Quero ser uma empresa ESG: por onde começar? 746

Quero ser uma empresa ESG: por onde começar?

Confira o artigo de Jefferson Kiyohara, diretor de Compliance & Sustentabilidade na ICTS Protiviti

Organizações que estão atentas às demandas do mercado e dos stakeholders sabem da importância dos pilares ESG (Ambiental, Social e Governança, em português) e de ser sustentável. É fato que há uma nova onda acontecendo e muitas organizações têm buscado informações a respeito. Mas, enfim, por onde começar?

O primeiro ponto relevante é entender as motivações da empresa e alinhar as expectativas. Não se cria um programa de sustentabilidade da noite para o dia, assim como não existe um kit pronto que pode ser aplicado em qualquer organização e rodar no dia seguinte. Se existir, é um programa de fachada, que não traz benefícios reais. Isso porque a cultura requer tempo para ser moldada, as pessoas levam tempo para incorporar uma nova forma de pensar e trabalhar e os processos precisam ser adequados para esta nova realidade.

Outro ponto inicial importante é ter claro que o rating ou relatório é consequência, já que a organização só pode ser avaliada ou fazer reporte de ações que já existam. Logo, não é possível começar um programa de sustentabilidade efetivo pelo relatório. Além disso, o relatório não deve ser o propósito final, mas sim ter as estratégias e ações sustentáveis e conscientes que serão posteriormente apresentadas. É também um erro publicar um relatório visualmente bonito, mas com conteúdo completo ou inconsistente.

Vale destacar que o ESG não se trata apenas de uma ação de marketing e de vender uma imagem positiva. Na verdade, é uma forma de repensar todo o negócio, suas soluções e sua forma de lidar com todos os envolvidos, indo além dos interesses dos acionistas pelo lucro imediato ou dos executivos pelo bônus do próximo ano, considerando também colaboradores, clientes, fornecedores, sociedade e outras partes interessadas. É preciso entender que há limites, recursos naturais finitos e impactos diretos e indiretos de todas as ações feitas. É agir com ética e respeito com as pessoas, as organizações e o planeta.

Ter o patrocínio da alta direção é fundamental para a iniciativa ESG tomar corpo na organização. A visão, a estratégia, os processos e as priorizações, tudo é impactado por um programa ESG. E se isto não acontece é porque o programa não é efetivo e, infelizmente, ainda há muitos deste tipo. Não é fácil ter uma atuação holística e completa, pois requer investimentos, amplo envolvimento, atuação multidisciplinar, integração, coordenação e coerência.

É fácil, por exemplo, uma montadora do setor automobilístico fazer um relatório e dizer que preza pela qualidade de seus produtos e sustenta isso mostrando um alto percentual de estrelas nos testes de segurança nos Estados Unidos e na Europa, mas, quando analisamos os produtos feitos para a Índia ou Brasil, a prática mostra que há casos nos quais os resultados não se mantêm.

O caminho para ser sustentável se inicia com a realização de um bom diagnóstico, que deve cobrir o entendimento das ações já existentes, mas sem se limitar a isto. Mostrar o que já existe de bom é importante, mas é apenas parte do processo. Contentar-se é aceitar um engodo e ser cúmplice.

Felizmente, vemos uma crescente de profissionais e organizações que levam o tema ESG com seriedade, mudando o cenário corporativo. Neste contexto, é importante que o diagnóstico contemple também o entendimento do negócio, da estratégia, uma análise SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) focada e o mapeamento considerando a dupla materialidade para enxergar os gaps e as oportunidades.

A análise de materialidade deve considerar o ponto de vista dos stakeholders e, ao mesmo tempo, conversar com a matriz de riscos corporativos, prática essencial e ainda pouco adotada nas empresas, infelizmente. Impactos das mudanças climáticas, disponibilidade e uso da água doce e potável, emissões de carbono e redução da biodiversidade aparecem (quando aparecem) nos relatórios de sustentabilidade, mas raramente nos relatórios e matrizes de riscos estratégicos, o que demonstra clara inconsistência. O Fórum Econômico Mundial já deixou claro que são pontos que devem ter atenção prioritária. Os reais impactos muitas vezes não são demonstrados por conflitos de interesse, mas, felizmente, o espaço para este tipo de manobra vem diminuindo.

