Polarização prejudica desenvolvimento do Brasil, avalia César Saut 4669

Vice-Presidente da Icatu Seguros participou de evento virtual na última sexta-feira (13)

A VI Jornada de Seguros e Benefícios do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG RS) terminou, na última sexta (13), em alto estilo. O Vice-Presidente da Icatu Seguros e Presidente da Rio Grande Seguros e Previdência, César Saut, foi o palestrante da noite. O executivo fez uma retrospectiva sobre outras crises e abordou os aspectos de transformação desencadeados pela pandemia de coronavírus. Além disso, perspectivas para o próximo ano também foram apresentadas na palestra “Retrospectiva sobre 2020 e perspectivas para 2021: O quê importa em vida?”.

“Foram dias maravilhosos. Passaram muitas pessoas do cenário nacional de seguros por aqui e o César Saut é uma das pessoas mais envolvidas com o CVG RS. Apadrinhou a entidade”, cumprimentou a presidente do Clube, Andréia Araújo.

Plano de Contingência diante da pandemia de Covid-19

Saut lembra quando foi preciso acionar o Plano de Contingência para continuidade das atividades das companhias em que atua. “Era uma sexta-feira 13. Comunicamos 2 mil pessoas que elas iriam passar para um modelo de trabalho em home office. O Plano de Contingência havia sido construído para um incêndio ou uma inundação. Não para uma pandemia. Naquele momento, observávamos as altas expectativas de mortes e também os números da economia e do desemprego”, lembrou.

O executivo citou a Gripe Espanhola, que desencadeou em 50 milhões de mortes entre os anos de 1918 e 1920. Naquela época, a população mundial era de 1,3 bilhão de pessoas. Outro fato histórico mencionado pelo palestrante foi a 2ª Guerra Mundial, que vitimou 85 milhões de pessoas entre 1939 a 1945 em um período que o mundo tinha 1,6 bilhão de população. “Durante a Crise Econômica de 2008 aproximadamente 250 milhões de pessoas estavam conectadas à internet. Agora, com a crise do coronavírus, este número saltou para 4,57 bilhões de pessoas. A população mundial, hoje em torno de 7,9 bilhões de seres humanos, viu mais de 1,2 milhão de mortes em 2020 por conta da pandemia”, resumiu. “A evolução do fator dominante da humanidade também nos traz um aprendizado em geral. Antes, a dominância vinha pela força física e sua imposição. Em um segundo momento, é possível dominar o mundo pelo capital, pela capacidade de comprar. E agora a gente viu uma terceira onda, que é absolutamente irreversível, a gente entra na onda da informação, conexão e capacidade de utilização da dados é o que faz a força se estabelecer ou o capital ser potencializado”, justificou.

César Saut é Vice-Presidente e acionista da Icatu Seguros, além de Presidente da Rio Grande Seguros e Previdência / Foto: William Anthony/JRS
César Saut é Vice-Presidente e acionista da Icatu Seguros, além de Presidente da Rio Grande Seguros e Previdência / Foto: William Anthony/JRS

A Era dos Dados, na visão de César Saut, ficou evidenciada com a eleição do atual presidente do Brasil. “Foi eleito sem capacidade econômica. Não teve uma campanha eficiente, mas sim uma mobilização das redes sociais que o fizeram existir. É um fenômeno mundial e relativamente irreversível, onde a informação e a conexão dominam. Imagine há 20 anos atrás ou quando houve até mesmo a Crise Econômica de 2008 se tivéssemos algo como a pandemia? Nem a íntegra dos funcionários e clientes teria acesso à web para conseguir trabalhar presencialmente”, comparou. “Pagamos 200, 300 indenizações por dia no Sul. Não mudou-se absolutamente nada. Não houve necessidade de atrasar ou mudar nada por não se ter a presença física e estarmos fazendo tudo pela internet”, acrescenta. “Imagine se este vírus não tivesse afetado as pessoas, mas sim as comunicações? Aí sim teríamos o pior dos mundos, com pessoas sem poder acessar suas contas correntes, por exemplo”, demonstrou.

