5 passos para organizar a vida financeira durante a quarentena e não cair nas tentações de compras não essenciais 983

“Controlar os gastos e a impulsividade é essencial para organizar a vida financeira e pode ajudar a superar esse momento de dúvidas e incertezas”

O desafio de combater a Covid-19, causada pelo novo coronavírus, é hoje a principal preocupação dos brasileiros e do resto do mundo. O momento é de alerta e, cada vez mais, as pessoas se perguntam até quando passaremos por tudo isso. Diante dessa incerteza é importante manter o controle e ter clareza da situação para que não haja problemas no futuro. Logo, isso não precisa ser motivo para pânico.

Devido às medidas restritivas necessárias para o combate do vírus, a Receita Federal anunciou este mês a prorrogação do prazo para a entrega das declarações de imposto de renda das pessoas físicas para o dia 30 de junho. Nesta época do ano, devemos ter um olhar mais atento para nossas finanças e refletir sobre os gastos do ano passado. Talvez esse seja o momento ideal para organizar ou ajustar o planejamento financeiro para 2020.

Com o novo cenário, a forma como as empresas e grandes companhias dos mais diversos setores instituíram políticas de trabalho remoto para evitar aglomerações e que as pessoas saiam às ruas. Para quem está de quarentena ou em trabalho remoto, esse pode ser o momento ideal para aprender a poupar dinheiro e energia para os próximos dias. Confira 5 dicas para manter o orçamento organizado

1 – Faça uma programação de pagamentos

No dia a dia são muitas preocupações e tarefas para administrar ao mesmo tempo. Por isso, organizar o orçamento é uma atitude fundamental para não ficar no vermelho. Você pode utilizar ferramentas tecnológicas como aplicativos de celular, planilhas ou até mesmo um caderno de anotações. Isso permite que os processos sejam mais automatizados de forma segura, rápida e eficaz. A ideia é ter o controle das suas contas e realizar uma programação semanal de pagamentos para que não haja cobranças indevidas e evitar atrasos que geram juros e taxas. Assim, você saberá exatamente para onde seu dinheiro está indo.

2 – Compre somente o essencial

Nesse período, vamos ser bombardeados por inúmeros convites que incentivam o consumo, anúncios que vão te sensibilizar e te convencer que você realmente precisa de determinado produto para passar essa crise com tranquilidade e segurança, fazendo uso de nossas emoções sem nos darmos conta. Fique atento pois, caindo nestas tentações você só percebe o conflito das finanças e as emoções quando as consequências são desastrosas, depois de comprometer o cartão de crédito, o atraso de contas de consumo, aluguel e culminando no acúmulo de dívidas.

3 – Faça um esforço e compre à vista

Quando for efetuar uma compra, tenha certeza de que ela está dentro do seu orçamento. Perceba que, no momento da compra, sempre é oferecida a forma de pagamento com o cartão de crédito, mas fuja dele. Prefira quitar suas despesas à vista, pois, além de estar criando uma dívida a prazo, utilizando o crédito você corre o risco de se enrolar e cair nos juros e taxas que estão cada vez mais abusivos.

4 – Priorize as despesas

Tenha clareza da sua situação. Reveja, todos os dias, o objetivo que deseja alcançar e estabeleça limites de gastos diários. Se possui dificuldades em não gastar, evite o uso de cartões de crédito. Alimente-se de forma mais barata, se preciso. Não podemos esquecer que todo mês temos despesas fixas, como contas de consumos, água, luz, em alguns casos aluguel e condomínio e impostos. Portanto, coloque todas as despesas na ponta do lápis e se organize para garantir o pagamento desse tipo de conta em primeiro lugar.

5 – Se está devendo, negocie as dívidas e organize as demais

Para quem está endividado ou terá a renda diretamente comprometida por conta do isolamento, antes de mais nada, é preciso fazer um levantamento de todas as contas que precisa pagar. Fazer esse levantamento não é uma tarefa muito agradável, mas para sair do vermelho e realizar um planejamento financeiro adequado, é necessário entender e definir uma estratégia apropriada para agir corretamente. Depois disso, elabore propostas de pagamento que estejam dentro do seu orçamento e procure seus credores. Não adianta aceitar uma renegociação de dívida que você não conseguirá cumprir. Entre em contato com bancos e instituições financeiras para renegociar financiamentos e parcelamentos. Para quem mora de aluguel, tentar solicitar uma redução temporária no valor é uma boa alternativa para este momento.

