Não “desligue” sua proteção 560

Não "desligue" sua proteção

Confira artigo de Antonio Carlos Costa, presidente do Sindicato das Seguradoras RJ/ES

Amparadas na circular 592 da Superintendência de Seguros Privados (Susep), algumas seguradoras e insurtechs vêm lançando opções de coberturas on demand. São os chamados seguros intermitentes. Trata-se da modalidade pay per use (“pague pelo uso”, em tradução livre). Essa nova modalidade de contratação tem recebido forte apoio da mídia em 2020 aqui no Brasil. Com a tecnologia e a sociedade mudando de forma acelerada, novas ofertas de valor agradam os consumidores e despertam o interesse de novos operadores inseridos nesse novo e surpreendente mundo digital.

Vários aspectos ainda precisam ser discutidos pelo lado dos operadores do setor de seguros. Conseguiremos escalar números significativos de vendas nessa modalidade? Teremos operações sustentáveis considerando a redução de preços médios vis a vis o aumento de perfis de risco agravados na carteira de contratos da seguradora? Teremos faturamento e resultados suficientes para sustentar um significativo aumento em despesas de marketing, especialmente em publicidade, para tornar essa modalidade conhecida e compreendida pela sociedade?

Minha preocupação, sob a ótica do consumidor, reside na comunicação e compreensão. Será que estamos levando aos consumidores a mensagem certa? Ligar e desligar sua proteção requer esclarecimentos importantes. O consumidor precisa entender que seu ativo está sujeito a diversos riscos 24h por dia. Vamos pensar no automóvel. Desligar a proteção do seguro do seu carro ao chegar em casa requer a compreensão de que ainda existem riscos e que passam a ser assumidos pelo segurado. Poderia citar aqui uma infinidade de possibilidades, mas vou lembrar uma ocorrência que foi impactante e não rara. Em julho de 2016, a área de lazer de um condomínio de luxo na cidade de Vitória desabou causando a morte do porteiro e danos a aproximadamente 300 veículos que estavam estacionados na garagem do prédio. A grande maioria desses veículos sofreu perda total e aqueles moradores que tinham seguro de automóvel puderam reparar de imediato seus prejuízos. Já os moradores sem seguro tiveram que esperar o fim do inquérito policial para buscar seu ressarcimento junto aos causadores do dano. Citei este caso para exemplificar que o seguro de automóvel não se restringe a colisões e/ou roubo e furto enquanto o veículo está em uso.

Outra preocupação diz respeito ao gerenciamento do risco. O consumidor precisa entender que ele passa a gerenciar a proteção do seu ativo. Ao contrário do conforto de ter um seguro por prazo previamente determinado e sem interrupções ocasionais da cobertura, na modalidade on demand o consumidor é que faz a análise do seu risco e ativa e desativa a sua proteção. Importante alertar que se trata de tarefa no mínimo preocupante, especialmente vivendo num mundo com tantos desafios e contratempos, já que estaremos transferindo essa responsabilidade para o segurado.

Essa nova modalidade não será a “bala de prata” do preço justo. A contratação do seguro anual já consegue captar qual é a efetiva utilização do veículo ao longo da vigência do contrato, com o conforto de você não precisar ligar e desligar sua cobertura e proteção.

Educação financeira: preparando gerações para enfrentar desafios 467

Tatiana Schuchovsky Reichmann é CEO do Grupo Ademicon / Divulgação

Confira artigo de Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO do Grupo Ademicon

A 7ª Semana Nacional de Educação Financeira, que acontece até o dia 29 de novembro, nos faz refletir sobre o quanto é fundamental estimular a população a desenvolver conhecimento financeiro e a adotar, desde muito jovens, o hábito do planejamento. O tema “Resiliência financeira: como atravessar a crise?” não poderia ser mais oportuno, uma vez que estamos vivendo tempos que nem mesmo os experts em mercado foram capazes de prever, um cenário que impactou o mundo não só na saúde, mas também no aspecto socioeconômico. De toda forma, momentos de adversidade também são oportunidades únicas de aprendizado, de reinvenção e inovação. E nesse contexto, a educação financeira faz muito sentido.

