Artigo: Os conselhos de ética da IA ​​podem ser bem-sucedidos? 822

“Uso indevido da Inteligência Artificial pode trazer riscos no gerenciamento diário de qualquer plataforma ou programa”

A inteligência artificial (IA) tem potencial de gerar amplo impacto social. As possibilidades são infinitas, desde encontrar curas para doenças, prever a falta de safras na agricultura e melhorar a produtividade dos negócios. No entanto, a tecnologia com um potencial tão grande nunca fica isenta de riscos, e as vantagens que a IA pode oferecer são possíveis somente se a ética estiver à frente de qualquer programa ou aplicativo.

Dados tendenciosos, vídeos falsos e mau uso em período eleitoral são apenas alguns exemplos que a maioria de nós já ouviu falar sobre a IA ser usada com intenções maliciosas. E isso não alivia nada o ceticismo público, que sem dúvida afeta as empresas a longo prazo. Além dessas formas óbvias de uso indevido da IA, existem outros riscos no gerenciamento diário de qualquer plataforma ou programa de IA incluindo:

· Transparência: ou falta de transparência, em torno do que entra nos algoritmos de IA

· Responsabilidade: quem é responsável se a IA cometer um erro?

· Discriminação: a IA poderia discriminar injustamente por meio de dados tendenciosos?

· Privacidade de dados: para que a IA se desenvolva, o volume de dados necessários segue aumentando exponencialmente. Isso exige maior cautela e conscientização sobre como os dados das pessoas são coletados, armazenados e utilizados. Mas isso limitará os recursos?

Os conselhos de ética da IA ​​podem ser a solução?

Muitos gigantes da tecnologia experimentaram a criação de conselhos de ética em IA, mas ao longo do ano passado notamos algumas falhas ​​- incluindo o fechamento do conselho de ética em IA do Google apenas duas semanas após o seu surgimento. Da mesma forma que a IA só é capaz de produzir resultados tão bons dependendo dos dados que a alimentam, o Google enfrentou uma reação pública em relação à sua escolha de membros do conselho.

Isso levantou o questionamento. Os conselhos de ética em IA são realmente o caminho para o uso responsável da IA? Afinal, se uma gigante global da tecnologia não consegue fazer seu conselho de ética decolar, quais as chances das outras empresas do setor terem sucesso nessa missão? No mínimo, o fechamento do conselho de ética da Google AI trouxe aprendizados. As empresas devem garantir que seus painéis de ética realmente reflitam uma sociedade diversificada e sejam totalmente transparentes e imparciais.

Por outro lado, existem alguns sucessos notáveis, como as organizações que estão introduzindo diretrizes acionáveis ​​e formando conselhos de ética que seguem um conjunto bem definido de princípios para ajudar a estabelecer soluções éticas de IA.

A União Europeia é um exemplo de órgão público que trata da ética da IA ​​com seu Grupo de Peritos de Alto Nível em Inteligência Artificial. E, da mesma forma, nos EUA o MIT lançou seu novo Schwartzman College of Computing, fruto de um investimento de US$ 1 bilhão para criar um centro de pesquisas em IA. Embora essas iniciativas ainda estejam dando seus primeiros passos, as intenções e abordagens desse projeto parecem estar no caminho certo.

Responsabilidade retrospectiva

À medida que novas leis e regulamentações entrarem em vigor, provavelmente passaremos a enxergar algumas organizações com outros olhos devido a ações tomadas no passado que hoje poderiam ser consideradas antiéticas. Assim, as empresas ficarão mais conscientes das ações a tomar agora e de como elas podem ser percebidas no futuro – levando a dois resultados:

I. Empresas que não tomam medidas por medo de errar

II Empresas que correm para agir para que possam dizer “pelo menos tentamos”

É importante estabelecer as bases certas antes de buscar grandes ambições. Mais do que uma barreira tecnológica. É um problema social.