Agora que já tem uma visão ampla da sua situação financeira, é hora de cortar os excessos e organizar contas de serviços, assinaturas e boletos ativos, reavaliar o que realmente é útil para você nesse momento: streaming de música, de séries e filmes, TV a cabo, internet entre outros serviços. Não há nenhum problema em consumir estes produtos se o valor que você gasta está dentro do seu orçamento. O problema é quando, por falta de planejamento ou disciplina, você corre o risco de cair na estatística que assombra os brasileiros a cada ano, a inadimplência. Então, entre em contato com as operadoras e analise se há outras opções ou pacotes que atendem às suas necessidades.

Controlar os gastos e a impulsividade é essencial para organizar a vida financeira e pode ajudar a superar esse momento de dúvidas e incertezas, tudo que é bem planejado tem muito mais chances de dar certo. Temos que nos manter positivos e tirar lições valiosas com tudo isso que está acontecendo no mundo.

Por Dora Ramos, consultora contábil & terapeuta holística com mais de 30 anos de experiência. CEO da Fharos Contabilidade e Gestão Empresarial.

Artigo: O aumento da violência 1385

“Sem dúvida, o setor de seguros será diretamente atingido e o preço será caro”

A violência nas ruas de São Paulo está tomando vulto e se tornando perigosa. No Centro, Santa Cecília, Higienópolis, Avenida São João e grande área em volta, os assaltos, ataques a veículos e a pedestres, ameaças e pedradas se tornaram rotina, ao ponto da administração da Santa Casa de São Paulo solicitar à Polícia Militar e à Guarda Municipal que aumentem as rondas em volta do hospital para proteger os colaboradores, principalmente nas horas de entrada e saída, de manhã cedo e no final da tarde.

Recentemente, ao sair da Santa Casa e parar num semáforo da Rua Alagoas, fui abordado por um cidadão com um cartaz que, na sequência, atirou uma pedra no meu carro. O estrago só não foi mais sério porque vi o que ele iria fazer e emparelhei com o veículo ao lado, diminuindo a exposição do meu carro. Mesmo com menos força, a pedra atingiu o vidro da porta de trás.

Ao comentar o fato com outras pessoas descobri que ações como essa têm acontecido regularmente e que principalmente mulheres têm sido assaltadas por marginais que abordam seus carros e, armados com pedras, as intimidam e levam seus celulares.

Também tem sido comum a abordagem de pedestres. Muitas vezes ela acontece em duplas, o que inibe qualquer possibilidade de reação por parte vítima, que, diante da ameaça representada pelos agressores armados com pedras, não reagem e entregam o celular e a carteira. Em bom português, caminhar pelas calçadas desses bairros pode ser uma aventura perigosa, na qual o pedestre, além de correr o risco de ser assaltado, tem que desviar de pessoas que o ameaçam e que são, efetivamente, um perigo para quem caminha pelo pedaço.

É comum dentro da Santa Casa se ouvir relatos de colaboradores e pacientes que foram assaltados ou acuados, a pé e de carro. A situação se deteriorou de tal forma que até semáforos foram furtados no bairro de Higienópolis, não faz muito tempo.

Este quadro triste não é exclusividade dos bairros acima. Ao contrário, ele pode ser visto nas mais variadas regiões da cidade, da Avenida Paulista a Santana, dos Jardins a Santo Amaro e por boa parte da Zona Oeste, próximo ao Ceasa e na Lapa.

Não é um problema de falta de polícia. A polícia estás nas ruas e trabalhando. A origem do fenômeno está na grave crise que maltrata o Brasil desde 2014. Quando nós achávamos que iríamos colocar a cabeça fora d’água, a pandemia do coronavírus caiu feito uma bomba em cima da nação, que, ainda por cima, ficou sem saber muito bem para que lado ir, em função dos sinais equivocados ou embaralhados do Governo Federal, caminhando na contramão de tudo que o mundo tem feito para combater o vírus.

Não há no horizonte sinal de que possa haver qualquer tipo de melhora nos próximos meses. Ao contrário, os prognósticos, com base na interrupção de grande parte da atividade econômica decorrente da epidemia, apontam uma enorme recessão e o agravamento brutal do desemprego, que pode, de acordo com especialistas, atingir um total de mais de vinte milhões de pessoas.

