Chegada do PIX pode impulsionar ainda mais as moedas digitais 717

Chegada do PIX pode impulsionar ainda mais as moedas digitais

Confira artigo de Cássio Rosas, Head de Marketing e Estratégia da WiBX

Pense rapidamente como você realiza uma compra atualmente: as cédulas até estão na carteira, mas os cartões se tornaram comuns nos hábitos de consumo dos brasileiros. É um avanço e tanto se comparado há duas décadas, mas a tecnologia não para de evoluir e até mesmo esse recurso pode estar com os dias contados. A digitalização dos pagamentos rapidamente está deixando de ser tendência para se tornar realidade próxima dos consumidores e dos lojistas brasileiros, sobretudo com a chegada do PIX. Nesse sentido, as moedas digitais irão ganhar cada vez mais espaço no dia a dia das pessoas.

A mais recente inovação nessa área é justamente o PIX. Oficializado pelo Banco Central em fevereiro, a expectativa é de que o sistema esteja disponível a partir de novembro de 2020. Basicamente, trata-se de um meio de pagamento digital que facilita a transferência financeira entre pessoas e empresas e até o pagamento de contas e a realização de compras sem a necessidade de conta em banco ou de baixar um aplicativo. Além disso, a meta é poder fazer todos esses serviços de forma instantânea, independentemente do dia ou do horário.

Sem dúvida, a digitalização completa do dinheiro representa grande – e inevitável – avanço nas relações monetárias. Afinal, dessa forma há menor risco de perdas e fraudes, redução significativa de despesas e, principalmente, menos ineficiência em todo o sistema financeiro nacional. A iniciativa é totalmente positiva e democrática, uma vez que traz ao alcance dos usuários, bancarizados ou não, um serviço mais prático e de qualidade na hora de pagar contas e fazer as compras, contribuindo para elevar os padrões de exigência dos clientes em diferentes setores.

Mais do que facilitar as transações financeiras digitais, a entrada do PIX no Brasil pode ser fator importante de popularização das moedas digitais. A expectativa é grande, dado que o sistema do Banco Central faz uma provocação importante: o uso de métodos mais modernos, transparentes e ágeis de transferências de valores já é realidade há muito tempo para quem usa moedas digitais. A proposta, inclusive, é praticamente a mesma, ou seja, permitir que valores possam circular rapidamente pela web de um ponto a outro, com compensação instantânea. Assim, espera-se maior aceleração das moedas digitais justamente por ambos os sistemas se complementarem.

Evidentemente, a entrada do PIX por si só não vai alavancar a adoção das moedas digitais na economia real, isto é, no dia a dia das pessoas e empresas. Organizações que lidam com moedas digitais precisam oferecer serviços fáceis de serem usados e que promovam vantagens aos usuários. Além disso, o sistema do Banco Central vai estimular maior exigência por eficiência e praticidade – e as moedas digitais precisam estar prontas para essa demanda. A boa notícia é que as empresas desenvolvedoras de soluções desse segmento já estão se preparando para a entrada do novo meio de pagamento, permitindo sua rápida adoção em seus produtos e serviços.

Tanto o PIX quanto as moedas digitais finalmente proporcionam às pessoas uma realidade que já deveria estar acontecendo. É impensável que, em pleno século 21, com todos os avanços tecnológicos, ainda estávamos dependentes do dinheiro de papel ou, quando muito, do cartão de plástico, além de esperar o fim de semana acabar para concretizar uma transferência financeira. Com a entrada do novo sistema e seu trabalho em conjunto com as moedas digitais, o Brasil está caminhando na adoção dessas práticas mais modernas de pagamento, inevitáveis para um mundo globalizado e tão exigente por eficiência como o que vivemos atualmente.

*Cássio Rosas é Head de Marketing e Estratégia da WiBX, utility token que promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores por meio de moedas digitais.

