Paradigma da gestão nas instituições do mercado segurador 2079

José Pedro Vianna Zereu é Gestor de Projetos e Inovação do escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados / Reprodução

Confira artigo de José Pedro Vianna, do escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados

Uma das premissas para uma empresa ter sucesso daqui para frente é seu comprometimento com um propósito que vá além do crescimento econômico e do enriquecimento de seus donos e/ou acionistas. As companhias de seguro, assim como todos os prestadores de serviço relacionados a esse mercado, quando imbuídos da intenção primária e compassiva que possibilita a dinâmica desse segmento acontecer, tem muito mais a oferecer e a ganhar do que quando estão focados somente em metas e números frios.

Sabido que a possibilidade de uma seguradora cobrir os sinistros ocorridos depende de uma cooperação entre todos os segurados. A confiança – inerente a contratação de qualquer seguro – estabelecida entre a companhia e o segurado, permite que todos os demais segurados daquela seguradora tenham a garantia que seu sinistro terá cobertura caso venham a ocorrer. Essa relação integrada entre os segurados, essa teia, essa rede, poucas vezes é entendida. Ao meu ver, essa visão invoca a percepção de unidade, de cooperação, de apoio e união que tanto precisamos para sair do paradigma da competição e migrarmos para o da colaboração.

Essa confiança e esse senso de pertencimento a uma causa maior, chamados institucionalmente hoje de ‘Propósito’, somente são percebidos pelas pessoas como verdadeiros quando a mudança ocorre de dentro para fora, ou seja, quando internamente as organizações alinham seus objetivos e seus esforços com a causa mais nobre do trabalho.

Além do alinhamento com o propósito, diversas outras atitudes na gestão de uma empresa contribuem para uma melhor harmonia entre as pessoas, e consequentemente, mas não diretamente, geram melhores resultados financeiros.

A lógica do um sistema que vem sendo aplicado nas últimas décadas, e ainda hoje é replicado pela maior parte das empresas brasileiras, que é focado majoritariamente em resultados financeiros, dificulta um pouco o entendimento de que uma gestão que não está diretamente vinculada com lucros possa gerar mais lucro. Aqui está a maior mudança de paradigma.

No livro Reinventando as Organizações, de 2014, Frederic Laloux pesquisou profundamente várias organizações que institucionalizaram, além do senso claro do propósito de vida da empresa, modelos de autogestão, busca por integralidade (reflexão pessoal sobre a jornada de trabalho ao invés de uma foto do desempenho do passado), espaços reflexivos (salas silenciosas para equilíbrio emocional, práticas de reflexão em grupo, meditação), gestão de conflitos através da Comunicação Empática e mediação de conflitos, entre outras.

Todas as organizações citadas no livro não alteraram suas práticas com o intuito de ganhar mais dinheiro, mas sim de melhorar a qualidade de vida interpessoal e sistêmica, ou seja, das pessoas e do planeta como um todo.

Todas elas tiveram resultados financeiros muito além dos esperados e o crescimento gigantesco de algumas torno-as cases de sucesso e referências desse modelo de gestão.

Portanto, propósito claro, cuidado com o bem-estar das pessoas e o senso de pertencimento a uma ‘causa maior’ devem ser observados por gestores que desejam prosperar nesse novo contexto da humanidade.

Solange Guimarães relata trajetória no mercado de seguros em livro 443

A jornalista Solange Guimarães / Divulgação

Jornalista tem uma carreira de 20 anos relacionada ao universo segurador

A jornalista Solange Guimarães lança nesta quarta (25), em evento transmitido pela internet, o livro “Mulheres do Seguro” no qual relata sua experiência pessoal e os caminhos que a levaram a construir uma carreira de 20 anos relacionada ao universo segurador.

“A indústria de seguros é fascinante e a comunicação tem uma importância central para o negócio. Ao longo dessas duas décadas o mercado de seguros e o de comunicação passaram por grandes transformações. É uma honra fazer parte dessa história”, afirma a jornalista.

