Polarização prejudica desenvolvimento do Brasil, avalia César Saut 4413

Vice-Presidente da Icatu Seguros participou de evento virtual na última sexta-feira (13)

A VI Jornada de Seguros e Benefícios do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG RS) terminou, na última sexta (13), em alto estilo. O Vice-Presidente da Icatu Seguros e Presidente da Rio Grande Seguros e Previdência, César Saut, foi o palestrante da noite. O executivo fez uma retrospectiva sobre outras crises e abordou os aspectos de transformação desencadeados pela pandemia de coronavírus. Além disso, perspectivas para o próximo ano também foram apresentadas na palestra “Retrospectiva sobre 2020 e perspectivas para 2021: O quê importa em vida?”.

“Foram dias maravilhosos. Passaram muitas pessoas do cenário nacional de seguros por aqui e o César Saut é uma das pessoas mais envolvidas com o CVG RS. Apadrinhou a entidade”, cumprimentou a presidente do Clube, Andréia Araújo.

Plano de Contingência diante da pandemia de Covid-19

Saut lembra quando foi preciso acionar o Plano de Contingência para continuidade das atividades das companhias em que atua. “Era uma sexta-feira 13. Comunicamos 2 mil pessoas que elas iriam passar para um modelo de trabalho em home office. O Plano de Contingência havia sido construído para um incêndio ou uma inundação. Não para uma pandemia. Naquele momento, observávamos as altas expectativas de mortes e também os números da economia e do desemprego”, lembrou.

O executivo citou a Gripe Espanhola, que desencadeou em 50 milhões de mortes entre os anos de 1918 e 1920. Naquela época, a população mundial era de 1,3 bilhão de pessoas. Outro fato histórico mencionado pelo palestrante foi a 2ª Guerra Mundial, que vitimou 85 milhões de pessoas entre 1939 a 1945 em um período que o mundo tinha 1,6 bilhão de população. “Durante a Crise Econômica de 2008 aproximadamente 250 milhões de pessoas estavam conectadas à internet. Agora, com a crise do coronavírus, este número saltou para 4,57 bilhões de pessoas. A população mundial, hoje em torno de 7,9 bilhões de seres humanos, viu mais de 1,2 milhão de mortes em 2020 por conta da pandemia”, resumiu. “A evolução do fator dominante da humanidade também nos traz um aprendizado em geral. Antes, a dominância vinha pela força física e sua imposição. Em um segundo momento, é possível dominar o mundo pelo capital, pela capacidade de comprar. E agora a gente viu uma terceira onda, que é absolutamente irreversível, a gente entra na onda da informação, conexão e capacidade de utilização da dados é o que faz a força se estabelecer ou o capital ser potencializado”, justificou.

César Saut é Vice-Presidente e acionista da Icatu Seguros, além de Presidente da Rio Grande Seguros e Previdência / Foto: William Anthony/JRS
César Saut é Vice-Presidente e acionista da Icatu Seguros, além de Presidente da Rio Grande Seguros e Previdência / Foto: William Anthony/JRS

A Era dos Dados, na visão de César Saut, ficou evidenciada com a eleição do atual presidente do Brasil. “Foi eleito sem capacidade econômica. Não teve uma campanha eficiente, mas sim uma mobilização das redes sociais que o fizeram existir. É um fenômeno mundial e relativamente irreversível, onde a informação e a conexão dominam. Imagine há 20 anos atrás ou quando houve até mesmo a Crise Econômica de 2008 se tivéssemos algo como a pandemia? Nem a íntegra dos funcionários e clientes teria acesso à web para conseguir trabalhar presencialmente”, comparou. “Pagamos 200, 300 indenizações por dia no Sul. Não mudou-se absolutamente nada. Não houve necessidade de atrasar ou mudar nada por não se ter a presença física e estarmos fazendo tudo pela internet”, acrescenta. “Imagine se este vírus não tivesse afetado as pessoas, mas sim as comunicações? Aí sim teríamos o pior dos mundos, com pessoas sem poder acessar suas contas correntes, por exemplo”, demonstrou.