Estes dados são dramáticos e indicam um futuro duríssimo para a população brasileira. O que vem pela frente tem tudo para ser, senão o pior, um dos piores momentos da história do Brasil. E, num cenário de terra arrasada, o aumento da violência é uma consequência lógica, porque a sobrevivência a qualquer custo vem em primeiro lugar, trazendo com ela os piores defeitos do ser humano.

É ruim para todos. E conseguir evitar que ele tome proporções que escapem ao controle é indispensável para o futuro do país. O problema é como fazer isso. Não sei se alguém tem a resposta. Mas ela passa pela adoção de medidas socioeconômicas indispensáveis para garantir um mínimo de capacidade operacional para os empresários e qualidade de vida para grande parte da população. Além disso, não fazer nada vai expor a sociedade ao aumento ainda maior da violência.

Sem dúvida, o setor de seguros será diretamente atingido e o preço será caro, onerando todas as carteiras de empresas que já estão sob pressão. Mas a conta final, essa, será muito mais cara e cairá nas costas de toda a sociedade.

Prós e contras da prorrogação da LGPD em meio ao cenário de pandemia 5774

Artigo é do advogado Sahil Bhambhani, da Agrifoglio Vianna Advogados Associados

Em abril do presente ano, o Senado Federal aprovou a prorrogação do início da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para janeiro de 2021, sendo que a eficácia das disposições que versam sobre as penalidades foi postergada para agosto de 2021.

É de se entender e apoiar que todos os esforços do país, no momento, sejam destinados a mitigar os efeitos nefastos da pandemia, mas a justificativa dada não possui correlação com elemento essencial à vigência efetiva da LGPD: a implementação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que ainda não ocorreu. Trata-se do órgão regulamentador da Lei, responsável pela elaboração de estudos e diretrizes da proteção de dados, que funcionará como um elo entre a sociedade e o governo.

A instabilidade regulatória constitui grande óbice ao avanço do país no tema, pois pode implicar em tutela difusa por outros órgãos fiscalizadores, causando insegurança jurídica. Importante denotar, também, que diante da necessidade de isolamento domiciliar de grande parte da população, houve crescimento da utilização das plataformas de teletrabalho e vídeo-chamadas, entre outros, o que ensejou no aumento da circulação de dados pessoais nas plataformas digitais. São informações que continuam a circular sem o tratamento necessário, com possíveis consequências nebulosas para seus titulares.

Sob o prisma econômico, acredita-se que a prorrogação ajudará as empresas, inegavelmente afetadas pela crise, a ganharem tempo para se adequar às diretrizes da Lei. Entretanto, analisando-se a questão sob outro ângulo, o atendimento às disposições legais da LGPD pode constituir um diferencial competitivo para as empresas. Outro ponto importante é a necessidade do Brasil possuir legislação vigente acerca do tema para as empresas locais estarem de acordo com as disposições de outros países – a União Europeia, importante parceira econômica do país, através do General Data Protection Regulation (GDPR), exige que para a troca de dados internacionais entre empresas, o parceiro deve possuir legislação de proteção de dados igual ou superior ao seu nível de proteção. Há o temor, portanto, que as empresas locais sejam prejudicadas no cenário internacional, o que dificultaria ainda mais a retomada do crescimento econômico.

Como se sabe, países como Itália e Espanha, entre outros, sofreram gravemente com o Coronavírus nos meses de março e abril – e foi reforçada a necessidade pela União Europeia (UE) de utilização de dados pessoais anonimizados em meio digital para prever o avanço da doença, avaliar a efetividade das políticas de saúde e ajudar os serviços mais importantes naquele momento. Tudo isto com a atuação do órgão fiscalizador, para que os procedimentos estivessem de pleno acordo com a regulamentação da UE acerca do tratamento destes dados.

A partir do momento em que fosse implementada a ANPD, o Brasil poderia trabalhar da mesma forma, aliando as benesses da tecnologia com o tratamento correto de dados pessoais de seus cidadãos, especialmente os relacionados à saúde, ao passo que são considerados dados sensíveis. Este é o ponto central da questão – a vigência plena da LGPD, com órgão fiscalizador atuante, poderia auxiliar, primordialmente, no combate à pandemia, ao mesmo tempo em que, indiretamente, traria um diferencial para as empresas brasileiras no mercado global.

