Fraude no Seguro Rural é tema de reunião da Cátedra do Agronegócio da ANSP 630

O advogado Juliano Ferrer / Foto: William Anthony/Arquivo JRS

Juliano Ferrer, coordenador da Cátedra e sócio do C. Josias & Ferrer, pontua crescimento da prática

O seguro rural atingiu recorde em 2020 com alta de 98% em relação ao ano de 2019. A área agrícola segurada no país alcançou 13,7 milhões de hectares com a contratação de 193 mil apólices, o que representa cerca de 20% da área total agrícola. Junto com o crescimento do ramo, há outra constatação: o aumento no número de fraudes relacionadas ao seguro agrícola.

O tema está na pauta da próxima reunião da Cátedra do Agronegócio do Academia Nacional de Seguros e Previdência, agendada para sexta-feira, dia 26 de março, às 10h30.

Juliano Ferrer, sócio do C. Josias & Ferrer, escritório que possui forte atuação em estados de grande atividade rural e que acumula conhecimento e experiência para atuação jurídica no ramo do seguro agrícola, e Coordenador da Cátedra do Agronegócio, afirma que a reunião vai abordar as práticas mais comuns de fraudes detectadas e possíveis métodos de prevenção e combate. Ele também propõe debate sobre Risco Moral, que é a negligência do produtor rural com a safra e a propriedade, visto que possui seguro.

“Acreditamos que o aumento significativo das áreas seguradas contribui com a pulverização de riscos e disseminação da cultura da proteção através do seguro; por outro lado, esse aumento das áreas também gera o crescimento da prática da fraude”, pontua Ferrer. Outra dificuldade é a regulação do sinistro. “Como as propriedades são distantes dos grandes centros urbanos, é caro e difícil de checar essas fraudes e o próprio Risco Moral”, complementa.

Para Ferrer, é importante trazer o tema para debate e troca de experiências. “Nos próximos anos, como o volume de recursos destinados ao Programa do Seguro Rural deve ser ainda maior com a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), as fraudes no setor agrícola devem acompanhar esse crescimento. Infelizmente alguns poucos segurados mal-intencionados irão prejudicar a imensa maioria de produtores rurais sérios”.

Presidente da ANSP participa de aula inaugural do MBA de Gestão de Riscos da ENS 311

Presidente da ANSP participa de aula inaugural do MBA de Gestão de Riscos da ENS / Divulgação

Momento aconteceu no último dia 06 de abril

No dia 06 de abril, o presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos, participou da abertura da Aula Inaugural do MBA de Gestão de Riscos da Escola de Negócios e Seguros a convite do coordenador do Curso, Coordenador da Cátedra de Inovação e Gestão Operacional e Vice-Coordenador da Cátedra Educação da ANSP, Acadêmico Sérgio Hoeflich.

Neste ano, pela primeira vez, o curso foi ofertado na modalidade online. O MBA tem foco em toda a cadeia produtiva do seguro, contemplando seguradoras, corretores, reguladores e clientes. O programa é direcionado a profissionais que atuam com administração de riscos e seguros nas diversas atividades industriais, comerciais e de serviços, e para empresários, gerentes e técnicos das empresas e entidades que integram e gravitam em torno da indústria de seguros.

O presidente da ANSP enfatizou a importância da iniciativa. “Gostaria de agradecer o convite e dizer que os desafios que vivenciamos somente serão superados com mais e melhor educação, ainda mais quando se trata de gestão de riscos. Parabenizo a ENS por mais uma turma e o Acadêmico Sérgio Hoeflich pela gestão”, afirma João.

Também esteve presente o diretor da ANSP e coordenador da Cátedra de Educação, Acadêmico Sergio Nobre.

