Marcelo Camargo: Duas décadas de avanços no Direito Securitário 488

O advogado do escritório Agrifoglio Vianna, Marcelo Camargo / Arquivo JRS

Confira artigo do advogado do escritório Agrifoglio Vianna

“Embora os seguros já tenham alcançado três por cento do PIB, todos os que são mais próximos do mercado de seguros sabem que somos um dos países em que é maior o distanciamento entre conhecimento e atividade, na área. No Direito do Seguro isto é ainda pior. A cada momento, após décadas defendendo algumas teses, nos damos conta de que estamos criando alguns monstros que ferem os interesses de todo o mundo, da sociedade, dos segurados, dos próprios seguradores, e assim por diante”,

A passagem acima não é atual, mas de quase 20 anos atrás. É parte do discurso proferido pelo jurista Ernesto Tzirulnik, Presidente do IBDS – Instituto Brasileiro do Direito do Seguro, na abertura do II Fórum do Direito do Seguro “José Sollero Filho”, ocorrido no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, entre os dias 01 e 04 de novembro de 2001.

O combativo IBDS, na pessoa do Dr. Ernesto, promoveu diversos Fóruns desde a sua criação em 2000, sempre com a presença massiva de consagrados juristas nacionais e estrangeiros da área dos seguros e civilistas de alto renome, como Athos Gusmão Carneiro, JJ Calmon de Passos, Ovídio A. Baptista da Silva, Ruben S. Stiglitz, Ruy Rosado de Aguiar Júnior, Sergio Cavalieri Filho, entre vários outros. Também presentes estavam integrantes do Poder Judiciário, especialmente os Ministros João Otavio de Noronha, Humberto Martins, Luis Felipe Salomão, e Paulo de Tarso Sanseverino.

O discurso de abertura trazia uma grande inquietude absolutamente justificada para aqueles que operavam o Direito do Seguro. A circunstância jurídica da operação não era bem conhecida no Brasil, a natureza jurídica do contrato menos ainda em face dos conceitos ultrapassados do então Código vigente, os conflitos decorrentes tinham solução estranha, que passavam ao largo dos elementos essenciais do seguro, como o interesse e o risco, afetando a mutualidade e o sistema como um todo.

Passados 20 anos, em um balanço rápido, podemos concluir que o esforço, certamente conjunto, entre advogados, juristas e juízes, gerou resultados positivos práticos, ou seja, uma melhora sistemática no trato do seguro essencialmente em seu âmbito mais sensível, que é a interpretação empregada pelo Judiciário quando deparado com uma lide envolvendo tal matéria.

Uma lide é angustiante por natureza, e não menos o ato de julgar da forma mais justa possível a demanda. A entrega da prestação jurisdicional de forma plena é o compromisso e o objetivo final. Mas como fazer sem o conhecimento adequado? Sem uma lei adequada? Sem produção doutrinária nacional robusta?

É neste contexto que o esforço do IBDS e de tantos outros órgãos e instituições que defendem a propagação do conhecimento do seguro enquanto negócio, enquanto função de alcance de bem-estar social, cumpriu e cumpre o seu papel, gerando produção doutrinária contundente, debates francos e abertos entre especialistas de mercado, atuários, doutrinadores nacionais e estrangeiros, e o Judiciário.

Prova da evolução constante, e apenas exemplificando, são as diversas Súmulas envolvendo a matéria de seguro editadas pelo STJ nos últimos anos, especialmente ante as sensíveis mudanças trazidas pelo Código Civil de 2002.

Com destaque temos a Súmula 610, que após anos de incorreta interpretação sobre o tema suicídio – que avaliava itens de impossível avaliação, como premeditação, com qual finalidade – pacificou o entendimento de que sendo cometido antes do período de carência de dois anos da apólice, não tem cobertura. Paira o fantasma da modulação dos efeitos desta mudança jurisprudencial, uma espécie de verdadeiro “direito adquirido ao anterior entendimento”, como se não houvesse desde 2002 expressa e literal determinação legal neste exato sentido. Ainda assim, uma evolução em termos de estabilização de jurisprudência.