Polarização prejudica desenvolvimento do Brasil

“Apesar desse lado positivo fomos muito prejudicados pela polarização, que alimenta a ignorância. A discussão entre Economia ou Vida foi uma das menos inteligentes que se poderia ter levantado. Esquerda ou Direita. Remédio A ou Remédio B. Vacina Obrigatória ou Sem Vacina? Sempre que há uma discussão a ignorância reside em ambos os extremos. A tendência dos entendimentos é discutir meios e formas para conseguir acolher o maior número de pessoas. Aqui no Brasil vimos em diversos níveis, municípios, estados e até em nível federal as decisões sendo tomadas de forma polarizada e entramos em discussões absolutamente improdutivas para o desenvolvimento do País. Isso tem um custo”, disse César Saut ao lembrar que o coronavírus deixou alguns aprendizados. “A Covid-19 mostrou efetivamente que todos são iguais e que algumas discussões são inócuas, incompetentes e não poderiam se estabelecer. Todos foram para casa, independente de questão social, econômica, sexual, religiosa, entre outras. Qualquer estereótipo que se queira traçar sobre alguém não faz nenhum sentido”, compactou.

“Mercado ocupado não é mercado disponível”

9 em cada 10 pessoas no Brasil não possuem algum tipo de seguro de vida. Diante desse número, o especialista afirma que o mercado precisa identificar quem é o seu público-alvo. “Todos foram afetados, mas os executivos e funcionários de seguradoras e corretoras focam em determinado nicho ou segmento sem compreender que mercado ocupado não é um mercado disponível, que é absolutamente amplo e promissor”, emendou Saut ao lembrar que a pandemia gerou sensação de finitude e fragilidade.

Desemprego preocupa

“O mundo pensou praticamente nas mesmas questões e temos a questão da Transformação Digital. No Brasil temos 10 robôs para cada 10 mil trabalhadores. Em nível mundial essa média é de 74 robôs. Até 2021, a expectativa é que a automação substitua 4 milhões de empregos. Quem serão os trabalhadores que ocuparão as vagas do futuro?”, questionou ao apresentar números da Consultoria Gartner. “Essa ameaça é complicadíssima em um país com 14% da população economicamente ativa desempregada. Segundo a FGV, 69,39% das pessoas tiveram perda na renda mensal por conta da pandemia. A renda do brasileiro caiu de R$ 1.118 para R$ 893, cerca de 20% menos”, embasou.

“Estamos em uma situação que uma luz laranja está acessa. O mutualismo, como os programas assistenciais, não poderão deixar de existir em um curto espaço de tempo. Discussões sobre Bolsa Família ou Auxílio Emergencial estão relacionadas ao desemprego, que não tende a diminuir e isso não é um problema exclusivo do Brasil. A Transformação Digital está sim eliminando empregos e este é um problema inerente à educação. Também não estamos gerando empregos suficientes para as gerações que estão vindo”, afirmou o Vice-Presidente da Icatu Seguros em evidenciar que Bolsa Família e Auxílio Emergencial custam R$ 285 bilhões de reais para atender 117 milhões de brasileiros, enquanto que, apenas a esfera pública federal consome R$ 400 bilhões para atender 1,6 milhão de brasileiros que estão ativos ou inativos.

“É preciso sim se preocupar com o nível de desemprego desse país e com a necessidade de reformas. A máquina pública precisa custar menos. Se a gente não custar menos não haverá dinheiro para investir em educação. E aí vira um ciclo vicioso. Sem educação você fica sem capacidade de gerar vagas de trabalho e absorver essas gerações que de uma forma ou de outra estão vindo. Leio um cenário bastante preocupante. Se a gente continuar polarizado e não fizer o que o Brasil precisa. Se a gente ficar discutindo coisas que não são importantes para o desenvolvimento de uma sociedade e não discutirmos eficiência na máquina pública e sem melhoria da educação estaremos bastante comprometidos com o país do amanhã de uma maneira geral”, projetou o também presidente da Rio Grande Seguros e Previdência.

