Última sessão do II Encontro de Seguro de Responsabilidade Civil da AIDA Brasil aborda Experiência internacional 787

Painel teve a participação de Andrea Signorino Barbat, Pedro Pais de Vasconcelos e Gabriel Vivas, advogados e professores que atuam nos Setores de Seguros do Uruguai, Portugal e Colômbia

Na última terça-feira (27), a Associação Internacional do Direito do Seguro (AIDA Brasil), realizou a quarta e última sessão do II Encontro de Seguro de Responsabilidade Civil. A live foi apresentada e mediada por Sergio Ruy Barroso de Mello, presidente do Grupo Nacional de Trabalho de Responsabilidade Civil e Seguro da AIDA Brasil. No painel, três convidados debateram diferentes aspectos do tema “A experiência internacional do seguro de responsabilidade civil”. Ao final das apresentações os internautas também contribuíram com a discussão enviando perguntas por meio das mídias sociais.

Seguros cibernéticos

Andrea Signorino, Secretária-Geral da AIDA Mundial, proferiu conferência na qual abordou os conceitos e as características do seguro cibernético. Segundo ela, o produto foi criado como resposta do setor de seguros a um problema do mundo moderno, o crime cibernético. “Atualmente a população está cada vez mais exposta aos riscos relacionados às atividades de informática, principalmente no que tange ao uso da internet, seja para fins pessoais, profissionais ou empresariais”, afirmou.

Diante desse cenário, a conscientização e a prevenção são fatores determinantes para minimizar as possibilidades de invasão de hackers, roubos de dados e coisas do gênero. “A falta de conhecimento dos riscos por parte de muitos usuários faz com que se exponham ao perigo. Para mudar esse quadro, é fundamental que as pessoas recebam educação tecnológica”, explicou.

Em sua fala, a Professora estabeleceu parâmetros entre a preocupação com os riscos cibernéticos em diferentes países e compartilhou dados recentes da pesquisa publicada pelo Grupo Affion, que aponta o Brasil como o país com maior nível de preocupação em relação aos crimes digitais (87%), seguido pelos Estados Unidos (75%). Já na Europa os percentuais vão de 60% a 70%. Também abordou as possibilidades de cobertura de responsabilidade civil, inclusive como medida preventiva efetiva, além das principais exclusões. “Meu objetivo com essa apresentação é mostrar, por meio de dados estatísticos, as fraudes no mundo digital e o quão vulneráveis todos nós somos”, revelou.

Andrea ainda provocou reflexões nos internautas questionando a utilidade e a eficácia do seguro cibernético como ferramenta para cobertura ampla dos riscos que englobam o mundo tecnológico. Para ampliar o conhecimento dos expectadores sobre o tema, a palestrante explicou o funcionamento do seguro e o princípio da mutualidade. Na visão da painelista, o significado de cyber risk vai muito além das ações de hackers. Está relacionado a atividades gerais do mundo da Informática, a subtração, alteração, modificação, manipulação, utilização e destruição de informações ou ativos, podendo ser dinheiro, bens materiais e informações de empresas. “As fraudes relacionadas ao mundo tecnológico englobam desde um simples roubo de informação até extorsão e terrorismo cibernético, assim como espionagem corporativa e responsabilidade por gestão de dados”, enfatizou.

Frente às vastas ameaças cibernéticas ocorridas nos últimos tempos, o mercado de seguros tem respondido por meio de advertências aos segurados, elaboração de códigos de boas práticas e técnicas preventivas, além de coberturas específicas. “Mas o seguro tem limites de cobertura para que não haja impacto nas bases técnicas ou problemas no princípio da mutualidade. Ele só pode proteger os segurados contra os riscos mensuráveis”, ponderou.

