Pandemia de Covid-19 causa uma mudança no estilo de trabalho 818

“Adoção de inteligência artificial/aprendizado de máquina e automação pode ajudar a encontrar ataques conhecidos e desconhecidos em tempo real”

A necessidade de isolamento de funcionários impõe dificuldades para empresas de todos os portes e aos provedores de serviços que as atendem, assim como a milhões de clientes em diversos países. Embora essa mudança maciça para o trabalho remoto seja uma consequência óbvia dessas solicitações, a surpresa foi grande, pois os requisitos de largura de banda dispararam em poucas semanas. Ao mesmo tempo, lidamos com cenário de escolas fechadas, eventos presenciais cancelados e o distanciamento social cada vez mais necessário.

O cenário atual da crise global afeta as organizações de maneiras diferentes. Não estamos lidando com picos mundiais de uso da Internet, antecipados como os ocasionados pela Copa do Mundo ou Olimpíada para os quais os provedores de serviços se planejam com antecedência. O fato é que os serviços de streaming estão sendo solicitados a acelerar seus serviços para que a Internet não falhe,

já que os consumidores além de trabalhar em casa estão assistindo programas e participando de jogos online. E os serviços corporativos, como videoconferência e aplicações SaaS, estão experimentando uma demanda sem precedentes, com atividades escolares e conexão entre pessoas em diferentes localidades.

Para as empresas que enfrentam essas dificuldades, é essencial que seus serviços de aplicações possam atender aos novos níveis de demanda. Você consegue lidar com picos de carga ou a infraestrutura precisa ser atualizada? A explosão de nuvens pode ajudar a aliviar os desafios causados por picos dramáticos em uso? O tráfego ou as cargas de trabalho (workloads) da web podem ser divididas para implantar rapidamente novas instâncias de entrega de aplicações virtuais para failover e continuidade?

Já vimos clientes nos setores de serviços financeiros, educação e tecnologia tendo que mudar rapidamente, para fortalecer suas infraestruturas à medida que milhões de colaboradores permanecem em suas casas.

Protegendo a rede contra ataques

Se relatórios recentes indicam que os invasores cibernéticos encontram motivação renovada e alcançam novos alvos para ataques DDoS (Distributed Denial of Service). Hoje, esses invasores dispõem de tempo extra, em suas mãos.

Os recursos corporativos mais do que nunca são essenciais para ajudar a nos manter conectados. Todos os setores: tecnologia (incluindo todos os apps que fornecem serviços de entrega), educação e, especialmente, setores críticos como governo, serviços financeiros e assistência médica devem ser protegidos para garantir que esses canais estejam funcionando sem interrupções.

A adoção de inteligência artificial/aprendizado de máquina e automação pode ajudar a encontrar ataques conhecidos e desconhecidos em tempo real. A combinação desses recursos com a inteligência de ameaças acionável é especialmente importante com a escassez de especialistas em segurança. Isso pode ser agravado com a pandemia Covid-19, pois afeta as escalas de trabalho.

A pandemia acelerará a adoção do 5G?

Existem indicadores mistos sobre se a pandemia irá acelerar a adoção do 5G ou abrandá-la devido às quedas na economia global. Entretanto, uma coisa é certa: as ordens para permanecerem em casa estão impactando na maneira como as pessoas se conectam. O que antes eram aulas de exercícios presenciais, cultos religiosos e happy hours estão migrando para o virtual. Como Terry Young explica em seu blog sobre a adoção do 5G em tempos de pandemia, os provedores de serviços estão enfrentando um aumento no tráfego de rede. O 5G tem o potencial de melhorar essas conexões virtuais com o prometido recurso de baixa latência ultra-confiável.

O que os provedores de serviços devem considerar durante esse período? Há endereços IP suficientes nos seus pools de IPv4 ou IPv6 e capacidade suficiente para lidar com o aumento da demanda de tráfego e assinantes? Sua rede está protegida contra ataques DDoS? Você pode orientar efetivamente serviços mais críticos ou temporariamente dar-lhes prioridade?

Impedir o jogo sujo dos cybers criminosos

Não é surpresa que os criminosos cibernéticos estejam utilizando a crise global para lançar ataques a novos alvos. Desde o início da pandemia no final de 2019, vimos ataques diferentes, desde ataques direcionados à Organização Mundial de Saúde (OMS) para roubo de informações até e-mails de phishing em massa e campanhas de spam direcionadas a trabalhadores remotos.

