Associação Médica diz que é urgente o início da vacinação no Brasil 977

Associação Médica diz que é urgente o início da vacinação no Brasil

Confira posição da Associação Médica Brasileira sobre Covid-19 e vacinação

A Associação Médica Brasileira, AMB – em conjunto com todo o seu quadro de Sociedades de Especialidades, em particular as Sociedades abaixo signatárias – vem a público comunicar seu posicionamento relacionado aos aspectos preventivos, diagnósticos e terapêuticos da doença Covid-19. Damos ênfase à importância da vacinação da população contra o Sars-CoV-2 e, para tanto, apresentamos como fundamentos as mais sólidas e atualizadas evidências cientificas da Medicina.

Legitimada por representar todo movimento médico associativo e em cumprimento a sua missão, a AMB conclama os cidadãos do País a aderir à programação oficial de vacinação a ser definida pelas autoridades sanitárias nas próximas semanas, bem como manter as conhecidas medidas preventivas que reduzem a transmissão do novo coronavírus.

O ano de 2021, felizmente, começa com perspectivas. Estão chegando as vacinas para Covid-19 no Brasil. Elas têm potencial de ser um divisor de águas no combate à pior crise sanitária mundial dos últimos cem anos.

Nos próximos dias, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliará os resultados das pesquisas referentes à eficácia e à segurança das vacinas de Oxford/AstraZeneca e CoronaVac contra o SARS-CoV-2, atendendo a solicitações de uso emergencial da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto Butantã, respectivamente.

A agência reguladora nacional merece credibilidade da comunidade científica e a confiança da sociedade brasileira, pois, desde a sua criação, em 26 de janeiro de 1999, atua adequadamente na avaliação de novos medicamentos, vacinas, testes laboratoriais e dispositivos médicos, apenas permitindo o uso no Brasil quando demonstram qualidade, eficácia e segurança.

Enfrentando a triste realidade de mais de 200.000 brasileiros mortos pela Covid-19 – somos o segundo país com maior número de óbitos no mundo – temos a certeza de que a Anvisa saberá avaliar com qualidade e celeridade a solicitação de autorização para uso emergencial e/ou o registro destas vacinas.

É urgente o início da vacinação no Brasil. Só assim evitaremos mais mortes causadas pela Covid-19. Desde 8 de dezembro de 2020, quando a primeira dose da vacina foi ministrada no mundo ocidental, já são 23 milhões de aplicações realizadas com segurança em mais de 50 países.

A maioria das pessoas vacinadas não apresenta efeitos colaterais. Os que apresentam geralmente têm sintomas leves. Nenhuma morte relacionada à vacinação para Covid-19 foi descrita até o momento, enquanto a doença já causou mais de 1.900.000 óbitos globalmente.

Uma vez autorizadas ou aprovadas pela Anvisa, as vacinas poderão e têm de ser oferecidas aos brasileiros com segurança e eficácia.

É imperioso que os gestores públicos nos três níveis (federal, estadual e municipal) atuem com organização, interação e rapidez na aquisição, disponibilização, armazenamento e aplicação das vacinas. Cada dia de vacinação terá impacto progressivo para salvar centenas de vidas de brasileiros.

Aproximadamente de 2 a 4 semanas após a vacinação, o organismo humano inicia a produção de anticorpos eficazes para evitar a Covid-19 ou reduzir o risco de evolução para formas mais graves da doença. Por isso, há a necessidade urgente de termos vacinas disponíveis, e assim, mudarmos o atual cenário desolador e recorrente de mais de 1.000 mortes por dia pela Covid-19 no Brasil.

Vivemos um momento de demasiada desinformação, desserviço e fake news. É relevante conscientizarmos a população brasileira da importância fundamental das vacinas para controle das mais diversas doenças infecciosas, entre as quais a Covid-19.

Orientamos e clamamos que não se repassem vídeos e mensagens que desinformam sobre a real eficácia e segurança das vacinas.

Reconhecidamente, as vacinas representam um dos maiores feitos da humanidade. Quem recebe uma vacina se protege e protege também as pessoas de seu convívio social, incluindo familiares, amigos e colegas de trabalho.

