Proteção pessoal em tempos de pandemia 1364

Proteção pessoal em tempos de pandemia

Especialista fala da importância da proteção pessoal, familiar, patrimonial e empresarial e dá dicas de como investir nesse planejamento

Em tempos de pandemia, possuir planejamento de proteção pessoal fez toda a diferença para muitos indivíduos. Situações como desemprego, sequelas da doença e até mesmo a perda de familiares por conta da Covid-19, deixou em vulnerabilidade grande parte das famílias nesse último ano. “O seguro de vida ou de pessoas é a melhor forma de fazer um planejamento de proteção pessoal, familiar, patrimonial, empresarial, pois ele garante uma liquidez ao segurado ou seus familiares e sócios numa eventualidade que aconteça com o segurado. É uma forma de proteger e de blindar toda a estrutura financeira patrimonial de situações que não temos controle, como por exemplo, a pandemia, incluindo morte, invalidez, doença, acidente, afastamento do trabalho”, ressalta Thiago Sena, especialista em planejamento de proteção pessoal e membro do MDRT, internacional, que congrega cerca de 1% dos melhores profissionais do mercado mundial em proteção por meio de seguros pessoais (conforme já publicado em JRS.digital, o portal mais completo do mercado brasileiro de seguros).

“A pandemia foi um gatilho para que milhares de brasileiros, que não pensavam em proteção, começassem a pensar no assunto, pois doenças, mortes e acidentes aconteciam antes, durante e acontecerão depois da pandemia, por isso, vale ressaltar que uma boa proteção se faz necessária sempre”, reforça Thiago.

O especialista comenta que um engano muito comum em relação ao seguro de vida é associá-lo apenas a situações de morte. “Hoje, mais de 90% das coberturas são mais para a vida do que para a morte. Esse conceito de seguro de vida voltado apenas para riscos de morte é ultrapassado. Há muitas coberturas para a vida”, salienta.

De acordo com Sena, para investir em seguro de vida não é preciso esperar constituir uma família, obter rendimentos ou acumular patrimônio. “Os jovens pagam seguros muito mais baratos e podem fazer seguros com foco na vida, como coberturas de invalidez, doença, afastamento, que são importantes para os jovens, principalmente aqueles que estão no mercado de trabalho”, comenta.

Um dos públicos mais necessita do seguro de vida, segundo Thiago, são os profissionais autônomos, independentemente da idade, como médicos, dentistas, advogados, que possuem uma renda muito alta, porém, se ficarem 1 mês parados, já sentem o reflexo, além empresários, cujos funcionários, na grande maioria, estão mais bem amparados em proteções do que o patrão. “Para os que possuem dependentes, como filhos, mães ou pais, não ter um seguro de vida chega a ser uma atitude negligente. O melhor momento para fazer seguro de vida é quando se tem saúde”, avalia Thiago.

O especialista esclarece algumas dúvidas mais comuns dos usuários:

Quais as vantagens e os riscos de um seguro de vida?

A principal vantagem é blindar tudo o que está construindo e o que ainda está por construir. É a forma mais rápida de ter uma liquidez para uma emergência. O recurso financeiro que um seguro de vida proporciona pode resolver problemas financeiros, garantir o padrão de vida da família, garantir a educação dos filhos, além da dignidade da família num momento de eventualidade.

Os riscos do seguro de vida são os relacionados a problemas pré-existentes, problemas que a pessoa já pode ter no histórico familiar que podem impedi-la de contratar um seguro. Existe um risco que às vezes a pessoa não informa uma situação destas e acaba perdendo o direito do benefício. Por isso a importância da transparência no momento da contratação.

Qual o investimento mínimo para a adesão de um seguro de vida?

Para cada caso, deverá ser feita uma avaliação das reais necessidades do segurado para se fazer um seguro sob medida. Hoje em dia, o investimento mínimo de um seguro de vida é de R$ 50,00, porém, com algumas limitações diante de situações mais delicadas ou graves. Contudo, o ideal é trabalharmos entre 5 a 10% da renda liquida da pessoa, onde é possível desenvolver um planejamento sob medida para qualquer pessoa.