Polarização prejudica desenvolvimento do Brasil

“Apesar desse lado positivo fomos muito prejudicados pela polarização, que alimenta a ignorância. A discussão entre Economia ou Vida foi uma das menos inteligentes que se poderia ter levantado. Esquerda ou Direita. Remédio A ou Remédio B. Vacina Obrigatória ou Sem Vacina? Sempre que há uma discussão a ignorância reside em ambos os extremos. A tendência dos entendimentos é discutir meios e formas para conseguir acolher o maior número de pessoas. Aqui no Brasil vimos em diversos níveis, municípios, estados e até em nível federal as decisões sendo tomadas de forma polarizada e entramos em discussões absolutamente improdutivas para o desenvolvimento do País. Isso tem um custo”, disse César Saut ao lembrar que o coronavírus deixou alguns aprendizados. “A Covid-19 mostrou efetivamente que todos são iguais e que algumas discussões são inócuas, incompetentes e não poderiam se estabelecer. Todos foram para casa, independente de questão social, econômica, sexual, religiosa, entre outras. Qualquer estereótipo que se queira traçar sobre alguém não faz nenhum sentido”, compactou.

“Mercado ocupado não é mercado disponível”

9 em cada 10 pessoas no Brasil não possuem algum tipo de seguro de vida. Diante desse número, o especialista afirma que o mercado precisa identificar quem é o seu público-alvo. “Todos foram afetados, mas os executivos e funcionários de seguradoras e corretoras focam em determinado nicho ou segmento sem compreender que mercado ocupado não é um mercado disponível, que é absolutamente amplo e promissor”, emendou Saut ao lembrar que a pandemia gerou sensação de finitude e fragilidade.

Desemprego preocupa

“O mundo pensou praticamente nas mesmas questões e temos a questão da Transformação Digital. No Brasil temos 10 robôs para cada 10 mil trabalhadores. Em nível mundial essa média é de 74 robôs. Até 2021, a expectativa é que a automação substitua 4 milhões de empregos. Quem serão os trabalhadores que ocuparão as vagas do futuro?”, questionou ao apresentar números da Consultoria Gartner. “Essa ameaça é complicadíssima em um país com 14% da população economicamente ativa desempregada. Segundo a FGV, 69,39% das pessoas tiveram perda na renda mensal por conta da pandemia. A renda do brasileiro caiu de R$ 1.118 para R$ 893, cerca de 20% menos”, embasou.

“Estamos em uma situação que uma luz laranja está acessa. O mutualismo, como os programas assistenciais, não poderão deixar de existir em um curto espaço de tempo. Discussões sobre Bolsa Família ou Auxílio Emergencial estão relacionadas ao desemprego, que não tende a diminuir e isso não é um problema exclusivo do Brasil. A Transformação Digital está sim eliminando empregos e este é um problema inerente à educação. Também não estamos gerando empregos suficientes para as gerações que estão vindo”, afirmou o Vice-Presidente da Icatu Seguros em evidenciar que Bolsa Família e Auxílio Emergencial custam R$ 285 bilhões de reais para atender 117 milhões de brasileiros, enquanto que, apenas a esfera pública federal consome R$ 400 bilhões para atender 1,6 milhão de brasileiros que estão ativos ou inativos.

“É preciso sim se preocupar com o nível de desemprego desse país e com a necessidade de reformas. A máquina pública precisa custar menos. Se a gente não custar menos não haverá dinheiro para investir em educação. E aí vira um ciclo vicioso. Sem educação você fica sem capacidade de gerar vagas de trabalho e absorver essas gerações que de uma forma ou de outra estão vindo. Leio um cenário bastante preocupante. Se a gente continuar polarizado e não fizer o que o Brasil precisa. Se a gente ficar discutindo coisas que não são importantes para o desenvolvimento de uma sociedade e não discutirmos eficiência na máquina pública e sem melhoria da educação estaremos bastante comprometidos com o país do amanhã de uma maneira geral”, projetou o também presidente da Rio Grande Seguros e Previdência.

Reformas e Educação são pontos-chave

César Saut considera as reformas e a educação como pontos fundamentais para uma guinada nos resultados do Brasil. “Vivemos em um mundo dinâmico, que não é mais estático. Os ciclos estão cada vez mais curtos. Um indivíduo hoje tem de ter capacidade constante de aprender, desaprender e reaprender. O que se sabe é transitório e para um determinado tempo, que é muito curto. A humildade virou fator preponderante para o desenvolvimento do individuo e as habilidades são essencialmente humanas. Robôs não sabem lidar com sentimentos, não têm empatia para atender. Já existem trabalhos nesse sentido. Mas hoje, de uma maneira geral, é possível identificar quando o atendimento de um robô. O robô tem de estar a serviço do ser e não ser protagonista do processo”, complementou.

