O seguro de vida e as oportunidades para corretores 711

O seguro de vida e as oportunidades para corretores

Confira artigo de Alexandre Mandaji, Superintendente de Riscos Comerciais e Resseguro da HDI Seguros

Alexandre Mandaji é Superintendente de Riscos Comerciais e Resseguro da HDI Seguros / Reprodução
Alexandre Mandaji é Superintendente de Riscos Comerciais e Resseguro da HDI Seguros / Reprodução

2020, sem dúvida, foi um ano bastante desafiador. Os impactos econômicos decorrentes da pandemia exigiram de todo o mercado, e seguirão demandando nesse novo ano, soluções e adaptações a uma nova realidade. Costumo dizer que são nos momentos de crise que precisamos nos reinventar e buscar novas possibilidades de negócios. Encontramos no segmento de Vida – que vem crescendo significativamente nos últimos anos e superando, por exemplo, o seguro Auto em prêmios emitidos – a oportunidade de inovarmos mais uma vez.

Recentemente, lançamos o HDI Vida PME, fruto de uma parceria muito promissora com a Icatu Seguros. A oferta desse primeiro produto no segmento Vida vem garantindo aos corretores a possibilidade de incrementarem suas atividades e ampliarem as carteiras em que atuam, por meio de recomendações assertivas e indicação de coberturas e soluções mais adequadas a cada perfil de segurado. A ideia é que possam aproveitar sua base de clientes corporativos para oferecer um produto que tem tido cada vez mais aceitação, principalmente entre as pequenas e médias empresas.

E esse é um mercado com muita força e representatividade, visto que, de acordo com a consultoria Empresômetro, 70% dos 20 milhões de empreendimentos no Brasil são de pequeno porte, o que reforça a presença massiva desses negócios e sua contribuição para a economia. Nesse sentido, não podemos deixar de ofertar soluções simplificadas que atendam diretamente as necessidades desse segmento tão relevante.

Com o seguro de Vida, por exemplo, os pequenos e médios empresários têm a oportunidade de reforçar o pacote de benefícios de seus colaboradores de forma simples e sem burocracia e, com isso, valorizar e reter seus talentos. Outra vantagem desse produto é a possibilidade que o empreendedor tem de deduzir do Imposto de Renda os pagamentos efetuados do seguro, e o funcionário passa a contar com coberturas básicas de Morte e Morte por Acidente, além de coberturas adicionais e assistências que podem somar até 14 opções de benefícios extras aos segurados.

Hoje, apenas cinco meses após o lançamento do HDI Vida PME, conquistamos o expressivo número de 26 mil vidas seguradas pela nossa companhia. É por isso que quero chamar a atenção dos nossos corretores parceiros para fazerem uso de sua visão de negócios com o objetivo de identificar oportunidades de crescimento ofertando esse novo produto. Diante de tantas adaptações pelas quais nosso mercado vem passando, percebo que é imprescindível trazer novidades para o setor, e esse é um compromisso que a HDI segue cumprindo. Vejo, para o futuro, um caminho de muito trabalho e dedicação para ser trilhado nos próximos meses, em busca de crescimento e inovação, e tenho plena convicção de que, juntos, estaremos mais perto de construir um cenário próspero e promissor.

*Alexandre Mandaji está na HDI há mais de 12 anos e ocupa o cargo de Superintendente de Riscos Comerciais e Resseguro. O executivo é formado em Administração de Empresas pela USCS, com especialização em Administração de Marketing pelo CEAPOG-USCS e mestrado em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente é Professor Adjunto da Escola Nacional de Seguros.

Fairfax inova com o desenvolvimento de seguro rural sustentável 526

Fairfax inova com o desenvolvimento de seguro rural sustentável

Adoção de boas práticas no campo estimula a criação de opções de seguro para a cobertura de cultivos diversificados e sistemas integrados

Diego Caputo é Gerente Comercial de Agronegócios da Fairfax Brasil/Divulgação
Diego Caputo é Gerente Comercial de Agronegócios da Fairfax Brasil/Divulgação

A sustentabilidade está atualmente entre os temas de maior importância para a agropecuária. Produtores, cooperativas e empresas buscam soluções para que a produção evolua ao máximo, seguindo também o propósito de poupar recursos e colaborar para a preservação do meio ambiente.