Como se preparar financeiramente para obter um seguro de vida?

Ao acionar um especialista, o segurado recebe uma orientação quanto às prioridades, feita por meio de uma análise junto ao cliente. Geralmente, alguns investimentos ou valores que alocados de maneira errada, devem ser revistos e assim será possível reduzir gastos desnecessários. Muitas vezes, o cliente consegue destinar parte de seus investimentos para o seguro de vida para garantir, inclusive, a proteção do investimento da família, com o próprio seguro adquirido. Patrimônios e Investimentos nem sempre têm a liquidez para resolver uma emergência, e quando os mesmos são a única saída, ocorre uma depreciação e desvalorização do bem. Vender por oportunidade é diferente de vender por necessidade.

Um grande engano de muitas pessoas é investir na poupança, que não traz rentabilidade e perde valor. Então, com um estudo bem feito é possível alocar esse dinheiro numa previdência privada e uma parte na proteção por meio de seguro de vida. Cerca de 8 de cada 10 brasileiros “investem” na poupança, por falta de conhecimento.

O seguro de vida é recomendado para um indivíduo endividado?

É importante que a pessoa endividada se livre de gastos supérfluos e priorize aquilo que vai fazer diferença na sua vida. Com um investimento de R$ 50,00 a R$ 100,00, a pessoa consegue ter a garantia de que, se acontecer alguma coisa com ela, terá liquidez para resolver seus problemas. Uma pessoa endividada também está sujeita a riscos. Pessoas endividadas ou não podem sofrer acidentes, doenças e até morte. Para os endividados a situação pode ser ainda mais grave, se não estiverem protegidos.

Uma pessoa que possui reservas suficientes para uma vida sem trabalho necessita de um seguro de vida?

Sim, necessita para que continue mantendo esse padrão. Normalmente, o que mais coloca em risco as reservas financeiras e o patrimônio são imprevistos que a pessoa não tem controle. Planos de saúde são muito importantes e pagam muitas despesas médicas, porém não pagam as suas contas, portanto é necessário ter um planejamento mais completo que possa blindar todos os riscos.

O que é considerado morte acidental?

Criminalidade, batidas de carro, a pessoa levar um tombo, qualquer tipo de acidente, tudo que não for causado por doença. E infelizmente hoje, muitas pessoas mal informadas acreditam ter um seguro de morte por qualquer causa, porém, têm apenas uma cobertura de morte acidental. Na dúvida, ele deve procurar um especialista para lhe auxiliar nesta análise.

O que é considerado invalidez?

A invalidez é algo irreversível, como a perda de algum membro. As coberturas de invalidez cobrem situações definitivas totais ou parciais. Há coberturas também que são de afastamento, internação, ou afastamento temporário, por exemplo: quebrar um braço. Neste caso, um benefício mensal equivalente à renda ou padrão de vida do segurado e inferior se comparado aos casos de perdas definitivas.

Maternidade tardia: uma escolha consciente ou inconsciente? 432

Debora Helena da Silva Pinto é superintendente de pessoas e organização da Generali Brasil / Divulgação

Confira artigo de Debora Helena da Silva Pinto, superintendente de pessoas e organização da Generali Brasil

As estatísticas fornecidas por tradicionais institutos do mercado de trabalho brasileiro confirmam: as mulheres trabalham mais horas do que os homens, pois administram uma dupla jornada, dedicando-se, simultaneamente, ao trabalho e às atividades domésticas.

Mesmo aquelas que possuem uma rede de apoio, de forma geral, sentem que precisam ter o controle de todas as situações. Além disso, administram na vida profissional e/ou acadêmica uma agenda carregada de compromissos, projetos, entregas, viagens, cursos, dentre outras obrigações.

