Chegada do PIX pode impulsionar ainda mais as moedas digitais 926

Chegada do PIX pode impulsionar ainda mais as moedas digitais

Confira artigo de Cássio Rosas, Head de Marketing e Estratégia da WiBX

Pense rapidamente como você realiza uma compra atualmente: as cédulas até estão na carteira, mas os cartões se tornaram comuns nos hábitos de consumo dos brasileiros. É um avanço e tanto se comparado há duas décadas, mas a tecnologia não para de evoluir e até mesmo esse recurso pode estar com os dias contados. A digitalização dos pagamentos rapidamente está deixando de ser tendência para se tornar realidade próxima dos consumidores e dos lojistas brasileiros, sobretudo com a chegada do PIX. Nesse sentido, as moedas digitais irão ganhar cada vez mais espaço no dia a dia das pessoas.

A mais recente inovação nessa área é justamente o PIX. Oficializado pelo Banco Central em fevereiro, a expectativa é de que o sistema esteja disponível a partir de novembro de 2020. Basicamente, trata-se de um meio de pagamento digital que facilita a transferência financeira entre pessoas e empresas e até o pagamento de contas e a realização de compras sem a necessidade de conta em banco ou de baixar um aplicativo. Além disso, a meta é poder fazer todos esses serviços de forma instantânea, independentemente do dia ou do horário.

Sem dúvida, a digitalização completa do dinheiro representa grande – e inevitável – avanço nas relações monetárias. Afinal, dessa forma há menor risco de perdas e fraudes, redução significativa de despesas e, principalmente, menos ineficiência em todo o sistema financeiro nacional. A iniciativa é totalmente positiva e democrática, uma vez que traz ao alcance dos usuários, bancarizados ou não, um serviço mais prático e de qualidade na hora de pagar contas e fazer as compras, contribuindo para elevar os padrões de exigência dos clientes em diferentes setores.

Mais do que facilitar as transações financeiras digitais, a entrada do PIX no Brasil pode ser fator importante de popularização das moedas digitais. A expectativa é grande, dado que o sistema do Banco Central faz uma provocação importante: o uso de métodos mais modernos, transparentes e ágeis de transferências de valores já é realidade há muito tempo para quem usa moedas digitais. A proposta, inclusive, é praticamente a mesma, ou seja, permitir que valores possam circular rapidamente pela web de um ponto a outro, com compensação instantânea. Assim, espera-se maior aceleração das moedas digitais justamente por ambos os sistemas se complementarem.

Evidentemente, a entrada do PIX por si só não vai alavancar a adoção das moedas digitais na economia real, isto é, no dia a dia das pessoas e empresas. Organizações que lidam com moedas digitais precisam oferecer serviços fáceis de serem usados e que promovam vantagens aos usuários. Além disso, o sistema do Banco Central vai estimular maior exigência por eficiência e praticidade – e as moedas digitais precisam estar prontas para essa demanda. A boa notícia é que as empresas desenvolvedoras de soluções desse segmento já estão se preparando para a entrada do novo meio de pagamento, permitindo sua rápida adoção em seus produtos e serviços.

Tanto o PIX quanto as moedas digitais finalmente proporcionam às pessoas uma realidade que já deveria estar acontecendo. É impensável que, em pleno século 21, com todos os avanços tecnológicos, ainda estávamos dependentes do dinheiro de papel ou, quando muito, do cartão de plástico, além de esperar o fim de semana acabar para concretizar uma transferência financeira. Com a entrada do novo sistema e seu trabalho em conjunto com as moedas digitais, o Brasil está caminhando na adoção dessas práticas mais modernas de pagamento, inevitáveis para um mundo globalizado e tão exigente por eficiência como o que vivemos atualmente.

*Cássio Rosas é Head de Marketing e Estratégia da WiBX, utility token que promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores por meio de moedas digitais.

Digitalização do mercado de seguros: caminhos e o cenário pós-pandemia 366

Digitalização do mercado de seguros: caminhos e o cenário pós-pandemia

Confira artigo de Wlamir Marques Sobrinho, Diretor comercial na Globant

Quando uma tendência, tecnologia ou moda transforma um hábito da população, o que os provedores de serviço precisam fazer? Adaptar. Foi assim com a transição da locadora para o streaming e será (provavelmente) também com adoção crescente de energia verde, por exemplo. Mas, agora, e quando não um hábito, mas toda rotina de trabalho e vida pessoal da população muda? Quando esses detalhes do dia a dia de alguém – mobilidade, atividade física, moradia – embasam todo o seu modelo de negócios, esse processo de adaptação, já complicado, ganha novas camadas. Um mundo novo de adaptação é o trabalho de casa do mercado de seguros, desde 2020, quando a Covid-19 colocou a vida de todos de cabeça para baixo. O primeiro passo para passar por isso: abrir um chamado no TI.

