Os desafios das empresas familiares no Brasil 323

Os desafios das empresas familiares no Brasil

Responsáveis por ocupar 90% das quase oito milhões de empresas no país, negócios familiares são ameaçados por falta de profissionalismo e dificuldades na sucessão

Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018, mais de 90% das empresas brasileiras são familiares e cerca de 65% do Produto Interno Bruto (PIB) do país é gerado por meio desses negócios. Porém, um estudo da network de empresas independentes PwC, realizado em 2014 com mais de 2 mil organizações de 42 países diferentes, apontou que apenas 12% das empresas familiares chegam à terceira geração e 1% à quinta.

Para a empresária e diretora da Ouro Negro Transportes, Priscila Zanette, isso acontece muito pelos conflitos e falta de profissionalismo na gestão dessas empresas. “Quando os papéis não estão bem definidos, de forma clara e de acordo com o ambiente, seja ele familiar, pessoal e profissional, problemas podem surgir, como o conflito entre os interesses da família e os da empresa, falta de disciplina com relação à destinação dos lucros, tempo maior de resposta às mudanças de mercado, a falta de procedimentos claros de avaliação de desempenho, conflito do fundador, rivalidade entre pai e filho, ou entre irmãos, estes são alguns desafios que podem gerar a ruínas destas duas instituições”.

Priscila é a segunda geração da empresa. Após seu pai falecer em 2012, a jovem empresária assumiu a transportadora e, em um setor masculinizado como o transporte de cargas, está à frente da Ouro Negro há 8 anos. “Aqui na empresa, entendemos que em alguns momentos somos herdeiras, outros momentos, executivas no cargo que estamos e em outros momentos somos família. Dizer que estes papeis nunca se misturam é utopia, mas sempre estamos focadas em nos adaptar e estar no papel de acordo com a instituição que estamos”.

Ainda de acordo com a Pesquisa Global da PwC, 44% das empresas familiares não têm um plano de sucessão e 72,4% não apresentam uma sucessão definida para cargos-chave como os ligados a diretoria, presidência, gerência e gestão. Para a empresária, o plano de sucessão deve ser customizado de acordo com o perfil de cada profissional, e não existe uma receita pronta para o sucesso. “Acredito que é fundamental ter apoio de um profissional especializado que possa intermediar esta passagem de bastão. Outro fator fundamental é ter profissionalismo no início, no meio e no fim do processo. Gerir uma empresa não é algo fácil, e acredito que em muitos casos falta profissionalismo na gestão das organizações familiares”.

O CEO da Flash Courier, Guilherme Juliani, também é um dos casos da segunda geração que segue o legado da família. Depois de assumir a organização fundada por seu pai, Guilherme foi responsável por uma profunda estratégia de expansão, inovação e automação da empresa. Em um curto espaço de tempo a operadora agregou novas unidades de negócios, que atraíram uma vasta rede de clientes, como bancos, redes financeiras, empresas de alimentação e e-commerce. Mas ele conta que, antes disso, um grande trabalho profissional foi feito para organizar a primeira e as próximas gerações. “Para que a sucessão acontecesse, tivemos uma consultoria que nos ajudou a desenhar e a esclarecer os caminhos. Quase oito anos atrás também formalizamos todos os contratos sociais, os acordos acionistas e outros fatores para reger até mesmo o futuro ingresso das minhas filhas (que hoje têm 10 anos) na empresa. Ou seja, tem sido um processo totalmente profissional, visando sempre à melhoria de desempenho da organização”.

Por fim, Priscila acredita que, quando bem organizadas, as empresas familiares têm características e benefícios únicos. “O ambiente agradável, o espírito de equipe, a rapidez na tomada de decisão e a simplicidade nas tratativas criam um ambiente único e saudável tanto para a empresa quanto para a família”.

