Futuro próximo: o que vai acontecer? 834

Companhias também estão muito envolvidas na construção de respostas para as novas demandas que o “novo mundo” apresenta

Ninguém tem como cravar essa resposta, mas é possível vislumbrar tendências no setor de seguros – que orbita tantas áreas da vida e afeta uma cadeia enorme, da ponta do cliente à da companhia, analisa caderno especial do Estadão.

Já é dado no mundo todo: a pandemia do novo coronavírus conduz a humanidade para outras dinâmicas nas relações – entre pessoas; entre empresas; entre pessoas e empresas. Ainda que seja cedo para saber o que e como exatamente viveremos quando passar a fase mais crítica da crise, é possível vislumbrar algumas transformações no setor de seguros.

O comportamento do consumidor brasileiro, por exemplo, já mudou. “Ninguém acorda querendo comprar um seguro, mas o brasileiro está mais apto a ouvir”, diz Hélder Molina, CEO da Mag Seguros. As companhias estão também muito envolvidas na construção de respostas para as novas demandas que o “novo mundo” apresenta. Sobretudo as tecnológicas.

Veja a seguir algumas tendências apontadas por especialistas e que devem chegar ao mercado ainda em 2020.

Seguro de Nicho

O desenvolvimento de produtos bastante específicos para determinados grupos é uma categoria promissora no mercado de seguros brasileiro. A startup WinSocial oferece seguro de vida com cobertura de morte e invalidez para um público que tem dificuldade de encontrar essas soluções no mercado. É o caso dos diabéticos. A empresa opera em parceria com a Mag Seguros, e em março de 2020 registrou aumento de 60% sobre as vendas de fevereiro. A alta reflete uma maior preocupação dessas pessoas, consideradas grupo de risco para o coronavírus, com o planejamento financeiro. A WinSocial pretende ampliar a cobertura, ainda este ano, para pessoas obesas, com HIV, hipertensas e com câncer.

Seguro Intermitente

Os planos de seguros com vigência reduzida de contrato e/ou período intermitente também devem ganhar espaço no mercado nacional. De acordo com Márcio Coriolano, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), nessa modalidade mais compacta as companhias podem oferecer apólices que são contratadas de acordo com a conveniência do consumidor.

O seguro de período mais enxuto de validade pode ser determinado em meses, dias, horas, minutos, bem como em duração de viagens e outras situações estabelecidas pela seguradora. Já nos modelos de vigência intermitente – em que o produto é ativado e desativado –, o que se leva em conta são condições de interrupção e o recomeço da validade da apólice. Esse tipo de seguro é, portanto, contratado sob demanda e para situações específicas, como a proteção de celular em um passeio à praia ou a cobertura de vida em determinado trecho de uma viagem. “Eles são uma evolução no mercado brasileiro de seguros”, avalia Hélder Molina, CEO da Mag.

Seguro Cibernético

Os riscos cibernéticos já são os que mais preocupam os empresários em todo o mundo. A preocupação aumenta nesses tempos de quarentena, em que as comunicações pessoais e de trabalho e as movimentações financeiras são realizadas majoritariamente por meio de conexões digitais em computadores e smartphones.

O chamado seguro cibernético cobre, por exemplo, os prejuízos causados pela ação criminosa de um hacker – esse tipo de evento provoca mais do que aborrecimento: pode terminar em roubo de dados estratégicos, derrubar servidores, interromper operações de uma empresa, gerar ação judicial envolvendo terceiros, etc..

A proteção é dirigida a empresários e profissionais que utilizam a internet para armazenar dados, compartilhar informações ou realizar vendas – organizações e pessoas que detêm muitas informações sobre os indivíduos. “Na migração das relações presenciais para as virtuais, esse tipo de seguro reduz a vulnerabilidade”, diz Márcio Coriolano, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

Seguro de Vida

O mercado de seguro de vida vai sair da pandemia muito mais maduro do que quando entrou, afirmam os especialistas. Uma expectativa comum à maior parte das seguradoras brasileiras é o aumento das vendas de seguro de vida. Isso porque as pessoas estão mais conscientes da necessidade de se planejar e prevenir em relação a crises como a que estamos vivendo. A pandemia mostra que prevenção é tão fundamental quanto informação e educação para conter danos – e viver melhor.

