Os desafios das empresas familiares no Brasil 637

Os desafios das empresas familiares no Brasil

Responsáveis por ocupar 90% das quase oito milhões de empresas no país, negócios familiares são ameaçados por falta de profissionalismo e dificuldades na sucessão

Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018, mais de 90% das empresas brasileiras são familiares e cerca de 65% do Produto Interno Bruto (PIB) do país é gerado por meio desses negócios. Porém, um estudo da network de empresas independentes PwC, realizado em 2014 com mais de 2 mil organizações de 42 países diferentes, apontou que apenas 12% das empresas familiares chegam à terceira geração e 1% à quinta.

Para a empresária e diretora da Ouro Negro Transportes, Priscila Zanette, isso acontece muito pelos conflitos e falta de profissionalismo na gestão dessas empresas. “Quando os papéis não estão bem definidos, de forma clara e de acordo com o ambiente, seja ele familiar, pessoal e profissional, problemas podem surgir, como o conflito entre os interesses da família e os da empresa, falta de disciplina com relação à destinação dos lucros, tempo maior de resposta às mudanças de mercado, a falta de procedimentos claros de avaliação de desempenho, conflito do fundador, rivalidade entre pai e filho, ou entre irmãos, estes são alguns desafios que podem gerar a ruínas destas duas instituições”.

Priscila é a segunda geração da empresa. Após seu pai falecer em 2012, a jovem empresária assumiu a transportadora e, em um setor masculinizado como o transporte de cargas, está à frente da Ouro Negro há 8 anos. “Aqui na empresa, entendemos que em alguns momentos somos herdeiras, outros momentos, executivas no cargo que estamos e em outros momentos somos família. Dizer que estes papeis nunca se misturam é utopia, mas sempre estamos focadas em nos adaptar e estar no papel de acordo com a instituição que estamos”.

Ainda de acordo com a Pesquisa Global da PwC, 44% das empresas familiares não têm um plano de sucessão e 72,4% não apresentam uma sucessão definida para cargos-chave como os ligados a diretoria, presidência, gerência e gestão. Para a empresária, o plano de sucessão deve ser customizado de acordo com o perfil de cada profissional, e não existe uma receita pronta para o sucesso. “Acredito que é fundamental ter apoio de um profissional especializado que possa intermediar esta passagem de bastão. Outro fator fundamental é ter profissionalismo no início, no meio e no fim do processo. Gerir uma empresa não é algo fácil, e acredito que em muitos casos falta profissionalismo na gestão das organizações familiares”.

O CEO da Flash Courier, Guilherme Juliani, também é um dos casos da segunda geração que segue o legado da família. Depois de assumir a organização fundada por seu pai, Guilherme foi responsável por uma profunda estratégia de expansão, inovação e automação da empresa. Em um curto espaço de tempo a operadora agregou novas unidades de negócios, que atraíram uma vasta rede de clientes, como bancos, redes financeiras, empresas de alimentação e e-commerce. Mas ele conta que, antes disso, um grande trabalho profissional foi feito para organizar a primeira e as próximas gerações. “Para que a sucessão acontecesse, tivemos uma consultoria que nos ajudou a desenhar e a esclarecer os caminhos. Quase oito anos atrás também formalizamos todos os contratos sociais, os acordos acionistas e outros fatores para reger até mesmo o futuro ingresso das minhas filhas (que hoje têm 10 anos) na empresa. Ou seja, tem sido um processo totalmente profissional, visando sempre à melhoria de desempenho da organização”.

Por fim, Priscila acredita que, quando bem organizadas, as empresas familiares têm características e benefícios únicos. “O ambiente agradável, o espírito de equipe, a rapidez na tomada de decisão e a simplicidade nas tratativas criam um ambiente único e saudável tanto para a empresa quanto para a família”.

Procura das empresas por crédito cresceu 2,6% em maio, aponta Serasa Experian 387

Procura das empresas por crédito cresceu 2,6% em maio, aponta Serasa Experian

Micro e pequenos negócios foram os principais responsáveis pela expansão

A busca das empresas por crédito registrou alta de 2,6% em maio de 2021 na comparação com o mês anterior. De acordo com o Indicador de Demanda das Empresa por Crédito da Serasa Experian, os micro e pequenos negócios tiveram o maior crescimento, também com 2,6%, enquanto os médios marcaram 2,5% e os de grande porte 1,5%. Confira a seguir os gráficos com dados na íntegra.

