Confira dicas sobre saúde no trabalho 677

Sharecare elenca cinco práticas que precisam ser adotadas

Alcançar uma boa produtividade no ambiente corporativo é, sem dúvida, um dos objetivos mais comuns dentro das empresas. Para isso, investir na saúde no trabalho pode ser uma das estratégias mais promissoras a ser adotada por organizações que buscam compor um ambiente saudável, produtivo e que preza pela valorização dos profissionais.

Hoje, saúde e bem-estar são pilares para a qualificação do ambiente interno de organizações, servindo de base para o estímulo de práticas ligadas à saúde física e mental, principalmente. Nesse cenário, líderes e gestores já perceberam o quão importante é cuidar da saúde dos colaboradores para se promover aumento da produtividade, redução do absenteísmo, retenção de talentos e melhoria da qualidade de vida dos profissionais.

No dia a dia de uma empresa, a saúde no trabalho pode ser garantida de diferentes formas. Para comprovar isso, hoje vamos mostrar a você 5 práticas que precisam ser adotadas para reforçar esse atributo de forma simples e eficiente. Continue a leitura e confira!

1. Aposte em uma gestão de saúde eficiente

O ponto de partida para se melhorar a saúde do trabalho dentro de uma empresa é investir na gestão desse quesito internamente. Aqui, a gestão à qual nos referimos está relacionada a todas as atividades voltadas ao acompanhamento do ambiente de trabalho e que são essenciais para se identificar possíveis riscos, pontos de atenção e processos que podem drenar a saúde física ou mental dos profissionais.

Desenvolvendo uma análise interna contínua no ambiente, por exemplo, é possível entender melhor o impacto de cada atividade sobre a saúde e motivação do colaborador, além de ser a chave para que a empresa identifique processos que podem ser otimizados, automatizados ou substituídos.

2. Trabalhe em uma cultura alinhada com o que a empresa preza

A saúde no trabalho passa pelo desenvolvimento de uma verdadeira cultura interna. Ou seja, profissionais, líderes e gestores precisam trabalhar sempre com ideias claras de promoção da saúde e bem-estar, preocupando-se com todas as questões que envolvam esse tema dentro do ambiente.

Essa cultura será o norte para todas as atividades dentro do negócio. Das ações mais simples até as mais complexas, haverá sempre uma preocupação em se avaliar as condições de trabalho dos membros da empresa, o nível de satisfação interno e a motivação.

Além disso, os valores mais importantes pregados por qualquer organização, como valorização e respeito aos seus recursos humanos, serão reforçados com a criação de um ambiente pautado em atributos importantes, como:

– prevenção de riscos;
– respeito à jornada de trabalho;
– redução do estresse e pressão durante as atividades;
– fixação de metas reais e alcançáveis, entre outros.

3. Realize campanhas preventivas e educacionais

A promoção da saúde no trabalho é um processo gradativo, de modo que precisa ser reforçado diariamente. Cada membro da empresa precisa entender a importância desse tema e, mais ainda, saber o que pode ser feito para que consiga estruturar um ambiente saudável.

Nesse sentido, é fundamental que gestores e líderes invistam sempre em campanhas educativas com o objetivo de instruir e reforçar a importância de se adotar hábitos saudáveis dentro da empresa. No mais, essas campanhas podem servir de base para ações de prevenção de acidentes, doenças ocupacionais e outras questões que possam afetar a saúde do colaborador.

A depender do ramo de atuação da empresa, esse tipo de cuidado deve ser ainda mais intenso, já que existem segmentos em que a exposição a fatores de risco é ainda maior — como na indústria química, farmacêutica e metalúrgica —, exigindo ações mais incisivas para minimizar os seus efeitos principalmente sobre o corpo de cada profissional.

Abrimos um parêntese para deixar claro que essas campanhas podem ser realizadas de diferentes formas. A exemplo, pode-se adotar medidas como:

– criar materiais educativos para distribuição e fixação em locais estratégicos, inclusive em meios digitais;
– trabalhar o tema a partir de dados estatísticos levantados por meio da leitura de registros de afastamento de funcionário, recorrência de uso de planos de saúde, especialidades médicas mais utilizadas etc.;

É importante frisar que as ações de prevenção devem ser objetivas e sempre direcionadas. Por isso, trabalhar de forma integrada com operadores de planos de saúde ajuda a empresa a ter acesso a dados importantes para avaliar quais os problemas de saúde mais comuns, quais as principais causas de afastamentos e outras informações do gênero.

