outra tarefa que envolva a conferência de dinheiro.

Usar alternativas às cédulas e moedas

Para reduzir os riscos e garantir mais segurança contra infeções e a contaminação por coronavírus, ao efetuar uma compra presencialmente em comércios e estabelecimentos a utilização de cartão de crédito ou débito evitam o contato com cédulas e moedas. Além disso, por ser de plástico o cartão tem uma higienização mais prática. Segundo Anderson Locatelli, diretor executivo da Troco Simples outra opção durante as transações é aceitar solicitar o troco digital. “A solução permite receber a moedinha de troco diretamente no CPF do comprador. É possível também fazer o pagamento das próximas compras com o valor acumulado evitando o contato total com o dinheiro”, explica.

A pandemia e oportunidade para o mercado securitário 520

História mostra que momentos de crise são impulsionadores para companhias de seguros

Diante do cenário atual, estamos iniciando um novo tempo onde os valores materiais e, principalmente, os imateriais passam a ser foco no que tange a sua efetiva proteção.

O mercado segurador, baseando-se no princípio da solidariedade (entre outros) possui uma função social muito importante, que é a de proteger a sociedade com relação a seus bens e, num segundo momento, evitar que sonhos se desfaçam.

Para tanto, como já era de se esperar, e com a sensibilidade que o cenário requer, boa parte das companhias seguradoras estão desconsiderando cláusulas de exclusão de cobertura, nos seguros de vida, referente a epidemias e pandemias, num gesto ímpar em prol da sociedade, de sabedoria e humanidade, além de um movimento comercial preciso.

Toda crise gera reações, mas crises como a que está ocorrendo agora geram mudanças de comportamento e reavaliações de princípios e valores. Como diria o ditado: é na freada da carroça que as melancias se ajeitam.

A Covid-19 trouxe ao mundo uma maior consciência sobre o dever de cuidado, a atenção aos detalhes em prol da coletividade e a obediência das normas para o bem comum. Isso tudo se traduz, pelo menos em parte, em evolução de mindset da sociedade.

E o que isso tem a ver com o ramo securitário ?

Tudo. O setor de seguros se desenvolve na medida em que as necessidades humanas vão surgindo. Afinal, o seguro surgiu após o grande incêndio de Londres de 1666, onde milhares de imóveis foram consumidos pelo fogo durante cinco dias ininterruptos, sendo necessários cerca de 50 anos para sua completa reconstrução. Ademais, o seguro de veículos surgiu após o aumento na quantidade de veículos nas estreitas vias e da relação “condutor x pedestre” no início do século XX. Em ambos os casos se visualizou uma necessidade de proteger os bens materiais e a vida.

Neste prisma, olhando o copo meio cheio, a atual pandemia pode ser até benéfica para o setor securitário, haja vista o surgimento de uma necessidade que pode culminar com a criação de novos produtos.

Já no enfoque social, sempre analisando o aspecto mais otimista, o ser humano necessariamente evoluirá na ciência/medicina, no fator humano (cuidado, solidariedade e amor), mas também no aspecto econômico, no sentido de perceber e dar mais valor à proteção de seus bens, sejam eles materiais ou imateriais, cabendo ao mercado segurador adequar ou inovar produtos para suprir esta nova demanda.

 

Por André Luis Borsato, advogado empresarial e integrante da equipe de Seguros do escritório Rücker Curi Advocacia e Consultoria Jurídica.