Não se pretende ingressar em uma dicotomia, com a necessidade de escolha entre a proteção dos dados ou a saúde, mas sim garantir que ambos sejam priorizados e se complementem, afim de mitigar todos os danos causados pela pandemia.

Artigo: Crise na saúde mostra que prevenção é fundamental 529

“Kit básico de precaução é composto pelos seguros de vida e de saúde e os planos de previdência”

Seguro de vida. Seguro saúde. Seguro-fiança. Previdência privada. Indenização por morte pela Covid-19; despesas médicas dos infectados; cobertura de aluguel para quem está em dificuldade financeira; renda complementar ou dinheiro para emergência em situações-limite. Exemplos não faltam de indivíduos e empresas que, por terem investido previamente em determinadas proteções, agora conseguem minimizar, ao menos financeiramente, prejuízos causados pela violenta pandemia do novo coronavírus. Neste momento, há os que encontram algum conforto por saber que estão “cobertos” e outros que pretendem (ou ao menos consideram a possibilidade de) adquirir seguros. Por precaução.

Três das coberturas mais importantes agora são as de morte, invalidez e sobrevivência. O seguro de vida cobre o risco de morte – quando há uma indenização para os dependentes daquele que morreu – e o risco de invalidez, que se concretiza em uma renda, caso a pessoa não possa mais trabalhar. O risco de sobrevivência é suprido pela previdência, que servirá para complementar a renda do titular da apólice.

Seguro de vida

Cobertura financeira caso ocorram imprevistos com o titular da apólice. O seguro de vida cobre assistência funerária, doenças graves, invalidez, morte natural ou acidental e incapacidade temporária. Ao contratar o seguro, é preciso escolher o valor, as condições de indenização e as pessoas que irão recebê-la em caso de morte do segurado.

Previdência

Por meio de contribuições periódicas, o titular acumula recursos para que, ao se aposentar, ele tenha uma renda extra. Ao fim do período, é possível resgatar o valor integral (se o plano for estruturado no regime financeiro de capitalização) ou receber a renda mensal equivalente ao que contribuiu. No benefício de sobrevivência, se o segurado desistir do plano, ele também pode fazer o resgate.

Seguro-Saúde

A função desse plano é oferecer assistência médica e hospitalar em um momento de necessidade. Alternativa à rede pública de saúde, permite que o titular faça exames laboratoriais e consultas médicas onde e com quem escolher – ou seja, não é preciso recorrer a uma rede credenciada. A condição é que o cliente pague pelo atendimento na hora, para ser reembolsado depois pela seguradora. O valor a restituir depende do prêmio contratado pelo segurado – ele é fixo e as condições estão estabelecidas na apólice.

Plano de saúde é o mesmo que seguro-saúde?

Não. As duas modalidades de proteção oferecem assistência médica e hospitalar. A diferença é que o plano de saúde determina que o atendimento seja realizado em uma rede de estabelecimentos credenciados à operadora – ou seja, ao usar o plano, o titular não é livre para escolher médico, hospital ou laboratório. Na consulta ou no exame, não é necessário desembolsar nenhum valor. A tempo: atualmente, muitos planos autorizam o cliente a usar serviços fora da rede credenciada, mediante reembolso. Mas isso é caso a caso. Consulte o corretor.

Cuidados ao contratar

As questões devem ser cuidadosamente analisadas no momento da contratação de um seguro de qualquer modalidade

1. Preencha o questionário de perfil e a declaração de saúde de forma correta, sem omitir nenhuma informação.

2. Confira se as coberturas, franquias e assistências estão de acordo com sua necessidade. Antes de assinar, leia atentamente até as letras mais miúdas.

3. Ao contratar, procure por valor e não somente o menor preço – ainda que seja fundamental lidar com a realidade de seu orçamento.

4. É importante que o corretor conheça no detalhe os produtos que oferece. Ele precisa explicar todas as condições da apólice com máxima clareza. A contratação de um produto deve ser proveitosa para os dois lados, e uma relação de confiança entre cliente e corretor ajuda a obter produtos mais adequados.