Atuário: os pulmões das empresas seguradoras, de previdência e planos de saúde 4125

Profissionais são responsáveis por transformar números em proteção; Confira vídeo

O mês de abril é especial para a categoria dos profissionais atuários. Reconhecida por alguns anos como a melhor profissão nos Estados Unidos, a carreira ainda pode ser um tema novo para muitos brasileiros. No país, existem 18 cursos de graduação em Ciências Atuariais reconhecidos pelo Ministério da Educação. O que não diminui em nada a importância da atuação. Pelo contrário: os atuários são os pulmões das empresas seguradoras, de previdência e planos de saúde. São eles que tornam possível a comercialização de diversos produtos que protegem pessoas, famílias e seus bens.

“Profissão tão importante no Brasil, que já tomou rumos maravilhosos no mercado brasileiro, é a área em que se localiza o momento para mensurar riscos, quantificar o que será cobrado, verificar valores de benefícios, calcular as reservas, etc”, explica Eder Oliveira, diretor do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) e sócio da Atuária Brasil, empresa que reúne grandes profissionais do setor e clientes há mais de 17 anos.

Movidos pela paixão e pelos cálculos matemáticos, a presidente do IBA, Leticia Doherty, destaca que estes profissionais podem ser definidos como arquitetos financeiros ou matemáticos sociais. “Quando você entende o que o atuário faz, a explicação cai como uma luva, pois ela traz um mix de palavras, como mensurar, riscos, probabilidade, entre outras. Quando se pensa numa segunda definição, é preciso deixar a razão um pouco de lado, e entender a emoção que está por trás dos números, pois no momento em que um atuário desenvolve um produto, ele está protegendo pessoas ou bens. Ele transforma matemática em proteção”, comenta.

Além de atender empresas seguradoras, de previdência e planos de saúde, os atuários também são essenciais a todas as áreas que mensuram riscos. “A nossa formação pode ser pouco conhecida, mas é essencial aos setores de seguros, previdência e planos de saúde; além de ser importantíssima para demais setores que mensuram riscos. Precisamos continuar divulgando a nossa profissão, pois somos poucos, mas podemos fazer muito”, pontua a representante regional do IBA, Priscila Portal.

Em alusão ao mês do atuário, o Instituto Brasileiro de Atuária está com uma programação especial aberta ao público. Confira neste link.

Em alta temporada de ataques, vamos cuidar dos backups? 769

Em alta temporada de ataques, vamos cuidar dos backups?

Confira dicas de Leandro Lopes, diretor de engenharia de sistemas da Nutanix para a América Latina

Leandro Lopes é diretor de engenharia de sistemas da Nutanix para a América Latina / Divulgação
Leandro Lopes é diretor de engenharia de sistemas da Nutanix para a América Latina / Divulgação

Organizações em todo o mundo estão sujeitas a essa onda crescente de ameaças à segurança, que foi bastante intensificada pela pandemia. As empresas distribuídas e o trabalho remoto – muitas vezes com redes e conexões domésticas – mostraram-se pontos vulneráveis e suscetíveis a ataques e a vazamento de dados. Diferentes setores da economia e empresas de todos os tamanhos foram alvos em 2020 desses ataques, com destaque para a área da Saúde com hospitais, laboratórios, empresas de pesquisa de vacinas e tantas outras que sofreram as consequências desse novo cenário de riscos.

Então, quais são as implicações? Imagine ser o CIO de um hospital atingido por um ataque de ransomware durante uma pandemia. O impacto imediato é uma grande interrupção na capacidade de atender pacientes, agendar consultas, recuperar registros de pacientes e ter toda a comunicação prejudicada. O impacto potencial a longo prazo é a perda de dados confidenciais do paciente, perda de credibilidade e reputação e, claro, perda de receita.

Defesa em profundidade

Não existe uma solução única e mágica que possa garantir proteção contra todas as ameaças de ransomware. Nesse sentido, é importante praticar a defesa em profundidade que implica em contar com várias camadas para proteger seus dados. Alguns dos mecanismos de defesa que você pode considerar incluem educar os usuários finais, realizar varreduras regulares de vulnerabilidade, listas de permissões de aplicativos, controle de acesso baseado em funções e criar backups regulares de seus dados.

