Corretores de seguros conectados para vencer 1301

Fabio Izoton é presidente do Clube dos Corretores do Rio de Janeiro (CCS-RJ) / Divulgação

Confira artigo assinado por Fabio Izoton, presidente do CCS-RJ

Durante a programação do CCS-RJ Connection 2020, evento que promoveu o diálogo entre os grupos que atuam no mercado segurador brasileiro, muitos corretores relembraram, em situações distintas, o conhecido provérbio africano: “Se você quiser ir mais rápido, vá sozinho. Se quiser ir mais distante, vá em grupo”. Mais do que uma simples coincidência, o uso constante da citação nos mostra que a união está sendo a grande marca dos corretores em meio à crise epidemiológica e econômica relacionadas ao novo coronavírus. Foi a partir deste sentimento que conseguimos reunir, em dois dias de evento, cerca de sete mil espectadores de todas as regiões do Brasil, em nossos canais digitais.

O papel dos organizadores do CCS-RJ Connection 2020, no qual me incluo, foi apresentar as diversas oportunidades que os corretores possuem para fechar negócios e manter sua carteira de clientes no momento atual. A diversificação de produtos, investimento em treinamentos e o contato constante com outros profissionais, que passam pelos mesmos desafios, são algumas das ações que exemplificamos em cases e palestras. Priorizamos, na programação do evento, aquelas que julgamos principais e de mais fácil alcance para um número maior de pessoas.

Iniciativas lideradas por corretores, seguradoras e entidades de classe foram promovidas e aplaudidas, por auxiliarem na solução de problemas enfrentados por quem está no cotidiano da corretagem de seguros. Ações coletivas como essas possibilitaram vitórias importantes para a categoria, como o reconhecimento da profissão por parte de entes reguladores. Os profissionais de seguros demonstraram, repetidas vezes, o seu valor e importância em momentos difíceis.

A transformação digital promovida há anos no setor mostrou-se vigorosa e forte, comprovando a conexão do setor de seguros com o futuro, mesmo antes que as condições atuais obrigassem tal atitude por parte de toda a economia. Projetos idealizados para meses e anos à frente tiveram que ser antecipados, para garantir que o cliente continuasse no centro da atenção do corretor. Os corretores se engajaram nas novas práticas e conseguiram garantir a renda de suas famílias.

Para que o cenário se mostre ainda mais promissor, o corretor precisa lembrar de uma palavra: Conexão. Os avanços na corretagem de seguros são frutos de união e compartilhamento da força entre os profissionais que se conectaram. Entidades como o Clube dos Corretores do Rio de Janeiro (CCS-RJ) estão de portas abertas para novas ideias, propostas e projetos. Temos a certeza de que assim, nossa categoria torna-se mais forte. Contamos com a participação e presença de todos.

*Fabio Izoton é presidente do Clube dos Corretores do Rio de Janeiro (CCS-RJ).

Setor de seguros faturou R$ 11,2 bilhões em maio, alta de 26,4% 287

Setor de seguros faturou R$ 11,2 bilhões em maio, alta de 26,4%

Faturamento é de R$ 54,2 bilhões no acumulado de 2021, avanço de 15,9%

A nona edição do Boletim IRB+Mercado, relatório da plataforma IRB+Inteligência, aponta alta no faturamento das seguradoras pelo 12º mês consecutivo. Em maio, o setor contabilizou R$ 11,2 bilhões, número 26,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, com destaque para as altas taxas de variação positiva nos seguros Individuais Contra Danos (48,7%) e Corporativos de Danos e Responsabilidade (40,7%). Crédito e Garantia foi o único segmento que recuou no mês, com queda de 17,1%, com perdas nos três últimos meses.

De acordo com o relatório, a alta no segmento Individuais Contra Danos, que somou R$ 894 milhões, é justificada pelo avanço de 150,1% da cobertura Garantia Estendida, que havia sido impactada pelo fechamento do comércio, devido à pandemia, em 2020. Já o crescimento de Corporativos de Danos e Responsabilidades, com R$ 2 bilhões, foi impulsionado pela evolução da linha de transportes, que cresceu com o aumento da movimentação de cargas provocado pelas compras on-line.