O livro “Mulheres no Seguro” é uma obra coletiva de 30 executivas das mais diferentes áreas do mercado de seguros e aborda por diferentes ângulos os desafios da atuação feminina no setor de seguros. “Entendo que o caminho da inclusão e da diversidade é inexorável. O mercado de seguros só tem a ganhar com a presença feminina em postos-chave e as coautoras, que desbravaram nestas posições trazem lições valorosas para outras mulheres e o mercado em geral”, comenta Solange Guimarães.

Após longa trajetória em grandes veículos de comunicação e de 12 anos comandando a área de Comunicação Institucional e Relações com a Imprensa da SulAmérica, Solange dedica-se atualmente ao campo acadêmico e científico como doutoranda em Economia Política na Universidade Federal do ABC, à consultoria para seguradoras e à diretoria da Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS).

“As mulheres estão ocupando os mais destacados ambientes sociais e profissionais. Isso enche o nosso coração de alegria. Quando há restrições femininas para ocupar cargos e outros espaços, o mundo perde oportunidades de crescimento e desenvolvimento. Nosso projeto busca mostrar, justamente, como a presença da mulher é importante em diferentes aspectos”, conta Andréia Roma, coordenadora geral do projeto e CEO da Editora Leader.

São 30 coautoras: Regina Lacerda, Alessandra Monteiro, Andrea Mathias, Camila Davoglio, Carolina Vieira, Daniela Paschoal, Ellen Oliveira, Enir Junker, Eva Vazquez, Fabiana Resende, Francesca Bianco, Gisele Christo, Graziella Castilho, Guadalupe de Andrade, Isabel Alves Azevedo, Isabel Barbosa, Liliana Caldeira, Linda Bessa, Margo Black, Patrícia Campos, Paula Lopes, Rosana Techima, Rossana Costa, Simone Cristina Fávaro, Simone Ramos, Simone Vizani, Solange Guimarães, Stephanie Zalcman, Vanessa Capua e Vanessa Rocha.

Ficha técnica

Título: Mulheres do Seguro
Lançamento: 25 de novembro, organizado pela TV Gestão RH
Editora: Editora Leader
ISBN: 978-65-88368-11-4
Páginas: 360
Formato: 22,8 x 15,4
Preço: R$ 69,90
Vendas virtuais: Submarino, Americanas.com, Shoptime, Extra, Casas Bahia, Ponto Frio e Amazon
Vendas físicas: Saraiva, Cultura, Travessa, Livraria da Vila, Martins Fontes, Livrarias Curitiba

Impacto da LGPD no segmento de inteligência de dados para o setor da Saúde 425

Impacto da LGPD no segmento de inteligência de dados para o setor da Saúde

Confira artigo de Natália Goda, especialista em Direito Tributário

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Lei nº 13.709/2018, que regula as atividades de tratamento de dados pessoais, entrou recentemente em vigor e a partir de agora as empresas e órgãos públicos devem oferecer ainda mais segurança aos seus usuários no Brasil. A criação dessa lei inseriu o Brasil em grupo de diversos países que já contam com uma legislação específica para a proteção de dados e de privacidade para seus cidadãos, como é o caso da União Europeia, que possui desde 2018 a contar com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR), ou no caso dos Estados Unidos, no estado da Califórnia, o California Consumer Privacy Act of 2018 (CCPA)

Aqui no Brasil a LGPD alterou os artigos 7º e 16 do Marco Civil da Internet, mostrando que a proteção de dados é fundamental para a garantia de todos os direitos de liberdade e de privacidade da população. A Funcional Health Tech, empresa líder em inteligência de dados e serviços de gestão no setor de saúde, reforçou ainda mais seu compromisso com a proteção de dados, pois realiza a total privacidade de informações em todos os seus processos.