O palestrante do último encontro promovido pela VI Jornada de Seguros e Benefícios do CVG RS também mostrou números projetados pela economista da Icatu Seguros, Victória Werneck. De acordo com a expert, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve cair 4,9% em 2020, mas a expansão no próximo ano deve ser de 4,5%. “É uma perspectiva positiva em um ano quase que catastrófico. A Selic, que já foi de 14%, hoje está em 2%. Para 2021, a projeção é de que fique em 3,2%”, comentou Saut.

“Outro dado preocupa. O mundo terá uma média de crescimento de 5,4% em 2021. Isso significa que o crescimento nos países desenvolvidos deve ser de 4,6% e 5,9% em países emergentes, segundo o FMI. O Brasil deve crescer, de novo, menos que o mundo. Todos nós deveríamos nos preocupar sim. Volto ao tema educação. Por que crescemos menos que o mundo? Por que há 200 anos somos os maiores produtores de café e a Alemanha o maior exportador?”, exemplificou. “Há uma clara mensagem com isso: é que precisamos de mais eficiência em tudo. Ser mais humilde para reaprender o que a gente faz e não vai bem”, diagnosticou.

Transição demográfica e econômica

Outro ponto abordado pelo executivo foi a transição demográfica do Brasil. Na opinião de Saut, “a mais rápida de todas”. “Em 1910, a expectativa de vida era de aproximadamente 30 anos. Passou para 50 anos em 1950 e, agora, passa de 80 anos, dependendo da região”, apontou. “Isso significa que também teremos uma transição econômica muito alta. Temos tanto potencial e capacidades. Este País ainda vai ser muito grande. Tem mercado para absolutamente tudo. Todos que operarem com propósito vão resistir ao tempo e vão crescer. Por isso é importante pensar o que vamos fazer com as experiências da pandemia”, sinalizou.

Números da Icatu Seguros:

Investimentos em Tecnologia da Informação:

2019: R$ 152,5 milhões.
2020: R$ 187,1 milhão (R$ 139,7 milhão até setembro ).

Resultado Financeiro:

2018: R$ 157,7 milhões.
2019: R$ 216,9 milhões.
2020: R$ 30 milhões.

Lucro:

2018: R$ 271,9 milhões.
2019: R$ 319,8 milhões.
2020: R$ 300 milhões (R$ 240 milhões até setembro).

“Olha a capacidade de reaprender e fazer absolutamente tudo ao se reinventar. Nossa solidez vem do lucro, do resultado e dos investimentos que se faz. Investimos R$ 730 milhões em aquisições e não diminuímos isso. Outra grande aquisição foi realizada há pouco, em meio à pandemia, e gerará efeito no começo do ano. Essa resiliência é, de uma forma ou de outra, a característica da nossa empresa, do mercado, do nosso povo e do Brasil. Essa resiliência é o que me faz crer que a gente vai crescer. O melhor país para se estar neste momento é esse. Estamos tão atrasados que vamos crescer mais do que os outros. Transição demográfica mais violenta que o mundo já vivenciou”, dissertou César Saut.

“É preciso se reinventar o tempo inteiro. Não é imaginar que produto e a solução, mas sim a postura da equipe, da gestão, da empresa, produtos e do próprio negócio em si. Em via de regra, assim como Brasil, temos de conseguir entregar qualidade e eficiência em praticamente tudo. A gente precisa entregar mais com menos”, explicou.

Apesar do ano duro, o palestrante demonstra o orgulho pela equipe da Icatu Seguros. “Temos de nos orgulhar daqueles que estão conosco nessa empreitada de construir uma empresa maior, melhor e cada vez mais forte”, disse ao enfatizar que é preciso saber lidar com diversas questões como a digitalização, a inovação, como lidar com os grupos de risco, como administrar a integração do home office com o trabalho híbrido e outros temas, como a gestão de espaços físicos em um modelo mais racional.

“Tem sido um ano muito duro, mas temos de acreditar em pessoas. Temos de acreditar no mercado de seguros e sua potencialidade, além desse país, independente do cenário que se tenha. Isso possibilitará um futuro melhor e muito maior que foi o passado dessa nação”, finalizou César Saut ao citar parcerias e a necessidade de mudar a forma de respeitar o desenvolvimento humano, além da valorização do capital humano, daqueles profissionais que apresentam-se como verdadeiros “donos do negócio”.