Última sessão do II Encontro de Seguro de Responsabilidade Civil da AIDA Brasil aborda Experiência internacional / Divulgação/Oficina do Texto
Última sessão do II Encontro de Seguro de Responsabilidade Civil da AIDA Brasil aborda Experiência internacional / Divulgação/Oficina do Texto

De maneira geral, os seguros para riscos cibernéticos têm coberturas para dados de usuários, voltados para identidade, segurança e imagem; proteção de terceiros que utilizam os serviços do usuário principal-colaboradores; gastos com recuperação de dados, informações e imagens de clientes perdidas; e benefícios, como por exemplo o pagamento de resgate de dados. “A perda de informação por ataque cibernético é risco reputacional grave para uma empresa. Podem manchar fortemente a sua imagem”, reforçou.

Do ponto de vista de Professora Andrea Signorino, a boa notícia é que nos últimos anos houve evolução muito interessante dos seguros cibernéticos no que diz respeito aos altos custos e coberturas escassas, importantes barreiras que dificultavam a comercialização do produto. Quanto aos principais riscos seguráveis, a maior parte está relacionada ao processamento e conservação de dados, somados ao fenômeno de seu intercâmbio massivo, especialmente via internet.

Para a Professora, os principais problemas do ramo estão relacionados à dificuldade de mensuração de riscos; ao fato do risco cibernético ser um problema mundial, que evolui de forma constante à medida que o mundo se conecta cada vez mais; a falta de dados suficientes sobre os incidentes cibernéticos; e o pouco conhecimento e experiência da sociedade em relação ao assunto.

Em sua conclusão, Andréa revelou que o maior empecilho para comercialização do seguro de responsabilidade civil cyber é a desconfiança do consumidor. Segundo ela as pessoas ainda subestimam a sua necessidade e desconfiam dos benefícios do seguro cibernético em relação ao seu custo. “Os seguros cibernéticos são dimensionados de acordo com os objetivos do segurado e as possibilidades técnicas de cobertura. Estão longe de ser utopia. Muito pelo contrário, são realidade cada vez mais ampla e acessível”, finalizou.

Seguro de Responsabilidade Civil e prescrição

Em seu painel, o catedrático da Universidade Clássica de Lisboa e membro do Conselho Presidencial da AIDA Mundial, Pedro Pais de Vasconcelos, tratou de problemas relacionados à prescrição – início do curso do prazo e a solução dos princípios dos contratos de seguros europeus. Alguém sofre um sinistro, aciona a seguradora e é informado de que o seu direito está prescrito. Quando começa o prazo da prescrição? Começa na data do sinistro ou com a recusa da seguradora? Foi com esses questionamentos que o palestrante iniciou a sua exposição.

“De acordo com a solução encontrada pela União Europeia, a prescrição passa a ser válida no momento em que o segurado recebe uma carta registrada da seguradora com a recusa de pagamento ou proposta de diminuição do valor da indenização”, compartilhou.

Para trazer mais luz ao assunto, Vasconcelos analisou alguns pontos da lei brasileira, que estabelece prazo da prescrição de um ano, a contar da data do fato gerador da pretensão, e da portuguesa, que tem lei própria de seguro, e institui cinco anos a contar do conhecimento do direito. “Segundo os ‘princípios do seguro’, a ação para cobrança da indenização prescreve no prazo de três anos, a contar da data em que o segurador tomar, ou se considerar por ele tomada uma decisão final sobre a pretensão. A ação prescreverá no prazo máximo de dez anos, a contar ocorrência do sinistro, com exceção do seguro de vida, no qual o prazo é de 30 anos.”

Na opinião do Professor Pedro Pais, a lei brasileira é muito feliz porque recorre ao conceito de pretensão, enquanto a portuguesa se baseia no direito. “Isso está errado porque no contrato de seguro o tomador tem conhecimento de seus direitos desde o início, no momento em que assina o contrato, não no momento em que ocorrer um sinistro”, pontuou.

Segundo Pais, as queixas dos segurados não dizem respeito às seguradoras e sim aos contratos de seguros. O segurado reclama de que o segurador violou o contrato de seguro. “A pretensão não é igual e, na minha opinião, começa a correr a partir do momento em que a seguradora informa o segurado de que ela não pretende pagar o que ele quer receber”, destacou.