Muito importante é a Súmula 609, que regula a situação de negativa da seguradora em face de doença preexistente ao contrato, consolidando entendimento de que os exames prévios não são condição para a negativa de indenização, pois é facultado à Seguradora provar a má-fé do segurado de várias outras formas, como a omissão propositada de doenças graves no questionário de saúde que acompanha a proposta de seguro, por exemplo.

Outras Súmulas infelizmente não alcançaram o sentido correto, tal como a 620 que trata da embriaguez enquanto razão para negativa de indenização em seguro de vida.

Aqui houve uma grande confusão entre exclusão de cobertura e risco agravado, o que demonstra uma certa incompreensão de um dos elementos essenciais do contrato. De se destacar o entendimento recente firmado no julgamento do Resp. 1.866.860/RS, quando o Ministro Relator refere não haver possibilidade de se reconhecer a má-fé do segurado durante a execução do contrato, mas tão somente na fase pré-contratual, logo, a embriaguez não seria um ato de má-fé suficiente a acarretar a perda de direito.

Ora, se o portador do risco se comporta de maneira a alterar substancialmente o que normalmente se espera dele, aumentando as chances de um sinistro, há o agravamento, o que em nada se confunde com exclusão de cobertura. O agravamento pode ocorrer não só pela embriaguez, mas por vários outros fatores, e não só em atos acidentários no trânsito de veículos, mas em qualquer circunstância, como o segurado que embriagado agride a esposa e acaba morto por ela em legítima defesa.

Do ponto de vista exclusivamente jurídico, não se vislumbra diferença entre as duas situações; se embriagado o segurado decide dirigir um veículo e causa a própria morte, ou se embriagado decide investir fisicamente contra sua esposa que em legítima defesa efetua disparo de arma de fogo, também culminando com a morte do segurado. Em ambas, no curso do contrato, houve conduta voluntária de agravamento do risco.

Se o objeto e até mesmo a causa do contrato é a garantia de interesse legítimo (e não mais a indenização como no Código de 1916), e esta prestação de garantia se dá ao longo de toda a vigência, o risco agravado em qualquer destes momentos é fator de perda de direito à cobertura, pois desequilibra a equação.

O teor do art. 768 do Código Civil não deixa dúvida a respeito da possibilidade do agravamento de risco no curso do contrato, enquanto é prestada a garantia.

A intencionalidade exigida pelo dispositivo diz respeito à conduta do segurado (há de ser uma conduta voluntária) e não ao resultado da sua ação. Careceria de sentido se a lei exigisse que o segurado desejasse o sinistro, pois o sinistro, por sua própria definição, é um acontecimento que o segurado não deseja; por isso, também é imprópria a comparação com o suicídio, que, segundo a jurisprudência (para casos que fogem o cometimento no período de carência), é ato praticado pelo segurado em tal desequilíbrio psicológico que a própria voluntariedade da sua determinação encontra-se comprometida.

E já no apagar das luzes de 2020, sobreveio decisão no Resp 1.825.716/SC, publicada em 12/11/2020, concluindo que, nos seguros de vida em grupo, o dever de informação ao segurado a respeito das especificidades das coberturas contratadas cabe exclusivamente ao Estipulante, e não à Seguradora.

Eu particularmente considero esta decisão uma síntese destes últimos 20 anos de erros e acertos, de evolução lenta da análise dos aspectos jurídicos do contrato, e da percepção da importância do seguro na sociedade.

Nela, o Ministro Relator faz expressa menção ao termo “correção de rumos” quanto à matéria que virou verdadeiro assombro no seguro de pessoas, em especial no de vida e acidentes pessoais coletivo: a famigerada falha do dever de informação e como consequência, a condenação da Seguradora ao pagamento do capital segurado integral, em qualquer circunstância.