A seguradora Fairfax Brasil está atenta ao tema para que as apólices também possam refletir essas tendências. “Na unidade de negócios agro da Fairfax, constantemente conversamos sobre o desenvolvimento de produtos focados em uma agricultura sustentável, para que possamos estimular e valorizar mais as boas práticas de manejo”, afirma Diego Caputo, Gerente Comercial de Agronegócios da Fairfax Brasil.

Culturas consorciadas

Um exemplo disso é que a Fairfax Brasil já oferece um seguro agrícola multirrisco grãos para áreas de milho consorciado com braquiária. A braquiária favorece o manejo de solo pois desenvolve um sistema radicular profundo que colabora para a descompactação do solo, além de produzir palhada abundante que serve de cobertura e proteção do solo e ainda auxiliar no controle de plantas daninhas.

Associada ao milho, a braquiária colabora para o rendimento da cultura comercial. A forrageira serve como fonte de cobertura vegetal até a safra posterior de soja. Em casos de sistemas de integração, a braquiária é útil na formação de pastagem para alimentar o gado. Observando esses benefícios agronômicos e a demanda dos agricultores, a Fairfax desenvolveu o seguro agrícola para milho-braquiária, que vem sendo ofertado desde 2020. O seguro oferece cobertura contra chuva excessiva, geada, granizo, seca, ventos frios, raio, incêndio, tromba d’água e ventos fortes.

Na safra 2019/20, uma área total de cerca de 15 mil hectares de milho safrinha consorciado com braquiária foi assegurada pela Fairfax Brasil. “O milho consorciado com braquiária tem um zoneamento climático diferente do milho solteiro. Dessa forma, o produtor consegue ajustar a cultura em outra janela de plantio e ainda beneficia a saúde do solo”, afirma Caputo. Outras culturas alternativas ao milho safrinha, como o trigo e o sorgo, também recebem a atenção da seguradora. “Produtos de rotação de cultura passam a ser acomodados adequadamente no seguro. Neste ano, conseguimos viabilizar a oferta de seguro agrícola para a cultura do sorgo”, anuncia o gerente.

Sistemas integrados

Atualmente, a Fairfax Brasil já oferece modalidades de seguro agrícola para culturas solteiras ou consorciadas, seguro pecuário e seguro para florestas. No entanto, a novidade é que a seguradora também está desenvolvendo um produto adequado para sistemas integrados, que traga ainda mais vantagens ao produtor.

De acordo com o gerente Diego Caputo, a Fairfax está desenvolvendo um seguro personalizado capaz de atender as áreas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o produtor pode esperar novidades em 2022. “A Fairfax atua com uma visão sustentável, respeitando políticas de preservação ambiental, de responsabilidade social e governança corporativa”, afirma Caputo.

Os sistemas integrados são uma grande tendência e já ocupam cerca de 15 milhões de hectares no Brasil, segundo estimativa da Embrapa. A diversificação de negócios agropecuários está diretamente atrelada à gestão de risco. O agricultor que inicia uma criação pecuária e o pecuarista que investe em agricultura conseguem verticalizar a produção na fazenda, promover o aumento de produtividade, conquistar novas fontes de renda e ainda minimizar riscos. “O grande desafio mundial é aumentar a produção de alimentos sem ampliar a área cultivada. O caminho é restaurar pastagens degradadas, investir em manejo de solo e permitir a produção de safras em rotação com a criação de gado”, conclui Caputo.