Mais do que nunca, as organizações devem adotar uma abordagem de segurança de ‘não confiar em ninguém’. Algumas medidas a serem adotadas: Verifique se algum usuário tem acesso a dados dos quais não depende para suas funções diárias; restrinja o acesso o máximo possível. Certifique-se de ter visibilidade de todos os seus usuários, tráfego, dados e workloads e de aplicar políticas de segurança uniformes em todos os locais para garantir que não haja brechas na segurança.

Estamos no meio de um evento global jamais presenciado na memória recente. O que exige que todos nós reformulemos e nos reajustemos repetidamente. É hora de reavaliar as práticas de segurança e infraestrutura crítica, para garantir que elas sejam fortalecidas ao nível necessário para o tráfego de rede e ataques cibernéticos que estamos enfrentando e que continuarão a ocorrer nos próximos meses.

Por: Ivan Marzariolli, country manager da A10 Networks

4 cuidados com a saúde bucal em tempos de pandemia 501

4 cuidados com a saúde bucal em tempos de pandemia

É essencial manter alguns cuidados

O novo coronavírus acabou transformando a vida de pessoas de todo o mundo. Uma situação atípica se instalou e a rotina acabou se transformando completamente. Contudo, é essencial manter alguns cuidados, como a prática de exercícios, além de manter a saúde bucal em tempos de pandemia.

Sabemos que muitas pessoas tiveram uma grande impacto em suas tarefas e, por isso, acabam passando por situações estressantes e até atípicas com o trabalho remoto e outras atividades sendo feitas dentro de casa.

Por isso, o nosso organismo acaba sendo afetado com algumas doenças cardíacas, mentais e até mesmo bucais. 

Neste artigo, vamos te auxiliar com 4 cuidados essenciais que toda pessoa deve ter em tempos de pandemia. Continue lendo e descubra quais são. 

Qual a importância de uma boa saúde bucal?

O nosso corpo funciona como uma grande máquina. Logo, quando uma única peça se desgasta, há uma pane total.

Do mesmo modo acontece com o nosso organismo, se existe algum problema ( independentemente do órgão), todo o restante fica prejudicado. 

Na pandemia, maus cuidados alimentares e a falta de atividade física podem causar algumas doenças bucais como:

  • Bruxismo;
  • Gengivite;
  • Cárie;
  • Halitose.

É justamente por isso que é essencial ter um bom cuidado com a sua cavidade bucal e procurar meios de estar sempre protegido, estando em contato contínuo com o seu convênio dental ou com o seu dentista particular. 

Os 4 principais cuidados com a saúde bucal na pandemia

A fim de prevenir as doenças bucais que citamos anteriormente, separamos esta lista com os cuidados fundamentais que você deve ter, principalmente durante a quarentena.

Eles são:

  • Evite colocar as mãos na boca

Sabemos que muitas pessoas possuem o hábito de roer as unhas e, repetidas vezes ao dia, se pegam com a mão na boca. 

Esta prática, além de já ser bastante prejudicial para a saúde pois existem diversos germes e bactérias que se acumulam debaixo das unhas, durante a pandemia se torna ainda mais grave.

Isso porque há o risco de ter contato com o coronavírus e, consequentemente, fazer com que haja a contaminação por via oral. 

Portanto, é importante fazer o uso de álcool gel sempre que estiver fora de casa e de forma alguma coloque suas mãos na boca ou nos olhos. 

Vale ressaltar que esta prática também pode ocasionar outros problemas como a gengivite. Afinal, as bactérias presentes nas mãos podem se instalar entre os dentes e a gengiva causando uma inflamação.

  • Tenha uma dieta balanceada

Devido a drástica mudança de rotina, muitas pessoas acabam desenvolvendo maus hábitos alimentares.

Pela praticidade e rapidez, a procura por delivery e alimentos industrializados cresceu significativamente.

Entretanto, esta prática pode fazer com que haja o aparecimento de cáries e até mesmo o amarelamento dos dentes, devido a presença de corantes.