4. Tenha uma equipe especialmente envolvida nesse processo

Os impactos do trabalho sobre a saúde do trabalhador podem ser bastante significativos, a depender do tipo de atividade. Por isso, estamos falando de um assunto sério, que afeta não apenas a produtividade do profissional ou de uma empresa, mas principalmente a qualidade de vida de uma pessoa. Para se ter ideia da relação existente entre saúde e produtividade, um estudo realizado pelo Serviço Social da Indústria (SESI), entre outubro de 2015 e fevereiro de 2017, no qual foram consultadas 500 empresas de médio e grande porte, ajuda a ter uma compreensão mais ampla sobre o tema.

Nesse estudo, alguns dados são bastante esclarecedores:

– 71,6% das empresas entrevistadas afirmam que se preocupam com a saúde dos trabalhadores;

– 76,4% acredita que a atenção com saúde deve aumentar nos próximos 5 anos, sendo que 13,2% crê que ela deve aumentar muito;

– 48% dos entrevistados já aplicam medidas voltadas à promoção da saúde no trabalho e assim reduzir as faltas por esse motivo;

– 43,6% perceberam que ações dessa natureza conseguem proporcionar maior produtividade no chão de fábrica;

– 34,8% acredita que ações de saúde são fatores determinantes para a redução de custos;

– 84% das empresas avaliam os aspectos ergonômicos;

– 87,8% das indústrias realizam a gestão do afastamento por doença;

– grandes empresas são as que mais priorizam a saúde dos trabalhadores, sendo que 36% delas possuem uma preocupação muito alta.

– Em meio às médias empresas, 20,4% possuem o mesmo grau de preocupação.

Nesse cenário, fica claro que é necessário tratar a saúde no trabalho com seriedade e profissionalismo, indo em busca de alternativas realmente efetivas para se promover melhorias nesse quesito em ambientes corporativos. Assim, uma recomendação que deve ser seguida é contar com uma equipe especialmente desenvolvida para auxiliar nesse processo.

Ou seja, a empresa precisa contar com o apoio de profissionais especializados na gestão de saúde. Uma equipe focada nesse aspecto tem condições de avaliar com muito mais profundidade as necessidades da empresa, além de utilizar dados estatísticos, boas práticas e fatores científicos para trazer a saúde laboral para dentro do ambiente.

Além do mais, agindo assim, fica mais fácil dar ênfase nos pontos mais importantes para se melhorar a qualidade de vida dos profissionais, já que estamos falando de um auxílio especializado.

5. Desenvolva hábitos saudáveis

Passar horas diante de um computador é uma rotina que se repete na realidade da maior parte dos profissionais e empresas pelo mundo. À medida que o mundo se torna mais digital, piores os hábitos relacionados às atividades físicas vão se tornando — pelo menos dentro das empresas.

Nesse cenário, é essencial desenvolver uma cultura baseada em hábitos saudáveis. Para isso, o ponto de partida deve ser o entendimento do cenário interno da empresa, considerando os riscos mais comuns, os motivos mais frequentes de afastamento e acionamento do plano de saúde. Os dados estatísticos são a base para a criação de políticas mais objetivas e eficientes, o que encurta o tempo de resposta das ações.

Indo além, pode-se investir na adoção do trabalho home office, postura que pode minimizar bastante o desgaste emocional dos funcionários, especialmente nas grandes cidades, em que é comum perder horas do dia se deslocando de um ponto a outro. Uma pesquisa realizada pelo MindMetre Research a pedido do International Workplace Group (IWG) consultou 18 mil pessoas, em 96 países, e constatou que 77% dos brasileiros entrevistados acreditam que o home office oferece maior qualidade de vida.

Por fim, otimizar a saúde no trabalho, como vimos, é um exercício diário. Esse tipo de melhoria é fruto de pequenas mudanças de hábitos, mas que com o passar do tempo trazem efeitos bastante positivos tanto para o profissional quanto para a empresa. Desse modo, investir nesse atributo, hoje, é uma verdadeira necessidade, além de ser o caminho mais promissor para se criar equipes produtivas e motivadas e para se reduzir os custos que doenças ocupacionais e outros problemas de saúde podem ocasionar a um negócio.

