A “dadomania” e o progresso da sociedade 984

Marcio Coriolano é presidente da CNseg / Foto: William Anthony/JRS

Confira artigo de Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Se fôssemos empilhar todos os dados que vêm sendo reunidos desde o século XVII, nossos olhos não alcançariam a ponta final desse volume e sequer teríamos como mensurá-lo. Essa observação tão simples dá a dimensão exata do gigantesco salto dado pela tecnologia ao dispor informações relacionadas entre si para uso em benefício social e demandas econômicas. Estamos no tempo da colheita e utilização inteligente de tudo isso.

Mas, ao vislumbrar a imensa plataforma, percebemos que o grande desafio é saber responder corretamente às perguntas: usar em quê? Para quê? Como? As informações são fruto do tratamento dos dados – agregados ou fragmentados – para que possam aprimorar, mediante metodologias próprias, as finalidades de cada progresso desejado.

Como exemplo, tomemos a área médica e o setor de seguros. Ambos os campos se nutrem de bancos de conhecimento como matéria-prima de suas atividades. Na medicina, já contamos há décadas com as iniciativas para reunir os registros de prontuários eletrônicos que, associados a outros tantos e compartilhados de forma responsável, podem prevenir doenças e salvar vidas. Na área de seguros, acontece o mesmo já que prevenir e controlar riscos é, em muitos casos, poupar vidas também.

Embora, inversamente, iniciativas regulatórias nos seguros – como o SRO (Sistema de Registro de Operações) – podem ter o atributo de apenas multiplicar os dados, caso as informações que se pretende, e suas finalidades, deixem de ser definidas previamente.

A alavancagem impressionante da ciência, dos métodos estatísticos e da tecnologia da informação é uma feliz realidade. Desde que, claro, não prescinda da objetividade maior da sua utilidade – até porque, o Brasil é um país que não pode se dar ao luxo de despender recursos para experimentos sem propósito claro, definido e bem estruturado. Ou mesmo desperdiçar a oportunidade única de exercer criticamente o encontro das ciências com as necessidades da sociedade.

Temos experiência e gente preparada, ou seja, o principal. Vamos transformar dados em conhecimento e compartilhar com critério e segurança – na medicina, nos seguros e em várias outras áreas de produtos e serviços. De modo objetivo, racional e selecionado. Avaliações fidedignas se amparam em vastas pesquisas e, na esteira, geram segurança a quem vai decidir na ponta final, seja qual for o negócio.

Em obra seminal, o escritor argentino Jorge Luis Borges (1899/1986) imaginou uma fantástica biblioteca circular. Uma edificação contendo toda a produção literária universal, classificada em turbilhão infindável de todas as possibilidades de serem reescritas. Uma absurda utilidade sem utilidade alguma.

Caso esse circuito entre empilhamento de dados e suas utilidades não esteja bem integrado, restará a confusão improdutiva entre meios e finalidades. Ou seja, uma nova versão da biblioteca circular.

É o que parece estar acontecendo em determinados âmbitos com uma certa mania, e excessivo foco, em instrumentos digitais de inteligência artificial e captura de dados sem, entretanto, avaliação de sua importância e equilíbrio entre esforços e custos. Em vez disso, podemos usar as enciclopédias virtuais para pesquisa e tomada de decisões que façam diferença positiva na vida das pessoas, na sobrevivência das empresas e no rumo do país.

Clientes querem ofertas de seguro com base em transações financeiras 427

Clientes querem ofertas de seguro com base em transações financeiras / Divulgação

É o que revela uma pesquisa com 535 correntistas de todo o Brasil

Uma pesquisa recente com 535 correntistas no Brasil realizada pela Momentive.ai (empresa de pesquisa da SurveyMonkey) e encomendada pela Cover Genius buscou entender como clientes de bancos, neobancos e outros apps de fintech reagiriam a opções de seguro integradas e baseadas em dados de transações em tempo real.

À pergunta sobre se estariam interessados em receber sugestões para adquirir seguro dentro do aplicativo do banco, com base em seu histórico de transações, 72% dos clientes de bancos digitais e 64% dos clientes de bancos tradicionais no Brasil responderam que estariam muito interessados em ofertas de seguro integrado com base em seus dados transacionais. “Conveniência” é a principal razão desse interesse, citada por 53%.