BMG Seguros: a nova era do saneamento 287

BMG Seguros: a nova era do saneamento

ESG, project finance e contratos de performance foram destaques de webinar FGV com apoio BMG Seguros

Webinar que debateu a nova era do saneamento no Brasil discutiu a participação da iniciativa privada no setor de saneamento, cujos investimentos previstos estão calculados entre R$ 700 milhões e R$ 1 trilhão.

Segundo os especialistas Benedito Braga, diretor-presidente da Sabesp, Carlos Brandão, CEO da Iguá Saneamento, e Rogério Tavares, vice-presidente de Relações Institucionais da Aegea, esta projeção vultosa se dá graças à Nova Lei do Saneamento (14.026/2020), prestes a completar um ano, que possibilita o investimento em infraestrutura tão fundamental para a retomada do crescimento da economia brasileiro. Um exemplo de que este é o caminho certo foi o sucesso do leilão da Cedae no fim de abril deste ano, o maior da América Latina no setor.

Para Renata Oliver, vice-presidente de negócios da BMG Seguros, o setor de saneamento é um dos mais importantes e prioritários para o governo: “O marco do saneamento tem um efeito multiplicador em toda a sociedade, com impacto direto principalmente na saúde e no turismo, entre outros segmentos. E o mercado de seguros está acompanhando essa onda de investimento e buscando soluções inovadoras para o setor. O seguro não pode ser coadjuvante nas discussões, pois tem papel fundamental como viabilizador da infraestrutura”.

Apesar dos avanços, Benedito Braga, alertou para o grande desafio de garantir a segurança jurídica nos processos, pois a nova lei já enfrenta questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, ele ressaltou a importância de se ter uma situação política sólida, para que o setor privado possa confiar nesse processo: “O governo federal precisa arredondar questões de natureza legal e não pode se eximir de por dinheiro no saneamento, achando que o setor privado é o salvador da pátria. Temos 5.400 municípios no país e o setor privado pode não ter interesse em todos eles”.

Para Carlos Brandão, a aprovação do marco do saneamento trouxe pilares importantes para a iniciativa privada atuar no setor com clareza de metas e possibilidade de investir com segurança jurídica. Ele prevê que nos próximos dois anos mais players devem participar dos projetos de licitação, a exemplo do que ocorreu com a Cedae, que atraiu grande interesse do setor privado: “Acredito que o tema ESG (ambiental, social e governança) é uma das chaves nesse processo, pois cria valor, traz capital novo e abre uma perspectiva positiva para a população, ou seja, traz um circulo virtuoso de atração para esse novo cenário”.

Para Rogério Tavares, os bons resultados alcançados nos últimos processos abre maior possibilidade de trazer capital privado para a universalização de serviços, seja em parceria público-privado (PPP), seja via privatização. “A lei trouxe um processo de abertura que tornou o setor muito atrativo e no qual apostamos bastante. Portanto, é natural atrair novos entrantes, até porque o volume de investimentos é muito grande”.

Segundo Tavares, isto deve ocorrer ao longo do tempo, depois de eliminar as últimas arestas do marco legal e consolidar a lei, que é fundamental tanto para o desenvolvimento do país quanto para a população que mora nas periferias das grandes cidades e regiões longínquas: “Para tanto, é preciso avançar no desenvolvimento de Project Finance, modalidade na qual sempre tivemos dificuldade no Brasil, pois se tiver que oferecer garantia dos acionistas para grandes investimentos, não dará certo”.

Novos Projetos

Os especialistas concordam que a questão de escalabilidade é um item fundamental em todo e qualquer novo projeto, a fim de garantir seu equilíbrio financeiro. Além disso, é preciso considerar a regionalização da lei, que não constava no projeto original, que dá aos municípios o poder de decisão de participar ou não de um projeto que engloba outras cidades, em uma região metropolitana, por exemplo, que tenha interesses comuns. Segundo Benedito Braga, “a ideia é boa, mas é preciso cuidar da operacionalização para que não haja problemas”.

De acordo com a Renata Oliver, outro ponto a ser observado nos novos contratos diz respeito à obrigatoriedade de as empresas atestarem sua capacidade financeira. Nesse sentido, os seguradores terão o importante papel de fazer um filtro, pois sem garantias não será permitido participar dos processos de licitação: “Como muitas companhias públicas não atendem essa exigência, resta saber se as empresas privadas terão capacidade de absorver todos os projetos.”