Em 2017, o Conselho Nacional de Educação, apoiado pelo Ministério da Educação, estipulou que a educação financeira passasse a fazer parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que guia educadores sobre o conteúdo mínimo que deve ser ensinado nas escolas, desde a educação infantil até o ensino médio. A recomendação, que propõe uma adaptação por parte da rede de ensino até o final deste ano, entende que a disciplina seja abordada de forma transversal pelas escolas. Ou seja, a ideia é que, além de constar no conteúdo da sala de aula, o tema também seja abordado em ações e projetos especiais.

Para a Associação de Educação Financeira do Brasil, a AEF-Brasil, este é um importante movimento, pois preparará as futuras gerações para o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para lidar com as decisões financeiras que tomarão ao longo de suas vidas. De acordo com pesquisa feita pela Serasa Consumidor em parceria com a Serasa Experian no ano passado, um em cada três estudantes afirmou ter aprendido a importância de poupar dinheiro depois de participar de projetos de educação financeira.

É evidente que as instituições de ensino são fundamentais para o desenvolvimento dessa consciência nos futuros cidadãos. Porém, isso não exime o papel dos pais como estimuladores e exemplos a serem seguidos. Estudiosos do universo infantil dizem que é por meio do comportamento dos adultos que o conhecimento é absorvido pelas crianças. Isso envolve desde o consumo consciente de recursos até a administração de “mesadas”. Para os adolescentes, é interessante, inclusive, uma abordagem mais avançada sobre investimentos e vantagens de economizar recursos a longo prazo em prol de um objetivo futuro. Muitas vezes, crescemos com a crença de que a poupança é a única forma de guardar dinheiro. É válido apontar, desde cedo, outros caminhos de construção de patrimônio financeiro, como o consórcio. Com a inclusão definitiva da educação financeira nas escolas, aliada ao comprometimento dos pais, temos tudo para tornar a sociedade mais consciente financeiramente.

*Tatiana Schuchovsky Reichmann é CEO do Grupo Ademicon, do qual faz parte a Ademilar Consórcio de Imóveis e a Ademimotors Consórcio de Veículos.

Porto Seguro patrocina evento sobre mercado de compra, venda e locação de imóveis 533

Nelson Aguiar é superintendente de Riscos Financeiros e Capitalização da Porto Seguro / Divulgação

Totalmente online em 2020, série de painéis irá trazer as mais diferentes visões sobre temas como retomada do mercado, LGPD e novos modelos de negócios

A Porto Seguro, reforça seu compromisso em apoiar o desenvolvimento do mercado imobiliário e patrocina mais uma edição do Rede Show Secovi, que acontece nesta quinta-feira, dia 3 de dezembro, a partir das 14h. Diferentemente dos anos anteriores, o evento será 100% online e, como já é tradição, irá debater o cenário do mercado imobiliário nacional. A retomada do setor, a Lei Geral de Proteção de Dados, os novos modelos de negócios, as transformações das imobiliárias e o marketing digital farão parte da pauta de debates.

Oferecendo diversas soluções para o mercado imobiliário, a Porto Seguro será representada pelo superintendente de Negócios e Capitalização da companhia, Nelson Aguiar. O executivo será um dos integrantes do painel sobre transformações nas imobiliárias e destaca a importância do evento para a disseminação de informações sobre o mercado.

“Também será uma oportunidade de levarmos conhecimento aos nossos parceiros Imobiliárias e Corretores de seguros, para que fortaleçam seus negócios, com conteúdos diversificados voltados para a qualificação em um mercado competitivo e com novas tecnologias sendo empregadas a todo momento”, completa Aguiar.

O executivo ainda destaca o apoio da Porto Seguro ao evento. “As necessidades deste segmento e dos clientes estão em constante evolução. Apoiar eventos como este é uma grande oportunidade de estarmos ainda mais conectados com imobiliárias e demais agentes desse setor, para observarmos tendências, trocarmos experiências e levarmos esses exemplos para dentro de casa”, finaliza.

Evento Rede Show Secovi
Horário: das 14h às 18h30min
Informações e inscrições: neste endereço.