Pandemia educou o mercado sobre sustentabilidade 1280

A percepção de que a pandemia vai fazer da agenda sustentável “o novo normal” é reforçada por Thomaz Fortes, gestor de fundos da Warren. Para ele, o coronavírus mostrou a importância de estimar impactos ambientais.

Tendência intocada

Até o ano passado, crescia no Brasil uma tendência de direcionar partes maiores das carteiras dos clientes para investimentos que, além do financeiro, prevejam retorno em áreas como educação, meio ambiente e saúde.

O movimento seguia uma onda mais ampla e antiga no exterior, em especial na Europa, onde há dez anos é crescente a relevância dos critérios ESG nas decisões sobre onde investir. Eram US$ 31 trilhões aplicados em sustentabilidade no mundo em 2019, 34% mais que em 2017, uma alta puxada por fundos de pensão japoneses preocupados com as mudanças climáticas, segundo a entidade Global Sustainable Investment Alliance.

Esse fortalecimento da agenda sustentável se manteve no início de 2020. Em janeiro, a BlackRock, a maior gestora do mundo, com US$ 7 trilhões em ativos, informou que as alterações climáticas haviam se tornado o centro da estratégia de investimentos da casa. No mesmo mês, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, subiu o tom no alerta ao governo brasileiro sobre o tema.
Em fevereiro, um estudo da consultoria KPMG, quantificou esse ritmo acelerado. Após entrevistar 135 gestores de grandes fundos em 13 países, que juntos, totalizaram US$ 6,25 trilhões em ativos, a pesquisa previu que já chega a 45% a proporção de investidores institucionais que dizem escolher onde aplicar levando em conta fatores ambientais, sociais e de governança.
O estudo conclui ainda que foram os investidores privados que puxaram a maior parte desse aumento – também porque acreditam mais que o segmento dê retorno financeiro –, mas que governos em todo o mundo também instituíram mais de 500 medidas, nos últimos dois anos, para estimular o ESG.

Por outro lado, o levantamento ressalvava que a falta de dados confiáveis sobre o segmento, a ausência de métricas para quantificar os benefícios não financeiros e uma dificuldade em prever os rendimentos nesse segmento eram obstáculos para um crescimento ainda maior.

E, para 74% dos gestores ouvidos, a principal estratégia para ampliar o ESG ainda era engajar os acionistas das empresas investidas. “Porém”, pontuou o estudo da KPMG, “à exceção de casos pontuais entre clientes de altíssima renda, os investidores finais ainda não têm uma ideia clara do valor que está sendo gerado por suas escolhas em priorizar o sustentável, pois falta detalhamento”.

“Alguns números chamaram nossa atenção”, diz Lino Júnior, sócio-líder de gerenciamento de ativos da KPMG no Brasil. “Por exemplo, 84% dos gestores declaram que a mera maximização de retorno já não é o principal objetivo, e 86% dizem que aceitam retorno mais baixo caso o investimento seja em uma companhia que privilegie a sustentabilidade”.

Em desaceleração, nascimento de empresas cresce 5,8% 1286

Dados são do mês de fevereiro

A abertura de novas empresas desacelerou no último mês de fevereiro. Dados do Indicador de Nascimento de Empresas da Serasa Experian mostram que foram registrados 270.221 novos empreendimentos em todo o país em fevereiro deste ano, o que representa uma alta de 5,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Trata-se do crescimento mais baixo desde junho de 2018, quando a alta fora de 5,3%.

Já na comparação com janeiro desde ano, sem ajuste sazonal, o índice apresentou baixa de 15,7%, movimento de retração que se repete em todas as naturezas jurídicas dentro da avaliação mês-a-mês.

Na comparação com o ano passado, todos os segmentos apresentaram altas menos expressivas na abertura de novas empresas. O ramo de serviços é o que mais cresceu em fevereiro, com alta de 8,0%. Em seguida está a indústria, com variação positiva de 1,9%. Já o comércio amargou queda de 2,6% na abertura de novas empresas, a mais acentuada desde junho de 2018, quando chegou a marcar -4,2%.

O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, avalia que a desaceleração observada neste mês é consequência do efeito-calendário causado pelo Carnaval, pois o feriado resulta em uma menor quantidade de dias úteis.