Ao longo dos últimos anos multiplicaram-se demandas com este específico fundamento, em todos os entes da Federação, com decisões, em sua grande maioria, aplicando desmedidamente o CDC e condenando a Seguradora, independente do seguro ser individual ou coletivo.

De fato, a correção de rumo se fazia mais do que necessária, era urgente. E não pelo fato de ser a favor ou contra a seguradora, mas por trazer estabilidade jurídica e social a um tema que multiplica lides e mais lides em todo o território nacional.

Mas há um fator curioso na decisão. Da leitura atenta do acórdão percebe-se que a conclusão do julgado está muito mais atrelada ao modo de contratação e funcionamento do seguro de vida em grupo, do que a algum elemento jurídico profundo e sofisticado.

Neste sistema de contratação, dito complexo pelo Relator, se o Estipulante é quem mantém o contato diário com o grupo segurado e consequentemente com aqueles que virão a integrar o grupo (seus funcionários, associados, cooperados, servidores, etc), seja por adesão voluntária ou compulsória – esta não tratada no acórdão – é ele, Estipulante, quem detém a obrigação de informar o segurado a respeito das coberturas que ele Estipulante escolheu.

Não foi necessária a aplicação de nenhuma nova teoria, tese, princípio, elemento essencial, nova legislação, mas sim, compreender que, no funcionamento especialíssimo do seguro de pessoas em grupo, o Estipulante é o mandatário do segurado junto à Seguradora, por expressa e antiga determinação legal, e neste passo, aquele que escolhe e contrata as coberturas.

A propósito, o fundamento legal utilizado está no art. 21 do Decreto-Lei n. 73/1966, e no art. 801 do Código Civil de 2002.

Portanto, as condições legais que possibilitaram esta decisão em 2020 já existiam desde 2003! Quantas decisões em sentido contrário transitaram em julgado antes desta correção de rumos?

Em tempo, na data de elaboração deste artigo, o referido processo pendia de julgamento de Embargos de Divergência no STJ, portanto, não é uma decisão consolidada ainda, em que pese decidida de forma unânime pela 3ª Turma. Tudo pode acontecer.

Daí a importância da manutenção de iniciativas como a do IBDS, assim como da AIDA Brasil (Associação Internacional de Direito dos Seguros) enquanto ambiente de produção de debates de altíssimo nível nos mais diversos ramos do seguro e segundo a melhor prática mundial.

E é neste contexto que se aviva a importância do fomento e surgimento de novos institutos e associações voltados ao estudo deste contrato e produção de obras ainda mais densas e específicas, de novos cursos tratando do Direito do Seguro, direcionados aos mais diversos públicos, desde a graduação nas escolas de Direito carentes do trato da matéria, até a pós graduação, da consolidação de parcerias multifacetadas entre a advocacia especializada e o Judiciário, na construção e recuperação de um diálogo rejuvenescedor.
Neste campo, podemos dizer que a OAB do Rio Grande do Sul, pela sua Comissão Especial de Seguros e Previdência Complementar, atualmente, vem fomentando uma interessante aproximação com o Judiciário Gaúcho e com as principais Universidades do estado, pelos seus grupos de trabalho específicos, no sentido de transmitir a importância institucional do seguro e da advocacia especializada em área tão rica de oportunidades, inclusive considerando que a sistemática do contrato de seguro é semelhante em várias partes do mundo, logo, permite um vasto campo geográfico de atuação profissional daqueles que assim pretenderem.

Espaço há. Seja para a evolução do estudo, seja para a evolução da jurisprudência, seja para a atuação profissional. É preciso apenas a atenção e a paixão dos grandes entusiastas.

O professor Ernesto Tzirulnik, naquele discurso ocorrido no Theatro São Pedro há 20 anos, disse: “Hoje, conversando com os músicos, falei das dificuldades, da correria; eles perguntaram se tudo isso valia a pena. Confesso que vacilei, antes de proferir um enfático ‘sim’. Então, para concluir, reprisarei uma frase muito conhecida de todos, do Fernando Pessoa: ‘tudo vale a pena desde que a alma não seja pequena’”.

