Marcelo Camargo: Duas décadas de avanços no Direito Securitário 729

O advogado do escritório Agrifoglio Vianna, Marcelo Camargo / Arquivo JRS

Confira artigo do advogado do escritório Agrifoglio Vianna

“Embora os seguros já tenham alcançado três por cento do PIB, todos os que são mais próximos do mercado de seguros sabem que somos um dos países em que é maior o distanciamento entre conhecimento e atividade, na área. No Direito do Seguro isto é ainda pior. A cada momento, após décadas defendendo algumas teses, nos damos conta de que estamos criando alguns monstros que ferem os interesses de todo o mundo, da sociedade, dos segurados, dos próprios seguradores, e assim por diante”,

A passagem acima não é atual, mas de quase 20 anos atrás. É parte do discurso proferido pelo jurista Ernesto Tzirulnik, Presidente do IBDS – Instituto Brasileiro do Direito do Seguro, na abertura do II Fórum do Direito do Seguro “José Sollero Filho”, ocorrido no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, entre os dias 01 e 04 de novembro de 2001.

O combativo IBDS, na pessoa do Dr. Ernesto, promoveu diversos Fóruns desde a sua criação em 2000, sempre com a presença massiva de consagrados juristas nacionais e estrangeiros da área dos seguros e civilistas de alto renome, como Athos Gusmão Carneiro, JJ Calmon de Passos, Ovídio A. Baptista da Silva, Ruben S. Stiglitz, Ruy Rosado de Aguiar Júnior, Sergio Cavalieri Filho, entre vários outros. Também presentes estavam integrantes do Poder Judiciário, especialmente os Ministros João Otavio de Noronha, Humberto Martins, Luis Felipe Salomão, e Paulo de Tarso Sanseverino.

O discurso de abertura trazia uma grande inquietude absolutamente justificada para aqueles que operavam o Direito do Seguro. A circunstância jurídica da operação não era bem conhecida no Brasil, a natureza jurídica do contrato menos ainda em face dos conceitos ultrapassados do então Código vigente, os conflitos decorrentes tinham solução estranha, que passavam ao largo dos elementos essenciais do seguro, como o interesse e o risco, afetando a mutualidade e o sistema como um todo.

Passados 20 anos, em um balanço rápido, podemos concluir que o esforço, certamente conjunto, entre advogados, juristas e juízes, gerou resultados positivos práticos, ou seja, uma melhora sistemática no trato do seguro essencialmente em seu âmbito mais sensível, que é a interpretação empregada pelo Judiciário quando deparado com uma lide envolvendo tal matéria.

Uma lide é angustiante por natureza, e não menos o ato de julgar da forma mais justa possível a demanda. A entrega da prestação jurisdicional de forma plena é o compromisso e o objetivo final. Mas como fazer sem o conhecimento adequado? Sem uma lei adequada? Sem produção doutrinária nacional robusta?

É neste contexto que o esforço do IBDS e de tantos outros órgãos e instituições que defendem a propagação do conhecimento do seguro enquanto negócio, enquanto função de alcance de bem-estar social, cumpriu e cumpre o seu papel, gerando produção doutrinária contundente, debates francos e abertos entre especialistas de mercado, atuários, doutrinadores nacionais e estrangeiros, e o Judiciário.

Prova da evolução constante, e apenas exemplificando, são as diversas Súmulas envolvendo a matéria de seguro editadas pelo STJ nos últimos anos, especialmente ante as sensíveis mudanças trazidas pelo Código Civil de 2002.

Com destaque temos a Súmula 610, que após anos de incorreta interpretação sobre o tema suicídio – que avaliava itens de impossível avaliação, como premeditação, com qual finalidade – pacificou o entendimento de que sendo cometido antes do período de carência de dois anos da apólice, não tem cobertura. Paira o fantasma da modulação dos efeitos desta mudança jurisprudencial, uma espécie de verdadeiro “direito adquirido ao anterior entendimento”, como se não houvesse desde 2002 expressa e literal determinação legal neste exato sentido. Ainda assim, uma evolução em termos de estabilização de jurisprudência.