Ser ESG é pensar no presente e no futuro, na continuidade e na sustentabilidade dos negócios, adequando-os para os novos tempos e limitações que virão, independentemente da vontade da humanidade. É moldar o mundo que virá e nele se integrar. E sua organização, está preparada?

*Jefferson Kiyohara é diretor de Compliance & Sustentabilidade na ICTS Protiviti, empresa especializada em soluções para gestão de riscos, compliance, ESG, auditoria interna, investigação e proteção e privacidade de dados.

LTM transforma plataforma de fidelidade da Porto Seguro em ecossistema de negócios 524

LTM transforma plataforma de fidelidade da Porto Seguro em ecossistema de negócios

Baseada na lógica de coalizão, solução provê engajamento mais eficiente e atrativo para os públicos-alvo e otimiza os investimentos da seguradora

A Vertem, holding focada no desenvolvimento de ecossistemas de negócios, anuncia a recente parceria da LTM, uma das empresas do grupo, com a Porto Seguro para reformulação de seu programa de fidelidade. A mudança entrega mais valor aos clientes dos cartões de crédito Porto Seguro, corretores de seguros e prestadores de serviços por meio do modelo ecossistema e coalizão de recompensas. Com a aliança, a LTM é a responsável pela plataforma digital integrada, e pelo marketplace, no qual os participantes podem resgatar seus prêmios e conquistar mais benefícios.

Batizado de PortoPlus, o projeto entrou em vigor há pouco mais de três meses. Raphael Mello, CEO da LTM, explica que antes, a Porto Seguro apresentava seis diferentes iniciativas de fidelidade e incentivo para diversos públicos. “Em nossa análise, identificamos a oportunidade de construir uma plataforma mais abrangente, com visão unificada do cliente e independente do serviço ou produto contratado; que, ao mesmo tempo, respeitasse as regras de negócio específicas de cada área, além de permitir a colaboração com empresas parceiras”, declara.

Para atingir esses objetivos, engajar mais os clientes, corretores e prestadores de serviço da Porto Seguro e oferecer a eles benefícios mais atrativos, a LTM desenvolveu um sistema inteligente que opera o relacionamento com o usuário identificando seus hábitos de consumo, preferência e necessidades. A ferramenta oferece a mais de 2 milhões de usuários a possibilidade de resgates em produtos e serviços condizentes com seus perfis.

“Na plataforma integrada, um corretor de seguros pode ter acesso a mais benefícios ao utilizar o cartão de crédito da seguradora, por exemplo, acumulando mais pontos no PortoPlus. Com isso, por meio da lógica de coalizão, conseguimos oferecer à Porto Seguro dados ricos sobre os hábitos de consumo dos beneficiários, o que, gradativamente, permite que ela ofereça novos serviços e produtos ao longo da jornada de relacionamento com o mesmo, resultando em novos negócios”, completa Mello.

A experiência da LTM propiciou que a plataforma se tornasse um fortalecedor da marca e dos negócios oferecidos pela Porto Seguro. Por meio dessa integração, a seguradora cria uma nova experiência ao usuário, proporcionando visão integrada de seus benefícios. Raphael Mello ressalta ainda que “no cenário atual, em que a tendência de customer centricity (consumidor no centro) se tornou uma realidade de mercado, a solução integrada que apresentamos se mostra como uma ótima viabilizadora de negócios, além de ser de grande utilidade para exploração de novos canais de venda e conexões com novos parceiros”.

O modelo de ecossistema amplia a captação de dados relevantes sobre os hábitos de consumo, para que as empresas possam promover estudos mais assertivos sobre risco, criação de novos produtos, desenvolvimento de parcerias e entender a melhor maneira e o timing correto para abordar o consumidor final.

Com a unificação das plataformas, tanto os benefícios quanto os pontos acumulados passam a ser gerenciados de forma única e integrada. “Queremos incentivar a fidelização e conceder aos nossos clientes, corretores e prestadores de serviço uma nova experiência, proporcionando visão integrada de seus pontos e a efetiva utilização em um único lugar, maximizando suas recompensas”, diz Felipe Milagres, diretor de Clientes e Digital da Porto Seguro.

No desenvolvimento dessa estratégia, as empresas do grupo Vertem trabalham em conjunto com a Porto Seguro em formato de squads para fazer a evolução do programa e intensificar o relacionamento com os participantes. O projeto foi estruturado em cinco meses com base no modelo ágil e conta com equipes tanto da seguradora quanto da holding de ecossistemas em todas as frentes de negócio. Além disso, toda a operação foi gerenciada por um time multidisciplinar, que garante melhorias contínuas para o programa.

