Altevir Dias do Prado: Descomplicando a economia 540

Altevir do Prado é presidente do Sindseg PR/MS / Divulgação

Confira artigo de Altevir Dias do Prado, Doutor em Economia e Presidente do Sindseg PR/MS

A lei de Murphy diz que o que pode acontecer errado, vai acontecer. Desde o início da pandemia dois grandes temores têm nos assombrados. O colapso no serviço de saúde e o colapso econômico. Ao que parece o primeiro está acontecendo, resta-nos saber se o segundo temor vai se materializar.

Dadas as polêmicas em um país dividido por distintas interpretações dos fatos, o propósito aqui é contribuir com conhecimento teórico para que o leitor tenha sua própria interpretação, independente do que assiste e ouve.

Este é o propósito das teorias ou da ciência. A ciência não cria juízo de valor. A ciência observa o fato, avalia causas e consequências, teoriza e demonstra possibilidades. A interpretação e o juízo de valor ficam reservados à subjetividade individual. Dessa forma vou tentar aqui demostrar despretensiosamente um pouco de teoria econômica permitindo que as avaliações individuais possam partir de bases mais consistentes.

Face ao tombo histórico divulgado recentemente sobre a economia brasileira, que retirou o Brasil do clube das 10 maiores economias do mundo e, considerando que já fazia décadas que estávamos neste seleto grupo, chegando a ocupar a posição de 6ª maior economia do planeta no final de 2010, há que se avaliar com profundeza e isenção os porquês.

Na grande mídia, fomos acostumados a olhar o crescimento econômico pelo PIB. Conhecimento de domínio público que se refere a soma de todas as riquezas produzidas. Contudo, na academia, em especial quando fui doutorando de economia, sempre fazíamos as análises pelo lado da Demanda Agregada, que é a soma de todas as demandas de todos os entes econômicos de um país. Creio que a interpretação da economia a partir da DA fica mais fácil de entender, explico-me:

A Demanda Agregada é soma de tudo que as famílias ou consumidores finais, o governo, as empresas e setor externo está disposto a comprar num determinado ano. Ela representa o gasto total de uma economia, que de forma simplificada também podemos chamar de PIB. De tal sorte que quando falamos que o PIB cresceu ou diminuiu equivale a dizer que a demanda agregada subiu ou diminuiu e, como a demanda é poder de compra, quando PIB cresce podemos dizer que ficamos mais ricos, quando o PIB decresce ficamos mais pobres, pois a demanda diminuiu em função de nosso poder de compra ter ficado menor.

Em termos matemáticos e de forma bem simplificada, a Demanda Agregada é representada da seguinte forma:

DA = CF + GG + I + (NX)

Onde:

DA = Demanda agregada ou (PIB)
CF = Gastos das famílias
GG = Gastos do Governo
I = Investimento
NX = Saldo da Balança comercial (Exportações – importações)

Diferente de economias pujantes como Japão e Coréia do Sul que são voltadas para o mercado externo, a economia Brasileira se assemelha um pouco mais com a americana com vocação voltada para o mercado interno.

Prova disso é que após o tombo histórico, nosso PIB fechou em 2020 em torno de 1,3 trilhões de dólares e o saldo na Balança comercial foi aproximadamente de 50 Bilhões, ou seja, o comércio exterior em termos de DA líquida foi responsável por apenas 3,8%. Isto nos permite afirmar que para a economia brasileira o que importa é a demanda agregada interna.

Para facilitar a análise, vamos deixar de fora da equação o (NX) face sua pouca representatividade no todo da demanda agregada líquida e avaliarmos o que realmente importa na composição da Demanda Agregada ou PIB, (Consumo das Famílias, Gastos do governo e investimentos).

DA = CF + GG + I

Agora ficou fácil para o leitor fazer sua própria análise em termos de perspectivas econômicas respondendo algumas questões a partir da percepção individual empírica. Na composição da Demanda Agregada ou PIB, qual é a percepção em relação as variáveis da equação:

(CF) Consumo das famílias: Em alta ou em baixa? Existe endividamento comprometendo renda futura? Qual a percepção em relação a esta variável?