Gesner Oliveira, coordenador do Centro de Estudos de Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV EAESP, finalizou o evento destacando o avanço nas discussões ao longo de quase um ano da Nova Lei de Saneamento, que passaram a englobar temas fundamentais para se criar um ambiente propício para investimentos no setor de saneamento, como ESG, project finance e contratos de performance, o que estava longe da realidade brasileira pouco tempo atrás.

Especialista mostra dicas para a compra do primeiro carro 377

Especialista mostra dicas para a compra do primeiro carro

Executivo da Allianz Automotive apresenta principais cuidados de manutenção

O sonho de consumo de grande parcela da população é a aquisição do primeiro veículo, seja novo ou usado. A escolha do carro ideal é um período de muitas incertezas, que vão desde comprar por aspectos estéticos, como a cor do veículo e a marca, ou até mesmo saber qual é o melhor motor para o tipo de utilização desejado.

A aquisição do primeiro carro esconde vários mistérios, que devem ser visualizados para fazer uma boa escolha, que atenda as demandas do comprador de forma satisfatória. Analisando essas condições que assombram os compradores, Ricardo Sardagna, executivo da Allianz Automotive, marca especializada em negócios automotivos da Allianz Partners, apresenta algumas dicas de cuidados preventivos.

Manutenção do veículo

Segundo o executivo, para um carro zero km, o recomendado é seguir o manual de instrução que é fornecido pela montadora do veículo, sempre realizando as revisões necessárias e possivelmente aumentando de maneira significativa a vida útil do automóvel. “Para veículos usados é de grande importância fazer revisões periódicas em partes específicas, como motor, freios, pneus e suspensão. Uma das principais dicas nesse processo é realizar uma revisão a cada 10 a 15 mil km rodados”, afirma o especialista.

Atenção especial

Alguns componentes merecem atenção especial do recém dono do automóvel, sendo pneus e freios os principais itens na lista de prioridades, uma vez que sofrem maior desgaste natural. Além disso, o manual do veículo é um grande aliado, por apresentar com precisão o período ideal de manutenção e seus componentes de acordo com a quilometragem.

Troca de óleo

Os intervalos de troca de óleo são fundamentais para manter a vida útil do veículo, sendo que o principal critério é realizar a troca nos intervalos recomendados pelo fabricante (ex. a cada 10 mil km rodados) ou de acordo com o prazo de validade do óleo, que em média gira em torno de um ano.

Os veículos novos contam com as revisões obrigatórias, que contribuem com a realização nos períodos corretos. “Em veículos usados, é recomendado fazer a troca do óleo logo após a compra, a não ser que você tenha alguma comprovação do momento que a última troca foi realizada e que a quilometragem percorrida desde então ainda não tenha sido atingida”.

Em todas as trocas é importante substituir também o filtro de óleo, outro componente fundamental para a vida útil do motor.

Cuidado com a pintura

Outro item de extrema relevância é a manutenção da pintura dos veículos, que deve ser conservada com lavagem periódica, evitando as manchas. Aplicação de uma cera protetora de boa qualidade a cada 3 meses ajuda muito na proteção e boa aparência da pintura do veículo. Já para veículos usados, o polimento técnico realizado em um local especializado é a melhor alternativa quando a pintura já perdeu o seu brilho ou está com riscos.

Ar-condicionado

O ar-condicionado dos carros possui filtros que retêm as impurezas do ambiente exterior e devem ser trocados de forma regular conforme recomendação do fabricante. Em casos de perda de capacidade de refrigeração, é necessária a troca de gás. De acordo com Sardagna, é importante ligar o ar-condicionado a cada 15 dias por, no mínimo, 15 minutos para o sistema manter a vida útil.

Seguindo essas recomendações, a durabilidade do seu veículo poderá aumentar de maneira substancial. Conte sempre com um especialista de confiança para poder realizar as manutenções necessárias de forma a evitar maiores dores de cabeça.

Lançado primeiro hackathon de Odontologia do Brasil 292

Lançado primeiro hackathon de Odontologia do Brasil

Maratona de inovação na área será totalmente online e gratuita

Hackathons são eventos voltados para o desenvolvimento de ideias e tecnologias inovadoras para problemas práticos das organizações, de startups a universidades. A fórmula tem apresentado excelentes resultados para instituições que querem inovar, descobrir novos talentos e se atualizar.