Com as vacinas conseguimos erradicar doenças como a varíola, reduzimos mortes como as causadas pelo sarampo e pela meningite, além de sequelas graves como as da poliomielite. Do mesmo modo, conseguiremos controlar a maior pandemia dos últimos 100 anos, a Covid-19.

O isolamento de novas cepas do SARS-CoV-2, principalmente a variante B.1.1.7, traz alertas. Apesar de ser transmitida mais facilmente, esta nova cepa não parece causar doença mais grave. Porém, com o aumento da transmissão, temos mais casos e, consequentemente, mais mortes. Os estudos iniciais sugerem que as vacinas existentes também são eficazes para evitar a Covid-19 causada por cepas mutantes.

No contexto de prevenção de doenças infecciosas, nenhuma medida isolada tem eficácia máxima. Portanto, se deve aliar à vacina as “6 regras de ouro”, medidas já comprovadamente efetivas na prevenção da Covid-19. São elas:

  • Uso de máscaras;
  • Distanciamento físico de pelo menos 1,5 metro;
  • Higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool 70%;
  • Evitar aglomerações;
  • Permanecer em isolamento respiratório domiciliar, desde o 1º dia de sintomas suspeitos de Covid-19. Procurar atenção médica para o diagnóstico correto e seguir a orientação recebida e apropriada para cada caso em sua individualidade. Não se automedicar;
  • Manter os ambientes arejados e ventilados.

Com o controle da pandemia, teremos a perspectiva de enfrentar com melhores resultados as graves consequências sociais que esta devastadora pandemia causa ao Brasil e ao mundo, inclusive retomando a vida produtiva, o crescimento econômico, gerando empregos e construindo um futuro de progresso coletivo.

Signatários:

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Setor de seguros faturou R$ 11,2 bilhões em maio, alta de 26,4% 288

Setor de seguros faturou R$ 11,2 bilhões em maio, alta de 26,4%

Faturamento é de R$ 54,2 bilhões no acumulado de 2021, avanço de 15,9%

A nona edição do Boletim IRB+Mercado, relatório da plataforma IRB+Inteligência, aponta alta no faturamento das seguradoras pelo 12º mês consecutivo. Em maio, o setor contabilizou R$ 11,2 bilhões, número 26,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, com destaque para as altas taxas de variação positiva nos seguros Individuais Contra Danos (48,7%) e Corporativos de Danos e Responsabilidade (40,7%). Crédito e Garantia foi o único segmento que recuou no mês, com queda de 17,1%, com perdas nos três últimos meses.

De acordo com o relatório, a alta no segmento Individuais Contra Danos, que somou R$ 894 milhões, é justificada pelo avanço de 150,1% da cobertura Garantia Estendida, que havia sido impactada pelo fechamento do comércio, devido à pandemia, em 2020. Já o crescimento de Corporativos de Danos e Responsabilidades, com R$ 2 bilhões, foi impulsionado pela evolução da linha de transportes, que cresceu com o aumento da movimentação de cargas provocado pelas compras on-line.

A análise do Boletim IRB+Mercado, com foco nos seguros de danos, responsabilidades e pessoas, indica ainda que, no acumulado de 2021, o faturamento é R$ 54,2 bilhões, crescimento de 15,9% ou R$ 7,4 bilhões a mais em relação a 2020. O segmento de Vida, que alcançou 31% de alta em maio, lidera a participação no faturamento total do setor de janeiro a maio, com 37,1%. O ranking segue com Automóveis (26,3%), Corporativo de Danos e Responsabilidades (18,7%), Individual Contra Danos (8,5%), Rural (6,1%) e Crédito e Garantia (3,2%).

Em maio, o relatório destaca também o crescimento do Índice de Sinistros Ocorridos em relação ao faturamento registrado no mês: alta de 11,2 pontos percentuais (p.p.) na comparação com o mesmo período de 2020. No acumulado até maio, o índice também apresentou incremento: 6,1 p.p. a mais em relação à taxa registrada no mesmo período do ano passado.

