O aquecimento (e a adaptação) do mercado de Seguros frente à pandemia da Covid-19 905

“Apesar da pandemia de coronavírus que se alastra no Brasil e no mundo, o mercado de Seguros se mantém aquecido na proteção de sinistros, trazendo inclusive inovações e adequações ao seguimento”

Remonta de um passado não muito distante o registro do primeiro caso do novo coronavírus na província de Wuhan, China, no final de dezembro de 2019.

Entretanto, como já se faz perceptível diante dos noticiários e de diversos estudos e projeções, assim como a doença, os efeitos dela decorrente também se disseminarão em vários setores da economia, além de em diversos outros seguimentos que irão afetar a sociedade como um todo.

Se por um lado haverá um aumento abrupto nas solicitações de pagamentos de sinistros, de outro ponto está em ascensão a procura e a contratação de alguns tipos de Seguros, mantendo, assim, o mercado aquecido.

Visando minorar as implicações negativas junto às pessoas físicas, bem como no tocante às empresas, o mercado de Seguros vem se aquecendo, se adaptando e disponibilizando meios de proporcionar maior segurança na mantença das transações comerciais, com o Seguro de Transportes, por exemplo, sem, todavia, deixar de lado a proteção e aconchego necessários às pessoas, como na cobertura do Seguro de Vida, nesse momento de tantas incertezas e tantas perdas.

Inovando e se adaptando a esta nova realidade, visto que nunca houve na história uma pandemia com tamanha repercussão global, como a que se alastrou com a Covid-19, o conservador mercado de Seguros se vê cada vez mais disruptivo.

Nessa linha de raciocínio, no que tange às necessárias adaptações mercadológicas diante da maior crise de saúde mundial já vista, muitas Seguradoras vêm excluindo a aplicação da cláusula de não cobertura de sinistros originados de epidemias/pandemias dos Seguros de Vida, objetivando demonstrar o respeito e apoio ao bem-estar de seus clientes e colaboradores, e, por certo, complacentes com as perdas de familiares neste período.

Muitas Seguradoras já confirmaram que indenizarão os sinistros advindos da contaminação pelo novo coronavírus, nas coberturas contratadas de morte, funeral e diárias de internação hospitalar, dos Seguros de Vida, em Grupo, Vida Individual, Prestamista, Educacional e Condomínio, outras também revelaram que, além destes, irão liberar indenizações dos Seguros Habitacional e de Pecúlio dos Planos de Previdência em caso de óbito do segurado pela referida doença.

Outra grande Seguradora, originada do segmento bancário, também já divulgou que pagará de forma integral as indenizações de morte decorrentes de diagnósticos da COVID-19 para todas as apólices de Seguro de Vida Individual e em Grupo, contratadas até 25/03/2020.

Por cautela e para evitar surpresas, sempre bom lembrar que os segurados devem contatar as operadoras para tomar conhecimento das efetivas coberturas e datas de abrangência da apólice contratada, e das exceções adotadas por cada Seguradora.

Com relação à projeção de aquecimento do mercado segurador, não obstante, haja, neste momento, a limitação de viagens, estudo realizado pela HTF Market Intelligence Consulting Private Limited (organização global de consultoria em inteligência de mercado e pesquisa de mercado, com sede na Índia, e filial nos EUA), o Seguro Viagem está estimado para criar novo crescimento de venda, principalmente entre as Seguradoras Allianz, AIG, Munich RE, Generali, Tokio Marine, considerados os anos de 2019 a 2025.

Ainda quanto ao Seguro Viagem, visando à manutenção das contratações, muitas corretoras estão disponibilizando promoções e descontos de até 80% para novas adesões.

Outro seguimento que está em alta é o de Seguro de Transportes. Através de pesquisa, verificou-se que, de maneira temporária, porém, inovadora, uma empresa Seguradora estenderá, durante todo o mês de abril, aos já possuidores de apólices de Seguro de Frotas de Automóveis a cobertura de Acidentes Pessoais de Passageiros (dentro dos limites já contratados), reembolsando as despesas médicas e hospitalares dos motoristas das empresas que forem acometidos pelo novo coronavírus – desde que alocados em operações de serviços essenciais de transporte de insumos hospitalares, comida/bebida, combustível/gás, distribuição de energia elétrica, telefonia, água e esgoto, coleta de lixo e atividades portuárias e aeroportuárias, além de garantir a indenização aos familiares em caso de falecimento.

