Setor de seguros contribuiu para que queda do PIB não fosse ainda maior 7378

Marcio Coriolano, presidente da CNseg, participou do CCS-RJ Connection 2020

O Brasil registrou uma assustadora queda de 9,7% no Produto Interno Bruto (PIB), no último trimestre. A boa notícia é que o mercado segurador foi responsável por contribuir para que a queda no setor de serviços não fosse ainda maior. Foi o que destacou o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, durante participação no Connection 2020, em entrevista ao repórter do JRS, William Anthony. O evento híbrido acontece até ás 21h da quarta-feira, dia 2, e foi organizado pelo Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) em parceria com a Educa Seguros.

“Todos que militam no mercado de seguros dizem que os atributos principais deste segmento são produção, emprego e renda. No caso dos seguros empresariais as empresas investem em proteção de acordo com sua capacidade de produção. No caso do emprego formal estão relacionados os seguros de vida corporativos e os planos de saúde, por exemplo. Quando se fala em renda ela impacta indistintamente em todos os ramos de seguros. Este é o combustível dos seguros massificados – como vida, previdência e automóvel”, exemplificou Coriolano ao lembrar da grave crise econômica que atingiu o Brasil entre os anos de 2015 e 2016. “A recessão deste período atingiu esses três aspectos. Diversos setores foram afetados e não foi diferente com o mercado de seguros, que começou a se recuperar em 2018 e registrou um crescimento de 12,2% em 2019”, completou.

Entretanto, o presidente da CNseg lembra que o mercado segurador sempre reage positivamente aos ciclos econômicos. “O setor rapidamente captura oportunidades e existem muitas possibilidades de crescimento no Brasil”, explicou.

O correspondente do JRS em São Paulo, William Anthony, e o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, durante a entrevista / Divulgação / CCS-RJ
O correspondente do JRS em São Paulo, William Anthony, e o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, durante a entrevista / Divulgação / CCS-RJ

Para Marcio Coriolano, a diferença deste momento atravessado pela sociedade é que a crise está diretamente ligada a questão de mobilidade. “As pessoas e mercadorias ficaram sem poder se locomover. Isso gerou a crise econômica. A resiliência, específica no setor de seguros, e sua capacidade de reação mostraram que o primeiro trimestre chegou a ser melhor em 2020 do que em 2019. O problema foi o segundo trimestre. Abril foi o período mais difícil, neste mês a queda foi na ordem de 22%, em comparação com o mesmo período do ano passado. O setor registrou uma breve recuperação em maio, impulsionada pelos planos PGBL e VGBL – que ficou em evidência por conta da queda da rentabilidade da poupança. Em junho o mercado já obteve crescimento”, analisou ao citar as reformas, inovação e demais questões regulatórias.

Durante o bate-papo, de aproximadamente 40 minutos, o especialista reiterou que os colaboradores da CNseg “não pararam de atuar em defesa e no amparo das associadas, grupos técnicos e programas educacionais”. “A Confederação reagiu da mesma forma que o mercado, que estava absolutamente preparado para isso de forma moderna e tecnologicamente avançada. Em uma semana estávamos com a maioria de nossos colaboradores em home office e isso aconteceu em todo o setor, dada existência dos Planos de Continuidade de Negócios – algo preconizado pelo órgão regulador. O home office possibilitou que a conexão com o segurado se desse em qualquer âmbito da atividade securitária”, resumiu.

Coriolano aproveitou o encontro com os corretores de seguros para destacar que estes profissionais integram duas metades de um mesmo propósito. “Existe quem formula e faz os produtos e quem os distribui. Essa é uma dupla permanente. Uma não existe sem a outra”. No final da entrevista, o convidado disse que o corretor tem o dever de capturar as oportunidades que surgem neste momento de incertezas. “É hora de ficar atento e saber o que cada segmento da população quer e precisa, saber aquilo que está acontecendo no mercado. A consultoria do corretor fica cada vez mais em evidência e o que faz diferença neste momento são capacidade e formação técnica. A vida é feita de desafios e competição. É isso que está em nossa Constituição. É isso que faz as coisas se desenvolverem e acontecerem”, finalizou.