Sancor registra crescimento de 31% em negócios com cooperativas 474

Ampliação neste mercado é uma das estratégias da companhia para 2021

A Sancor Seguros trouxe seu DNA cooperativista para o Brasil e os negócios relacionados a esta parceria têm trazido bons resultados à companhia. O Canal Cooperativas, implantado em 2016, alcançou a marca de R$ 195 milhões em 2020. O número é 31% maior do que a movimentação alcançada em 2019. Para este ano, a estratégia é ampliar o canal. Afinal, somente no primeiro trimestre de 2021, houve crescimento de 21% nas transações, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o gerente do Canal Cooperativas, Paulo Alexandre Dawibida, tecnologia e capital humano são os principais pilares neste momento de expansão. “Implantamos a comercialização por meio das vendas digitais. Com isso, as contratações de seguros ocorrem de forma simples e fácil, com assinaturas e processos 100% digital e em ambiente online. Isso possibilitou a ampliação dos negócios, mesmo durante o período de pandemia”, ressaltou.

Porém, a possibilidade de personalização dos produtos é o que garante o sucesso da parceria. “Conseguimos desenvolver tecnologia para distribuição e oferta de produtos, com muita maleabilidade para customização, de maneira a atender as reais necessidades dos nossos parceiros de negócios. A ideia é fazer com que a relação entre seguradora, cooperativa e segurado seja vantajosa, com seguros de alta qualidade, que contemplem as expectativas do cliente e a um preço justo”, complementa.

Com oito anos no Brasil e prestes a completar cinco anos de um canal exclusivo para negócios com cooperativas no País, a Sancor Seguros caminha para a maturidade no setor. “Dizemos que a Companhia tem um DNA cooperativista, pois nasceu e se desenvolveu dentro de uma cooperativa na Argentina. Portanto, temos, em nossa formação, a mesma essência e a nossa expertise permite que possamos trabalhar observando os mesmos princípios e ideais deste setor”.

Na estratégia para este ano, a ampliação de negócios no segmento tem como base treinamento e foco nas necessidades das cooperativas. “Elegemos 2021 para ser o ano do Cooperativismo. Por isso, nossos colaboradores estão altamente engajados em aprender e entender este ramo, com a finalidade de oferecer as melhores soluções em seguros para este público. Estamos realizando treinamentos internos e incentivando também a adesão ao cooperativismo. Com todas estas ações, iremos melhorar o atendimento para nossos atuais parceiros e conquistar um número ainda maior no decorrer deste ano”, projetou o executivo.

E nesta parceria, tanto seguradora quanto cooperativa saem ganhando: “com a comercialização de seguros, as cooperativas podem obter uma nova fonte de receita sem onerar os custos para seus cooperados. Além disso, aproximadamente 81% de todo o faturamento retorna para as comunidades na forma de indenizações, pagamento de prestadores de serviços e remuneração da cadeia produtiva”, acrescentou o gerente do canal.

Atualmente, a Sancor atende 185 cooperativas de crédito e do agronegócio. Os estados onde há maior volume de comercialização são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Pará, Amapá, Espírito Santo e Rondônia. Todos os ramos comercializados são negociados pelas cooperativas, de forma customizada: Vida, Auto, Residencial, Empresarial e Agrícola, garantindo proteção total para as pessoas e patrimônios.

Covid, Cyber, Compliance e ESG são principais preocupações para o setor de serviços financeiros 537

Covid, Cyber, Compliance e ESG são principais preocupações para o setor de serviços financeiros

Novo relatório da AGCS identifica principais riscos e tendências de perdas para setor de serviços financeiros

As instituições financeiras e seus diretores têm que navegar por um mundo em rápida mudança, marcado por riscos novos e emergentes impulsionados por exposições cibernéticas baseadas na confiança do setor na tecnologia, uma carga crescente de conformidade e a turbulência da Covid-19, de acordo com um novo relatório Tendências de Risco dos Serviços Financeiros: A perspectiva de uma seguradora da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS). Ao mesmo tempo, o comportamento e a cultura das instituições financeiras estão sob crescente escrutínio de uma ampla gama de partes interessadas em áreas como sustentabilidade, práticas empregatícias, diversidade e inclusão e remuneração de executivos.