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em 12 de julho de 2021, e considera os Seguros de Danos, Responsabilidades e Pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios.

Bradesco Seguros participará de live sobre inovação da ENS 386

Ivan Gontijo, presidente da seguradora, representará a empresa para compartilhar as experiências do Grupo com o tema inovação

O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Ivan Gontijo, estará, nesta quarta-feira (28), no 7° encontro online “Inovação no Setor de Seguros – Experiência de Mercado”, série de lives promovida pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) para comemorar os 50 anos de fundação da instituição. O objetivo da ação é debater a inovação por meio das práticas dos principais players do mercado – as seguradoras e os corretores.

Ivan Gontijo comentará as iniciativas e a visão do Grupo Bradesco Seguros sobre o tema em conversa com participação do corretor Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros e Vice-Presidente de Seguros da Creditas, e com mediação do professor da ENS, Adilson Neri.

A transmissão acontece às 16h, ao vivo no YouTube da ENS.

ANS divulga painel com dados sobre reajustes de planos de saúde coletivos 493

ANS divulga painel com dados sobre reajustes de planos de saúde coletivos

Com formato amigável e interativo, ferramenta amplia transparência de dados do setor

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acaba de publicar em seu portal um painel dinâmico com dados sobre reajustes aplicados aos contratos coletivos de assistência médica empresariais e por adesão. Com formato interativo, o Painel de Reajustes de Planos Coletivos possibilita ao usuário realizar diversas pesquisas com base nas informações e filtros disponíveis.

“A publicação representa mais uma importante iniciativa da ANS para ampliar a transparência de dados do setor de planos de saúde, facilitando o acesso à sociedade e promovendo mais concorrência no setor. Consumidor com informação é consumidor com maior poder de decisão e capaz de fazer escolhas mais acertadas”, destaca o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência, Rogério Scarabel.

As consultas podem ser feitas de forma agrupada ou individualizada por operadora. Também é possível selecionar mês e ano; tipo de contratação (empresarial, adesão ou ambos); porte do contrato ou da operadora; modalidade da operadora (autogestão, cooperativas médicas, filantropia, medicina de grupo e seguradoras).

Estão disponíveis dados de janeiro de 2016 a maio de 2021 dos reajustes aplicados aos contratos coletivos em vigor no mercado brasileiro que apresentam formação de preço preestabelecida, ou seja, com valor pré-fixado da mensalidade. O painel fornece várias medidas sobre as tendências centrais observadas no setor nesse período. Entre elas, o Reajuste Médio que reflete a média ponderada dos reajustes levando em consideração o número de beneficiários de cada contrato.

Confira aqui o Painel de Reajustes de Planos Coletivos.

Retrato de 2020

Fonte: ANS/Painel de Reajustes de Planos Coletivos
Fonte: ANS/Painel de Reajustes de Planos Coletivos

O gráfico Distribuição de Beneficiários por Percentual de Reajuste mostra um retrato dos percentuais de reajustes aplicados aos planos coletivos em 2020 – considerando os contratos de planos coletivos em geral (empresariais e por adesão, com até 29 vidas e com 30 vidas ou mais). Observa-se que a barra maior está em zero, o que significa que a maior incidência de percentuais aplicados aos contratos coletivos no ano passado ficou no intervalo entre 0% e 1%.

De acordo com o gráfico, os intervalos de percentuais ficaram distribuídos da seguinte forma entre os beneficiários de planos coletivos em 2020:

  • 2,14% dos beneficiários tiveram reajustes negativos até -15%;
  • 12,98% tiveram reajustes entre zero e 1%;
  • 48,39% tiveram reajustes a partir de 1% até menos de 10%;
  • 36,49% tiveram reajustes entre 10% e 28%.