Reformas e Educação são pontos-chave

César Saut considera as reformas e a educação como pontos fundamentais para uma guinada nos resultados do Brasil. “Vivemos em um mundo dinâmico, que não é mais estático. Os ciclos estão cada vez mais curtos. Um indivíduo hoje tem de ter capacidade constante de aprender, desaprender e reaprender. O que se sabe é transitório e para um determinado tempo, que é muito curto. A humildade virou fator preponderante para o desenvolvimento do individuo e as habilidades são essencialmente humanas. Robôs não sabem lidar com sentimentos, não têm empatia para atender. Já existem trabalhos nesse sentido. Mas hoje, de uma maneira geral, é possível identificar quando o atendimento de um robô. O robô tem de estar a serviço do ser e não ser protagonista do processo”, complementou.

O palestrante do último encontro promovido pela VI Jornada de Seguros e Benefícios do CVG RS também mostrou números projetados pela economista da Icatu Seguros, Victória Werneck. De acordo com a expert, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve cair 4,9% em 2020, mas a expansão no próximo ano deve ser de 4,5%. “É uma perspectiva positiva em um ano quase que catastrófico. A Selic, que já foi de 14%, hoje está em 2%. Para 2021, a projeção é de que fique em 3,2%”, comentou Saut.

“Outro dado preocupa. O mundo terá uma média de crescimento de 5,4% em 2021. Isso significa que o crescimento nos países desenvolvidos deve ser de 4,6% e 5,9% em países emergentes, segundo o FMI. O Brasil deve crescer, de novo, menos que o mundo. Todos nós deveríamos nos preocupar sim. Volto ao tema educação. Por que crescemos menos que o mundo? Por que há 200 anos somos os maiores produtores de café e a Alemanha o maior exportador?”, exemplificou. “Há uma clara mensagem com isso: é que precisamos de mais eficiência em tudo. Ser mais humilde para reaprender o que a gente faz e não vai bem”, diagnosticou.

Transição demográfica e econômica

Outro ponto abordado pelo executivo foi a transição demográfica do Brasil. Na opinião de Saut, “a mais rápida de todas”. “Em 1910, a expectativa de vida era de aproximadamente 30 anos. Passou para 50 anos em 1950 e, agora, passa de 80 anos, dependendo da região”, apontou. “Isso significa que também teremos uma transição econômica muito alta. Temos tanto potencial e capacidades. Este País ainda vai ser muito grande. Tem mercado para absolutamente tudo. Todos que operarem com propósito vão resistir ao tempo e vão crescer. Por isso é importante pensar o que vamos fazer com as experiências da pandemia”, sinalizou.

Números da Icatu Seguros:

Investimentos em Tecnologia da Informação:

2019: R$ 152,5 milhões.
2020: R$ 187,1 milhão (R$ 139,7 milhão até setembro ).

Resultado Financeiro:

2018: R$ 157,7 milhões.
2019: R$ 216,9 milhões.
2020: R$ 30 milhões.

Lucro:

2018: R$ 271,9 milhões.
2019: R$ 319,8 milhões.
2020: R$ 300 milhões (R$ 240 milhões até setembro).

“Olha a capacidade de reaprender e fazer absolutamente tudo ao se reinventar. Nossa solidez vem do lucro, do resultado e dos investimentos que se faz. Investimos R$ 730 milhões em aquisições e não diminuímos isso. Outra grande aquisição foi realizada há pouco, em meio à pandemia, e gerará efeito no começo do ano. Essa resiliência é, de uma forma ou de outra, a característica da nossa empresa, do mercado, do nosso povo e do Brasil. Essa resiliência é o que me faz crer que a gente vai crescer. O melhor país para se estar neste momento é esse. Estamos tão atrasados que vamos crescer mais do que os outros. Transição demográfica mais violenta que o mundo já vivenciou”, dissertou César Saut.