Quanto ao prazo a partir da data do sinistro, trata-se de um ponto que a primeira vista parece prático e claro, mas na realidade não é tão simples assim. Existem diversas situações, como por exemplo, em casos de doenças que se prolongam por muito tempo, nas quais não é possível se certificar da data exata do sinistro. Outro problema é a diminuição do tempo de regulação do sinistro. Ela deve acontecer dentro do prazo da prescrição, o que é tempo muito apertado para negociação do seguro, comprime a posição do segurado. Como consequência, muitas vezes o cliente acaba aceitando algo que não gostaria apenas para não prescrever ou entrar em litígio, destacou.

Para o Professor, a vantagem de contar o prazo a partir da recusa da seguradora é que por um lado não interrompe o processo de regulação do sinistro, nem a negociação entre as partes, porque enquanto ele durar a prescrição não se inicia. Tem também uma vantagem enorme quanto ao termo do prazo da prescrição, que só se inicia quando o segurado recebe a carta de recusa seguradora.

O Código Civil Brasileiro obriga o segurado a comunicar o sinistro imediatamente ao segurador, sob pena de perder o direito à indenização. O direito português, por sua vez, estabelece prazo a ser estipulado no contrato ou oito dias, caso não haja especificação na apólice. Se este não for cumprido o segurado não perde o direito ao seguro, mas o segurador pode reduzir a prestação conforme o dano que tiver, e se houver dolo por parte do segurado a ponto de causar danos sérios à seguradora esta pode recusar o pagamento da indenização. “Existe orientação no sentido de que, em havendo litígio comercial entre as partes, o prazo da prescrição não começa a correr enquanto mantiverem negociações”, concluiu.

Seguros de D&O e Covid-19 – Algumas tendências e dificuldades

Gabriel Vivas, presidente do Grupo Internacional de Trabalho de Responsabilidade Civil da AIDA Mundial, discorreu sobre as dificuldades práticas do seguro de Responsabilidade Civil D&O, como resultado da pandemia, abordando as exclusões de insolvência, danos pessoais, contaminação e as notificações de fatos e circunstâncias.

O executivo iniciou a sua apresentação falando sobre o que se espera quanto às responsabilidades do seguro D&O em resposta a Covid-19. “São esperadas demandas ou procedimentos contra empresas, diretores, administradores e empregados, devido a investigações administrativas relacionadas à maneira como a crise foi conduzida, se as medidas de prevenção foram tomadas, e, especialmente, se os valores provenientes dos planos de auxílio governamentais foram destinados adequadamente”, salientou.

Devem surgir também demandas relacionadas ao descumprimento de normas do mercado de valores, como por exemplo, a revelação de informações ao público (investidores), aplicação de plano de continuidade de negócios, proteção da saúde dos empregados, dos stakeholders, e a realização de processo de integração corporativa (M&A).

Segundo o palestrante, diversos países já iniciaram investigações administrativas para avaliar a maneira com que as empresas estão lidando com a crise. A ideia é verificar se elas aplicaram bem ou não as medidas de segurança e se são ou não responsáveis pelas doenças de seus colaboradores. Também se investiga se os auxílios econômicos dos governos foram destinados corretamente, se houve revelação de informações estratégicas e confidenciais aos acionistas e quais foram as ações tomadas pelas empresas para garantir a perpetuidade dos negócios e proteger os interesses dos empregados e dos acionistas.

“Como resultado de todos os problemas econômicos decorrentes do advento do corona vírus, muitos dizem que depois da pandemia haverá uma forte recessão econômica, o que contribuirá para o aumento dos processos de fusões e aquisições”, contou Vivas, reforçando que está previsto também aumento das demandas ou procedimentos contra companhias, diretores/administradores e empregados, por riscos cibernéticos.