Muito importante é a Súmula 609, que regula a situação de negativa da seguradora em face de doença preexistente ao contrato, consolidando entendimento de que os exames prévios não são condição para a negativa de indenização, pois é facultado à Seguradora provar a má-fé do segurado de várias outras formas, como a omissão propositada de doenças graves no questionário de saúde que acompanha a proposta de seguro, por exemplo.

Outras Súmulas infelizmente não alcançaram o sentido correto, tal como a 620 que trata da embriaguez enquanto razão para negativa de indenização em seguro de vida.

Aqui houve uma grande confusão entre exclusão de cobertura e risco agravado, o que demonstra uma certa incompreensão de um dos elementos essenciais do contrato. De se destacar o entendimento recente firmado no julgamento do Resp. 1.866.860/RS, quando o Ministro Relator refere não haver possibilidade de se reconhecer a má-fé do segurado durante a execução do contrato, mas tão somente na fase pré-contratual, logo, a embriaguez não seria um ato de má-fé suficiente a acarretar a perda de direito.

Ora, se o portador do risco se comporta de maneira a alterar substancialmente o que normalmente se espera dele, aumentando as chances de um sinistro, há o agravamento, o que em nada se confunde com exclusão de cobertura. O agravamento pode ocorrer não só pela embriaguez, mas por vários outros fatores, e não só em atos acidentários no trânsito de veículos, mas em qualquer circunstância, como o segurado que embriagado agride a esposa e acaba morto por ela em legítima defesa.

Do ponto de vista exclusivamente jurídico, não se vislumbra diferença entre as duas situações; se embriagado o segurado decide dirigir um veículo e causa a própria morte, ou se embriagado decide investir fisicamente contra sua esposa que em legítima defesa efetua disparo de arma de fogo, também culminando com a morte do segurado. Em ambas, no curso do contrato, houve conduta voluntária de agravamento do risco.

Se o objeto e até mesmo a causa do contrato é a garantia de interesse legítimo (e não mais a indenização como no Código de 1916), e esta prestação de garantia se dá ao longo de toda a vigência, o risco agravado em qualquer destes momentos é fator de perda de direito à cobertura, pois desequilibra a equação.

O teor do art. 768 do Código Civil não deixa dúvida a respeito da possibilidade do agravamento de risco no curso do contrato, enquanto é prestada a garantia.

A intencionalidade exigida pelo dispositivo diz respeito à conduta do segurado (há de ser uma conduta voluntária) e não ao resultado da sua ação. Careceria de sentido se a lei exigisse que o segurado desejasse o sinistro, pois o sinistro, por sua própria definição, é um acontecimento que o segurado não deseja; por isso, também é imprópria a comparação com o suicídio, que, segundo a jurisprudência (para casos que fogem o cometimento no período de carência), é ato praticado pelo segurado em tal desequilíbrio psicológico que a própria voluntariedade da sua determinação encontra-se comprometida.

E já no apagar das luzes de 2020, sobreveio decisão no Resp 1.825.716/SC, publicada em 12/11/2020, concluindo que, nos seguros de vida em grupo, o dever de informação ao segurado a respeito das especificidades das coberturas contratadas cabe exclusivamente ao Estipulante, e não à Seguradora.

Eu particularmente considero esta decisão uma síntese destes últimos 20 anos de erros e acertos, de evolução lenta da análise dos aspectos jurídicos do contrato, e da percepção da importância do seguro na sociedade.

Nela, o Ministro Relator faz expressa menção ao termo “correção de rumos” quanto à matéria que virou verdadeiro assombro no seguro de pessoas, em especial no de vida e acidentes pessoais coletivo: a famigerada falha do dever de informação e como consequência, a condenação da Seguradora ao pagamento do capital segurado integral, em qualquer circunstância.

