Ciclone bomba: seguros minimizam perdas 18983

Este e outros destaques estão na edição 238 da Revista JRS; Confira

Em decorrência da pandemia do coronavírus no Brasil, a absoluta relevância da indústria seguro como prestadora de serviços que atenuam a ansiedade com as incertezas do que pode acontecer amanhã já estavam vindo à tona para as pessoas menos avisadas sobre o segmento. Essa importância do setor teve novo realce no final do junho e começo de julho, quando o ciclone bomba provocou centenas de prejuízos materiais e pessoais à população dos estados do Sul do país.

É claro que os persistentes efeitos da Covid-19 no mercado segurador e a atuação das seguradoras e corretores de seguros em reparar os danos provocados pelas tempestades em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul estão em destaque nesta edição da Revista JRS. Há espaço, claro, para boas notícias, como as novas práticas e o lançamento de produtos que empresas do setor vêm efetivando em adaptação ao novo perfil do consumidor brasileiro e à necessidade de se implementar ferramentas digitais para dar continuidade ao trabalho.

Não deixe de acompanhar as próximas páginas. Constate que, embora, o vírus e o ciclone tenham gerado muita dor, o ser humano e, em especial, os operadores em seguros estão tirando lições práticas do atual momento, para recuperar parte da segurança das pessoas.

Cláusulas excludentes de cobertura: a importância da predeterminação dos riscos para proteção da coletividade 2316

Cláusulas excludentes de cobertura: a importância da predeterminação dos riscos para proteção da coletividade

Confira artigo de Fernanda da Silveira Machado, do escritório Agrifoglio Vianna – Advogados Associados

Não é incomum, no âmbito do Poder Judiciário, nos depararmos com questões envolvendo alegação de “abusividade” das cláusulas restritivas de direitos do Segurado, em especial aquelas atinentes aos riscos expressamente excluídos de cobertura. Tratam-se daqueles riscos que, embora se enquadrem no conceito da garantia securitária, foram excetuados pelo contrato como não cobertos.

Tomemos como exemplo um Seguro de Acidentes Pessoais, com cobertura de morte acidental, mas que possui cláusula excludente para eventos ocorridos em consequência de catástrofes da natureza (terremotos, maremotos, ciclones, erupções vulcânicas etc.). Nesta hipótese, se o Segurado vir a óbito porque sua casa foi atingida por um furacão, o evento não será indenizado pela Seguradora e a negativa terá respaldo na excludente mencionada.

Em geral, a dita “abusividade” é defendida sob o argumento de que a excludente caracterizaria uma limitação de direitos ao consumidor e, ao mesmo tempo, a retirada de uma obrigação da Seguradora,sendo que, em tese, não haveria motivo para ser excluído um evento que se encaixa na definição da cobertura.

Entretanto, tal argumentação consiste em um erro de perspectiva sobre o Contrato de Seguro. Há de se tomar um cuidado na abordagem e análise deste tema, levando em consideração o funcionamento da praxe securitária.

É da própria natureza do Contrato de Seguro estabelecer previa e objetivamente quais são os riscos efetivamente cobertos e, também, aqueles que ficam excluídos – e nenhuma ilegalidade ou abusividade há nisso. Do ponto de vista legislativo, a necessidade de critérios objetivos pré-estabelecidos veio na forma da expressão “riscos predeterminados”, que passou a integrar a própria definição legal do contrato de seguro (art. 757 do Código Civil).

O propósito do Segurador, ao excluir determinados riscos da Apólice, não é se eximir de responsabilidades. O que ocorre na prática é justamente o contrário:o Segurador necessita limitar as hipóteses de cobertura para a proteção da própria coletividade, não para seu benefício– é a predeterminação dos riscos antes mencionada. Sem isso, é inviável o contrato de seguro.

As cláusulas excludentes de cobertura não servem para afastar a responsabilidade pelo pagamento de indenizações, mas, sim, para viabilizar que todos os sinistros cobertos possam ser indenizados.