Antes de falar sobre como todos os caminhos de adaptação do setor passam pela tecnologia, vejamos como ficou o mercado com a chegada do novo coronavírus. As condições impostas pela pandemia provocaram uma série de transformações no comportamento das pessoas. Trabalho remoto, menor mobilidade (muitas vezes sequer utilizando o próprio automóvel), mais atenção/cuidado com o ambiente domiciliar e crescimento no sedentarismo.

Ação e reação. A partir dessa nova realidade, produtos passaram a ser menos e mais demandados. É o caso, por exemplo, do seguro de automóveis. Pelo fato de as pessoas estarem saindo menos de casa e usando mais aplicativos de carona, o setor registrou aumento de 45% na procura por planos mais enxutos, segundo levantamento de uma empresa de multicálculo. Outro efeito, esse decorrente da crise econômica provocada pela pandemia, é o menor acesso a seguros de saúde e vida, descontinuados graças à redução (ou extinção) de salários e menores benefícios trabalhistas em empresas que ainda tentam se manter de pé.

Mas o que cresceu ou deve ser mais procurado, no cenário durante e pós-pandemia? Uma pesquisa da Salesforce mostrou que mais de 50% dos brasileiros trocariam de emprego, se pudesse trabalhar em modelo de home office. Uma imposição de agora, mas que demonstra ser tendência para o futuro, o trabalho remoto deve influenciar em duas linhas de produto: domiciliar e, com o tempo, adoção mais ampla de planos de saúde. Isso porque, com as pessoas passando mais tempo dentro de casa, é mais provável que seguradoras tenham mais oportunidades de venda de soluções focadas no lar. Já o outro, por conta de medidas restritivas e aumento no sedentarismo, é tendência de alta na procura por planos de saúde.

Os caminhos – e benefícios – da digitalização

Mas o que a tecnologia tem a ver com o momento do mercado de seguros e com o cenário que estaremos no pós-covid? Tudo. Soluções tecnológicas, de Inteligência Artificial a Cloud Computing, por exemplo, já resolveram problemas do consumidor e de empresas do setor bancário, entretenimento, farmacêutico e muitos outros. No setor segurador, a aplicação de tecnologia é essencial em um cenário normal de temperatura e pressão. Agora, em uma pandemia, com diversas restrições e isolamento, é ainda mais imprescindível. Isso porque é por meio da transformação digital que as seguradoras poderão, além de se adaptar ao novo cenário ganhando competitividade e eficiência, resolver alguns dos grandes desafios do setor nos últimos anos.

Entre eles estão a necessidade de se estreitar o relacionamento com os corretores e suas plataformas; a busca por canais alternativos de distribuição de seguros via bancos, varejistas, agências de viagens, cartões de crédito etc; e otimizar processos internos, como portais de autoatendimento, automação do pagamento de sinistros e despesas, melhoria de sistemas para permitir um melhor “product to market”, processos automatizados e integrados com parceiros de negócios.

Esses desafios, relacionados principalmente ao direcionamento correto de soluções, conexão, transparência e uso correto de dados, são gerenciáveis por meio de soluções tecnológicas que a Globant já aplica. Um exemplo é o uso do Smart Watch associado aos seguros de Saúde e Vida, funcionando como um coletor de dados valiosos sobre o estilo de vida do cliente. Já a Telemetria Inteligente, solução normalmente usada por gestores de frotas, é um tipo de tecnologia que deve beneficiar principalmente a venda de seguros de automóveis, com aplicações de cobertura extra para o uso de transporte particular, seja por aplicativo ou táxi, por exemplo. Já os produtos residenciais podem contar com melhores insights graças à Internet das Coisas (IoT), uma das tecnologias que torna possível, hoje, as Smart Houses.