Por isso, prefira alimentos saudáveis, ricos em vitaminas e proteínas. Dessa forma, os seus dentes estarão fortes e resistentes. 

Além do mais, ter uma dieta equilibrada auxilia no aumento de sua imunidade, fazendo com que todo o seu organismo esteja mais protegido.

  • Hidrate o seu corpo

Ingerir ao menos 2 litros de água por dia pode fazer com que a sua saúde bucal seja de qualidade.

Manter o corpo hidratado, além de liberar toxinas presentes no corpo, pode fazer com que haja maior produção de saliva e aconteça a limpeza dos dentes com mais frequência. 

Sabemos que durante a pandemia muitas pessoas acabam se esquecendo de tomar a quantidade correta de água, porém, é possível criar alguns métodos para se lembrar. 

Utilizar garrafinhas de água, colocar alarmes no celular e fazer uso de aplicativos personalizados justamente com essa finalidade podem ser excelentes formas de aumentar o seu consumo de água. 

Converse com o seu dentista regularmente

Não há dúvidas, o dentista é a pessoa mais adequada para cuidar de sua saúde bucal. 

Devido ao direcionamento do Conselho Federal de Odontologia, as consultas presenciais serão feitas a partir da detecção de alguma emergência.

Portanto, caso você queira usar o seu convênio dentário com fins estéticos, o mais indicado é esperar até o fim da pandemia.

A fim de auxiliar nesta filtragem, os profissionais da odontologia foram aconselhados a realizarem um tipo de triagem à distância, podendo ser via online ou ligação telefônica. 

Dessa forma, é possível garantir que não haverão pacientes expostos sem necessidade.

Porque ter um plano odontológico?

Fazer uso de um convênio odontológico pode fazer com que os cuidados com a sua saúde bucal sejam ainda mais fáceis. 

Isso porque ao invés de gastar a cada consulta e exame realizado, é possível pagar apenas uma taxa fixa mensal e conseguir usufruir de uma ampla rede credenciada. 

Dessa forma, é possível realizar consultas preventivas, acompanhamento especializado e um atendimento sempre que precisar. 

Afinal, existe plano odontológico que permite um atendimento 24 horas a fim de te auxiliar a qualquer hora do dia, principalmente na pandemia

Enfim, coloque estas dicas em prática e não se esqueça de uma boa higienização. Afinal, a prevenção sempre será o melhor remédio! 

*Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe da Ideal Odonto, empresa especializada em planos odontológicos com atendimento acessível para devolver o sorriso dos pacientes.

Como o conceito muVUCA, desafia líderes e gestores diante da diversidade? 512

Marcelo Trevisani é Chief Marketing Officer da IBM / Reprodução

Confira artigo de Marcelo Trevisani, Chief Marketing Officer da IBM

“A modernidade imediata é “leve”, “líquida” e “fluida” é infinitamente mais dinâmica do que a modernidade “sólida” que suplantou. A passagem de uma a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana” – o trecho é parte da obra de Zygmunt Bauman, que esclarece como se deu essa transição, compondo uma análise brilhante e profunda sobre as condições sociais e políticas, que nos leva a repensar com urgência os conceitos e esquemas cognitivos aplicados na experiência individual humana e sua história conjunta.

Esta “modernidade líquida” pode ser traduzida no conceito VUCA – empregado na década de 90 pelo U.S Army War College (Colégio de Guerra do Exército dos Estados Unidos)-, para explicar o mundo no cenário pós-Guerra Fria. O acrônimo das palavras em inglês Volatility, Uncertainty, Complexes e Ambiguity (em português: Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade, respectivamente) se faz presente ainda hoje em um ambiente altamente crítico e que nos desafia a nos tornarmos melhores líderes e gestores.

Particularmente, brinco e chamo esse conceito de “MUVUCA”, tudo junto e misturado. No entanto, compreender cada um destes termos e saber interpretar como eles se aplicam no universo corporativo é extremamente importante para que as empresas definam estratégias capazes de minimizar os efeitos do mundo VUCA. Entre eles, podemos destacar como principal: a dificuldade de elaborar um planejamento diante das constantes mudanças do mercado.