Cláusulas excludentes de cobertura: a importância da predeterminação dos riscos para proteção da coletividade 2322

Cláusulas excludentes de cobertura: a importância da predeterminação dos riscos para proteção da coletividade

Confira artigo de Fernanda da Silveira Machado, do escritório Agrifoglio Vianna – Advogados Associados

Não é incomum, no âmbito do Poder Judiciário, nos depararmos com questões envolvendo alegação de “abusividade” das cláusulas restritivas de direitos do Segurado, em especial aquelas atinentes aos riscos expressamente excluídos de cobertura. Tratam-se daqueles riscos que, embora se enquadrem no conceito da garantia securitária, foram excetuados pelo contrato como não cobertos.

Tomemos como exemplo um Seguro de Acidentes Pessoais, com cobertura de morte acidental, mas que possui cláusula excludente para eventos ocorridos em consequência de catástrofes da natureza (terremotos, maremotos, ciclones, erupções vulcânicas etc.). Nesta hipótese, se o Segurado vir a óbito porque sua casa foi atingida por um furacão, o evento não será indenizado pela Seguradora e a negativa terá respaldo na excludente mencionada.

Em geral, a dita “abusividade” é defendida sob o argumento de que a excludente caracterizaria uma limitação de direitos ao consumidor e, ao mesmo tempo, a retirada de uma obrigação da Seguradora,sendo que, em tese, não haveria motivo para ser excluído um evento que se encaixa na definição da cobertura.

Entretanto, tal argumentação consiste em um erro de perspectiva sobre o Contrato de Seguro. Há de se tomar um cuidado na abordagem e análise deste tema, levando em consideração o funcionamento da praxe securitária.

É da própria natureza do Contrato de Seguro estabelecer previa e objetivamente quais são os riscos efetivamente cobertos e, também, aqueles que ficam excluídos – e nenhuma ilegalidade ou abusividade há nisso. Do ponto de vista legislativo, a necessidade de critérios objetivos pré-estabelecidos veio na forma da expressão “riscos predeterminados”, que passou a integrar a própria definição legal do contrato de seguro (art. 757 do Código Civil).

O propósito do Segurador, ao excluir determinados riscos da Apólice, não é se eximir de responsabilidades. O que ocorre na prática é justamente o contrário:o Segurador necessita limitar as hipóteses de cobertura para a proteção da própria coletividade, não para seu benefício– é a predeterminação dos riscos antes mencionada. Sem isso, é inviável o contrato de seguro.

As cláusulas excludentes de cobertura não servem para afastar a responsabilidade pelo pagamento de indenizações, mas, sim, para viabilizar que todos os sinistros cobertos possam ser indenizados.

Em termos práticos, imaginemos que, no exemplo anterior,catástrofes da natureza não fossem riscos excluídos de cobertura e que o furacão que levou o Segurado a óbito tivesse destruído uma cidade inteira, em que metade da população é segurada de uma só Companhia. Neste cenário, se a metade dos habitantes tivesse falecido, todos os beneficiários acionariam, de uma só vez, a mesma Seguradora, que acabaria não conseguindo honrar com todas as Importância Seguradas – o que seria lastimável e causaria sentimento de injustiça e impotência aos beneficiários, já que estes teriam o direito à percepção da Importância Segurada, mas não a receberiam.

A hipótese em questão bem exemplifica o porquê é prática comum no Mercado Segurador determinados tipos de excludentes, todas albergadas pela Superintendência dos Seguros Privados (Susep). Não houvesse esta delimitação, os contratos de seguro se tornariam impraticáveis.

É também a partir da exclusão dos riscos que o Segurador torna viável a manutenção de uma Apólice e, com isso, protege à coletividade, não se podendo interpretar como abusiva ou ilegal a cláusula que restringe a cobertura, pelo simples fato de ser limitativa de direitos, especialmente levando em consideração que a contraprestação paga pelo Segurado é proporcional à abrangência da cobertura contratada.

Sincor-RS: Assembleia Geral Ordinária aprovou contas de 2019 e planejamento para 2021 1764

Valores de contribuições foram mantidos iguais aos praticados em 2020

O presidente do Sincor-RS, Ricardo Pansera, na oportunidade / Divulgação
O presidente do Sincor-RS, Ricardo Pansera, na oportunidade / Divulgação

O Sindicato dos Corretores do Rio Grande do Sul (Sincor RS) realizou Assembleia Geral Ordinária dia 27 de novembro de 2020, no auditório do salão nobre do hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre para a apresentação e aprovação das contas da entidade no exercício 2019 e a previsão orçamentária para o exercício 2021.  Tanto a prestação de contas quanto a previsão orçamentária foram aprovadas por unanimidade pelos associados presentes.