“O setor de serviços financeiros enfrenta um período de riscos acrescidos. A Covid-19 causou um dos maiores impactos já vistos na economia global, desencadeando um estímulo econômico e fiscal sem precedentes e níveis recordes de dívida governamental”, diz Paul Schiavone, Diretor Global de Soluções para Indústria – Serviços Financeiros da AGCS. “Apesar da melhoria das perspectivas econômicas, permanece uma incerteza considerável”. A ameaça de volatilidade econômica e de mercado ainda está por vir, enquanto o setor também precisa se concentrar cada vez mais nos chamados riscos ‘não financeiros’, como a ciberresiliência, a gestão de terceiros e cadeias de abastecimento, bem como o impacto da mudança climática e outras tendências ambientais sociais e de governança (ESG)”.

O relatório AGCS destaca algumas das tendências de risco mais significativas para bancos, gestores de ativos, fundos de private equity, seguradoras e outros players do setor de serviços financeiros, apontadas no Allianz Risk Barometer 2021, que entrevistou mais de 900 executivos do setor: Incidentes cibernéticos, surto pandêmico e os lucros cessantes são os três principais riscos, seguidos por mudanças na legislação e regulamentação – impulsionados, particularmentes, pela ESG e preocupações com a mudança climática. Os desenvolvimentos macroeconômicos, como o aumento do risco de crédito e o contínuo ambiente de baixa taxa de juros, ficaram em quinto lugar.

Os resultados do Allianz Risk Barometer refletem-se na análise de 7.654 de sinistros do segmento de serviços financeiros nos últimos cinco anos, cujo valor aproximado foi de 870 milhões de euros (US$1,05 bilhões). Os incidentes cibernéticos, incluindo crimes, são a principal causa de perdas por valor, seguidos por outros fatores como negligência e ações derivadas de acionistas.

Impacto da Covid-19

As instituições financeiras estão atentas às ramificações potenciais das respostas do governo e do Banco Central à pandemia, tais como taxas de juros baixas, aumento da dívida do governo e a diminuição do apoio e dos subsídios e empréstimos às empresas. Grandes correções ou ajustes nos mercados – como em ações, títulos ou crédito – poderiam resultar em potenciais litígios por parte de investidores e acionistas, enquanto um aumento nas insolvências também poderia colocar os próprios balanços de algumas instituições sob pressão adicional. “Podem ser apresentadas reclamações contra diretores e executivos de serviços financeiros em casos onde tenha havido uma falha percebida na previsão, divulgação, administração ou preparação da empresa para riscos relacionados à Covid-19”, diz Shanil Williams, Diretor Global de Linhas Financeiras da AGCS.

Cyber – grande exposição apesar do alto nível de gastos com segurança

O ambiente Covid-19 também forneceu um terreno fértil para os criminosos que procuram explorar esta crise, já que a pandemia levou a um aumento rápido e em grande parte não planejado do trabalho em casa, do comércio eletrônico e a uma rápida aceleração na digitalização. Apesar dos gastos significativos em segurança cibernética, as empresas de serviços financeiros são um alvo atraente e enfrentam uma ampla gama de ameaças, incluindo ataques de comprometimento de e-mails comerciais, ransomware, “jackpotting” de caixas eletrônicos – onde os criminosos assumem o controle dos equipamentos através de servidores de rede – ou ataques à cadeia de abastecimento. O recente incidente do SolarWinds teve como alvo bancos e agências reguladoras, demonstrando as potenciais vulnerabilidades do setor a interrupções decorrentes de sua dependência a prestadores de serviços terceirizados. A maioria das instituições financeiras está agora fazendo uso de softwares geridos por serviços em nuvem, o que diminui sua dependência aos de prestadores de serviços. Quando as coisas dão errado, as instituições enfrentam grandes interrupções de negócios, bem como responsabilidades civil de terceiros.

“Os prestadores de serviços terceirizados podem ser o elo fraco na cadeia de segurança cibernética”, diz Thomas Kang, Diretor de Cyber, Tech & Media, AGCS América do Norte. “Recentemente tivemos um cliente bancário que sofreu um grande vazamento de dados depois que um de seus fornecedores não apagou informações pessoais ao descontinuar um determinado hardware. Como as instituições financeiras lidam com os riscos apresentados pelo armazenamento em nuvem será crítico para o futuro. Elas estão efetivamente transferindo uma parcela significativa das responsabilidades de segurança cibernética para um terceiro. No entanto, ao fazer parceria com o fornecedor certo de serviço em nuvem, as empresas também podem aproveitá-la como uma forma de gerenciar sua exposição cibernética geral”.

