Newton Queiroz: Não deixe para amanhã o que deveria ter sido feito antes 755

Newton Queiroz: Não deixe para amanhã o que deveria ter sido feito antes

Colunista do JRS fala sobre transformações e expansão da penetração do seguro no Brasil

Apesar de tudo que estamos vivendo no mundo e, em especial no brasil, é incrível o poder de nossa sociedade em reinventar-se. Acredito que seja resultado das inúmeras crises/desafios que enfrentamos (mesmo nenhum tendo sido próximo ao que vivemos hoje).

O sofrimento é igual ao resto do mundo, mas a força de buscar algo novo e fazer diferente é uma característica da sociedade brasileira há muitos anos. Por isso que muitos compatriotas acabam destacando-se em algumas funções mundialmente.

Quando falamos da indústria de seguros, a reinvenção foi significativa em todos os aspectos da cadeia. A tão sonhada transformação digital teve início e veio aqui para ficar. Quem consegue imaginar um provedor de seguro sem um portal, atendimento online e outros? Em 2019 não era assim, mas nos adaptamos rápido e agora estamos correndo atrás para alcançar outras indústrias.

Contudo, um ponto ainda necessita de maior exposição em nossa indústria: a expansão do mercado. Por qualquer ângulo que desejemos olhar é fato que ainda existe muito a conquistar em termos de penetração de seguros na sociedade.

Este fato deve ser visto como positivo. Ainda mais no cenário atual. Em um momento de crise como o que vivemos, se fizermos um paralelo com outras indústrias mais desenvolvidas, percebemos que é muito mais difícil deixar de possuir um produto de nossa indústria.

Porém, o ponto crucial aqui é começar e dar sequência a um movimento de busca por novos clientes para produtos existentes e/ou que desejem novos produtos a serem desenvolvidos. Devemos lembrar que muitos não contratam seguro pelo simples fato de não receberem ofertas e, quando recebem, elas não são adequadas.

O grande ponto aqui é que o resultado não vem de imediato. Por isso, na maioria das vezes, isso tudo acaba ficando em segundo plano. Justamente por isso sempre defendi estratégias paralelas: uma para entregar os resultados de hoje e outra para entregar os resultados de amanhã. Em ambas deve ser dado foco às oportunidades que o setor nos traz e que deveríamos estar investindo.

Seria errado falar que existe um responsável por não estarmos mais avançados na penetração de seguros em nosso País, mas está claro que um jogador sumamente importante por aqui são os Corretores de Seguro. São eles que podem acessar a grande gama de clientes e buscar as novas vendas.

Para isso sempre defendi a criação de um círculo virtuoso, onde empresas de seguro e resseguro criam treinamentos, conteúdo e escutam as demandas dos clientes (via Corretores). Em contrapartida, os corretores dedicam parte de seu tempo para buscar novos clientes, oferecer novos produtos e traduzir pontos importantes para as seguradoras. Isso geraria um ciclo de melhoria contínua e resultaria em uma maior penetração de nossos produtos.

Se de um lado podemos dizer que deveríamos ter feito isso antes, de outro devemos lembrar que tudo tem um começo. Por que não agora?

Termino este texto com uma frase de Bernard Shaw que sempre me faz refletir e pensar no novo: “Você vê coisas e diz ‘Por quê?’ Mas eu sonho coisas que nunca existiram e digo ‘Por que não?”.

Associação das Mulheres do Mercado de Seguros lança nova marca 536

Associação das Mulheres do Mercado de Seguros lança nova marca

Anúncio foi realizado em evento virtual

A Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS) anunciou, em evento virtual, o lançamento de uma nova identidade visual. A transmissão foi realizada nesta quinta-feira, 8 de abril, e tem o intuito de representar uma nova era para todas as associadas e mulheres do mercado de seguros. “Estamos chegando a outro patamar, em busca da transformação e do empoderamento das mulheres, em uma trajetória de ressignificância”, destacou a presidente da Associação, Simone Vizani.

O momento contou com apresentação da cantora Édria Tungavidya e participação de diretoras da instituição. A vice-presidente, Camila Davoglio, destacou o momento de amadurecimento da entidade e a jornada resultante de uma “emersão profunda”, em um longo caminho. “Foram vários encontros, por mais de um ano. Realizamos estudos, reflexões e releituras. Observamos o mercado e as necessidades das mulheres do setor. Mapeamos o nosso DNA para fortalecer a voz do nosso gênero. O desafio cresceu a cada etapa, pois percebemos que era preciso mudar a identidade. O resultado, esperamos, será um grande engajamento pela equidade de gênero, que é a causa maior da nossa marca”, frisou.