“Temos visto um aumento significativo na demanda por opções de seguro integrado em nossa rede de parceiros globais – um crescimento que se intensificou nos últimos 15 meses, devido à mudança de fazer tudo online. De fato, o Brasil é o quarto país do mundo em crescimento de vendas no e-commerce, o que em parte vem do impacto que a pandemia teve no país”, afirma Julio Castellon, vice-presidente sênior e chefe de Parcerias na América Latina da Cover Genius. “Os dados mostram que os clientes valorizam a conveniência e confiam muito em seus bancos ou neobancos e em seus apps de fintech para serem engajados com sugestões, hiper-relevantes e baseadas em dados, de produtos que façam sentido a partir de seu histórico de consumo.”

A pesquisa ratifica sondagens encomendadas pela Cover Genius e publicadas no mês passado com 3.551 norte-americanos e em 12 outros países, em que foram analisados 14 acontecimentos pessoais, atividades e grandes aquisições que fazem as pessoas pensarem em seguro, tais como: nascimento de filho; compra de carro, imóvel, animal de estimação e outros itens caros; contratação de empregado; e tornar-se locatário ou locador. Em todo o mundo, os dados apontam para uma demanda significativa por opções de seguro que sejam oportunas e relevantes de acordo com transações passadas, com preferência drasticamente mais alta entre os que fizeram uma compra grande ou tiveram um acontecimento importante na vida recentemente, usaram uma seguradora tradicional nos últimos 12 meses ou adquiriram seguro em seu banco. Os autores ressaltam a discrepância entre uma abordagem de insurtech e a realidade do bancassurance, na qual bancos tradicionais se juntam a seguradoras tradicionais para oferecer produtos normalmente dissociados de suas respectivas atividades.

A sondagem de clientes brasileiros confirma que há ampla sustentação para integrar à conta bancária opções de seguro imobiliário para, por exemplo, locatários, proprietários e/ou locadores (41% dos entrevistados estão muito interessados), seguro comercial para quem lida com caução de aluguel de curto prazo (22%), seguro auto (22%) e uma variedade de garantias para itens pessoais e domésticos de alto valor (42%).

O papel e a natureza das seguradoras tradicionais, que atuam como “segundo passo” no processo de compra, também são analisados no estudo. Correntistas digitais e grupos mais jovens estão mais propensos a adquirir seguros, mas os dados também indicam um bom futuro para os bancos como distribuidores de seguros: 53% dos brasileiros que escolheram uma seguradora ou corretora tradicional nos últimos 12 meses preferem ter opções integradas à conta corrente da próxima vez.

Embora a experiência recente de aquisição de seguro seja uma forma de identificar os adeptos pioneiros, existe outra: identificar usuários de apps de fintech populares. Os resultados são surpreendentes:74% dos 345 clientes que usam carteira digital, 73% dos usuários de plataformas de meios de pagamento, 92% dos usuários de software contábil e 81% dos usuários de conta investimento estão muito interessados em receber ofertas de seguro. O interesse também é alto entre os operadores de pequenas empresas (73%).

“A pesquisa ressalta mais uma vez que os fornecedores tradicionais – operadoras e corretoras de seguros – não estão conseguindo anteder à demanda dos clientes por cobertura para uma ampla gama de categorias”, acrescenta Castellon. “O clamor por um atendimento integrado fez com que adicionássemos parceiros como Wayfair e eBay no varejo, diversas linhas áreas e agências online de viagem, como Despegar (da Decolar.com) e Booking Holdings, empresas de automóveis, economia gig e mobilidade, fintechs como a Intuit e outras, e muito mais.”

Baixe o relatório completo, intitulado “The Embedded Insurance Report: A consumer-focused case for transaction-based offers from Banks, Neobanks and Fintechs” (Relatório sobre seguro integrado: demonstração focada no consumidor para opções baseadas em transações oferecidas por bancos, neobancos e fintechs), ou o relatório da pesquisa no Brasil.