O termômetro para essas demandas é os Estados Unidos. Diversos processos contra diretores e administradores já foram iniciados por lá. Entre as principais ações e processos que podem ter sua origem de alguma maneira relacionadas com a covid-19 na América estão as ações de classe ou equivalentes contra os administradores, pelos mais variados motivos, por impossibilidade de continuidade dos negócio e problemas com pagamento de dividendos, realização/preparação de assembleia ou reunião de sócios, além de ações derivadas de omissão do dever de informação ao mercado por empresas cotadas em bolsa de valores.

“As ações de grupo contra os administradores são motivadas por diferentes razões, como, por exemplo, companhias farmacêuticas e de saúde que tenham feito anúncios referentes a medicamentos ou procedimentos relacionados com covid-19, anúncios feitos por empresas afirmando que a compra de suas ações seriam um grande investimento porque se beneficiariam com a crise do covid-19, ou até mesmo problemas referentes à violação de dados pessoais”, relatou.

O advogado acredita que haverá também aumento de ações relacionadas à insolvência/falência das empresas. Como prova disso, a Colômbia recebeu 700 solicitações de processos de insolvência neste ano de 2020, dos quais 472 foram iniciados no período de isolamento.

Ao final de sua apresentação Gabriel Vivas esclareceu algumas dificuldades práticas do seguro de RC D&O e evidenciou os principais aspectos que podem ser problemáticos neste tipo de negócio, como é o caso da interpretação de exclusão de insolvência e falência, o gerenciamento de circunstâncias que podem originar uma futura reclamação na apólice de D&O e a obrigação de notificação de fatos conhecidos.

Executivo da BMG Seguros aborda modelos de trabalho, preferências de consumo e expectativa para 2022 443

Fernando Demier, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da companhia, participou do programa Seguro Sem Mistério

Fernando Demier, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da BMG Seguros, participa do programa Seguro Sem Mistério com o jornalista William Anthony. O especialista fez um breve balanço sobre o ano de 2021 na instituição financeira e abordou diversos temas correlacionados ao universo da economia, dos negócios e dos seguros. “BMG está extremadamente atento e o crescimento do setor de seguros passa pelo pequeno e médio mercado, com um olhar um pouco mais especial. Este nicho representa, sem dúvida, um grande potencial de expansão para o nosso negócio”, explicou o executivo.

Demier ainda apontou projeções para o setor segurador, realizou análises sobre preferências de consumo e modelos de trabalho. “O modelo híbrido parece ser uma tendência. É possível equilibrar o relacionamento, as afinidades, por exemplo. É possível produzir e crescer diante desse cenário. Todas as empresas do setor estão falando sobre tecnologia, sobre eficiência, sobre como trazer um pouco mais de escala para as operações”, analisou. “O objetivo principal de toda relação comercial é você atender o cliente. Ter o cliente no centro da discussão é fazer valer o interesse do cliente e você satisfazer o objetivo dele”, complementou.

A atração é exibida através do Canal do JRS no YouTube e para mais de 40 cidades do Estado do Rio Grande do Sul através do Canal BahTV. Clique neste endereço e consulte a programação.

Niris Cunha assume Diretoria Comercial de Seguros da ExperMed 609

Niris Cunha é Diretora Comercial de Seguros da ExperMed / Foto: Filipe Tedesco/JRS

Advogada conta com 32 anos de carreira no setor de seguros

A advogada Niris Cristina Fredo da Cunha acaba de assumir a Diretoria Comercial da ExperMed. A executiva, que conta com 32 anos de carreira no mercado de seguros, soma passagens por companhias seguradoras e importantes escritórios de advocacia especializados no setor. “Em 2008, fui convidada a ingressar na Sperotto Advogados, banca na qual fui sócia e permaneci por 13 anos, vindo agora fazer parte ExperMed, empresa com quem já tinha um contato muito próximo e muito admirava”, destaca.

Niris, que também é membro da Comissão de Seguros e Previdência Complementar da OAB/RS e Mentora no Women In Law Mentoring Brazil (WLM), demonstra entusiasmo frente aos desafios da nova atividade. “Estou bem empolgada e confiante com os novos caminhos que conseguiremos abrir frente ao comercial da ExperMed. Ter sido muito bem recebida e acolhida por todos da empresa já demonstra a confiança que a equipe tem no meu trabalho”, comenta.