Ao longo dos últimos anos multiplicaram-se demandas com este específico fundamento, em todos os entes da Federação, com decisões, em sua grande maioria, aplicando desmedidamente o CDC e condenando a Seguradora, independente do seguro ser individual ou coletivo.

De fato, a correção de rumo se fazia mais do que necessária, era urgente. E não pelo fato de ser a favor ou contra a seguradora, mas por trazer estabilidade jurídica e social a um tema que multiplica lides e mais lides em todo o território nacional.

Mas há um fator curioso na decisão. Da leitura atenta do acórdão percebe-se que a conclusão do julgado está muito mais atrelada ao modo de contratação e funcionamento do seguro de vida em grupo, do que a algum elemento jurídico profundo e sofisticado.

Neste sistema de contratação, dito complexo pelo Relator, se o Estipulante é quem mantém o contato diário com o grupo segurado e consequentemente com aqueles que virão a integrar o grupo (seus funcionários, associados, cooperados, servidores, etc), seja por adesão voluntária ou compulsória – esta não tratada no acórdão – é ele, Estipulante, quem detém a obrigação de informar o segurado a respeito das coberturas que ele Estipulante escolheu.

Não foi necessária a aplicação de nenhuma nova teoria, tese, princípio, elemento essencial, nova legislação, mas sim, compreender que, no funcionamento especialíssimo do seguro de pessoas em grupo, o Estipulante é o mandatário do segurado junto à Seguradora, por expressa e antiga determinação legal, e neste passo, aquele que escolhe e contrata as coberturas.

A propósito, o fundamento legal utilizado está no art. 21 do Decreto-Lei n. 73/1966, e no art. 801 do Código Civil de 2002.

Portanto, as condições legais que possibilitaram esta decisão em 2020 já existiam desde 2003! Quantas decisões em sentido contrário transitaram em julgado antes desta correção de rumos?

Em tempo, na data de elaboração deste artigo, o referido processo pendia de julgamento de Embargos de Divergência no STJ, portanto, não é uma decisão consolidada ainda, em que pese decidida de forma unânime pela 3ª Turma. Tudo pode acontecer.

Daí a importância da manutenção de iniciativas como a do IBDS, assim como da AIDA Brasil (Associação Internacional de Direito dos Seguros) enquanto ambiente de produção de debates de altíssimo nível nos mais diversos ramos do seguro e segundo a melhor prática mundial.

E é neste contexto que se aviva a importância do fomento e surgimento de novos institutos e associações voltados ao estudo deste contrato e produção de obras ainda mais densas e específicas, de novos cursos tratando do Direito do Seguro, direcionados aos mais diversos públicos, desde a graduação nas escolas de Direito carentes do trato da matéria, até a pós graduação, da consolidação de parcerias multifacetadas entre a advocacia especializada e o Judiciário, na construção e recuperação de um diálogo rejuvenescedor.
Neste campo, podemos dizer que a OAB do Rio Grande do Sul, pela sua Comissão Especial de Seguros e Previdência Complementar, atualmente, vem fomentando uma interessante aproximação com o Judiciário Gaúcho e com as principais Universidades do estado, pelos seus grupos de trabalho específicos, no sentido de transmitir a importância institucional do seguro e da advocacia especializada em área tão rica de oportunidades, inclusive considerando que a sistemática do contrato de seguro é semelhante em várias partes do mundo, logo, permite um vasto campo geográfico de atuação profissional daqueles que assim pretenderem.

Espaço há. Seja para a evolução do estudo, seja para a evolução da jurisprudência, seja para a atuação profissional. É preciso apenas a atenção e a paixão dos grandes entusiastas.

O professor Ernesto Tzirulnik, naquele discurso ocorrido no Theatro São Pedro há 20 anos, disse: “Hoje, conversando com os músicos, falei das dificuldades, da correria; eles perguntaram se tudo isso valia a pena. Confesso que vacilei, antes de proferir um enfático ‘sim’. Então, para concluir, reprisarei uma frase muito conhecida de todos, do Fernando Pessoa: ‘tudo vale a pena desde que a alma não seja pequena’”.