O exercício diário dessa conjugação de compromissos domésticos, profissionais e/ou acadêmicos, mesmo com o toque de sensibilidade característico do universo feminino, gera um grau de estresse elevado que nem sempre é observado. Afinal, ser multitarefa é um desafio. As mulheres se esforçam ao máximo para seguirem fortes nas suas jornadas, evitando demonstrar qualquer desconforto ou pedir ajuda. Consequentemente, “somatizam” dores, angústias e preocupações. Esta questão não poderia deixar de ser evocada neste momento de pandemia, quando temos nos dedicado à reflexão sobre a saúde emocional.

Essa dinâmica tão intensa vivenciada pelas mulheres leva também ao adiamento de projetos pessoais, dentre eles a maternidade, seja de forma consciente ou inconsciente.

Ser mãe após os 35 anos é algo cada vez mais frequente, apesar dos especialistas alertarem sobre os riscos à saúde da mãe e do bebê. No entanto, nem sempre há tempo para acompanhar o ritmo do relógio biológico. Além de todos estes fatores, existe a pressão social pela maternidade. Só que, muitas vezes, ser mãe não está cronologicamente aderente ao planejamento de vida da mulher.

A escolha do melhor momento para a maternidade deve ser respeitada, se é que isso faz parte do planejamento pessoal e familiar da mulher. Se ela decide priorizar a carreira, estudos, viagens, projetos, isso é louvável. Não deveria ter que se justificar porque não é mãe em determinada idade ou ainda porque simplesmente não pretende ser mãe. Pré-julgamentos e estereótipos nunca são positivos.

A maternidade é um sonho para muitas mulheres. Se ela chega tardiamente, por escolha consciente ou por outras circunstâncias é porque aquele é o momento certo para ela.

O importante é que apoio, carinho, afeto e reconhecimento nunca faltem a essas mulheres, que felizmente têm encontrado cada vez mais espaço e voz em nossa sociedade.

Gestão empresarial e perspectivas para 2022 456

Luiz Marcatti é sócio e presidente da Mesa Corporate Governance / Foto: Murillo Constantino / Divulgação

Confira artigo de Luiz Marcatti, sócio e presidente da Mesa Corporate Governance

Após mais um ano de pandemia, a alta administração das empresas priorizou a sobrevivência enquanto teve de lidar com expectativas frustradas. Apesar de alguns setores retomarem atividades, a maioria sentiu o agravamento da crise macroeconômica no Brasil e no mundo, que trouxe de volta os fantasmas da inflação e juros altos. Quem tinha na governança uma visão clara sobre a situação da empresa e leitura do quadro de mercado e capacidade de reagir a esse cenário todo, saiu melhor. Mas houve quem ficou pelo meio do caminho.

Um aspecto importante da governança no último ano aponta para o mercado de capitais. O apetite pelos IPOs fez com que algumas empresas atropelassem o processo de estrutura de governança para aproveitar as chamadas janelas de oportunidade de abrirem seu capital. Não é um fenômeno novo, pois observa-se que em momentos de abertura de capital pode ocorrer uma certa diminuição da qualidade da governança, cumprindo-se mais um checklist do que de fato ter governança estruturada. E são essas empresas que estão perdendo valor, mesmo empresas ligadas ao mundo digital e ao e-commerce.

Dando continuidade à tendência do ESG que ganhou prevalência em 2021, as empresas se voltaram mais para preocupações ambientais. O conceito, que bastante impulsionado por parte dos investidores, teve um período propício ao estímulo com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26) e pela exposição internacional do país por causa da repercussão e controversas acerca do desmatamento da Amazônia.

Em 2022, com a economia fragilizada, as empresas brasileiras deverão estar cautelosas e conservadoras, para se protegerem do PIB de 2021, porém o agronegócio deve figurar com perspectivas mais positivas e espera-se uma safra recorde de grãos. De modo geral, o ano iniciará com inflação nas alturas, tendo de lidar com a escassez de insumos e de matéria-prima, altos reajustes de mão de obra, entre 10% a 11% na maioria dos dissídios, além de energia e combustível caros, e o governo sem condições de investir. O crescimento é sobre base negativa.