A análise do Boletim IRB+Mercado, com foco nos seguros de danos, responsabilidades e pessoas, indica ainda que, no acumulado de 2021, o faturamento é R$ 54,2 bilhões, crescimento de 15,9% ou R$ 7,4 bilhões a mais em relação a 2020. O segmento de Vida, que alcançou 31% de alta em maio, lidera a participação no faturamento total do setor de janeiro a maio, com 37,1%. O ranking segue com Automóveis (26,3%), Corporativo de Danos e Responsabilidades (18,7%), Individual Contra Danos (8,5%), Rural (6,1%) e Crédito e Garantia (3,2%).

Em maio, o relatório destaca também o crescimento do Índice de Sinistros Ocorridos em relação ao faturamento registrado no mês: alta de 11,2 pontos percentuais (p.p.) na comparação com o mesmo período de 2020. No acumulado até maio, o índice também apresentou incremento: 6,1 p.p. a mais em relação à taxa registrada no mesmo período do ano passado.

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em 12 de julho de 2021, e considera os Seguros de Danos, Responsabilidades e Pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios.

Bradesco Seguros participará de live sobre inovação da ENS 385

Ivan Gontijo, presidente da seguradora, representará a empresa para compartilhar as experiências do Grupo com o tema inovação

O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Ivan Gontijo, estará, nesta quarta-feira (28), no 7° encontro online “Inovação no Setor de Seguros – Experiência de Mercado”, série de lives promovida pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) para comemorar os 50 anos de fundação da instituição. O objetivo da ação é debater a inovação por meio das práticas dos principais players do mercado – as seguradoras e os corretores.

Ivan Gontijo comentará as iniciativas e a visão do Grupo Bradesco Seguros sobre o tema em conversa com participação do corretor Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros e Vice-Presidente de Seguros da Creditas, e com mediação do professor da ENS, Adilson Neri.

A transmissão acontece às 16h, ao vivo no YouTube da ENS.

ANS divulga painel com dados sobre reajustes de planos de saúde coletivos 493

ANS divulga painel com dados sobre reajustes de planos de saúde coletivos

Com formato amigável e interativo, ferramenta amplia transparência de dados do setor

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acaba de publicar em seu portal um painel dinâmico com dados sobre reajustes aplicados aos contratos coletivos de assistência médica empresariais e por adesão. Com formato interativo, o Painel de Reajustes de Planos Coletivos possibilita ao usuário realizar diversas pesquisas com base nas informações e filtros disponíveis.

“A publicação representa mais uma importante iniciativa da ANS para ampliar a transparência de dados do setor de planos de saúde, facilitando o acesso à sociedade e promovendo mais concorrência no setor. Consumidor com informação é consumidor com maior poder de decisão e capaz de fazer escolhas mais acertadas”, destaca o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência, Rogério Scarabel.

As consultas podem ser feitas de forma agrupada ou individualizada por operadora. Também é possível selecionar mês e ano; tipo de contratação (empresarial, adesão ou ambos); porte do contrato ou da operadora; modalidade da operadora (autogestão, cooperativas médicas, filantropia, medicina de grupo e seguradoras).

Estão disponíveis dados de janeiro de 2016 a maio de 2021 dos reajustes aplicados aos contratos coletivos em vigor no mercado brasileiro que apresentam formação de preço preestabelecida, ou seja, com valor pré-fixado da mensalidade. O painel fornece várias medidas sobre as tendências centrais observadas no setor nesse período. Entre elas, o Reajuste Médio que reflete a média ponderada dos reajustes levando em consideração o número de beneficiários de cada contrato.

Confira aqui o Painel de Reajustes de Planos Coletivos.

Retrato de 2020

Fonte: ANS/Painel de Reajustes de Planos Coletivos
Fonte: ANS/Painel de Reajustes de Planos Coletivos

O gráfico Distribuição de Beneficiários por Percentual de Reajuste mostra um retrato dos percentuais de reajustes aplicados aos planos coletivos em 2020 – considerando os contratos de planos coletivos em geral (empresariais e por adesão, com até 29 vidas e com 30 vidas ou mais). Observa-se que a barra maior está em zero, o que significa que a maior incidência de percentuais aplicados aos contratos coletivos no ano passado ficou no intervalo entre 0% e 1%.

