Como fazer para que uma ideia se transforme em um negócio de sucesso 795

Lucas Atanazio Vetorasso é CEO do Grupo ATNZO e Imortal da Academia Brasileira de Escritores / Reprodução

Confira artigo de Lucas Atanazio Vetorasso, CEO do Grupo ATNZO e Imortal da Academia Brasileira de Escritores

Sem me preocupar em cair no clichê, a palavra de ordem para que uma boa ideia se transforme em um bom negócio é planejamento. Separei cinco pontos para ajudar o empreendedor a expandir sua ideia ou, pelo menos, analisar os riscos de investimento antes de lançá-la ao mercado.

Pesquisa

Boas ideias nem sempre são únicas. Algumas vezes já há no mercado ideias similares em outras versões. Um pouco de pesquisa competitiva protege o empreendedor de investimentos em formatos e locais errados.

Timing

Há muitos fatores responsáveis ​​pelo sucesso de um negócio, mas o maior deles parece ser o timing. Uma boa ideia que aparece antes que o mercado esteja pronto pode fracassar apesar de seu enorme potencial. Imagine uma peça de tecnologia para a qual os consumidores não estão prontos ou até mesmo uma série de TV cujo humor está à frente de seu tempo. Ambas as ideias, embora fortes e com grande potencial, são esmagadas. Da mesma forma, uma ideia que chegue tarde demais – uma vez que os consumidores já estejam satisfeitos ou entraram em outra tendência – não terá o mesmo impacto. Acertar o lançamento do seu negócio nesse “ponto ideal” é crucial para o sucesso.

Papel aceita tudo

Espero que, se você tiver uma boa ideia de negócio, também tenha um bom plano de negócios, com detalhamentos de sua empresa, de seu público, de como fará as campanhas iniciais, continuadas, etc. Só um detalhe: se prepare para o mercado. Não imagine que o mercado é um lago calmo, porque, na verdade, ele é um mar tempestuoso. Portanto, faça sempre três cenários de venda e expansão. Pessimista, Conservador e Meta de Venda. Desta maneira, os imprevistos – com certeza, haverão, serão mais facilmente controlados.

Resiliência

É a palavra da moda, mas é como eu disse no último item: o mercado é um mar tempestuoso, sendo assim, ele não permanece estático. Novas tecnologias são constantemente desenvolvidas, as tendências vêm e vão e as economias flutuam entre períodos de gastos do consumidor e períodos de frugalidade e medo. As circunstâncias em que seu negócio emerge serão certamente diferentes das circunstâncias que você enfrenta apenas meses na existência de sua empresa.

As empresas de sucesso não são aquelas que adotaram uma ideia e a mantiveram estática por anos. São aquelas que se adaptaram ao mercado.

Não ouça os Parentes Especialistas.

Todo mundo tem um tio, cunhado ou primo que está sempre jogando areia nos seus negócios. “Ah, mas se fosse fácil assim”, “Isso não vai dar em nada”. Tape seus ouvidos. Faça pesquisas, mas as faça juntamente ao seu público-alvo. E, acima de tudo, aja! Conheço pessoas que planejam um novo negócio por anos e não tiram ele do papel. Não só negócios. Pequenas ações. Muita teoria e pouca prática. Lembre-se de que uma boa ideia de negócio é tão boa quanto às pessoas por trás dela. Construa uma equipe compacta e eficiente. Equipe que aposte em sua ideia e inicie hoje.

Esses foram apenas alguns de outros itens tão importantes que devem ser levados em consideração na colocação de um novo negócio no mercado. Espero que possa ter ajudado um pouco neste caminho e que você tenha todo sucesso que almeja. Bons negócios!

O prazo trienal de prescrição para beneficiários de seguros de vida 574

O prazo trienal de prescrição para beneficiários de seguros de vida

Confira artigo da Dra. Laura Agrifoglio Vianna, associada ao escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados

O tempo de decurso de prazo prescricional para os beneficiários, é assunto corriqueiro na regulação de sinistros, nas empresas de seguros e também para os interessados na percepção dos capitais.