O que todas essas aplicações tecnológicas têm em comum? A coleta de informação valiosa — que deve ser protegida e usada com ética e responsabilidade — sobre os hábitos e necessidades do cliente, seja sobre ele mesmo, sua locomoção (seja por seu carro ou por um serviço de transporte) ou sua casa.. Com uma cultura guiada por dados, é possível usar esse conteúdo para oferecer personalizado ao consumidor, como cobertura e/ou serviços que de fato resolvam os seus problemas. Isso está no DNA da Globant: o cliente no centro. Soluções criadas para demandas reais e focadas nas pessoas.

Sabendo que, antes ou durante a pandemia, quem correu atrás da transformação digital saiu na frente, fica a pergunta: com novas tecnologias e novos hábitos adotados pela população, para onde vai o setor de seguros?

Com a coleta mais refinada de dados e melhores insights, uma das principais tendências é o modelos de negócio As a Service, que vai oferecer soluções/pacotes de acordo com as demandas do consumidor — seja por necessidade financeira, como vimos no início do artigo, ou por melhor customização. O atendimento ágil, efetivo e transparente passa a ser cada vez mais importante na decisão de compra e fidelidade do consumidor. Por isso, as seguradoras precisam se manter conectadas para prover esse serviço de excelência, de forma que se gere um ciclo virtuoso. Experiência bem sucedida, que faz o cliente ficar mais satisfeito e fiel à empresa, que, por consequência, se sente mais inclinado a compartilhar mais dados com a seguradora.

Em resumo: é preciso se digitalizar ou se digitalizar.

Transformação digital em seguros: inovação não é somente mais uma opção 441

Natália Cunha é sócia e COO do Grupo Planetun / Divulgação

Confira artigo de Natália Cunha, sócia e COO do Grupo Planetun, insurtech que desenvolve soluções disruptivas para o mercado de seguros

Qual é a primeira coisa que vem à cabeça quando se pensa em inovação no mercado de seguros? As duas palavras juntas podem parecer contraditórias, afinal, sabemos o quão burocrático é esse setor. Um dos principais obstáculos que o consumidor tem ao contratar um seguro é provavelmente toda essa burocracia que faz parte do processo. Ninguém quer ficar lendo várias páginas, assinando mil termos e analisando contratos. Isso muitas vezes assusta no primeiro momento. Em síntese, seguros envolvem dinheiro, bens, transferência de valores significativos e vários outros detalhes, igualmente importantes.

Mas como ficam esses processos extensos perante um mercado que já é extremamente digital? De que maneira o setor de seguros, um dos poucos que ainda funcionam de maneira tradicional e sem grandes mudanças, está se preparando para o mundo digital? A resposta a essas e outras perguntas sobre a situação do setor de seguros hoje são as insurtechs. São elas que conduzem a inovação, desenvolvendo soluções disruptivas e para o setor. Transformação extremamente importante para que as seguradoras repensem o mercado e desenvolvam ofertas de produtos e serviços mais ousados e revolucionários.

Frequentemente questiono a inovação aos profissionais de seguros. O que ele pensa quando ouve essa palavra? Há muitos anos, o mercado trabalhou de forma obsoleta, onde o segurador tinha que passar por procedimentos burocráticos e ultrapassados para conquistar os seus clientes e fazer a diferença no mercado. Não é de hoje que o novo consumidor deposita suas expectativas sobre os produtos oferecidos pelas seguradoras. E isso demanda uma combinação de velocidade, transparência e tecnologia.

A Planetun já nasceu com suas soluções e processos digitais, e hoje buscamos converter digitalmente nossos clientes. Diante do isolamento social, iniciado há mais de um ano, vimos nossa demanda ser impulsionada. O volume de negócios teve um salto de 18,5% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao ano anterior, que já havia crescido 40,52% em abril e maio de 2020 em comparação ao primeiro trimestre daquele ano. A expectativa de crescimento para esse ano em relação a 2020 é de 35%. Com a aceleração da demanda, a tendência é que este modelo se consolide de vez pós-crise. É uma nova consciência de que a inovação muda sim velhos conceitos, mas de forma positiva, otimizando o tempo e aproximando pessoas de forma segura.

Um exemplo de como essa transformação é algo que o consumidor busca, é o resultado de um de nossos chatbots. A inteligência artificial obteve aprovação dos usuários por sua assertividade, atendendo as necessidades deles sem que fosse preciso intervenção humana. Só no primeiro mês, o bot reduziu em 20% o atendimento humano. Sim, estamos cansados do isolamento social mas, quando se trata de burocracia, não nos importamos de resolver tudo com a máquina. Deixamos o contato humano com familiares e amigos que estejam próximos.