No final do evento, foram apresentados os depoimentos de diretoras e conselheiras da AMMS, que enfatizaram a relevância do projeto: Margo Black (primeira presidente da AMMS), Márcia Ribeiro, Mariana Valdiero, Liliana Caldeira, Margareth Carvalho, Ana Carolina Mello, Guadalupe Nascimento, Paula Lopes, Patricia Marzullo, Carolina Vieira, Daniela Tseimatzidis, Priscila Costa Russo, Carolina Fortunato e Simone Ramos.

*Com informações de Jorge Clapp.

Atuário: os pulmões das empresas seguradoras, de previdência e planos de saúde 4132

Profissionais são responsáveis por transformar números em proteção; Confira vídeo

O mês de abril é especial para a categoria dos profissionais atuários. Reconhecida por alguns anos como a melhor profissão nos Estados Unidos, a carreira ainda pode ser um tema novo para muitos brasileiros. No país, existem 18 cursos de graduação em Ciências Atuariais reconhecidos pelo Ministério da Educação. O que não diminui em nada a importância da atuação. Pelo contrário: os atuários são os pulmões das empresas seguradoras, de previdência e planos de saúde. São eles que tornam possível a comercialização de diversos produtos que protegem pessoas, famílias e seus bens.

“Profissão tão importante no Brasil, que já tomou rumos maravilhosos no mercado brasileiro, é a área em que se localiza o momento para mensurar riscos, quantificar o que será cobrado, verificar valores de benefícios, calcular as reservas, etc”, explica Eder Oliveira, diretor do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) e sócio da Atuária Brasil, empresa que reúne grandes profissionais do setor e clientes há mais de 17 anos.

Movidos pela paixão e pelos cálculos matemáticos, a presidente do IBA, Leticia Doherty, destaca que estes profissionais podem ser definidos como arquitetos financeiros ou matemáticos sociais. “Quando você entende o que o atuário faz, a explicação cai como uma luva, pois ela traz um mix de palavras, como mensurar, riscos, probabilidade, entre outras. Quando se pensa numa segunda definição, é preciso deixar a razão um pouco de lado, e entender a emoção que está por trás dos números, pois no momento em que um atuário desenvolve um produto, ele está protegendo pessoas ou bens. Ele transforma matemática em proteção”, comenta.

Além de atender empresas seguradoras, de previdência e planos de saúde, os atuários também são essenciais a todas as áreas que mensuram riscos. “A nossa formação pode ser pouco conhecida, mas é essencial aos setores de seguros, previdência e planos de saúde; além de ser importantíssima para demais setores que mensuram riscos. Precisamos continuar divulgando a nossa profissão, pois somos poucos, mas podemos fazer muito”, pontua a representante regional do IBA, Priscila Portal.

Em alusão ao mês do atuário, o Instituto Brasileiro de Atuária está com uma programação especial aberta ao público. Confira neste link.

Em alta temporada de ataques, vamos cuidar dos backups? 769

Em alta temporada de ataques, vamos cuidar dos backups?

Confira dicas de Leandro Lopes, diretor de engenharia de sistemas da Nutanix para a América Latina

Leandro Lopes é diretor de engenharia de sistemas da Nutanix para a América Latina / Divulgação
Leandro Lopes é diretor de engenharia de sistemas da Nutanix para a América Latina / Divulgação

Organizações em todo o mundo estão sujeitas a essa onda crescente de ameaças à segurança, que foi bastante intensificada pela pandemia. As empresas distribuídas e o trabalho remoto – muitas vezes com redes e conexões domésticas – mostraram-se pontos vulneráveis e suscetíveis a ataques e a vazamento de dados. Diferentes setores da economia e empresas de todos os tamanhos foram alvos em 2020 desses ataques, com destaque para a área da Saúde com hospitais, laboratórios, empresas de pesquisa de vacinas e tantas outras que sofreram as consequências desse novo cenário de riscos.