O formato se assemelha a uma maratona, sendo que o principal objetivo é estimular o desenvolvimento de soluções inéditas para problemas e desafios reais. O modelo é, ainda, uma ótima oportunidade para profissionais desenvolverem habilidades como o trabalho em equipe, altamente apreciado no mercado de trabalho.

Mesmo que os hackathons existam desde 1999, a iniciativa até o momento não havia chegado ao mundo dos dentistas. Porém, a partir da próxima quinta-feira, dia 17 de junho, a lacuna será preenchida. A data marca o lançamento do Dental Ideathon, iniciativa pioneira, com o propósito de fomentar a cultura do empreendedorismo e trazer soluções inovadoras para desafios reais na área da Odontologia.

A primeira edição do Dental Ideathon terá como patrocinadora master a S.I.N. Implant System, referência global em implantes e componentes dentários, com sua trajetória apoiada em inovação e pesquisas científicas produzidas em universidades de Odontologia de vários países.

A maratona colaborativa vai acontecer entre 17 a 20 junho, e terá 52 horas de duração, com abertura oficial marcada para dia 18, às 19h30min. Todas as etapas serão feitas de forma online.

Em seu primeiro dia, o hackathon irá contar com workshops de preparação e oficinas de criatividade, design e gamificação. Já entre os dias 18 e 20 de junho as equipes irão se dedicar à elaboração de projetos, com mentoria de convidados e parceiros.

No último dia do evento acontecem os pitchs, com as propostas apresentadas em vídeos.

O objetivo da Dental Ideathon é o estímulo ao desenvolvimento de soluções inovadoras para problemas reais ligados à Odontologia. Entre os desafios estão: ‘como conectar a oral care com os pacientes ou dentistas’; ‘como monitorar a saúde bucal dos pacientes à distância’ e ‘como otimizar os serviços da equipe odontológica no atendimento ao paciente, de forma inovadora’.

Os problemas devem ser solucionados em quatro etapas: ideação, validação, prototipagem e apresentação (pitch), seguindo o cronograma da conferência.

O evento é voltado para acadêmicos da Odontologia, porém, a participação de estudantes e profissionais de outras áreas da saúde, assim como de carreiras ligadas a administração de empresas, TI, comunicação, marketing e publicidade, são incentivadas pela organização.

Para inscrições ou mais informações, basta acessar este endereço.

WinSocial lança campanha para incentivar vacinação 282

WinSocial lança campanha para incentivar vacinação

Ação com influenciadores visa estimular a imunização para pessoas com diabetes, grupo de risco da pandemia

A WinSocial, startup que oferece seguro de vida a pessoas com diabetes por meio da tecnologia, lançou uma campanha para incentivar que pessoas com esta condição de saúde – classificadas como grupo de risco – se vacinem contra a Covid-19.

Ao longo de todo o mês de Junho, os seguidores da WinSocial no Instagram que compartilharem fotos tomando a vacina ou apresentando o seu cartão de vacinação com as duas hashtags #winsocial #vacinasim, concorrerão a cinco kits especiais da startup com: uma camisa “Quem tem diabetes PODE!”, um cofre unicórnio e uma máscara de proteção personalizada.

A ação contará com a participação de mais de dez influenciadores digitais que abordam o tema de diabetes. O objetivo é promover o cuidado com a diabetes e celebrar a vida em um momento tão especial para pessoas com essa condição de saúde.

Os cinco posts mais curtidos até 30 de junho ganharão os kits, e os ganhadores serão anunciados dia 01/07 no Instagram da WinSocial.

Lúcio Roca Bragança: Seguro e recuperação econômica 299

Lúcio Bragança é advogado do escritório Agrifoglio Vianna / Arquivo JRS

Confira artigo do sócio do escritório Agrifoglio Vianna – Advogados Associados

Em um cenário de pandemia, com a consequente recessão econômica, é natural um aumento na precaução, com a adoção de estratégias econômicas mais conservadoras e redução de investimentos. Por conseguinte, o contrato de seguro, enquanto instituição econômico-social de suma relevância, desempenha papel para a recuperação da economia, por seu papel institucional de redutor de incertezas e expansão da livre iniciativa: “O que o seguro tem em vista, o bem que ele oferece, como instituição, a instituição que ele se dedica, é justamente produzir este bem, este valor almejado – essencialmente almejado por todo mundo, seja qual for a sua categoria social, sua riqueza, sua natureza – que é a confiança¹”.