Por mera liberalidade, e frente à comoção que atinge o mundo, muitas Seguradoras também estão mantendo os preços e as condições contratuais de 2019 para a renovação das avenças de Seguro Automotivo, Residencial e Rural.

Neste momento de inseguranças e, infelizmente, de muitas demissões, o Seguro Garantia também auxiliará muitos empregadores que forem acionados judicialmente, os quais poderão substituir os depósitos judiciais por este tipo de garantia, evitando-se, assim, o comprometimento do capital de giro e do caixa da empresa, mantendo a liquidez das atividades.

Por certo, tudo aliado ao atual cenário de temor, em que todos queremos nos sentir mais seguros, o fato da existência de novas tecnologias – aplicativos em telefones móveis, Insurtechs, apólices eletrônicas, etc., que em tempos de distanciamento, aproximam, em muito, os pretensos consumidores dos corretores e das Seguradoras, e além da necessária visão humanista que o momento impõe, o mercado de Seguros se adapta e se moderniza sempre para a proteção de seus clientes.

Por Dra. Vanessa Antonieto Rabelo, Advogada do MLA – Miranda Lima Advogados

Artigo: Seguros – Uma evolução lógica 1271

“A tela ‘touchscreen’ veio para rapidamente mostrar que é uma assassina impiedosa, tão cruel quanto os celulares”

Os telefones celulares estão sob ataque e seu reinado como principal causa dos acidentes de automóveis pode ter vida curta, muito mais curta do que as demais causas que nas últimas décadas ocuparam o pódio, matando dezenas de milhares de pessoas todos os anos, nas ruas e estradas do Brasil. Não que o celular tenha perdido eficiência ou que ele não faça sua parte cada vez com mais competência. A culpa não é dele, ao contrário, ele se esforça diariamente e com bastante sucesso.

Acontece que o ser humano é cruel e, da mesma forma com que introduziu o celular no mundo dos motoristas, agora acaba de introduzir um equipamento fascinante e tão mortal quanto os telefones de bolso. A tela “touchscreen” veio para rapidamente mostrar que é uma assassina impiedosa, tão cruel quanto os celulares, e que já é responsável por dezenas de milhares de acidentes, com centenas de mortos e feridos espalhados pelo mundo.

O fenômeno não é nacional, ao contrário, nós ainda estamos no começo da caminhada, até porque a maior parte dos veículos brasileiros só agora vai sendo equipado com elas. Não quer dizer que não temos potencial para galgar a rampa do sucesso com enorme rapidez. O mau, o feio e o ruim entram na vida nacional sem maiores barreiras e causam danos irreparáveis muito mais depressa do que imaginam.

Com certeza, um número crescente de acidentes, com e sem vítimas, acontece porque os veículos causadores estão equipados com telas “touchscreen” que, no milésimo de segundo anterior ao evento, estavam sendo tocadas pelos dedos do motorista, em busca de algum serviço de fácil acesso que, embora extremamente rápido, é lento o bastante para distrair o cidadão e levá-lo a causar a batida ou o atropelamento.

Estudos internacionais já detectam o fenômeno e as seguradoras fora do Brasil começam a tomar as medidas necessárias para neutralizar a ameaça, através do aumento do preço do seguro de veículos e de medidas pontuais para minimizar ou desincentivar a prática. Ninguém discute, as telas inteligentes, acionadas por um único toque de dedo, são maravilhosas e representam um avanço fenomenal na vida dos motoristas. Mas elas são também um problema.

Só que, neste momento, apesar do seu potencial de danos, outras estatísticas mostram que existem perigos mais graves do que a capacidade das telas “touchscreen” darem ensejo a milhares de acidentes de trânsito.

Com a decretação do isolamento social, milhares de pessoas pararam de sair de casa e seus veículos estão imóveis, estacionados nas garagens há mais de um mês.

O resultado é que, com a diminuição do número de veículos nas ruas, houve também a redução acentuada dos acidentes e consequentemente a queda do número de mortes causadas pelo trânsito na cidade de São Paulo.

Seria uma notícia para ser comemorada se não houvesse o outro lado da moeda e esse lado é trágico. Se, de um lado, aconteceu a queda absoluta do número de mortes causadas pelo trânsito, de outro, houve o aumento do número de mortes de motociclistas e ciclistas nas ruas da cidade.

É a consequência lógica da realidade das ruas vazias por conta da pandemia. Com as ruas sem movimento e com os “deliverys” se tornando a forma de entrega das encomendas feitas pelos que estão confinados em casa, os entregadores dessas mercadorias se sentiram donos das ruas e, daí pra frente, a quantidade de imprudências e sandices que podem ser observadas em qualquer canto da cidade, em primeiro lugar, assustam e, em segundo, levantam uma pergunta assustadora – por que o número de mortos não é ainda maior?