Este é o momento certo para o setor de seguros imprimir uma visão global sobre as tendências em inovação, engajando clientes antigos e captando novos usuários para os seus serviços. Acompanhamos inquietos a tradição de um setor que poderia se reinventar e fazer a diferença na vida do consumidor final. Inovar é a palavra chave para fazer a diferença e oferecer soluções que facilitam a vida do cliente tornando-a mais simples, segura e sustentável.

Ser inovador em um mercado tradicional é quebrar paradigmas incessantemente. É consolidar novos modelos de negócio e novas formas de executar diversas necessidades. Ao final dessa transformação de hábitos forçada, as empresas também vão voltar transformadas para uma nova perspectiva de trabalho, em que o futuro está na palma das mãos.

Novos cursos de curta duração da Fipe abordam Economia, Direito e Finanças Públicas 308

Novos cursos de curta duração da Fipe abordam Economia, Direito e Finanças Públicas

Vagas são limitadas e há descontos para membros de entidades, ex-alunos ou em matrículas feitas antecipadamente

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) lança dois cursos de curta duração para o segundo semestre do ano: Economia Aplicada ao Direito e Finanças Públicas e Responsabilidade Fiscal em Tempos de Crise, com início marcado para agosto e setembro, respectivamente. Ambos os cursos são de curta duração, online e com aulas ao vivo, às segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h.

Oferecer um embasamento amplo, que parte de uma análise lógica mas também contempla uma visão crítica sobre legislação é objetivo do curso Economia Aplicada ao Direito, que é indicado a advogados atuantes no setor econômico ou a economistas cujo foco de trabalho é a área jurídica.

Já as normas que regulam as boas práticas governamentais em um momento desafiador norteiam o curso Finanças Públicas e Responsabilidade Fiscal em Tempos de Crise, que é voltado a administradores do setor, economistas, servidores públicos, contadores, estudantes de nível superior (graduação ou pós), interessados em concursos públicos e empresários que fazem interface com a máquina pública.

Certificados de participação são emitidos nos dois cursos – desde que o aluno tenha uma frequência mínima de 70% nas aulas. Mais informações pelo WhatsApp nos números: (11) 3289-0813 e (11) 3284-1624. Ou pelo e-mail: cursos@fipe.org.br. O cadastro dos interessados é feito pelo site (na opção ‘Ensino’ e depois em ‘Curta duração’).

Condições

Todos ex-alunos da Fipe (exceto cursos de férias) têm 10% de desconto. A vantagem também é oferecida se houver a inscrição de mais de um funcionário da mesma empresa. Ou ainda para pagamentos à vista.

Matrículas antecipadas no curso de Finanças Públicas garantem um abatimento de 30% no valor da adesão. Desconto igual também vale no de Economia Aplicada ao Direito – mas nesse caso, a condição é ser associado(a) a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Regional de Economia (Corecon) e Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional (Ibrac).

Coordenação

Os dois cursos tem como responsável o professor Cleveland Prates. A coordenação é compartilhada com os professores Roberto Pfeiffer (Economia Aplicada ao Direito) e José Maurício Conti (Finanças Públicas).

Serviço

Economia Aplicada ao Direito (curso online de curta duração)
9 de agosto a 15 de dezembro de 2021 (102 horas-aula)
R$ 6.375,00 (6 vezes de R$ 1.062,50)
Todas as informações: aqui.

Finanças Públicas e Responsabilidade Fiscal em Tempos de Crise (curso online de curta duração)
20 de setembro a 22 de novembro (48 horas-aula)
R$ 2.900,00 (3 vezes de R$ 966,67)
Todas as informações: aqui.

Teses do STJ e a extensão de planos de saúde a aposentados 322

René Ballo é líder da área de Consultoria em Benefícios da Willis Towers Watson / Divulgação

Confira artigo de René Ballo, líder da área de Consultoria em Benefícios da Willis Towers Watson

Este ano o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu teses sobre as condições assistenciais e de custeio do plano de saúde a serem mantidas aos beneficiários inativos nos termos do artigo 31 da Lei 9656/98.