Gastos do Governo: Há disposição do governo em aumentar os gastos em todas as linhas? Ou o governo busca reduzir seus gastos?
Investimento: Existe ambiente político, social e econômico para investimentos em grande escala.

Com base na sua observação pessoal se o leitor encontrar respostas positivas nas três questões acima, isto quer dizer que a economia pode estar em bom momento, se houver algumas respostas positivas e outras negativas pode haver estagnação, contudo se o leitor encontrar apenas respostas negativas e contundentes, podemos estar à beira de nova recessão, e ser muito forte o colapso econômico. Assim podemos ter mais clareza se a lei de Murphy pode ou não acontecer na economia.

Grupo Life Brasil inova no mercado de ações ao disponibilizar relatórios 16452

Alberto Júnior é CEO do Grupo Life Brasil / Divulgação

Holding atingiu R$ 9,3 milhões de receita em 2020

O Grupo Life Brasil, mais uma vez, é pioneiro em inovações no mercado de ações. A holding, que atingiu R$ 9,3 milhões de receita em 2020, disponibiliza ao mercado a divulgação de relatórios consistentes das suas 14 empresas listadas na Bolsa de Valores. “Tais relatórios referem-se ao segmento de seguros (Seguradoras e Corretoras de Seguros) e saúde; São empresas listadas no mais alto grau de governança corporativa e normas específicas conforme regem as normas da CVM – Comissão de Valores Mobiliários”, destaca o CEO Alberto Júnior, ao ressaltar que cada organização possui estratégias e segmentos próprios.

O objetivo dessa inovação é a formatação diferenciada de divulgação mercadológica. Os relatórios serão emitidos mensal, que trará um informe mais resumido, e trimestralmente, que entregará informações mais robustas. “De início, serão destinados aos clientes do Grupo Life Brasil que se cadastrarem para tal recebimento. Posteriormente será destinado ao mercado segurador e a quem interessar”, detalha.

Os relatórios serão assinados pelo engenheiro e mestre em economia e consultor econômico na Rating Seguros Consultoria, Francisco Galiza, no que se refere aos dados econômicos, macroeconômicos e ao setor exclusivamente. Alberto Júnior, na qualidade de CEO em atividade, também chancela os documentos no que tange ao campo de atuação, experiências adquiridas pela força de vendas, produtos mais requisitados na ponta de vendas, índices de conversão perante ao ramo de seguros de vida, entre outros. “Nestes relatórios será possível verificar dados econômicos dessas empresas e fatos relevantes que realmente geraram impacto no mercado de seguros e saúde. Juntamente com este viés de transparência total, o Grupo Life Brasil divulgará relatório com outras informações da própria organização. O direcionamento nesse caso, será a busca de um patamar mais elevado em prol dos nossos clientes”, explica.

Fundado em 1998, o Grupo Life Brasil tem segurados em 500 cidades em todos os Estados brasileiros e conta com 205 franquias espalhadas pelo Brasil. “Acreditamos fortemente que os mais de 20 anos de experiência da primeira empresa do Grupo Life Brasil possam contribuir ainda mais com nossos clientes que desejam investir no mercado de capitais do setor, conhecer mais estruturalmente tais empresas e claro, estar por dentro do Grupo Life Brasil de forma mais internalizada”, finaliza.

Confira o primeiro relatório do Grupo Life Brasil neste link.