Mão, contramão, lado direito e esquerdo, ultrapassar pela faixa que divide as pistas, estacionar no meio da rua e o mais que se imaginar se tornou rotina, da mesma forma que um bom número de motoristas de automóveis não está nem aí para o que é certo ou errado. Na sua visão, a rua vazia é dele. E isso liberou a possibilidade de se fazer tudo, quanto mais errado ou proibido melhor.

Neste cenário, o aumento das mortes de motociclistas e ciclistas é a consequência lógica do que vai pelas ruas. E pode piorar.

 

*Por: Antonio Penteado Mendonça

 Projeto da Sharecare e Livon Saúde ganha apoio da Vivo 492

‘Médico Solidário’ levará telemedicina a comunidades carentes

Desde o início do anúncio da pandemia do Covid-19 e das medidas necessárias de isolamento social para combater sua disseminação, a Vivo passou a priorizar sua atuação em temas que dizem respeito às pessoas, com todo o suporte necessário para que elas atravessem este momento com mais tranquilidade. Neste sentido, a Vivo e a Fundação Telefônica Vivo passam a apoiar o projeto Medico Solidário, iniciativa liderada pela Sharecare, empresa líder em inovação e digitalização da saúde, e pela Livon Saúde, especializada em telemedicina.

Com o projeto, o acesso à saúde para população de baixa renda poderá ser ampliado, evitando que essas pessoas se desloquem para hospitais e Unidades de Saúde, considerados potenciais focos de contaminação. Toda a consulta será realizada pelo portal medicosolidario.com/, com interação inicial da Sara – a enfermeira virtual da Sharecare -, que oferecerá dezenas de respostas para dúvidas relacionadas ao Covid-19, bem como identificará os principais indícios da doença durante o atendimento.

Sempre que um sintoma crítico ou um conjunto de sintomas de risco é identificado, o paciente será orientado a solicitar uma consulta por telemedicina. O pedido é feito direto pela plataforma, que realizará uma triagem digital para priorizar os casos mais graves, e direcionará a consulta, por videoconferência, para os diversos profissionais que compõe a equipe médica. Todo esse processo ainda inclui prontuário eletrônico, prescrições de medicamentos e até solicitação de exames e emissão de atestados digitais.

Para ampliar a capilaridade do projeto, a Vivo, por meio da Fundação Telefonica Vivo e com ajuda de ONG´sparceiras, incentivará, inicialmente, a utilização do Médico Solidário nas mais de três mil comunidades em situação de vulnerabilidade em todo o País. “Neste momento sem precedentes no mundo estamos utilizando a tecnologia para aproximar e ajudar as pessoas. E o uso da telemedicina, que já se mostra como uma das atividades que deverá ser intensificada após a pandemia, é uma importante alternativa àqueles sem acesso a atendimento médico rápido e de qualidade. E com a ajuda da nossa Fundação e parceiros, conseguiremos levar a iniciativa para milhares de comunidades do País”, explica o vice-presidente do segmento corporativo da Vivo, Alex Salgado.

Adesão médica

Ainda na plataforma, médicos de qualquer especialidade que desejem atuar como voluntários também podem se inscrever. A ideia é aproveitar horas disponíveis de trabalho desses profissionais para atender pessoas que estão em situação de desamparo ou risco durante a pandemia.

“O Médico Solidário quer trazer médicos que desejam, sem custo, atender possíveis casos de Covid-19 para reduzir o número de pacientes em emergências. Estamos captando os profissionais que querem ajudar no pronto-atendimento via Telemedicina. Estamos preparados para fazer a ponte entre os médicos e os pacientes, em uma ação de enfrentamento conjunta”, afirma dr. Rodrigo Tanus, CEO da Livon Saúde.

O projeto Médico Solidário surgiu de uma iniciativa dos médicos Cesar Bortoluzo, especialista em Cirurgia Geral e Urologia, que atua há 20 anos atua como gestor de serviços de saúde, e Francisco Soriano, professor associado da faculdade de Medicina da USP, e diretor da Divisão de Clínica Médica do Hospital Universitário (USP), que enxergaram através da tecnologia uma grande oportunidade para levar telemedicina gratuita às comunidades carentes e apoiar o combate à Covid-19.