Uso massivo de dados no setor de seguros pode potencializar viés discriminatório e violar direitos individuais 938

Thiago Junqueira é sócio do escritório Chalfin, Goldberg & Vainboim Advogados e professor do ICDS / Divulgação

Tese de doutorado do advogado Thiago Junqueira analisa o impacto da introdução da inteligência artificial em mecanismos decisórios, com foco no mercado de seguros

Com a promessa de oferecer uma precificação individualizada das apólices, as seguradoras estão expandindo o acesso a dados pessoais dos segurados, elevando o risco de violação da privacidade e da perpetuação de viés discriminatório nos processos decisórios. É o que afirma o advogado Thiago Junqueira, sócio do escritório Chalfin, Goldberg & Vainboim Advogados e professor do ICDS, em seu livro Tratamento de Dados Pessoais e Discriminação Algorítmica nos Seguros, resultado de sua tese de doutorado defendida na UERJ e publicada pela Revista dos Tribunais.

O especialista analisa as transformações no mercado de seguros, com foco na expressiva adesão ao uso de dados e à inteligência artificial na estruturação do negócio. Em vez do “prêmio fixo”, determinado por cálculos atuariais antes da contratação, o valor da apólice está, cada vez mais, baseando-se no acompanhamento dos “riscos” do segurado, calculados e definidos por algoritmos.

Para seguros de automóveis, os produtos pay as you drive ou pay how you drive ( “pague conforme você usa” e “pague como você dirige”) tiveram forte crescimento no Brasil, especialmente no período da pandemia (de até 200%), ante o recuo nos contratos tradicionais (que chegou a alcançar o número de 60%). Para estes produtos, os smartphones têm servido como ferramentas poderosas para a captura de dados. Em ambas modalidades são inúmeros os benefícios, como produtos mais acessíveis e adequados ao perfil dos segurados, contudo, não podem ser menosprezados possíveis danos causados aos consumidores.

Embora o uso do Big Data e da Inteligência Artificial no setor de seguros traga muitos benefícios, inclusive para os consumidores e aponte para decisões mais consistentes e justas , prevenindo fraudes e outras condutas de má-fé dos segurados, o novo sistema não elimina a possibilidade de haver discriminação indireta (não intencional) a determinados perfis nos contratos. “O algoritmo aprende por repetição. Mesmo não sendo desenhado com a intenção de discriminar, ele reproduz preferencias sociais de forma racional e, se não forem tomadas salvaguardas, necessárias irá repetir e perpetuar formas de discriminação”, analisa o professor. “O uso de dados para a precificação dos seguros poderia levar ainda a uma devassa nas informações pessoais do segurado, colocando em xeque seu direito à privacidade, à igualdade, à liberdade de expressão, à liberdade de associação e à identidade pessoal”, alerta.

Em seu livro, Thiago Junqueira demonstra que o titular dos dados tem, na realidade, um controle apenas parcial sobre a fonte de informações utilizada para a tomada de decisão pelos seguradores. A permissão de acesso a dados, como a localização, por exemplo, leva o segurador a formar um perfil bastante sofisticado do segurado, que pode abranger o hábito de frequentar a academia de ginástica, comer em redes fast-food, ir constantemente a farmácias, tabacarias, bares ou casas noturnas, por exemplo. “Caso os seguros realmente marchem para um robusto tratamento de dados pessoais, a maioria das apólices passará a exigir amplo acesso aos dados dos segurados e consequências ainda não devidamente mapeadas poderão ocorrer”, afirma. De acordo com o professor, pode-se vislumbrar o potencial de expansão do uso de novos dados “comportamentais” coletados “indiretamente”, como as atividades on-line do proponente (buscas e compras em sites da internet e utilização de redes sociais), dados oriundos de wearables e telemetria (os aplicativos de celulares ou aparelhos que controlam desde os passos do indivíduo até a forma de direção do veículo), dados financeiros provenientes do uso de cartão de crédito, entre outros.