Azul Seguros aposta no autoatendimento para agilizar dia a dia de corretores e segurados 420

Gilmar Pires é diretor-executivo da Azul Seguros / Divulgação

Serviço traz soluções para questões relacionadas a financeiro, apólice e sinistro

Em momentos como o que vivemos, de maiores restrições durante a pandemia, o site da Azul Seguros oferece, para corretores e segurados, o acesso a canais de autoatendimento, com uma variedade de serviços de acionamento e consultas, totalmente online. O serviço traz soluções para questões relacionadas a financeiro, apólice e sinistro em seu site, trazendo praticidade e agilidade ao segurado.

Para o diretor-executivo da Azul Seguros, Gilmar Pires, “disponibilizamos serviços que auxiliam na autonomia e praticidade para nossos clientes e corretores”. Os autosserviços correspondem hoje a aproximadamente 30% do volume total de atendimentos na Azul Seguros, entre ferramentas de autoatendimento, chatbots, canais de atendimento telefônico, via chat ou WhatsApp.

Atendimentos oferecidos pela Azul Seguros

  • SOS Azul Seguros, em atendimento via Whatsapp, com solicitação de assistência 24h;
  • Vistoria digital para sinistro: após a abertura do sinistro, o cliente receberá um link para carregar fotos de seu veículo danificado, tiradas por ele mesmo, sem necessidade de deslocamento para fazer a vistoria presencial;
  • Envio de documentos de sinistros: segurados, corretores e terceiros envolvidos em sinistros podem enviar os documentos solicitados para análise de forma online, precisando apenas digitalizá-los, e acessar a área restrita do site da Azul Seguros, com cadastro criado pelo usuário;
  • Ferramentas de consulta e autoatendimento no site, na seção Resolva Aqui: Pague Fácil, 2ª via de boletos, 2ª via de apólices, abertura de aviso de sinistro online, acompanhamento de sinistro, consulta às condições gerais (manual do segurado), SOS Azul Seguros, entre outras.

Canais de atendimento da Azul Seguros

  • Atendimento via WhatsApp pelo número (11) 98355-9962;
  • Portal do Cliente;
  • Chat.

Para mais informações sobre os canais de atendimento e outros serviços acesse este endereço.

Bradesco Vida e Previdência revela dados exclusivos dos fundos de previdência 538

Bradesco Vida e Previdência revela dados exclusivos dos fundos de previdência

Empresa do Grupo Bradesco Seguros comemora 40 anos de atuação

Pioneira na comercialização de planos de aposentadoria, a Bradesco Vida e Previdência, integrante do Grupo Bradesco Seguros, está comemorando 40 anos de atuação no mercado brasileiro. A empresa também criou, em 2018, o primeiro fundo de previdência com alocação em gestores terceiros, o Multigestores, cuja carteira já supera os R$ 3,4 bilhões.

Considerando as outras duas famílias de produtos, a Portfolio Multiestratégia e a recém-lançada Família Seleção, que concentram cerca de R$ 23 bilhões, a Bradesco Vida e Previdência é hoje uma das maiores em fundos de previdência multimercados, que já representam cerca de 21% do total de sua carteira.

Sicoob Credicor-SP orienta corretores sobre economia e rentabilidade em live do CCS-SP 454

Evento será apresentado no dia 20 de abril, pelo YouTube, com dicas de investimento para corretores de todo o Estado

Para orientar os corretores de seguros sobre as melhores formas de administrar seu dinheiro, obtendo economia e rentabilidade, a Sicoob Credicor-SP (Cooperativa de Crédito dos Corretores de Seguros) foi convidada pelo Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) para participar de uma live, no dia 20 de abril, às 11h. O debate faz parte da série Prata da Casa e o assunto será abordado por Luiz Ioels e Marcos Abarca, presidente e diretor, respectivamente, da Sicoob Credicor-SP.