Planos de previdência complementar da Prevcom rendem 0,97% em maio 378

Planos de previdência complementar da Prevcom rendem 0,97% em maio

No período de janeiro a maio, planos gerenciados pela entidade rendem 4,50% e superam ativos de referência do mercado

A carteira de investimentos da Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (Prevcom) rendeu 0,97% em maio. Com este resultado, a entidade acumula 4,50% de rentabilidade nos primeiros cinco meses do ano. O patrimônio dos planos de benefícios dos servidores fechou em R$ 1,94 bilhão, com o acréscimo de R$ 33 milhões em contrapartidas governamentais, contribuições dos participantes e rentabilidade dos ativos financeiros.

O desempenho mensal posiciona o ganho da Fundação acima do retorno do CDI que alcançou 0,27%, da Inflação de 0,83%, do 0,20% da poupança e apenas 0,19 p.p. abaixo do alvo de IPCA mais 4% que atingiu 1,16%. A análise do apurado em doze meses aponta uma evolução sólida do rendimento dos fundos de previdência complementar administrados pela Fundação. Os cálculos anualizados mostram rendimento de 13,76% superior aos 2,18% do CDI, à inflação de 8,06%, ao 1,59% poupança e ao objetivo que ficou em 12,38%.

A performance positiva se deve principalmente ao comportamento da Bolsa de Valores que registrou alta de 6,16% no mês passado, em contraponto aos ativos no exterior como o MSCI Europe que alcançou 0,43% e o MSCI World que encerrou o período com queda de -1,95%. A instituição mantém 72% do capital aplicado em renda fixa, 13% em multimercado, 9% em renda variável e 6% investidos no exterior.

Prevcom

Com 36,3 mil inscritos, a Prevcom é a instituição responsável pela administração dos planos de previdência complementar exclusivos dos estados de São Paulo, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e do sistema da cidade de São Paulo. A instituição gerencia também os benefícios previdenciários das cidades de Birigui, Guarulhos, Jales, Louveira, Osasco, Ribeirão Preto e Santa Fé do Sul que integram o plano multipatrocinado PREVCOM MULTI.

Divulgação
Divulgação

Instituto Primeiro Serviço marca presença na Primeira Copa de Projetos Sociais neste fim de semana 368

Instituto Primeiro Serviço marca presença na Primeira Copa de Projetos Sociais neste fim de semana

Copa acontece na Slice Tennis, em Alphaville; 39 atletas do Instituto, apoiado pela HDI Seguros, participam da competição

Algumas das principais entidades que ensinam tênis a jovens em situação de vulnerabilidade social irão promover a Primeira Copa de Projetos Sociais neste final de semana, de 18 a 20 de junho, na academia Slice Tennis, em Alphaville, Santana de Parnaíba (SP). O campeonato vai reunir 102 atletas, sendo 39 deles do Instituto Primeiro Serviço, que conta com patrocínio da HDI Seguros.

“A garotada é muito dedicada e treina muito. Iniciamos então uma mobilização com o objetivo de envolver vários projetos sociais que abraçam o tênis. Queremos que nossos alunos subam de nível na Federação Paulista de Tênis e subam de nível na UTR, participando de jogos oficiais”, explica Renato Messias, um dos coordenadores do Instituto Primeiro Serviço.

O evento tem o apoio da Confederação Brasileira, gera pontos válidos pelo ranking paulista e UTR (Universal Tennis Rating) e é aberto a alunos de projetos sociais, pegadores, rebatedores de bola e auxiliares de professores.

Equipes com jogadores entre 11 e 29 anos, nas categorias masculino e feminino, e especais e principiantes, participam da Copa de Projetos Sociais. Os jogos começam na sexta-feira (18), a partir das 14 horas, e seguem sábado e domingo, a partir das 10 horas. Os jogos finais serão realizados no domingo (20), às 16 horas. Todos os protocolos sanitários de prevenção a Covid-19 serão adotados durante o torneio.

Lançado no início de 2020, o Instituto Primeiro Serviço tem o propósito de promover a inclusão de crianças e adolescentes das comunidades de Paraisópolis e Colombo, e da região de Carapicuíba por meio do tênis. Hoje, atende 45 jovens, entre 14 e 24 anos, todos em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, 17 deles estão na faculdade, graças à bolsa integral paga pelo Instituto.