“O seguro de vida foi impactado positivamente pela pandemia porque o brasileiro nunca teve tanta consciência e preocupação de que pode acontecer algo com ele ou com a família dele como agora”, avalia Márcio Batistuti, diretor de Varejo da Mag Seguros. Apesar do aumento da conscientização, ainda há desafios a vencer. “O primeiro foi realizar a venda virtual, visto que a tradição no setor é a venda presencial. Nesse cenário, o fato de o consumidor estar mais interessado facilitou a operação com o corretor”, diz.

Compra e Venda Online

Para Aura Rebelo, vice-presidente de Marketing & Digital da Prudential do Brasil, todos os atores vão ter de se readequar ao mercado no pós-pandemia. Segundo ela, o próprio órgão regulador tem demonstrado maior flexibilidade no quesito contratação digital. “A assinatura sem ser presencial era impensável. E apesar de haver uma norma bastante transparente que nos permite atuar dentro da regulação fazendo a venda do seguro de maneira virtual, ela era interpretada com muita rigidez. Percebemos agora que podemos fomentar a assinatura eletrônica, porque ela é segura e facilita a vida do corretor e do consumidor”, diz a executiva.

Hélder Molina, CEO da Mag Seguros, compartilha dessa visão. Segundo ele, a venda online de seguros já é uma realidade. “Nós tínhamos investido em ferramentas tecnológicas e estávamos preparados para operar no ambiente virtual. Dessa forma, em cinco dias colocamos 100% da companhia em home office e conseguimos cumprir a meta de vendas de março”, diz Molina, que acredita que a comercialização online subsistirá ao período de pandemia.

Uso de Algoritmos

O uso da tecnologia no setor de seguros muda a atuação das seguradoras, agiliza processos e transforma também a interação dos corretores com os segurados. Os algoritmos já estão entre as ferramentas cada vez mais usadas para chegar ao consumidor. A rigor, são passos necessários para solucionar problemas. Executores de tarefas com começo, meio e fim. Não raro, também são tidos como misteriosos programas capazes de “prever” decisões que tomaremos com base em hábitos online e outros rastros de dados que deixamos por aí.

Quando a serviço do setor de seguros, os algoritmos possibilitam desde uma triagem do perfil do cliente até a elaboração de orçamentos em casos de reparos de veículos, por exemplo. Tudo automatizado. Dessa forma, a análise inicial do candidato a segurado, que é realizada por meio de uma entrevista entre corretor e cliente, em breve será feita por algoritmos que rapidamente traçarão os perfis e, com isso, poderão propor planos personalizados e levar os envolvidos rapidamente para a próxima etapa de negociação. “Já é uma realidade no setor a vistoria dos sinistros feita por imagens com auxílio de algoritmos que calculam o custo do conserto de um veículo, por exemplo”, diz Luis Gutiérrez, CEO da Mapfre Seguros. Para ele, realizar as operações sem uso de papel é uma forte tendência no setor.

Argo Seguros apresenta novidades ao CCS-RJ 663

Live voltada aos corretores fluminenses será transmitida nesta quarta-feira, às 16 horas.

Atendendo a pedidos e identificando o potencial dos canais digitais, a diretoria da Argo Seguros decidiu ampliar o acesso dos parceiros às informações da empresa. Como o tradicional almoço do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) tem a realização vetada por conta da pandemia, o encontro online será aberto a quem quiser participar – e em horário de expediente. Com inscrições gratuitas, a Argo promove, nesta quarta-feira, 8, às 16 horas, uma live para os associados do Clube e demais profissionais do mercado de seguros.

Durante cerca de uma hora, Newton Queiroz, CEO e presidente, e Bruno Porte, diretor de TI e Operações, irão mostrar as funcionalidades do Argo Digital e os serviços disponíveis para os corretores e os principais produtos da seguradora, incluindo o Instant, o primeiro seguro para automóveis 24 horas do Brasil.

“É uma excelente oportunidade para conversar com alguns dos principais corretores do mercado segurador fluminense e apresentar as novidades e ferramentas que disponibilizamos, para que eles possam vender mais, em menos tempo. Acreditamos que esse será apenas o início de uma grande relação que planejamos manter com o CCS-RJ“, destaca Queiroz.

“Queremos atuar como um facilitador das informações das seguradoras, para que todos possam ficar por dentro das iniciativas que existem para auxiliar o corretor. Não temos dúvida de que o encontro será muito oportuno e proveitoso para todos que participarem”, convida Sonia Marra, diretora do CCS-RJ.