Por Adriana Peranovich, corretora de seguros franqueada da rede Seguralta

Artigo: 2020 não tem mais jeito 565

“Poucas certezas são que o mundo sairá mais pobre, que milhões de empregos já estão perdidos e que a recuperação pode demorar”

O ano está condenado. Não tem o que fazer. 2020 vai entrar para a história como um dos grandes desastres econômicos do século 21. O mundo experimentará uma das maiores recessões de todos os tempos e o Brasil não vai ficar de fora, nem se sair melhor do que os demais países. Ao contrário, as previsões para a recessão nacional têm variação de menos quatro a menos onze por cento em relação ao ano passado, o que faz de 2020 o pior ano do século.

A economia mundial vai atravessar uma recessão avassaladora, que quebrará milhares de empresas de todos os portes ao redor do planeta. Mas esta é só a primeira parte do drama. A segunda é o tamanho da conta e quem e como vai pagar os trilhões de dólares que a pandemia do coronavírus custará.

As poucas certezas são que o mundo sairá mais pobre, que milhões de empregos já estão perdidos e que a recuperação pode demorar mais tempo do que os otimistas estão falando, até porque ninguém sabe a duração da pandemia.

Se países como Estados Unidos e China tiveram queda no PIB na casa dos dois dígitos, na comparação entre abril e março, não há razão para o Brasil se sair melhor.

Tomando a indústria automobilística como parâmetro, se em março ela apresentou uma queda de vinte por cento no número de veículos produzidos, em abril a queda foi de setenta e cinco por cento. Ou seja, praticamente não houve venda de veículos novos no país. Mas este segmento econômico vai muito além da produção de veículos. Ele tem início na indústria siderúrgica e termina nos desmanches e ferros velhos, além de toda uma cadeia paralela que não participa diretamente da produção, mas engaja uma grande quantidade de pessoas, que vende ou presta serviços para empresas e pessoas ligadas à cadeia automotiva.

Só que não é apenas a indústria automobilística que está em xeque. Praticamente todos os demais setores industriais estão num profundo processo de retração. O coronavírus veio para agravar um quadro dramático, iniciado com a crise de 2014, que colocou a indústria nacional sob ameaça de colapso. Quando apenas algumas atividades começavam a colocar a cabeça para fora, a pandemia trouxe em seu bojo uma nova onda, que submergiu os que ensaiavam nadar e ameaça afogar definitivamente os que ainda estavam tentando chegar à tona.

Os números do primeiro trimestre de 2020 mostram resultados positivos na última linha dos balanços de várias seguradoras. É inclusive possível que, dependendo do foco de atuação da companhia, ela feche o primeiro semestre com resultado positivo. Mas isto não significa que depois de março seu desempenho foi positivo. Significa apenas que os números positivos, frutos da recuperação econômica de 2019 e que se mantiveram em janeiro e fevereiro, impactaram favoravelmente os resultados do primeiro trimestre, seja pela obrigação do diferimento dos prêmios, seja pelo seu fracionamento mensal.

A queda brutal da venda de veículos novos tem impacto na carteira de seguradoras que têm o seguro de auto como carro chefe. Com o desemprego, o inadimplemento dos prêmios dos seguros individuais cresceu para percentuais muito elevados. Seguros como fiança locatícia, que sempre tiveram baixa sinistralidade, estão sob pressão pelo não pagamento de milhares de alugueres. Com a queda da atividade econômica as empresas também começam a não pagar ou a reduzir suas importâncias seguradas e, consequentemente, os prêmios devidos.

O fechamento de milhares de empresas vai gerar um novo atrito entre segurados e seguradoras, envolvendo eventual cobertura de lucros cessantes. E os planos de saúde privados e os seguros de vida já estão sendo demandados em função da pandemia.

Como a crise econômica deve se agravar ao longo dos próximos meses, não há como vislumbrar, neste momento, qualquer possibilidade de retomada do crescimento pelo setor de seguros brasileiro.

Se servir de consolo, a situação não é exclusividade nossa. No mundo inteiro as seguradoras terão dias difíceis pela frente. A saída do buraco passa pelas ações pós-pandemia e pela capacidade delas se reinventarem.