Plataforma Sompo Pay permite contratar o seguro Sompo Auto com pontos Livelo 462

Plataforma Sompo Pay permite contratar o seguro Sompo Auto com pontos Livelo

Segurados podem resgatar até 100% do valor do prêmio de seguro para automóvel usando pontos de um dos principais programas de recompensas do Brasil

A Sompo Seguros S.A., empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo, acaba de lançar a Sompo Pay, uma plataforma integrada que vai permitir aos clientes utilizar os pontos acumulados na Livelo no resgate do prêmio do Seguro Sompo Auto. Já na cotação, é disponibilizado ao corretor de seguros as propostas com os valores dos prêmios de seguro Sompo Auto. Estas propostas poderão ser apresentadas aos clientes nas versões integral e com desconto por meio da utilização dos pontos disponíveis na conta Livelo do segurado, caso tenha saldo de pontos a resgatar.

Marco Aurélio dos Santos é superintendente financeiro da Sompo Seguros / Divulgação
Marco Aurélio dos Santos é superintendente financeiro da Sompo Seguros / Divulgação

“A plataforma Sompo Pay é inovadora e chegou para trazer muito mais facilidade para os clientes aproveitarem seus pontos, com um diferencial bastante relevante em sua proposta e negociação. O segurado tem a opção de utilizar os pontos Livelo para resgatar parte do prêmio de seguro e o restante por meio de cartão de crédito. Ou ainda, caso a pontuação cubra o valor total do prêmio, não será necessário dispender de qualquer desembolso”, observa Marco Aurélio dos Santos, superintendente financeiro da Sompo Seguros.

A Livelo é um dos maiores programas de recompensas do Brasil e oferece aos seus mais de 20 milhões de clientes diferenciais como app e site intuitivos, o que torna a experiência de acúmulo e resgate descomplicada, portfólio de resgate com mais de 800 mil produtos, serviços e experiências, além de permitir acúmulo de pontos em compras em lojas físicas e resgate de recompensas via QR Code diretamente nos estabelecimentos comerciais. Em 2020, a empresa também expandiu seus negócios ao firmar importantes parcerias.

Marcelino Cruz é diretor de Relações Comerciais e Trade Marketing da Livelo / Divulgação
Marcelino Cruz é diretor de Relações Comerciais e Trade Marketing da Livelo / Divulgação

“A Livelo oferece aos parceiros soluções que fortalecem a proposta de valor para os seus clientes. 2020 foi um ano intenso para nós na frente de negócios B2B e já iniciamos este ano a todo vapor junto da Sompo Pay. Essa ampliação de portfólio resulta em mais uma opção para o cliente usar seus pontos como quiser, até mesmo na proteção de seu patrimônio. Com essa oportunidade, é possível poupar gastos”, pontua Marcelino Cruz, diretor de Relações Comerciais e Trade Marketing da Livelo.

Sven Robert Will é diretor Executivo Financeiro da Sompo Seguros / Divulgação
Sven Robert Will é diretor Executivo Financeiro da Sompo Seguros / Divulgação

Vale considerar que a opção de resgate por meio da plataforma Sompo Pay só é exibida caso o segurado tenha pontos disponíveis. “O lançamento da plataforma Sompo Pay é mais uma iniciativa da Sompo Seguros que viabiliza ferramentas que agregam ainda mais valor e economia ao segurado no momento da aquisição do seguro Sompo Auto ao mesmo tempo em que abre mais oportunidades de negócios para os corretores de seguros por meio de uma ferramenta prática e eficiente”, acrescenta Sven Robert Will, diretor Executivo Financeiro da Sompo Seguros. “As tecnologias recentes já nos trazem recursos para viabilizar maneiras diferenciadas em termos de meios de pagamento que incrementam a jornada do cliente junto à companhia e contribuem para que nossos parceiros corretores de seguros desenvolvam mais negócios de uma forma ainda mais dinâmica”, complementa.