Tema já bastante debatido, inclusive com decisões no Superior Tribunal de Justiça, foi regulado com especificidade notória no Código Civil de 2002, sendo inconteste a intenção do legislador em deixar plasmado e definido qual é esse prazo . Assim, manifesta o artigo 206, em seu par. 3º, inciso IX, que prescreve, em três anos, “a pretensão do beneficiário contra o Segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso do seguro de responsabilidade civil obrigatório”.

Parece ser de grande clareza a determinação. Todavia, por uma irresistível inclinação protecionista, está sendo entendido pela Corte Superior e acatado nos Tribunais, que o artigo se aplica aos seguros de responsabilidade civil obrigatórios, somente. Aplicam o prazo decenal, que se usa somente quando a lei não houver fixado prazo menor, nas demandas movidas por beneficiários de Seguros de Vida.

Há que lembrar que no Código de 1916, o prazo era bastante extenso, de 20 anos, o que também faz haver uma inclinação para os julgadores buscarem um elastecimento, ainda que forcejando a lei. Porém, o antigo prazo realmente era longo ao extremo, fazendo com que fosse necessário por anos a fio provisionar valores, prejudicando com isso as bases contratuais. Se mostra perceptível que está havendo esse elastecimento, pois nos primeiros anos após o novo regramento civil entrar em vigor, era adotado tranquilamente o prazo trienal em tribunais estaduais.

O permissivo é explícito quando fala na prescrição da pretensão do beneficiário contra o Segurador. Quem é este beneficiário ? Aquele a favor de quem o Segurado nomeou, ou o seu credor, como nos seguros Prestamista.

Após nominar esse beneficiário, vem a conjunção aditiva “e”, pós vírgula, nominando como alcançado pelo prazo trienal, o “terceiro prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório”. Ora, o que tem sido dito, pela tese desfavorável aos três anos aos beneficiários, é que tanto o beneficiário quanto o terceiro prejudicado seriam somente os indivíduos do Seguro de Responsabilidade Civil Obrigatório. Ocorre que o terceiro prejudicado é o beneficiário no seguro obrigatório; sendo assim, não haveria razão de haver as duas menções, caso não fossem abranger dois âmbitos, o do seguro privado e o do obrigatório.

A exclusão do beneficiário do seguro facultativo do âmbito de incidência do artigo conduziria ao absurdo de prejudicar o beneficiário do seguro obrigatório em comparação aos demais ramos: fosse seguro obrigatório, o beneficiário teria três anos; fosse seguro facultativo, o beneficiário teria dez anos. Assim, o que a norma efetivamente dispõe é o seguinte: o prazo para o beneficiário do seguro, seja obrigatório ou facultativo, é de três anos; o prazo para o terceiro prejudicado também é de três anos, nos Seguros Obrigatórios.

Vale, certamente, seguirem as Seguradoras sempre firmes na arguição e argumentação de que em três anos está irremediavelmente prescrito direito de agir dos beneficiários, pois assim como em outras questões polêmicas, pode haver uma reversão de entendimento que acolha a verdadeira exegese legal.

Paradigma da gestão nas instituições do mercado segurador 2074

José Pedro Vianna Zereu é Gestor de Projetos e Inovação do escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados / Reprodução

Confira artigo de José Pedro Vianna, do escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados

Uma das premissas para uma empresa ter sucesso daqui para frente é seu comprometimento com um propósito que vá além do crescimento econômico e do enriquecimento de seus donos e/ou acionistas. As companhias de seguro, assim como todos os prestadores de serviço relacionados a esse mercado, quando imbuídos da intenção primária e compassiva que possibilita a dinâmica desse segmento acontecer, tem muito mais a oferecer e a ganhar do que quando estão focados somente em metas e números frios.