O que fazer

No mundo digital, os dados pessoais tornaram-se cruciais para as empresas direcionarem seus negócios e aumentarem os lucros. Em seu estudo, Junqueira alerta que uma parte considerável das empresas ainda descuida das implicações sociais e éticas que o uso destes dados pode gerar. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, embora oferecendo instrumentos capazes de contribuir para o combate à discriminação, mostra-se, em geral, insuficiente, sobretudo no que se refere ao problema da discriminação indireta.

O advogado, contudo, aponta que as possibilidades de controle na inteligência artificial são expressivas. “As empresas podem auditar os resultados de seus algoritmos. E quem foi alvo de uma discriminação também tem direito a uma explicação sobre a decisão automatizada”. Para o professor, no entanto, é mandatória uma mudança cultural e regulatória no país: “A indiferença para a realidade social e os riscos envoltos na tomada de decisões automatizadas devem ser rapidamente alterados. É preciso haver um treinamento de ética e um investimento em diversidade nas seguradoras”, conclui.

Jovens até 30 anos foram os que mais abriram empresas no isolamento 506

Jovens até 30 anos foram os que mais abriram empresas no isolamento

Maior número de aberturas foi verificado nos segmentos de alojamento e alimentação

Levantamento da Serasa Experian mostra que de janeiro a agosto deste ano foram abertas 2.195.945 empresas no Brasil e, desse total, os jovens entre 19 e 30 anos foram responsáveis por 35% das novas instituições. Na comparação com o mesmo período de 2019, o crescimento foi puxado pela faixa entre 31 e 40 anos, com 33% do total de 2.216.426 novas empresas. Veja os dados na íntegra abaixo:

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Para o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, os números mostram que os jovens estão cada vez mais dispostos a investir em um negócio próprio. “Hoje, o jovem tem mais disposição para desafios e está menos disposto a se manter em um emprego que não tenha a ver com o que ele acredita. Além disso, o mercado formal de trabalho também está difícil para os jovens, que acabam indo para o empreendedorismo”, avalia.

As maiores quedas na abertura de empresas foram verificadas em abril e maio, com recuos de 30,03% e 21,66%, respectivamente. O mês de agosto apresentou leve declínio, de 0,7%. Em todos os outros meses houve crescimento nas aberturas de empresas na comparação com 2019.

“Essa queda em abril e maio já era esperada, uma vez que estávamos no começo do isolamento social e as incertezas eram muito grandes. Passado o susto inicial, as pessoas retomaram seus planos de ter o próprio negócio. Garantir a abertura de um negócio foi a alternativa de muitos empreendedores não só para ter uma renda, mas também para aproveitar as oportunidades que surgem nas crises”, pondera.

Quando considerado o Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), os setores de alojamento e alimentação apresentaram as maiores altas, puxado por mulheres empreendedoras. Confira abaixo a participação dos segmentos:

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O levantamento mostra, ainda, que o estado de São Paulo continua liderando as aberturas, com 28,8% do total, seguido de Minas Gerais, 11%, Paraná, 7%, Rio Grande do Sul, 5,8% e Santa Catarina, 4,9%.

A “dadomania” e o progresso da sociedade 801

Coriolano é o convidado do próximo Almoço do Mercado Segurador Gaúcho

Confira artigo de Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Se fôssemos empilhar todos os dados que vêm sendo reunidos desde o século XVII, nossos olhos não alcançariam a ponta final desse volume e sequer teríamos como mensurá-lo. Essa observação tão simples dá a dimensão exata do gigantesco salto dado pela tecnologia ao dispor informações relacionadas entre si para uso em benefício social e demandas econômicas. Estamos no tempo da colheita e utilização inteligente de tudo isso.

Mas, ao vislumbrar a imensa plataforma, percebemos que o grande desafio é saber responder corretamente às perguntas: usar em quê? Para quê? Como? As informações são fruto do tratamento dos dados – agregados ou fragmentados – para que possam aprimorar, mediante metodologias próprias, as finalidades de cada progresso desejado.