“É preciso se reinventar o tempo inteiro. Não é imaginar que produto e a solução, mas sim a postura da equipe, da gestão, da empresa, produtos e do próprio negócio em si. Em via de regra, assim como Brasil, temos de conseguir entregar qualidade e eficiência em praticamente tudo. A gente precisa entregar mais com menos”, explicou.

Apesar do ano duro, o palestrante demonstra o orgulho pela equipe da Icatu Seguros. “Temos de nos orgulhar daqueles que estão conosco nessa empreitada de construir uma empresa maior, melhor e cada vez mais forte”, disse ao enfatizar que é preciso saber lidar com diversas questões como a digitalização, a inovação, como lidar com os grupos de risco, como administrar a integração do home office com o trabalho híbrido e outros temas, como a gestão de espaços físicos em um modelo mais racional.

“Tem sido um ano muito duro, mas temos de acreditar em pessoas. Temos de acreditar no mercado de seguros e sua potencialidade, além desse país, independente do cenário que se tenha. Isso possibilitará um futuro melhor e muito maior que foi o passado dessa nação”, finalizou César Saut ao citar parcerias e a necessidade de mudar a forma de respeitar o desenvolvimento humano, além da valorização do capital humano, daqueles profissionais que apresentam-se como verdadeiros “donos do negócio”.

Seguro protege obras de arte em caso de perda ou dano 405

Seguro protege obras de arte em caso de perda ou dano / Foto: Robert Keane / Unsplash Images

Trata-se de uma forma de diminuir o prejuízo financeiro

Em março deste ano um incêndio atingiu um galpão em São Paulo que era usado para armazenar obras de diversas galerias da cidade. Após o incidente, foi confirmado que diversos trabalhos da Galeria Nara Roesler, uma das mais importantes do país e referência no exterior, foram perdidos. Acidentes desse tipo podem acontecer em diversos locais, como no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2018, ou na residência de grandes colecionadores, como ocorreu, em 2012, no apartamento de Jean Boghici, em Copacabana (RJ), que destruiu parte do seu acervo incluindo Samba (1925), de Di Cavalcanti, e Floresta Tropical (1938), de Alberto da Veiga Guignard.

A perda ou dano são imensuráveis para os apaixonados por arte, mas contratar um seguro para as obras é uma forma de diminuir o prejuízo financeiro. O produto foi desenvolvido para proteger veículos de coleção e peças em exposições públicas e privadas, em locais, como: museus, instituições culturais, universidades, coleções corporativas, galerias comerciais ou em posse de restauradores ou curadores.

O cliente pode definir as proteções de acordo com as suas necessidades. Assim como todo seguro patrimonial, o produto oferece coberturas básicas que cobrem os riscos como roubo, queda, deterioração, danos causados durante o transporte e outros, com ou sem cobertura “prego a prego”, que envolve todas as etapas do transporte da obra até o retorno ao local de origem. “O valor da apólice varia de acordo com o ‘valor em risco’ da obra ou coleção segurada”, aponta Luiz Carlos Gama Pinto, Diretor Executivo da Corretora de Seguros Bancorbrás.

Luiz Carlos comenta que o seguro também cobre danos elétricos e o transporte das obras e que o segurado pode contratar coberturas adicionais e estender a proteção dos bens. “Caso a exposição ocorra ao ar livre, por exemplo, o cliente pode incluir esse ‘risco’ na apólice, pois é difícil prever se o tempo irá mudar repentinamente e danificar o acervo”, finaliza.

Para mais informações sobre o produto basta ligar para 0800 7070 020 ou acessar este endereço.