Dificuldades de expansão diante de cenários complexos

Organizações tradicionais podem prosperar mesmo diante de questões aparentemente desfavoráveis para o seu crescimento, mas podem enfrentar obstáculos em diferentes situações, como:

  • Manter a relevância ao ter que enfrentar o surgimento de novos modelos de negócios ou de uma concorrência;
  • Introduzir um novo produto ou serviço no mercado, considerando incertezas de receptividade por parte do consumidor;
  • Expandir a atuação da empresa em ambientes complexos, como em países com questões políticas e econômicas desfavoráveis;
  • E, por fim, conceber um novo modelo de negócio ou lançar a marca em um mercado emergente.

Não há escolha: ou você se reinventa ou será engolido

Para viver e enfrentar os desafios desse mundo complexo é fundamental adotar a diversidade multi-perspectivas. São esses aprendizados que levarão à resolução dos problemas. Trata-se de um conjunto de verdades, de conhecimentos e pontos de vistas, que, quando combinados, ou interrelacionados nos torna mais preparados para gerar algo novo e capaz de solucionar questões críticas desse mundo “MUVUCA” que, na verdade, é líquido.

Nenhum indivíduo detém todo o conhecimento, seja na sociedade ou em uma organização. Vivemos o modelo cartesiano de pensamentos fracionados, segmentados e departamentalizados – no mundo corporativo, o que chamamos de “silos”. Não há conversas ou interatividade. Entretanto, é fundamental que haja a troca, compartilhamento de experiências e informações, visando a construção de novo saber. Mas como?

Precisamos despertar a consciência para esse tema. É no diálogo que identificamos essa capacidade de construir. Uma conversa na qual possa abrir mão, muitas vezes, dos próprios conhecimentos e genuinamente entender o outro. Ter empatia pela outra pessoa é perceber que o conhecimento dela pode transformá-lo.

Empresas, seus líderes e gestores precisam estar abertos isso, pois é por meio dela que comprovamos a soma de saberes, nos possibilitando ir além do que já fomos. Não existe mais a figura do gênio solitário (professor, chefe). Aliás, a solidão de um líder, muitas vezes é provocada por ele mesmo quando não é capaz de criar um ambiente colaborativo, que estimule o compartilhamento e a interação. Como disse o futurista Alvin Toffler “Os analfabetos do futuro não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender”.

5 dicas essenciais para o home office decolar na sua empresa 713

5 dicas essenciais para o home office decolar na sua empresa

Confira dicas de quem conseguiu implantar o modelo com sucesso

“Conseguem me ouvir?” “Seu microfone está desligado!” “Acho que travou…” Se você trabalha em home office neste momento, sabe do que estamos falando.

Carolina Vieceli é gestora da agência Unicred Coomarca / Divulgação
Carolina Vieceli é gestora da agência Unicred Coomarca / Divulgação

“A sensação é de que nos conectamos mais por vivermos essa etapa juntos”, avalia Carolina Vieceli, gestora da agência Unicred Coomarca, sobre este momento de pandemia que impactou a rotina das empresas e as relações pessoais. A Unicred Coomarca conseguiu implementar, de forma inédita no sistema Unicred, um atendimento 100% home office durante a pandemia. O segredo da singular de Florianópolis foi sair na frente ao começar a pensar o modelo home office bem antes da pandemia ocorrer. Hoje, a cooperativa colhe no dia a dia com a equipe e com os cooperados os resultados positivos dessa antecipação.

Se a sua empresa ainda tem dificuldades em manter uma rotina eficiente de home office, confira cinco dicas da gestora Carolina Vieceli que foram fundamentais para que o modelo de home office fosse muito bem sucedido na instituição financeira.

1 – CRM eficiente

É fundamental o uso de um CRM online eficiente, ou outra ferramenta online de gestão, no qual o usuário possa cadastrar todos os negócios em andamento e todos possam fazer o acompanhamento. O uso dessa ferramenta economiza tempo, reduz o número de reuniões e altera a dinâmica de gestão.

2 – Processos mapeados

Processos bem descritos permitem que a maioria das atividades possam ser executadas pelo colaborador sem a necessidade e apoio de terceiros, dando mais autonomia.

3 – Disciplina e cadência são fundamentais

É importante ter uma rotina de atividades diárias bem estabelecida. Isso não quer dizer dias completamente definidos, mas é importante definir as linhas mestras de trabalho, mais conectadas à estratégia da organização.