“O meu objetivo é agregar valor e experiência na busca de melhores resultados para a empresa, bem como no atendimento ao cliente”, acrescenta.

A ExperMed soma mais de 100 mil perícias realizadas em todos os Estados brasileiros. “O mercado segurador lida com serviços voltados às pessoas e, por consequência, é um espaço que está em constante mudança, a fim de atender às novas demandas e tecnologias que surgem. Para tanto, é necessário conseguir se adaptar de forma rápida e eficiente. O trabalho desenvolvido aqui na ExperMed tem um importante papel para esse mercado ao certificar e facilitar os processos junto às seguradoras e clientes, além de estar sempre em busca de inovação tecnológica e de estar constantemente pensando no futuro. Com certeza, é uma empresa diferenciada com mindset voltado a inovação e digital”, explica.

Leia também: Conheça Nadine Della Giustina, CEO da ExperMed

Para 2022, a advogada vislumbra uma evolução na crise promovida pela Covid-19. “Os números também mostram que a área da saúde está voltando a sua normalidade, questão fundamental para que a economia possa reagir, como alguns dados já vêm apontando. Acredito que o ano de 2022 será um ano muito positivo e produtivo para todas as áreas, principalmente para o mercado segurador”, afirma.

Além disso, sendo parte da força de trabalho e líder feminina no mercado de seguros, Niris conclui que há uma evolução importante na questão cultural do protagonismo das mulheres. “Entendo que já evoluímos muito nesse caminho, em ocuparmos mais espaços de comando, mas sem dúvidas ainda temos um longo caminho pela frente e só teremos os resultados desejados com mais mulheres no poder. Acredito que as novas gerações virão mais empoderadas. É muito empolgante estar numa empresa que tem como CEO uma mulher. Mais uma vez, a ExperMed mostra que está a frente no mercado ao ter Nadine Della Giustina ocupando o posto de CEO”, finaliza.

Vínculos de planos exclusivamente odontológicos crescem quase 10% em 12 meses 321

Vínculos de planos exclusivamente odontológicos crescem quase 10% em 12 meses / Foto: Yusuf Belek / Unsplash Images

Análise do IESS revela que avanço no período foi puxado pela contratação de planos individuais ou familiares

No intervalo de 12 meses encerrados em setembro deste ano, o número de vínculos de planos exclusivamente odontológicos aumentou 9,9% e atingiu a marca de 28,8 milhões de beneficiários. É o que aponta a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) nº 63, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) – que, a partir desta edição, incluirá dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado foi impulsionado, principalmente, pela contratação de planos nas modalidades individual ou familiar (+16,1%) e de coletivo empresarial (+10%).

A NAB 63 mostra, inclusive, que em setembro de 2021, do total de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos, 82,5% possuíam um plano coletivo. Desse grupo, 87,2% eram do tipo coletivo empresarial e 12,8% do tipo coletivo por adesão. Já no recorte por faixa etária, o principal avanço entre setembro de 2020 e 2021, foi entre os beneficiários de 59 anos ou mais (+11,3%), seguido por 19 a 58 anos (+10,1%) e até 18 anos (+8,8%).

Na análise regional, o Sul do Brasil assinalou a maior variação anual na contratação de planos exclusivamente odontológicos (+19,1%), sobretudo pelos desempenhos obtidos nos estados de Santa Catarina (+33,8%) e Paraná (+19,6%). O resultado na região Norte (+12,7%) também merece destaque, já que também ficou acima da média nacional de 9,9% entre setembro de 2020 e 2021. Nesta parte do País, o principal crescimento foi em Tocantins (+39,7%).