Indenizações do Seguro DPVAT serão pagas através do Caixa Tem 825

Pedro Guimarães, presidente da Caixa, e Solange Vieira, superintendente da Susep / Reprodução

Estima-se que meio milhão de brasileiros possuam demandas do Seguro Obrigatório por ano

Em comunicado, a Caixa anunciou como se dará a nova administração do Seguro DPVAT. O consórcio da Seguradora Líder, que fazia a gestão do Seguro Obrigatório, foi dissolvido com a saída de acionistas após uma série de episódios de fraudes e corrupção.

Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, este é mais um benefício propiciado pela Caixa Econômica Federal aos brasileiros. “Este é um movimento muito importante para minimizar problemas, fraudes e, em especial, as pessoas mais humildes”, comentou. Segundo Guimarães, os pagamentos de indenizações do DPVAT agora serão realizados pelo Caixa Tem. “Este é o banco digital da caixa. As contas são gratuitas e chegam aos lugares mais remotos, como evidenciado nos pagamentos do Auxílio Emergencial, Antecipação do PIS ou Saque Imediato Emergencial do FGTS”, acrescentou.

Mais de 105 milhões de pessoas possuem conta no banco digital da Caixa. “Estimamos que mais de meio milhão de pessoas tenham demandas do DPVAT anualmente. Quem ainda não possuir conta na Caixa, abriremos conta gratuitamente. Isso acaba com atravessadores ou intermediadores”, disse Pedro Guimarães. “Faremos o atendimento nas agências inicialmente e via aplicativo nas próximas duas semanas. De qualquer modo, as 4.200 agências da Caixa estarão abertas a todos os brasileiros que tenham qualquer demanda do DPVAT”, completou.

Segundo a Caixa, podem ser indenizados casos de morte, invalidez permanente, total ou parcial com reembolso de despesas médicas e hospitalares. Os valores das indenizações são fixados pela Lei nº 6.194/1974. Os pedidos serão realizados com a apresentação e solicitação da documentação (nas agências e no aplicativo que será lançado em duas semanas). Após, a instituição realizará análise da documentação do beneficiário e do acidente. Será possível acompanhar o andamento da solicitação e, em até 30 dias, a Caixa fará a comunicação do resultado da análise do app DPVAT. Os pagamentos, como informado anteriormente, serão realizados na conta digital Caixa Tem.

Fique atento aos roubos e furtos de celulares durante as férias 4110

Superintendente da Zurich destaca os diferenciais de estar protegido através do seguro celular

Com a pandemia, as situações de aglomerações, como baladas e shows, diminuíram. Mas para que as férias sejam um verdadeiro momento de descanso e distração, a Zurich ressalta dicas importantes para prevenção contra roubos e furtos de smartphones neste período.

O Superintendente de Underwriting Parcerias da Zurich, Carlos Eduardo da Silva, participa do Seguro Sem Mistério e destaca as funcionalidades e os diferenciais do seguro celular oferecido pela companhia. Confira a reportagem em áudio e na íntegra abaixo:

 

JRS: De acordo com a FGV, o Brasil tem 234 milhões de celulares inteligentes (smartphones) em uso. Ou seja, todo brasileiro utiliza o dispositivo. Tendo esse cenário em vista, qual a importância do seguro celular?

Carlos Eduardo da Silva: O seguro de bens de um modo geral visa proteger o patrimônio segurado contra os riscos contratados. Ao fazer um seguro para o celular, além da proteção individual há um impacto positivo na área social e econômica da sociedade. O seguro para celular se torna cada vez mais importante devido ao crescimento do número de vítimas de roubo ou furto desses aparelhos.

Se tomarmos o estado de São Paulo como exemplo, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, aparelhos celulares foram os itens mais roubados na cidade entre janeiro e agosto de 2020: a cada 10 assaltos, em seis os ladrões subtraíram os aparelhos de suas vítimas e, seguramente, essa seja a realidade de outros estados da federação.