4 – Comunicação, sempre

Sempre que possível, faça conversas coletivas, transparentes e organizadas de forma que haja espaço de fala a todos. Deve haver condições para que as críticas apareçam. Elas também são uma oportunidade de avanços.

5 – Apoio

Desenvolva outros tipos de interações, mesmo que à distância. Somos pessoas e sentimos falta de nos conectar com nossos colegas de trabalho para falar de outras coisas. Isso fortalece e permite nos conhecermos e nos relacionarmos melhor no dia-a-dia. Que tal, por exemplo, um happy hour online?

Coronavírus: pandemia tem seguro? 32150

Especialistas esclarecem sobre os impactos da Covid-19 no mercado

Em 29 de janeiro, o corretor de seguros Edson Rodrigues perguntava aos seus colegas de profissão via rede social a opinião deles sobre como seria para as seguradoras caso houvesse um surto de coronavírus. Naquele mês, o Brasil ainda não tinha nenhum caso

Lúcio Bragança é advogado do escritório Agrifoglio Vianna / Arquivo JRS
Lúcio Bragança é advogado do escritório Agrifoglio Vianna / Arquivo JRS

confirmado de Covid-19 e a discussão ainda estava no campo das ideias. Em questão de dias, a situação mudou completamente e muitos são os questionamentos que se tem a respeito da pandemia que acomete não só o país, mas o mundo inteiro, no que diz respeito as suas características, estatísticas, sistema de saúde e, também, às coberturas de seguro.

O advogado Lúcio Roca Bragança, do escritório Agrifoglio Vianna, esclarece que a maioria dos contratos de seguros de vida contam com uma cláusula específica de exclusão em casos de pandemia. “Em um grupo com um grande números de pessoas, nós não sabemos quais delas vão falecer, mas nós podemos estimar, estatisticamente, com razoável precisão, quantas irão. A partir deste número, pode-se mensurar em reais qual será o montante necessário para indenizar os beneficiários dos segurados que provavelmente morrerão em um determinado ano. Esse montante é dividido entre todos os segurados do grupo, que pagarão um valor mensal à seguradora, que o provisionará para fazer jus às futuras indenizações”, explica sobre a necessidade de existência dessa cláusula, uma vez que em casos de enfermidades amplamente disseminadas, se torna impossível mensurar a taxa de sinistralidade.

“Se um grande número de segurados fosse sofrer sinistro, a conta não iria fechar”, comenta o advogado Lúcio Roca Bragança.

A seguradora apenas administra o fundo comum, resultante da contribuição de todos os segurados, e acrescenta o necessário à sua manutenção. “Para esse sistema de contribuição baixa e indenização alta funcionar, é preciso que todos estejam expostos ao risco, mas que apenas alguns sejam acometidos pelo risco – essa é a condição essencial para o seguro de riscos ordinários dar certo. Se um grande número de segurados fosse sofrer sinistro, a conta não iria fechar: seria necessário que a contribuição mensal deles se aproximasse do valor do capital segurado”, afirma.

No entanto, a Fenacor, entidade representativa dos corretores de seguros no Brasil, solicitou às seguradoras que não apliquem nos contratos de seguros, nenhuma cláusula de exclusão relacionadas às epidemias ou pandemias, permitindo, assim, a ampla cobertura

Renato Pedroso é presidente da Previsul Seguradora / Arquivo JRS
Renato Pedroso é presidente da Previsul Seguradora

para eventuais casos de sinistros. A Previsul Seguradora foi a primeira companhia a se posicionar e informar que indenizará segurados que tiverem perdas ocasionadas pela Covid-19, pagando as coberturas de seguro decorrentes de morte de qualquer causa, internações e rendas por incapacidade que contenham cobertura de doença, ocasionadas pelo novo vírus, respeitando as condições dos seguros, os prazos de carência e franquia (se houver), ainda que de acordo com as normas regulatórias o risco de pandemias seja excluído.

Conforme o presidente da Previsul, Renato Pedroso, o que mais influenciou na decisão foi o compromisso da companhia com os mais de um milhão e meio de segurados e mais de cinco mil corretores de seguros. “Clientes e parceiros de negócios que nesses mais de cento e dez anos de existência, escolheram a Previsul para ser a sua seguradora”, acrescenta.