Open Insurance: entenda a revolução no mercado de seguros 304

Marcelo Feltrin é Head of Business Development da Opus Software / Divulgação

Confira artigo de Marcelo Feltrin, Head of Business Development da Opus Software

O open insurance é uma iniciativa que tem como objetivo tornar o mercado de seguros mais competitivo, com o intuito de tornar os produtos oferecidos pelo setor mais populares e acessíveis com melhoria também na jornada de compra do cliente. A medida faz parte de uma estratégia de inovação aberta, que reúne empresas do segmento e outras que estejam interessadas em criar novos produtos e serviços.

O funcionamento do open insurance é bem similar ao do open banking. A ideia é permitir que os clientes possam autorizar, de forma segura, o compartilhamento de seus dados, para, a partir daí, obter melhores serviços e fomentar a criação de novos modelos de negócio.

Essa semelhança, inclusive, não é nenhuma coincidência, visto que a quarta fase de implementação do open banking, prevista para o dia 15 de dezembro deste ano, previa o compartilhamento de dados de operações de câmbio, investimentos, seguros, previdência complementar aberta e contas-salário.

Tanto o open banking quanto o open insurance fazem parte de um movimento chamado de open finance, que é justamente a iniciativa de criar um ecossistema integrado, que permite o compartilhamento de dados de forma segura e transparente, o que incentiva a inovação.

Como funciona o open insurance

Assim como no open banking, o compartilhamento de dados no open insurance é feito por meio de APIs abertas. Elas funcionam como uma “ponte”, compostas por instruções e padrões de comunicação que conseguem proporcionar a comunicação entre empresas diferentes, de forma padronizada e ordenada. Portanto, uma API de open insurance precisa ser Simples, Segura, Padronizada, Escalável e Moderna.

Na estrutura do open insurance, os produtos, serviços, informações e funcionalidades de uma seguradora ficam disponíveis para consumo por qualquer outra e vice-versa. Isso acontece porque elas obedecem ao princípio da reciprocidade, que diz que só é possível ter acesso aos dados se você também os fornecer e o que possibilita isso é justamente o fato de as APIs serem abertas.

Além disso, a tecnologia das APIs abre portas para uma série de inovações, desenvolvimento de novos negócios, aplicativos e soluções, como, por exemplo:

  • Agregação de serviços, relacionados ao open finance;
  • Facilitar a contratação e cotação de serviços de seguro ou de investimento;
  • Portabilidade;
  • Aviso de sinistro.

O Banco Central, que é o órgão regulador do mercado financeiro e grande promotor do open banking no Brasil, e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) atuam em sinergia para estipular as regras de segurança e operação dessas APIs. Isso porque, é necessário garantir que os desenvolvedores tenham acesso às regras de desenvolvimento, assim como aos padrões da gestão de consentimento, como realizado no open banking.

Atualmente, é obrigatória a participação de seguradoras, Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPCs) e as sociedades de capitalização das categorias S1 e S2. As Sociedades Iniciadoras de Serviços e Seguros (SISS), apenas mediante credenciamento, de acordo com o normativo específico.

3 pilares fundamentais do open insurance

O open insurance está fundamentado em três pilares. São eles: open innovation; experiências digitais e novos modelos de negócio.

  • Open Innovation –  A partir do pressuposto de que duas cabeças pensam melhor do que uma, compartilhar dados e informações entre organizações fomenta os processos de inovação, justamente porque permitem uma ampliação da visualização de um cenário, além de ser possível combinar a expertise de uma outsourcing de TI para a criação de um novo produto, por exemplo.
  • Experiências Digitais – A pandemia do novo coronavírus intensificou a necessidade por produtos e experiências digitais que, de alguma forma, pudessem aproximar o público com os serviços necessários. A combinação da melhora das experiências digitais do consumidor, com a tecnologia e análise de dados, também está dentro dos objetivos do open insurance e, consequentemente, do open finance.
  • Novos Modelos de Negócios – O surgimento de novos modelos de negócio é, na realidade, uma consequência dessa iniciativa de open finance. No caso específico do open insurance, tornar os produtos das seguradoras mais acessíveis, agilizar e otimizar processos também fazem parte desse quadro de inovação.
    Segurança de dados

Um ponto importante é a jornada de consentimento. De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), consentimento é a “manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada”.

