Como fazer para que uma ideia se transforme em um negócio de sucesso 747

Lucas Atanazio Vetorasso é CEO do Grupo ATNZO e Imortal da Academia Brasileira de Escritores / Reprodução

Confira artigo de Lucas Atanazio Vetorasso, CEO do Grupo ATNZO e Imortal da Academia Brasileira de Escritores

Sem me preocupar em cair no clichê, a palavra de ordem para que uma boa ideia se transforme em um bom negócio é planejamento. Separei cinco pontos para ajudar o empreendedor a expandir sua ideia ou, pelo menos, analisar os riscos de investimento antes de lançá-la ao mercado.

Pesquisa

Boas ideias nem sempre são únicas. Algumas vezes já há no mercado ideias similares em outras versões. Um pouco de pesquisa competitiva protege o empreendedor de investimentos em formatos e locais errados.

Timing

Há muitos fatores responsáveis ​​pelo sucesso de um negócio, mas o maior deles parece ser o timing. Uma boa ideia que aparece antes que o mercado esteja pronto pode fracassar apesar de seu enorme potencial. Imagine uma peça de tecnologia para a qual os consumidores não estão prontos ou até mesmo uma série de TV cujo humor está à frente de seu tempo. Ambas as ideias, embora fortes e com grande potencial, são esmagadas. Da mesma forma, uma ideia que chegue tarde demais – uma vez que os consumidores já estejam satisfeitos ou entraram em outra tendência – não terá o mesmo impacto. Acertar o lançamento do seu negócio nesse “ponto ideal” é crucial para o sucesso.

Papel aceita tudo

Espero que, se você tiver uma boa ideia de negócio, também tenha um bom plano de negócios, com detalhamentos de sua empresa, de seu público, de como fará as campanhas iniciais, continuadas, etc. Só um detalhe: se prepare para o mercado. Não imagine que o mercado é um lago calmo, porque, na verdade, ele é um mar tempestuoso. Portanto, faça sempre três cenários de venda e expansão. Pessimista, Conservador e Meta de Venda. Desta maneira, os imprevistos – com certeza, haverão, serão mais facilmente controlados.

Resiliência

É a palavra da moda, mas é como eu disse no último item: o mercado é um mar tempestuoso, sendo assim, ele não permanece estático. Novas tecnologias são constantemente desenvolvidas, as tendências vêm e vão e as economias flutuam entre períodos de gastos do consumidor e períodos de frugalidade e medo. As circunstâncias em que seu negócio emerge serão certamente diferentes das circunstâncias que você enfrenta apenas meses na existência de sua empresa.

As empresas de sucesso não são aquelas que adotaram uma ideia e a mantiveram estática por anos. São aquelas que se adaptaram ao mercado.

Não ouça os Parentes Especialistas.

Todo mundo tem um tio, cunhado ou primo que está sempre jogando areia nos seus negócios. “Ah, mas se fosse fácil assim”, “Isso não vai dar em nada”. Tape seus ouvidos. Faça pesquisas, mas as faça juntamente ao seu público-alvo. E, acima de tudo, aja! Conheço pessoas que planejam um novo negócio por anos e não tiram ele do papel. Não só negócios. Pequenas ações. Muita teoria e pouca prática. Lembre-se de que uma boa ideia de negócio é tão boa quanto às pessoas por trás dela. Construa uma equipe compacta e eficiente. Equipe que aposte em sua ideia e inicie hoje.

Esses foram apenas alguns de outros itens tão importantes que devem ser levados em consideração na colocação de um novo negócio no mercado. Espero que possa ter ajudado um pouco neste caminho e que você tenha todo sucesso que almeja. Bons negócios!

O risco de falhas profissionais com a retomada das obras de infraestrutura 574

O risco de falhas profissionais com a retomada das obras de infraestrutura

Confira artigo de Breno Nardy, head de Financial Lines da Austral Seguradora

O cenário de pandemia freou a expectativa de melhora econômica do país em 2020, mas os próximos anos devem trazer investimentos em diversos setores de infraestrutura. Seja em portos, aeroportos, rodovias ou ferrovias, seja em energia, saneamento ou telecomunicações, muitas obras são necessárias para o avanço nacional. Quando se fala em obra, alguns produtos de seguros vêm à mente de corretores e segurados: Riscos de Engenharia e Responsabilidade Civil em Obras. Contudo, tão importante quanto os dois produtos citados é o seguro de Responsabilidade Civil Profissional de Engenheiros, especialmente em um momento em que o país aguarda ansiosamente a retomada de sua economia e a alavancagem de projetos de infraestrutura.