Desafios de compliance em torno do ciberespaço, das criptomoedas e da mudança climática

A conformidade é um dos maiores desafios para a indústria de serviços financeiros, com a constante evolução e o crescimento da legislação e regulamentação em torno das atividades cibernéticas, novas tecnologias, mudanças climáticas e fatores ESG. De fato, o relatório observa que tem havido uma mudança na visão regulatória da privacidade e da segurança cibernética nos últimos anos, com empresas cumprindo exigências cada vez maiores. As consequências das violações de dados são de longo alcance, com multas e custos regulatórios mais altos, e crescente responsabilidade de terceiros, seguida de litígio. Os reguladores estão se concentrando cada vez mais na continuidade dos negócios, na resiliência operacional e no gerenciamento do risco de terceiros, após uma série de grandes interrupções em bancos e empresas de processamento de pagamentos. As empresas precisam operacionalizar sua resposta à regulamentação e aos direitos de privacidade, e não apenas olhar para a segurança cibernética.

As aplicações de novas tecnologias como Inteligência Artificial (IA), biometria e moedas virtuais, provavelmente aumentarão novos riscos e responsabilidades no futuro, em grande parte também em relação à conformidade e regulamentação. Com a IA, já houve investigações regulatórias nos EUA relacionadas ao uso de viés inconsciente em algoritmos de pontuação de crédito. Também houve uma série de processos relacionados à coleta e uso de dados biométricos. A crescente aceitação de moedas digitais ou criptomoeadas como uma classe de ativos acabará apresentando riscos operacionais e regulatórios para as instituições financeiras, com incertezas em torno de potenciais bolhas de ativos e preocupações sobre lavagem de dinheiro, ransomwares, a perspectiva de passivos de terceiros e até mesmo questões de ESG como “mineração” ou criação de moedas que utilizam grandes quantidades de energia. Finalmente, o crescimento do investimento na bolsa de valores, orientado pelas mídias sociais, aumenta preocupações com a venda enganosa, que já é uma das principais causas de sinistros.

Fatores do ESG no centro do palco

As instituições financeiras e os mercados de capitais são vistos como um importante facilitador da mudança necessária para enfrentar a mudança climática e incentivar a sustentabilidade. Mais uma vez, a regulamentação está estabelecendo o ritmo. Já foram introduzidas mais de 170 medidas regulatórias ESG globalmente desde 2018, com a Europa liderando o caminho. O aumento da regulamentação, em combinação com abordagens inconsistentes entre jurisdições e a falta de disponibilidade de dados, representa desafios operacionais e de conformidade significativos para os prestadores de serviços financeiros. “Os serviços financeiros podem estar à frente de muitos outros setores quando se trata de abordar ESG, mas ainda será um fator importante para moldar o risco nos próximos anos”, diz David Van den Berghe, Diretor Global de Instituições Financeiras da AGCS. “As tendências sociais e ambientais são cada vez mais fontes de mudança regulatória e de responsabilidade, enquanto o aumento da divulgação e dos relatórios tornará muito mais fácil responsabilizar as empresas e seus conselhos”.

Ao mesmo tempo, os acionistas ativistas ou partes interessadas se concentram cada vez mais nos tópicos da ESG. O litígio sobre mudança climática, em particular, está começando a incluir instituições financeiras. Anteriormente, os casos tendiam a focar na natureza dos investimentos, embora tenha havido um uso crescente de litígios que procuram impulsionar mudanças de comportamento e forçar o debate sobre a divulgação de informações. Além da mudança climática, responsabilidades sociais mais amplas estão sendo examinadas, sendo a remuneração e a diversidade da diretoria tópicos particularmente quentes, e questões regulatórias. “As empresas que se comprometem a lidar com as mudanças climáticas e a diversidade e inclusão precisarão seguir adiante. Para aquelas que não o fizerem, ele voltará para assombrá-las”, diz Van den Berghe.