Mesmo se superarmos alguns dos obstáculos já mencionados veremos um estado utópico de inteligência artificial? É improvável. Assim como as mudanças climáticas, se ignoradas, podemos perceber apenas o impacto da IA antiética em um ponto em que há pouca ou nenhuma capacidade de influenciá-la. Empresas, governos e indivíduos devem ver a ética da IA como um dever e criar um conjunto de princípios e melhores práticas para proteger a sociedade. Não há uma abordagem rígida e rápida para acertar isso, mas a transparência e uma bússola moral são um bom ponto de partida. E a vontade de tentar abordagens diferentes, aceitando que elas nem sempre funcionam.

Nunca houve um momento mais empolgante para trabalhar no campo da IA e dos dados, mas, como em qualquer tecnologia emergente e disruptiva, há muito trabalho a fazer para garantir o uso responsável. Um futuro ético e seguro requer colaboração entre indústrias, especialistas e um foco absoluto em justiça, inclusão, privacidade e direitos humanos. O potencial da IA é vasto, mas o uso responsável depende muito do próprio setor.

Por Patrick Smith, CTO EMEA, Pure Storage

Corretores de seguros conectados para vencer 659

Fabio Izoton é presidente do Clube dos Corretores do Rio de Janeiro (CCS-RJ) / Divulgação

Confira artigo assinado por Fabio Izoton, presidente do CCS-RJ

Durante a programação do CCS-RJ Connection 2020, evento que promoveu o diálogo entre os grupos que atuam no mercado segurador brasileiro, muitos corretores relembraram, em situações distintas, o conhecido provérbio africano: “Se você quiser ir mais rápido, vá sozinho. Se quiser ir mais distante, vá em grupo”. Mais do que uma simples coincidência, o uso constante da citação nos mostra que a união está sendo a grande marca dos corretores em meio à crise epidemiológica e econômica relacionadas ao novo coronavírus. Foi a partir deste sentimento que conseguimos reunir, em dois dias de evento, cerca de sete mil espectadores de todas as regiões do Brasil, em nossos canais digitais.

O papel dos organizadores do CCS-RJ Connection 2020, no qual me incluo, foi apresentar as diversas oportunidades que os corretores possuem para fechar negócios e manter sua carteira de clientes no momento atual. A diversificação de produtos, investimento em treinamentos e o contato constante com outros profissionais, que passam pelos mesmos desafios, são algumas das ações que exemplificamos em cases e palestras. Priorizamos, na programação do evento, aquelas que julgamos principais e de mais fácil alcance para um número maior de pessoas.

Iniciativas lideradas por corretores, seguradoras e entidades de classe foram promovidas e aplaudidas, por auxiliarem na solução de problemas enfrentados por quem está no cotidiano da corretagem de seguros. Ações coletivas como essas possibilitaram vitórias importantes para a categoria, como o reconhecimento da profissão por parte de entes reguladores. Os profissionais de seguros demonstraram, repetidas vezes, o seu valor e importância em momentos difíceis.

A transformação digital promovida há anos no setor mostrou-se vigorosa e forte, comprovando a conexão do setor de seguros com o futuro, mesmo antes que as condições atuais obrigassem tal atitude por parte de toda a economia. Projetos idealizados para meses e anos à frente tiveram que ser antecipados, para garantir que o cliente continuasse no centro da atenção do corretor. Os corretores se engajaram nas novas práticas e conseguiram garantir a renda de suas famílias.

Para que o cenário se mostre ainda mais promissor, o corretor precisa lembrar de uma palavra: Conexão. Os avanços na corretagem de seguros são frutos de união e compartilhamento da força entre os profissionais que se conectaram. Entidades como o Clube dos Corretores do Rio de Janeiro (CCS-RJ) estão de portas abertas para novas ideias, propostas e projetos. Temos a certeza de que assim, nossa categoria torna-se mais forte. Contamos com a participação e presença de todos.

*Fabio Izoton é presidente do Clube dos Corretores do Rio de Janeiro (CCS-RJ).

Vida em Grupo: É obrigação do estipulante informar as cláusulas contratuais aos segurados? 1366

Sócia da Agrifoglio Vianna Advogados Associados, Dra Laura Agrifoglio Vianna, responde a pergunta em artigo detalhado

No caminho trilhado pelos profissionais da advocacia, existem assuntos cuja aceitação e entendimento desponta em uma das unidades federais desse vasto Brasil, ali firmando posição, o que dá suporte ao posterior acatamento, ainda que gradativo, da tese pioneira, por outros Tribunais.