Com os avanços em marcos regulatórios, como o do saneamento, de energia elétrica e de telecomunicações, que vão ampliar a demanda por obras de engenharia, a expectativa do governo federal é de que a infraestrutura seja a protagonista dessa retomada. A União calcula algo em torno de R﹩ 250 bilhões em contratos até o final de 2022 e pelo menos cem leilões de concessões. Com isso, o tema da proteção ganha corpo outra vez e o mercado de seguros encontra oportunidades a serem aproveitadas.

O seguro de Riscos de Engenharia tem função semelhante à do seguro Patrimonial no canteiro de obras. Seu objetivo principal é garantir que o proprietário da obra mantenha seu patrimônio protegido contra imprevistos, desde os equipamentos até a construção em si. Já o seguro de Responsabilidade Civil Geral (RCG) em Obras tem como objetivo indenizar terceiros em função de acidentes que possam ser causados durante a obra. Já com o seguro de Responsabilidade Civil Profissional (RCP), também conhecido como seguro de Erros e Omissões (E&O), o segurado, seja ele engenheiro profissional liberal ou um escritório de engenharia em personalidade jurídica, estará protegido contra os danos que possa vir a causar a terceiros, em função de eventuais falhas profissionais.

Não importa o quão capacitado seja o engenheiro ou quão sofisticados sejam seus equipamentos, todo ser humano está sujeito a erros. Ou pior, todo profissional está sujeito a ser processado por supostos erros sob sua responsabilidade. E cada engenheiro sabe a culpabilidade que sua assinatura em uma ART pode trazer. Podem-se usar tantos coeficientes de segurança quanto forem necessários, que sempre existirá a possibilidade de uma execução incorreta, de uma supervisão negligente, de um material inadequado, entre outros.

O seguro de Engenharia se encerra com a entrega da obra. Qualquer dano que não tenha sido constatado durante a vigência da apólice ficará sem cobertura. Já o seguro de RCP para Engenheiros poderá oferecer cobertura para o dano identificado em período posterior, uma vez que seu gatilho é a falha profissional, não um acidente durante as obras. Muitos dos problemas somente serão descobertos algum tempo após a entrega do empreendimento, como por exemplo o desabamento da ciclovia Tim Maia ou o recente vazamento em barragem do Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco. Nesse momento, a apólice de Engenharia não estará mais vigente, enquanto a de E&O poderá estar.

Apesar de erros de projeto serem a cobertura mais disseminada do RCP para Engenheiros e Arquitetos, há apólices que oferecem cobertura também para erro de execução. Nesse sentido, é importante comentar sobre a existência da extensão de cobertura para subcontratados, de forma que o erro sob responsabilidade do segurado poderá ser coberto mesmo que não tenha sido diretamente cometido por ele. Cobertura para a responsabilidade do segurado em Joint Ventures também permite que a seguradora cubra prejuízos sob responsabilidade do segurado, mesmo que indiretamente causados.

Um dos pontos mais importantes da apólice de E&O é o adiantamento dos custos de defesa. O seguro permite que o segurado contrate advogados para sua defesa e, não havendo algum impeditivo para a cobertura, a seguradora paga antecipadamente os honorários advocatícios. Tais custos costumam ser elevados, muitas vezes sendo a principal preocupação dos contratantes do RCP.

As contratações do seguro podem ser feitas em apólices anuais e renováveis abrangendo todos os projetos sob responsabilidade do segurado ou de maneira pontual, com uma apólice por projeto específico. É possível que o proprietário da obra exija uma apólice de RCP para seu projeto especificamente, mesmo que já exista uma apólice abrangendo todos os projetos elaborados e executados pelo segurado. Isso acontece porque o limite de responsabilidade da apólice específica apenas poderá ser utilizado por aquela obra, não sendo, portanto, consumido por eventualidades em outras localidades.

Caso a perspectiva de crescimento no número de obras necessárias para o desenvolvimento nacional se concretize, surgirão oportunidades para a contratação do seguro de Responsabilidade Civil Profissional de Engenheiros. Dessa forma, não apenas os acidentes costumeiramente cobertos nas apólices de RCG e Engenharia poderão encontrar amparo no mercado segurador, mas também as chamadas falhas profissionais poderão ter a devida cobertura.

