ANS: Prevenção aos beneficiários de planos de saúde durante a pandemia 503

Assim como as demais autoridades do Brasil, a ANS também traz informação para incentivar os beneficiários de planos de saúde a se prevenirem contra o coronavírus

A ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar está empenhada em conscientizar a população para não se expor a situações de risco durante a pandemia do coronavírus.

Sua intenção é reduzir a frequência de beneficiários saudáveis de diversos planos de saúde em hospitais e postos de atendimento, fazendo com que assim os riscos de contaminação pelo Covid-19 nesses locais sejam menores.

Além de diminuir a exposição aos vírus, a ANS espera também reduzir número de atendimentos desnecessários, fazendo com que tanto os beneficiários contaminados pelo vírus como aqueles que sofrem de outros problemas, recebam um atendimento melhor.

O que muda no atendimento dos planos de saúde durante a pandemia?

Mesmo com todos esses esforços em conscientizar os beneficiários em relação às idas ao médico e/ou hospital, é importante deixar claro que nenhum atendimento estará suspenso durante o período de pandemia.

Todos os procedimentos cobertos pelo plano e dispostos no Rol da ANS permanecem funcionando normalmente. Ou seja, os direitos dos beneficiários em relação ao atendimento está garantido.

As ações da ANS visam apenas despertar a consciência da necessidade desse atendimento.

Uma das medidas utilizadas nesse processo de conscientização foi a prorrogação de prazos de atendimento, determinada em uma reunião extraordinária no dia 25 de março, onde os prazos máximos para a realização de consultas, exames, terapias e cirurgias eletivas foi ampliado.

Como ficam os planos de saúde empresariais durante a pandemia?

Outra preocupação em relação ao funcionamento saúde suplementar é em relação aos planos de saúde empresariais.

Apesar de estarmos vivendo um período econômico crítico, é importante que as empresas se esforcem para manter os planos de saúde de seus colaboradores.

Além de mostrar que elas se importam com a saúde e a vida de seus funcionários, manter o plano de saúde empresarial fará com que muitas famílias tenham acesso a melhores condições de atendimento, caso um ou mais de seus familiares se contaminem com o coronavírus.

Outro benefício importante para empresa é que quando toda essa crise de saúde passar, os colaboradores voltarão ainda mais motivados ao trabalho.

O isolamento social é fundamental para superarmos esse período

É cada vez mais importante reforçar a necessidade de manter o isolamento social, pois diversos estudos mostram que essa é a maneira mais eficaz de evitar a disseminação desse vírus.

Por isso, a ANS, juntamente a outras autoridades nacionais, vem incentivando que as pessoas fiquem em casa e se dirijam a hospitais, postos de atendimento e outros locais apenas em casos de real necessidade.

Vale ressaltar que muitas situações, inclusive problemas de saúde, podem ser resolvidas à distância. Atualmente existem muitas plataformas e planos de saúde que oferecem atendimento médico à distância para questões mais simples.

Portanto, se possível, fique em casa e não coloque a sua vida e a vida de quem você ama em risco!

Por Jeniffer Elaina, do PlanodeSaude.net

ANS promove reunião extraordinária  1671

Evento foi realizado em formato virtual

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) se reuniu extraordinariamente, de maneira eletrônica, nesta quarta-feira (27) para deliberação de três temas colocados em pauta. Participaram o diretor-presidente substituto e diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel, e os diretores Rodrigo Aguiar, de Desenvolvimento Setorial, Paulo Rebello, de Normas e Habilitação das Operadoras, Bruno Rodrigues, de Gestão substituto, e Maurício Nunes, de Fiscalização substituto.

No primeiro item da pauta, os diretores deliberaram sobre análise que constituirá manifestação formal da reguladora à consulta formulada pelo Ministério da Saúde acerca de eventual incorporação de leitos privados à saúde pública. Os diretores da DIFIS, DIPRO e DIOPE votaram a favor da nota técnica proposta pela DIGES, que considera que eventual cessão de leitos deve ser dar em bases negociadas com a rede e no âmbito local, levando em consideração a situação de disponibilidade de leitos públicos e privados.