Assim, na gestão de consentimento, são observados alguns itens essenciais:

  • O que o usuário X consentiu?
  • O que o usuário X não quer mais consentir?
  • Quais consentimentos o usuário X revogou e como isso te afeta?

Dessa forma ficam garantidas as etapas de autenticação entre as instituições receptoras e transmissoras, para que esses dados só possam ser fornecidos pelos titulares.

Outro desafio é a padronização no desenvolvimento das APIs, já que elas impactam diretamente na gestão do consentimento e na transação segura das informações. Portanto, é necessário que essas regras estejam bem definidas pelos órgãos reguladores.

Cronograma de implementação do open insurance

De acordo com a Susep, a implementação do open insurance está dividida em três fases, e deve ocorrer entre 2021 e 2022.

Fase 1 – Open data: dados abertos de seguros – 15 de dezembro de 2021

  • Dados públicos das sociedades supervisionadas;
  • Canais de atendimento;
  • Produtos disponíveis;
  • Marketplace.

Fase 2 – Compartilhamento de dados pessoais – 01 de setembro de 2022

  • Cadastro de clientes e representantes;
  • Movimentações dos clientes relacionadas a produtos;
  • Registro de dispositivos eletrônicos;
  • Dados individuais de clientes; compartilhado apenas mediante consentimento.

Fase 3 – Efetivação de serviços – 01 de dezembro de 2022

  • Contratação;
  • Endosso;
  • Resgate ou portabilidade;
  • Pagamento de sorteio;
  • Aviso de sinistro;
  • Foco na melhoria da experiência do consumidor.

No que diz respeito ao compartilhamento dos dados, o cliente poderá escolher com quais entidades deseja compartilhar determinados dados, assim como revogar este consentimento a qualquer momento.

A ideia por trás do open insurance se conecta com a aceleração da transformação digital que já acontecia, mas acabou intensificada por conta da pandemia do coronavírus, em 2020. Até porque, a necessidade por inovação e agilidade foi ao encontro da aproximação com o cliente e o consequente aprimoramento dos estudos relacionados à jornada de compra.

As estradas necessitam de mais mulheres 312

Ana Luísa Orsolini é Head of ESG da VUXX / Divulgação

Confira artigo de Ana Luísa Orsolini, Head of ESG da VUXX

Há menos de 100 anos no Brasil, nós, mulheres, não podíamos trabalhar sem a autorização do próprio marido, votar, ou até mesmo ingressar no ensino básico. Apesar de muitos avanços, ainda possuímos diversos problemas estruturais para alcançar a igualdade, como disparidade salarial, jornada dupla e ausência de mulheres nos cargos de liderança e nas ditas “carreiras de homens”.

Realizar entregas, trabalhar na estrada, independentemente do tipo de veículo utilizado, é tido, ainda, como um trabalho masculino. De acordo com dados da Confederação do Nacional do Transporte (CNT), apenas 0,5% dos motoristas de caminhão no país são mulheres.

Em 2020, a corretora Minuto Seguros fez um levantamento que mostrou que o seguro de carro para mulheres pode ser até 23% mais barato do que para homens por elas serem mais cuidadosas. O levantamento “Mulheres no Trânsito”, da Seguradora Líder, confirma isso: em 2019, apenas 25% das indenizações pagas pelo seguro DPVAT foram para mulheres, enquanto 75% foram para homens. No caso dos pagamentos por acidentes fatais, 82% das vítimas são do sexo masculino. Mesmo sendo mais cuidadosas, ainda existe muito preconceito contra nós nesse setor.