Em números absolutos, todos os estados tiveram crescimentos de beneficiários no período analisado, sendo o maior em São Paulo com 907.332 novos vínculos e o menor em Roraima com o acréscimo de 498 beneficiários. “Os resultados demonstram que é cada vez maior o número de brasileiros que conquistam o desejo de contar com um plano exclusivamente odontológico. A NAB 63 identificou variações positivas no número de beneficiários em todos os estados do Brasil, tanto na análise trimestral quanto anual”, avalia José Cechin, superintendente executivo do IESS.

Para mais detalhes, acesse a íntegra da NAB 63.

Soluti inicia programa de aceleração de desenvolvedores para identificar novos talentos 401

Soluti inicia programa de aceleração de desenvolvedores para identificar novos talentos / Foto: Arnold Francisca / Unsplash Images

Space.Tech visa capacitar jovens colaboradores recém-contratados

A Soluti, IDTech especialista em Identidade Digital e Assinaturas Eletrônicas, deu início ao Space.Tech, programa de aceleração de desenvolvedores, voltado aos jovens recém-contratados pela empresa, além dos selecionados para o programa de trainee. Com foco no desenvolvimento humano, a empresa quer estimular cada vez mais a capacitação de novos profissionais, valorizando as equipes e aumentando a motivação para identificar o potencial de cada um, e criar oportunidades de crescimento de seus colaboradores.

Dividido em quatro módulos, o cronograma do Space.Tech conta com aulas e mentoria em ambiente virtual. Entre os temas, os participantes vão estudar aplicações PHP, comunicação via REST e construção de APIs. Com acompanhamento diário e orientações a partir dos canais digitais, os colaboradores podem tirar dúvidas e rever todo o conteúdo didático das aulas já assistidas.

Para essa primeira turma, foram selecionados 15 colaboradores que terão mais de 100 horas de aulas presenciais, 48 horas de mentoria e mais de 140 horas de exercícios práticos, com projetos em grupos. “As aulas serão ministradas por profissionais que são referência no mercado de tecnologia. Na aula inaugural, tivemos os programadores Gabriel Fróes e Vanessa Weber, do canal digital Código-Fonte. Os colaboradores vão se dedicar integralmente ao curso durante os 3 meses de duração. Ao final do programa, os participantes vão elaborar um projeto e passarão por uma reavaliação, que permitirá alocar os profissionais de acordo com suas habilidades e perfil, nas áreas em que mais se destacam”, explica Nara Saddi, diretora de Pessoas da Soluti.

Com essa iniciativa, a Soluti deseja contribuir para o aprimoramento de uma carreira tech de sucesso. Essa é a expectativa de Keity Mariane Leite de Moraes, estagiária na área de desenvolvimento da Soluti e participante do Space.Tech: “O programa está mostrando desde o básico da programação e a experiência está sendo ótima, sou muito agradecida em participar. Estamos, agora, em um estágio um pouco mais avançado e meu professor é excelente, bastante prestativo e sempre disponível para esclarecer dúvidas. Espero melhorar como desenvolvedora para iniciar meu projeto no final do curso”.

Executivos de grandes empresas debatem jornada de implementação da hiperautomação 517

Executivos de grandes empresas debatem jornada de implementação da hiperautomação / Foto: Alex Knight / Unsplash Images

Profissionais de diferentes setores da economia compartilham experiências

A Icaro Tech, empresa de tecnologia especializada em transformação digital através da automação, e a ebdi (Enterprise Business Development & Information) formaram um Conselho de Hiperautomação, formado por executivos dos setores de tecnologia, telecomunicações, alimentos, varejo, cosméticos, seguros e previdência, para debater os desafios e os benefícios da automatização de processos.

O primeiro resultado deste conselho é o e-book gratuito “Hiperautomação”. A publicação apresenta artigos e entrevistas com os executivos sobre os processos para implementar a hiperautomação e seus benefícios na resolução de problemas dos negócios e têm o objetivo de auxiliar profissionais das mais variadas atividades econômicas a iniciar essa implantação de tecnologias que possibilitam automatizar processos e gerar ganhos de produtividade.