Por mais importantes que sejam essas técnicas de defesa em profundidade, os backups são sua última linha de defesa e podem restaurar seus dados após a ocorrência de um ataque cibernético. Combinar as melhores práticas de segurança com um planejamento sólido de backup e recuperação pode impedir prejuízos caros.

A proteção contra ransomware tem três aspectos: prevenção, detecção e recuperação. Obviamente, prevenir um ataque de ransomware é ideal, mas à medida que os invasores e as ferramentas se tornam mais sofisticados, isso nem sempre é possível. Em algumas formas de ataque, pode haver um longo intervalo entre a infecção real e a ativação do malware.

Os algoritmos de detecção são continuamente aprimorados e podem sinalizar o malware antes que ele seja ativado. Numa suposição (infeliz) em que ocorra uma execução real de malware, sua empresa precisa ser capaz de se recuperar rapidamente para evitar paralisações da operação e danos aos negócios.

Vejamos algumas das ferramentas e práticas recomendadas que você pode aproveitar para proteger seus dados:

1. Prevenir

  • Separação física, segmentação de redes de produção e rede de infraestrutura de backup.
  • Aplique a metodologia de backup 3: 2: 1: três cópias de seus dados em duas mídias separadas e uma cópia externa.
  • Use armazenamento imutável, habilitando os recursos para “bloquear” cópias de backup pelo período especificado para evitar a exclusão ou criptografia. Nem mesmo o acesso de administrador pode excluir ou modificar essas cópias de backup.
  • No dia a dia: Não use senhas padrão, aplique a políticas de senha fortes com autenticação multifator quando possível.
  • Use a segmentação de rede para separar o tráfego de gerenciamento de backup do tráfego de produção.
  • Restrinja o acesso com base em funções e identidades de usuário com RBAC (controle de acesso baseado em função).
  • Não use a integração do Active Directory (AD), mas use credenciais locais para backup, para que os ataques AD não afetem seu ambiente de proteção de dados.
  • Estabeleça agendamentos regulares de backup e realize revisões periódicas das políticas de backup.
  • Teste suas restaurações periodicamente para garantir que suas estratégias de backup e recuperação estejam funcionando corretamente a fim de atender aos SLAs pretendidos e que seus dados estejam seguros.
  • Mantenha backups de conjuntos de dados infectados para análise e detecção futuras.

2. Detectar:

  • Aproveite as ferramentas de proteção de dados para realizar a detecção de anomalias em tamanhos de backup e padrões de tráfego.
  • Restauração periódica (idealmente automatizada) de cargas de trabalho em um ambiente seguro para executar antivírus e verificação de segurança.
  • Use ferramentas de segurança atualizadas.
  • Verificação de log para tentativas de acesso não autorizado.

3. Recuperar:

  • Faça a recuperação rápida das máquinas com ferramentas de snapshot (cópia de dados). Como o nome aponta, estas ferramentas criam “fotos instantâneas” do ambiente e permitem um reestabelecimento rápido.
  • Tenha em mãos ferramentas para acelerar a restauração de cargas de trabalho com backup. Neste ponto, investir em soluções e conceitos de próxima geração como a hiperconvergência pode ser o ponto-chave para reduzir prejuízos de tempo de parada do sistema.
  • Essas práticas ajudarão sua organização a se recuperar rapidamente de um ataque ransomware e a proteger cópias limpas de backups com o mínimo de tempo de inatividade e elimina a interrupção dos negócios.

Luiz Mário Rutowitsch, presidente do CCS-RJ, participa do Seguro Sem Mistério nesta quinta (08) 645

Transmissão acontece a partir das 17h30min, no Canal do JRS no YouTube

O convidado do Seguro Sem Mistério desta quinta-feira (08) é o presidente do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), Luiz Mário Rutowitsch. O líder do CCS-RJ participa de um bate-papo mediado pelos apresentadores Júlia Senna e William Anthony, a partir das 17h30min, no Canal do JRS no YouTube.