Sabido que a possibilidade de uma seguradora cobrir os sinistros ocorridos depende de uma cooperação entre todos os segurados. A confiança – inerente a contratação de qualquer seguro – estabelecida entre a companhia e o segurado, permite que todos os demais segurados daquela seguradora tenham a garantia que seu sinistro terá cobertura caso venham a ocorrer. Essa relação integrada entre os segurados, essa teia, essa rede, poucas vezes é entendida. Ao meu ver, essa visão invoca a percepção de unidade, de cooperação, de apoio e união que tanto precisamos para sair do paradigma da competição e migrarmos para o da colaboração.

Essa confiança e esse senso de pertencimento a uma causa maior, chamados institucionalmente hoje de ‘Propósito’, somente são percebidos pelas pessoas como verdadeiros quando a mudança ocorre de dentro para fora, ou seja, quando internamente as organizações alinham seus objetivos e seus esforços com a causa mais nobre do trabalho.

Além do alinhamento com o propósito, diversas outras atitudes na gestão de uma empresa contribuem para uma melhor harmonia entre as pessoas, e consequentemente, mas não diretamente, geram melhores resultados financeiros.

A lógica do um sistema que vem sendo aplicado nas últimas décadas, e ainda hoje é replicado pela maior parte das empresas brasileiras, que é focado majoritariamente em resultados financeiros, dificulta um pouco o entendimento de que uma gestão que não está diretamente vinculada com lucros possa gerar mais lucro. Aqui está a maior mudança de paradigma.

No livro Reinventando as Organizações, de 2014, Frederic Laloux pesquisou profundamente várias organizações que institucionalizaram, além do senso claro do propósito de vida da empresa, modelos de autogestão, busca por integralidade (reflexão pessoal sobre a jornada de trabalho ao invés de uma foto do desempenho do passado), espaços reflexivos (salas silenciosas para equilíbrio emocional, práticas de reflexão em grupo, meditação), gestão de conflitos através da Comunicação Empática e mediação de conflitos, entre outras.

Todas as organizações citadas no livro não alteraram suas práticas com o intuito de ganhar mais dinheiro, mas sim de melhorar a qualidade de vida interpessoal e sistêmica, ou seja, das pessoas e do planeta como um todo.

Todas elas tiveram resultados financeiros muito além dos esperados e o crescimento gigantesco de algumas torno-as cases de sucesso e referências desse modelo de gestão.

Portanto, propósito claro, cuidado com o bem-estar das pessoas e o senso de pertencimento a uma ‘causa maior’ devem ser observados por gestores que desejam prosperar nesse novo contexto da humanidade.

Inteligência artificial: vantagens e desvantagens em seu negócio 628

Inteligência artificial: vantagens e desvantagens em seu negócio

Venha descobrir quais as principais vantagens e desvantagens da inteligência artificial aplicada no seu negócio

A inteligência artificial, ou também conhecida como (IA), se baseia em um estudo de implantação e desenvolvimento de mecanismos inteligentes.

De forma mais simples de entender, a inteligência artificial se consiste em criar dispositivos e máquinas que são capazes de realizar uma série de tarefas e processos, sem a necessidade de intervenção humana.

Ou seja, esses dispositivos inovadores podem raciocinar, perceber, solucionar problemas, processar dados, fabricar e utilizar produtos diversos como motor elétrico usado, entre outros, tudo isso de maneira automatizada e dinâmica.

Além disso, a lA está cada vez mais presentes em todos os processos, sejam eles pessoais ou profissionais.

Já para as empresas, a IA tem  levantado uma série de dúvidas e discussões. Afinal, ela parece ser muito benéfica para otimizar processos e economizar o tempo dos empreendedores. Mas e suas desvantagens?

Se você quer saber mais sobre quais os benefícios e malefícios da IA, continue nos acompanhando! Vamos lá?

Vantagens da inteligência artificial

Soluções de problemas

O primeiro benefício da inteligência artificial é que ela pode solucionar todos os problemas e necessidades que sua empresa possui, sejam elas operacionais e até mesmo gerenciais.