Presidente da CNseg faz considerações sobre a modernização do setor de seguros 308

Marcio Coriolano, Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) / Divulgação

Confira “Notas para um jovem advogado amigo”, de Marcio Coriolano, Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras

Refletindo sobre debates que cercam o atual ambiente dos seguros, tenho reparado um grande número de artigos e lives jurídicas que tratam a modernização do setor como mera virada de normativos. Para mim, o diagnóstico não me parece completo, o que levaria a conclusões precipitadas. Aqui vão algumas notas que escrevi para um jovem advogado amigo:

Estimo que você esteja bem e protegido! Obrigado por ter me enviado a live jurídica a que você assistiu e por ter pedido a minha opinião. Assisti a quase tudo. Muito longa. Mas entendi os conceitos e argumentos debatidos. A minha questão é que o diagnóstico não me pareceu completo, levando a conclusões precárias. Vou lhe apontar alguns aspectos:

  1. Sobre a suposta falta de maior impacto da pandemia nos seguros aqui, é porque o Brasil não é equivalente ao resto do mundo, pelo menos o desenvolvido;
  2. Na Europa e EUA, há eventos climáticos severos, menor presença do governo e absurda responsabilização da conduta pessoal. Razão pela qual, por exemplo, o Business Interruption (Responsabilidade Civil), entre outros, é tão importante alhures;
  3. Quanto à virada transformadora da atual regulação da Susep, ela é caudatária da agenda ativa da nova política liberal econômica, que abrigou e alinhou os seguros no seu âmbito. Ambas as condições inexistiam antes (Ex: o comando do Ministério da Economia no CNSP e a nova Lei de Liberdade Econômica);
  4. Igualmente, no período pré-alinhamento dos seguros no Ministério da Economia, o resseguro tinha outra reserva de mercado, entre outras reservas que pesavam sobre partes do mercado segurador.

Enfim, a meu ver, as análises empolgadas da live deixaram de levar em conta os particularíssimos contextos históricos brasileiros, sobre os quais os advogados empolgados deveriam se debruçar mais. Tive a impressão de que a onda modernizadora da regulação dos seguros (necessária e elogiável) estaria sendo analisada agora como resultado de voluntarismos institucionais ou pessoais.

Houve avanços? Sem dúvida. Muito positivos e ansiosamente aguardados. Embora, sem o devido diagnóstico das condições particulares brasileiras, alguns poderiam concluir equivocadamente que estaríamos vivenciando o início da libertação dos escravos do conservadorismo, quando o progresso (ou consolidação) das novidades dependem mesmo é das condições estruturais do Brasil, que devem considerar, pelo menos:

  • I) oferta de dinheiro acessível, via mercado de capitais (mormente para financiamento estável de Sandbox, empresas com exigências “proporcionais” e insurtechs);
  • II) falta da persistência de eventos catastróficos (ainda bem!), que desestimulam business interruption e outras coberturas de grandes riscos;
  • III) carência de investimentos e estímulos estruturados para novos entrantes (vide oferta de capital);
  • IV) característica brasileira de um país de população de rendas médias e baixas (70% dos domicílios brasileiros integrados por famílias com rendimento abaixo de dois salários-mínimos);
  • V) insegurança jurídica – por falhas regulatórias ou ativismo judicial;
  • VI) insegurança político/institucional (me abstenho de julgar);
  • VII) custo da tecnologia (carência da autóctone e reservas de mercado);
  • VIII) reserva do estado em seguros como rural, acidentes do trabalho, exportações, previdência;
  • IX) estrutura e custo da intermediação.

Esses são apenas alguns pontos, para a sua reflexão, que colhi da live.

Você, como jovem advogado, não me leve a mal. Tenho reparado a avalanche de análises do ambiente atual dos seguros por inúmeros colegas seus advogados militantes. Para alguns, pareceria que o que se trata, na atualidade modernizadora, apenas de uma virada dos Marcos Legais*, como se fossem soluções bacanas, autônomas e inesperadas, para problemas macroestruturais que nunca tivessem sido antes endereçados.

E então me parece que a live deixou de abordar uma condição crucial: são as dimensões da política econômica, social, setorial e institucional que estariam em transformação – ainda de forma e substância precárias – e seu progresso e resultados dependeriam de consolidações e de mudanças estruturais e microeconômicas, cujas âncoras ainda não estão adequadamente aterradas na sociedade e na economia.