No ano passado, em consequência da Covid-19, as cooperativas lideraram o ranking das concessões de empréstimos a pequenos negócios, sendo responsáveis por 31% do total. Recentemente, a Sicoob Credicor-SP passou a admitir como cooperados pessoas e empresas de todo o setor de seguros, que tenham afinidade com associados (empregados ou parentes até terceiro grau), e ainda, caso o associado tenha outro CNPJ de qualquer atividade, também poderá se associar a cooperativa. Para tanto, a cooperativa reformulou seu estatuto, com a aprovação do Banco Central.

“Vamos falar aos corretores de todo o Estado sobre as oportunidades de participar da Credicor-SP, uma instituição financeira sem fins lucrativos, com o objetivo de disponibilizar todos os produtos e serviços financeiros e propiciar crédito com taxas de juros mais justas. Tudo é simples e inovador, pois foi pensado para atender o corretor de seguros da melhor maneira em suas necessidades”, afirma Luiz Ioels, presidente da Sicoob Credicor. “Na Sicoob Credicor-SP o corretor não é somente um número de conta, ele é dono do negócio, tem um atendimento pessoal com diálogo e foco nas suas necessidades e participa das sobras (lucros), da instituição que cresce a cada ano”. A Credicor é administrada pelos próprios cooperados, conveniada ao Banco Sicoob, integrada ao maior sistema de Cooperativas (Sicoob) e fiscalizada e auditada diretamente pelo Banco Central do Brasil.

“Economizar nos custos bancários e ainda dispor de linhas de crédito e financiamento a juros bem abaixo do mercado são benefícios que a categoria pode contar e que deve usufruir, pois, o momento é de reduzir despesas e aumentar a rentabilidade, inclusive com a participação dos dividendos”, diz o mentor do CCS-SP, Evaldir Barboza de Paula. Ele e o diretor tesoureiro do CCS-SP, Nilson Moraes, farão a apresentação dos convidados e mediação da live.

Agenda

Live Prata da Casa “Economia + Rentabilidade”.
Dia 20 de abril, às 11h.
Convidados: Luiz Ioels, presidente Sicoob Credicor-SP, e Marcos Abarca, diretor.
Apresentação e Mediação: Evaldir Barboza de Paula, mentor do CCS-SP, e Nilson Moraes, diretor tesoureiro.
Realização: Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP).
Transmissão ao vivo pelo canal do CCS-SP no YouTube.
Para assistir ao evento, acesse o link.

Transformação Digital e Transformação Atuarial 327

Virlei Laranja é Coordenador Atuarial e Business Intelligence na Austral Seguradora / Divulgação

Confira artigo de Virlei Laranja, Coordenador Atuarial e Business Intelligence na Austral Seguradora

Mudanças constantes e imprevisíveis, disrupção em produtos, metodologias ágeis, economia digital, aprendizado de máquina e inteligência artificial. Como tantas transformações afetam as áreas atuariais das seguradoras?

Toda essa velocidade reimagina empregos e está transformando profissões na relação humanos e máquinas que precisam trabalhar lado a lado. Sinergia e eficiência aparecem cada vez mais como necessidades pela alta demanda por produtos e experiências de uso que atendam às expectativas de clientes e parceiros. Além disso, temos ainda como desafio, a evolução dos requisitos regulatórios globais e locais que exigem implementações estruturais.

As perspectivas são animadoras. Para um mundo em evolução acelerada, surge a expressão “Atuário Exponencial”, para se adaptar ao futuro do trabalho e tecnologias. A automatização chega para reduzir esforços das rotinas e trazer uma abordagem mais estratégica com foco na tomada de decisão e na geração de valor real.

Estamos falando de um alinhamento completo das necessidades dos stakeholders, características dos produtos, canais de distribuição, preço do seguro, utilização, gestão de passivos e ativos financeiros, segurança e governança corporativa. Tudo isso, para o cliente, em um planejamento de negócios em longo prazo. O termo também vem sendo utilizado pela entidade americana globalmente reconhecida em atividades educacionais e de pesquisa mais representativa da classe, o Society of Actuaries [SOA], membro do International Actuarial Association [IAA], e busca manter elevado padrão profissional de práticas e observa as principais tendências em mensuração e gestão de riscos.