Então, quais são as implicações? Imagine ser o CIO de um hospital atingido por um ataque de ransomware durante uma pandemia. O impacto imediato é uma grande interrupção na capacidade de atender pacientes, agendar consultas, recuperar registros de pacientes e ter toda a comunicação prejudicada. O impacto potencial a longo prazo é a perda de dados confidenciais do paciente, perda de credibilidade e reputação e, claro, perda de receita.

Defesa em profundidade

Não existe uma solução única e mágica que possa garantir proteção contra todas as ameaças de ransomware. Nesse sentido, é importante praticar a defesa em profundidade que implica em contar com várias camadas para proteger seus dados. Alguns dos mecanismos de defesa que você pode considerar incluem educar os usuários finais, realizar varreduras regulares de vulnerabilidade, listas de permissões de aplicativos, controle de acesso baseado em funções e criar backups regulares de seus dados.

Por mais importantes que sejam essas técnicas de defesa em profundidade, os backups são sua última linha de defesa e podem restaurar seus dados após a ocorrência de um ataque cibernético. Combinar as melhores práticas de segurança com um planejamento sólido de backup e recuperação pode impedir prejuízos caros.

A proteção contra ransomware tem três aspectos: prevenção, detecção e recuperação. Obviamente, prevenir um ataque de ransomware é ideal, mas à medida que os invasores e as ferramentas se tornam mais sofisticados, isso nem sempre é possível. Em algumas formas de ataque, pode haver um longo intervalo entre a infecção real e a ativação do malware.

Os algoritmos de detecção são continuamente aprimorados e podem sinalizar o malware antes que ele seja ativado. Numa suposição (infeliz) em que ocorra uma execução real de malware, sua empresa precisa ser capaz de se recuperar rapidamente para evitar paralisações da operação e danos aos negócios.

Vejamos algumas das ferramentas e práticas recomendadas que você pode aproveitar para proteger seus dados:

1. Prevenir

  • Separação física, segmentação de redes de produção e rede de infraestrutura de backup.
  • Aplique a metodologia de backup 3: 2: 1: três cópias de seus dados em duas mídias separadas e uma cópia externa.
  • Use armazenamento imutável, habilitando os recursos para “bloquear” cópias de backup pelo período especificado para evitar a exclusão ou criptografia. Nem mesmo o acesso de administrador pode excluir ou modificar essas cópias de backup.
  • No dia a dia: Não use senhas padrão, aplique a políticas de senha fortes com autenticação multifator quando possível.
  • Use a segmentação de rede para separar o tráfego de gerenciamento de backup do tráfego de produção.
  • Restrinja o acesso com base em funções e identidades de usuário com RBAC (controle de acesso baseado em função).
  • Não use a integração do Active Directory (AD), mas use credenciais locais para backup, para que os ataques AD não afetem seu ambiente de proteção de dados.
  • Estabeleça agendamentos regulares de backup e realize revisões periódicas das políticas de backup.
  • Teste suas restaurações periodicamente para garantir que suas estratégias de backup e recuperação estejam funcionando corretamente a fim de atender aos SLAs pretendidos e que seus dados estejam seguros.
  • Mantenha backups de conjuntos de dados infectados para análise e detecção futuras.

2. Detectar:

  • Aproveite as ferramentas de proteção de dados para realizar a detecção de anomalias em tamanhos de backup e padrões de tráfego.
  • Restauração periódica (idealmente automatizada) de cargas de trabalho em um ambiente seguro para executar antivírus e verificação de segurança.
  • Use ferramentas de segurança atualizadas.
  • Verificação de log para tentativas de acesso não autorizado.

3. Recuperar:

  • Faça a recuperação rápida das máquinas com ferramentas de snapshot (cópia de dados). Como o nome aponta, estas ferramentas criam “fotos instantâneas” do ambiente e permitem um reestabelecimento rápido.
  • Tenha em mãos ferramentas para acelerar a restauração de cargas de trabalho com backup. Neste ponto, investir em soluções e conceitos de próxima geração como a hiperconvergência pode ser o ponto-chave para reduzir prejuízos de tempo de parada do sistema.
  • Essas práticas ajudarão sua organização a se recuperar rapidamente de um ataque ransomware e a proteger cópias limpas de backups com o mínimo de tempo de inatividade e elimina a interrupção dos negócios.