Os desafios das empresas familiares no Brasil 323

Os desafios das empresas familiares no Brasil

Responsáveis por ocupar 90% das quase oito milhões de empresas no país, negócios familiares são ameaçados por falta de profissionalismo e dificuldades na sucessão

Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018, mais de 90% das empresas brasileiras são familiares e cerca de 65% do Produto Interno Bruto (PIB) do país é gerado por meio desses negócios. Porém, um estudo da network de empresas independentes PwC, realizado em 2014 com mais de 2 mil organizações de 42 países diferentes, apontou que apenas 12% das empresas familiares chegam à terceira geração e 1% à quinta.

Para a empresária e diretora da Ouro Negro Transportes, Priscila Zanette, isso acontece muito pelos conflitos e falta de profissionalismo na gestão dessas empresas. “Quando os papéis não estão bem definidos, de forma clara e de acordo com o ambiente, seja ele familiar, pessoal e profissional, problemas podem surgir, como o conflito entre os interesses da família e os da empresa, falta de disciplina com relação à destinação dos lucros, tempo maior de resposta às mudanças de mercado, a falta de procedimentos claros de avaliação de desempenho, conflito do fundador, rivalidade entre pai e filho, ou entre irmãos, estes são alguns desafios que podem gerar a ruínas destas duas instituições”.

Priscila é a segunda geração da empresa. Após seu pai falecer em 2012, a jovem empresária assumiu a transportadora e, em um setor masculinizado como o transporte de cargas, está à frente da Ouro Negro há 8 anos. “Aqui na empresa, entendemos que em alguns momentos somos herdeiras, outros momentos, executivas no cargo que estamos e em outros momentos somos família. Dizer que estes papeis nunca se misturam é utopia, mas sempre estamos focadas em nos adaptar e estar no papel de acordo com a instituição que estamos”.

Ainda de acordo com a Pesquisa Global da PwC, 44% das empresas familiares não têm um plano de sucessão e 72,4% não apresentam uma sucessão definida para cargos-chave como os ligados a diretoria, presidência, gerência e gestão. Para a empresária, o plano de sucessão deve ser customizado de acordo com o perfil de cada profissional, e não existe uma receita pronta para o sucesso. “Acredito que é fundamental ter apoio de um profissional especializado que possa intermediar esta passagem de bastão. Outro fator fundamental é ter profissionalismo no início, no meio e no fim do processo. Gerir uma empresa não é algo fácil, e acredito que em muitos casos falta profissionalismo na gestão das organizações familiares”.

O CEO da Flash Courier, Guilherme Juliani, também é um dos casos da segunda geração que segue o legado da família. Depois de assumir a organização fundada por seu pai, Guilherme foi responsável por uma profunda estratégia de expansão, inovação e automação da empresa. Em um curto espaço de tempo a operadora agregou novas unidades de negócios, que atraíram uma vasta rede de clientes, como bancos, redes financeiras, empresas de alimentação e e-commerce. Mas ele conta que, antes disso, um grande trabalho profissional foi feito para organizar a primeira e as próximas gerações. “Para que a sucessão acontecesse, tivemos uma consultoria que nos ajudou a desenhar e a esclarecer os caminhos. Quase oito anos atrás também formalizamos todos os contratos sociais, os acordos acionistas e outros fatores para reger até mesmo o futuro ingresso das minhas filhas (que hoje têm 10 anos) na empresa. Ou seja, tem sido um processo totalmente profissional, visando sempre à melhoria de desempenho da organização”.

Por fim, Priscila acredita que, quando bem organizadas, as empresas familiares têm características e benefícios únicos. “O ambiente agradável, o espírito de equipe, a rapidez na tomada de decisão e a simplicidade nas tratativas criam um ambiente único e saudável tanto para a empresa quanto para a família”.

Os impactos da Covid-19 no mercado de seguros 654

Confira artigo de Ana Rita Petraroli, sócia-fundadora do Petraroli Advogados

A pandemia da Covid-19 impactou todos os setores, fato. A forma de trabalhar mudou, as relações comerciais precisaram ser renegociadas, sistemas de contratação sofreram alterações e inúmeras outras questões vieram à tona nos últimos meses. Com o mercado de seguros não foi diferente. As seguradoras viram-se obrigadas a se adaptar rapidamente e enfrentar inúmeros desafios, como os impactos financeiros – assim como ocorreu com a economia mundial -, e a desregulamentação das leis. Novas ações precisaram ser incorporadas de forma imediata nas operações das companhias, tendo o peso das decisões do governo de obrigatoriedade de cobertura para exames, tratamentos e mortes em decorrência do novo coronavírus.

O maior gargalo para um seguro de pandemia é encontrar uma solução viável tanto para o segurado quanto para a seguradora. Os altos investimentos em tecnologia para permitir atendimentos online, trabalhos home office – juntamente com o marco regulatório em andamento e a revogação da MP 905 – forçou a atuação digital dos corretores, em prol da população, em especial, neste momento.