Rabi ainda avalia que o surgimento de novas negócios está ligado a busca dos brasileiros por novas fontes de renda e por mais segurança financeira. “Os novos microempreendedores individuais seguem ganhando volume no Brasil e a previsão é que esse movimento continue nos próximos meses. Embora o cenário de distanciamento social e paralisação de alguns setores possa se estender, estes fenômenos devem ser um dos influenciadores da alta no setor de serviços, uma vez que as empresas de entrega por exemplo, estão sendo alvo da demanda populacional”, analisa o economista.

MEIs representam a maior parte das novas empresas

A maior parte das companhias abertas em fevereiro de 2020 é representada por Microempreendedores Individuais, que são 78,6%, um total de 212.292 empreendimentos. Ante o mesmo período de 2019 houve variação de 1,4%. Ainda na comparação anual, as Sociedades Limitadas lideram a alta com 42,9%, totalizando 24.121. Quando fazemos a mesma relação com as Empresas Individuais, observa-se baixa de 19,9%, que significam 12.301 novos negócios.

Amazonas ganha destaque no primeiro bimestre do ano

No primeiro bimestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019 o destaque no número de novas companhias fica para a região Norte, com variação de 22,8%. Na sequência está a região Sul (22,3%), Centro-Oeste (17,7%), Sudeste (11,0%) e Nordeste (10,1%). Em análise estadual dentro do mesmo intervalo de tempo, o Amazonas continua liderando com 41,0%. Apenas 15 Estados estão acima da média nacional de 13,9%. Confira:

Lives no Instagram e curso on-line orientam empresários em dificuldades

Para ajudar os pequenos empresários neste momento desafiador para a economia, a Serasa Experian lançou uma série de iniciativas que podem ser conferidas no site. Entre as ações estão lives semanais no Instagram da Serasa Experian (@serasa_experian), que acontecem todas as quintas-feiras, as 18h, com a presença de especialistas da companhia e convidados especiais dando dicas e orientações para os donos de negócios. Entre as principais temáticas, estão capacitação remota de colaboradores, gestão de pessoas à distância, segurança nas vendas e criatividade para vender.

A Serasa Experian também lançou um curso gratuito e on-line que auxilia consumidores a organizar suas finanças pessoais, algo cada vez mais necessário nesses tempos de instabilidade. O conteúdo ensina a elaborar o orçamento doméstico – com dicas de como priorizar pagamentos, dividir ganhos e despesas –, fazer o planejamento e construir uma reserva de emergência e concretizar ambições de curto, médio e longo prazos.

Susep: Mais de 30 mil corretores estão registrados 1305

Registro pode ser feito por meio do sistema web, via app android ou iOS

Ao todo, mais de 30.467 corretores já concluíram seu registro no novo sistema da Susep, online e gratuito. A ferramenta foi desenvolvida para automatizar e simplificar esse procedimento para os profissionais do setor que, com o fim da validade da Medida Provisória (MP) 905/2019, voltam a necessitar de registro prévio na autarquia para o exercício da atividade. O registro pode ser feito por meio do sistema web, via app android ou app iOS.

As evoluções promovidas nesta etapa são parte de um conjunto de ações para modernização do mercado que vêm sendo implementadas pela autarquia. Dúvidas sobre o novo sistema podem ser esclarecidas dentro da própria plataforma ou utilizando o e-mail corretores@susep.gov.br.

Susep publica Circular sobre guarda de documentos 1307

Segundo a autarquia, a medida possibilitará uma redução de custos nos processos de armazenagem

A Susep publicou a Circular 605/2020, que estipula o prazo para guarda de documentos, além de dispor sobre o armazenamento de documentos das operações de seguro. Segundo a autarquia, a medida possibilitará uma redução de custos nos processos de armazenagem e manutenção de documentos gerados nas operações realizadas pelas entidades sob sua supervisão. Apesar de ter sido publicado hoje (29/05), o documento entrará em vigor somente no dia 1º de julho.

De acordo com a Circular, o prazo de guarda desses documentos, que é de até 20 anos, conforme a regulamentação vigente, será reduzido para cinco anos para todos os setores supervisionados pela Susep.

“Para os estipulantes e intermediários, entre eles os corretores de seguro, é exigida a guarda apenas dos documentos determinados expressamente pela legislação ou pela regulamentação. Ainda, com o objetivo de evitar duplicidade desnecessária, os intermediários e estipulantes ficam dispensados da guarda daqueles documentos já armazenados pelas demais entidades supervisionadas”, diz o documento.