Como exemplo, tomemos a área médica e o setor de seguros. Ambos os campos se nutrem de bancos de conhecimento como matéria-prima de suas atividades. Na medicina, já contamos há décadas com as iniciativas para reunir os registros de prontuários eletrônicos que, associados a outros tantos e compartilhados de forma responsável, podem prevenir doenças e salvar vidas. Na área de seguros, acontece o mesmo já que prevenir e controlar riscos é, em muitos casos, poupar vidas também.

Embora, inversamente, iniciativas regulatórias nos seguros – como o SRO (Sistema de Registro de Operações) – podem ter o atributo de apenas multiplicar os dados, caso as informações que se pretende, e suas finalidades, deixem de ser definidas previamente.

A alavancagem impressionante da ciência, dos métodos estatísticos e da tecnologia da informação é uma feliz realidade. Desde que, claro, não prescinda da objetividade maior da sua utilidade – até porque, o Brasil é um país que não pode se dar ao luxo de despender recursos para experimentos sem propósito claro, definido e bem estruturado. Ou mesmo desperdiçar a oportunidade única de exercer criticamente o encontro das ciências com as necessidades da sociedade.

Temos experiência e gente preparada, ou seja, o principal. Vamos transformar dados em conhecimento e compartilhar com critério e segurança – na medicina, nos seguros e em várias outras áreas de produtos e serviços. De modo objetivo, racional e selecionado. Avaliações fidedignas se amparam em vastas pesquisas e, na esteira, geram segurança a quem vai decidir na ponta final, seja qual for o negócio.

Em obra seminal, o escritor argentino Jorge Luis Borges (1899/1986) imaginou uma fantástica biblioteca circular. Uma edificação contendo toda a produção literária universal, classificada em turbilhão infindável de todas as possibilidades de serem reescritas. Uma absurda utilidade sem utilidade alguma.

Caso esse circuito entre empilhamento de dados e suas utilidades não esteja bem integrado, restará a confusão improdutiva entre meios e finalidades. Ou seja, uma nova versão da biblioteca circular.

É o que parece estar acontecendo em determinados âmbitos com uma certa mania, e excessivo foco, em instrumentos digitais de inteligência artificial e captura de dados sem, entretanto, avaliação de sua importância e equilíbrio entre esforços e custos. Em vez disso, podemos usar as enciclopédias virtuais para pesquisa e tomada de decisões que façam diferença positiva na vida das pessoas, na sobrevivência das empresas e no rumo do país.

Liberty Seguros está entre as 50 melhores grandes empresas para se trabalhar segundo GPTW 541

Liberty Seguros está entre as 50 melhores grandes empresas para se trabalhar segundo GPTW

Em sua primeira participação, a seguradora ficou em quarto lugar na categoria de instituições financeiras e na 47º colocação no ranking das Grandes Empresas

Poucos meses depois de receber a certificação do Great Place to Work, empresa de consultoria que reconhece companhias com os melhores ambientes de trabalho ao redor do mundo, a Liberty Seguros comemora mais um reconhecimento da instituição: estar no ranking das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

O resultado positivo para a seguradora, que ficou no quarto lugar na categoria de instituições financeiras e 47º no ranking Grandes Empresas Nacionais, é reflexo do conjunto de iniciativas internas da empresa desenvolvidas com foco no bem-estar, crescimento e desenvolvimento dos funcionários.

Bem-estar como prioridade

Colocar as pessoas em primeiro lugar sempre foi o principal valor da Liberty e, em períodos de crise, como na pandemia de Covid-19, cuidar dos colaboradores se tornou ainda mais indispensável. Além disso, como as jornadas de trabalho consomem a maior parte do dia dos funcionários, a companhia assumiu a responsabilidade de promover iniciativas que proporcionem acolhimento e qualidade de vida a todos que trabalham na seguradora.

Atualmente, a empresa já contabiliza mais de 40 iniciativas em diversas frentes com esse propósito, como a Happy Friday e a licença maternidade e paternidade estendidas, atividades com foco na saúde física e mental como exercícios de Mindfulness e Ginástica Laboral; acompanhamento com psicólogo, nutricionista e médico da família; campanhas de vacinação, Outubro Rosa, Novembro Azul, recursos para incentivar outras formas de mobilidade como o bicicletário na matriz; entre tantas outras.