As preocupações do novo ano estendem ao enfrentamento da pandemia da covid-19. O surgimento da nova variante ômicron deixa o mundo em alerta, mas o Brasil está em um movimento preventivo, sendo cauteloso quanto a flexibilização dos protocolos de segurança e avançado na vacinação. De qualquer modo, uma nova onda seria desastrosa, porque o governo não tem o mesmo fôlego e não conseguiria acelerar a economia com os cofres vazios.

A eleição presidencial que acontecerá em outubro também deve dominar o cenário. O período não tem fôlego político para grandes reformas. O Brasil precisa de uma agenda mais liberal, que incentive o crescimento do ambiente empresarial, com investimentos em infraestrutura e com atenção às questões sociais. Para voltar a crescer, precisamos de um planejamento que independa de interesses eleitorais.

O ano que começa não será voltado para grandes riscos, para não perder foco e energia. Não iremos voltar ao patamar de 2019. Se o governo conseguir pelo menos segurar a inflação para que ela não expanda mais, já será uma grande vitória.

Especialista orienta empresas sobre prevenção do Burnout 256

Fernando Kede é advogado especialista em Direito do Trabalho Empresarial / Divulgação

Doença ocupacional gera os mesmos direitos trabalhistas e previdenciários de outras adquiridas em razão da atividade profissional

O aumento expressivo do número de trabalhadores com a Síndrome de Burnout levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificá-la como uma doença ocupacional desde o dia 1º de janeiro de 2022. A partir de sua inclusão na Classificação Internacional de Doenças (CID), o funcionário diagnosticado com a doença passa a ter os mesmos direitos trabalhistas e previdenciários previstos na legislação. “O empregado poderá ser afastado por auxílio-doença acidentário e terá direito a estabilidade provisória, ou seja, após a alta pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não poderá ser dispensado sem justa causa no período de 12 meses após o fim do auxílio previdenciário”, explica o advogado especialista em Direito do Trabalho Empresarial, Fernando Kede, do escritório Schwartz e Kede.

A empresa pode ser responsabilizada pelos danos provocados à saúde dos trabalhadores. “O empregador que negligenciar os cuidados e as notificações de afastamentos por Burnout poderá ser juridicamente implicado e, consequentemente, sofrerá impactos financeiros caso haja comprovação de que o dano àquele funcionário foi provocado pela atividade laboral”, pontua Kede.

O Brasil é segundo país do mundo com o maior número de pessoas com a síndrome do esgotamento profissional. De acordo com Stress Management Association do Brasil (ISMA/BR), a doença atinge mais de 30% dos brasileiros. Outro levantamento feito pela plataforma de marketing online Semrush mostrou que, nos primeiros meses da pandemia, o índice de buscas pela palavra burnout no país aumentou 122%.

O advogado ressalta que as empresas precisam adotar medidas para garantir a integridade física e mental dos trabalhadores e prevenir a síndrome e outras doenças relacionadas à atividade profissional. “É uma questão de liderança e boas práticas para que o empregado tenha um ambiente agradável para trabalhar, não acumule funções e não exceda sua jornada”, comenta. “É preciso estabelecer metas e resultados possíveis, evitar cobrança que ultrapasse a capacidade de uma pessoa e exceda o limite do poder de direção do empregador”, completa.

O especialista afirma que os gestores e líderes precisam estar atentos às emoções, ao desempenho e a todos os sinais que os funcionários podem transmitir de que algo não está bem. “É importante ter um exercício de observação, saber o que está acontecendo com a equipe, identificar problemas que possam causar danos à saúde e à integridade dos funcionários daquele setor no futuro e criar medidas de prevenção”, orienta.

Em alguns casos, há necessidade de uma mudança na cultura organizacional. “Eventualmente, pode até mesmo necessitar de uma reavaliação da política interna, dos valores, comportamentos e hábitos da empresa para trazer um ambiente mais saudável e, consequentemente, mais produtivo”, diz o advogado.