Divulgação
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Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o relaxamento das medidas restritivas ligadas a pandemia no país fez com o que os donos de negócios ficassem mais confiantes. “Muitas empresas voltaram a trabalhar com restrições mais sutis no início de maio, o que trouxe mais fôlego ao capital de giro. Por isso, os empreendedores sentem mais segurança na tomada de crédito, embora ainda precisem usá-lo suprir necessidades de caixa”.

O comparativo mensal por setor mostrou que a Indústria foi a área que mais demandou por crédito, com alta de 3,0%. Para o comércio a expansão foi de 2,8% e o segmento de Serviços marcou 2,4%. “Enquanto o setor de Serviços ainda não retornou ao patamar pré pandemia, as empresas industriais têm condições melhores na busca pelo recurso financeiro, já que estão em uma fase consistente da retomada econômica que acompanha a elevação do PIB”, finaliza o economista.

A análise regional revelou crescimentos em todo o país, exceto para região Sul, que teve queda de 2,2%. O destaque positivo fica para o Sudeste, com um aumento de 4,5%. Em sequência estão o Norte (4,1%), Nordeste (3,8%) e Centro-Oeste (1,5%).

Digitalização do mercado de seguros: caminhos e o cenário pós-pandemia 365

Digitalização do mercado de seguros: caminhos e o cenário pós-pandemia

Confira artigo de Wlamir Marques Sobrinho, Diretor comercial na Globant

Quando uma tendência, tecnologia ou moda transforma um hábito da população, o que os provedores de serviço precisam fazer? Adaptar. Foi assim com a transição da locadora para o streaming e será (provavelmente) também com adoção crescente de energia verde, por exemplo. Mas, agora, e quando não um hábito, mas toda rotina de trabalho e vida pessoal da população muda? Quando esses detalhes do dia a dia de alguém – mobilidade, atividade física, moradia – embasam todo o seu modelo de negócios, esse processo de adaptação, já complicado, ganha novas camadas. Um mundo novo de adaptação é o trabalho de casa do mercado de seguros, desde 2020, quando a Covid-19 colocou a vida de todos de cabeça para baixo. O primeiro passo para passar por isso: abrir um chamado no TI.

Antes de falar sobre como todos os caminhos de adaptação do setor passam pela tecnologia, vejamos como ficou o mercado com a chegada do novo coronavírus. As condições impostas pela pandemia provocaram uma série de transformações no comportamento das pessoas. Trabalho remoto, menor mobilidade (muitas vezes sequer utilizando o próprio automóvel), mais atenção/cuidado com o ambiente domiciliar e crescimento no sedentarismo.

Ação e reação. A partir dessa nova realidade, produtos passaram a ser menos e mais demandados. É o caso, por exemplo, do seguro de automóveis. Pelo fato de as pessoas estarem saindo menos de casa e usando mais aplicativos de carona, o setor registrou aumento de 45% na procura por planos mais enxutos, segundo levantamento de uma empresa de multicálculo. Outro efeito, esse decorrente da crise econômica provocada pela pandemia, é o menor acesso a seguros de saúde e vida, descontinuados graças à redução (ou extinção) de salários e menores benefícios trabalhistas em empresas que ainda tentam se manter de pé.

Mas o que cresceu ou deve ser mais procurado, no cenário durante e pós-pandemia? Uma pesquisa da Salesforce mostrou que mais de 50% dos brasileiros trocariam de emprego, se pudesse trabalhar em modelo de home office. Uma imposição de agora, mas que demonstra ser tendência para o futuro, o trabalho remoto deve influenciar em duas linhas de produto: domiciliar e, com o tempo, adoção mais ampla de planos de saúde. Isso porque, com as pessoas passando mais tempo dentro de casa, é mais provável que seguradoras tenham mais oportunidades de venda de soluções focadas no lar. Já o outro, por conta de medidas restritivas e aumento no sedentarismo, é tendência de alta na procura por planos de saúde.