Em termos práticos, imaginemos que, no exemplo anterior,catástrofes da natureza não fossem riscos excluídos de cobertura e que o furacão que levou o Segurado a óbito tivesse destruído uma cidade inteira, em que metade da população é segurada de uma só Companhia. Neste cenário, se a metade dos habitantes tivesse falecido, todos os beneficiários acionariam, de uma só vez, a mesma Seguradora, que acabaria não conseguindo honrar com todas as Importância Seguradas – o que seria lastimável e causaria sentimento de injustiça e impotência aos beneficiários, já que estes teriam o direito à percepção da Importância Segurada, mas não a receberiam.

A hipótese em questão bem exemplifica o porquê é prática comum no Mercado Segurador determinados tipos de excludentes, todas albergadas pela Superintendência dos Seguros Privados (Susep). Não houvesse esta delimitação, os contratos de seguro se tornariam impraticáveis.

É também a partir da exclusão dos riscos que o Segurador torna viável a manutenção de uma Apólice e, com isso, protege à coletividade, não se podendo interpretar como abusiva ou ilegal a cláusula que restringe a cobertura, pelo simples fato de ser limitativa de direitos, especialmente levando em consideração que a contraprestação paga pelo Segurado é proporcional à abrangência da cobertura contratada.

Seguro Sem Mistério ao vivo com Cesar Ciongoli, Ronaldo Dalcin e Luís Eduardo Assis 3939

Transmissão acontece nesta terça (1º), a partir das 18h47min, no canal do JRS no YouTube

O Seguro Sem Mistério desta terça-feira recebe mais três especialistas para abordar temas relevantes ao ecossistema segurador. O programa conta com transmissão no YouTube pelo canal do JRS e compacto apresentado de terça a domingo, no canal 520 da NET HD do Rio Grande do Sul, com apresentação inédita aos domingos, a partir das 11h30min. A transmissão começa pontualmente às 18h47min.

Nesta terça, 1º de dezembro, é a vez da atração receber Cesar Ciongoli, CEO da BenCorp, que vai falar sobre “Gestão Integrada e Tecnologia em Saúde”, a partir das 18h50min. Em seguida, a partir das 19h10min, o presidente do Sindicato das Seguradoras nas regiões Norte e Nordeste (Sindseg NNe), Ronaldo Dalcin, aborda “Inovação e Resiliência no setor de Seguros”. E, a partir das 19h30min, completando o time de entrevistados pelos apresentadores Júlia Senna e William Anthony, o Seguro Sem Mistério recebe Luís Eduardo Assis, presidente da Fator Seguradora e ex-Diretor de Política Monetária do Banco Central.

Ministro Paulo Guedes participa hoje do 41º Congresso Abrapp 816

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministro da economia participa do encerramento do evento

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou participação no evento no 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, promovido para Abrapp, associação que reúne os fundos de pensão. Guedes participará do encerramento do evento nesta quinta-feira, 19 de novembro, às 17h.

A 41ª edição do CBPP, acontece desde segunda-feira (16) em formato online.

A palestra do ministro terá cobertura especial do JRS. A repercussão completa do 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada você acompanha em JRS.digital.

Black Friday movimenta mais de R$ 5,1 bilhões em compras no e-commerce, alta de 31% 1410

Black Friday movimenta mais de R$ 5,1 bilhões em compras no e-commerce, alta de 31%

Foram evitadas mais de R$ 42 milhões em fraudes

Mesmo com a reabertura das lojas físicas, a Black Friday 2020 foi um sucesso no que diz respeito ao consumo dos brasileiros. Um levantamento realizado pela Neotrust/Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, mostra que o faturamento nos dias 26 e 27 de novembro foi de R$ 5,1 bilhões – valor 31% maior do que o mesmo período do ano passado. Nos dois principais dias de vendas da data, segundo levantamento da ClearSale, o número de fraudes evitadas aumentou 68% e a companhia colaborou para garantir segurança nas transações, evitando mais de R$ 42.000.362 de prejuízo para o e-commerce.

O crescimento mostra que a data está cada vez mais consolidada no calendário do varejo nacional. Além disso, a alta é reflexo principalmente do maior número de pedidos realizados: ao todo, 7,6 milhões de compras online foram feitas durante a data, número 24,7% maior do que o registrado na Black Friday em 2019.

