Cinco maneiras de modernizar risco de crédito na pandemia 873

Decisões precisam ser sustentáveis para garantir que o negócio possa sobreviver à tempestade e prosperar no longo prazo

Gestão de risco de crédito tem passado por uma transformação maciça como resultado do surto de Covid-19. Isso é verdade não apenas para organizações que fornecem crédito, mas também para os consumidores, muitos dos quais terão enormes prejuízos à sua qualidade de vida como resultado da crise.

Duas coisas precisam ter prioridade para os gestores durante esses tempos difíceis: decisões precisam ser sustentáveis para garantir que seu negócio possa sobreviver à tempestade e prosperar no longo prazo, mas você também precisa considerar que os clientes que você apoia durante tempos difíceis serão mais propensos a ficar com você durante e após a recuperação.

Quando se trata de sustentabilidade de negócios, há muitos benefícios em ter uma abordagem para pontuação de cobrança em funcionamento. Com uma capacidade analítica melhor, focada em cobranças, sua organização estará melhor equipada para entender o impacto das mudanças econômicas e decisões de negócios sobre capital de giro e P&L.

Você será capaz de planejar o investimento de capital e produtos de empréstimos de modo mais eficaz, baseado em cálculos confiáveis de perdas esperadas. Com mais recursos para planejar aquisição de clientes, campanhas de cross-sell ou up-sell, seu departamento de marketing também terá recursos adicionais para criar campanhas mais efetivas.

Para trazer esses benefícios à tona, segue uma lista de possibilidades acerca de melhorias potenciais que podem ser atingidas a partir de uma melhor gestão de risco de crédito:

• Aumentar a fidelidade de cliente com adaptação de limite de crédito

Insights de crédito gerados por inteligência analítica permitem que sua empresa defina bases de limite de crédito apropriadas para novos clientes com mais confiança, para então ajustar esse limite ao longo do tempo baseado em uso e padrões de pagamento para gerar mais utilização da capacidade restante do cartão de crédito.

Um exemplo de onde você pode inserir isso de modo mais criativo: considere um cliente que optou por permitir acesso à sua localização e normalmente usa 90% do seu limite do cartão de crédito. Você vê que ele vai comprar algo em uma empresa em que ele normalmente gasta entre R$ 150 a R$ 300, mas ele tem apenas R$ 120 de crédito restante no seu cartão.

Se você sabe que esse cliente tem um bom histórico de pagamento e um fluxo de receita em suas outras contas, o sistema automaticamente envia para ele um SMS com uma oferta por tempo limitado para aumentar seu limite em R﹩ 500 por um mês. Ao fazer isso, é possível ganhar ou reforçar a fidelidade do seu cliente – todo mundo gosta de ser recompensado por fazer a coisa certa.

• Ganhar negócios com precificação baseada em risco

Pesquisa e observação de mercado podem ser usadas como método básico para definir as taxas de juros para produtos como empréstimos para automóveis. Mas uma abordagem de pontuação de crédito refinada e eficiente pode te levar mais longe e permitir decisões que adicionam valor real aos negócios.

Veja como você pode ir além da abordagem tradicional: para bons clientes, você pode oferecer 2 pontos percentuais abaixo de uma taxa de juros média, por exemplo, de 14%. Você pode oferecer ainda outra redução de outro ponto percentual para pagamento em dia.

Para clientes que representem um risco um pouco maior, ofereça a aprovação de empréstimo a 15%. A taxa é um pouco maior, mas o cliente garante o empréstimo que realmente precisa para manter as coisas em casa em um cenário de desemprego, por exemplo.

• Faça vendas up-sell e cross-sell de produtos de risco de crédito de modo mais eficaz

Alavancar um cartão de crédito quando se vende um financiamento imobiliário ou automotivo é uma tática muito padrão para expandir sua marca na carteira do cliente. Entretanto, insights analíticos te permitem fazer uma melhor oferta.

Usar inteligência analítica para entender quais cartões de crédito vender para clientes específicos baseados em suas características únicas e o que isso pode te dizer sobre suas preferências de recompensas é um bom exemplo.