Se você tem uma empresa que vende filtro plissado, por exemplo, e está com problemas no gerenciamento de materiais necessários para o serviço, a IA pode te auxiliar por meio de ferramentas automatizadas que calculam com exatidão os processos e estoque.

Redução do retrabalho e das falhas

Sabemos que, em muitas empresas, especialmente as que atuam no ramo B2B, os processos repetitivos e as falhas na execução de algum procedimento são frequentes. Por isso, a inteligência artificial foi um alicerce para revolucionar e modernizar as maneiras de trabalho.

Por meio dela, os profissionais podem reduzir seu tempo de trabalho e impulsionar seus esforços para trabalhos mais complexos, por exemplo.

Otimização na comunicação

Você sabia que é possível até mesmo otimizar a comunicação interna e externa da empresa? Isso, pois a inteligência artificial também desenvolve dispositivos que mantém uma comunicação instantânea entre qualquer pessoa.

Redução no tempo

Mais uma vantagem da inteligência artificial é que, como consequência da otimização dos trabalhos repetitivos e burocráticos, há uma redução considerável no tempo dos profissionais, e o negócio pode planejar suas estratégias e realizar investimentos de maneira mais prudente e organizada.

Desvantagens da inteligência artificial

Agora que já entendemos sobre as vantagens da inteligência artificial, vamos descobrir agora quais as suas principais desvantagens. Continue nos acompanhando!

Tecnologia nova

Basicamente, como a inteligência artificial é uma tecnologia relativamente nova, ela traz uma série de questionamentos éticos e morais.

Além disso, não é comprovado que ela vale o seu custo-benefício, afinal, é possível ter resultados tanto positivos e negativos quanto a sua utilização.

Ameaça de emprego

Outra desvantagem da inteligência artificial é que, com o aumento do seu uso, muitos empregos que se baseiam em trabalhos operacionais ou repetitivos podem ser dispensados.

Ou seja, milhares de pessoas podem chegar a ficar desempregadas em razão dessa nova tecnologia.

É necessário um nível maior de especialização

Se você tem uma indústria de quiosque de madeira, e deseja implementar alguns processos e dispositivos de inteligência artificial, por exemplo, saiba que a empresa não terá apenas gastos com a compra e implementação dos dispositivos, como também há um alto gasto com os profissionais que são especializados nas novas tecnologias.

Por fim, a inteligência artificial é um desenvolvimento tecnológico que está sendo explorado por diversas empresas de diversos setores.

E você, investiria nessa nova tecnologia? Ou esperaria a chegada de novos cases para ter mais certeza sobre o seu custo-benefício? Gostou do post? Conta pra gente!

*Este artigo foi escrito por Rafaela Ricardo, Criadora de Conteúdo do Soluções Industriais.

Aposentadoria de transexuais: como solucionar a equação 598

Carla Benedetti é advogada, mestre em Direito Previdenciário pela PUC-SP / Divulgação

Confira artigo de Carla Benedetti, advogada, mestre em Direito Previdenciário pela PUC-SP

No dia 12 de novembro de 2019, foi aprovada a reforma da previdência, por meio da aplicação da Emenda Constitucional 03/2019. Neste cenário, diversas alterações foram inseridas, tanto no que concerne ao cumprimento dos requisitos ante a conquista dos benefícios, quanto à mudança relacionada à forma de cálculo aplicada. Em que pese as mudanças tenham sido amplas, a discussão sobre a equiparação entre tempo de contribuição e idade do trabalhador para homens e mulheres não logrou grandes alterações.

Ainda que a idade da mulher, para a aposentadoria por idade, tenha sido alterada para 62 anos, e a do homem permanecido em 65 anos, espécie esta corretamente denominada por voluntária, vez que será a regra definitiva adotada quando da finalização das regras transitórias; ainda considera-se a diferenciação por meio da acepção de uma igualdade material, que considera a desigualação a fim de que a igualdade seja atingida.