Número de cesarianas cai na saúde suplementar 387

Número de cesarianas cai na saúde suplementar / Foto: Mart Production / Pexels

Análise do IESS mostra redução do procedimento no intervalo entre 2015 e 2020

Em 2020, do total de partos realizados na saúde suplementar, 82,7% foram por cesarianas. A taxa representa retração de 0,5 ponto percentuais (p.p.) em relação ao índice de 2019 e queda de 1,9 p.p. em comparação a 2015. Os dados são da “Análise da Assistência à Saúde da Mulher na Saúde Suplementar Brasileira entre 2015 e 2020“, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

A avaliação do IESS mostra uma tendência lenta de queda do percentual de cesarianas no período analisado. Entre 2015 e 2020, a realização desse tipo de procedimento caiu de 481.571 para 400.243 (-16,9%). Em relação aos partos normais, entre 2019 e 2020, observa-se um crescimento gradual na quantidade com alta de 82.681 para 83.767 (+1,3%). Entretanto, no período entre 2015 e 2020, houve redução de 4,3%.

Para José Cechin, superintendente executivo do IESS, “os dados da Análise da Assistência à Saúde da Mulher na Saúde Suplementar Brasileira são informações que podem auxiliar na formulação de políticas assistenciais voltadas à população feminina, especialmente em nos cuidados específicos durante uma gestação”, opina. “A tendência é positiva, mas ainda muito fraca. São necessárias políticas para acelerar a redução do percentual de partos cesarianos”, completa.

No período analisado, o número de partos também caiu 14,9% na saúde suplementar. Em 2015, foram realizados 569.188 procedimentos. Já em 2020, o total diminuiu para 484.010. A mesma tendência foi apontada na pesquisa Vox Populi realizada a pedido do IESS. O parto representou 5% dos serviços utilizados pelos beneficiários de planos de saúde em 2015. Em 2021, a taxa caiu para 3%.

Café com Seguro da ANSP realiza segunda live sobre Open Insurance 298

Palestrantes abordam questões técnicas, dúvidas, desafios e benefícios do sistema para a sociedade

Na última quarta-feira (20) a Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) realizou a palestra “Open Insurance – parte II”. A live foi apresentada pelo Presidente João Marcelo dos Santos, e contou com a participação do professor, Diretor e PhD de Pesquisa de Inovação pelo departamento de Risk e Data Science na “University of Oslo”, o Acadêmico Reinaldo Marques; do Diretor Técnico da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Alexandre Leal e do advogado e Vice-Presidente do Conselho Superior da ANSP, o Acadêmico Antonio Penteado Mendonça

Em suas considerações iniciais João Marcelo ressaltou que o Open Insurance é um movimento importante que está relacionado a crescente quantidade, qualidade e portabilidade de dados pessoais e de empresas. “É um tema da ordem do dia e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) tem feito um trabalho muito forte para avançar projeto, beneficiando-se do esforço já feito no caso do open banking brasileiro, o melhor do mundo”, disse.

Marques trouxe um panorama sobre o tema, não apenas no Brasil, mas em todos os países onde ele se insere, além das implicações técnicas e contextualizações. O open insurance se insere dentro de um contexto maior que é o do open finance. “Por meio do open finance espera-se que tenhamos mais acesso aos serviços, uso de dados alternativos, linhas de créditos, seguros customizados, conveniência para troca e avaliação de serviços e produtos e revisão de taxas e rendimentos”, explicou.

O palestrante falou também sobre uma questão de mercado que tem sido levantada em relação ao open insurance: como será o comportamento dos atores nesse novo cenário nessa nova realidade? Segundo ele, espera-se que os clientes vão na direção de marketplace de dados. Outro ponto é que o fato de os clientes poderem compartilhar dados não significa que eles farão. Sendo assim, se faz necessária uma proposta de valor clara, que mostre que isso é realmente um benefício para as pessoas.