6 em cada 10 brasileiros não realizam sonhos em razão das finanças 420

6 em cada 10 brasileiros não realizam sonhos em razão das finanças

Pesquisa revela que pandemia fez crescer importância da educação financeira: 90% da população quer aprender a organizar o orçamento

A pandemia afetou expectativas e hábitos financeiros da população, aumentando a sua preocupação com os gastos e também a sua vontade de aprender a lidar melhor com o dinheiro. Esse, em resumo, é o quadro revelado por O Bolso do Brasileiro, pesquisa produzida em parceria pelo Instituto Locomotiva e por uma escola inovadora de educação financeira e empreendedorismo ligado a um grande grupo que atua com investimentos. Sete em cada dez entrevistados passaram pela experiência de ver as contas não fecharem nos 12 últimos meses. E 90% deles gostariam de saber como investir, planejar recursos para o futuro e de organizar receitas e despesas.

O levantamento de abrangência nacional foi realizado em outubro e mostrou o impacto da pandemia no orçamento pessoal. Três em cada dez entrevistados afirmaram que o número de contas em atraso aumentou no período. No caso de uma despesa inesperada no valor de seu rendimento mensal, 41% responderam que não teriam como pagá-la. Para 58% dos brasileiros, a atual situação financeira impede a realização de coisas que consideram importantes.

Diante dessa realidade, cresce a importância da educação financeira: 41% dos entrevistados passaram a pesquisar mais sobre o assunto durante a pandemia. Oito em cada dez dizem ter objetivos definidos ao aprender a gerir com eficiência o orçamento. Entre os principais estão o pagamento de dívidas e a formação de uma reserva para enfrentar emergências. Outra preocupação é com relação ao planejamento da aposentadoria. Apenas 31% estão confiantes de que fizeram boas escolhas.

“Os números mostram que a pandemia infectou o bolso dos brasileiros, mas não foi capaz de abalar metas e sonhos. Tanto que a pesquisa revela também o desejo da população em conhecer mais sobre finanças, passo fundamental para planejar investimentos e garantir um futuro seguro”, diz Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

Um dado em especial aponta a necessidade da população por mais informação e ferramentas que lhe ajudem a planejar e a conquistar os seus sonhos: 63% dos entrevistados consideram ter, no máximo, conhecimentos básicos sobre finanças. A amostra da pesquisa contou com 1.501 entrevistas online, com pessoas de ambos os sexos, a partir dos 18 anos. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.

Depois do Pix, vem aí o Open Banking 323

Depois do Pix, vem aí o Open Banking

Entenda a revolução tecnológica que está mudando os rumos do setor bancário no Brasil

Ao longo da última década, o segmento bancário vem passando por diversas transformações na sua forma de atuação, sempre priorizando a tecnologia como principal ferramenta. Depois do internet banking, vieram os aplicativos de bancos, que permitem fazer a maioria das operações da conta sem sair de casa e, por fim, os bancos 100% digitais, como as fintechs, sem agência física.

Segundo a Pesquisa de Tecnologia Bancária, realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as transações por meio digital representaram 63% do total de R$ 89,9 bilhões de operações realizadas em 2019. Em abril de 2020, ano que foi marcado pela pandemia e isolamento social, esses números aumentaram e 74% das operações bancárias foi por meios digitais.

Essa transformação tecnológica no setor aumentou recentemente com o lançamento do PIX, pelo Banco Central (BC). A ferramenta garante a realização de transações financeiras, que demoram poucos segundos e que podem ser realizadas até mesmo por meio de smartphones. As transferências do PIX devem substituir soluções como os antigos DOC e TEC – que são meios mais caros de transferir dinheiro – e, podem ser feitas entre pessoas físicas gratuitamente. As operações via PIX também estão disponíveis para transações entre empresas e até o governo, mas estas modalidades possuem um custo, porém bem mais acessível do que DOC e TEC.

Depois do PIX, vem aí: Open Banking

Outra novidade já anunciada pelo BC é o Open Banking, um sistema de compartilhamento de dados, informações e serviços financeiros, que é controlado pelos próprios clientes em plataformas de tecnologia. O objetivo é dar mais autonomia e controle da vida financeira aos próprios usuários, sendo possível inclusive receber ofertas de crédito de outros bancos, mesmo sem ter vínculo ou conta aberta.