É um novo rumo para fazer mais, para ser mais, utilizando habilidades técnicas e experiência no entendimento profundo associando análises e métricas de ponta a ponta na gestão de riscos.

A integração entre ferramentas ou o desenvolvimento de sistemas dedicados estão robotizando um conjunto de tarefas atuariais, a capacitação passa a ser holística para refletir, criar e analisar sensibilidades e sentimentos do mundo real que a inteligência artificial não será capaz de reproduzir considerando questões como complexidade, ética, privacidade e custos.

A exigência se volta para sofisticação cognitiva, comunicação e conhecimento de negócios. Atuários e empresas assumem compromissos necessários para captar e atender novas demandas, fornecendo insights e fazendo a ponte entre tecnologia e estratégia.

Automatizar os processos e atividades atuariais irá permitir maior participação como estrategista de negócios, aproveitando habilidades analíticas e preditivas para gerar insights de negócios, uma ponte entre ciência, tecnologia e estratégia corporativa. Atuários estarão mais livres para alavancar suas características e competências em relações duradouras, com comunicação, pensamento crítico, ceticismo e criatividade. E, assim, operar em seu pleno potencial, ajudando as empresas a atingirem as metas estabelecidas. A abordagem impulsionará o desempenho das equipes de trabalho e ajuda a manter a vantagem competitiva no mercado.

Por outro lado, no mercado brasileiro, as companhias de seguros estão enfrentando interrupções em um ritmo sem precedentes para quitar demandas de curto prazo, por falta de planejamento ou na pior das hipóteses por não ser entendida como prioridade de investimento em pessoas com as características mencionadas. As oportunidades de otimização se encontram justamente em macro atividades como consolidar e tratar fontes diversas de dados, processos, templates de cálculo e conexão com softwares de tratamento, e melhorias de áreas correlatas

É preciso focar em respostas, observar qualidade, somente realizar análises com objetivo definido e aplicar visão holística para redução máxima de re-trebalho. Ser mais ativo na busca por eficiência irá permitir melhor liderança do atuário em demandas por adaptação como as normas internacionais de contabilização, IFRS 17 (International Financial Reporting Standard), Principle-Based Reserving (PBR) e US GAAP Targeted Improvements.

Para atender a demandas crescentes, ao mesmo tempo em que atuam estrategicamente nos negócios, os líderes esperam mais de suas equipes atuariais, e aqueles que complementam sua função atuarial com automação e inteligência artificial [IA] estarão melhor posicionados para atender seus objetivos. Uma pesquisa da Delloite US, menciona que 17% dos executivos globais relatam que estão prontos para gerenciar equipes com pessoas, robôs e IA trabalhando em conjunto.

De forma isolada, adotar novas tecnologias ou desenvolver novos processos não seria suficiente. Líderes atuariais devem reformular o foco da profissão, ajustando suas prioridades e responsabilidades para ser mais atuante na tomada de decisões estratégicas e na comunicação clara de seus estudos, recomendações e acompanhamento contínuo de decisões baseadas em dados. Ao mesmo tempo que empresas devem fornecer os recursos e treinamentos para potencializar essa evolução.

Atualmente, atuários são reconhecidos como principais contribuintes de insights de negócios na indústria de seguros devido ao entendimento de riscos e analíticos, mas precisarão remover sobrecargas manuais por algoritmos do tipo máquina, inclusive contribuindo no desenvolvimento de sistemas e arquitetura de dados. Estes avanços já estão ocorrendo e permitem implementar melhorias e fazer a adaptação de escopo para o natural aumento de relevância em funções estratégicas diretamente ligadas ao resultado da companhia.

O setor de seguros, para alcançar esse desenvolvimento, precisa se conectar melhor com seus colaboradores para criar células sociais diversas com acúmulo de conhecimento e aplicação objetiva. Uma estratégia inteligente e inovadora para tirar proveito máximo da tecnologia irá mudar as atividades dos trabalhadores para algo cada vez menos repetitivo e mais motivador, através da união da produtividade humana e da máquina.