De acordo com a análise, a requisição de forma não negociada poderia provocar uma desarticulação da rede de assistência à saúde capaz de provocar efeitos prejudiciais ao setor. A operação de planos de saúde é atividade muito sensível a oscilações externas, porque funciona com grande nível de interdependência entre os agentes da cadeia de produção, em que qualquer desequilíbrio na relação de demanda e oferta dos serviços de saúde pode comprometer todo o equilíbrio do setor.

Assim, para reduzir esse risco sistêmico e promover uma efetiva melhora na disponibilidade de leitos para atendimento de toda a sociedade à pandemia, uma eventual requisição administrativa de leitos deveria ocorrer em bases negociadas e de forma descentralizada, observando a composição de momento da utilização de leitos no âmbito público e privado em cada localidade, bem como a situação de cada unidade hospitalar privada, com definição de valores de diárias e prazos de pagamento previamente acordados entre as partes (hospital e ente federativo).

O segundo item da pauta discutiu a proposta de atualização da Resolução Normativa que dispõe sobre o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Foi aprovada, pelos cinco diretores, a proposta de inclusão de seis exames que auxiliam no diagnóstico para infecção do novo Coronavírus na lista de cobertura dos planos de saúde.

O último item da pauta discutiu solicitação feita pela operadora Sul-América para disponibilização de rede hospitalar temporária em razão da pandemia de Covid-10. O tema também foi aprovado por unanimidade.

Confira aqui os documentos deliberados na 11ª Reunião Extraordinária da DICOL.

Pandemia educou o mercado sobre sustentabilidade 1717

A percepção de que a pandemia vai fazer da agenda sustentável “o novo normal” é reforçada por Thomaz Fortes, gestor de fundos da Warren. Para ele, o coronavírus mostrou a importância de estimar impactos ambientais.

Tendência intocada

Até o ano passado, crescia no Brasil uma tendência de direcionar partes maiores das carteiras dos clientes para investimentos que, além do financeiro, prevejam retorno em áreas como educação, meio ambiente e saúde.

O movimento seguia uma onda mais ampla e antiga no exterior, em especial na Europa, onde há dez anos é crescente a relevância dos critérios ESG nas decisões sobre onde investir. Eram US$ 31 trilhões aplicados em sustentabilidade no mundo em 2019, 34% mais que em 2017, uma alta puxada por fundos de pensão japoneses preocupados com as mudanças climáticas, segundo a entidade Global Sustainable Investment Alliance.

Esse fortalecimento da agenda sustentável se manteve no início de 2020. Em janeiro, a BlackRock, a maior gestora do mundo, com US$ 7 trilhões em ativos, informou que as alterações climáticas haviam se tornado o centro da estratégia de investimentos da casa. No mesmo mês, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, subiu o tom no alerta ao governo brasileiro sobre o tema.
Em fevereiro, um estudo da consultoria KPMG, quantificou esse ritmo acelerado. Após entrevistar 135 gestores de grandes fundos em 13 países, que juntos, totalizaram US$ 6,25 trilhões em ativos, a pesquisa previu que já chega a 45% a proporção de investidores institucionais que dizem escolher onde aplicar levando em conta fatores ambientais, sociais e de governança.
O estudo conclui ainda que foram os investidores privados que puxaram a maior parte desse aumento – também porque acreditam mais que o segmento dê retorno financeiro –, mas que governos em todo o mundo também instituíram mais de 500 medidas, nos últimos dois anos, para estimular o ESG.

Por outro lado, o levantamento ressalvava que a falta de dados confiáveis sobre o segmento, a ausência de métricas para quantificar os benefícios não financeiros e uma dificuldade em prever os rendimentos nesse segmento eram obstáculos para um crescimento ainda maior.

E, para 74% dos gestores ouvidos, a principal estratégia para ampliar o ESG ainda era engajar os acionistas das empresas investidas. “Porém”, pontuou o estudo da KPMG, “à exceção de casos pontuais entre clientes de altíssima renda, os investidores finais ainda não têm uma ideia clara do valor que está sendo gerado por suas escolhas em priorizar o sustentável, pois falta detalhamento”.