Entende-se que pelo fato de a mulher desempenhar dupla jornada, deve esta se aposentar mais cedo, tanto pelo maior desgaste sofrido, ou como política de ajustes de prejuízos. Nesse cenário, o questionamento ainda mais polêmico e difícil de ser debatido é em relação à aposentadoria do transexual: como conciliar a mudança de gênero com a idade e tempo de contribuição para a aposentadoria? Como solucionar esta equação?

Para o transexual, há uma convicção íntima deste pertencer a um determinado sexo, que se encontra em discordância com os demais componentes de ordem física que o designaram no momento do nascimento. Nesta situação, a pessoa almeja a colocação de sua aparência física em concordância com o seu verdadeiro sexo.

No que concerne às implicações do direito previdenciário para os direitos dos transexuais, a resposta, quanto à aplicação da idade e do tempo de contribuição para garantia da aposentadoria, não se mostra fácil de ser equacionada, até porque não há muita experiência prática no assunto e se trata de fenômeno recente.

Nos casos, a justiça tem firmado o entendimento de que uma vez alterado o gênero em Certidão de nascimento, independente de cirurgia de mudança de sexo, o gênero a ser considerado é aquele que consta em Certidão no momento do requerimento da aposentadoria. Em tal situação, para o homem que se torna mulher, como ocorre na maioria dos casos, haveria uma vantagem, visto que tanto a idade como o tempo de contribuição exigidos para as mulheres, são menores do que os homens, inclusive no que se refere ao cumprimento das regras de transição pós-reforma da previdência. Todavia, e se o caso for a mudança de sexo de mulher para homem? Como proceder? Neste contexto, poderia se dizer que haveria uma agravante, pois, uma vez considerada a lógica aplicada à mulher, tal pessoa deveria cumprir mais tempo para possuir direito à aposentadoria?

Também não há um consenso sobre este assunto. No entanto, assim como a intepretação de que a mulher deveria se aposentar mais cedo porque sofre com as consequências referente às dificuldades existentes na sociedade por conta do preconceito e do machismo preponderante, que impõe à mulher maiores dificuldades de ascensão na sociedade; o aumento da idade nestes casos também não deveria ser considerado, a não ser que seja por vontade própria, vez que os transexuais são intensamente segregados da comunidade, e, portanto, também possuiriam, ainda em maior medida, grandes dificuldades de desenvolvimento social e profissional.

Os grupos vulneráveis, dentro de uma política de Seguridade Social e de garantia de manutenção de um Estado de Bem-Estar social, são protegidos de forma diferenciada, assim como trata o art. 201, 1º, incisos I e II, da CF, que asseguram tratamento diferenciado às pessoas com deficiência e aos trabalhadores que exercem suas atividades em condições insalubres e/ou periculosas, e que causam, portanto, prejuízo à saúde e integridade física. Nesse sentido, deveria se assegurar, como medida de proteção social, os direitos de os transexuais se aposentarem mais cedo, independente do gênero, de forma diferenciada, tal como a legislação previdenciária já garante em casos especiais.

Sobre o assunto, o Ministro Celso de Mello deu parecer favorável aos transexuais quanto à mudança de sexo, ao tratar que “de nada adianta superar esse impasse – a dicotomia entre a realidade morfológica e a psíquica – se a pessoa continua vivendo o constrangimento de se apresentar como portadora do sexo oposto”, e cabe aos intérpretes do direito, como operadores de transformação social, promover uma mudança positiva também no direito previdenciário, a fim de assegurar a estas pessoas uma tratamento diferenciado que venha a garantir a dignidade da pessoa humana: indicador mais idôneo de uma civilização evoluída e com sedimentação nos direitos sociais conquistados.

*Carla Benedetti é advogada, mestre em Direito Previdenciário pela PUC-SP, associada ao Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), coordenadora da pós-graduação em Direito Previdenciário do Estratégia Concursos e do grupo de pesquisa em Direito Previdenciário do Instituto de Direito Constitucional e Cidadania (IDCC).