Uma passageiro frequente pode ser mais receptivo a um cartão com milhas aéreas, enquanto um comprador compulsivo pode ser mais inclinado a escolher um cartão que ofereça descontos com lojas parceiras e, ainda, clientes do tipo que economizam e investem podem preferir recompensas de cashback – os últimos dois casos podem ser especialmente frequentes nos tempos atuais. Inteligência analítica efetiva vai te ajudar a escolher o que oferecer e a quais clientes você deve oferecer diferentes produtos.

• Gerenciar empréstimos comerciais com notícias e informações sociais em tempo real

As carteiras de empréstimos comerciais são normalmente avaliadas com base nos extratos financeiros anuais dos clientes, para em seguida reavaliarem os clientes com base em relatórios financeiros médios.

Você pode inserir uma abordagem mais eficaz ao integrar dados das páginas de notícias e redes sociais dos seus clientes e, então, aplicar inteligência analítica de texto para entender o que está acontecendo no mercado, notícias sobre o cliente e o clima em torno do cliente.

Por exemplo, você pode obter informações sobre as atividades de mineração do seu cliente e se ela está gerando prejuízo ambiental. Você pode avaliar o impacto do CEO de tal empresa que acaba de fazer comentários controversos. Você sabe quando uma empresa acaba de passar por um grande vazamento químico ou uma calamidade em uma fábrica. Você pode avaliar se os comentários e avaliações são favoráveis, indicando boa saúde e potencial de negócios.

Todas essas informações que são relevantes para tomadas de decisões sobre crédito podem fazer parte do modelo de classificação como atributos suplementares para reavaliar o cliente em tempo real ou diariamente.

• Aproveite o poder de machine learning em decisões de crédito

Bancos e entidades financeiras não tradicionais estão se voltando para machine learning (ML) para tomar decisões mais precisas sobre cobranças, aprovação de empréstimos e afins. O que é útil em ML é que ela pode revelar correlações entre diferentes atributos, coisa que modelos lineares tradicionais não veriam. Ela está se provando particularmente valiosa quando usamos dados alternativos, onde os atributos podem ser indiretamente correlacionados.

É possível ir além, usando ML para identificar quais variáveis tem boas previsões (pode não ser o que você pensa) e, então, colocar esses insights em modelos tradicionais. Ou projetar um modelo primário com técnicas ou regras de modelagem tradicional e um modelo paralelo com machine learning. Onde o modelo de machine learning pode ser difícil de interpretar, o modelo tradicional acompanhante pode explicar o resultado.

Todas as cinco dicas acima podem ajudar a sua organização a navegar o território desconhecido durante e pós pandemia, com dados que vão dar suporte a decisões mais sustentáveis a longo prazo e gerar níveis mais altos de retenção. Isso porque você vai tomar decisões que não apenas os encorajam a ficar com você, mas te permitirá estar presente quando seu cliente mais precisa de você.

*Por Ednalva Vasconcelos é vice-presidente de Finanças para América Latina do SAS, empresa líder global em soluções de analytics.

Pandemia reduz em 26,1% receita do setor de seguros nacional, em abril 1885

Menor arrecadação de prêmios desde fevereiro de 2016

A receita do setor segurador brasileiro caiu 21,4% em abril, em relação ao mês anterior, e 26,1% na comparação com abril do ano passado, atingindo R$ 15,7 bilhões, menor arrecadação de prêmios desde fevereiro de 2016, quando somou R$ 15,026 bilhões. Os números foram divulgados hoje (17), no Rio de Janeiro, e não incluem saúde suplementar e o seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres.

Coriolano: Os momentos virtuosos que aguardam o mercado de seguros e o combate à proteção paralela
Marcio Coriolano é presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg)

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Marcio Coriolano, analisou em entrevista à Agência Brasil que o resultado já era esperado e reflete os impactos da pandemia do novo coronavírus. Como o isolamento social para evitar a disseminação do vírus foi decretado em meados de março, aquele mês não refletiu a queda da produção e do consumo como ocorreu em abril. “Mas em abril, como o mês veio cheio, a queda foi forte”, comentou Coriolano. O presidente da CNSeg observou que a retração registrada no mercado de seguros não ficou muito distante da queda que tiveram a produção industrial e o varejo, no período. “A queda está em linha com o que aconteceu nos demais setores da economia, o que é natural”. O setor de seguros responde aos estímulos de produção e de consumo.