“Alguns números chamaram nossa atenção”, diz Lino Júnior, sócio-líder de gerenciamento de ativos da KPMG no Brasil. “Por exemplo, 84% dos gestores declaram que a mera maximização de retorno já não é o principal objetivo, e 86% dizem que aceitam retorno mais baixo caso o investimento seja em uma companhia que privilegie a sustentabilidade”.

Artigo: Seguros – Uma evolução lógica 1712

“A tela ‘touchscreen’ veio para rapidamente mostrar que é uma assassina impiedosa, tão cruel quanto os celulares”

Os telefones celulares estão sob ataque e seu reinado como principal causa dos acidentes de automóveis pode ter vida curta, muito mais curta do que as demais causas que nas últimas décadas ocuparam o pódio, matando dezenas de milhares de pessoas todos os anos, nas ruas e estradas do Brasil. Não que o celular tenha perdido eficiência ou que ele não faça sua parte cada vez com mais competência. A culpa não é dele, ao contrário, ele se esforça diariamente e com bastante sucesso.

Acontece que o ser humano é cruel e, da mesma forma com que introduziu o celular no mundo dos motoristas, agora acaba de introduzir um equipamento fascinante e tão mortal quanto os telefones de bolso. A tela “touchscreen” veio para rapidamente mostrar que é uma assassina impiedosa, tão cruel quanto os celulares, e que já é responsável por dezenas de milhares de acidentes, com centenas de mortos e feridos espalhados pelo mundo.

O fenômeno não é nacional, ao contrário, nós ainda estamos no começo da caminhada, até porque a maior parte dos veículos brasileiros só agora vai sendo equipado com elas. Não quer dizer que não temos potencial para galgar a rampa do sucesso com enorme rapidez. O mau, o feio e o ruim entram na vida nacional sem maiores barreiras e causam danos irreparáveis muito mais depressa do que imaginam.

Com certeza, um número crescente de acidentes, com e sem vítimas, acontece porque os veículos causadores estão equipados com telas “touchscreen” que, no milésimo de segundo anterior ao evento, estavam sendo tocadas pelos dedos do motorista, em busca de algum serviço de fácil acesso que, embora extremamente rápido, é lento o bastante para distrair o cidadão e levá-lo a causar a batida ou o atropelamento.

Estudos internacionais já detectam o fenômeno e as seguradoras fora do Brasil começam a tomar as medidas necessárias para neutralizar a ameaça, através do aumento do preço do seguro de veículos e de medidas pontuais para minimizar ou desincentivar a prática. Ninguém discute, as telas inteligentes, acionadas por um único toque de dedo, são maravilhosas e representam um avanço fenomenal na vida dos motoristas. Mas elas são também um problema.

Só que, neste momento, apesar do seu potencial de danos, outras estatísticas mostram que existem perigos mais graves do que a capacidade das telas “touchscreen” darem ensejo a milhares de acidentes de trânsito.

Com a decretação do isolamento social, milhares de pessoas pararam de sair de casa e seus veículos estão imóveis, estacionados nas garagens há mais de um mês.

O resultado é que, com a diminuição do número de veículos nas ruas, houve também a redução acentuada dos acidentes e consequentemente a queda do número de mortes causadas pelo trânsito na cidade de São Paulo.

Seria uma notícia para ser comemorada se não houvesse o outro lado da moeda e esse lado é trágico. Se, de um lado, aconteceu a queda absoluta do número de mortes causadas pelo trânsito, de outro, houve o aumento do número de mortes de motociclistas e ciclistas nas ruas da cidade.

É a consequência lógica da realidade das ruas vazias por conta da pandemia. Com as ruas sem movimento e com os “deliverys” se tornando a forma de entrega das encomendas feitas pelos que estão confinados em casa, os entregadores dessas mercadorias se sentiram donos das ruas e, daí pra frente, a quantidade de imprudências e sandices que podem ser observadas em qualquer canto da cidade, em primeiro lugar, assustam e, em segundo, levantam uma pergunta assustadora – por que o número de mortos não é ainda maior?