Hoje os celulares deixaram de ser um bem de luxo para ser um bem categorizado por alguns como essencial, em alguns casos o celular tem mais importância para a pessoa que outros bens, como notebook, tv etc, hoje em dia é comum para algumas pessoas o celular ser uma importante ferramenta de trabalho, tão eficiente quanto um notebook.

Devido à alta tecnologia e funções inseridas em um aparelho celular o preço do produto está cada vez mais relevante. De acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, que tratou justamente do roubo de celulares no país, apenas 16% dos internautas brasileiros com smartphone declaram ter seguro contra roubo ou furto do seu celular atual.

Férias geralmente são momentos para descanso e distração. Quais as dicas para estar atento contra roubos e furtos?

O roubo e furto de bens geralmente acontece quando a pessoa com má intenção percebe a oportunidade. Por isso, é importante que os proprietários dos celulares estejam mais atentos em locais com aglomerações, como shows, baladas e blocos de Carnaval, por exemplo. Em meio à pandemia, as aglomerações diminuíram, mas ainda temos situações que, mesmo assim, se enquadram, como: transporte público e ruas de comércio popular.

Vale também evitar o uso do aparelho enquanto se caminha na rua, o que geralmente traz distração e facilita os eventos indesejados.
Creio que essas são duas dicas fundamentais para evitar o roubo/furto do celular em situações cotidianas.

Como o corretor de seguros pode ofertar mais essa proteção aos seus clientes?

A pesquisa citada anteriormente aponta que somente 16% dos internautas declaram que possuem seguro celular, o que demonstra que temos uma boa oportunidade de crescimento neste seguro. Os corretores, bancos e representantes possuem um papel fundamental na conscientização do produto de seguro, veja a cada 10 roubos em São Paulo 6 tiveram o celular subtraído, ou seja, o risco existe.

Os produtos de seguro podem ser ofertados no momento da compra do celular ou depois da compra a depender da parceria e contrato com a seguradora. No quesito de custo-benefício na Zurich temos seguros para proteção de celular a partir de R$ 6,99 por mês, é claro que este valor varia de acordo com o custo do celular segurado.

Há ainda o fato de esse tipo de proteção colaborar e muito para evitar uma preocupação maior com custo de comprar um novo celular, em alguns casos até sair do planejamento financeiro do mês para quem teve o aparelho roubado ou furtado. E dependendo dos serviços contratados, o seguro celular pode ajudar também na recuperação dos arquivos pessoais.

Destaco, porém, que além do seguro de roubo e furto qualificado, que são os mais comuns, a Zurich oferece outros produtos, como Danos Acidentais e Garantia Estendida:
Danos Acidentais – Garante o reparo do aparelho segurado em casos de ocorrência de danos acidentais não cobertos pela garantia do fabricante, e cobre ainda avarias decorrentes de quedas acidentais, derramamento de líquidos e danos elétricos. Se não for possível realizar o reparo do bem, o segurado recebe um novo aparelho igual ou semelhante ao descrito na apólice.
Garantia Estendida – Oferece a extensão da garantia original de fábrica.  Se o aparelho vier com um ano de garantia de fábrica, por exemplo, o Garantia Estendida só iniciará após esse prazo. O período de validade dependerá da escolha dentre as opções disponíveis na loja em que o cliente adquirir o celular, podendo chegar a até 3 anos após a garantia de fábrica. Em caso de defeito, a Zurich garante o reparo sem qualquer custo ao cliente.  Se não for possível o reparo, a Zurich poderá definir pela troca do produto por outro igual ou similar. Em casos extremos, em que não for possível a troca, o cliente será indenizado em dinheiro, de acordo com o descrito nas condições do seguro.

Quais os diferenciais do produto da Zurich voltado a esse mercado? O que ele garante num caso de roubo ou furto?

A Zurich tem opções de seguro para pagamento anual ou mensal e com vigências acima de 12 meses, a depender do contrato. Assim como outros seguros, o de celular garante a proteção do aparelho contra os eventos previstos nas coberturas contratadas, que geralmente são:
Roubo – Caracterizado quando a pessoa sofre ameaça física verbal ou uso de força bruta; e
Furto Qualificado – Identificado quando a pessoa não sofre ameaça e só percebe quando se depara com os vestígios do crime, como uma bolsa rasgada, por exemplo.