A queda de 26,1% comparativamente a abril do ano passado é explicada porque 2019 começou “meio tímido” para o setor segurador e só veio a crescer mais em relação a 2018 no segundo semestre, revelando taxas crescentes a cada mês, atingindo no final do ano expansão de 12,1%. No primeiro quadrimestre de 2020, em relação aos quatro primeiros meses do ano passado, houve queda de 1,1% na receita, que totalizou R$ 80,2 bilhões.

Ano difícil
Marcio Coriolano acredita que a partir de maio e, mais fortemente, depois de julho, a comparação será feita com um ano difícil, impactado pela covid-19. Com isso, a expectativa é de taxas cadentes nos próximos meses, em termos de produção e volume, porque as políticas do governo não deverão ainda ter obtido o resultado previsto. O desempenho vai depender da flexibilização das medidas de distanciamento e da mobilidade dos consumidores.

Coriolano destacou um ponto importante para os resultados do setor, que é a circulação de pessoas e dos corretores que promovem a venda dos seguros e têm um papel importante na distribuição dos produtos. O presidente da CNSeg acredita, no entanto, que a retração que o setor vai sofrer por conta da pandemia terá alguma compensação mais à frente. “Não se sabe em que momento e em que condições”, manifestou. Mas tal como já começa a ocorrer em países da Europa, da América Latina e nos Estados Unidos, a percepção é que será despertado nos consumidores o sentimento da aversão ao risco.

Saneamento
Marcio Coriolano ponderou que para a geração mais nova, esta é a primeira vez que tem contato com uma pandemia dessa dimensão e com essas características. “E todo mundo sabe que a disseminação dessa doença (covid-19) tem a ver com as condições de saneamento”. Por isso, destacou que não é à toa que o novo coronavírus tem afetado mais as comunidades mais pobres das capitais, o que é muito preocupante. Daí a aprovação do marco legal do saneamento ser importante para garantir condições melhores de sobrevivência para as gerações futuras”.

Isso poderá contribuir para que as pessoas vejam o seguro como uma forma renovada de se protegerem não só da pandemia, mas de toda sorte de riscos que vão estar mais evidentes a partir de agora. “Eu acho que isso também desperta um sentimento de se proteger melhor. Abre a oportunidade para as pessoas terem produtos que vão surgir renovados, com coberturas diferentes e que vão se ajustar à perda de renda que a população teve”. O presidente da CNSeg avaliou que, nesse cenário de perda de renda e aumento do desemprego, apesar da inflação baixa, o mercado de seguros vai ter que observar bem o que esse consumidor novo vai querer em termos de proteção a riscos e também adaptar as coberturas ao bolso dessas pessoas.

Segmentos
O segmento de Cobertura de Pessoas, que representa mais da metade da receita total, foi o que mais contribuiu para a retração dos negócios em abril, registrando queda de 28,8% sobre março, devido às restrições à mobilidade gerada pela pandemia, o que comprometeu o acesso aos postos de distribuição dos produtos. Dentro da cobertura de pessoas, o destaque eram os planos de risco, que cobrem morte, invalidez e doença, e os planos mais tradicionais referentes à família e pessoas, como os seguros de vida. O crescimento de Cobertura de Pessoas vinha sendo superior ao dos demais ramos de seguros desde 2017.

De acordo com dados da CNSeg, o comprometimento da mobilidade afetou também os produtos de acumulação (previdência privada) como o Plano gerador de benefício livre (PGBL) e o Vida gerador de benefício livre (VGBL), que não puderam responder positivamente ao início do ciclo baixo da economia. No seguro VGBL, por exemplo, a queda encontrada em abril, em relação a igual mês de 2019, atingiu 51,3% e, no PGBL, foi de 7,4%.

No segmento de Danos e Responsabilidades, que responde por 37% de ‘market share’ (quota de mercado), a redução relativa foi de 8,8%. Neste segmento, os ramos que mais pesaram na desaceleração foram o de responsabilidade civil (-21,2%), garantia estendida (-17,3%), automóveis (-13,5%) e erédito e garantias (-12,7%). A capitalização também foi afetada pela quarentena, recuando 18% em abril em relação a março.