Com inscrições abertas no endereço https://bit.ly/live-connection-08-06, a live conta com o apoio da Educa Seguros e faz parte da programação de aquecimento para o primeiro grande evento do Clube, o CCS-RJ Connection, que este ano será 100% online.​

Porto Seguro Cartões agora oferece parcelamento em até 12 vezes sem juros para contratação de seguros 984

Condição é válida para Ramos Elementares, Porto Seguro Auto (Individual e Auto Frota) e Azul Seguro Auto

A novidade tem objetivo de viabilizar mais negócios para os corretores e benefícios para os clientes Porto Seguro, facilitando a aquisição através do parcelamento em 12x sem juros. Para os demais Cartões, o parcelamento permanece em 6x sem juros, para os seguros Porto Seguro Auto, Azul Seguro Auto, Condomínio, Empresa e Residência.

Desde o dia 29 de junho, a contratação ou renovação dos seguros Porto Seguro Auto e Azul Seguro Auto, podem ser parcelados em até 12x sem juros com o Cartão Porto Seguro. A mesma condição de parcelamento começa a valer a partir do 1 de julho para os produtos de Ramos Elementares (Bike, Empresa, Equipamentos Portáteis, Máquinas e Equipamentos, Residência, Responsabilidade Civil Geral e Profissional, Responsabilidade Civil Administradores – D&O e Riscos de Engenharia). Importante reforçar que a condição especial é válida para todo o Brasil e por tempo indeterminado.

Essa novidade soma-se aos demais benefícios do Cartão Porto Seguro, como 10% de desconto na contratação do Cartão junto com os seguros: Porto Seguro Auto, Azul Seguro Auto, Empresa e Residência. E, para quem já possui o Cartão, o desconto é de 5% na contratação ou renovação dos seguros: Porto Seguro Auto, Azul Seguro Auto, Bike, Empresa e Residência.

Além dos benefícios citados acima, utilizando o Cartão Porto Seguro os clientes podem acumular pontos no Programa de Relacionamento para adquirir ainda mais descontos em outros serviços. Por exemplo, em caso de sinistro, o cliente conta com até 25% de desconto na franquia utilizando uma das oficinas referenciadas da Porto Seguro, utilizando os pontos apenas como base de cálculo e o cliente poderá parcelar o valor em até 6X sem juros.

O diretor da Porto Seguro Financeira, Ricardo Kaoru, explica que essa iniciativa faz parte de uma mobilização interna para buscar soluções que possam proporcionar boas oportunidades de negócios para parceiros e clientes, principalmente neste momento, no qual todos precisam se apoiar. “Reunimos os produtos dentro de casa e, com alegria, anunciamos mais essa novidade que vai proporcionar economia e incentivo para impulsionar os negócios”, pontua Kaoru.

Executivos apontam modificações no mercado de seguros em razão da pandemia 1038

Alterações no comportamento do consumidor foram destaque em live com integrantes da Sancor Seguros e CVG RS

Rafael Leonel, da Sancor.

Hoje precisamos ter estratégias imediatas, fugindo do padrão de estratégias somente de curto ou de longo prazo. Essa é uma das tantas frases marcantes proferidas durante a Webinar – Oportunidades e Inovações em Seguros de Pessoas, promovida pela Sancor Seguros na noite da última segunda-feira, 6. O autor da frase é José Inácio Vergara, gerente da Sancor Seguros e um dos debatedores da live que, a exemplo dos outros dois participantes, Rafael Leonel, diretor da Sancor, e Andreia Araújo, presidente do CVG RS, discorreram sobre efeitos da pandemia no mercado segurador brasileiro.

No painel, os palestrantes enfatizaram os indicativos de mudança de prioridade dos consumidores, com a contenção da demanda por seguros de automóvel e o despertar do interesse por mais informação sobre ramo de Vida. Andreia Araújo lembrou que o seguro de pessoas já vinha crescendo desde 2016, com ápice em 2019, quando ele superou o seguro Auto na quantidade de novas comercializações.

A presidente do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande Sul enfatizou, contudo, que até o começo da pandemia a prioridade de contratação para os consumidores ainda era pela carteira de automóvel, mas a partir de março a procura por seguros de pessoas cresceu de forma visível.