Luiz Mário Rutowitsch, presidente do CCS-RJ, participa do Seguro Sem Mistério nesta quinta (08) 646

Transmissão acontece a partir das 17h30min, no Canal do JRS no YouTube

O convidado do Seguro Sem Mistério desta quinta-feira (08) é o presidente do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), Luiz Mário Rutowitsch. O líder do CCS-RJ participa de um bate-papo mediado pelos apresentadores Júlia Senna e William Anthony, a partir das 17h30min, no Canal do JRS no YouTube.

Rutowitsch vai comentar sobre as ações desenvolvidas pela entidade para fomentar conhecimento e capacitação para os profissionais do mercado segurador fluminense, bem como o momento de sinergia vivido pela entidade com demais instituições do setor, como a Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), por exemplo. E ainda: Como as novas circulares emitidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) podem afetar os profissionais da corretagem. “Será uma oportunidade para que os participantes do bate-papo possam conhecer as propostas da nova diretoria do CCS-RJ, eleita em dezembro de 2020, em prol da valorização do corretor de seguros”, explica o presidente do Clube.

Aproveite e envie suas perguntas e recados. Interaja com a transmissão através do chat e apareça no vídeo! Inscreva-se no Canal do JRS no YouTube e fique por dentro de todas as novidades.

O programa ainda possui apresentações de terça a domingo no canal 520 da NET HD para mais de 40 cidades do Rio Grande do Sul, com programas inéditos aos domingos, a partir das 11h30min.

Seguros de Responsabilidade Civil mais próximos das empresas 444

Robert Hufnagel é especialista em seguros de Responsabilidade Civil, diretor da Casualty Assessoria e Consultoria de Seguros e associado da Alper Consultoria em Seguros / Divulgação

Confira artigo de Robert Hufnagel, especialista em seguros de Responsabilidade Civil, diretor da Casualty Assessoria e Consultoria de Seguros e associado da Alper Consultoria em Seguros

A Susep colocou em consulta pública para revisão e sugestões do mercado até o dia 14 de abril uma proposta de circular que revisa e consolida as regras aplicáveis aos seguros de Responsabilidade Civil. A minuta da circular em consulta pública adequa os seguros de RC aos avanços da norma geral de seguros de danos (Circular nº 621), simplificando as regras do segmento. Seguindo a proposta da autarquia de simplificação e flexibilização de contratos de seguros de diversos ramos, o normativo estabelece o fim dos planos padronizados de seguros de RC, o que favorece a competição e viabiliza a oferta de produtos mais adequados às necessidades dos segurados.

Outra inovação proposta pela circular é a possibilidade de produtos sem limites predefinidos por cobertura, permitindo-se a utilização de todo o valor contratado para diferentes coberturas ou garantias conforme a necessidade do segurado. Além disso, a norma autoriza que as seguradoras paguem indenizações impostas por decisões administrativas do Poder Público.

A mudança consolida cinco normativos, simplifica definições, acaba com o plano padronizado de RC Geral e dá liberdade ao mercado para estruturação de produtos. Também garante o fim da exigência do “trânsito em julgado”, torna possível cobertura para decisões administrativas, amplia contratação para a base ocorrência, possibilita pagamento direto pela seguradora, oferece possibilidade de livre escolha ou de profissionais referenciados, acaba com a obrigação de vigência mínima, prevê prazo adicional sem as especificidades dos prazos complementar e suplementar, e dá liberdade de definição de data de retroatividade.

Também define a abrangência de cada ramo do grupo:

  • RC D&O – cargos de direção ou administração em empresas
  • RC Profissional – profissionais liberais, não cobertos pelo seguro de RC D&O
  • RC Riscos Ambientais – danos ambientais
  • RC Riscos Cibernéticos – atividades digitais, de tecnologia da informação
  • RC Geral – que não se enquadrem nos demais ramos

A circular em análise deve ser aprovada, pois esta modernização está sendo vista com bons olhos por todo o mercado, já que facilita o trabalho de seguradores, resseguradores, corretores e consultores, e abre mais possibilidades de negócios, tornando os seguros de RC mais próximos das pessoas e empresas.

Há muito se falava que o órgão regulador atravancava o desenvolvimento e os processos do mercado, mas agora esse movimento de simplificação vem para facilitar o nosso fluxo de negócio e de comercialização, nos dando até a possibilidade de trabalharmos com mais coberturas.

Quem quiser contribuir com sugestões e revisões, a consulta pública ficará aberta até o dia 14 de abril e pode ser acessada neste endereço.