Mão, contramão, lado direito e esquerdo, ultrapassar pela faixa que divide as pistas, estacionar no meio da rua e o mais que se imaginar se tornou rotina, da mesma forma que um bom número de motoristas de automóveis não está nem aí para o que é certo ou errado. Na sua visão, a rua vazia é dele. E isso liberou a possibilidade de se fazer tudo, quanto mais errado ou proibido melhor.

Neste cenário, o aumento das mortes de motociclistas e ciclistas é a consequência lógica do que vai pelas ruas. E pode piorar.

 

*Por: Antonio Penteado Mendonça

 Projeto da Sharecare e Livon Saúde ganha apoio da Vivo 497

‘Médico Solidário’ levará telemedicina a comunidades carentes

Desde o início do anúncio da pandemia do Covid-19 e das medidas necessárias de isolamento social para combater sua disseminação, a Vivo passou a priorizar sua atuação em temas que dizem respeito às pessoas, com todo o suporte necessário para que elas atravessem este momento com mais tranquilidade. Neste sentido, a Vivo e a Fundação Telefônica Vivo passam a apoiar o projeto Medico Solidário, iniciativa liderada pela Sharecare, empresa líder em inovação e digitalização da saúde, e pela Livon Saúde, especializada em telemedicina.

Com o projeto, o acesso à saúde para população de baixa renda poderá ser ampliado, evitando que essas pessoas se desloquem para hospitais e Unidades de Saúde, considerados potenciais focos de contaminação. Toda a consulta será realizada pelo portal medicosolidario.com/, com interação inicial da Sara – a enfermeira virtual da Sharecare -, que oferecerá dezenas de respostas para dúvidas relacionadas ao Covid-19, bem como identificará os principais indícios da doença durante o atendimento.

Sempre que um sintoma crítico ou um conjunto de sintomas de risco é identificado, o paciente será orientado a solicitar uma consulta por telemedicina. O pedido é feito direto pela plataforma, que realizará uma triagem digital para priorizar os casos mais graves, e direcionará a consulta, por videoconferência, para os diversos profissionais que compõe a equipe médica. Todo esse processo ainda inclui prontuário eletrônico, prescrições de medicamentos e até solicitação de exames e emissão de atestados digitais.

Para ampliar a capilaridade do projeto, a Vivo, por meio da Fundação Telefonica Vivo e com ajuda de ONG´sparceiras, incentivará, inicialmente, a utilização do Médico Solidário nas mais de três mil comunidades em situação de vulnerabilidade em todo o País. “Neste momento sem precedentes no mundo estamos utilizando a tecnologia para aproximar e ajudar as pessoas. E o uso da telemedicina, que já se mostra como uma das atividades que deverá ser intensificada após a pandemia, é uma importante alternativa àqueles sem acesso a atendimento médico rápido e de qualidade. E com a ajuda da nossa Fundação e parceiros, conseguiremos levar a iniciativa para milhares de comunidades do País”, explica o vice-presidente do segmento corporativo da Vivo, Alex Salgado.

Adesão médica

Ainda na plataforma, médicos de qualquer especialidade que desejem atuar como voluntários também podem se inscrever. A ideia é aproveitar horas disponíveis de trabalho desses profissionais para atender pessoas que estão em situação de desamparo ou risco durante a pandemia.

“O Médico Solidário quer trazer médicos que desejam, sem custo, atender possíveis casos de Covid-19 para reduzir o número de pacientes em emergências. Estamos captando os profissionais que querem ajudar no pronto-atendimento via Telemedicina. Estamos preparados para fazer a ponte entre os médicos e os pacientes, em uma ação de enfrentamento conjunta”, afirma dr. Rodrigo Tanus, CEO da Livon Saúde.

O projeto Médico Solidário surgiu de uma iniciativa dos médicos Cesar Bortoluzo, especialista em Cirurgia Geral e Urologia, que atua há 20 anos atua como gestor de serviços de saúde, e Francisco Soriano, professor associado da faculdade de Medicina da USP, e diretor da Divisão de Clínica Médica do Hospital Universitário (USP), que enxergaram através da tecnologia uma grande oportunidade para levar telemedicina gratuita às comunidades carentes e apoiar o combate à Covid-19.