Confira dicas sobre saúde no trabalho 676

Sharecare elenca cinco práticas que precisam ser adotadas

Alcançar uma boa produtividade no ambiente corporativo é, sem dúvida, um dos objetivos mais comuns dentro das empresas. Para isso, investir na saúde no trabalho pode ser uma das estratégias mais promissoras a ser adotada por organizações que buscam compor um ambiente saudável, produtivo e que preza pela valorização dos profissionais.

Hoje, saúde e bem-estar são pilares para a qualificação do ambiente interno de organizações, servindo de base para o estímulo de práticas ligadas à saúde física e mental, principalmente. Nesse cenário, líderes e gestores já perceberam o quão importante é cuidar da saúde dos colaboradores para se promover aumento da produtividade, redução do absenteísmo, retenção de talentos e melhoria da qualidade de vida dos profissionais.

No dia a dia de uma empresa, a saúde no trabalho pode ser garantida de diferentes formas. Para comprovar isso, hoje vamos mostrar a você 5 práticas que precisam ser adotadas para reforçar esse atributo de forma simples e eficiente. Continue a leitura e confira!

1. Aposte em uma gestão de saúde eficiente

O ponto de partida para se melhorar a saúde do trabalho dentro de uma empresa é investir na gestão desse quesito internamente. Aqui, a gestão à qual nos referimos está relacionada a todas as atividades voltadas ao acompanhamento do ambiente de trabalho e que são essenciais para se identificar possíveis riscos, pontos de atenção e processos que podem drenar a saúde física ou mental dos profissionais.

Desenvolvendo uma análise interna contínua no ambiente, por exemplo, é possível entender melhor o impacto de cada atividade sobre a saúde e motivação do colaborador, além de ser a chave para que a empresa identifique processos que podem ser otimizados, automatizados ou substituídos.

2. Trabalhe em uma cultura alinhada com o que a empresa preza

A saúde no trabalho passa pelo desenvolvimento de uma verdadeira cultura interna. Ou seja, profissionais, líderes e gestores precisam trabalhar sempre com ideias claras de promoção da saúde e bem-estar, preocupando-se com todas as questões que envolvam esse tema dentro do ambiente.

Essa cultura será o norte para todas as atividades dentro do negócio. Das ações mais simples até as mais complexas, haverá sempre uma preocupação em se avaliar as condições de trabalho dos membros da empresa, o nível de satisfação interno e a motivação.

Além disso, os valores mais importantes pregados por qualquer organização, como valorização e respeito aos seus recursos humanos, serão reforçados com a criação de um ambiente pautado em atributos importantes, como:

– prevenção de riscos;
– respeito à jornada de trabalho;
– redução do estresse e pressão durante as atividades;
– fixação de metas reais e alcançáveis, entre outros.

3. Realize campanhas preventivas e educacionais

A promoção da saúde no trabalho é um processo gradativo, de modo que precisa ser reforçado diariamente. Cada membro da empresa precisa entender a importância desse tema e, mais ainda, saber o que pode ser feito para que consiga estruturar um ambiente saudável.

Nesse sentido, é fundamental que gestores e líderes invistam sempre em campanhas educativas com o objetivo de instruir e reforçar a importância de se adotar hábitos saudáveis dentro da empresa. No mais, essas campanhas podem servir de base para ações de prevenção de acidentes, doenças ocupacionais e outras questões que possam afetar a saúde do colaborador.

A depender do ramo de atuação da empresa, esse tipo de cuidado deve ser ainda mais intenso, já que existem segmentos em que a exposição a fatores de risco é ainda maior — como na indústria química, farmacêutica e metalúrgica —, exigindo ações mais incisivas para minimizar os seus efeitos principalmente sobre o corpo de cada profissional.

Abrimos um parêntese para deixar claro que essas campanhas podem ser realizadas de diferentes formas. A exemplo, pode-se adotar medidas como:

– criar materiais educativos para distribuição e fixação em locais estratégicos, inclusive em meios digitais;
– trabalhar o tema a partir de dados estatísticos levantados por meio da leitura de registros de afastamento de funcionário, recorrência de uso de planos de saúde, especialidades médicas mais utilizadas etc.;

É importante frisar que as ações de prevenção devem ser objetivas e sempre direcionadas. Por isso, trabalhar de forma integrada com operadores de planos de saúde ajuda a empresa a ter acesso a dados importantes para avaliar quais os problemas de saúde mais comuns, quais as principais causas de afastamentos e outras informações do gênero.