“Sabemos que a contaminação está crescendo fortemente nas comunidades mais carentes. Com o time Médico Solidário, um grande número de pessoas que não tem acesso a planos de saúde terá gratuitamente uma fonte confiável para esclarecer suas dúvidas, triar seus sintomas e ainda poderá receber atendimento médico de qualidade, usufruindo de tecnologia de ponta, sem custo e sem se expor ainda mais ao risco de contágio pelo coronavírus. Estamos felizes e otimistas com o projeto, que reforça a qualidade e generosidade dos nossos médicos e profissionais de saúde no Brasil, unindo o melhor da ciência com o melhor da tecnologia a serviço da sociedade”, finaliza Nicolas Toth, CEO da Sharecare Brasil.

As consequências da pandemia no mercado de seguros em debate 490

Live da ANSP contou com a participação do Diretor Técnico e de Estudos da CNseg, Alexandre Leal

A pandemia vai passar, mas o vírus de mudanças no setor segurador, não. Esse parece um diagnóstico comum dos especialistas que participaram do evento Café com Seguros da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência), por meio da live “As consequências econômicas da pandemia no Mercado de Seguros”, ocorrida nesta quarta-feira. Entre os debatedores, o Diretor Técnico e de Estudos da CNseg, Alexandre Leal. A seu lado, o economista Francisco Galiza, o corretor de seguros Arnaldo Odlevati Júnior, do Sincor-SP, Paulo Marraccini, vice-presidente da ANSP e João Marcelo dos Santos, Presidente da ANSP. O painel foi mediado pelo jornalista Paulo Alexandre.

Inicialmente, Alexandre Leal, assim como fizera Francisco Galiza, destacou que a guinada digital do setor, que colocou praticamente 100% de seu quadro funcional em regime de home office para protegê-lo da pandemia a partir de março, demonstrou alta eficiência e um avanço enorme de gestão ao manter o padrão de seus serviços remotamente prestados a segurados e corretores de seguros.

Ele falou sobre perspectivas do setor e reconheceu que o ambiente de negócios se tornou muito mais desafiador em função da pandemia. Ainda que a trajetória do setor apresente crescimento na média móvel de 12 meses fechados até março ou no resultado do trimestre, os primeiros sinais de desaceleração de prêmios são visíveis no comparativo mês a mês (na margem), uma tendência que deve se aprofundar durante todo o ano.

Reforça essa percepção o fato de o setor seguir o rastro da economia- e os dados mais recentes indicam uma recessão de 6% do PIB neste ano- e dos impactos disso sobre a renda e emprego. De qualquer forma, o setor se comporta de forma resiliente em períodos de crises, apresentando historicamente um desempenho sempre melhor que a média da economia em geral, acrescentou ele.

A pandemia, pelo lado do sinistro, deve pressionar as carteiras de saúde suplementar e o seguro de vida, no segmento de benefícios, e produzir alguma contaminação no resultado de carteiras de Danos e Responsabilidades, como é o caso do seguro de Automóvel, propenso a conviver com uma queda na sinistralidade, efeito direto da quarentena e restrição ao funcionamento das atividades não essenciais, acompanhada de retração de receitas de prêmios, uma decorrência direta da recessão.

Alexandre Leal manifestou preocupação com os impactos da agenda legislativa sobre o setor, caso algumas de suas propostas prosperem, já que podem agravar a taxa de sinistralidade e afetar as receitas das empresas, simultaneamente. Há projetos que estabelecem o pagamento de eventos relacionados à pandemia, não cobertos pela pólice, sem a contrapartida de prêmios, e a manutenção de coberturas a inadimplentes, criando um ambiente de muita incerteza.

Outros temas do debate foram a demanda de crescente proteção de seguros pelos consumidores, com cenários promissores para as apólices de Vida, Previdência e Riscos Cibernéticos gradualmente, a necessidade de os corretores diversificarem sua produção, ainda muito concentrada em Automóvel, os impactos do home office na concentração de renda, o uso de tecnologias para antever riscos, inclusive novas pandemias, e o consenso de que o mercado se tornará mais robusto nos próximos anos.

Artigo: A transformação digital nunca foi tão urgente 505

Ferramentas modernas são decisivas para a sobrevivência das empresas em meio à crise

Não é novidade: a tecnologia facilita a vida das pessoas e das empresas. Contudo, em tempos de pandemia, o valor da inovação se mostrou ainda maior. O home office e o delivery se tornaram as principais alternativas das corporações para manterem os negócios. Nesse cenário, o investimento em sistemas de ponta nunca foi tão urgente.