Como disse acima, o seguro celular evita que a pessoa que sofreu o sinistro tenha maiores custos para ter o bem reposto ou reparado evitando, por exemplo, que ela saia do seu planejamento financeiro tendo em conta o custo de um aparelho celular atualmente. Geralmente, quando acontece algo com o celular, as duas maiores preocupações são: agilidade para ter o aparelho de volta (pois a imensa maioria de nós utiliza muito esse aparelho no dia a dia e até como ferramenta de trabalho) e o custo para solucionar o problema. É quando o seguro para celular se mostra como melhor alternativa, pois com uma contribuição de parte do bem segurado o celular está protegido, como eu disse antes, o custo-benefício.

Você mencionou em sua primeira pergunta os dados da FGV, segundo a qual em junho deste ano havia 234 milhões de celulares inteligentes no país. Porém, também de acordo com o estudo da entidade que nos revelou esse dado, se adicionarmos à conta notebooks e tablets, o número salta para 342 milhões de dispositivos portáteis, o que dá 1,6 dispositivo portátil por habitante.

A Zurich também dispõe de seguros para esses aparelhos, os quais, tal como o celular, são companhias cada vez mais frequentes das pessoas, tanto no trabalho quanto nos estudos e lazer.

Prestes a ser maior economia global, China tem desafio de mudar status na gestão de qualidade 384

Prestes a ser maior economia global, China tem desafio de mudar status na gestão de qualidade

Confira artigo de Ivan Gonçalves, sócio-diretor da Qualyteam

A expansão da China nos impressiona com seu real crescimento no mercado global. Artigos e reportagens com especialistas na área da economia internacional apontam 2028 como o ano em que o país asiático se tornará a maior economia do planeta, independentemente dos impedimentos políticos que países como os Estados Unidos, por exemplo, tentam lhe imputar.

Embora ainda seja conhecida como uma nação que desenvolve produtos com baixo índice de qualidade e pouca confiabilidade, a China tem projetos que propõe a mudança desse status quo e a construção de uma nova imagem no mercado internacional. Se falarmos em termos de qualidade, o projeto Made in China 2025 é o bastião dessa grande mudança.

Agindo através da qualidade

Notadamente, o mercado chinês tem dado atenção ao aprimoramento do controle de qualidade de seus produtos. Essa decisão tem como objetivo potencializar os negócios com mercados ultramar que, mais evoluídos em termos de qualidade, rejeitam maciçamente os produtos chineses devido à falta de atendimento aos requisitos contratados. Nas palavras do cliente: “estou devolvendo o produto porque não foi isso que comprei”.

Paralelamente ao controle de qualidade, a China investe na melhoria de seus processos produtivos e no tratamento de reclamação de clientes reduzindo custos de retrabalho e desperdícios associados.

Muito embora seja o país que mais emite certificações de sistemas de gestão da qualidade no mundo, a China ainda apresenta práticas que trazem descrédito em termos de gestão da qualidade.

Counterfeit certificate

É possível acreditar que uma empresa pode forjar um certificado para seu sistema de gestão da qualidade tal qual um falso acadêmico apresenta um diploma de formação? A prática de adulterar um certificado já foi identificada em empresas chinesas e contribui largamente para a desconfiança daqueles que buscam produtos e serviços críveis nesse mercado em expansão.

Paper-worked certificate

No Brasil existem empresas de consultoria que propõe a implementação de sistemas de gestão da qualidade em 60 e até 90 dias. Através de um trabalho que prostitui a gestão da qualidade, essas consultorias “montam” toda a documentação necessária e realizam treinamentos “how to answer”, certificando a “empresa cliente”. Na China os prazos são ainda mais exíguos. Consultorias preparam a empresa e garantem a “certificação” em apenas 30 dias.