Resumo de Estatísticas Descritivas

No quadro de resumo das estatísticas, reproduzido abaixo, é possível ter uma visão geral dos reajustes aplicados ano a ano aos contratos com 30 vidas ou mais, onde o índice é definido em livre negociação entre as pessoas jurídicas contratantes e operadoras, e com até 29 vidas, para os quais vale a regra do agrupamento de contratos. Essa regra, também conhecida como “pool de risco”, obriga as operadoras a aplicarem o mesmo percentual de reajuste a todos os contratos deste porte. A medida foi instituída pela ANS em 2012 e aplicada a partir de maio de 2013 com o objetivo de diluir o risco desses pequenos contratos em grupo maior, proporcionando maior equilíbrio e estabilidade aos reajustes.

A tabela mostra dados gerais de planos coletivos – empresariais e por adesão -, no período de 2016 a maio de 2021. Os dados estão disponíveis da seguinte forma:

  • Porte do contrato: 30 vidas ou mais e até 29 vidas.
  • Número de operadoras que enviarem os comunicados de reajustes.
  • Número total de beneficiários que receberam os reajustes comunicados pelas operadoras.
  • Número total de contratos informados nos comunicados de reajustes.
  • Reajuste médio: média dos percentuais de reajustes aplicados ponderados pela quantidade de beneficiários no contrato no mês de início de aplicação do reajuste, excluindo-se valores atípicos (outliers) e negociações de reajustes com alteração de fator moderador.
  • Mediana: indica o valor que está exatamente no meio de um conjunto de dados: metade está abaixo e a outra metade está acima dela. Não exclui os valores atípicos (outliers).
  • Média: média aritmética simples, excluindo-se os valores atípicos.
  • Desvio padrão: parâmetro que indica o grau de dispersão de um conjunto de elementos, mostrando o quanto os valores dos quais se extraiu a média são próximos ou distantes da própria média. Não exclui os valores atípicos (outliers).
  • Moda: percentual de reajuste mais frequente nos comunicados de reajustes enviados pelas operadoras.

Na imagem abaixo, nota-se que, ano a ano, o reajuste médio dos contratos com 30 vidas ou mais é inferior ao reajuste médio dos contratos com até 29 vidas.

Nota-se ainda que em 2020 os reajustes nesses dois portes de contrato seguiram a mesma tendência de queda que já vinha sendo observada nos anos anteriores. O reajuste médio nesse ano ficou em 7,1% para os contratos com 30 vidas ou mais, enquanto nos contratos com até 29 vidas o reajuste médio ficou em 11,15%.

Até maio de 2021, 478 operadoras já enviaram comunicados de reajustes referentes a 539.106 contratos. Até o momento, o reajuste médio, considerando planos empresariais e por adesão, é 5,55% para os contratos com 30 vidas ou mais; e 9,84% para os contratos com até 29 vidas e moda de 14%.

Resumo de estatísticas de reajustes de planos coletivos (empresariais e por adesão) – janeiro de 2016 a maio de 2021

Fonte: ANS/Painel de Reajustes de Planos Coletivos
Fonte: ANS/Painel de Reajustes de Planos Coletivos

Conjunto de dados

O Painel RPC utiliza a mesma base de dados que está disponível na página da ANS no Portal Brasileiro de Dados Abertos desde 2019, que contém as informações de reajustes aplicados às mensalidades de planos contratados por pessoas jurídicas – empresarias ou por adesão, enviadas pelas operadoras de planos de saúde à ANS. Esses reajustes são referentes a contratos firmados sob a regulamentação da Lei 9.656/98, de cobertura médico-hospitalar, com ou sem cobertura odontológica, em contratação coletiva empresarial ou coletiva por adesão, com financiamento preestabelecido. Os dados publicados no portal de dados abertos são atualizados trimestralmente, após o encerramento do prazo de envio de comunicados relativos ao trimestre anterior.

Seguradora Fairfax cresce 50% em 2020 e mantém expansão em 2021 1058

Seguradora Fairfax cresce 50% em 2020 e mantém expansão em 2021

Operações expandiram 60% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado

Apesar da crise social e econômica provocada pela Covid-19, a seguradora Fairfax Brasil atingiu receita de prêmios de seguro emitidos líquidos no valor de R$ 1,22 bilhão em 2020, o que representou crescimento da ordem de 50% em comparação com 2019, que registrou produção de R$ 818 milhões. No ano passado, o total das provisões técnicas da companhia foi de R$ 2,15 bilhões, enquanto o Patrimônio Líquido totalizou R$ 401,8 milhões. O total de ativos alcançou R$ 3,4 bilhões contra 2,4 bilhões no exercício anterior.