Com essa novidade o objetivo é permitir ao usuário maior organização de seus dados financeiros em diferentes plataformas, utilizando uma única chave de acesso e determinando quais dados serão compartilhados com cada uma delas. É possível, inclusive, vincular um meio de pagamento a um determinado aplicativo de compras.

A chegada do Open Banking abre um horizonte de crescimento para o setor financeiro, incluindo as instituições como as fintechs que vêm ganhando muito espaço e relevância nos últimos anos. A solução aumentará o campo de atuação dessas empresas e tornará o mercado bancário/financeiro ainda mais digital.

Márcio Barnabé, Chief Marketing Officer da UzziPay, uma fintech que possui a proposta de preservar uma árvore na Amazônia a cada novo cliente, explica que a implementação do open banking deve começar no final desse mês, em 30 de novembro, de acordo com calendário divulgado pelo Banco Central. O sistema deverá seguir sendo implementado até meados de outubro de 2021, quando todas as fases do sistema deverão ser concluídas.

O especialista defende que a novidade do Open Banking será muito benéfica para o segmento. “Essa ferramenta dá o controle na mão do usuário de bancos e dá liberdade para que ele possa escolher onde as informações serão utilizadas e quais serviços ele vai contratar. Para as fintechs é uma oportunidade de chegar de vez e com mais força ao mercado”, diz.

Márcio afirma também que o Open Banking surge como uma oportunidade de fazer com que as fintechs expandam suas operações e tornem-se mais abrangentes, cada vez podendo atender aos clientes de maneira mais completa, como bancos clássicos, mas com o diferencial da tecnologia e modernidade nos serviços.

Segurança e comodidade

Pensado para simplificar a gestão financeira, que é uma dor de cabeça para muitas pessoas, o open banking possibilitará reunir todas as informações em um único aplicativo, com uma única senha, sem a necessidade de abrir todas as contas – para as pessoas que possuem mais de uma – e fazer um controle mais burocrático.

Através do sistema de API (Interface de Programação de Aplicativos), uma fintech pode desenvolver um aplicativo que sintetize todos os dados financeiros do cliente em um único lugar, atualizando tudo de maneira automática e com padrões de segurança bem estabelecidos.

O Chief Marketing Officer da UzziPay argumenta que o Open Banking é um conceito muito empolgante para todo o setor bancário, já que ele chega como um facilitador. Além disso, fintechs menores poderão começar a equilibrar e jogo e ter maior poder de concorrência com bancos tradicionais e já consolidados.

A proposta do Banco Central é justamente incentivar a competição no sistema bancário, pois, além de abrir portas para empresas novas que já nasceram com a veia tecnológica como principal vertente, faz com que os bancos tradicionais invistam em inovação e sistemas para modernizar o atendimento.

Dentre as vantagens do Open Banking, é possível citar:

  • Maior controle do cliente, que se torna o responsável pelo compartilhamento de suas informações financeiras;
  • Compartilhamento de informações e dados, de modo automático e seguro
  • Maior liberdade de concorrência e aperfeiçoamento do mercado;
  • Incentivo à modernização do setor bancário e ao desenvolvimento de gadgets inovadores;
  • Mais transparência na gestão de informações do cliente;
  • Customização de produtos e serviços a partir dos dados dos consumidores;
  • Mais opções de crédito e benefícios como redução de taxas e facilidade nas condições de pagamentos;
  • Organização de todos os produtos e serviços contratados pelo cliente em um único app;
  • Maior simplicidade no gerenciamento das receitas, despesas, dívidas e investimentos, favorecendo a saúde financeira dos usuários;
  • Maior igualdade entre empresas concorrentes, já que poderão acessar o histórico de diferentes consumidores;
  • Possibilidade de construir itens capazes de se integrar a diferentes sistemas.