Segundo Marcio Coriolano a volatilidade vai continuar em função também do mercado financeiro, afetando o setor segurador. Observou, ainda que, também em função da pandemia, o resultado acumulado até março, que era de 12,5% positivos, caiu 2,4 pontos percentuais na média móvel de 12 meses encerrados em abril, atingindo 10,1%. “A gente presume que, quando chegar em maio, os dados vão cair mais”. A estimativa do presidente da CNSEG é que a taxa em 12 meses findos em maio sofrerá queda da ordem de 3,8 pontos percentuais.

Opinião Jurídica: a inconstitucionalidade do Projeto de Lei 2.113/20 4298

Lúcio Bragança é advogado do escritório Agrifoglio Vianna / Arquivo JRS

Artigo é do advogado Lúcio Roca Bragança, do escritório Agrifoglio Vianna

No Brasil, temos a reunião das figuras de Chefe de Estado, Governo e Administração em uma mesma pessoa, que é o Presidente da República. Com isso, a cada 4 anos, troca-se a representação do País perante a comunidade internacional, o plano de governo e, não menos importante, todo o planejamento administrativo que, noutros países, possui uma blindagem contra a Política, e contra políticas circunstanciais e casuísticas, através de Agências Regulatórias, que possuem autonomia e independência perante o Poder Executivo. Pois a solidez das instituições é justamente uma das condições mais importantes para o progresso econômico e social de um país, justamente porque uma alternância do plano de ação em curto período de tempo, muitas vezes em direções antagônicas, causa prejuízo à obtenção de resultados em qualquer gestão, seja pública ou privada. E o prejuízo aos resultados de uma gestão pública manifesta-se na forma de recessão, desemprego, desigualdade, deseducação. No Presidencialismo de coalizão em que vivemos, fica , por vezes, difícil escapar do ciclo vicioso decorrente do fato de que a premência pela resolução de problemas urgentes tende a inspirar medidas imediatistas, que por sua natureza populista, não podem resolver os problemas estruturais – o que, a médio prazo, gera mais instabilidade e mais problemas com premência por resolução. Por outro lado, a credibilidade das instituições, a previsibilidade do cenário sócio-econômico, a estabilidade jurídica com a preservação da propriedade privada criam as condições necessárias para o progresso econômico, que é solução definitiva para os problemas a que as medidas populistas não combatem senão de modo paliativo.

Neste cenário atual de fragilidade institucional, veio à lume o Projeto de Lei 2.113/20, recentemente aprovado no Senado Federal e atualmente sob apreciação da Câmara dos Deputados. Dentre outras disposições, o texto predica indistintamente para o seguro – saúde e o seguro de vida: a) Proibição de exclusão da cobertura de eventos decorrentes do COVID-19 mesmo para contratos já firmados; b) Liquidação do sinistro no prazo máximo de 10 dias; c) Impossibilidade de suspensão ou cancelamento do contrato por falta de pagamento do prêmio; d) Manutenção obrigatória do valor do prêmio.

Primeiramente, já merece críticas o fato de o Projeto, rompendo com um viés de mais de 20 anos, disciplinar de modo indistinto os seguros de saúde e de vida, com objetos tão diversos, já que o primeiro pode trazer consequências afetas ao próprio direito à vida, ao passo que o segundo tem efeitos meramente patrimoniais. O mais grave, porém, é a nítida inconstitucionalidade do texto, por malferir o ato jurídico perfeito. A Constituição veda que as leis retroajam para atingir situações já consolidadas, entre elas os contratos que já estavam vigentes quando de sua publicação. Ao alterar o teor dos riscos predeterminados garantidos no contrato, instituindo uma cobertura obrigatória e intervindo em pactuações já consumadas, o Projeto viola o art. 5º, XXXVI da Magna Carta.

Além de ampliar o espectro de cobertura, o Projeto proíbe que seja adequada a contraprestação a encargo dos segurados, isto é, as seguradoras terão de pagar por algo que não receberam e, dada a proibição de cancelamento, terão de pagar ainda que sem receber nada. Trata-se de outra inconstitucionalidade notória, na medida em que prestar cobertura em descompasso com o prêmio recebido nada mais é do que violar o direito de propriedade. Um exemplo que bem ilustra o ponto e denota como, por vezes, o Estado confunde o interesse público, por que deveria zelar com, o interesse meramente estatal, é a Lei 11.960/09, que procurou indexar as dívidas da Fazenda Pública pelo índice de poupança, depauperando os créditos dos cidadãos. Cinco anos levou o Supremo Tribunal Federal para excluir a norma do Ordenamento por violar o “direito fundamental à propriedade”, já que “não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia, sendo inidônea a promover os fins a que se destina.”