A prática é interessante também para as áreas de recursos humanos, visto que a equipe entende e percebe a sensação de conectividade com os colegas de trabalho e com a empresa. O relacionamento também passa pelo trabalho conjunto de talentos atuariais com funcionários tradicionais. Sendo ao mesmo tempo, uma postura inclusiva, gratificante e significativa para a sociedade.

À medida que as companhias transitam para o futuro do trabalho busca-se a estratégia de implementação de melhorias para reimaginar e redesenhar o fluxo de trabalhos atuariais. Uma abordagem possível é combinar uma estrutura mínima do entregável principal da área, por exemplo, o fechamento das reservas, com a técnica de pixelagem do projeto, e em seguida de cada uma das atividades associadas. O objetivo da célula de trabalho é decompor em nível granular para identificar alvos de automação com uso das tecnologias disponíveis.

Posteriormente, o conjunto de atividades específicas é recomposto através do agendamento de rotinas, liberando tempo para que os atuários se concentrem somente na interpretação de indicadores e geração de propostas para obtenção de valor. A cada decisão tomada, a técnica de aprendizado de máquina, realizará recomendações cada vez mais assertivas sobre provisionamento e autoexplicabilidade de variações importantes para gestores e administração.

São possíveis nesse contexto sessões de brainstorming colaborativo para redefinição de regras e compilar uma lista de prioridades de processos, seleção com base em revisão pelo gestor, e acompanhamento semanal de andamento das melhorias. Dependendo do processo, espera-se redução de 80% a 90% no tempo de execução. Trabalhos integrados revelam que os erros de processo em atividades lógicas são humanos, seja em aplicações manuais ou com entendimentos equivocados sobre o que o sistema deveria fazer. O mais satisfatório aqui é revelar sem desconforto que errar é humano, e não há problema nisso. Desde a psicologia, é sabido que ao assumir nossas reais deficiências, conseguimos obter os caminhos da mudança, e aprenderemos a direcionar a tecnologia para onde ela é necessária, na construção do melhor relacionamento homem e máquina.

Existe então a oportunidade de passar mais tempo como estrategistas de negócios e oferecer observações céticas e críticas para o C Level, podendo trazer contribuições de otimização de retorno aos acionistas, insights de como maximizar o ganho sobre o capital e apresentará estudos mais detalhados de mercado orientando áreas de produtos, comercial, subscrição, sinistros entre outras.

Para atuários e empresas, o tempo para a mudança é agora. Alvos básicos se iniciam com a facilitação da coleta e preparação de dados, progridem para prioritários como computação e análise, melhoria de relatórios com uso de ferramentas de B.I. e geração de insights a partir de dados e comunicação com a administração.

A transformação começa com a mudança de mentalidade de líderes de dados para líderes de negócios. Líderes de números para recomendações efetivamente estratégicas.

Para fazer esse salto, os atuários devem abandonar velhas rotinas e atuar ativamente na melhoria de processos internos e associados potencializando suas habilidades atuariais, não somente as tarefas tradicionais.

Há desafios importantes para interações com vender e resultados; definir métricas sobre concorrentes, produtos e canais de distribuição; identificar efeitos na rentabilidade, capacidade de avaliação geral de todos os custos e receitas da operação de seguros para maximizar resultados entrando em novos mercados com preço certos e momento oportuno.

O Atuário Exponencial poderá ser capaz de gerar insights únicos para conduzir decisões estratégicas, se entender o valor de associar cada vez mais conhecimento técnico e conhecimento de negócios. Se fizer, gerará efeito catalisador nos mais altos níveis das empresas sabendo utilizar as consequências da “Transformação Digital” para nortear a “Transformação Atuaria”. Os profissionais que abraçarem essa mudança irão elevar suas capacidades e fortalecer seu valor em suas organizações.