Os caminhos – e benefícios – da digitalização

Mas o que a tecnologia tem a ver com o momento do mercado de seguros e com o cenário que estaremos no pós-covid? Tudo. Soluções tecnológicas, de Inteligência Artificial a Cloud Computing, por exemplo, já resolveram problemas do consumidor e de empresas do setor bancário, entretenimento, farmacêutico e muitos outros. No setor segurador, a aplicação de tecnologia é essencial em um cenário normal de temperatura e pressão. Agora, em uma pandemia, com diversas restrições e isolamento, é ainda mais imprescindível. Isso porque é por meio da transformação digital que as seguradoras poderão, além de se adaptar ao novo cenário ganhando competitividade e eficiência, resolver alguns dos grandes desafios do setor nos últimos anos.

Entre eles estão a necessidade de se estreitar o relacionamento com os corretores e suas plataformas; a busca por canais alternativos de distribuição de seguros via bancos, varejistas, agências de viagens, cartões de crédito etc; e otimizar processos internos, como portais de autoatendimento, automação do pagamento de sinistros e despesas, melhoria de sistemas para permitir um melhor “product to market”, processos automatizados e integrados com parceiros de negócios.

Esses desafios, relacionados principalmente ao direcionamento correto de soluções, conexão, transparência e uso correto de dados, são gerenciáveis por meio de soluções tecnológicas que a Globant já aplica. Um exemplo é o uso do Smart Watch associado aos seguros de Saúde e Vida, funcionando como um coletor de dados valiosos sobre o estilo de vida do cliente. Já a Telemetria Inteligente, solução normalmente usada por gestores de frotas, é um tipo de tecnologia que deve beneficiar principalmente a venda de seguros de automóveis, com aplicações de cobertura extra para o uso de transporte particular, seja por aplicativo ou táxi, por exemplo. Já os produtos residenciais podem contar com melhores insights graças à Internet das Coisas (IoT), uma das tecnologias que torna possível, hoje, as Smart Houses.

O que todas essas aplicações tecnológicas têm em comum? A coleta de informação valiosa — que deve ser protegida e usada com ética e responsabilidade — sobre os hábitos e necessidades do cliente, seja sobre ele mesmo, sua locomoção (seja por seu carro ou por um serviço de transporte) ou sua casa.. Com uma cultura guiada por dados, é possível usar esse conteúdo para oferecer personalizado ao consumidor, como cobertura e/ou serviços que de fato resolvam os seus problemas. Isso está no DNA da Globant: o cliente no centro. Soluções criadas para demandas reais e focadas nas pessoas.

Sabendo que, antes ou durante a pandemia, quem correu atrás da transformação digital saiu na frente, fica a pergunta: com novas tecnologias e novos hábitos adotados pela população, para onde vai o setor de seguros?

Com a coleta mais refinada de dados e melhores insights, uma das principais tendências é o modelos de negócio As a Service, que vai oferecer soluções/pacotes de acordo com as demandas do consumidor — seja por necessidade financeira, como vimos no início do artigo, ou por melhor customização. O atendimento ágil, efetivo e transparente passa a ser cada vez mais importante na decisão de compra e fidelidade do consumidor. Por isso, as seguradoras precisam se manter conectadas para prover esse serviço de excelência, de forma que se gere um ciclo virtuoso. Experiência bem sucedida, que faz o cliente ficar mais satisfeito e fiel à empresa, que, por consequência, se sente mais inclinado a compartilhar mais dados com a seguradora.

Em resumo: é preciso se digitalizar ou se digitalizar.

Transformação digital em seguros: inovação não é somente mais uma opção 441

Natália Cunha é sócia e COO do Grupo Planetun / Divulgação

Confira artigo de Natália Cunha, sócia e COO do Grupo Planetun, insurtech que desenvolve soluções disruptivas para o mercado de seguros

Qual é a primeira coisa que vem à cabeça quando se pensa em inovação no mercado de seguros? As duas palavras juntas podem parecer contraditórias, afinal, sabemos o quão burocrático é esse setor. Um dos principais obstáculos que o consumidor tem ao contratar um seguro é provavelmente toda essa burocracia que faz parte do processo. Ninguém quer ficar lendo várias páginas, assinando mil termos e analisando contratos. Isso muitas vezes assusta no primeiro momento. Em síntese, seguros envolvem dinheiro, bens, transferência de valores significativos e vários outros detalhes, igualmente importantes.