Tão graves inconstitucionalidades, com os consequentes ruinosos efeitos aos cânones econômicos necessários a geração de riqueza e criação de uma sociedade próspera, demonstram o caráter meramente imediatista do Projeto de Lei em pauta, tal como vimos ao início. Por mais bem intencionado que seja o texto, a prestação obrigatória de um serviço sem uma fonte de recurso é medida que não pode escapar do rótulo de populista, e não se constrói o progresso de uma nação, com medidas populistas, sejam de Esquerda, de Direita ou do Congresso Nacional.

MAG Live traz perspectivas da economia brasileira na pandemia 2353

Debate promovido pela MAG Seguros trata dos impactos econômicos e riscos fiscais durante e após o coronavírus

A nova edição da MAG Live, realizada nesta quarta-feira, 10, abordou as várias medidas econômicas tomadas pelo Governo Federal durante a pandemia e os riscos fiscais envolvidos. O debate contou com a participação do subsecretário de Planejamento Estratégico da Política Fiscal do Tesouro Nacional, Pedro Jucá Maciel, da consultora e doutora em Economia pela USP, Zeina Latif, e da estrategista da MAG Investimentos, Patrícia Pereira. O fórum apresentou as preocupações que a pandemia da Covid-19 tem causado à economia brasileira e os riscos fiscais gerados por ela.

Jucá ressaltou as dificuldades que o país tem enfrentado e a preocupação em investir nas prioridades da sociedade no atual momento. “O Brasil nunca ampliou tanto suas dívidas e recursos para suprir as necessidades dos brasileiros como nesta pandemia. Há um choque nas despesas enquanto as receitas estão caindo. Vamos ter que pagar essa conta no futuro. Esse é o nosso desafio. Não podemos conviver com esse déficit por muito mais tempo”, comentou.

Ele reforçou a necessidade de se realizar um reajuste na dívida bruta e nas despesas do país. “O espaço para novas despesas está bastante limitado no Brasil. É importante entendermos que as medidas tomadas para combate à Covid-19 são temporárias e que não podem se tornar fixas. O país, assim como todos os outros emergentes, sairá enfraquecido da pandemia, mas conseguiremos cumprir nosso teto de gastos até o fim desse governo”, afirmou o subsecretário.

A economista Zeina Latif fez uma análise ampla dos impactos da pandemia. “Estamos falando de uma crise severa, que machuca muito o setor produtivo e não existe volta rápida da economia neste momento, pois o país sairá muito enfraquecido da pandemia. O setor da indústria é o que mais me preocupa”, salientou. “Ter uma ancoragem macroeconômica significa reforçar a necessidade de reformas. As reformas que a gente estava discutindo lá atrás pré-pandemia se tornaram ainda mais urgentes. Só dá para equilibrar deterioração fiscal de um lado, e garantir ambiente macroeconômico e recuperação, se a gente enxergar que o governo tem uma agenda de ajuste fiscal que seja exequível. Quer dizer, se há condições políticas. Tem plano e tem capacidade de execução. É isso que os mercados monitoram e o que vai ser essencial para a gente avaliar o comportamento da curva de juros lá na frente”, completou

A respeito das preocupações do mercado financeiro, a estrategista Patrícia Pereira pontuou a importância da prudência. “Quando falamos sobre a melhora substancial do mercado de meados de maio para cá, é importante tratarmos com muita cautela. A preocupação do mercado é que as despesas relacionadas às medidas tomadas neste período de pandemia escorreguem para 2021. Por isso, o mercado vem agindo com cuidado”, concluiu.