Um tema que vem sendo acolhido pelos Tribunais de Santa Catarina e alguns do Paraná, e realmente, se adotado com maior abrangência, é de grande valia para o mercado securitário, é o de que nos Seguros de Vida em Grupo, o dever de informação aos segurados das cláusulas contratuais, previstas na Apólice-Mestra, é do Estipulante.

Já que os segurados aderem à Apólice por meio deste, que os representa como mandatário, praticando os atos necessários à celebração do seguro, a ele também cabe prestar todas as informações necessárias acerca do pacto. O Estipulante administra os interesses dos componentes do grupo. Há previsão específica na legislação securitária, através do Decreto-lei 73/66, em seu artigo 21 par. 2º, sobre esta posição. Na Resolução nº 107/2004 do CNSP, outrossim, está a previsão de que é obrigação do Estipulante – não do Segurador, o fornecimento das informações relativas ao contrato, bem como o de “repassar aos segurados todas as informações ou avisos inerentes à apólice”. Vale lembrar que o Estipulante tem forte poder de negociação, pois representa muitas vidas seguradas, podendo ser centenas, ou mesmo milhares, o que possibilita que tenha poder de barganha suficiente para postular a inserção no contrato dos riscos que julga conveniente cobrir, considerando, evidentemente, o impacto correspondente no custeio. Portanto, no próprio negócio entabulado é ele quem dá as diretrizes. O Código Civil, no artigo 801, p. 1º, consolida esta ínsita tarefa de representante quando assevera que “o estipulante é o único responsável, para com o segurador, pelo cumprimento de todas as obrigações contratuais”.

É de se notar que, nos Seguros de Vida em Grupo, temos, num primeiro momento, a contratação entre o Estipulante e a Seguradora, posteriormente ocorrendo a adesão dos segurados, por vezes através de uma relação de nomes e idades fornecidas pelo mandatário, por vezes através de adesão individual dos Segurados, que, dentro dos limites contratuais, vão escolher maior ou menor capital e quais das coberturas serão eleitas. De todo modo, o dever de informação, excetuado, certamente, aqueles inerentes à Seguradora, v.g, o de envio de Certificado de Seguro, são do Estipulante.

Não há mácula ao Código de Defesa do Consumidor nessa responsabilização do dever de informação pelo Estipulante, alegação de inconformidade dos muitos Segurados que litigam judicialmente, alegando desconhecimento de cláusulas para postular a complementação de indenizações, coberturas não contratadas e outros tópicos inegavelmente indevidos. O que temos é uma especificidade de contrato, no qual o justo direito de ter as informações sobre o contrato fica transferido para o mandatário, o que em absoluto lhe retira os direitos consumeristas.

Há que colocar peso e valia nas normas exaradas pelos órgãos regulamentadores do Seguro, quando definem as responsabilidades de cada interessado na contratação securitária. Nos Seguros de Vida em Grupo, cada qual tem suas atribuições específicas, sendo a do Estipulante o repasse das informações ao grupo. Entendemos que essa tese, que, como visto, já vinga nos Estados de Santa Catarina e Paraná, haveria de se disseminar por toda nação, pois reflete uma compreensão mais ampla do contrato plurilateral, que é o Contrato de Seguro Coletivo. Além de juridicamente mais adequada, e justa, a tese ainda contribui para a redução do custo do seguro, já que elimina a exigência de uma desnecessária prestação de informações em duplicidade (Estipulante e Segurador).

Ainda não podemos comemorar o Dia Nacional da Habitação 2167

Rossana Costa é diretora da GEO / Divulgação

Confira artigo de Rossana Costa, Diretora da GEO

No momento inicial da Urbanização no Brasil não havia iniciativas no sentido de criar políticas públicas para a Habitação, tampouco existiam mecanismos de crédito habitacional estruturado. Essa lacuna, aliada ao rápido crescimento das cidades no início do século XX, originou um problema que ainda não fomos capazes de resolver: o déficit habitacional.