Mas como ficam esses processos extensos perante um mercado que já é extremamente digital? De que maneira o setor de seguros, um dos poucos que ainda funcionam de maneira tradicional e sem grandes mudanças, está se preparando para o mundo digital? A resposta a essas e outras perguntas sobre a situação do setor de seguros hoje são as insurtechs. São elas que conduzem a inovação, desenvolvendo soluções disruptivas e para o setor. Transformação extremamente importante para que as seguradoras repensem o mercado e desenvolvam ofertas de produtos e serviços mais ousados e revolucionários.

Frequentemente questiono a inovação aos profissionais de seguros. O que ele pensa quando ouve essa palavra? Há muitos anos, o mercado trabalhou de forma obsoleta, onde o segurador tinha que passar por procedimentos burocráticos e ultrapassados para conquistar os seus clientes e fazer a diferença no mercado. Não é de hoje que o novo consumidor deposita suas expectativas sobre os produtos oferecidos pelas seguradoras. E isso demanda uma combinação de velocidade, transparência e tecnologia.

A Planetun já nasceu com suas soluções e processos digitais, e hoje buscamos converter digitalmente nossos clientes. Diante do isolamento social, iniciado há mais de um ano, vimos nossa demanda ser impulsionada. O volume de negócios teve um salto de 18,5% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao ano anterior, que já havia crescido 40,52% em abril e maio de 2020 em comparação ao primeiro trimestre daquele ano. A expectativa de crescimento para esse ano em relação a 2020 é de 35%. Com a aceleração da demanda, a tendência é que este modelo se consolide de vez pós-crise. É uma nova consciência de que a inovação muda sim velhos conceitos, mas de forma positiva, otimizando o tempo e aproximando pessoas de forma segura.

Um exemplo de como essa transformação é algo que o consumidor busca, é o resultado de um de nossos chatbots. A inteligência artificial obteve aprovação dos usuários por sua assertividade, atendendo as necessidades deles sem que fosse preciso intervenção humana. Só no primeiro mês, o bot reduziu em 20% o atendimento humano. Sim, estamos cansados do isolamento social mas, quando se trata de burocracia, não nos importamos de resolver tudo com a máquina. Deixamos o contato humano com familiares e amigos que estejam próximos.

Este é o momento certo para o setor de seguros imprimir uma visão global sobre as tendências em inovação, engajando clientes antigos e captando novos usuários para os seus serviços. Acompanhamos inquietos a tradição de um setor que poderia se reinventar e fazer a diferença na vida do consumidor final. Inovar é a palavra chave para fazer a diferença e oferecer soluções que facilitam a vida do cliente tornando-a mais simples, segura e sustentável.

Ser inovador em um mercado tradicional é quebrar paradigmas incessantemente. É consolidar novos modelos de negócio e novas formas de executar diversas necessidades. Ao final dessa transformação de hábitos forçada, as empresas também vão voltar transformadas para uma nova perspectiva de trabalho, em que o futuro está na palma das mãos.

Teses do STJ e a extensão de planos de saúde a aposentados 322

René Ballo é líder da área de Consultoria em Benefícios da Willis Towers Watson / Divulgação

Confira artigo de René Ballo, líder da área de Consultoria em Benefícios da Willis Towers Watson

Este ano o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu teses sobre as condições assistenciais e de custeio do plano de saúde a serem mantidas aos beneficiários inativos nos termos do artigo 31 da Lei 9656/98.

Por meio de julgamento do chamado rito de recursos repetitivos, em que o STJ busca definir uma ou algumas teses para serem aplicadas aos processos que discutem idêntica questão de direito, o tribunal tratou de estabelecer uma referência e apaziguar o tema por jurisprudência para as demais instâncias. Para tanto houve inclusive a suspensão em âmbito nacional de todas as ações pendentes sobre o tema delimitado.