José Inácio Vergara, da Sancor.

“Houve o despertar da pior maneira possível, em razão da pandemia, mas está ocorrendo o esperado interesse do brasileiro pelo seguro de vida”, destacou a palestrante. Rafael Leonel comentou que, há 10 anos, quem fazia campanhas de seguro de vida junto aos corretores eram somente seguradoras especializadas neste ramo, o que está mudando. “Seguradoras generalistas hoje já buscam sensibilizar os corretores da importância de seguros de Vida”. Ele lamenta que essa mudança de cultura tenha ocorrido de forma abrupta e dolorosa para todo o mundo. “Ou se aprende no amor, ou se aprende na dor”, parafraseou um clássico ditado, enfatizando que a pandemia acelerou uma tendência que já está latente no mercado.

Tecnologia
Outra movimentação nova que teve destaque na webinar foi a importância da tecnologia como recurso para que os operadores do mercado securitário dessem continuidade ao trabalho, de abril em diante. Houve entre os painelistas unanimidade de que todos os setores do segmento insurance, se ainda não estão adaptados, irão se adaptar ao avanço da tecnologia. Os três tiveram consenso também de que a proliferação das ferramentas digitais será irreversível mesmo depois da pandemia.

Mas acrescentaram que o contato pessoal ainda terá lugar de destaque na interação entre seguradores e corretores e entre corretores e clientes. O que vai ocorrer é uma convivência entre o trabalho digital e o presencial, entendem os palestrantes. “Mesmo com toda a tecnologia, ainda o ser humano precisa da troca entre as pessoas”, sintetizou Andreia.

Entre outros pontos da webinar, cabe mencionar os comentários sobre a importância dos serviços de teleconsulta, no tocante à redução de despesas com a sinistralidade do seguro saúde e no que diz respeito a preservar o paciente. Destaque ainda a forte tendência de desburocratização que o setor de seguros irá passar, em decorrência do novo comportamento do consumidor.

Sompo Seguros cresce 4% em Seguros Corporativos 653

Em junho, a modalidade representou cerca de 38% das oportunidades de negócios

A Sompo Seguros S.A alcançou um crescimento de 4% na área de ​Seguros Corporativos entre janeiro e maio de 2020, em relação ao mesmo período de 2019. Segundo nota da empresa do Grupo Sompo Holdings, o resultado se deve às estratégias desenvolvidas para atender aos corretores de seguros e segurados no período de pandemia. A companhia atingiu R$ 353,9 milhões em prêmio emitidos nos primeiros cinco meses de 2020, frente aos R$ 340,2 milhões de igual período de 2019.

Com esse desempenho, a seguradora acumula R$ 1,3 bilhão em prêmios emitidos na área de Seguros Corporativos nos doze meses recentes. “Essa é uma área estratégica e a Sompo Seguros está na liderança em diversos ramos que fazem parte dela”, avalia o diretor executivo comercial, Fernando Grossi. “Além disso, nosso planejamento também visou uma forte atuação da equipe comercial para fomentar oportunidades de negócios para nossos parceiros corretores de seguros. Um exemplo disso é que, só no mês de junho, cerca de 38% das oportunidades de negócios que trabalhamos no momento são de Seguros Corporativos”, destaca.

O staff da companhia destaca, como outro motivo do desempenho registrado nos últimos semestres, a nova estrutura organizacional da empresa, que incluiu a criação da diretoria de Seguros Corporativos. Sob comando de João Carlos França de Mendonça, a nova área traz produtos como os Riscos Nomeados e Operacionais, Riscos de Engenharia, Riscos de Petróleo, Responsabilidade Civil Geral, E&O, D&O, Garantia, Fiança Locatícia, Empresarial/Lucros Cessantes (com limite máximo de garantia acima de R$ 50 milhões e negócios com resseguro facultativo), RD Compreensivo de Veículos e Agrícola.

“Algumas dessas carteiras tiveram excelente desempenho. Um exemplo foi a área de Riscos Nomeados e Operacionais, que é um ramo em que a Sompo Seguros já é estabelecida há anos e na qual alcançamos 27,3% de crescimento. Mais surpreendente ainda é a performance da área de D&O e E&O, carteiras com menos de dois anos de existência e que, somadas, atingiram 65% de crescimento nesses cinco primeiros meses de 2020”, comemora Mendonça. “O conhecimento profundo dos setores econômicos que atendemos fez toda a diferença para que nosso corpo técnico multidisciplinar pudesse antever tendências e ajustar as condições para atender tanto aos segurados da carteira quanto aos novos segurados que estão chegando”, pondera o novo diretor.