Para ampliar sua jornada de aperfeiçoamento e adequação com a lei, foram contratadas duas consultorias externas, o escritório Dannemann Siemsen, para a assessoria legal, e a empresa Cypher, para a assessoria técnica focada em segurança. Com o suporte técnico e jurídico prestado, a companhia continuará a oferecer a efetiva transparência e proteção a seus clientes. Esses fatores são essenciais em uma operação de ciência de dados, principalmente no setor em que atuamos, como o da Saúde. Para a companhia, a segurança de dados é fundamental e é vital. Esta iniciativa reforça a credibilidade na operação de dados de terceiros, em que é preciso de confiança de governança. A regulamentação é positiva para o nosso tipo de negócio, com o estabelecimento de regras claras e um mercado regulado com conformidade na lei.

Este tipo de trabalho se faz necessário para a inteligência de dados e serviços de gestão que trabalha com dados de grandes companhias. A Funcional Health Tech, por exemplo, oferece serviços de alta tecnologia para vários players do mercado de saúde, incluindo empresas, farmácias, indústria farmacêutica, planos de saúde e hospitais. Fundada em 1999, a companhia está conectada a mais de 70 mil farmácias em todo território nacional, possui mais de 150 clientes corporativos, processa mais de R$ 10 bilhões ao ano em seus sistemas de gestão na rede de farmácias e cerca de R﹩ 5 bilhões de contas médicas em Health Analytics. Recentemente, adquiriu o grupo Strategy/Prospera, que oferece serviços de consultoria atuarial e regulatória junto à ANS, e passou a ser a maior operadora independente de dados de saúde do país, com 7 milhões de vidas vinculadas aos seus clientes.

Os valores de uma cultura corporativa forte apoiam os avanços que a nova lei trará ao mercado e firma seu compromisso de aperfeiçoamento de processos. Como parte da cultura #éissoquenosune da Funcional Health Tech, a empresa investe em um contínuo aprendizado de melhores práticas, para a construção conjunta e efetiva de soluções de inovações por parte de seus gestores e colaboradores. Aperfeiçoando a governança e as práticas de proteção é possível conquistar cada vez mais o desenvolvimento constante de políticas e utilização de dados. A frente da gerência jurídica de Risco e Complience, observo que todo o time já tem como premissa pensar em privacidade desde a ideia, concepção e desenvolvimento do produto. Com a nova lei em vigor passaremos a ter uma governança muito mais efetiva e com mais transparência do que fazemos com o dado de terceiros. Além da transparência, proporcionamos mais segurança de uma relação com o cliente, que reflete também para o consumidor final, o dono do dado. A cadeia toda ficará mais segura e transparente.

*Natália Goda, especialista em Direito Tributário, é gerente jurídica de Risco e Compliance da Funcional Health Tech

Juana Llano compartilha visão sobre transformação do mercado e das pessoas 518

Juana Francisca Llano Cadavid é CEO da Suramericana / Divulgação

Executivo da Seguros SURA fez considerações em evento internacional da Aon

No último dia 11 de novembro, Juana Francisca Llano Cadavid, CEO da Suramericana, foi uma das convidadas no evento internacional 2020 Virtual Aon Insights Series | Latin America, que aconteceu em formato totalmente online e gratuito com transmissão para a Argentina, Brasil e Chile.

Com o tema “Better decisions in a complex and volatile world” (Decisões melhores em um mundo complexo e volátil), o evento reuniu especialistas globais e líderes do mercado para compartilharem suas experiências, conselhos e soluções para ajudar as pessoas a se preparar para os novos desafios do mundo.

Durante o bate-papo no painel “Empresas competitivas en entornos cambiantes”, Juana compartilhou sua visão sobre como as organizações estão lidando com a transformação do mercado e das pessoas. “Precisamos observar as mudanças de uma forma mais profunda para entender as expectativas do consumidor e as que recaem nas empresas para que sejamos competentes e capazes de entregar uma competitividade sustentável a curto e a longo prazo, que nada mais é que a capacidade do potencial coletivo, que envolve todo o talento humano de uma organização para alcançar e manter a relevância no mercado”, diz Juana.