Cabe ressaltar que não se trata de uma nova legislação ou resolução normativa para os planos de saúde; mas sim uma referência para veredito de ações nas instâncias Brasil afora.

Apesar de aparentemente se tratar apenas de um assunto jurídico, é importante que os gestores de Recursos Humanos tenham visibilidade sobre o tema, uma vez que tem como objeto o Benefício mais valorizado por muitos empregados.

As teses abordam três condições:

  1. Contagem do prazo de contribuição frente à mudança de operadora de saúde, modalidade assistencial e forma de custeio
    Reforça o conceito que já é atendido pela maioria das empresas que preservam o tempo de contribuição quando ocorre a mudança de operadora de saúde, forma assistência e de custeio, isto é, planos contributários não zeram o período considerado para extensão de plano pelo fato de mudar a operadora ou alteração na regra de contribuição desde que esta mantenha o critério de elegibilidade à extensão.
  2. Paridade de condições das coberturas assistenciais e forma de custeio entre ativos e inativos
    Pressupõe a equidade em condições dos planos entre ativos e aposentados de forma que não seja estabelecido plano com coberturas diferenciadas aos aposentados, bem como o critério de custeio seja igual, seja por custo médio ou faixa etária. Este último ponto requer mais cuidados e chama atenção o fato de não haver no acordão distinção da aplicação das teses entre modelos financeiros dos planos.
  3. Ex-empregado aposentado não tem direito adquirido na manutenção de operadora de saúde, quando do momento de aposentadoria
    Este item também reforça uma medida já bastante aplicada pelos empregadores que fazem alteração da operadora de saúde de seus funcionários ativos, migrando obrigatoriamente também os aposentados para o novo contrato.

De forma geral, as teses ainda não esclarecem itens sobre a condição de custeio em todas as modalidades de planos, por isso é importante empregadores que concedem extensão de plano de saúde pelo artigo 31 da Lei 9656/98 que tenham litígios de aposentados sobre o tema, terem um parecer ou discussão com seus advogados para entendimento de impactos que o acordão poderá ter no desfecho destes casos.

Seu planejamento financeiro para o futuro está seguro? 608

Ullisses Assis é Diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev / Reprodução

Confira artigo de Ullisses Assis, Diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev

A previdência privada é uma excelente opção para você que deseja fazer seu planejamento financeiro para o futuro. Além dos abatimentos fiscais e modalidades de investimento, ela pode oferecer também muito mais tranquilidade com os “benefícios de proteção”. Mas o que são eles, afinal?

Conhecidos no mercado como “coberturas de risco”, esses benefícios garantem proteções financeiras no caso de alguma eventualidade que o impeça de seguir com investimentos em seu plano, como falecimento ou invalidez.

Os benefícios de proteção agregam um grande valor ao seu planejamento. Pois vejamos: como a previdência privada é um investimento de longo prazo, falamos de cinco, dez, vinte anos ou mais em que serão feitos aportes ou aplicações regulares (as chamadas contribuições) onde o dinheiro irá rentabilizar até o resgate da aplicação. Agora, imagine se em um dado momento, diante de uma eventualidade, você se vê obrigado(a) a interromper o pagamento das contribuições do seu plano de forma parcial ou integral. Complicado, não é?

Entre as opções disponíveis, estão a pensão ao cônjuge ou companheiro(a), que oferece uma renda mensal vitalícia, pensão aos filhos paga até que eles completem 21 anos e o pecúlio, pago de uma única vez aos beneficiários indicados em caso de falecimento, onde qualquer pessoa pode ser indicada por você.

Ninguém espera que algo grave aconteça. Mas, caso ocorra, precisamos estar precavidos. Afinal, se buscamos proteger nosso patrimônio (carro, casa e outros bens) de qualquer imprevisto, por que não fazer o mesmo com algo tão valioso quanto a nossa segurança financeira futura?

Busque mais informações com a gestora da sua previdência privada, consulte as proteções disponíveis e comece desde já a proteger aquilo que não tem preço para você.

*Ullisses Assis é Diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev, a maior gestora em previdência privada do país.