Rutowitsch vai comentar sobre as ações desenvolvidas pela entidade para fomentar conhecimento e capacitação para os profissionais do mercado segurador fluminense, bem como o momento de sinergia vivido pela entidade com demais instituições do setor, como a Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), por exemplo. E ainda: Como as novas circulares emitidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) podem afetar os profissionais da corretagem. “Será uma oportunidade para que os participantes do bate-papo possam conhecer as propostas da nova diretoria do CCS-RJ, eleita em dezembro de 2020, em prol da valorização do corretor de seguros”, explica o presidente do Clube.

Aproveite e envie suas perguntas e recados. Interaja com a transmissão através do chat e apareça no vídeo! Inscreva-se no Canal do JRS no YouTube e fique por dentro de todas as novidades.

O programa ainda possui apresentações de terça a domingo no canal 520 da NET HD para mais de 40 cidades do Rio Grande do Sul, com programas inéditos aos domingos, a partir das 11h30min.

Um ano após o primeiro pagamento de indenização por Covid-19 do Brasil, PASI bate recorde de atendimentos 551

André Araújo é gerente de Relações Institucionais do PASI / Divulgação

Foram registradas, até mesmo, indenizações por invalidez permanente por doença

Completou-se um ano da data em que foi paga a primeira indenização em decorrência de Covid-19 (08 de abril de 2020) e o PASI contabiliza atualmente mais de 350 famílias indenizadas em decorrência de morte em virtude do novo coronavírus. Um dado que também chamou atenção é que além das indenizações por morte, já ocorreram algumas solicitações de indenizações por invalidez permanente pela doença. “O PASI foi o primeiro a indenizar uma morte causada pela pandemia no Brasil”, destaca André Araújo, gerente de Relações Institucionais do PASI.

André ressalta que a média de idade dos segurados falecidos é de 56 anos, sendo que a grande maioria dos sinistros, 76%, ocorreram com segurados do sexo masculino. Além disso, destaca-se que o estado de São Paulo contabilizou a maior parte das vítimas, representando 36% do total.

Atendimentos da Central de Amparo PASI

Durante a pandemia, a Central de Amparo PASI bateu vários recordes de atendimentos. Foram contabilizados 5.070 acionamentos, representando um aumento de 337% na utilização dos serviços disponíveis.

Neste período, a maioria dos atendimentos prestados, 43%, foram relativos a traumas, transtornos e fobias, seguidos por apoio ao luto, que representou 13% dos acionamentos. O pico ocorreu no mês de abril de 2020 com 600 atendimentos realizados em um único mês.

Desde que foi criada, em abril de 2016, a Central já realizou cerca de 12.000 atendimentos de segurados e familiares espalhados por todo o Brasil.

A Central de Amparo PASI oferece aos segurados e suas famílias as assistências: Psicológica, Social, Nutricional, Fitness, Avaliação e Recolocação Profissional. No ano passado, por alguns meses, todas essas assistências foram disponibilizadas gratuitamente para os segurados PASI que não possuíam as assistências contratadas e também para os corretores de seguros e suas famílias, para que todos que precisassem de apoio, pudessem ser amparados e atendidos pelos profissionais de cada área.

Durante a pandemia, estão sendo atendidas pessoas com sintomas, diagnosticadas com o vírus, que temem a contaminação da doença e até pessoas que foram internadas e que se recuperaram. “A Central de Amparo PASI contribuiu e fez diferença na vida dos segurados e de seus familiares em diversos momentos, amenizando angústias, incertezas e inseguranças”, enfatiza Araújo, acrescentando que a pandemia veio elucidar sobre a importância destes serviços que promovem o bem-estar, a saúde física e mental das pessoas. “Nossa equipe se orgulha de estar cumprindo seu propósito social de proporcionar apoio e segurança em todos os momentos, gerando a inclusão e amparo através da proteção securitária”, conclui Araújo.