O aumento da confiança proporcionado pelo sistema de garantias ofertado pelo seguro favorece a retomada dos negócios e dos investimentos necessários para a superação da crise. Nesta toada, presta serviço também à Democracia, já que, como visto, uma sociedade com medo constitui ambiente fértil para o surgimento de autocracias.

Esse papel do seguro é especialmente importante no Brasil, onde ainda remanescem as características do “homem cordial” apontado Sérgio Buarque de Holanda², com a cultura do apadrinhamento, pessoalização do poder e relações sociais afiançadas por laços pessoais. Por conseguinte, pessoas e empresas menos favorecidas, destituídas de contatos que lhe emprestem confiança, deixam de depender deste critério subjetivo para prosperar, podendo se valer da impessoalidade e da objetividade apresentadas pelo seguro – sendo o exemplo mais emblemático o do seguro-fiança.

Também ganham relevância, em época de crise, todas as características do seguro que favorecem o desenvolvimento econômico e social que, segundo Steven Weisbart, podem ser sintetizados em 10 pontos, divididos em 3 segmentos: segurança, estabilidade econômico-financeira e desenvolvimento³. Na promoção da segurança, o autor aponta: 

1. Seguradores são agentes de resposta financeira imediata (enquanto ajuda governamental, ou políticas públicas, podem demorar meses ou anos, a cobertura de risco coberto ocorre em até 30 dias); 

2. A cultura do seguro mitiga o risco (seja através exigências contratuais de ajuste, seja por incentivos educacionais de comportamento).

Na promoção da estabilidade econômica/financeira, tem-se os seguintes: 

3. Seguradores protegem o capital (através do imenso volume de recursos imobilizados em reservas, os seguradores apresentam grande resistência às crises financeiras e possuem uma capacidade muito maior do que os bancos de contribuir para o PIB em meio à recessão); 

4.O Seguro complementa ou supre políticas públicas (como ocorre mais visivelmente nos seguros de saúde, renda temporária, acidentes de trabalho, previdência, etc.); 

5. Auxilia a manutenção da cadeia produtiva (mediante coberturas específicas de interrupção de fornecimento ou amplas de ressarcimentos de prejuízos);

6. Injeção de capital (ao mitigar o risco dos particulares, incentiva o investimento e reduz a necessidade de precaução e poupança).

Quanto ao desenvolvimento, vêm os 4 últimos pontos:

7. Financiamento da dívida pública (ao imobilizar grande parte de suas provisões em títulos públicos, o seguro aumenta a capacidade de investimento dos governos).

8. Promoção de obras de infraestrutura (o seguro auxilia sobremaneira a viabilizar as grandes obras – papel ainda majorado pela nova lei Lei 14.133/21 – que muitos economistas defendem ser primordial para a retomada do crescimento);

9. Favorecimento de novas tecnologias (as pesquisas de última geração, por sua novidade e imprevisibilidade de resultados, demandam especial segurança financeira);

10. Facilitação de crédito (através dos seguros-prestamistas e demais ramos de seguro-garantia).

Atualmente, o cenário regulatório nacional está especialmente favorável ao cumprimento dessas promessas, visto que o regulador promoveu uma mudança paradigmática no mercado brasileiro, com a superação do que Walter Polido chama de “supremacia dos produtos de seguros padronizados, com diferença apenas no preço”⁴. Com os seguradores livres para redigirem seus clausulados, abre-se o caminho para produtos novos e inovadores, criativos e mais arrojados – qualidades essenciais para superação de qualquer crise. Ademais, aumenta a competitividade entre as empresas, com a tendência à diversificação dos produtos e maior possibilidade de escolha pelo consumidor.⁵ Por mais desalentador que sejam os efeitos da pandemia, é reconfortador perceber que, ao menos no que  tange à seara do Seguro, o Brasil trilha um caminho inédito, de vanguarda, na direção do desenvolvimento.

Referências:

¹EWALD, François. Risco, Sociedade e Justiça. In: AAVV. VI Fórum de Direito do Seguro ‘José Sollero Filho’ – IBDS.  São Paulo: Rocarati/IBDS, 2015, p. 29.

²HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 139 e ss.

³WEISBART, Steven. How Insurance Drives Economic Growth. Disponível neste endereço. Acesso em 18 de maio de 2021.

⁴POLIDO, Walter. O “day after” à liberação dos clausulados de seguros pela Susep. Disponível neste endereço. Acesso em 18 de maio de 2021.

⁵Id., ibid.