Embora seja desnecessário citar a coparticipação irresponsável dos organismos de certificação que validam essa prática, a cultura da qualidade não será implementada e, mais uma vez, o sistema de gestão será alvo de descrédito perante o mercado consumidor.

Implemented “but not in use”

Dentre os cenários já citados anteriormente, a implementação de um sistema de gestão da qualidade que não se encontra em uso parece ser o caso “menos pior”. Em uma análise mais acurada sobre esse desvio na gestão organizacional, há que se levar em consideração alguns fatores como a forma de desenvolvimento da cultura da qualidade na empresa, o conhecimento técnico e competência do consultor, os recursos de suporte usados em um processo de implantação, etc. Em geral, sistemas implementados “só no papel” e, portanto, sem valor agregado percebido pela empresa, entram em desuso e nada contribuem para a melhoria dos resultados.

Qualyteam traz resultados

Desde 2020 a Qualyteam China oferece ao mercado chinês opções concretas de análise, avaliação e direcionamento técnico de sistemas de gestão da qualidade.

Trabalhando em alinhamento com os objetivos propostos pelo governo chinês em relação à melhoria da qualidade (Made In China 2025), a Qualyteam presta serviços de auditoria em fornecedores (Auditorias de 3a parte) e mentorias em gestão de processos para empresas chinesas que desejem atender ao mercado internacional.

Através de auditores e consultores com elevada experiência e credibilidade em gestão da qualidade, a Qualyteam orienta a melhoria na qualidade dos produtos entregues e consequente redução no índice de reclamação de seus clientes.

Empresas chinesas que desejam atender o mercado internacional e, especialmente o mercado brasileiro, contam com os serviços da Qualyteam China.

Empresas brasileiras e latino-americanas que desejam avaliar a qualidade de seus fornecedores na China, contam com os serviços da Qualyteam China.

Ivan Gonçalves é sócio-diretor da Qualyteam, empresa especializada em soluções para gestão da qualidade.

Vieira Corretora de Seguros menciona a importância do seguro residencial durante a pandemia 449

Vieira Corretora de Seguros menciona a importância do seguro residencial durante a pandemia

Fernando Vieira ressalta que é delicado o período vivido pela sociedade

Ao proteger o patrimônio sobre diversos riscos, o seguro residencial é um atenuante no qual auxilia na resolução dos contratempos, de forma simples e precisa. Além de resguardar os segurados nas situações de danos a terceiros, ainda oferece serviços de assistência 24 horas. A Vieira Corretora de Seguros orienta os seus clientes a aderir a essa modalidade de seguro, devido ao momento delicado ocasionado pela pandemia, pois se torna uma proteção financeira, já que com os riscos cobertos pela apólice é possível contar com uma indenização e evitar futuros prejuízos.

Para o Gestor da Vieira Corretora de Seguros, Fernando Vieira, o período que a sociedade está passando é delicado. O seguro residencial além de contar com coberturas para proteger o imóvel, possui alguns serviços adicionais que podem amenizar o custo, numa eventualidade. “Existem coberturas fundamentais ao adquirir uma apólice de seguro residencial, como nos casos da responsabilidade civil familiar, onde é possível obter a garantia contra danos a terceiros, como danos ao apartamento do vizinho, em decorrência do vazamento de uma tubulação. Durante a abordagem com o consumidor, é preciso prestar uma consultoria diferenciada no que diz respeito a se munir do maior número de informações possíveis, para que haja uma sinergia entre a corretora e a sua carteira de clientes. Com a pandemia, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa. No entanto, é muito importante aproveitar as oportunidades de negócios e oferecer proteção a todo instante”, declarou.

Ao conduzir as negociações com os clientes, a corretora mantém a consultoria de forma precisa, tendo a premissa de especificar a importância de cada ramo de seguro na qual trabalha. O período de quarentena onde parte da sociedade aderiu o regime em Home Office, gerou uma demanda maior por novos negócios. A corretora em 2020 teve um aumento referente a 30% na procura do seguro residencial.

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