A Fairfax Brasil faz parte do grupo canadense Fairfax Financial Holdings Limited, é apontada como uma das 20 maiores seguradoras e resseguradoras do mercado brasileiro, reconhecida por seu modelo descentralizado e como especialista na oferta de soluções diferenciadas na cobertura de seguros corporativos.

Ao fazer um balanço dos resultados, Bruno Camargo, presidente da Fairfax Brasil, afirma que 2020 foi um ano desafiador não só para a Fairfax mas para o mercado securitário como um todo, consequência da pandemia. Segundo o executivo, em março do ano passado foi tomada a decisão de garantir aos colaboradores a manutenção de seus cargos e posições com um comunicado global afirmando que nenhum colaborador seria desligado por conta da pandemia e foi imediatamente instalado um comitê de crise com calls diários analisando a situação do momento e tomando as devidas ações necessárias.

“Com o ambiente de segurança e autonomia, melhoramos a comunicação, revisitamos estratégias e o que parecia crise tornou-se oportunidade”, comemora Camargo. De acordo com o presidente, a seguradora manteve ritmo de crescimento este ano. No primeiro trimestre de 2021, as operações da companhia cresceram 60% em relação ao mesmo período de 2020.

A maioria das linhas de negócios registrou alta. Entre elas, vale destacar o segmento de Property & Casualty (P&C), que atingiu volume de R$ 509 milhões em 2020, alta de 82% em comparação com 2019, Agronegócio, que superou montante de R$ 271 milhões no exercício passado contra 113,5 milhões, representando aumento de mais de 113% e Financial Lines (R$ 293 milhões).

Outros segmentos, como o de Transportes (R$ 122,6 milhões), registraram crescimento limitado em decorrência da baixa atividade econômica. Mesmo assim, mantiveram volume de produção equivalente ao ano anterior com melhora nos resultados. Além do aumento em volume de prêmios recorde, a sinistralidade também foi controlada e a seguradora fechou 2020 com Lucro Líquido de R$ 48 milhões contra R$ 75 milhões de 2019. Esse resultado foi impactado pela marcação a mercado da carteira de investimentos, consequência da queda prejudicada pela redução das taxas de juros e a forte oscilação do mercado de capitais no ano passado.

Analisando os resultados do mercado, Bruno Camargo constata que a Fairfax Brasil obteve crescimento e rentabilidade acima da média. “A nossa empresa está sólida, rentável e bem posicionada para as oportunidades futuras. Conseguimos performar melhor do que boa parte das seguradoras. assinala. Na sua visão, “obtivemos um incremento no resultado técnico de seguros (combined 95%) mesmo com o cenário econômico causado pela pandemia terminamos o ano com o retorno sob o capital de 12%”, conclui Camargo.

Fairfax lança seguro inovador para a cafeicultura 381

Fabio Damasceno é Diretor de Agronegócio da Fairfax Brasil / Divulgação

Apólice vai indenizar de acordo com perdas de produção provocadas por granizo e geada, na safra corrente e safra futura de café

A Fairfax lançou um seguro agrícola inédito para proteger a cafeicultura brasileira dos danos causados por chuvas de granizo e incidência de geadas. O novo produto está disponível para assegurar cafezais de variedades do tipo arábica, cultivados em sequeiro, em qualquer região do Brasil.

“As chuvas de granizo são intempéries mais severas para a cafeicultura, com a desvantagem de poderem ocorrer em vários momentos do ano, enquanto a geada é um problema mais frequente durante o inverno. De forma geral, as taxas de incidência e perdas provocadas pelo granizo são maiores em comparação com a geada”, diz Fabio Damasceno, diretor de agronegócios da Fairfax Brasil.