Ao encerrar a live, o subsecretário ressaltou que o país tem possibilidade de recuperação, ainda que não imediata, mas ela acontecerá de forma equilibrada. “Poucas mudanças podem trazer grandes retornos. Se conseguirmos resolver o setor fiscal e avançarmos na agenda de melhorias de negócios e estabilidade fiscal, o Brasil tem tudo para decolar. Nós temos uma demografia favorável e graças a isso ganhamos uma oportunidade, que não é eterna. Isso nos dá tempo para analisarmos o que deu certo no mundo e tentarmos copiar”, finalizou Jucá.​

SancorTalks falará sobre tecnologia em tempos de pandemia 965

Primeira edição acontecerá no dia 15 de junho

Sancor Seguros apresenta novo canal de atendimento para agro
Rosimário Pacheco é superintendente comercial e de marketing da Sancor.

A Sancor promoverá na segunda-feira (15) às 19h a primeira edição do SancorTalks. O superintendente comercial e de marketing da companhia, Rosimário Pacheco, receberá o CEO da Infocap, Charles Poltronieri, para falar sobre a tecnologia como ferramenta de negócios em tempos de pandemia.

O webinar promete reunir grandes nomes de mercado para dialogar com os corretores. “É uma oportunidade para compartilhar as ferramentas e estratégias que Sancor e Infocap estão usando durante o período de pandemia. Também falaremos sobre como continuar atendendo com qualidade nossos clientes, segurados e parceiros neste novo cenário”, afirma o convite sobre a primeira edição.

Para se inscrever, assistir e participar, basta acessar este link.

Ações sociais da Zurich durante pandemia arrecadam quase R$ 10 milhões 1303

Doações consistem em cestas básicas, produtos de higiene, reforço em leitos hospitalares e enfermarias

Rodrigo Barros é diretor de Estratégia, Marketing e Inovação da Zurich no Brasil. Divulgação

Tendo em vista a necessidade de ajudar o próximo e de prevenir a propagação do coronavírus, a Zurich iniciou, nos últimos meses, uma série de ações dedicadas a minimizar os impactos da pandemia. Todas as doações da empresa contam com a parceria da Z Zurich Foundation e da Zurich Santander e já somam R$ 9,6 milhões, desde abril. O montante arrecado até o momento está revertido à doação de cestas básicas (em parceria com o Instituto Stop Hunger) e de materiais de higiene; funcionamento dos leitos de UTI e de enfermarias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; produção de 110 mil testes rápidos de Covid-19, destinados a hospitais e pontos de serviço público no país; além da aquisição de 1 milhão de EPIs para os 1.500 profissionais de saúde do Hospital e Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, de Manaus.

Uma das primeiras ações da companhia, durante esse período de crise sanitária, foi a doação de produtos de higiene, como sabonete líquido antisséptico, álcool em gel e máscara respiratória nº 95, para instituições já apoiadas pela Zurich, por meio do programa de Responsabilidade Social Corporativa da seguradora. A ação consistiu numa campanha de Páscoa, em parceria com a Z Zurich Foundation. Lançada no começo de abril, a campanha arrecadou a quantia de R$ 22.375,00. As pessoas que aderiram à ação puderam escolher um item de higiene pessoal que tinha um valor correspondente a ser doado. Para cada R$ 1,00 arrecadado, a Z Zurich Foundation doava mais R$ 1,00.

“Todas as iniciativas têm como objetivo auxiliar diretamente as pessoas mais necessitadas e que atuam na linha de frente. Temos de reconhecer e auxiliar essas pessoas e ajudá-las a preservarem suas famílias”, enfatiza o diretor de Estratégia, Marketing e Inovação da Zurich no Brasil, Rodrigo Barros. “A ação por parte do setor privado é fundamental para apoiar a sociedade neste momento. A Zurich tem como princípio a inclusão e a diversidade, prezamos muito pela equidade, solidariedade, empatia individual e empresarial”, complementa o executivo.

As instituições apoiadas pela Zurich são ONG Somar, Projeto Locomotiva, Associação Hurra!, Instituto Olga Kos, GRAACC e Instituto IPPE. Todas elas foram beneficiadas pelas doações realizadas pela companhia. Somar, Locomotiva, Olga Kos, IPPE e Hurra! receberam doações da campanha de Páscoa e também de cestas básicas, em parceria com o Instituto Stop Hunger. Já o GRAACC recebeu doações por meio da nossa ação de Páscoa.