A aposta em transformação digital gera um aumento de 92% no faturamento em vendas. É o resultado de estudo desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo – SBVC em parceria com o Oasis Lab Innovation Space. Para as organizações entrevistadas, a ação resulta em um diferencial competitivo no mercado. Portanto, se atentar a esse fator é decisivo em tempos de crise!

Quem lida com atendimento também precisa se preparar com dispositivos modernos. Os recursos tecnológicos são uma saída para proporcionar mais independência aos clientes. Além disso, diminuem despesas operacionais e facilitam a manutenção. Dessa maneira, tanto a vida do usuário quanto a dos empresários fica mais fácil.

Minha recomendação é: aproveite a tecnologia! Nas ligações, também se pode contar com esse auxílio. Por meio de Unidades de Resposta Automática – URAs customizadas é possível realizar atendimentos completos sem a necessidade de direcionamento para um operador. Os projetos são elaborados em conjunto com os clientes, visando a criação do recurso mais completo possível, capaz de preencher qualquer lacuna existente na operação.

Algumas lojas já utilizam essa ferramenta de maneira integrada ao sistema de vendas. Desse jeito, o consumidor não precisa falar ou depender de alguém para informar o status de seu pedido, por exemplo. Ele consegue fazer o rastreamento das demandas por meio do atendimento eletrônico da URA.

Períodos de crise vem e vão, às vezes de maneira inesperada. A única forma de sobreviver é saber se adaptar com eficiência, segurança e economia. Minimize os riscos por meio da transformação digital!

* Por Giovane Oliveira, diretor de tecnologia da Total IP – Soluções e Robôs para Contact Centers.

Seguro para celulares cresce na pandemia 671

De acordo com a FenSeg, os consumidores estão percebendo que o smartphone se tornou um item de primeira necessidade

O Globo conta que o mercado de seguros para celular, que já registrou crescimento de 35% nos primeiros quatro meses deste ano, tende a ganhar ainda mais fôlego com a crise gerada pela pandemia do coronavírus. De acordo com a Federação de Seguros Gerais (FenSeg), vem aumentando a percepção entre os consumidores de que o smartphone está se tornando cada vez mais um item de primeira necessidade. Prova disso é que, desde que começou o isolamento social, em meados de março, as vendas por proteção pela internet já aumentaram cerca de 90%.

De olho nesses números, a Samsung lança hoje seu programa de seguros para celulares, chamado de Care+. “A Samsung é a primeira fabricante a disponibilizar ao consumidor brasileiro um programa proprietário de seguro para smartphones contra roubo, danos acidentais e tela quebrada”, disse Bruno Costa, gerente sênior de conteúdos e serviços para a área de dispositivos móveis da Samsung Brasil.

O potencial de crescimento no setor é grande, avalia Luis Reis, presidente da Comissão de Seguros de Garantia Estendida e Afinidades da FenSeg. No ano passado, cerca de 15% dos 45 milhões de celulares vendidos no Brasil foram cobertos por seguro contra roubo, furto e danos acidentais.

“A demanda por seguro de celular vem aumentando e deve crescer ainda mais forte após a pandemia. Isso porque as pessoas vêm percebendo que o smartphone é um item cada vez mais essencial com o crescimento das videoconferências e até da telemedicina. Mesmo com a incerteza macroeconômica, o desejo das pessoas em proteger o celular vai continuar”, avaliou Reis.

Costa, da Samsung, destacou que neste primeiro momento, a fabricante vai oferecer quatro tipos de seguros para o celular, como o de garantia estendida, roubo e/ou furto qualificado, quebra acidental nos aparelhos e uma versão chamada Combo, que inclui roubo e/ou furto qualificado e quebra acidental.

“No primeiro ano, o nosso programa de seguro vai permitir até dois eventos por ano. O mercado tem um potencial grande de crescimento”, explicou Costa, lembrando que é a própria fabricante que cuida da gestão, atendimento e reparo do programa.

Mas contratar um seguro para celular exige atenção. Segundo a FenSeg, o prêmio individual (custo da apólice) varia de 15% a 25% do valor do smartphone. Esse tipo de seguro possui uma franquia obrigatória, da ordem de 20% do valor do aparelho. A estimativa é que a arrecadação anual em prêmios seja de R$ 1,5 bilhão. Segundo Reis, da FenSeg, o seguro para celular é um dos que mais crescem:

A pandemia acelerou a venda online de seguros. Antes a internet era apenas uma tendência, mas hoje se tornou um canal importante. O mais importante antes de fazer um seguro é entender qual tipo de cobertura está sendo contratada.