Inovação

O lançamento da Fairfax representa um marco para o setor. Tradicionalmente, os seguros disponíveis no mercado brasileiro são voltados para garantir o pé de café. Ou seja, em caso de sinistro, o seguro convencional cobre os tratos culturais, como os procedimentos de esqueletamento e recepa, para que a planta volte a produzir.

No entanto, a proposta da Fairfax é inovadora e tem melhor aderência às necessidades dos cafeicultores porque a apólice assegura a produção cafeeira. A seguradora vai avaliar os danos causados pelo evento climático para calcular a indenização. Desse modo, o cafeicultor será ressarcido de acordo com as perdas na safra assegurada, o que engloba os insumos e preço das sacas de café que deixou de colher.

“Permitimos que o produtor forneça dados de histórico de produção e parâmetros para subscrição como idade do café, variedade e espaçamento das entrelinhas. É um seguro para café arábica, uma apólice de dano direto causado por granizo e geada, em que se indeniza o valor da produção”, explica Damasceno.

Coberturas disponíveis

O seguro agrícola para cafeicultura da Fairfax tem como cobertura obrigatória a proteção contra granizo e o cafeicultor pode optar por contratar a cobertura contra geada. Quando um cafezal é atingido por essas intempéries, a planta sofre lesões e fica mais suscetível à incidência de doenças e pragas, por isso, também é importante reforçar o manejo. Pensando nessa necessidade, a Fairfax também oferece a cobertura adicional de tratamento fitossanitário, que indeniza o produtor com o valor necessário por hectare para realizar um tratamento preventivo, com aplicação de fungicidas e inseticidas.

Bienalidade do café

Outro diferencial da Fairfax é conseguir contemplar as especificidades da cultura. O seguro para café leva em consideração o fenômeno da bienalidade, que faz com que as plantas registrem safras mais produtivas alternadas aos anos de queda na produção. A ocorrência de intempéries geralmente agride a planta de tal modo que pode comprometer o andamento da safra atual, mas também impactar nos resultados da temporada posterior.

Por se tratar de uma planta perene, o cafeeiro produz continuamente, então os resultados de diferentes safras estão relacionados. A safra corrente é representada por ramos de idade superior a um ano, apresentando rosetas com os chumbinhos já formados e que serão colhidos. Enquanto isso, a planta também já apresenta ramos verdes, provenientes do crescimento durante o ano. Esses ramos verdes possuem as gemas que irão amadurecer e se diferenciar, para então por volta do mês de setembro florescerem, formando os chumbinhos que darão resultados na colheita da safra futura.

Por essa razão, o produtor pode optar por assegurar apenas a safra corrente ou proteger a safra atual e a safra futura em uma mesma apólice. É recomendável escolher a cobertura da apólice mais completa, que tem início na floração da safra corrente, ultrapassa o período de colheita e se estende da brotação até o abotoamento da safra futura.

Contratação

A hora ideal para a contratação é o momento do custeio da safra de café, entre maio e junho. Embora a cobertura do seguro só tenha início na floração do cafezal, o produtor que planeja a safra com antecedência tem mais chances de sucesso ao assegurar o cafezal e conquistar a subvenção. O Programa de Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural, oferecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), pode subvencionar até 40% do prêmio do seguro agrícola para a cafeicultura, limitado a R$ 48 mil reais por CPF.

Com a Fairfax Brasil, o cafeicultor terá a liberdade de decidir a configuração de seguro mais adequada para a fazenda, sendo possível considerar características de cafés especiais e critérios de qualidade do grão. O seguro para café da Fairfax começou a ser idealizado em março de 2020 e contou com o aval de especialistas do setor para que fosse desenhado de acordo com as reais demandas da cafeicultura brasileira.

Em parceria com a empresa de assessoria Valle Agro, de Jundiaí (SP), a Fairfax promoveu reuniões e dias de campo para desenvolver o produto, que contou com a validação de técnicos e de cafeicultores associados das cooperativas Cocatrel (Três Pontas-MG), Cocapec (Franca-SP), COOMAP (Paraguaçu-MG) e Capebe (Boa Esperança-MG).