Ouça também: A importância do ESG para o futuro das empresas

A VUXX é uma startup focada em logística digital, que atua, desde 2015, descomplicando a vida de todos os envolvidos no transporte de cargas através da conexão de empresas que necessitam de transporte a motoristas que possuem seu próprio veículo via aplicativo, de forma simples, rápida e intuitiva. Esse sistema, que seleciona motoristas por critérios puramente de performance, não faz qualquer discriminação sobre gênero.

Portanto, sem nenhuma ação afirmativa até aquele momento, apenas selecionando motoristas de acordo com o seu desempenho, no início de 2021, 4,5% das nossas rotas já eram feitas por mulheres, e o motorista que mais havia realizado rotas conosco era uma mulher.

Percebendo isso, quisemos aumentar esse número inaugurando o Projeto Mulheres, no qual engajamos e valorizamos nossas motoristas todos os dias. Com este projeto, em apenas 5 meses conseguimos aumentar o número de rotas femininas para 10%. Mas não vamos parar por aí, queremos no futuro chegar aos 50%, mostrando ao mercado que as mulheres são completamente capazes, sem que haja qualquer contraindicação ou lado negativo nesta história.

Seguro prestamista protege consumidores contra dívidas 311

Seguro prestamista protege consumidores contra dívidas

Solução garante pagamento de compromissos financeiros em caso de desemprego e perda de renda

Por mais que metas sejam traçadas, imprevistos podem ocorrer a qualquer momento e mudar o que foi planejado até então. Em um cenário de instabilidade, se faz ainda mais necessário contar com soluções que incluem benefícios para toda a vida, com foco nas transições importantes pelas quais todos passam. Para quem realizou uma compra a prazo e fica impossibilitado de cumprir esse compromisso por motivo de força maior, o seguro prestamista é essencial.

Esse tipo de solução possui coberturas que protegem o cliente em caso de desemprego sem justa causa, perda de renda, invalidez permanente por acidente, necessidade de renda por incapacidade temporária para autônomos, falecimento e, ainda, nos casos de doença terminal. Na impossibilidade de serem pagas nestas situações, as dívidas e os planos de financiamento realizados pelo consumidor junto à empresa credora ficam quitados total ou parcialmente por um período.

“Ao quitar as prestações, o seguro protege a família do risco de inadimplência e consegue preservar o fluxo de caixa do negócio, gerando benefícios para todos os envolvidos na aquisição de um bem ou serviço”, diz Carlos Eduardo Gondim, diretor de Vida e Previdência da Porto Seguro. O executivo ainda acrescenta que a proteção para as vendas a crédito permite a inclusão do cliente de menor renda ao consumo.

Por se tratar de um seguro de vida em grupo, contratado para muitos clientes de uma mesma empresa, o executivo afirma que o custo para o consumidor final é reduzido. “O prestamista é um seguro que cabe no bolso das pessoas e que gera um benefício muito grande ao garantir que o compromisso financeiro será honrado mesmo caso algum imprevisto aconteça”, pontua.

No primeiro semestre deste ano, a procura pelo seguro prestamista cresceu 30% em relação ao mesmo período de 2020. Um dos principais motivos para esse aumento é a busca de proteção para os produtos do nicho de consórcios, que acumularam alta de 26% no mesmo período. Houve também uma expansão superior a 14% na procura da solução para os segmentos de cooperativas e instituições de ensino.

Como contratar

O prestamista é contratado pelas empresas credoras. Ao aceitar a cobertura deste seguro no seu financiamento, o cliente paga o valor do seguro junto com as prestações do produto ou serviço adquirido. O pagamento é adaptado à necessidade do consumidor e pode ser feito mensalmente, anualmente ou à vista.

A Porto Seguro disponibiliza três opções de seguro prestamista:

  • Prestamista Saldo Devedor: quita as prestações que faltam e o segurado ou a família não perde o bem adquirido;
  • Prestamista Valor Total do Bem: quita as prestações que faltam e disponibiliza os valores já pagos à família, que também não perde o bem adquirido;
  • Remissão: quita parcelas a vencer de compromissos financeiros, não necessariamente dívidas, como condomínio, plano de saúde, assinatura de TV e assim por diante.