Por meio de julgamento do chamado rito de recursos repetitivos, em que o STJ busca definir uma ou algumas teses para serem aplicadas aos processos que discutem idêntica questão de direito, o tribunal tratou de estabelecer uma referência e apaziguar o tema por jurisprudência para as demais instâncias. Para tanto houve inclusive a suspensão em âmbito nacional de todas as ações pendentes sobre o tema delimitado.

Cabe ressaltar que não se trata de uma nova legislação ou resolução normativa para os planos de saúde; mas sim uma referência para veredito de ações nas instâncias Brasil afora.

Apesar de aparentemente se tratar apenas de um assunto jurídico, é importante que os gestores de Recursos Humanos tenham visibilidade sobre o tema, uma vez que tem como objeto o Benefício mais valorizado por muitos empregados.

As teses abordam três condições:

  1. Contagem do prazo de contribuição frente à mudança de operadora de saúde, modalidade assistencial e forma de custeio
    Reforça o conceito que já é atendido pela maioria das empresas que preservam o tempo de contribuição quando ocorre a mudança de operadora de saúde, forma assistência e de custeio, isto é, planos contributários não zeram o período considerado para extensão de plano pelo fato de mudar a operadora ou alteração na regra de contribuição desde que esta mantenha o critério de elegibilidade à extensão.
  2. Paridade de condições das coberturas assistenciais e forma de custeio entre ativos e inativos
    Pressupõe a equidade em condições dos planos entre ativos e aposentados de forma que não seja estabelecido plano com coberturas diferenciadas aos aposentados, bem como o critério de custeio seja igual, seja por custo médio ou faixa etária. Este último ponto requer mais cuidados e chama atenção o fato de não haver no acordão distinção da aplicação das teses entre modelos financeiros dos planos.
  3. Ex-empregado aposentado não tem direito adquirido na manutenção de operadora de saúde, quando do momento de aposentadoria
    Este item também reforça uma medida já bastante aplicada pelos empregadores que fazem alteração da operadora de saúde de seus funcionários ativos, migrando obrigatoriamente também os aposentados para o novo contrato.

De forma geral, as teses ainda não esclarecem itens sobre a condição de custeio em todas as modalidades de planos, por isso é importante empregadores que concedem extensão de plano de saúde pelo artigo 31 da Lei 9656/98 que tenham litígios de aposentados sobre o tema, terem um parecer ou discussão com seus advogados para entendimento de impactos que o acordão poderá ter no desfecho destes casos.

Seu planejamento financeiro para o futuro está seguro? 608

Ullisses Assis é Diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev / Reprodução

Confira artigo de Ullisses Assis, Diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev

A previdência privada é uma excelente opção para você que deseja fazer seu planejamento financeiro para o futuro. Além dos abatimentos fiscais e modalidades de investimento, ela pode oferecer também muito mais tranquilidade com os “benefícios de proteção”. Mas o que são eles, afinal?

Conhecidos no mercado como “coberturas de risco”, esses benefícios garantem proteções financeiras no caso de alguma eventualidade que o impeça de seguir com investimentos em seu plano, como falecimento ou invalidez.

Os benefícios de proteção agregam um grande valor ao seu planejamento. Pois vejamos: como a previdência privada é um investimento de longo prazo, falamos de cinco, dez, vinte anos ou mais em que serão feitos aportes ou aplicações regulares (as chamadas contribuições) onde o dinheiro irá rentabilizar até o resgate da aplicação. Agora, imagine se em um dado momento, diante de uma eventualidade, você se vê obrigado(a) a interromper o pagamento das contribuições do seu plano de forma parcial ou integral. Complicado, não é?

Entre as opções disponíveis, estão a pensão ao cônjuge ou companheiro(a), que oferece uma renda mensal vitalícia, pensão aos filhos paga até que eles completem 21 anos e o pecúlio, pago de uma única vez aos beneficiários indicados em caso de falecimento, onde qualquer pessoa pode ser indicada por você.

Ninguém espera que algo grave aconteça. Mas, caso ocorra, precisamos estar precavidos. Afinal, se buscamos proteger nosso patrimônio (carro, casa e outros bens) de qualquer imprevisto, por que não fazer o mesmo com algo tão valioso quanto a nossa segurança financeira futura?

Busque mais informações com a gestora da sua previdência privada, consulte as proteções disponíveis e comece desde já a proteger aquilo que não tem preço para você.

*Ullisses Assis é Diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev, a maior gestora em previdência privada do país.