A agilidade no processamento de um volume muito alto de dados será o grande diferencial, partindo da premissa que as fintechs já têm esse como um dos principais meios de administrar as informações dos usuários.

“É importante democratizar esses processos e fazer com que o cliente se sinta mais seguro e cada vez mais dono dos seus próprios dados, sem que se pareça com épocas antigas, onde ele estava preso ao seu banco e tinha que pagar multas para se desvincular. Hoje o cliente está no comando das informações, não o contrário”, finaliza Márcio Barnabé.

Brasileiros já movimentaram R$ 325 milhões durante testes com o Pix, que começa na segunda (16) 543

Brasileiros já movimentaram R$ 325 milhões durante testes com o Pix, que começa na segunda (16)

Bancos estão prontos para o início do Pix na próxima segunda-feira (16), diz Febraban

A Febraban e seus bancos associados estão preparados para o início do lançamento do Pix, que começa oficialmente na próxima segunda-feira, dia 16, às 9h, para todas as pessoas e empresas que tenham uma conta corrente, conta poupança ou uma conta de pagamento pré-paga em uma das 762 instituições participantes do sistema de pagamentos instantâneos. Com o Pix será possível fazer transações financeiras por 24 horas, em todos os dias do ano, inclusive finais de semana e feriados, em até 10 segundos.

A Federação avalia que o funcionamento do sistema no período de testes mostrou-se eficiente, com volumes significativos de transações. Desde o dia 03, início da fase de testes (intitulado soft opening), até ontem (12) foram feitas 826 mil transações, totalizando cerca de R$ 325 milhões. Neste período foram cadastradas 69,5 milhões de chaves Pix, sendo 66,6 milhões de pessoas físicas. Até o momento, o tipo de chave mais cadastrada é a do CPF, com 25,4 milhões, segundo dados do Banco Central.

“Estivemos em constante processo de preparação juntamente com o Banco Central e os bancos estão bem preparados para dar vazão ao início das transações do Pix, bem como para corrigir eventuais problemas pontuais que possam ocorrer, o que é natural em qualquer grande processo de inovação tecnológica”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Isaac ressalta que os bancos brasileiros sempre estiveram na vanguarda da tecnologia bancária mundial, e faz investimentos maciços em TI, que só no ano passado totalizaram R$ 24,6 bilhões. Como exemplos, ele cita que o Brasil foi o primeiro país que introduziu chips em cartões de crédito, começou a fazer transferências via DOCs e TEDs antes de muitos países desenvolvidos, e foi pioneiro em adotar o internet e o mobile banking.

“O Pix se somará a outras importantes mudanças que o setor bancário já introduziu no dia a dia das pessoas ao longo dos anos, todas já incorporadas no cotidiano do cidadão”, diz. Ele ressalta que, para aderir ao Pix, os bancos brasileiros investiram recursos adicionais em infraestrutura, tecnologia e segurança para padronizar e organizar um sistema dentro um ambiente de comodidade e confiabilidade para o cliente. Entre as áreas mais impactadas, estão a de Tecnologia, com o desenvolvimento de sistemas e adequação dos sistemas legados, e também a de Experiência do Usuário, para direcionar as mudanças nos canais digitais.

Vantagens

Para a Febraban, o Pix irá trazer inovação para o sistema financeiro e maior conveniência para milhões de brasileiros em suas operações financeiras do dia a dia. Entre outras vantagens, a Federação também destaca:

  • a utilização de chaves de endereçamento (celular, e-mail ou CPF) para localizar os dados da conta do recebedor dá muita conveniência e comodidade ao cliente usuário
  • o Pix tem o potencial de reduzir a necessidade do uso de dinheiro em espécie em transações comerciais, que somente de custo de logística totaliza cerca de R$ 10 bilhões ao ano
  • a iniciativa deverá reduzir a necessidade de saques em espécie nas agências e nos caixas eletrônicos, o que também traz maior conveniência aos clientes bancários
  • a economia tende a ganhar mais velocidade e ritmo, já que recursos entram e saem das contas de forma instantânea, 24 horas por dia, 7 dias por semana
  • o Pix deverá transformar-se em uma poderosa ferramenta para impulsionar a bancarização no país

Transações seguras

Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Febraban, ressalta que os bancos usarão toda sua expertise com o sistema de pagamentos instantâneos, como já fazem com TED e DOC, transferências e boletos, com as melhores tecnologias e o que há de mais moderno em relação à segurança cibernética e prevenção a fraudes.