Nesse sentido, vale ressaltar o posicionamento da Superintendência de Seguros Privados (Susep) em relação à desregulamentação do setor de saúde, que deve funcionar como um alicerce de crescimento para empresas e grandes segmentos de proteção ao cidadão. Afinal, desregulamentar e desburocratizar o setor, aumentar a competitividade, garantir a segurança jurídica e tornar o seguro um produto simples são os caminhos para a acessibilidade do indivíduo.

O mercado de seguros permanece resiliente neste presente crítico e responde prontamente aos obstáculos impostos pelo coronavírus, acolhendo os riscos decorrentes da pandemia. Diante disso, terão desvio na sinistralidade os seguros de benefícios de saúde suplementar e vida; produtos dos segmentos de danos e responsabilidades; e seguros pessoais.

Encontrar mecanismos eficientes de custeio de toda essa operação é uma necessidade atual. A preocupação com a sociedade é natural, e louvável, mas a balança precisa estar nivelada para todos os lados que sofrem com esse acontecimento inusitado que estamos vivendo. O mercado segurador requer uma nova mentalidade diante da pandemia para não correr o risco de colapsar. O momento é singular para todos: o cidadão, as operadoras e, até mesmo, para os órgãos reguladores.

“Demanda por seguros é ampla”, diz presidente da CNseg em artigo 541

Coriolano é o convidado do próximo Almoço do Mercado Segurador Gaúcho

Confira considerações de Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e presidente CNseg

Chegamos a um paradoxo: o de planejar o futuro estando em um presente ameaçado gravemente por uma doença, a Covid-19, causada pelo novo coronavírus. O ânimo vem de promissoras vacinas que estão a caminho e dos indícios de que a vida vai, aos poucos, voltando a se movimentar mundo afora. Mas, que futuro é esse? Não é possível afirmar muita coisa porque a sociedade ainda está passando por um grande trauma, e as pessoas devem sair diferentes do “outro lado”. Porém, pelo menos um legado destes tempos difíceis parece claro: a busca por segurança. Neste contexto, o crescimento do mercado de seguros, quando tudo parece ruir em volta, tem ligação direta com a experiência covideana. Ninguém quer ser surpreendido, novamente, por algo que vire a vida de cabeça para baixo, quebre a empresa de uma hora para outra, leve à morte tantas pessoas queridas.

Em junho se comparado ao mês de maio, os seguros alcançaram índices robustos de expansão: quase 33%, potencializado pelo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), e 18,3%, sem essa alavanca. A demanda é ampla. Estudos apontam para um maior grau de exigência das pessoas em relação à sustentabilidade, às questões sanitárias e ao investimento científico. Tudo isso está relacionado ao seguro. Aprendemos, a duras penas, que a negligência com saneamento, água, floresta, lixo, pode custar muito caro, ceifar vidas. Como a tendência é de que catástrofes ambientais se repitam, a prevenção é prioridade. O desafio é falar de segurança em um cenário pós-pandêmico coalhado de desemprego e baixa renda.

No caso do Brasil, uma rápida olhada para trás, entretanto, evidencia que o novo coronavírus não inventou a crise, apenas agravou o quadro recessivo em andamento. O que a doença alterou, de fato, foi o conceito de risco. Hoje, ninguém quer ouvir o alerta popular sobre a impossibilidade de um raio cair duas vezes sobre a mesma cabeça, porque ficou provado que, sim, ele cai até mais vezes, uma vez que famílias ou patrimônios foram dizimados nesta tempestade.

A Covid-19 provocou o rastreamento consciente, qualificado e global, ao mesmo tempo, de cauções possíveis. Os seguros pessoais e empresariais protegem a vida e o patrimônio; as ações individuais e coletivas protegem o mundo. Essa conta só fecha com a participação dos governos na promoção do desenvolvimento e da igualdade social. Até 2018, por exemplo, 67% da população brasileira ganhavam menos do que dois salários mínimos por mês. A ideia da prevenção está diretamente relacionada à do desenvolvimento. O país precisa crescer para que mais gente tenha acesso a padrões mínimos de renda, alimentação, higiene, saúde e, na esteira, à proteção. A pandemia deu visibilidade a esses problemas seculares e que têm que ser resolvidos.