A digitalização de documentos, conforme os requisitos técnicos definidos em legislação, também consta na Circular. “Com a edição desse normativo, os documentos originais físicos mantidos pelas entidades poderão ser digitalizados e, na sequência, descartados, reduzindo-se o custo de armazenamento”.

Confira a Circular nº 605/2020.

PIB do 2º trimestre pode ter maiores quedas 1273

“A queda mais expressiva, deve acontecer no próximo trimestre, onde o país pode decretar oficialmente uma recessão”

Nesta sexta-feira (29), foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados do PIB brasileiro do 1º trimestre. Segundo o IBGE, o PIB apresentou encolhimento de 1,5%, uma queda de 0,03% ao ano. Após a divulgação dos dados, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu compreensão devido ao momento delicado por conta da pandemia. O encolhimento levou o Brasil ao mesmo patamar econômico de 2012. De acordo com os dados, esta é a maior queda em um trimestre desde 2015. Mesmo que dentro do esperado, para alguns especialistas, o encolhimento foi um grande sinal de alerta.

Guto Ferreira, Analísta Político-Econômico da Solomon’s Brain, afirma que o PIB ainda não reflete 100% os impactos da pandemia. “O PIB de 1,5% não reflete ainda a crise do coronavírus (covid-19) como um todo, porque a gente ainda teve 2 meses, janeiro e fevereiro, onde a economia brasileira funcionou praticamente normal, apenas ouvindo os alertas que estavam vindo de fora, mas sem começar a implantar as medidas de restrição, distanciamento e isolamento social”. Para o Analista, a queda mais expressiva, deve acontecer no próximo trimestre, onde o país pode decretar oficialmente uma recessão. “Então, a queda abrupta mesmo vai ser no 2º trimestre, que vai ser ao final de junho. Em julho que deve ser divulgado. Agora é muito claro que se já deu uma queda de 1,5% no primeiro trimestre, também dará uma queda pelo agravamento da situação no segundo trimestre e já é a comprovação que estamos de recessão oficialmente”.

Jefferson Laatus, Estrategista-Chefe do Grupo Laatus, afirma que mesmo com a queda do consumo, o setor de agronegócios foi capaz de amortecer um pouco a queda. “O PIB hoje veio até um pouquinho melhor do que o esperado. A queda grande foi no setor de consumo, mas mais uma vez o agro protegeu o país. O agronegócio aumentou bastante sua produção e exportação, mas enquanto isso, vimos uma queda considerável no consumo das famílias e também uma queda bem expressiva na questão do comércio também”. Laatus pontua que apesar de já apresentar queda no primeiro trimestre, o segundo deve ser mais impactado por conta da pandemia do covid-19. “Mas o PIB veio menos pior, melhor do que o esperado, principalmente o anual. Mas vale lembrar que ainda esse PIB não contempla toda a questão do coronavírus. O próximo trimestre, sim. Quando sair o PIB do segundo trimestre, esse vai contemplar 100% a questão do coranavírus, e aí sim pode vir bem pior”.

Com 12,8 milhões de desempregados no país, no primeiro trimestre deste ano, o consumo caiu. Segundo o IBGE, o consumo das famílias teve queda de 2%, o que ajudou a puxar o PIB para baixo. A Sócia-Diretora da FB Wealth, Daniela Casabona, ressalta que é o menor resultado desde 2015 e afirma que os resultados deste trimestre refletem os impactos da pandemia. “O PIB do trimestre encolheu 1,5%, refletindo o menor resultado desde o segundo trimestre de 2015, o resultado reflete o isolamento social e fechamento da economia em tempos de pandemia que consequentemente ocasionou uma queda no consumo e um forte desemprego”.

Para Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos, o resultado veio dentro do intervalo esperado pelo mercado. “Não houve surpresa alguma, estava tudo na mediana das expectativas, sem afetar os preços de dólar e ações”. Silveira afirma que especialistas ainda estão estudando os impactos no PIB após quase 3 meses em isolamento. “Agora, o mercado estuda como precificar o próximo trimestre após este longo período em isolamento, o que significa que pode ser um trimestre bem mais severo”, finaliza.