“Segurança é uma preocupação permanente dos bancos e no caso do Pix estamos bastante vigilantes”, diz. “Dos R$ 24,6 bilhões que os bancos investem em tecnologia, mais de R$ 2 bilhões são voltados para segurança da informação”, acrescenta.

Entretanto, Vilain destaca que o cliente deve ficar atento para tentativas de fraudes através de engenhara social, como ataques de phishing, que usa técnicas de engenharia social através de e-mails e SMS falsos ou telefonemas se fazendo passar pelo banco – quando o criminoso manipula a vítima para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões. Atualmente, 70% das tentativas de fraudes estão vinculadas à engenharia social.

“O cadastramento da chave Pix deve ser feito unicamente nos canais oficiais das instituições financeiras, como o aplicativo bancário e internet banking. O consumidor não deve clicar em links recebidos por e-mails, pelo WhatsApp, redes sociais e por mensagens de SMS, que direcionam o usuário a um suposto cadastro falso da chave do Pix”, alerta.

Youse se prepara para aderir ao Pix 650

Expectativa da insurtech é utilizar o formato para pagamento de indenizações de sinistros e oferecer o Pix como opção aos clientes do Seguro Auto

Youse, plataforma de venda online de seguros da Caixa Seguradora, já está se preparando para ofertar o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, na sua jornada de seguros. A expectativa da insurtech é utilizar o formato para o pagamento de indenizações de sinistros e também disponibilizar o Pix como uma alternativa de pagamento à vista do Seguro Auto.

“Acredito que a Youse tenha total aderência ao Pix já que o formato poderá trazer mais rapidez e agilidade aos nossos clientes, por isso estamos trabalhando para oferecer esse novo meio de pagamento e atrair pessoas que não usam cartões de crédito ou débito que são, atualmente, as opções de pagamento oferecidas por nós”, explica Federico Salazar, diretor de produtos da Youse. Após avaliar o mercado, aderência e a própria plataforma do Banco Central, a expectativa é utilizar o formato para todos os processos de recebimento, como contratações das modalidades de seguro, endosso e também para pagamentos de sinistros, fornecedores, programas de recompensa; além de oferecer o Pix como um meio alternativo em caso de inadimplência ou disponibilizar aos interessados em migrar para esta nova modalidade.

Como na Youse todo o processo de contratação do seguro pode ser feito com autonomia e de maneira 100% digital, o Pix agregará mais uma solução online à insurtech. “O cliente poderá escolher ter a cobrança de seu seguro via Pix entre as demais opções de pagamento disponíveis. Além disso, o formato é 100% gratuito e seguro como define o Banco Central”, contextualiza Salazar.

Essa agilidade também deverá ocorrer diante de uma indenização de sinistro confirmada, por exemplo. “Atualmente, como estamos sujeitos aos processos das instituições bancárias, o pagamento de uma indenização de sinistro pode levar dias para acontecer, mas ao aderirmos ao Pix, esse pagamento acontecerá em minutos, conforme prevê o próprio formato. Ou seja, o Pix traz uma vantagem competitiva, será um diferencial para a Youse e também uma facilidade para o cliente”, conclui.

CEO do CIEE defende programa efetivo de geração de emprego para jovens 566

Humberto Casagrande é CEO do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) / Reprodução/CIEE

Confira artigo de Humberto Casagrande, CEO do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE)

Um dos assuntos mais debatidos e comentados do momento tem sido sobre o dispositivo que irá prorrogar, até o final de 2021, a desoneração da folha de pagamento de empresas de 17 setores da economia e que, atualmente, empregam mais de 6 milhões de pessoas nas áreas de call center, comunicação, tecnologia da informação, transporte, construção civil, têxtil, entre outras.