Somente no ano de 1964, por meio da Lei 4.380, foi criado o Sistema de Financiamento Habitacional (SFH). Esse foi e permanece sendo o principal instrumento de captação de recursos para a habitação, as duas fontes de recursos são as cadernetas de poupança e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No ano de 1997, por meio da Lei nº 9.514, avançou-se novamente, com a criação do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Neste, a fonte de recursos é o mercado de capitais, podendo ser considerada inesgotável.

Apesar dos avanços, há um longo caminho a ser percorrido para que todos os brasileiros possam acessar com segurança o direito à moradia de qualidade. Na história recente, tivemos alguns casos dramáticos, como a falência de uma das maiores construtoras do século passado, a Encol. Na década de 1990, a construtora decretou falência, deixando no prejuízo milhares de pessoas que já haviam pagado por seus imóveis. Recentemente, no Rio Grande do Sul, essa história se repetiu em menor escala, quando a construtora Báril faliu e deixou de entregar mais de 500 imóveis no litoral gaúcho. Nesse contexto específico, o mercado segurador tem muito a contribuir, com o seguro Garantia de Execução ou Entrega de Obra. 

Outro caso, ainda em trâmite na Justiça Federal,  trata das indenizações do Seguro Habitacional do SFH (SH/SFH), o qual pode impactar os cofres da Caixa Econômica Federal (responsável pelas apólices) em mais de R$ 300 bilhões. Nessa situação, milhares de segurados lesados pleiteiam indenização. Este é um caso em que a apólice de seguro não entregou a proteção devida, e infelizmente não é um acontecimento isolado no contexto da habitação. Muitos dos seguros existentes têm pouca utilidade prática, apenas agregando custo sem trazer proteção de fato ao beneficiário. 

A GEO atua no mercado imobiliário há mais de 15 anos, e acompanha de perto a evolução das apólices de seguros para a habitação. Por isso, no Dia Nacional da Habitação, apesar de não podermos comemorar, temos a obrigação de dar mais um passo em direção à segurança das pessoas que estão alcançando o sonho da casa própria. Para isso, estamos lançando em nossos canais digitais a campanha “Descubra o Seguro Habitacional”, a qual contempla uma série de vídeos e materiais explicativos sobre como se pode ter uma contratação consciente dessa proteção. Entendemos que, dessa maneira, cumprimos a nossa missão de informar a sociedade sobre o papel do seguro no crescente mercado imobiliário.

*Rossana Costa é Diretora da GEO desde o ano de fundação da empresa, em 2001. A executiva tem mais de 40 anos de experiência nos segmentos de seguros orientados para Construção Civil e mercados Imobiliário e de Crédito. Atuou por 15 anos como consultora para entidades e importantes empresas nestas áreas.

Assistência 24 horas e o novo normal 1157

Assistência 24 horas e o novo normal

Saiba quais foram as medidas adotadas pela Allianz Partners e qual é a avaliação dos clientes em tempos de pandemia

Considerada atividade essencial, a assistência 24 horas se mantém ativa em momentos delicados, como o que estamos vivendo. Mesmo em cidades com bloqueios de acesso e lockdown a Allianz Partners, oferece atendimentos automotivo e residencial com todo o cuidado aos prestadores e clientes.

Adriano Reginaldo, diretor de Operações da Allianz Partners, conta que, no momento em que a sociedade foi assolada pelo Coronavírus, a empresa se cercou de todas as medidas de proteção para possibilitar a continuidade dos atendimentos, já que entramos em isolamento social, mas as pessoas continuam na ativa. “Em ocorrências envolvendo carros, o segurado poderá ser transportado dentro do próprio veículo ou em um táxi, com, no máximo, três passageiros. Restringimos o acesso à cabine do guincho para evitar a contaminação pelo vírus. Além disso, ao prestador de serviços foi recomendado utilizar álcool gel, estar com máscara de proteção e luvas, evitar cumprimentar os clientes e manter a distância mínima indicada. O mesmo acontece nas residências. A orientação é a de estar paramentado, evitar o contato com o cliente e sempre higienizar as mãos”, explica.

As iniciativas proporcionam segurança, confiança e maior satisfação dos segurados. Segundo Reginaldo, a tradição e qualidade no atendimento da marca contam, mas, neste período de isolamento, os clientes querem se sentir protegidos e elogiam, constantemente, o comportamento dos prestadores. “Nosso NPS apresentou ganhos relevantes, pela percepção positiva de comportamentos condizentes com os preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, também, pela agilidade no atendimento dos chamados”, completa.