Chegada do PIX pode impulsionar ainda mais as moedas digitais 710

Chegada do PIX pode impulsionar ainda mais as moedas digitais

Confira artigo de Cássio Rosas, Head de Marketing e Estratégia da WiBX

Pense rapidamente como você realiza uma compra atualmente: as cédulas até estão na carteira, mas os cartões se tornaram comuns nos hábitos de consumo dos brasileiros. É um avanço e tanto se comparado há duas décadas, mas a tecnologia não para de evoluir e até mesmo esse recurso pode estar com os dias contados. A digitalização dos pagamentos rapidamente está deixando de ser tendência para se tornar realidade próxima dos consumidores e dos lojistas brasileiros, sobretudo com a chegada do PIX. Nesse sentido, as moedas digitais irão ganhar cada vez mais espaço no dia a dia das pessoas.

A mais recente inovação nessa área é justamente o PIX. Oficializado pelo Banco Central em fevereiro, a expectativa é de que o sistema esteja disponível a partir de novembro de 2020. Basicamente, trata-se de um meio de pagamento digital que facilita a transferência financeira entre pessoas e empresas e até o pagamento de contas e a realização de compras sem a necessidade de conta em banco ou de baixar um aplicativo. Além disso, a meta é poder fazer todos esses serviços de forma instantânea, independentemente do dia ou do horário.

Sem dúvida, a digitalização completa do dinheiro representa grande – e inevitável – avanço nas relações monetárias. Afinal, dessa forma há menor risco de perdas e fraudes, redução significativa de despesas e, principalmente, menos ineficiência em todo o sistema financeiro nacional. A iniciativa é totalmente positiva e democrática, uma vez que traz ao alcance dos usuários, bancarizados ou não, um serviço mais prático e de qualidade na hora de pagar contas e fazer as compras, contribuindo para elevar os padrões de exigência dos clientes em diferentes setores.

Mais do que facilitar as transações financeiras digitais, a entrada do PIX no Brasil pode ser fator importante de popularização das moedas digitais. A expectativa é grande, dado que o sistema do Banco Central faz uma provocação importante: o uso de métodos mais modernos, transparentes e ágeis de transferências de valores já é realidade há muito tempo para quem usa moedas digitais. A proposta, inclusive, é praticamente a mesma, ou seja, permitir que valores possam circular rapidamente pela web de um ponto a outro, com compensação instantânea. Assim, espera-se maior aceleração das moedas digitais justamente por ambos os sistemas se complementarem.

Evidentemente, a entrada do PIX por si só não vai alavancar a adoção das moedas digitais na economia real, isto é, no dia a dia das pessoas e empresas. Organizações que lidam com moedas digitais precisam oferecer serviços fáceis de serem usados e que promovam vantagens aos usuários. Além disso, o sistema do Banco Central vai estimular maior exigência por eficiência e praticidade – e as moedas digitais precisam estar prontas para essa demanda. A boa notícia é que as empresas desenvolvedoras de soluções desse segmento já estão se preparando para a entrada do novo meio de pagamento, permitindo sua rápida adoção em seus produtos e serviços.

Tanto o PIX quanto as moedas digitais finalmente proporcionam às pessoas uma realidade que já deveria estar acontecendo. É impensável que, em pleno século 21, com todos os avanços tecnológicos, ainda estávamos dependentes do dinheiro de papel ou, quando muito, do cartão de plástico, além de esperar o fim de semana acabar para concretizar uma transferência financeira. Com a entrada do novo sistema e seu trabalho em conjunto com as moedas digitais, o Brasil está caminhando na adoção dessas práticas mais modernas de pagamento, inevitáveis para um mundo globalizado e tão exigente por eficiência como o que vivemos atualmente.

*Cássio Rosas é Head de Marketing e Estratégia da WiBX, utility token que promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores por meio de moedas digitais.

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