MAG Seguros participará do programa Mesa Redonda do Seguro 260

Transmissão acontece no dia 29, a partir das 14h30min

A MAG Seguros, companhia de 186 anos especializada em seguro de vida e previdência, irá participar da Mesa Redonda do Seguro, promovida pelo CQCS. Representando a seguradora está Marco Antônio Gonçalves, presidente do Conselho Consultivo. A live acontecerá na próxima quinta-feira (29), às 14h30min, no canal da TV CQCS no Youtube.

O executivo será entrevistado por Kelly Lubiato, da Revista Apólice; Paulo Kato, da Revista Cobertura; Mario Neto, da CBN; Ipa Paradeda, do Seguro Gaúcho; Carla Boaventura, do CQCS, e Jorge Clapp. A mediaçāo ficará por conta do fundador do CQCS, Gustavo Doria Filho.

“O Mesa Redonda será uma grande oportunidade de mostrar a importância e os benefícios do seguro de vida. Também será um momento oportuno para discutirmos e pensarmos sobre os desafios do mercado pós-pandemia”, pontua.

AXA oferece upgrade em serviço de seguro para celular 318

Arthur Mitke é Diretor de Sinistros da AXA no Brasil / Divulgação

Objetivo está diretamente ligado à entrega de serviço com excelência

A área de Sinistros da AXA no Brasil, em parceria com a PLL, lança ao mercado uma nova iniciativa de Upgrade de celulares, que consiste na opção de um modelo superior quando é necessária a substituição ou na inviabilidade de oferecer um aparelho igual ao segurado. Após um projeto piloto que permitiu melhorias contínuas em todo processo, a companhia anuncia a novidade e já conta com cerca de 35% dos clientes optando pelo upgrade.

Devido à impossibilidade da reposição por fatores como o período de pandemia ou aparelho descontinuado, foi preciso pensar em uma alternativa que garantisse uma solução mais benéfica para o cliente. A possibilidade de um upgrade surgiu a partir da análise de comentários dos clientes e validada no Comitê de Clientes, realizado pela companhia com foco em melhoria de experiência e jornada.

“Abrimos os canais de diálogo com nosso público para entender nossos pontos de crescimento, bem como oportunidades de mercado, para trazermos soluções realmente eficientes e relevantes, o que endossa um dos pilares da área de Sinistros e da companhia, de sermos parceiros do cliente. Nosso objetivo está diretamente ligado à entrega de um serviço de excelência, com consumidores satisfeitos e uma experiência que surpreende”, relata Arthur Mitke, Diretor de Sinistros da AXA no Brasil.

A alta adesão se deve a economia gerada para o cliente, já que as condições para a escolha de um produto novo são vantajosas graças à capacidade de negociação dos parceiros. O prazo do upgrade é o mesmo das demais alternativas: 5 dias úteis para a expedição de um novo kit de celular, além do prazo de logística.

ISB Brasil discute os reflexos da pandemia na Saúde Suplementar 418

Encontro faz parte do “Opinião de Valor”, projeto que trará especialistas para refletir e construir conhecimento a respeito de temas relevantes para o mercado de benefícios

O Instituto Superior de Seguros e Benefícios Brasil (ISB Brasil) realiza nesta quinta-feira (29), às 9 horas, o primeiro “Opinião de Valor”, projeto que trará especialistas para refletir sobre temas relacionados ao universo da saúde para os corretores e seguradoras.

“O “Opinião de Valor” nasceu de uma visão nossa para o momento que está acontecendo no mundo em relação à pandemia, o que ela pode afetar e o que ela está trazendo de consequência para saúde suplementar”, afirma Danielle Saad Ribeiro, Diretora de Saúde do ISB Brasil, explicando que foi realizada uma pesquisa com os corretores e instituições do mercado para verificar o que eles gostariam que fosse abordado nos encontros em relação à área de saúde. “Um deles foi os reflexos da pandemia na saúde suplementar, que será tratado em nossa primeira edição”, afirma Danielle.