Perdoe-me essas notas muito sintéticas. Ao contrário do que possa parecer, pretendem estimulá-lo a buscar enxergar além das aparências, porque somos cidadãos e profissionais de um país muito complexo. E o mercado de seguros, pela sua sensibilidade social, não escapa. As soluções em perspectiva, infelizmente, não são triviais e estão para além de algumas empolgações do momento.

*Na universidade, você estudou pelos filósofos clássicos: as leis são a superestrutura que traduz e comanda para a sociedade as condições socioeconômicas prevalecentes.

Boas perspectivas para o mercado de seguros em 2021 464

Rinaldo Lima é vice-presidente do Sindseg NNE / Divulgação

Pandemia impulsionou setor, segundo vice-presidente do Sindseg NNE

Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), fechados os números de 2020, a arrecadação global do setor de seguros cresceu 1,3%. A arrecadação total foi de R$ 273,7 bilhões (sem saúde e sem DPVAT). Retornaram para a sociedade mais de R$ 151 bilhões em sinistros, benefícios, sorteios e resgates, um avanço de 8,3% em relação ao montante observado em 2019. Nos treze estados da região sindical do Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste (Sindseg NNE), destacaram-se em crescimento os seguros de Grandes Riscos (57%), Patrimonial (17,2%), Responsabilidade Civil (17,1%), Rural (16,2%) e Vida (16,5%).

Os números são relevantes diante de uma crise sem precedentes trazida pela pandemia, demonstrando que o mercado segurador tem grande capacidade de adaptação e, principalmente, resiliência, com boas perspectivas para continuar prosperando em 2021. É o que aponta Rinaldo Lima, vice-presidente do Sindseg NNE. Segundo executivo, a pandemia trouxe um senso maior de vulnerabilidade para a população, trazendo com ele a necessidade de buscar por proteções amplas e familiares. “O aumento da procura por Seguros de Vida e Residenciais comprova esse fato”, aponta.

Outra boa perspectiva para o setor diz respeito ao marco regulatório do saneamento, que prevê investimentos de R$ 700 bilhões até 2033 em obras estruturais e que trarão inúmeras oportunidades para o mercado de seguros, entre elas a previsão de geração de 700 mil empregos. O aumento da bancarização da população também traz impactos.

“Aproximadamente dez milhões de pessoas foram bancarizadas nessa pandemia, com espaço para mais”, explica Rinaldo, indicando que o setor de seguros colherá bons frutos dessa inclusão financeira, certamente na linha dos microsseguros, com espaço também para crescimento no produto de seguros para automóveis, já que menos de 30% da frota brasileira é segurada atualmente.

E para atender a demanda pela desburocratização no segmento, a aprovação das Insurtechs pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) desponta como uma forte oportunidade, contribuindo para a elevação da participação do mercado segurador no PIB brasileiro. “As Insurtechs são startups voltadas ao mercado de seguros que, em geral, atuam na oferta de soluções de aprimoramento para a experiência dos clientes”, explica.

Por fim, a tendência de simplificação, personalização e customização veio para ficar, e também desponta como uma oportunidade. “O cliente quer uma experiência que traga soluções personalizadas, que seja simples, de fácil entendimento e com uma proposta de valor atrativa para sua realidade”, finaliza Rinaldo.

Pesquisa do ISB Brasil entrega informações de inteligência estratégica aos associados 6934

Instituto apresentou dados detalhados que elegeram os vencedores do Prêmio Pinhão de Ouro 2020

Entender quais são os ambientes em que os corretores e as seguradoras atuam é fundamental para traçar com assertividade os panoramas dos produtos de seguros no Brasil. O Instituto Superior de Seguros e Benefícios Brasil (ISB Brasil) apresentou na última semana os resultados detalhados da pesquisa que organizou em 2020 e que serviu para coletar os votos para o Prêmio Pinhão de Ouro do ano passado.