A hiperautomação ganhou notoriedade no fim de 2019, após o Gartner apontá-lo como uma das principais tendências tecnológicas para 2020. Este ano, a consultoria voltou a apontar a hiperautomação como uma das tendências tecnológicas para 2022. Ela refere-se ao uso orquestrado de diferentes tecnologias, ferramentas e plataformas como inteligência artificial (IA), machine learning, arquitetura de software orientada a eventos, robotic process automation (RPA), business process managment (BPM), integration platform as a service (iPaas), ferramentas low-code/no-code; e outros tipos de ferramentas de automação de decisão e processos.

“É importante iniciar a jornada com objetivos modestos e ciclos rápidos”, explica Laerte Sabino, CEO da Icaro Tech. O executivo ainda ressalta que os gestores devem estar cientes de que erros irão acontecer e os resultados serão fruto da persistência, acompanhamento próximo, medição de resultados, e correções rápidas de rota.

Para João Antonio Monteiro, Superintendente de TI da BrasilPrev Seguros e Previdência S.A., “a hiperautomação precisa tornar o negócio mais ágil, inteligente e rentável”. Segundo o executivo, “as empresas devem desenvolver critérios para identificar os processos que devem ser automatizados, como por exemplo atividades repetitivas, com alto volume de execução, que possuem regras de negócio claras e sujeitas a riscos causados por erros humanos”.

“A confiança e a parceria com os clientes internos é fundamental para o sucesso da implementação de ferramentas de hiperautomação”, segundo André Nazaré, Diretor de TI da Sky Brasil. Para o especialista, “é necessário engajar as pessoas, universalizar e disseminar o conhecimento”. Além disso, os ganhos e resultados devem ser mensuráveis e reconhecidos por todos, pois apenas desta forma os dirigentes, colaboradores e clientes terão confiança na automatização dos processos.

“Automatizar um processo manual maduro e bem desenhado também pode mitigar os riscos da falha humana, pois um robô não improvisa e estará menos suscetível ao risco de engenharia social”, explica Rogerio Santana, Senior Manager, Hosting Engineering da Equinix. Para Santana, em um momento com uma nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e com um elevado número de ataques de segurança e exploração de vulnerabilidades em ambientes digitais, os benefícios de proteção também devem ser considerados na hora de decidir quais processos automatizar.

O papel dos dados é destacado por Heitor Cauneto, Diretor Global de Excelência em Manufatura da Bunge. Segundo o executivo, “é necessário ter dados digitalizados, uma gestão da rotina bem implementada e infraestrutura de tecnologia segura antes de iniciar o processo de hiperautomação. Cauneto ainda aconselha iniciar com uma etapa pequena do negócio, de modo a ser possível testar o modelo de implementação e assumir riscos controlados”.

A captação e formação de bons profissionais capazes de fazer a união das novas tecnologias com os processos utilizados nas plantas industriais de modo a potencializar o uso dos dados nos processos convencionais da indústria e nos novos negócios é um dos desafios apontados por William Franco, responsável pelo Centro de Excelência (CoE) da Diretoria Industrial Latam da Natura & Co.

Segundo Claudio Ikeda, Executive Managing Director e CTO da SouthRock, empresa que detém os direitos de licenciamento das redes Starbucks e TGI Fridays, “a automatização auxilia no desenvolvimento da hiperpersonalização, que substituirá os tradicionais funis de venda e será responsável por revolucionar a conversão e a aquisição de clientes, ao combinar dados com algoritmos e sistemas baseados em antropologia e neurociência”.

A importância de ter um roadmap claro, com arquitetura flexível para atender as demandas atuais e futuras da organização é destacado por Gilson Missawa, Head of Marketing & Offerings da Icaro Tech. Segundo o expert, “as empresas precisam alinhar as implantações de automação com os objetivos do negócio, identificar os gaps e as ineficiências operacionais para em seguida escolher quais tecnologias deverão ser adotadas”.

De acordo com a experiência dos executivos, que colaboraram com a produção da publicação, a jornada de hiperautomação é desafiadora e deve ser feita por meio de boas parcerias, com o objetivo de solucionar um problema relevante do negócio.