O convidado comentou, ainda, uma pesquisa sobre a variação cultural entre os países que aderem a tecnologia. Dados revelam que países emergentes e a China são mais propensas ao compartilhamento de informações visando algum benefício. Falou sobre questões técnicas e esclareceu dúvidas sobre riscos, aumento da transparência e justiça atuarial, por meio de algoritmos. Na visão de Marques, a governança de dados, o fluxo de dados (APIs), a amplitude do compartilhamento e a robustez do sistema são os principais desafios.

“Quanto mais a gente digitaliza os processos, mas a gente amplia as possibilidades de riscos e ataques de todas as direções. Isso é inerente ao processo de digitalização”, sinalizou Alexandre Leal, criticando a velocidade com que o open insurance vem sendo implementado. No que diz respeito a proteção do consumidor, o Diretor da CNSEG reforça que é preciso garantir o cumprimento das leis de proteção de dados e a clareza das informações para que o cliente perceba que está sendo beneficiado.

“A digitalização, não só no mercado de seguros, mas também no mundo, vai trazer vários desafios. É importante que os reguladores acompanhem isso bem de perto para evitar fraudes é anomalias”, alertou o palestrante, acrescentando que seguradoras e insurtechs podem se beneficiar ampliando o portfólio de produtos e criando novos modelos de negócios, além de se especializar em nichos estratégicos. Em sua visão, os corretores têm um papel fundamental na orientação dos segurados. E para a sociedade como um todo, espera-se mais competitividade (oferta x preço) e preparação para o seguro digitais (demanda em proteção).

Para Alexandre Leal, a abertura de dados que foi potencializada pela lei de proteção de dados em diversos países é uma tendência que veio para ficar. “Nos preocupa muito essa velocidade com que se está imprimindo essa questão aqui no Brasil. O open insurance, como proposto pela Susep, não tem paralelo no mundo”, pontuou. Lá fora, até por entender a complexidade do setor de seguros, a implementação ou a introdução do open insurance, dos produtos, dentro desse ambiente mais amplo do open finance, foi para o final da fila. “Aqui no Brasil, a penetração dos seguros é baixa, mas não há nenhuma evidência de que o open insurance vai ajudar a aumentar essa penetração”, disse. O executivo observa que o corretor não aparece na resolução ou na circular da Susep, que ele não faz parte do sistema de seguros abertos. Segundo o especialista, essa questão de como engajar o corretor nesse novo ambiente não ocorreu aqui e várias outras discussões que estão ocorrendo lá fora para mitigar os riscos também não foram trazidas a pauta no Brasil.

Na opinião de Leal, um dos riscos é o fato do segurado não querer que suas informações sejam disponibilizadas nesse ambiente de open insurance. “Será que ele vai ter problema para contratar um seguro caso não autoriza o compartilhamento dos seus dados? Como o cliente que não quer suas informações circulando será entendido nesse novo mundo?”, questionou.

O executivo manifestou ainda outras preocupações, como por exemplo, a de acabar induzindo uma compra baseada simplesmente no preço dos produtos e a comoditização dos produtos de seguros. “É um desafio enorme implementar isso tudo em um cenário de grande investimento das empresas. Corremos o risco de cometer erros que já foram cometidos na implementação do open banking simplesmente porque não tivemos tempo de absorver a experiência do sistema aqui no Brasil”, alertou.

“O open insurance é uma boa intenção que eu já coloco em dúvida de saída, pois a autarquia alega que o objetivo é desenvolver o mercado. Eu nunca vi a Susep querer desenvolver o mercado. Ao contrário. É um enorme âncora contra o desenvolvimento do setor”, relatou o advogado Antonio Penteado Mendonça.

O advogado questiona por que o Brasil seria bem-sucedido com a implantação do open insurance se não existe nenhum sistema parecido em nenhum lugar do mundo. Quanto a sociedade iniciadora de serviços de seguros, criada pela autarquia, Mendonça questiona sua natureza jurídica.