Grupo NotreDame Intermédica cria programa para tratamento da Síndrome Pós-Covid 384

Grupo NotreDame Intermédica cria programa para tratamento da Síndrome Pós-Covid

Pacientes poderão receber atendimento multidisciplinar para tratamento de sequelas transitórias ou crônicas

O Grupo NotreDame Intermédica (GNDI), maior operadora de saúde do Brasil, iniciou um programa médico para tratamento da Síndrome Pós-Covid, voltado para pacientes com alta hospitalar que desenvolveram sequelas transitórias ou crônicas da doença.

Pioneiro em Medicina Preventiva desde 1982, o Grupo fortaleceu suas ações com promoção da saúde e prevenção, e monitorou mais de 140 mil beneficiários em isolamento domiciliar acometidos pela doença desde março de 2020.

Estudos próprios e mundiais apontam que a maioria dos pacientes que tiveram Covid-19 apresentam sequelas leves e graves, e 30% dos pacientes com alta hospitalar sofrem uma nova internação devido sequelas subsequentes da Covid-19.

A Síndrome Pós-Covid é caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas que podem persistir por meses após o diagnóstico da Covid-19, envolvendo sequelas respiratórias, hematológicas, cardiológicas, neurológicas, psiquiátricas e entre outras. Estes sinais e sintomas podem persistir por meses após o diagnóstico e, entre os mais comuns, destacam-se dores de cabeça, perda de memória, cansaço, fraqueza muscular, tosse persistente, queda de cabelo e até doenças mais graves, como insuficiência cardíaca, pulmonar e renal.

“Esse projeto é mais uma demonstração do nosso pioneirismo em Medicina Preventiva. O “Programa Síndrome Pós-Covid” vai atender, exclusivamente, os pacientes que receberam alta hospitalar e persistem com algumas manifestações clínicas da doença. Normalmente, essas pessoas acometidas pela síndrome precisam buscar, por conta própria, a ajuda de diversos especialistas e nós concentramos todo o atendimento necessário dentro dos nossos centros de Medicina Preventiva”, comenta Irlau Machado Filho, presidente do Grupo.

Em funcionamento desde 20 de maio, o “Programa Síndrome Pós-Covid” já contatou mais de 500 pacientes que foram selecionados de acordo com os critérios de elegibilidade e receberam o encaminhamento médico pelo Grupo na cidade de São Paulo e, a partir de 21 de junho, será estendido para outras cidades.

Dentro de uma coordenação do cuidado e por meio da acessibilidade no atendimento, o programa reunirá médicos de diversas especialidades para o tratamento em tempo indeterminado das sequelas, dispondo do teleatendimento para consultas, fisioterapia pulmonar ou física, nutrição, acompanhamento psicológico e outros procedimentos clínicos, que poderão ser feitos em casa pelo paciente ou em atendimento presencial nos Centros de Medicina Preventiva do GNDI.

“Criamos um método humanizado para atender esses pacientes vítimas da Síndrome Pós-Covid. A elaboração dos protocolos de atendimento foi feita por meio de estudos e conceitos internacionais para tratar essa população acometida, que precisa de uma série de atendimentos específicos para se recuperar por completo da doença. Estamos oferecendo um tratamento único e exclusivo para a melhor recuperação de nossos pacientes”, explica o Dr. Walter Moschella Junior, diretor médico da Medicina Preventiva do GNDI.

ANS atinge maior índice de resolução de demandas de consumidores desde 2013 279

ANS atinge maior índice de resolução de demandas de consumidores desde 2013

Em 2020, Agência solucionou 91,6% das queixas registradas em canais de atendimento

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atingiu, em 2020, o maior percentual de resolução de queixas de consumidores registradas em seus canais de atendimento desde 2013: a cada 100 demandas, mais de 91 foram resolvidas pela intermediação de conflitos que a ANS realiza entre consumidores e operadoras de planos de saúde.

A Notificação de Intermediação Preliminar (NIP) é a ferramenta criada pela ANS para agilizar a solução de problemas relatados pelos consumidores. A partir do registro de uma queixa num dos canais de atendimento da Agência, uma mensagem é enviada automaticamente à operadora. A partir de então, a operadora terá até 5 dias para resolver demandas relacionadas à assistência do beneficiário ou até 10 dias úteis para solucionar queixas de natureza não assistencial, como problemas com carteira do plano, reembolso, reajuste.