Tendências de sinistros e impacto no mercado de seguros

O relatório da AGCS também destaca algumas das principais causas de sinistros nas instituições financeiras. O fato de que o risco de compliance está crescendo é preocupante, já que as questões de conformidade já são um dos maiores motivadores de sinitros. “Manter-se a par da conformidade em um mundo em rápida mudança é uma tarefa difícil para as empresas e seus diretores e administradores”, diz Williams. “Sua carga de cumprimento é enorme, e agora é acompanhada por um crescente ativismo regulatório, ação legal e financiamento de litígios”.

Os incidentes cibernéticos já resultam nos mais caros sinistros e as seguradoras estão vendo um número crescente de perdas relacionadas à tecnologia, incluindo aquelas contra diretores após grandes violações de privacidade. Outros exemplos incluem sinistros de grande porte relacionados a instruções de pagamento fraudulentas e fraudes do tipo “presidente falso”. Tais pagamentos podem estar nos milhões de dólares. A AGCS também tratou de uma série de sinistros de responsabilidade civil decorrentes de problemas técnicos após quedas de sistemas, onde e os clientes não foram capazes de executar operações e fizeram reclamações contra os segurados por perdas de oportunidades. Também houve sinistros onde uma falha no sistema causou danos a terceiros; uma instituição financeira sofreu uma perda significativa após um erro no sistema de negociação causando falhas de processamento para os clientes.

A atividade de perdas recentes, agravada pela incerteza da Covid-19, contribuiu para uma reformulação do mercado de seguros para instituições financeiras, caracterizado por preços ajustados e maior foco na seleção de riscos pelas seguradoras, mas também um interesse crescente por soluções alternativas de transferência de riscos, além dos seguros tradicionais. O seguro é cada vez mais uma parte importante da pilha de capital das instituições financeiras e um número crescente está fazendo parcerias com seguradoras para gerenciar riscos e exigências regulatórias de capital ou utilizando seguradoras cativas para compensar as mudanças nos mercados de seguros ou para financiar riscos mais difíceis de colocar.

“Na AGCS, estamos empenhados em nos envolver com instituições financeiras para ajudá-las a mitigar suas exposições e desenvolver soluções adequadas de transferência de risco para um setor que está embarcando em uma grande transformação, impulsionada pela adoção acelerada de tecnologia e pelas crescentes questões de ESG, ao mesmo tempo em que temos que dominar os impactos da pandemia Covid-19”, diz Schiavone.

Plataforma de delivery firma parceria para oferecer seguro empresarial à restaurantes 454

Mariana Miranda é Corporate Sales da Argo Seguros / Divulgação

Parceria tornará viável e mais acessível a contratação de planos de seguros exclusivos e personalizados para diferentes modelos de negócios

A Aiqfome – a maior plataforma de delivery online do interior do Brasil – firmou uma parceria com a Argo Seguros – uma das principais seguradoras do país em E&O – para oferecer seguro empresarial para 20 mil restaurantes cadastrados. O acordo foi intermediado pela MDS Brasil, uma das principais corretoras do País no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos; e pelo partner de negócios Nossa Corretora de Seguros de Maringá (PR). A iniciativa prevê prêmios e limites pensados nas necessidades de empresários do setor alimentício.

A parceria tornará viável e mais acessível a contratação de planos de seguros exclusivos e personalizados para diferentes modelos de negócios, algo que antes era uma realidade apenas para grandes redes. Entre os planos disponíveis é possível optar por pacotes que incluem cobertura contra incêndio, raio, fumaça, explosão, deterioração de mercadorias em ambientes frigoríficos, quebra de vidros, Responsabilidade Civil, entre outros sinistros.

A contratação será feita através de uma plataforma digital e a parceria entre as empresas estudou um leque de opções customizadas para o segmento e as dividiu entre cinco categorias de planos que ampliam a capacidade de cobertura de acordo com a necessidade de cada cliente. Pelo acordo, a seguradora oferecerá vários limites de indenização dentro do seu produto para que os mais diferentes perfis de restaurantes possam estar cobertos contra imprevistos causados por incêndios, roubos, furtos, desastres da natureza, entre outros riscos.

Thomaz Tescaro é vice-presidente de Retail & Affinity da MDS Brasil / Divulgação
Thomaz Tescaro é vice-presidente de Retail & Affinity da MDS Brasil / Divulgação

“Tornar viável a contratação de um seguro para o empreendedor de pequeno e médio porte é o objetivo desta parceria. Nós temos o propósito de cuidar do que é mais valioso para os nossos clientes, seja por meio de um seguro pessoal ou empresarial, e sabemos o quão importante para o negócio é ter respaldo quando tratamos de possíveis riscos. A MDS Brasil analisou e estudou com bastante critério este segmento, e está celebrando este momento em que pôde desenvolver soluções que atendam estes empresários, por meio de uma plataforma simples e totalmente automatizada”, afirma Thomaz Tescaro, vice-presidente de Retail & Affinity da MDS Brasil.