Na opinião de Penteado de Mendonça, “O open banking nada mais é do que a portabilidade do juro. Ele permite que o cliente do banco leve a sua operação, o seu juro – seja de empréstimo ou de investimento – para uma situação mais favorável para ele. Isso porque, com o open banking o cidadão passa a ter a possibilidade de acessar o sistema financeiro como um todo para encontrar a situação mais conveniente para ele”. “Isso não vale para seguro, porque não existe fidelidade nesse mercado”, frisou. “No momento em que o corretor pede para seguradora fazer a cotação do risco do segurado, ele passa para a companhia todas as informações que o open banking passa numa operação de crédito. O que não é necessário no open insurance, considerando que a seguradora já tem bancos de dados robustos e com todas as informações necessárias para o funcionamento de suas operações”.

Clube das Executivas de Seguros de Brasília entrega cartas de apoio às mulheres com câncer 501

Clube das Executivas de Seguros de Brasília entrega cartas de apoio às mulheres com câncer / Divulgação

Confraria demonstrará apoio em ação especial voltada para a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília (DF)

O Clube das Executivas de Seguros de Brasília (CESB) realiza ação especial em alusão ao Outubro Rosa. As integrantes da confraria realizarão, no próximo dia 29 de outubro, cartas de apoio às mulheres com câncer da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília (DF). “Esse gesto é movido pela solidariedade que une mulheres do CESB que já passaram por esse momento delicado, e mulheres que não tiveram essa experiência, mas compartilham empatia”, demonstra a presidente do Clube, Regina Lacerda.

Contar com uma rede de apoio é um dos cuidados essenciais para quem enfrenta o câncer e outras doenças graves. “Por isso, sabemos que, juntas, contar nossa história e prestar apoio, pode multiplicar a esperança e fazer o dia de uma mulher mais feliz”, completa Regina.

Ao convocar as integrantes do CESB, a entidade recomenda a prática de ouvir os médicos, ouvir os conselhos, ouvir as dicas e, muitas vezes, ouvir as experiências de outras mulheres. “Algumas de nós, que já passamos pela experiência de detectar um nódulo na mama, de nos submeter a uma cirurgia e a um tratamento, sabemos o quanto é importante um bom médico e aquela medicação eficaz, porém, sabemos também como é reconfortante ouvir a experiência de outra mulher, como nos dá força saber que uma mulher superou os momentos difíceis que estamos vivendo”, diz o convite.

É possível enviar as cartas até o dia 27 de outubro de 2021, através do e-mail contato@cesbdf.org.br ou ainda presencialmente, em dois pontos de entrega: Glamour Seguros (Ed. Garvey Park sobreloja sala 143 – Asa Norte) ou na Sek Assessoria (Qd. 702 Ed. Radio Center 1º Andar Sala 1094). Dúvidas podem ser tiradas nos telefones (61) 99983-2478  ou (61) 99855-0308.

Bradesco Seguros promove campanha Carro da Semana 325

Eduardo Menezes é Superintendente de Produto Auto na Bradesco Seguros / Divulgação

A partir de 25 de outubro, os corretores parceiros terão à disposição cotações promocionais inéditas para diferentes modelos de automóveis

A Bradesco Seguros apresenta nova ação promocional voltada para o segmento de automóveis. A partir de 25 de outubro, semanalmente, a seguradora oferecerá descontos para cotação de seguros de diferentes modelos de automóveis, em todas as regiões do Brasil.

Com o objetivo de estimular o corretor a conhecer ainda mais os produtos e diferenciais competitivos da companhia, a ação promocional terá carros variados de acordo com cada região. “A Bradesco Seguros aposta em preços competitivos, benefícios e campanhas especiais, para que o corretor tenha uma gama maior de oferta de produtos e possa aumentar suas vendas e, na outra ponta, o consumidor tenha acesso a serviços de excelência, além de condições diferenciadas de pagamento”, destaca Eduardo Menezes, superintendente executivo de produto Auto.