Frente à pandemia de COVID-19, a companhia realizou uma força-tarefa e, em poucos dias, toda a operação já estava trabalhando remotamente de home office, com ferramentas adequadas e processos digitais para realização normal das atividades. Além disso, a Liberty disponibilizou atendimento de sua equipe médica interna para fornecer orientações na identificação de sintomas e todo apoio e acompanhamento em casos suspeitos e confirmados.

Diversidade e acolhimento

Os temas de diversidade e inclusão são prioritários para a Liberty Seguros, não só no Brasil, mas globalmente. Pensar em pautas que englobem esses assuntos e garantir que as pessoas se sintam acolhidas dentro da companhia, permite que cada funcionário esteja confortável para ser quem é.

Ademir Marques é Diretor de Recursos Humanos da Liberty Seguros / Divulgação
Ademir Marques é Diretor de Recursos Humanos da Liberty Seguros / Divulgação

Por isso, a companhia desenvolveu uma área global dedicada exclusivamente para garantir que todas as operações tenham compromissos que assegurem que a empresa está fomentando um ambiente cada vez mais inclusivo. Esse manifesto incentiva que qualquer ação ou decisão no dia a dia de trabalho seja alinhada a área de D&I – seja para criar equipes ou desenvolver produtos, entre outros trabalhos.

“Cuidar das pessoas e garantir que o bem-estar e o equilíbrio de cada um de nossos funcionários são prioridades máximas para a Liberty Seguros, por isso, sermos reconhecidos em rankings como esse do Great Place to Work é tão importante para a companhia. Nós queremos que nossos funcionários se sintam valorizados e motivados a darem o seu melhor, sabendo que todos têm seu espaço e que contribuem com o todo de forma única”, afirma Ademir Marques, Diretor de Recursos Humanos da Liberty Seguros.

Caixa diz ter disponibilizado R$ 25 bi em créditos para micro e pequenas empresas 528

Caixa diz ter disponibilizado R$ 25 bi em créditos para micro e pequenas empresas

Banco lidera o ranking de instituições financeiras que mais ajudaram o setor nas principais linhas de crédito emergencial

A Caixa atingiu nesta quarta-feira (21) a marca de R$ 25 bilhões disponibilizados para micro e pequenas empresas nas principais linhas de crédito durante a pandemia da Covid- 19.

Com esse resultado, a Caixa lidera o ranking de instituições financeiras que mais ajudaram o setor. Ao todo, cerca de 200 mil empresas fecharam contratos com taxas e condições especiais para enfrentar os efeitos que a pandemia provoca na economia.

“O resultado demostra o foco da Caixa em ajudar aqueles que mais precisam, aqueles mais humildes, sejam nas empresas, sejam nas pessoas físicas, e, em especial, nesse momento de pandemia”, afirma o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Só no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), já foram contratados R$ 12 bilhões desde 16 de junho, quando a Caixa começou a operar a linha.

Já o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) emprestou R$ 10,5 bilhões. Essa linha oferece taxa de juros a partir de 0,63% ao mês. O cliente tem até 60 meses para quitar o empréstimo e ainda conta com uma carência nos pagamentos que varia de seis a 12 meses.

Entre as principais linhas de crédito para o setor, está o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que conta com a parceria do Sebrae. O Fampe disponibilizou R$ 2,5 bilhões. Essa linha pode garantir, de forma complementar, até 80% de uma operação de crédito contratada, dependendo do porte empresarial do solicitante e da modalidade de financiamento.

Como contratar

Para contratar qualquer uma das linhas acima, com exceção do Pronampe, que já teve seu limite atingido, os clientes podem acessar o site e preencher um formulário de interesse ao crédito.

O banco entrará em contato se a empresa estiver apta a contratar o financiamento. A solicitação também pode ser feita nas agências da Caixa.