Foi apresentado para 2019 o relatório de atividades desenvolvidas e a prestação de contas com o parecer do Conselho Fiscal. Na previsão orçamentária da entidade para o exercício 2021, devido a situação de pandemia e em respeito aos associados, foi proposto pela diretoria do Sindicato que sejam mantidos todos os valores das contribuições iguais aos já praticados em 2020.

Por fim, ainda foram concedidos pela Assembleia à Diretoria do Sincor-RS poderes para a negociação coletiva de trabalho para o próximo ano, a CCT 2021. Além da higienização e sanitização do ambiente, foram seguidos todos os protocolos de segurança sanitária do município para a Covid-19, como a medição de temperatura de todos que compareceram ao evento, o distanciamento de dois metros entre cada cadeira, e o uso obrigatório de máscara.

BR do Mar: proteção nas estradas e o impacto na economia 597

BR do Mar: proteção nas estradas e o impacto na economia

Confira artigo de Tábata Chinaglia, Sócia da Safety Cargo, consultoria parceira da Austral Seguradora

Tábata Chinaglia é Sócia da Safety Cargo, consultoria parceira da Austral Seguradora / Divulgação
Tábata Chinaglia é Sócia da Safety Cargo, consultoria parceira da Austral Seguradora / Divulgação

Uma breve análise sobre investimentos do Governo em infraestrutura mostra que a conta há tempos não fecha. Em um gigante como o Brasil, esses recursos não são suficientes para suprir toda a necessidade do país em levar cargas a todos que precisam. Entre os modais, as estradas estão mal conservadas, ferrovias sucateadas, portos e aeroportos pouco explorados, etc. Ser uma empresa de transportes no Brasil, portanto, é um grande desafio desde sempre.

Dados da plataforma de serviços Fretebras indicam que houve um crescimento de 31% no volume total de fretes, na comparação entre os meses de maio e junho, principalmente para material de construção e industrializados – ainda um reflexo das mudanças de consumo e necessidades dos confinados em casa. O ‘leva e traz’ pelas estradas se mostrou resiliente durante a pandemia, sobretudo porque os brasileiros e as empresas se adaptaram às mudanças e impulsionaram o aumento do consumo online.

Aumento de frete é aquecimento da economia e as transportadoras, com isso, também souberam “virar a chave” e pensar soluções. Novos produtos vieram nessa demanda e o impacto foi menor do que o esperado. Agora, com a retomada da economia, o sinal volta a ficar verde para muitos mercados.

De carona nesse cenário, o volume de contratação do seguro de transportes, até setembro de 2020, segundo dados da Federação Nacional do Seguros Gerais (FenSeg), as apólices movimentaram R$ 2,5 bilhões. Esse é um reflexo de como as empresas estão fazendo negócios e transportando riquezas. Todo esse material precisa de proteção e há aí uma nova oportunidade em projetos como o BR do Mar.

O programa federal de incentivo à cabotagem vai ampliar a demanda de transporte entre os portos. Entre os ganhos ao país estão uma movimentação maior no mercado de frete e a possível entrada de novos players, melhoria nos custos (um exemplo é o modal aquaviário), aumento da frota de navios e, consequentemente, maior demanda para a indústria de construção naval.

Há uma relação direta deste incremento na economia com a indústria de seguros. As dificuldades começam a ficar para trás. Os números oficiais com aumento de produção e consumo chegam às seguradoras e ao número de contratações de apólices. O mercado volta a se expandir.

É um momento de pensar diferente e ir além. Esta é uma grande oportunidade para aliarmos a tradição do seguro de transportes às novas demandas, criando coberturas que sejam condizentes com as necessidades de nossos corretores e segurados; novas formas de contratação dos seguros, valendo-se de todo arsenal tecnológico de que dispomos atualmente.

O seguro de transportes protege toda uma cadeia de comercialização entre as pontas de consumo. Parece ser para ele a frase do ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill: “Se me fosse possível, escreveria a palavra seguro no umbral de cada porta, na fronte de cada homem, tão convencido estou de que pode, mediante um desembolso módico, livrar as famílias de catástrofes irreparáveis”.

Em transportes, resguardamos todo um país.

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