“O volume de vendas na Black Friday em 2020 foi um marco para história do e-commerce brasileiro, tornando-se a data com maior volume de venda já registrado no país em todos os tempos. Em alguns períodos do dia, foram registrados mais de 5 mil pedidos por minuto”, destaca André Dias, fundador da Neotrust/Compre&Confie.

Além de comprarem bastante, os brasileiros aumentaram também o valor dos pedidos em relação à Black Friday de 2019. Ainda segundo o levantamento, o tíquete médio este ano foi de R$ 668,70, valor 5,1% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

“Diferentemente das edições anteriores, as ações de antecipação das ofertas da Black Friday apresentaram resultados muito positivos em 2020. Desde o início da semana até quarta-feira, as vendas registraram variação superior a 100% em relação ao ano passado. Em contrapartida, a alta nas vendas durante o início da semana enfraqueceu os resultados durante a sexta-feira”, explica Dias.

As categorias que geraram maior volume de compras no período foram: Moda e Acessórios, Beleza, Perfumaria e Saúde, Artigos para Casa, Entretenimento e Eletrodomésticos e Ventilação.

Analisando por faturamento, as classes de produtos que mais geraram receita foram: Telefonia, Eletrodomésticos e Ventilação, Informática e Câmeras, Entretenimento e Móveis, Construção e Decoração.

“Os principais estímulos para aumento das vendas da Black Friday 2020 podem ser atribuídos a entrada de novos consumidores online, digitalização de lojas físicas e aumento do consumo de bens não duráveis. O consumidor comprou de tudo na data este ano, desde um novo smartphone até menos bebidas e produtos de beleza”, analisa o executivo.

Perfil do consumidor

Em uma abordagem nacional, a Neotrust/Compre&Confie aponta que a maior das vendas parte esteve concentrada no Sudeste (61,6%). Em seguida, estão: Nordeste (15,9%), Sul (14,5%), Centro-Oeste (6%) e, por último, o Norte (2%). Segmentando por gênero, as mulheres fizeram mais compras do que os homens: elas foram responsáveis por 55,7% dos pedidos realizados, enquanto eles somaram 44,3%.

Em relação à faixa etária, a idade média do consumidor na Black Friday 2020 é de 36 anos. A maior parte das compras online foi feita por brasileiros entre 26 e 35 anos (34,6%% do total de pedidos realizados). Os que têm entre 36 e 50 anos vêm em seguida (33,2%) e aqueles com até 25 anos ocupam o terceiro lugar (18,9%). Por último, estão os consumidores acima de 51 anos (13,2%).

Fraudes

Com o aumento das vendas, há também uma maior tentativa de fraudes no pagamento das compras. Levantamento da ClearSale, empresa líder em antifraude, aponta que o valor de fraudes evitadas entre os dias 26 e 27 de novembro é de R$ R$ 42.000.362, valor 68% em relação ao ano passado.

Após recorde, Seguro Sem Mistério recebe CEO da Fator Seguradora 1056

Luís Eduardo Assis e outros convidados participam da transmissão ao vivo, na próxima terça (01), no canal do JRS no YouTube

O programa Seguro Sem Mistério, que lançou seu novo formato na última terça (24), vai receber o CEO da Fator Seguradora, Luís Eduardo Assis, na edição da próxima semana. A transmissão do dia 1º de dezembro começará a partir das 18h50min e a participação de Assis, que comentará sobre o cenário macroeconômico do Brasil, acontece a partir das 19h30min. Tudo pode ser acompanhado através do canal do JRS no YouTube.

A atração é apresentada por Júlia Senna e William Anthony e mescla entrevistas, notícias e reportagens sobre o universo do seguro – o que diferencia a transmissão e deixa muito mais dinâmica e interativa a participação do público, que pode enviar perguntas e mensagens através do chat. Quase 2 mil pessoas já conferiram a edição de estreia a nova dinâmica do Seguro Sem Mistério.

Confira o programa da última terça-feira (24):

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