Novamente, o País curva-se diante de um tema com propósito paliativo, que terá data marcada para terminar e que não resolverá os graves e permanentes problemas da geração de emprego e renda da população, que, inclusive, se agravaram nos últimos meses com a pandemia da Covid-19. Mais do que nunca, é preciso reconhecer que falta ao País um projeto estruturado de geração de emprego e renda, que, neste momento, também passa pela retomada da economia, que contemple tanto o lado empresarial para a criação de postos de trabalho – aí incluídas iniciativas do poder público e da iniciativa privada – quanto dos interesses da população economicamente ativa. Mas para isso acontecer, há problemas de fundo para serem resolvidos, como a questão fiscal, visando o equilíbrio das relações contratuais nas empresas, e a geração de uma poupança de longo prazo, pois sem investimento, não teremos perspectivas econômicas promissoras para o Brasil.

Enquanto dirigente de uma entidade – com mais de cinco décadas de existência – que zela pela qualificação e colocação no mercado de trabalho de jovens, não podemos nos conformar com os assustadores dados que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, com série histórica desde 2012, apontou com relação à empregabilidade dos jovens: a diferença da taxa de desemprego na faixa etária de 18 aos 24 anos e da média dos brasileiros ativos atingiu 16,4 pontos percentuais no segundo trimestre deste ano, que representa uma distância que nunca havia sido registrada antes entre os dois indicadores.

O triste número mostra que, embora o desemprego tenha aumentado para todos entre abril e junho, para a faixa etária de 18 a 24 anos ele atingiu 29,7%, contra 13,3% para a média da população ativa. Nenhum grupo dentro da pesquisa — nas divisões por idade, escolaridade e gênero — foi mais afetado do que esses jovens, cuja taxa de atividade no mercado de trabalho despencou quase nove pontos percentuais, de 68,8% para 59,9%.

Aliado a este problema da falta de emprego, o Brasil também está diante de outra grave situação: a evasão escolar. Se antes da pandemia o País já vinha enfrentando este cenário, agora, o problema pode se transformar numa grave crise socioeducacional e que poderá ser irreversível para o futuro dos nossos jovens se nada for feito a curtíssimo prazo.

Em todos esses meses, a entidade se mobilizou para propor mecanismos que auxiliassem o poder público a encontrar soluções para a geração de emprego. Foi o caso, por exemplo, da proposta de Medida Provisória, encaminhada ao Ministério da Economia, que prevê a abertura de até 400 mil vagas para aprendizes no Brasil e que, por meio de uma petição online, reuniu milhares de assinaturas pelo País. Baseada na Lei de Aprendizagem, a proposta do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) sugere que o governo auxilie no pagamento dos salários dos aprendizes em pequenas e médias empresas.

O investimento público proposto seria de 6 bilhões de reais, ou 0,5% do orçamento do Governo Federal destinado à sociedade em resposta à pandemia da Covid-19. Segundo levantamento do CIEE, o custo de um aprendiz para uma empresa é de 30 mil reais em um contrato de dois anos. Ao menos 400 mil vagas seriam viabilizadas com o auxílio do governo. Vale lembrar que, segundo uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), encomendada pela entidade, o impacto direto e indireto dos aprendizes na economia é de R$ 5,6 bilhões anuais. Entretanto, a proposta não teve a merecida atenção por parte do Governo Federal e continua parada, aguardando análise, o que preocupa muito diante do cenário atual.

Ressalto que considero importante iniciativas cujo o objetivo seja preservar os empregos – como a manutenção da desoneração da folha de pagamento –, mas também reforço que o País necessita implementar políticas de geração de emprego e renda, além de políticas educacionais, que sejam efetivas e transformadoras, para mudarmos, definitivamente, o quadro desta geração de jovens, como garantia de um futuro promissor para a nação.

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