Alternativas estão sendo criadas, adaptadas ou flexibilizadas. Por exemplo, a cobertura intermitente, que pode ser bem-sucedida em apólices de automóveis, celulares e bicicletas, para citar alguns, tem perfil adequado para épocas de orçamentos menores. Mas é interessante notar que a pandemia recuperou a importância do seguro anual de automóveis. O carro se transformou em uma “cápsula móvel” de proteção. Em relação à residência, o isolamento social sacramentou uma mudança de comportamento que veio para ficar: o home office. Muitas moradias passarão a ser, em definitivo, ambiente de trabalho, e essa fusão pode significar economia. De seu lado, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) tem demonstrado estar comprometida a analisar as diferentes modalidades em esforço conjunto.

Mais do que nunca, o sentimento de fragilidade encontra conforto no “seguro emocional” – a fundamental sensação de acolhimento. O diálogo no pós-pandemia terá um foco central: estamos retomando as atividades, houve perdas nos negócios e como viabilizar a proteção à vida, à residência, à saúde, à empresa etc.? O seguro é parte preponderante do desenvolvimento civilizatório e o Brasil, enfim, absorve essa cultura. Esse é o futuro.

*Marcio Serôa de Araujo Coriolano é economista e Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Tecnologia e relacionamento impulsionam setor de seguros 808

Tecnologia e relacionamento impulsionam setor de seguros

Confira artigo de Walmando Fernandes, gerente da Porto Seguro em Campinas

A tecnologia potencializa e estreita o relacionamento entre os corretores e seus clientes. O uso de ferramentas como as redes sociais aproxima e transmite mais informação sobre proteção em diversas esferas. Além disso, ela pode captar novos segurados ou acrescentar um novo serviço aos próprios clientes.

Os números apontam para essa tendência, acelerada com a pandemia pela necessidade do distanciamento social. Pesquisa TIC Domicílios 2019, o mais importante levantamento sobre acesso a tecnologias da informação e comunicação, lançado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), aponta que três em cada quatro brasileiros acessam a internet, o que equivale a 134 milhões de pessoas. Desse total, os smartphones e outros aparelhos móveis são as ferramentas mais comuns para se conectar (99%).

Segundo a pesquisa, os recursos mais utilizados são o envio de mensagens por WhatsApp, Skype ou Facebook Messenger (92%), redes sociais como Facebook ou Snapchat (76%), chamadas de vídeo por Skype ou WhatsApp (73%), acesso a serviços de governo eletrônico (68%), envio de e-mails (58%), compras por comércio eletrônico (39%).

A convite da Porto Seguro para a webinar “Transformação Digital, confiança e o mercado de seguros”, o consultor de Estratégia Digital e Coordenador do Mestrado Profissional em Administração na FGV, Marcelo Coutinho, destacou a importância da tecnologia na área de seguros. Segundo ele, os números são fundamentais para mostrar a importância da internet.

A maioria dos usuários – cerca de 80% – está na faixa etária entre 25 e 59 anos. Portanto, há um público consumidor enorme que utiliza a tecnologia. Quando se fala em poder aquisitivo, 4 em cada 5 pessoas da classe A já fizeram compras pela internet. Veículos de comunicação internacionais como o New York Times apontam que o Brasil lidera as estatísticas de uso de redes sociais.

Outro estudo do Reuters Institute aponta que, desde 2013, a internet é a principal fonte de informação dos brasileiros. Esse ano as redes sociais chegaram a empatar com a TV, ou seja, o brasileiro está voltado ao que dizem as redes sociais. No entanto, elas não podem ser vistas apenas como um meio de publicidade. O fundamental é que os corretores possam utilizá-las como forma de interação e, principalmente, relacionamento.

Além de postar conteúdos interessantes nas redes sociais, o mais importante é responder aos comentários, principalmente quando acompanhados de dúvidas. Além disso, ao interagir, é possível perceber o tipo de conteúdo necessário no momento. Afinal, as questões podem ser um indicativo sobre um serviço específico. Boas conversas tendem a gerar bons negócios.

Portanto, a troca de informações faz parte da construção da confiança do segurado em relação ao corretor. Nesse cenário do uso intenso da tecnologia, o corretor de seguros torna-se ainda mais um consultor.

*Nascido em São José dos Campos, Walmando Fernandes formou-se pela Universidade do Vale do Paraíba e tem MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Está no mercado de seguros há 21 anos. Ingressou na Porto Seguro no ano de 1998, inicialmente na área de atendimento. Atuou em diversas áreas internas até tornar-se gerente do escritório de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, onde permaneceu por 9 anos. Assumiu a gerência da Sucursal Sorocaba em 2007 e chegou a Campinas no ano de 2010 e, desde então, lidera a operação local da seguradora, uma das maiores do País.