Transporte

A área de Seguro de Transporte, segmento em que a Sompo Seguros é líder com cerca de 20% de market share, também adotou uma série de medidas. Além das opções de prorrogação automática tanto de apólices semestrais quanto anuais, a equipe de gerenciamento de riscos da área efetuou um mapeamento dos riscos em potencial aos quais os segurados poderiam estar expostos durante a pandemia e começou o trabalho de ajustes, consultorias e recomendações personalizadas.

“O segmento logístico é muito sensível e sente de imediato os efeitos de uma crise. As medidas estabelecidas são uma maneira de propiciar tranquilidade e segurança para que os segurados possam seguir com suas operações em condições adequadas de cobertura e com os riscos minimizados”, relata o diretor de Seguros de Transporte e Auto Frota, Adriano Yonamine. ​

SBGG dá dicas para o bem-estar de idosos na quarentena 674

Cuidadores precisam estar atentos a problemas como ansiedade, tristeza e depressão.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 27 de junho o Brasil tinha 1,313 milhão de casos de Covid-19, com mais de 57 mil mortes. Entre os mortos, 38.744 foram pessoas acima dos 60 anos de idade, com destaque para a faixa entre 70 e 79 anos, com 13.351 mortes. Com o prazo indefinido para o fim da pandemia, seguir em distanciamento social é um dos principais desafios para quem atua na proteção à população idosa.
O desafio não se limita a evitar o contágio ao coronavírus, mas em mitigar os riscos de desenvolvimento de doenças emocionais nos idosos, que podem estar agravadas em razão do isolamento social.
“Casos de surtos de doenças infecciosas, como a que estamos vivendo com a pandemia de Covid-19, tendem a aumentar sentimentos como ansiedade, estresse, solidão, tristeza e depressão. Quando voltamos a nossa atenção para os idosos, percebemos que a preocupação deles é consigo e com os seus entes queridos, criando um cenário propício para, possivelmente, o agravamento de problemas crônicos como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares”, afirma Maisa Kairalla, média especialista em Geriatria e presidente da Comissão de Imunização da SBGG.

Se os idosos, de maneira geral, estão fragilizados em muitos aspectos de sua vida social, aqueles que residem em Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) estão ainda mais suscetíveis. Ainda assim, a Comissão Especial COVID-19 da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) recomenda a manutenção da suspensão das visitas em ILPI.

Para que não haja um agravamento na saúde emocional e, possivelmente, na saúde física desses idosos, algumas ações são recomendadas. A primeira coisa a ser feita é substituir as visitas presenciais pelas visitas virtuais. “Na ausência de visita nas ILPIs, o uso de celular ou tablets para manter contato com amigos e familiares é essencial. Caso o idoso não tenha tanta intimidade com esses aparelhos e nem ajuda de um cuidador, a ligação de um telefone fixo continua sendo fundamental. Nestes casos, é ainda mais importante a qualidade da conversa, descreve a especialista da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).
Além do cuidado de higiene e no uso dos EPIs, como lavar constantemente as mãos, usar máscaras etc, os profissionais da saúde e cuidadores de idosos precisam de recursos, treinamento e até mesmo amparo psicológico para enfrentar a pandemia. “É necessário lembrar que esses idosos são pessoas que eles conhecem e cuidam há anos”, salienta a Dra. Maisa.
Outro ponto a se atentar é não expor os idosos a notícias sobre a pandemia. “Não é necessário isolar o idoso do que está acontecendo, mas sobrecarregá-lo de informações sobre a doença pode trazer prejuízos ao estado emocional. Em vez disso, procure incentivar a realização de atividades, como leitura de livros, assistir a filmes, etc”, avisa o médico Carlos André Uehara, presidente da SBGG
A entidade alerta para que os profissionais de saúde que lidam com pessoas da terceira idade já comecem a traçar planos para a transição desta fase de distanciamento. “Não sabemos quando terminará a necessidade de distanciamento social, mas quando isso acontecer será necessária a adoção de uma série de novas práticas relacionadas à vida dos idosos, complea a Dra. Maisa Kairalla.