De acordo com o gráfico, os intervalos de percentuais ficaram distribuídos da seguinte forma entre os beneficiários de planos coletivos em 2020:

  • 2,14% dos beneficiários tiveram reajustes negativos até -15%;
  • 12,98% tiveram reajustes entre zero e 1%;
  • 48,39% tiveram reajustes a partir de 1% até menos de 10%;
  • 36,49% tiveram reajustes entre 10% e 28%.

Resumo de Estatísticas Descritivas

No quadro de resumo das estatísticas, reproduzido abaixo, é possível ter uma visão geral dos reajustes aplicados ano a ano aos contratos com 30 vidas ou mais, onde o índice é definido em livre negociação entre as pessoas jurídicas contratantes e operadoras, e com até 29 vidas, para os quais vale a regra do agrupamento de contratos. Essa regra, também conhecida como “pool de risco”, obriga as operadoras a aplicarem o mesmo percentual de reajuste a todos os contratos deste porte. A medida foi instituída pela ANS em 2012 e aplicada a partir de maio de 2013 com o objetivo de diluir o risco desses pequenos contratos em grupo maior, proporcionando maior equilíbrio e estabilidade aos reajustes.

A tabela mostra dados gerais de planos coletivos – empresariais e por adesão -, no período de 2016 a maio de 2021. Os dados estão disponíveis da seguinte forma:

  • Porte do contrato: 30 vidas ou mais e até 29 vidas.
  • Número de operadoras que enviarem os comunicados de reajustes.
  • Número total de beneficiários que receberam os reajustes comunicados pelas operadoras.
  • Número total de contratos informados nos comunicados de reajustes.
  • Reajuste médio: média dos percentuais de reajustes aplicados ponderados pela quantidade de beneficiários no contrato no mês de início de aplicação do reajuste, excluindo-se valores atípicos (outliers) e negociações de reajustes com alteração de fator moderador.
  • Mediana: indica o valor que está exatamente no meio de um conjunto de dados: metade está abaixo e a outra metade está acima dela. Não exclui os valores atípicos (outliers).
  • Média: média aritmética simples, excluindo-se os valores atípicos.
  • Desvio padrão: parâmetro que indica o grau de dispersão de um conjunto de elementos, mostrando o quanto os valores dos quais se extraiu a média são próximos ou distantes da própria média. Não exclui os valores atípicos (outliers).
  • Moda: percentual de reajuste mais frequente nos comunicados de reajustes enviados pelas operadoras.

Na imagem abaixo, nota-se que, ano a ano, o reajuste médio dos contratos com 30 vidas ou mais é inferior ao reajuste médio dos contratos com até 29 vidas.

Nota-se ainda que em 2020 os reajustes nesses dois portes de contrato seguiram a mesma tendência de queda que já vinha sendo observada nos anos anteriores. O reajuste médio nesse ano ficou em 7,1% para os contratos com 30 vidas ou mais, enquanto nos contratos com até 29 vidas o reajuste médio ficou em 11,15%.

Até maio de 2021, 478 operadoras já enviaram comunicados de reajustes referentes a 539.106 contratos. Até o momento, o reajuste médio, considerando planos empresariais e por adesão, é 5,55% para os contratos com 30 vidas ou mais; e 9,84% para os contratos com até 29 vidas e moda de 14%.

Resumo de estatísticas de reajustes de planos coletivos (empresariais e por adesão) – janeiro de 2016 a maio de 2021

Fonte: ANS/Painel de Reajustes de Planos Coletivos
Fonte: ANS/Painel de Reajustes de Planos Coletivos

Conjunto de dados

O Painel RPC utiliza a mesma base de dados que está disponível na página da ANS no Portal Brasileiro de Dados Abertos desde 2019, que contém as informações de reajustes aplicados às mensalidades de planos contratados por pessoas jurídicas – empresarias ou por adesão, enviadas pelas operadoras de planos de saúde à ANS. Esses reajustes são referentes a contratos firmados sob a regulamentação da Lei 9.656/98, de cobertura médico-hospitalar, com ou sem cobertura odontológica, em contratação coletiva empresarial ou coletiva por adesão, com financiamento preestabelecido. Os dados publicados no portal de dados abertos são atualizados trimestralmente, após o encerramento do prazo de envio de comunicados relativos ao trimestre anterior.