E, mesmo em cidades com bloqueio ou lockdown, os clientes entenderam as condições disponíveis para o socorro. Reginaldo enfatiza que, a dinâmica de remoção precisou de ajustes, uma vez que algumas oficinas ou concessionárias poderiam estar fechadas. Em casos em que o carro apresentasse pane elétrica ou sinistro, o automóvel poderia ser direcionado para o endereço indicado pelo cliente ou para o pátio mais próximo.

Outra importante adequação foi em relação ao uso do check-list físico. O seu uso foi interrompido para evitar aproximação e qualquer tipo de contaminação entre prestadores e segurados. Neste período, o prestador envia as fotos para comprovar a realização do serviço e a equipe operacional pode fazer a averiguação e acompanhamento.

“Contamos com 12 mil prestadores em todo o país e vivemos um propósito que vai além do senso de proteção. A todo momento estabelecemos relações de confiança e conexões, não pensando apenas no presente, mas no futuro. Estamos sempre atentos no desenvolvimento de soluções e temos em nosso DNA a capacidade de estar sempre em movimento para que todos possam atingir seus objetivos, independente das restrições”, finaliza o diretor.

Quem é o profissional resolutivo, promovido pela pandemia? 833

Quem é o profissional resolutivo, promovido pela pandemia?

Confira artigo de Ismael Kolling, autor do livro “Fazer Gestão é Fácil”, da Literare Books International

Parece um contrassenso imaginar que empresas estejam promovendo em meio à crise e retração da economia. Porém, é muito mais comum do que a maioria pode imaginar. Nesse momento, empresas estão buscando um tipo raro de profissional: o resolutivo.

Em momentos de expansão de mercado, crescimento econômico e aumento espontâneo do volume de negócios, empresas em crescimento costumam buscar profissionais com perfil adequado ao modelo mental da própria organização, afinal, estão crescendo e o objetivo natural seria crescer baseado na continuidade.

Ismael Kolling é autor do livro "Fazer Gestão é Fácil", da Literare Books International / Divulgação
Ismael Kolling é autor do livro “Fazer Gestão é Fácil”, da Literare Books International / Divulgação

Momentos de expressiva mudança exigem profissionais que reclamem ou lamentem pouco e vejam cada problema como uma oportunidade de posicionar a empresa de forma diferente no mercado. Empresas surgem para mudar a realidade, mas profissionais costumam entrar nas empresas focados em se alinhar culturalmente. Esse alinhamento costuma carregar as situações positivas, mas também dar sequência às situações que tiram a competitividade da empresa.

Mas esse profissional resolutivo que está sendo promovido agora é alguém desalinhado com a organização? Não exatamente. O profissional resolutivo possui total alinhamento de valores da organização, respeita as premissas que baseiam as decisões. Mas, ao mesmo tempo, é capaz de mudar seu olhar de dentro da organização para a visão do cliente. Se a empresa existe para resolver problemas e melhorar uma situação, ele analisa as ações da sua área sob o ponto de vista do consumidor da empresa e analisa o que pode ser feito para que essas ações que lidera possam gerar benefícios perceptíveis para o consumidor.

Não existe mais espaço para o “financeiro burocrata” para o RH que pensa em felicidade e esquece os resultados da organização ou para o marketing que busca promover uma peça linda que não vende. Os profissionais resolutivos que estão sendo promovidos são aqueles que estão contestando o “sempre foi assim”, que não gera valor ao cliente de suas empresas.

*Ismael Kolling é executivo de carreira, foi de assistente administrativo a criador e diretor geral de um negócio com faturamento anual bilionário. Atuou em marketing, vendas, gestão financeira e gestão geral de negócios. Doutrinador da gestão simples e negócios escaláveis, ministra mentorias a executivos e empresários; realiza consultorias para expansão escalável de negócios; conselheiro de administração de empresas consolidadas e startups. Empresário dos ramos de varejo de moda, alimentação e consultoria. Autor do livro “Fazer gestão é fácil” pela Literare Books International.