“Sabemos que a contaminação está crescendo fortemente nas comunidades mais carentes. Com o time Médico Solidário, um grande número de pessoas que não tem acesso a planos de saúde terá gratuitamente uma fonte confiável para esclarecer suas dúvidas, triar seus sintomas e ainda poderá receber atendimento médico de qualidade, usufruindo de tecnologia de ponta, sem custo e sem se expor ainda mais ao risco de contágio pelo coronavírus. Estamos felizes e otimistas com o projeto, que reforça a qualidade e generosidade dos nossos médicos e profissionais de saúde no Brasil, unindo o melhor da ciência com o melhor da tecnologia a serviço da sociedade”, finaliza Nicolas Toth, CEO da Sharecare Brasil.

As consequências da pandemia no mercado de seguros em debate 515

Live da ANSP contou com a participação do Diretor Técnico e de Estudos da CNseg, Alexandre Leal

A pandemia vai passar, mas o vírus de mudanças no setor segurador, não. Esse parece um diagnóstico comum dos especialistas que participaram do evento Café com Seguros da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência), por meio da live “As consequências econômicas da pandemia no Mercado de Seguros”, ocorrida nesta quarta-feira. Entre os debatedores, o Diretor Técnico e de Estudos da CNseg, Alexandre Leal. A seu lado, o economista Francisco Galiza, o corretor de seguros Arnaldo Odlevati Júnior, do Sincor-SP, Paulo Marraccini, vice-presidente da ANSP e João Marcelo dos Santos, Presidente da ANSP. O painel foi mediado pelo jornalista Paulo Alexandre.

Inicialmente, Alexandre Leal, assim como fizera Francisco Galiza, destacou que a guinada digital do setor, que colocou praticamente 100% de seu quadro funcional em regime de home office para protegê-lo da pandemia a partir de março, demonstrou alta eficiência e um avanço enorme de gestão ao manter o padrão de seus serviços remotamente prestados a segurados e corretores de seguros.

Ele falou sobre perspectivas do setor e reconheceu que o ambiente de negócios se tornou muito mais desafiador em função da pandemia. Ainda que a trajetória do setor apresente crescimento na média móvel de 12 meses fechados até março ou no resultado do trimestre, os primeiros sinais de desaceleração de prêmios são visíveis no comparativo mês a mês (na margem), uma tendência que deve se aprofundar durante todo o ano.

Reforça essa percepção o fato de o setor seguir o rastro da economia- e os dados mais recentes indicam uma recessão de 6% do PIB neste ano- e dos impactos disso sobre a renda e emprego. De qualquer forma, o setor se comporta de forma resiliente em períodos de crises, apresentando historicamente um desempenho sempre melhor que a média da economia em geral, acrescentou ele.

A pandemia, pelo lado do sinistro, deve pressionar as carteiras de saúde suplementar e o seguro de vida, no segmento de benefícios, e produzir alguma contaminação no resultado de carteiras de Danos e Responsabilidades, como é o caso do seguro de Automóvel, propenso a conviver com uma queda na sinistralidade, efeito direto da quarentena e restrição ao funcionamento das atividades não essenciais, acompanhada de retração de receitas de prêmios, uma decorrência direta da recessão.

Alexandre Leal manifestou preocupação com os impactos da agenda legislativa sobre o setor, caso algumas de suas propostas prosperem, já que podem agravar a taxa de sinistralidade e afetar as receitas das empresas, simultaneamente. Há projetos que estabelecem o pagamento de eventos relacionados à pandemia, não cobertos pela pólice, sem a contrapartida de prêmios, e a manutenção de coberturas a inadimplentes, criando um ambiente de muita incerteza.

Outros temas do debate foram a demanda de crescente proteção de seguros pelos consumidores, com cenários promissores para as apólices de Vida, Previdência e Riscos Cibernéticos gradualmente, a necessidade de os corretores diversificarem sua produção, ainda muito concentrada em Automóvel, os impactos do home office na concentração de renda, o uso de tecnologias para antever riscos, inclusive novas pandemias, e o consenso de que o mercado se tornará mais robusto nos próximos anos.