Carlos André Cordeiro é Diretor de Pesquisa e Vice-Presidente do ISB Brasil / Reprodução LinkedIn

A entidade contou com a parceria da Tema Pesquisas para a coleta dos dados, que aconteceu através de um questionário composto com perguntas diretas, submetido aos respondentes escolhidos de forma aleatória pela empresa de análises. “Os dados coletados pela conceituada empresa de pesquisa trazem informações estratégicas para os associados do ISB Brasil. Todo o processo é feito por uma pequena comissão formada anualmente e a pesquisa é desenvolvida sem que os respondentes saibam previamente quando acontecerá. Todos os dados são mantidos em sigilo absoluto até a data do evento; onde se apresentam os campeões das categorias”, explicou o Diretor de Pesquisa e Vice-Presidente do ISB, Carlos André Cordeiro.

A ideia do Instituto, ao promover ações deste tipo, é que elas sirvam também como base e auxílio para o desenvolvimento do mercado de benefícios e seguros. As pesquisas, uma vez entregues aos associados da entidade, servem como informações de inteligência para futuras ações dessas empresas e profissionais. “Cada uma das companhias têm seus resultados individualizados, que são muito importantes para a estratégia e o trabalho que cada uma vai fazer dentro de suas empresas. Também tem o ranking dos profissionais, devido a quantidade de profissionais, que são muitos, tem três telas de profissionais votados, então não importa quem levou mais votos, cada um voto vale bastante. Os gestores podem saber que isso é bastante relevante”, comentou Carlos André.

Joceli Pereira é presidente do ISB Brasil / Divulgação

Para a presidente do ISB, Joceli Pereira, é interessante que muitas vezes até a falta de resposta em algumas categorias, como por exemplo Dental ou Previdência, significa uma oportunidade às companhias. “Quando um respondente não responde à pesquisa, aquele não também é um dado precioso para que possamos analisar mercados que ainda não estão sendo trabalhados pelos corretores, representando uma área a ser explorada pelas seguradoras”, destacou. “Reafirmo que, na parte específica de cada seguradora e operadora, por considerarmos serem dados de inteligência estratégica de cada companhia, eles pertencem às seguradoras, nós não vamos repassar a nenhuma outra instituição, cada um fica com seus dados para trabalhar internamente e recebem esta devolutiva apenas os associados do ISB Brasil”, acrescentou.

O momento de apresentação dos resultados também contou com a presença do presidente do Sindicato das Seguradoras do Paraná e Mato Grosso do Sul (Sindseg PR/MS), Altevir Prado. “Gostaria de parabenizar pela realização dessa pesquisa, que serve para o mercado em geral quase que como uma consultoria para o ramo. Um trabalho desta natureza, que agregue valor ao mercado, é como um fio

Altevir do Prado é presidente do Sindseg PR/MS / Divulgação
Altevir do Prado é presidente do Sindseg PR/MS / Divulgação

quase que de salvação a muitas organizações. Em termos de adaptação e reinvenção”, opinou. “Estamos fazendo um esforço no Sindicato no sentido de modernizar e agregar valor ao mercado. Um trabalho como esse que vocês fazem, agrega valor, pois o que importa é a percepção de todos os componentes do mercado de seguros. Isso orienta e reorienta as empresas e coloco o Sindseg PR/MS para intensificar e aumentar o diálogo para que possamos unirmos e agregar ainda mais valor ao mercado e de uma forma geral fazer com que as pessoas notem a importância das instituições”, complementou.

Wilsinho Pereira é presidente do Sincor PR / Reprodução Sincor PR

O presidente do Sincor do Paraná, Wilsinho Pereira ressaltou a coesão do trabalho realizado pelo Instituto mesmo em épocas de distanciamento social. “As ameaças existem, mas temos que ter fé no nosso mercado, além de consciência dos investimentos que são necessários. O que vocês estão fazendo é importantíssimo para informar as seguradoras, corretores e demais players de mercado com dados reais”, disse.