A Previsul tem uma carteira de clientes com idade média relativamente baixa, mas nosso compromisso neste momento é com a sociedade brasileira”, destaca Renato Pedroso, presidente da seguradora.

Embora a taxa de mortalidade em decorrência do coronavírus seja baixa, o que depende de uma série de fatores, como idade, gênero, condições de saúde e o sistema de saúde no qual a pessoa está inserida, ainda é complicado mensurar exatamente os efeitos da pandemia. Na estimativa da Previsul, é muito cedo para se ter alguma previsão da proporção de segurados que possam ser indenizados neste processo. “A companhia tem uma carteira de clientes com idade média relativamente baixa, mas nosso compromisso neste momento é com a sociedade brasileira”, comenta. Além disso, com uma gestão preocupada com o bem-estar das pessoas, o time da Previsul está trabalhando em regime diferenciado para continuar atendendo e ainda sim preservando vidas: “Nossa matriz está em home office desde segunda-feira para preservar a saúde de todos e dar continuidade do atendimento à sociedade”.

Do ponto de vista jurídico, o advogado Lúcio Roca Bragança salienta que como trata-se de um risco que não foi precificado, ou, em palavras mais simples, uma seguradora cobrir um sinistro decorrente de pandemia significa dar cobertura por algo que o segurado não pagou, “somente se pode concluir que o dinheiro com que a Previsul cobrirá estes sinistros sairá do seu próprio patrimônio”. “Trata-se de um ato de generosidade, ou mesmo de auxílio prestado pela companhia aos seus segurados nestes tempos sombrios. Ou seja: todos os contratos da seguradora têm exclusão de pandemia e ela está fazendo isso por um senso de solidariedade”, acrescentou.

Para as outras seguradoras que não se manifestaram, isso não abre precedentes futuros, ainda de acordo com o especialista. “A cobertura de pandemia em seguros comuns é como que um ato de caridade e não se pode, juridicamente, exigir que as pessoas pratiquem a caridade. Por isso, acredito que se trata de um ato isolado de uma seguradora, mas mesmo que venha a se tornar uma prática predominante, não se pode esperar daquela que não o fez, que o faça. Não se pode nem mesmo moralmente condená-la, pois, eventualmente, ela pode não ter lastro econômico para tanto”, destaca.

“Quanto mais adversidades na sociedade, maior a compra de seguro; quanto mais crise, mais necessário se faz e quanto mais dinheiro se possui, mais prevenidos queremos estar”, comenta Alberto Júnior, corretor de seguros e CEO do Grupo Life Brasil.

Alberto Júnior é corretor de seguros e CEO do Grupo Life Brasil

Não há uma regra, mas crises em geral fazem com que os consumidores tenham mais consciência da importância do produto seguro. O corretor de seguros Alberto Júnior salienta que, na sua visão, o mercado terá, sim, um aumento de compra do produto seguro se souber entender o momento do cliente. “Qualquer pessoa só compra por seis motivos, que são baseados em dúvidas, inseguranças e medos ou desejos, interesses e necessidades. Tendo mais de três pontos destes relevantes aos clientes, é natural que consigamos fazer isso com o produto seguro e que tenhamos mais assertividade de compra”, afirma, baseado em método próprio que desenvolveu ao longo de seus 27 anos de experiência na venda porta a porta pelo Grupo Life Brasil. “Quanto mais adversidades na sociedade, maior a compra de seguro; quanto mais crise, mais necessário se faz e quanto mais dinheiro se possui, mais prevenidos queremos estar”, acrescenta.

Jean Figueiró, da KSA Corretora de Seguros

Por outro lado, Jean Figueiró, da KSA Corretora de Seguros, não vê o momento com tanto otimismo num curto prazo: com a economia girando menos, a demanda por seguro será afetada também. “Vai circular menos dinheiro, as pessoas vão ter que se desfazer dos seus bens e, no Brasil, o seguro não é visto como um investimento, ele é visto como uma despesa. É uma das primeiras coisas que as pessoas acabam cortando”, opina. Mas ele concorda com o colega de que num período maior e com um Brasil recuperado, o cenário será bem proveitoso aos corretores: “As crises nos geram oportunidades porque elas geram conhecimento para lidar com elas, com dificuldades”.