Para isso, a executiva afirma que o desenvolvimento do talento humano é indispensável, porque “as pessoas também estão se transformando em busca de propósitos individuais que se conectem aos projetos da empresa. Hoje não se trata apenas da qualidade do serviço, e sim sobre gerar experiências e conceitos que se conectam com o propósito da marca. E apesar da tecnologia, as empresas são feitas por pessoas, por isso precisamos entendê-las para desenvolver boas propostas de valor”.

Diante disso, Juana destaca o empoderamento das pessoas e a flexibilidade das organizações como prioritários nessa transformação e a importância de construir um sentido de comunidade global, visto que “hoje podemos trabalhar e nos conectar de qualquer lugar do mundo e o talento humano global é o que vai nos enriquecer, inclusive com perspectivas multiculturais”.

Entre os temas abordados durante os dois dias de evento, os participantes tiveram acesso a diversos conteúdos como decisões estratégicas de liderança, gestão de pessoas e outras questões estratégicas em tempos complexos e voláteis; as mudanças táticas para lidar com a Covid-19; como agregar valor às transações por meio de propriedade intelectual e ativos intangíveis; recursos aprimorados de resseguro para clientes corporativos, além da colocação transacional e análises e inovação para acelerar o crescimento e a lucratividade, entre outros.

Falece o atuário Luiz Ernesto Both, ex-presidente do IBA 1621

Luiz Ernesto Both / Arquivo JRS

Both presidiu o Instituto Brasileiro de Atuária por três gestões e era sócio da Atuária Brasil

Há instantes a Redação do JRS recebeu a notícia de falecimento do atuário Luiz Ernesto Both. “Grande homem, guerreiro, um atuário expoente que muito fez pela profissão atuarial e que lutou como pode para vencer mais essa batalha”, dizia o informe.

Sócio-Diretor da Atuária Brasil e Acadêmico na Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) desde 2012, Both presidiu o Instituto Brasileiro De Atuária (IBA), além de diversos outros postos na entidade. Também atuou na Associação Nacional de Previdência Privada e ter sido professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e integrou a Comissão Técnica Atuarial do segmento de Capitalização da Federação Nacional de Capitalização (Fenacap).

“Com a minha participação em reuniões e congressos, que ocorriam no centro do país, fui conhecendo e me relacionando profissionalmente com pessoas de grande conhecimento técnico nas áreas de atuação do atuário, como Previdência (Abertas e Fechadas, Seguros, etc…), e principalmente com os atuários. Foi através destes encontros técnicos que acabei sendo convidado a ser o representante do IBA no estado do Rio Grande do Sul, função que aceitei de imediato e que caberia fazer a divulgação do Instituto, bem como da Ciência Atuarial (esta pouco conhecida pela população), além de auxiliar na aproximação dos atuários da região sul perante o IBA”, disse Both ao “Memória IBA 75 anos“.

A cerimônia de despedida acontece neste dia 25 de novembro, das 12h às 14h, no Cemitério São Vicente – Canoas (RS).

Nota da Editora: O JRS presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas deste grande profissional, que a nossa redação considera um vencedor e amigo de todos.

Assista ao Seguro Sem Mistério ao vivo – 24 de novembro de 2020 2593

Transmissão acontece no canal do JRS no YouTube

O programa Seguro Sem Mistério começa a ser apresentado ao vivo, a partir das 18h50min de hoje, no Canal do JRS no YouTube. Diversos especialistas participam da atração, que tem a missão de trazer dinamismo e destaque aos principais assuntos da semana.

Salvatore Lombardi, presidente do Clube Internacional de Seguro de Transportes (CIST); Daniel Camargo, Coordenador de Property da Argo Seguros; Alberto Jr, especialista em vendas de impacto no mercado de seguros de vida; Bernard Biolchini, CEO do Grupo Pentagonal Seguros; Rossana Costa, CEO da GEO; além de outros conteúdos especialmente preparados serão apresentados durante a transmissão comandada pela editora do JRS, Júlia Senna; e pelo correspondente SP, William Anthony.

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