Seguradora Fairfax cresce 50% em 2020 e mantém expansão em 2021 1058

Seguradora Fairfax cresce 50% em 2020 e mantém expansão em 2021

Operações expandiram 60% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado

Apesar da crise social e econômica provocada pela Covid-19, a seguradora Fairfax Brasil atingiu receita de prêmios de seguro emitidos líquidos no valor de R$ 1,22 bilhão em 2020, o que representou crescimento da ordem de 50% em comparação com 2019, que registrou produção de R$ 818 milhões. No ano passado, o total das provisões técnicas da companhia foi de R$ 2,15 bilhões, enquanto o Patrimônio Líquido totalizou R$ 401,8 milhões. O total de ativos alcançou R$ 3,4 bilhões contra 2,4 bilhões no exercício anterior.

A Fairfax Brasil faz parte do grupo canadense Fairfax Financial Holdings Limited, é apontada como uma das 20 maiores seguradoras e resseguradoras do mercado brasileiro, reconhecida por seu modelo descentralizado e como especialista na oferta de soluções diferenciadas na cobertura de seguros corporativos.

Ao fazer um balanço dos resultados, Bruno Camargo, presidente da Fairfax Brasil, afirma que 2020 foi um ano desafiador não só para a Fairfax mas para o mercado securitário como um todo, consequência da pandemia. Segundo o executivo, em março do ano passado foi tomada a decisão de garantir aos colaboradores a manutenção de seus cargos e posições com um comunicado global afirmando que nenhum colaborador seria desligado por conta da pandemia e foi imediatamente instalado um comitê de crise com calls diários analisando a situação do momento e tomando as devidas ações necessárias.

“Com o ambiente de segurança e autonomia, melhoramos a comunicação, revisitamos estratégias e o que parecia crise tornou-se oportunidade”, comemora Camargo. De acordo com o presidente, a seguradora manteve ritmo de crescimento este ano. No primeiro trimestre de 2021, as operações da companhia cresceram 60% em relação ao mesmo período de 2020.

A maioria das linhas de negócios registrou alta. Entre elas, vale destacar o segmento de Property & Casualty (P&C), que atingiu volume de R$ 509 milhões em 2020, alta de 82% em comparação com 2019, Agronegócio, que superou montante de R$ 271 milhões no exercício passado contra 113,5 milhões, representando aumento de mais de 113% e Financial Lines (R$ 293 milhões).

Outros segmentos, como o de Transportes (R$ 122,6 milhões), registraram crescimento limitado em decorrência da baixa atividade econômica. Mesmo assim, mantiveram volume de produção equivalente ao ano anterior com melhora nos resultados. Além do aumento em volume de prêmios recorde, a sinistralidade também foi controlada e a seguradora fechou 2020 com Lucro Líquido de R$ 48 milhões contra R$ 75 milhões de 2019. Esse resultado foi impactado pela marcação a mercado da carteira de investimentos, consequência da queda prejudicada pela redução das taxas de juros e a forte oscilação do mercado de capitais no ano passado.

Analisando os resultados do mercado, Bruno Camargo constata que a Fairfax Brasil obteve crescimento e rentabilidade acima da média. “A nossa empresa está sólida, rentável e bem posicionada para as oportunidades futuras. Conseguimos performar melhor do que boa parte das seguradoras. assinala. Na sua visão, “obtivemos um incremento no resultado técnico de seguros (combined 95%) mesmo com o cenário econômico causado pela pandemia terminamos o ano com o retorno sob o capital de 12%”, conclui Camargo.

Fairfax lança seguro inovador para a cafeicultura 380

Fabio Damasceno é Diretor de Agronegócio da Fairfax Brasil / Divulgação

Apólice vai indenizar de acordo com perdas de produção provocadas por granizo e geada, na safra corrente e safra futura de café

A Fairfax lançou um seguro agrícola inédito para proteger a cafeicultura brasileira dos danos causados por chuvas de granizo e incidência de geadas. O novo produto está disponível para assegurar cafezais de variedades do tipo arábica, cultivados em sequeiro, em qualquer região do Brasil.

“As chuvas de granizo são intempéries mais severas para a cafeicultura, com a desvantagem de poderem ocorrer em vários momentos do ano, enquanto a geada é um problema mais frequente durante o inverno. De forma geral, as taxas de incidência e perdas provocadas pelo granizo são maiores em comparação com a geada”, diz Fabio Damasceno, diretor de agronegócios da Fairfax Brasil.