Direito à desconexão

Com o trabalho remoto adotado pelas empresas, se desligar totalmente do das atividades profissionais depois do expediente se tornou um desafio para milhares de brasileiros. E isso é determinante nos casos de Burnout. “O descanso é fundamental para prevenir o estresse e outros transtornos provocados pelo excesso de trabalho, mas para que isso aconteça a legislação tem que ser mais abrangente tanto para o empregador saber quais são os limites e para o empregado sobre os seus direitos e deveres. Ela precisa garantir, principalmente, o direito à desconexão e à intimidade pessoal e familiar para que ele desfrute de seu momento de descanso e lazer sem se preocupar com as demandas do trabalho fora de seu expediente”, finaliza.

Mobilidade e economia: uma coexistência de sucesso 350

Mobilidade e economia: uma coexistência de sucesso / Divulgação

Confira artigo de Daniel Schnaider, CEO da Pointer by PowerFleet Brasil

Os meios que impulsionam a mobilidade urbana estão na mira do mundo e nada será como antes. Não tem como não participar do universo de recursos que abrirão as portas para o sucesso econômico que os investimentos na área podem trazer.

Confira um panorama necessário para o entendimento dessa questão:

Compartilhamento

Multimodal e sustentável, este é um dos pilares mais importantes para que a mobilidade urbana seja próspera no quesito economia. Já vemos no Brasil algumas dessas opções com o compartilhamento de carros, bicicletas, scooters e patinetes. Além das opções de modais, tem a questão da carona solidária, que já vemos em algumas empresas, principalmente em viagens. Mas como isso é bom para a economia?

Soluções geram trabalho para as pessoas em diversos setores, como por exemplo, na tecnologia com inúmeros colaboradores para o funcionamento dos aplicativos, motoristas de Uber, taxis, atendentes para locação de carros, entre outros. Ainda em negócios, as oportunidades também se tornam vastas, como estudos e desenvolvimento de aplicativos a todo o vapor; voltados para a qualidade de vida de quem faz o trajeto e estimulo de produtividade. Isso mudará o tipo de oferta para transportes criando tarifas mais justas.

Acesso

Quando a mobilidade urbana está funcionando de forma ativa ela gera o acesso facilitado. Então temos que pensar a mobilidade deve ligar pontos como a população com escolas, com hospitais, empregos (empresas, indústrias, lojas, etc.), com locais de consumo e lazer. Isso gera muitos fatores que levantam a economia, quando pensamos no macro, como o poder de compra das pessoas. Mesmo em pequenos pontos que, quando ligados, geram uma grande economia. Exemplos?

A educação quando chega à população ela cria cidadãos mais responsáveis e aptos para ocupar posições nas empresas, ou mesmo, para gerar empregos. E no que resulta? O poder de compra, de produção e venda fica muito mais otimizado.

Agora, quando falamos em saúde, quando a assistência é eficiente, tiramos da frente as horas perdidas de trabalho para ir à uma consulta médica, ou mesmo, priorizamos atendimentos mais eficazes que agilizam a saúde pública.

Tecnologia

A Internet das Coisas (IoT) abre um universo de possibilidades para ajudar essa jornada da mobilidade. Embutida em carros, motos, bicicletas o intuito é aumentar a segurança, mitigar os furtos e roubos dos meios de transporte; ajudar na prevenção de acidentes, mostrando onde ocorrem os erros dos motoristas, ou mesmo as condições do meio em que estão inseridos; redução de custos, como com combustível e alertas para manutenção preventiva, o que evita que os gastos sejam maiores; e antecipação, como exemplo, no caso de um acidente em que o socorro é alertado imediatamente e as câmeras podem ajudar no trabalho inicial da perícia. Ou seja, sem tecnologia, atualmente, não há mobilidade.

Para entender

A mobilidade é tudo que envolve a sociedade. Ela dita quase todas as regras de um funcionamento social saudável ou não. Ainda, pode ajudar a remanejar verbas desperdiçadas por falta de planejamento na área, para o crescimento em potencial de todos os outros setores. Mobilidade é para ontem!