É o corretor de seguros sempre o profissional ideal para esclarecer todos detalhes do produto seguro e tirar as dúvidas dos consumidores. E você, seja corretor, segurador ou cliente, qual a sua opinião?

Nilton Molina defende que corretores têm de ser “especialistas em gente” 6570

Presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon participou da VI Jornada de Seguros e Benefícios do CVG RS

O Presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, Nilton Molina, participou da VI Jornada de Seguros e Benefícios do Clube de Seguros da Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG RS). A transmissão aconteceu nesta quinta-feira (12) e foi comandada pela presidente do Clube, Andréia Araújo, que apresentou perguntas enviadas por associados e espectadores.

“Os profissionais do mercado, sejam corretores ou àqueles que atuam nas companhias, têm de ser menos especialistas em produto e mais especialistas em gente. Na necessidade das pessoas. Em entender o que elas precisam em nível de cobertura, seja nos riscos prematuros da invalidez, da morte ou da sobrevivência. Os corretores têm de trabalhar também com produtos financeiras”, comentou Molina ao citar a aceleração de processos inovadores e ágeis com a digitalização. “Quando tivemos de ir para o home office é claro que fiquei preocupado. Preocupado com o Brasil, com as pessoas e, claro, com a minha empresa. Dez dias depois da recomendação de que todos ficassem em casa tivemos uma grata surpresa: tudo estava funcionando perfeitamente e com uma eficiência enorme. O mais incrível é que tudo isso já existia”, acrescentou ao citar ferramentas como as de videoconferências, por exemplo.

Nilton Molina é Presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon / Foto: Chico Ferreira/Divulgação
Nilton Molina é Presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon / Foto: Chico Ferreira/Divulgação

Ainda sobre a digitalização, o presidente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon enfatizou o ganho de tempo por parte dos profissionais da corretagem. “Em uma cidade como São Paulo ou Porto Alegre, por exemplo, quando as entrevistas para contratação de seguro de vida aconteciam de modo presencial era uma felicidade enorme conseguir atender dois clientes por dia. Isso demanda um capital preciso para estes profissionais: o tempo. Agora, com as videochamadas, existem profissionais que fazem cerca de sete entrevistas. Isso não deve mudar mais”, explicou. “Outro exemplo são as nossas reuniões com os gerentes comerciais, que aconteciam duas vezes por ano. Agora, com custo zero, fazemos essas reuniões semanalmente com o intuito de homogenizar as informações para que todos tenham acesso”, justificou.

Nilton Molina disse que vivenciou diversas crises, mas que, especificamente, a desencadeada pelo coronavírus tem um diferencial: “O vírus é democrático. Pegou pobres e ricos igualmente. Empresas pequenas, médias, grandes ou grandes conglomerados. Praticamente todos envolveram-se ao mesmo tempo e da mesma forma”, completou ao ressaltar os riscos em especial para o grupo de risco, composto por idosos ou pessoas com doenças como diabetes, asma, câncer ou obesidade.

O convidado da VI Jornada de Seguros e Benefícios do CVG RS lembrou da “campanha impagável sobre os perigos da morte na pandemia” e da recente aprovação da reforma previdenciária. “Claro que com a pandemia houve um receio de perda de emprego e renda e que isso afetasse nosso faturamento, mas pelo contrário, tivemos resultados até melhores que no ano passado. A mídia alertou as pessoas sobre os riscos da doença e a aprovação da reforma da Previdência também foi uma propaganda gratuita, um sinal de que o Estado não terá dinheiro para remunerar as pessoas durante seu período de inatividade como era imaginado. Tudo isso significa maior mercado para os segmentos de Vida e Previdência, apesar da situação dramática desta pandemia”, analisou.

Molina também demonstrou-se entusiasta pela tecnologia ao celebrar a criação de 65 milhões de contas digitais em 30 dias para o envio do coronavoucher no Brasil. “Vejam só, nos Estados Unidos enviaram um cheque dentro de um envelope para as pessoas”, comparou. “Temos de continuar a usar a máscara, nos proteger e entender que o Brasil vai se sair muito bem dessa pandemia. Nosso negócio está na vitrine e isso fortalece essa coisa maravilhosa chamada Brasil”, encerrou.

New Report

Close