Inovação

O lançamento da Fairfax representa um marco para o setor. Tradicionalmente, os seguros disponíveis no mercado brasileiro são voltados para garantir o pé de café. Ou seja, em caso de sinistro, o seguro convencional cobre os tratos culturais, como os procedimentos de esqueletamento e recepa, para que a planta volte a produzir.

No entanto, a proposta da Fairfax é inovadora e tem melhor aderência às necessidades dos cafeicultores porque a apólice assegura a produção cafeeira. A seguradora vai avaliar os danos causados pelo evento climático para calcular a indenização. Desse modo, o cafeicultor será ressarcido de acordo com as perdas na safra assegurada, o que engloba os insumos e preço das sacas de café que deixou de colher.

“Permitimos que o produtor forneça dados de histórico de produção e parâmetros para subscrição como idade do café, variedade e espaçamento das entrelinhas. É um seguro para café arábica, uma apólice de dano direto causado por granizo e geada, em que se indeniza o valor da produção”, explica Damasceno.

Coberturas disponíveis

O seguro agrícola para cafeicultura da Fairfax tem como cobertura obrigatória a proteção contra granizo e o cafeicultor pode optar por contratar a cobertura contra geada. Quando um cafezal é atingido por essas intempéries, a planta sofre lesões e fica mais suscetível à incidência de doenças e pragas, por isso, também é importante reforçar o manejo. Pensando nessa necessidade, a Fairfax também oferece a cobertura adicional de tratamento fitossanitário, que indeniza o produtor com o valor necessário por hectare para realizar um tratamento preventivo, com aplicação de fungicidas e inseticidas.

Bienalidade do café

Outro diferencial da Fairfax é conseguir contemplar as especificidades da cultura. O seguro para café leva em consideração o fenômeno da bienalidade, que faz com que as plantas registrem safras mais produtivas alternadas aos anos de queda na produção. A ocorrência de intempéries geralmente agride a planta de tal modo que pode comprometer o andamento da safra atual, mas também impactar nos resultados da temporada posterior.

Por se tratar de uma planta perene, o cafeeiro produz continuamente, então os resultados de diferentes safras estão relacionados. A safra corrente é representada por ramos de idade superior a um ano, apresentando rosetas com os chumbinhos já formados e que serão colhidos. Enquanto isso, a planta também já apresenta ramos verdes, provenientes do crescimento durante o ano. Esses ramos verdes possuem as gemas que irão amadurecer e se diferenciar, para então por volta do mês de setembro florescerem, formando os chumbinhos que darão resultados na colheita da safra futura.

Por essa razão, o produtor pode optar por assegurar apenas a safra corrente ou proteger a safra atual e a safra futura em uma mesma apólice. É recomendável escolher a cobertura da apólice mais completa, que tem início na floração da safra corrente, ultrapassa o período de colheita e se estende da brotação até o abotoamento da safra futura.

Contratação

A hora ideal para a contratação é o momento do custeio da safra de café, entre maio e junho. Embora a cobertura do seguro só tenha início na floração do cafezal, o produtor que planeja a safra com antecedência tem mais chances de sucesso ao assegurar o cafezal e conquistar a subvenção. O Programa de Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural, oferecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), pode subvencionar até 40% do prêmio do seguro agrícola para a cafeicultura, limitado a R$ 48 mil reais por CPF.

Com a Fairfax Brasil, o cafeicultor terá a liberdade de decidir a configuração de seguro mais adequada para a fazenda, sendo possível considerar características de cafés especiais e critérios de qualidade do grão. O seguro para café da Fairfax começou a ser idealizado em março de 2020 e contou com o aval de especialistas do setor para que fosse desenhado de acordo com as reais demandas da cafeicultura brasileira.

Em parceria com a empresa de assessoria Valle Agro, de Jundiaí (SP), a Fairfax promoveu reuniões e dias de campo para desenvolver o produto, que contou com a validação de técnicos e de cafeicultores associados das cooperativas Cocatrel (Três Pontas-MG), Cocapec (Franca-SP), COOMAP (Paraguaçu-MG) e Capebe (Boa Esperança-MG).