Com dois milhões de usuários em 500 cidades de 22 estados diferentes, a Aiqfome recebe 20 milhões de pedidos por ano, movimentando R$ 800 milhões em seus 20 mil restaurantes cadastrados. “O desafio desse negócio foi criar um amplo leque de opções capazes de atender desde o grande restaurante, que emprega dezenas de pessoas, até os pequenos, que contam com apenas um ou dois pessoas. O seguro é uma importante ferramenta de transferência de risco e serve para ajudar os empreendedores a se prevenirem de possíveis prejuízos, independentemente do seu tamanho e de acordo com a sua necessidade”, comenta Mariana Miranda, Corporate Sales da Argo Seguros.

Segundo Vitor Bezerra, CEO da Nossa Corretora, “o objetivo com esse projeto é oferecer apólices realmente completas com um custo acessível independentemente do porte do restaurante. Estamos muito alinhados com a visão do Aiqfome, buscando oferecer a todos os restaurantes parceiros, produtos e parcerias antes acessíveis apenas nos grandes centros”.

Como escolher os cuidados para seu gato ou cachorro de estimação 650

Como escolher os cuidados para seu gato ou cachorro de estimação

Confira artigo de Ale Boiani, CEO, fundadora e Sócia do 360iGroup

Ale Boiani é CEO, fundadora e Sócia do 360iGroup / Divulgação
Ale Boiani é CEO, fundadora e Sócia do 360iGroup / Divulgação

Para muitas pessoas os animais de estimação, como gatos e cachorros, são considerados parte da família. E assim como protegemos nossos familiares, devemos pensar na proteção dos nossos filhos de quatro patas. Da mesma forma que pessoas estão sujeitas a acidentes e doenças e podem precisar de um atendimento médico, os pets também precisam de cuidados com a saúde e estar protegido no caso de imprevistos ou problemas repentinos.

Porém, a ida ao veterinário para consultas, tratamentos e remédios, principalmente em casos emergenciais, pode custar caro. E o que fazer para não ser pego de surpresa nessa situação e tomar um grande prejuízo financeiro?

Uma opção recomendada é utilizar uma rede credenciada de saúde pet, com apenas a carteirinha do plano do pet. Dessa forma, qualquer pessoa que esteja com o seu bicho de estimação naquele momento pode levá-lo ao veterinário sem precisar ter uma despesa não planejada.

Essa rede credenciada funciona como planos de saúde para humanos. Além do pagamento dos custos, ela também garante atendimento telefônico com veterinários que podem tranquilizá-lo e orientá-lo. Isso é um diferencial muito grande no caso de emergência em que não sabemos como proceder. Também é possível a consulta domiciliar para gatos e cachorros que não podem ser transportados. Cobertura de vacinas e castração também fazem parte dos serviços que um plano pet pode oferecer.

É muito importante que nós que amamos nossos pets avaliemos o custo benefício das coberturas, e não apenas o custo final. Pode ser que algum plano te ofereça algo que realmente faça diferença para você e para a saúde de seu gato ou cachorro.

Outra importante dica neste processo, é checar se o Seguro Saúde Pet é atrelado a uma seguradora regulamentada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguros, e se segue uma série de normas e critérios. Quando for escolher seu seguro, procure saber quem é a seguradora responsável e a solidez da empresa.

Também existem os Planos de Saúde Pet que não são comercializados por seguradoras e por isso não têm regulamentação da Susep. Estes produtos merecem mais cuidado na hora de pesquisar sobre a empresa responsável.

Avalie se a rede credenciada atende às suas expectativas e se o produto tem opção de reembolso. Mesmo quando você está acostumado a utilizar a rede, a opção de reembolso é importante para quando você viaja. Se você tem o hábito de levar seu pet sempre com você, é importante que ele tenha cobertura em qualquer lugar que vocês estejam.

Tudo isso serve para que a saúde do seu pet seja protegida da melhor forma. Afinal, sabemos que sua vida e sua saúde valem muito!