Acesse este endereço para mais informações e detalhes sobre o Porto Seguro Prestamista.

Agora é possível contratar Seguro Residencial diretamente no aplicativo do Bradesco 401

Saint´Clair Lima é diretor da Bradesco Seguros / Divulgação

É o primeiro produto da Bradesco Seguros a contar com aceite digital da proposta na aplicação do banco

A Bradesco Seguros anuncia nova ferramenta no aplicativo do Banco Bradesco. Alinhada à jornada digital do cliente na ferramenta, agora, ao acessar a área de ‘Seguros’ do aplicativo é possível localizar a proposta efetivada para o seguro bilhete residencial, conferir todas as informações e dados apresentados na tela: coberturas, valores e dados pessoais. A partir daí, basta um clique para o aceite digital.

“A previsão é de que, em breve, outros produtos de seguro residencial pré-formatados – para clientes do Banco Bradesco, segmentos Classic, Exclusive e Prime – sejam incluídos no fluxo do aceite digital”, destaca Saint’Clair Lima, diretor da seguradora.

A cultura do imediatismo e a perpetuação da telemedicina no pós-pandemia 423

Fábio Tiepolo é CEO da Docway, startup brasileira referência em soluções de saúde digital para empresas e operadoras de saúde

Confira artigo de Fábio Tiepolo, CEO da Docway, startup brasileira referência em soluções de saúde digital para empresas e operadoras de saúde

Não é novidade para ninguém que o ser humano sempre buscou satisfazer suas necessidades o mais rápido possível. E com a expansão da cultura digital, o limite de tempo necessário para realizar uma ação e obter um resultado específico foi reduzido ainda mais. Para esse comportamento, damos o nome de cultura do imediatismo.

Desde o início da pandemia, tivemos a oportunidade de conhecer um mundo mais tecnológico e à distância, com vantagens e desvantagens para o cotidiano em sociedade. Contudo, em um futuro próximo, o que não for considerado positivo irá retornar ao antigo modus operandi. Já as boas novidades serão incorporadas aos nossos hábitos. Neste cenário, é impossível negar a perpetuação da telemedicina no pós-pandemia.

Antes da telemedicina, os pacientes precisavam esperar dias – ou até meses – para serem atendidos por um médico especialista. Em 2020, quando a teleconsulta foi autorizada emergencialmente, experienciamos consultas mais imediatas, em que o paciente agenda por aplicativo e é atendido rapidamente. Tudo isso sem quaisquer inconvenientes, como o trânsito e a falta de tempo. A única exigência é ter um celular com conexão à internet.

Embora a telemedicina ainda não tenha atingido seu auge em termos de acessibilidade, historicamente a saúde nunca esteve tão acessível como agora. E isso vale principalmente para os pacientes do interior, áreas rurais e regiões mais afastadas dos grandes centros de saúde, uma vez que sabemos que a maior parte dos médicos do país estão concentrados em centros urbanos. Para essas pessoas, a telemedicina facilita ainda mais o cuidado e reduz a desigualdade. Além disso, estamos passando pela última geração que ainda não é tão íntima dos smartphones, enquanto os mais jovens já se veem obrigados a conviver diariamente com a tecnologia.

O próximo passo é a evolução e adaptação do setor. Pesquisas de qualidade já revelam um alto grau de satisfação dos consumidores, mas como todo novo serviço, ainda é preciso educar o paciente para que ele entenda as ocasiões em que será beneficiado pela teleconsulta, bem como o médico possa orientar e instruir seu paciente da melhor forma no primeiro contato por vídeo. Agora, a preocupação não é mais apenas conectar médico e paciente, mas sim capacitar ambos os lados para que seja prestado um atendimento de qualidade igual ou superior ao do presencial.