Além disso, já está sendo preparada uma próxima pesquisa com o objetivo de avaliar a percepção dos consumidores de seguros e benefícios. “Através da mesma empresa de pesquisa de mercado, coletamos com mais de 500 gestores de pequenas, médias e grandes empresas, informações sobre o comportamento de aquisição, grau de importância, impacto financeiro e outros dados junto aos responsáveis pela contratação dos produtos nas empresas. É uma pesquisa inédita e que fornecerá aos nossos associados, preciosas informações em relação aos hábitos de consumo e anseios dos consumidores”, finalizou o vice-presidente do ISB, Carlos André.

Retomada da economia depende da vacinação em massa 314

Divulgação
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O avanço das reformas estruturais, tema da matéria de capa da edição 916 da Revista de Seguros, publicação da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), deve permanecer no radar do Governo para que a economia, fragilizada pelos efeitos colaterais da pandemia, alcance um crescimento contínuo, mais vigoroso e capaz de reduzir as desigualdades aprofundadas pela Covid-19 nos próximos anos. Mesmo que o recrudescimento da pandemia neste momento exija medidas emergenciais que impactem as contas públicas, é urgente reduzir o tamanho do Estado, via reforma administrativa, melhorar sua eficiência (por meio de privatizações) e buscar a reforma tributária, para criar um ambiente mais favorável e seguro aos negócios.

Antes de tudo, um calendário factível da vacinação em massa da população é condição indispensável para a retomada não só do Brasil, mas também das economias da América Latina, tratadas em outra reportagem especial da Revista de Seguros. Entre temores de surgimento de novas variantes do vírus, riscos de colapsos do sistema de saúde e, na sequência, os remédios habituais (restrições à mobilidade de pessoas, ao funcionamento dos negócios até lockdowns), a recuperação econômica latina parece mais refratária, ainda que a taxa de crescimento esperada, de mais de 3% na média para os países da região em 2021, possa parecer razoável, se esquecidas as fortes perdas do ano passado.

Lideranças do setor segurador na América Latina, entre as quais o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, que também preside a Comissão Regional Sul da Federación Interamericana de Empresas de Seguros-Fides, e o boliviano Rodrigo Bedoya, Presidente da Fides e da Asociación Boliviana de Aseguradores, avaliam as perspectivas da atividade no ano. “Além da vacinação, os governos da América Latina devem ser austeros e assertivos nos gastos públicos, precisam promover políticas para reduzir a taxa de desemprego e amparar as camadas mais pobres afetadas pela pandemia. Não são tarefas simples exigidas para a recuperação de economias médias e fragilizadas”, afirma Marcio Coriolano.

A Revista de Seguros publica também uma entrevista exclusiva com Miriam Wimmer, diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a entidade federal guardiã da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Na pauta, o planejamento estratégico da ANPD, temas prioritários para dar transparência e previsibilidade aos agentes de tratamento e aos titulares de dados e os preparativos para receber comunicações de indivíduos e de organizações, sobretudo sobre incidentes de segurança.

O ano de 2021 mantém o viés de incertezas, mas algumas atividades apresentam indicações de reação mais consistente. Esse é o caso do comércio exterior brasileiro. A previsão é de que as exportações, aproveitando-se da retomada da economia global, voltem à casa de dois dígitos(mais de 13%), alcançando R$ 237,3 bilhões até dezembro, enquanto o superávit comercial, quase US$ 70 bilhões no ano, pelas contas da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Outro setor que deve permanecer em alta é o imobiliário. A taxa Selic reduzida torna a compra de imóveis um ativo atraente na diversificação de portfólio dos investidores, ao passo que a pandemia faz mais pessoas buscarem casas mais confortáveis para suportar as quarentenas ou dispor de propriedades mais adequadas para o home office.

Na contramão, uma reportagem registra os desafios à espreita da indústria automobilística. As montadoras devem promover inovação em um ambiente de negócio bastante adverso- queda acentuada das vendas na pandemia, fechamento de fábricas, concorrência dos aplicativos de transporte, chegada dos carros elétricos e talvez dos autônomos.