“O índice de 91,6% alcançado em 2020 mostra a efetividade da NIP na solução ágil de problemas dos consumidores. Mesmo o ano passado tendo sido atípico, em razão da pandemia de Covid-19, a ANS conseguiu dar as respostas necessárias à sociedade, atingindo esse patamar histórico de resolutividade”, destacou o diretor de Fiscalização da ANS, Maurício Nunes.

O gráfico abaixo traz a séria histórica dos índices de resolutividade das demandas abertas pelos beneficiários, separadas por demandas assistenciais e não assistenciais.

Divulgação
Divulgação

Resolutividade de demandas relacionadas à Covid-19

Quanto a demandas relacionadas à Covid-19, o índice de resolutividade das queixas gerais atingiu 90,8%. Especificamente sobre queixas relativas a exames de diagnóstico (RT-PCR), o índice chegou a 93,2%. Em relação aos exames para identificação de anticorpos (testes sorológicos), o índice chegou a 92,8%.

Desde o início da pandemia do novo Coronavírus, a ANS vem monitorando diariamente as demandas por informação ou registros de reclamações de beneficiários nos seus canais de atendimento. Para dar transparência a esses dados, foi criado um painel dinâmico sobre demandas de beneficiários relacionadas à Covid-19, disponível no portal da Agência.

Atendimento a consumidores

Em 2020, a ANS recebeu 270.553 pedidos de informação e 150.756 reclamações em seus canais de atendimento. Desse total, 19.538 eram pedidos de informação e 16.355 reclamações relacionadas à pandemia.

O principal canal de recebimento de demandas é o Disque ANS, central telefônica de atendimento gratuito, que recebeu 375.049 ligações no ano passado. Pelo Fale Conosco, portal da Agência, foram recepcionadas 45.589 demandas.

Dimensão do setor

Em dezembro de 2020, o setor de planos de saúde contava com 47,6 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 27 milhões em planos exclusivamente odontológicos. Em abril de 2021, o setor passou a contar com 48,1 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares e 27,7 milhões em planos exclusivamente odontológicos, sendo o maior número registrado desde julho de 2016.

Para esclarecer dúvidas ou registrar uma reclamação, o consumidor pode entrar em contato com a ANS pelos seguintes canais de atendimento:

  • Disque ANS: 0800 701 9656;
  • Site da ANS;
  • Central de atendimento para deficientes auditivos: 0800 021 2105;

Alper Seguros incorpora 30 anos de expertise da Next Mark e oferece mix de produtos 365

Alper Seguros incorpora 30 anos de expertise da Next Mark e oferece mix de produtos

Corretora chega com condições comerciais agressivas e inovações tecnológicas

Após adquirir a Next Mark, corretora gaúcha com mais de 30 anos de expertise em seguros agrícolas e corporativos, a Alper leva para o Rio Grande do Sul uma carteira completa de produtos e serviços, além da sua plataforma de distribuição digital de seguros.

O diretor da filial Rio Grande do Sul Thiago Lins, revela que até primeiro de julho todo o processo de transição de sistemas estará concluído, o que trará maior eficiência e agilidade aos negócios. “A Alper chega no sul com condições comerciais mais agressivas e soluções de serviços que a Next não tinha acesso. Também vamos trazer novos players para trabalhar junto conosco, e teremos uma maior diversidade de produtos”, explica o executivo.

Entre os novos produtos que serão oferecidos pela Alper, estão o Dr. Alper, uma plataforma de telemedicina que funciona 24h por dia, sete dias por semana. Também está prevista uma nova plataforma destinada aos seguros garantia. “Será uma solução proprietária que vai envolver todo o processo de cotação e fechamento online de diversas demandas de seguro garantia”, explica. Para o segundo semestre, a empresa quer lançar uma ferramenta semelhante destinada ao seguro de cargas.

A Alper Consultoria em Seguros é listada no Novo Mercado, maior nível de governança corporativa da B3. No início do ano a empresa realizou uma captação de R$ 110 milhões e, a maior parte desse montante está sendo investido em fusões e aquisições.