“Neste primeiro encontro, teremos pessoas importantes do mercado de saúde suplementar: Vera Valente, diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde); Dr. Rogerio Scarabel, diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); e Luis Rodrigo Schruber Milano, diretor presidente do Pilar Hospital, de Curitiba. Ele será aberto ao público em geral. A partir do segundo módulo, o evento será fechado apenas para associados do ISB Brasil”, diz Danielle Saad.

Segundo Danielle, o setor da saúde suplementar está passando por muitas transformações por conta da pandemia. “É um setor que sempre teve desafios grandíssimos, principalmente de ordem financeira. A saúde privada cresceu muito no Brasil por conta da pandemia. Nós tivemos um aumento de um milhão de beneficiários. Isso tem benefícios gigantescos, pois desonera a questão do SUS, mas, ao mesmo tempo, os órgãos estão tendo que se reinventar para atender também o pós-pandemia. Temos ainda a demanda de reabilitação das pessoas que passaram pelo coronavírus”, afirma, ressaltando que estes são alguns dos temas que serão discutidos no encontro.

Icatu é premiada no CX Excellence Award, promovido pela NICE 338

Rafael Caetano é diretor de Marketing e Relacionamento com Clientes da Icatu / Divulgação

Companhia ganhou na categoria Rookie Of the Year, que seleciona as empresas que mais se destacaram na adoção de novas soluções em 2020

O trabalho home office foi uma das principais mudanças causadas pela pandemia no setor corporativo. Com o novo cenário, muitas empresas precisaram migrar suas equipes para o trabalho remoto, seguindo as orientações dos órgãos públicos para a preservação da saúde. Foi o que aconteceu com a Icatu – maior seguradora entre as independentes em Vida, Previdência, Capitalização e Investimentos, que realizou a transição de 100% de sua equipe do Centro de Relacionamento com o Cliente (CRC) para trabalhar de casa, com a operação na nuvem, no primeiro ano da pandemia. Este feito, em apenas 72 horas, levou a Icatu a ganhar o prêmio internacional CX Excellence Award, promovido pela NICE – líder mundial de soluções para Contact Centers.

A seguradora, que concorria com outros cases internacionais e brasileiros, ganhou na categoria Rookie Of The Year, que identifica os clientes que regulamentaram as melhores práticas na implementação de solução do portfólio NICE ou NICE inContact em 2020. A categoria considera, entre os critérios de desempenho, excelência em comunicação e parceria com fornecedores, melhores práticas de implementação, incluindo eficiência de implementação, adoção de produtos, soluções e treinamento de agentes e equipe de supervisão.

Segundo o diretor de Marketing e Relacionamento com Clientes da Icatu, Rafael Caetano, o reconhecimento reforça o cuidado da companhia com as pessoas em um momento crucial. “Diante do cenário de pandemia, precisávamos implantar rapidamente uma solução tecnológica que viabilizasse o funcionário de realizar todo o atendimento de casa, além de oferecer qualidade de comunicação para evitar impacto aos clientes que poderiam precisar da Icatu a qualquer momento, já que nossa linha de negócios é especialmente focada em pessoas”, relata Rafael. “Ganhar esse prêmio mostra que alcançamos o nosso objetivo, que foi possibilitar aos nossos colaboradores um emprego seguro, além de continuar atendendo os nossos clientes”, completa. Durante o período de março a dezembro de 2020, a seguradora não apenas conseguiu manter o atendimento ao cliente sem interrupções, como também registrou um aumento de 10% de chamadas, comparado ao mesmo período do ano anterior.

“Temos muita satisfação de ver o projeto corajoso e arrojado da Icatu receber o CX Excellence Award. A empresa respondeu de forma proativa aos desafios da pandemia e garantiu tanto a segurança de seus agentes quanto a excelência do atendimento aos seus clientes com a plataforma CXone, uma solução nativa em nuvem que permite que organizações de todos os tamanhos façam a transição rápida de agentes de seus contact centers para o trabalho remoto, movam interações de forma dinâmica entre canais e lidem com volumes significativamente maiores tanto de chamadas por voz quanto digitais à medida em que a demanda aumenta nas áreas afetadas. Parabenizamos a Icatu pela premiação”, diz Luiz Camargo, Vice-Presidente da NICE para a América Latina.