4. Tenha uma equipe especialmente envolvida nesse processo

Os impactos do trabalho sobre a saúde do trabalhador podem ser bastante significativos, a depender do tipo de atividade. Por isso, estamos falando de um assunto sério, que afeta não apenas a produtividade do profissional ou de uma empresa, mas principalmente a qualidade de vida de uma pessoa. Para se ter ideia da relação existente entre saúde e produtividade, um estudo realizado pelo Serviço Social da Indústria (SESI), entre outubro de 2015 e fevereiro de 2017, no qual foram consultadas 500 empresas de médio e grande porte, ajuda a ter uma compreensão mais ampla sobre o tema.

Nesse estudo, alguns dados são bastante esclarecedores:

– 71,6% das empresas entrevistadas afirmam que se preocupam com a saúde dos trabalhadores;

– 76,4% acredita que a atenção com saúde deve aumentar nos próximos 5 anos, sendo que 13,2% crê que ela deve aumentar muito;

– 48% dos entrevistados já aplicam medidas voltadas à promoção da saúde no trabalho e assim reduzir as faltas por esse motivo;

– 43,6% perceberam que ações dessa natureza conseguem proporcionar maior produtividade no chão de fábrica;

– 34,8% acredita que ações de saúde são fatores determinantes para a redução de custos;

– 84% das empresas avaliam os aspectos ergonômicos;

– 87,8% das indústrias realizam a gestão do afastamento por doença;

– grandes empresas são as que mais priorizam a saúde dos trabalhadores, sendo que 36% delas possuem uma preocupação muito alta.

– Em meio às médias empresas, 20,4% possuem o mesmo grau de preocupação.

Nesse cenário, fica claro que é necessário tratar a saúde no trabalho com seriedade e profissionalismo, indo em busca de alternativas realmente efetivas para se promover melhorias nesse quesito em ambientes corporativos. Assim, uma recomendação que deve ser seguida é contar com uma equipe especialmente desenvolvida para auxiliar nesse processo.

Ou seja, a empresa precisa contar com o apoio de profissionais especializados na gestão de saúde. Uma equipe focada nesse aspecto tem condições de avaliar com muito mais profundidade as necessidades da empresa, além de utilizar dados estatísticos, boas práticas e fatores científicos para trazer a saúde laboral para dentro do ambiente.

Além do mais, agindo assim, fica mais fácil dar ênfase nos pontos mais importantes para se melhorar a qualidade de vida dos profissionais, já que estamos falando de um auxílio especializado.

5. Desenvolva hábitos saudáveis

Passar horas diante de um computador é uma rotina que se repete na realidade da maior parte dos profissionais e empresas pelo mundo. À medida que o mundo se torna mais digital, piores os hábitos relacionados às atividades físicas vão se tornando — pelo menos dentro das empresas.

Nesse cenário, é essencial desenvolver uma cultura baseada em hábitos saudáveis. Para isso, o ponto de partida deve ser o entendimento do cenário interno da empresa, considerando os riscos mais comuns, os motivos mais frequentes de afastamento e acionamento do plano de saúde. Os dados estatísticos são a base para a criação de políticas mais objetivas e eficientes, o que encurta o tempo de resposta das ações.

Indo além, pode-se investir na adoção do trabalho home office, postura que pode minimizar bastante o desgaste emocional dos funcionários, especialmente nas grandes cidades, em que é comum perder horas do dia se deslocando de um ponto a outro. Uma pesquisa realizada pelo MindMetre Research a pedido do International Workplace Group (IWG) consultou 18 mil pessoas, em 96 países, e constatou que 77% dos brasileiros entrevistados acreditam que o home office oferece maior qualidade de vida.

Por fim, otimizar a saúde no trabalho, como vimos, é um exercício diário. Esse tipo de melhoria é fruto de pequenas mudanças de hábitos, mas que com o passar do tempo trazem efeitos bastante positivos tanto para o profissional quanto para a empresa. Desse modo, investir nesse atributo, hoje, é uma verdadeira necessidade, além de ser o caminho mais promissor para se criar equipes produtivas e motivadas e para se reduzir os custos que doenças ocupacionais e outros problemas de saúde podem ocasionar a um negócio.