Mesmo com oscilações políticas e econômicas, Brasil continua terreno fértil para startups e investidores estrangeiros 439

Dalton Locateli é sócio da Pryor Global / Divulgação

Confira artigo de Dalton Locateli, sócio da Pryor Global

Há décadas, o Brasil é um País instável, marcado por oscilações políticas e econômicas. Outros fatores que agora exigem atenção dos estrangeiros antes de investir por aqui são os altos índices de desemprego, a volta da inflação e a quebra do teto de gastos, que gera o receio de uma nova onda de irresponsabilidade fiscal combinada à crise social. Mas, apesar de toda esta instabilidade, os agentes econômicos estrangeiros ainda se sentem atraídos pelo Brasil, devido ao seu amplo mercado consumidor (mais de 200 milhões de habitantes), capacidade produtiva e avanço da transformação digital dos negócios. Prova disto é que, segundo o Valor Econômico, os investimentos estrangeiros no Brasil cresceram 133% em 2021 (US$ 58 bilhões) em relação a 2020 (US$ 28 bilhões). Os valores ainda não retornaram aos patamares de 2019 (US$ 65,8 bilhões), antes da pandemia, mas mostram uma recuperação considerável.

Ou seja, o Brasil continua sendo um grande destino de investimentos, com boas vantagens em relação aos demais países latino-americanos. Uma de suas vantagens, segundo analistas de mercado, é que o País conta com ferramentas para vencer a crise, pois, desde a década de 1990, apresenta certa continuidade de princípios na política econômica, independentemente da orientação dos diferentes governos, que são considerados sólidos. A democracia brasileira também tem mostrado resiliência, com instituições fortes, o que se comprovou, nos últimos meses, com reposicionamentos da Presidência da República em busca de governabilidade, afastando a possibilidade de uma ruptura institucional a curto prazo.

Outro diferencial positivo é que, apesar de todas as perdas humanas e da contribuição para a instabilidade econômica, a pandemia de covid-19 abriu uma série de oportunidades de negócios no Brasil, sobretudo na área da tecnologia. Uma mostra clara disso é o contraste entre a saída de grandes multinacionais e a chegada de bilhões em investimentos de startups estrangeiras. As fusões e aquisições em território nacional somaram R$ 76 bilhões (aumento de 65% em relação a 2020). Ou seja, mesmo diante de todos os contratempos e das oscilações de 2021, o mercado continua vivo e buscando alternativas para se ampliar o volume de negócios.

Este é um cenário que aponta para a dinamização do mercado, não só com maior variedade de produtos e serviços, mas também com maior presença da tecnologia no cotidiano, pois se intensificou a inclusão digital da população. Para ficar apenas em três exemplos, basta mencionar o processo ampliação da bancarização, o crescimento vertiginoso do comércio eletrônico e a propagação (ainda incipiente) da oferta de educação on-line, a fim de manter os estudantes nas escolas e universidades.

Vale destacar, ainda, que a população brasileira, além de volumosa, é carente de produtos e serviços de qualidade e bastante aberta a inovações. Os brasileiros gostam e consomem tecnologia, sempre que têm condições econômicas, aderindo com grande facilidade a novidades em termos de aplicativos e mídias sociais. Em diversas áreas, há uma boa demanda reprimida no País e, qualquer sinal de recuperação econômica, logo se reverterá em recompensa rápida às startups que decidiram apostar no Brasil.

O País é gigantesco e sempre existem boas oportunidades, a questão é saber analisar e identificar onde encontra-las, quando e como investir, mensurando os riscos a fim de evitar surpresas inesperadas. O Brasil é para os fortes, mas aqueles que se estabelecem, em geral, garantem, não só o retorno de seus investimentos, mas bons resultados a médio e longo prazos. Entretanto, para isto, os investidores precisam sempre contar com apoio administrativo, operacional e jurídico de uma empresa de consultoria local para entender a cultura empresarial brasileira, apoiar na viabilização de recursos humanos estratégicos e na superação das complexidades fiscal, tributária e jurídica.